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PARASITOLOGIA CLÍNICA Prof. Patrick Menezes HELMINTOLOGIA Relação com outros ovos Nematelmintos Ascaris lumbricoides Enterobius vermicularis Tricuris trichiura Ancilostomideos S.stercoralis http://w3.ufsm.br/parasitologia/imagensendo/adultosascaris.jpg http://www.smittskyddsinstitutet.se/upload/Analyser/StrongylLarvAM-a.jpg • Ovo tem a forma oval • Adulto Longo, cilíndrico e com as extremidades afiladas; Habitam o lúmen do intestino delgado • Fêmea: Mede em torno de 25 a 40 cm Põe em média 200 mil ovos por dia • Macho: Mede cerca de 15 a 20 cm Apresenta um enrolamento ventral da cauda MORFOLOGIA: ASCARIDÍASE Ascaris lumbricoides www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015 http://www.paulomargotto.com.br/ Ascaris lumbricoides Ciclo de Vida MANUAL DE LABORATÓRIO CLÍNICO LIDANGALIA NHA GUTI MADWALI / DHIBUKU DHA LÂYO KUDZIVA MADHULY / A BUKU GO KAMBA A MABABYI Província de Inhambane, Moçambique 1ª ed.,2008. Patologia e Sintomatologia: ➢ Reações alérgicas (neurotoxinas) ➢ Eosinofilia (Síndrome de Löffler) ➢ Tosse, febre e bruxismo ➢ Anemia hipocrômica ➢ Obstrução intestinal e bililar (parasitose maciça) ➢ Desnutrição em crianças ➢ Dor abdominal e vômitos ➢ Diarreia Ascaridíase Vivem na luz do intestino delgado Postura de 200 mil ovos/ dia Ovos férteis: grande resistência ao meio externo Desenvolvendo-se quando as condições do meio se tornam propícias. NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. Ovos Ascaris OVO FÉRTIL Esférico ou subesférico, casca grossa com membrana externa mamilonada (75% liídio 25% proteína). Após absorção de pigmentos fecais fica com coloração marrom. OVO INFÉRTIL São mais alongados e casca mais delgada , com camada albuminosa reduzida, irregular ou ausente. No interior possui grânulos refringentes, com mamilos de aspecto grosseiro. São incapazes de evoluir. PROFILAXIA: • Higiene pessoal • Educação sanitária • Saneamento básico • Tratamento dos doentes ASCARIDÍASE Ascaris lumbricoides www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. http://www.paulomargotto.com.br/ Tricuríase ✓ Trichiuris (Roederer, 1761) “cauda em forma de cabelo” ✓ Trichiuris trichiura (Linneu, 1771) ✓ Sinonímia: Trichocephalus (Goeze, 1782) não aprovado pelo comitê de nomenclatura zoológica internacional. MANUAL DE LABORATÓRIO CLÍNICO LIDANGALIA NHA GUTI MADWALI / DHIBUKU DHA LÂYO KUDZIVA MADHULY / A BUKU GO KAMBA A MABABYI Província de Inhambane, Moçambique 1ª ed.,2008. QUADRO CLÍNICO www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015 ENTEROBÍASE Enterobius vermicularis NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. • Assintomático • Principal sintoma: Prurido perianal • É mais exacerbado à noite acompanhado de irritabilidade e sono intranquilo; • As escoriações decorrente ao ato de coçar podem resultar em infecções secundárias em torno do ânus. • Sintomas inespecíficos: Vômitos, dores abdominais, e raramente fezes sanguinolentas. • Complicações: Salpingites, vulvovaginites, granulomas pelvianos→ Esporadicamente • Infecções secundárias às escoriações. http://www.paulomargotto.com.br/ ENTEROBÍASE Enterobius vermicularis Infecção por oxíurus* EPIDEMIOLOGIA Acomete indivíduos de todas as idades e todas as classes sociais; • NÃO está relacionado com o nível socioeconômico da população. Mais frequente na idade escolar. Afeta mais de um membro da família • Controle deve ser dirigido a pessoas que vivem no mesmo domicílio. www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. http://www.paulomargotto.com.br/ ➢ Também conhecida como oxiuríase. ➢ Existem diversas espécies, sendo a Enterobius vermicuIaris exclusiva do homem. Enterobius vermicuIaris – forma de infecção Enterobius vermicularis ovos MÉTODO DA FITA DE CELOFANE ADESIVA E TRANSPARENTE – Graham ou fita gomada Lâmina com dois adultos MANUAL DE LABORATÓRIO CLÍNICO LIDANGALIA NHA GUTI MADWALI / DHIBUKU DHA LÂYO KUDZIVA MADHULY / A BUKU GO KAMBA A MABABYI Província de Inhambane, Moçambique 1ª ed.,2008. Esquistossomose ➢ A. Etiológico→ Shcistosoma mansoni (Brasil) ➢No Brasil conhecida como Barriga d'água, doença dos caramujos, moléstia de Pirajá da Silva e etc. ➢ Foram encontradas em múmias egípcias da XX dinastia (> 3.000 anos de idade). Schistosoma mansoni e esquistossomose Morfologia Diagnóstico clínico Fase aguda: dermatite cercariana, urticária, edema localizado. Schistosoma mansoniSchistosoma mansoni Ciclo de Vida Ciclo de Vida Teníase: ❖ Ingestão de carne de bovino crua ou mal cozida contendo cisticercos de T. saginata; ❖ Ingestão de carne de porco crua ou mal cozida contendo cisticercos de T. solium. Cisticercose: ❖ Auto-infecção externa: paciente ingere ovos ou proglotes de sua própria tênia por falta de higiene ou coprofagia; ❖ Auto-infecção interna: retroperistaltismo; ❖ Heteroinfecção: Ingestão de ovos junto com alimentos. Teníase e Cisticercose Teníase e cisticercose ➢ Conhecida popularmente como “solitária”(Teníase) e “canjiquinha” cisticercose. ➢ Ag etiológicos: Taenia solium (porco) Taenia saginta(Boi) ➢ Altamente endêmico de populações rurais Diferenças Taenia Teníase Taenia sollium (porco) e Taenia saginata (boi) Proglotes -> ovos -> hosp. Intermediário -> intestino delgado ->embrião -> circulação -> músculo -> ingestão de carne mal cozida -> liberação no parasito no intestino delgado-> proglotes (90 dias). Quadro clínico: dores abdominais,constipação, diarréia, fome intensa. NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. Cisticercose Cisticercose NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. •Cistos viáveis causam pequena resposta inflamatória no tecido vizinho e escassa sintomatologia. •Sintomas decorrem da morte ou da degeneração dos parasitos ✓ Convulsões ✓ Reações meníngeas ✓ Distúrbios visuais ✓ Cefaléia ✓ Vômitos ✓ Distúrbios mentais progressivos ✓ Síndrome de hipertensão intracraniana Ovos Hymenolepis nana / diminuta Hymenolepis nana ➢ É uma parasitose que ocorre principalmente em crianças de 8 a 12 anos. Está associada a imunidade e higiene. A pessoa pode carregar os ovos embaixo das unhas. ➢ Sem muita importância médica ➢ Conhecida como “tênia anã”. ➢ Habitat no homem: Intestino delgado. Hymenolepis diminuta ➢ Parasita de ratos. ➢ Ciclo sempre heteroxênico (Homem ingerindo insetos como pulga). ➢ 20 a 30 cm de comprimento. Patogenia, tratamento, diagnóstico e profilaxia são semelhante aos outros cestodas. CICLO BIOLÓGICO www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015 ESTRONGILOIDÍASE Strongyloides stercoralis http://www.paulomargotto.com.br/ ESTRONGILOIDÍASE Strongyloides stercoralis EPIDEMIOLOGIA A transmissão requer solo quente e úmido Fatores de risco: Condições ambientais precárias Aglomerações humanas Cães e gatos podem ser reservatórios Hiperinfecção acomete indivíduos imunodeprimidos www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015 http://www.paulomargotto.com.br/ ANCILOSTOMÍASE Ancylostoma duodenale E Necator americanus Conhecida como amarelão ou doença do Jeca Tatu EPIDEMIOLOGIA: São parasitas de região quente e úmida, portanto, predominam-se em áreas rurais, estando muito associado a áreas sem saneamento e cujas populações tem hábito de andar descalças. A. duodenalemais prevalente na Europa e na Ásia e o N. americanus, na África e nas Américas www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. http://www.paulomargotto.com.br/ Ancilostomose “A inteligência do amarelado atrofia-se e a triste figura, incapaz de ação, incapaz de vontade, incapaz de progresso, torna-se escravo dos vermes” (Monteiro Lobato, 1919, Urupês). Ciclo biológicoCiclo biológico Ciclo de vida 1ª No meio externo (vida livre)→ ovo embrionado, L1, L2 e L3 2ª No hospedeiro definitivo (vida parasitária)→ L3 (infectante), L4, L5 e adulto (intestino delgado). *100-1000 vermes → retiram de 5 a 15 mg de Fe por dia www.paulomargotto.com.br – Brasília, 17/9/2015 ANCILOSTOMÍASE Ancylostoma duodenale E Necator americanus http://www.paulomargotto.com.br/ Ancilostomíase Ancylostoma duodenale e Necator americanus ✓ Larvas filariformes -> pele ->pulmões-> deglutidas -> intestino delgado -> verme adulto ✓ Fixação por ventosas, espoliação de ferro Quadro clínico: ✓ Assintomático ✓ Lesões urticariformes, dermatite pruriginosa, S. de Löeffler ✓ Sintomas digestivos, geofagia Agente etiológico Ancylostoma duodenale Necator americanus Agente etiológico MANUAL DE LABORATÓRIO CLÍNICO LIDANGALIA NHA GUTI MADWALI / DHIBUKU DHA LÂYO KUDZIVA MADHULY / A BUKU GO KAMBA A MABABYI Província de Inhambane, Moçambique 1ª ed.,2008. Larva migrans Agente etiológico. ➢ Ancylostoma braziliense ➢ Ancylostoma caninum Patogenia ➢ Larva migrans cutânea ➢ Larva migrans visceral ➢ Larva migrans ocular Larva migrans Strongyloides stercoralis Reservatório: O homem, gatos, cães e primatas têm sido encontrados infectados. MANUAL DE LABORATÓRIO CLÍNICO LIDANGALIA NHA GUTI MADWALI / DHIBUKU DHA LÂYO KUDZIVA MADHULY / A BUKU GO KAMBA A MABABYI Província de Inhambane, Moçambique 1ª ed.,2008. Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti Típicas das regiões subdesenvolvidas 900 milhões vivem em área de risco 80 países endêmicos 100 milhões de infectados Brasil: Maceió, Recife, Olinda e Belém Vetor no Brasil: Culex quinquefasciatus Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. Ciclo vital Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti Adultos TÉCNICA DE KNOTT - (Técnica de concentração) Pesquisa de filárias na corrente circulatória Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. Vetor – Culex quinquefasciatus Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti Fascíola Hepática Fasciolose ➢ A Fascíola hepática Lineu, 1758 é um parasito de canais biliares de ovinos, bovinos, caprinos, suínos e vários mamíferos silvestres. ➢Homem é hospedeiro acidental. Por isso não há uma patogenia muito evidente, fora as lesões manifestadas por migração do parasita. ➢Diagnóstico muito difícil no homem. Ciclo de vida Exames complementares ICT – anticorpos antifilária Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti Profilaxia Melhoria dos sistemas de abastecimento de água e tratamento do esgoto Educação sanitária e ambiental e desenvolvimento social Tratamento dos portadores Combate ao vetor: uso de inseticidas e melhoria das condições sociais Filaríase Linfática/ Elefantíase Wuchereria bancrofti NEVES, D.P. Parasitologia Humana. Editora Atheneu, 12ª ed, 2011. ARTEFATOS Parasitologia é muito bom!