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Questões resolvidas

Com relação à representação, é correto afirmar que o Ministério Público
A) deve apresentar prova de materialidade e indícios de autoria do ato infracional para que seja recebida.
B) se não oferece representação à autoridade judiciária, com proposta de instauração de procedimento para aplicação da medida socioeducativa que se afigurar a mais adequada, promove o arquivamento ou concede a remissão, com encaminhamento do menor ao atendimento psicossocial.
C) poderá formular pedido de internação provisória no seu bojo, que será decidido na audiência de apresentação do adolescente.
D) a oferece por petição, no prazo de quarenta e oito horas a contar da apresentação do adolescente, ou oralmente, impreterivelmente na sessão diária instalada pela autoridade judiciária.
A) deve apresentar prova de materialidade e indícios de autoria do ato infracional para que seja recebida.
B) se não oferece representação à autoridade judiciária, com proposta de instauração de procedimento para aplicação da medida socioeducativa que se afigurar a mais adequada, promove o arquivamento ou concede a remissão, com encaminhamento do menor ao atendimento psicossocial.
C) poderá formular pedido de internação provisória no seu bojo, que será decidido na audiência de apresentação do adolescente.
D) a oferece por petição, no prazo de quarenta e oito horas a contar da apresentação do adolescente, ou oralmente, impreterivelmente na sessão diária instalada pela autoridade judiciária.

Assinale a alternativa correta.
A) Os crimes omissivos impróprios dispensam a existência de um resultado e, portanto, não necessitam de verificação do nexo de causalidade.
B) A teoria da imputação objetiva do resultado estabelece os seguintes requisitos: a criação de um risco jurídico-penal relevante não coberto pelo risco permitido, a realização desse risco no resultado e a independência do resultado produzido entre o âmbito de proteção da norma penal.
C) O Código Penal em vigor admite a concausa como condição concorrente para a produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito.
D) De acordo com o Código Penal Brasileiro, a relação de causalidade entre a conduta humana e o resultado é uma relação valorada que deve ser aferida conjuntamente com o vínculo subjetivo do agente limitada ao dolo ou culpa.
A) Os crimes omissivos impróprios dispensam a existência de um resultado e, portanto, não necessitam de verificação do nexo de causalidade.
B) A teoria da imputação objetiva do resultado estabelece os seguintes requisitos: a criação de um risco jurídico-penal relevante não coberto pelo risco permitido, a realização desse risco no resultado e a independência do resultado produzido entre o âmbito de proteção da norma penal.
C) O Código Penal em vigor admite a concausa como condição concorrente para a produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito.
D) De acordo com o Código Penal Brasileiro, a relação de causalidade entre a conduta humana e o resultado é uma relação valorada que deve ser aferida conjuntamente com o vínculo subjetivo do agente limitada ao dolo ou culpa.

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Questões resolvidas

Com relação à representação, é correto afirmar que o Ministério Público
A) deve apresentar prova de materialidade e indícios de autoria do ato infracional para que seja recebida.
B) se não oferece representação à autoridade judiciária, com proposta de instauração de procedimento para aplicação da medida socioeducativa que se afigurar a mais adequada, promove o arquivamento ou concede a remissão, com encaminhamento do menor ao atendimento psicossocial.
C) poderá formular pedido de internação provisória no seu bojo, que será decidido na audiência de apresentação do adolescente.
D) a oferece por petição, no prazo de quarenta e oito horas a contar da apresentação do adolescente, ou oralmente, impreterivelmente na sessão diária instalada pela autoridade judiciária.
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C) poderá formular pedido de internação provisória no seu bojo, que será decidido na audiência de apresentação do adolescente.
D) a oferece por petição, no prazo de quarenta e oito horas a contar da apresentação do adolescente, ou oralmente, impreterivelmente na sessão diária instalada pela autoridade judiciária.

Assinale a alternativa correta.
A) Os crimes omissivos impróprios dispensam a existência de um resultado e, portanto, não necessitam de verificação do nexo de causalidade.
B) A teoria da imputação objetiva do resultado estabelece os seguintes requisitos: a criação de um risco jurídico-penal relevante não coberto pelo risco permitido, a realização desse risco no resultado e a independência do resultado produzido entre o âmbito de proteção da norma penal.
C) O Código Penal em vigor admite a concausa como condição concorrente para a produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito.
D) De acordo com o Código Penal Brasileiro, a relação de causalidade entre a conduta humana e o resultado é uma relação valorada que deve ser aferida conjuntamente com o vínculo subjetivo do agente limitada ao dolo ou culpa.
A) Os crimes omissivos impróprios dispensam a existência de um resultado e, portanto, não necessitam de verificação do nexo de causalidade.
B) A teoria da imputação objetiva do resultado estabelece os seguintes requisitos: a criação de um risco jurídico-penal relevante não coberto pelo risco permitido, a realização desse risco no resultado e a independência do resultado produzido entre o âmbito de proteção da norma penal.
C) O Código Penal em vigor admite a concausa como condição concorrente para a produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito.
D) De acordo com o Código Penal Brasileiro, a relação de causalidade entre a conduta humana e o resultado é uma relação valorada que deve ser aferida conjuntamente com o vínculo subjetivo do agente limitada ao dolo ou culpa.

Prévia do material em texto

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 OBSERVAÇÕES INICIAIS 
 
O presente material foi preparado pela Equipe Mege imediatamente após a 
divulgação do gabarito preliminar da prova objetiva do TJ-AC. O intuito é auxiliar nossos 
alunos na revisão de temas cobrados no certame em formato conclusivo. Trata-se de 
versão preliminar elaborada com as finalidades informadas e concluída por nosso time 
específico para 1ª fase de magistratura estadual, sem maiores pretensões de 
aprofundamento e trabalho editorial neste momento de apoio. 
Nas questões que identificamos como antecipadas consideramos apenas o 
conteúdo da turma de reta final TJ-AC, não sendo listadas nesta abordagem, diante do 
curto tempo (com foco maior em ajudar na via recursal e análise de maior ou menor 
chance de aprovação), as produções das Turmas Regulares e Extensivas de Magistratura 
Estadual (que visam um edital completo de magistratura) e Mege Informativos. 
Agradecemos os comentários de reconhecimento pelo trabalho elaborado 
recebidos de nossos alunos em redes sociais, e-mails e mensagens na área do aluno. De 
fato, novamente, foi cumprido o compromisso de revisão e treinamento no formato 
apresentado pela prova oficial. 
Nossa equipe tem certeza que será, como de costume, uma invasão de 
megeanos na segunda fase (com corte estimado em 71 pontos). Guardem esta 
informação! Importante frisar ainda que não identificamos questões com maiores 
polêmicas passíveis de recurso. Ainda assim, o presente material possui grande 
relevância para identificação dos temas cobrados e revisão de assuntos importantes em 
provas objetivas. 
Aos alunos do TJ-AC (Reta Final), pedimos que não deixem de reler os 
conteúdos das rodadas com temas antecipados na prova. A melhor fixação será 
importante nos próximos desafios. Como perceberam, o estudo em sprint final foi 
revertido em pontos decisivos. Sempre acreditamos muito que, com o devido foco, é 
possível evoluir mesmo em menor prazo. 
Por fim, vale ressaltar que estamos com inscrições abertas para Turma de 2ª 
fase TJ-AC, onde contaremos com videoaulas, provas autorais e focadas no estilo 
esperado para o concurso, correções efetivamente personalizadas, material de apoio, 
preparação verticalizada em Humanística com o professor Rosângelo Miranda e 
coordenação geral do professor Luiz Otávio Rezende (Juiz do TJDFT; ex-examinador de 
certames para magistratura; e autor em Sentença Cível e Sentença Penal pela Editora 
Juspodivm), que será auxiliado por outros ex-examinadores de concursos públicos nas 
nossas correções de atividades. Tudo pensado para auxiliar nossos alunos na 
manutenção da liderança de aprovações também na 2ª fase. Turma com vagas 
limitadas! 
 
 
3 
 
Inscrições, com preço promocional de lançamento no endereço: 
www.mege.com.br/cursomege 
 
Bons estudos! 
Atenciosamente, 
Equipe Mege. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file:///C:/Users/Arnaldo%20Bruno/Downloads/www.mege.com.br/cursomege
 
 
4 
SUMÁRIO 
 
BLOCO I ............................................................................................................................. 5 
DIREITO CIVIL ................................................................................................................ 5 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL ........................................................................................ 16 
DIREITO DO CONSUMIDOR ......................................................................................... 26 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ................................................................. 35 
BLOCO II .......................................................................................................................... 43 
DIREITO PENAL ............................................................................................................ 43 
DIREITO PROCESSUAL PENAL ...................................................................................... 50 
DIREITO CONSTITUCIONAL ......................................................................................... 62 
DIREITO ELEITORAL ..................................................................................................... 72 
BLOCO III ......................................................................................................................... 76 
DIREITO EMPRESARIAL ............................................................................................... 76 
DIREITO TRIBUTÁRIO .................................................................................................. 81 
DIREITO AMBIENTAL ................................................................................................... 87 
DIREITO ADMINISTRATIVO ......................................................................................... 91 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
BLOCO I 
 
DIREITO CIVIL 
 
01. Assinale a alternativa correta sobre o instituto da tomada de decisão apoiada, 
instituído pela Lei no 13.146/2015 (Estatuto da pessoa com deficiência). 
 
(A) O procedimento de tomada de decisão apoiada poderá se dar via judicial ou 
extrajudicial, de modo que a forma extrajudicial exige o instrumento público. 
 
(B) Havendo divergência de opiniões entre a pessoa apoiada e um dos apoiadores, em 
negócio jurídico que possa trazer risco ou prejuízo relevante à pessoa com deficiência, 
prevalecerá a opinião contrária à realização do negócio. 
 
(C) Os apoiadores devem manter vínculo de parentesco com a pessoa com deficiência, 
em linha reta, ou colateral até o quarto grau. 
 
(D) No procedimento de tomada de decisão apoiada, é necessária a delimitação do 
apoio a ser oferecido à pessoa com deficiência, bem como o prazo de vigência do 
acordo. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Somente pode ser judicial, nos termos do Art. 1.783-A, §3º 
 
(B) Incorreta. Cabe ao juiz decidir, conforme Art. 1.783-A § 6o: “ Em caso de negócio 
jurídico que possa trazer risco ou prejuízo relevante, havendo divergência de opiniões 
entre a pessoa apoiada e um dos apoiadores, deverá o juiz, ouvido o Ministério Público, 
decidir sobre a questão.” 
 
(C) Incorreta. Não precisa ser parente, mas pelo menos 2 (duas) pessoas idôneas, com 
as quais mantenha vínculos e que gozem de sua confiança, nos termos do art. 1.783-A, 
caput. 
 
(D) Correta. Nos termos do Art. 1.783-A, § 1o do Código Civil. 
“Art. 1.783-A, § 1o Para formular pedido de tomada de decisão apoiada, a pessoa com 
deficiência e os apoiadores devem apresentar termo em que constem os limites do apoio 
a ser oferecido e os compromissos dos apoiadores, inclusive o prazo de vigência do 
acordo e o respeito à vontade, aos direitos e aos interesses da pessoa que devem apoiar.” 
 
 
 
6 
 
02. Assinale a alternativa correta sobre os bens de família, de acordo com a legislação 
pertinente e entendimento jurisprudencial sobre a matéria. 
 
(A) É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de locação 
residencial. 
 
(B) A legislação afasta a impenhorabilidade inerente ao bem de família se o imóvel 
residencial for de luxo, assim considerado aquele localizado em zona nobre e com alto 
valor de mercado. 
 
(C) O conceito de impenhorabilidade de bem de família não abrange o imóvel 
pertencente às pessoas solteiras. 
 
(D) A vaga de garagem que possui matrícula própria no cartório de registro de imóveis 
constitui bem de família para efeitos de penhora, desde que seja a única vaga de 
garagem em nome do executado. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. Súmula 549-STJ: É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador 
de contrato de locação. 
 
(B) Incorreta. não existe previsão legal, apenas entendimento jurisprudencial, que 
reconhece a relativização da impenhorabilidade do imóvel luxuoso utilizadocomo 
residência da família e que, a princípio, é tido como bem de família. 
 
(C) Incorreta. Súmula 364-STJ: O conceito de impenhorabilidade de bem de família 
abrange também o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e viúvas. 
 
(D) Incorreta. Súmula 449-STJ: A vaga de garagem que possui matrícula própria no 
registro de imóveis não constitui bem de família para efeito de penhora. 
 
 
03. Igor adquiriu, por meio de compromisso de venda e compra, a propriedade de uma 
unidade autônoma futura (apartamento), integrante de um prédio residencial a ser 
construído pela Rio Branco Incorporação Ltda. (“Rio Branco”). Pela aquisição do 
apartamento, ajustou-se o valor total de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), dos 
quais R$ 20.000,00 (vinte mil reais) correspondiam à comissão de corretagem e R$ 
380.000,00 (trezentos e oitenta mil reais) correspondiam efetivamente ao preço do 
 
 
7 
apartamento. Passados 12 (doze) meses da assinatura do instrumento particular de 
compromisso de venda e compra, apesar de Igor estar em dia com o pagamento das 
parcelas do preço, resolveu desistir do negócio, solicitando à Rio Branco o distrato. 
Àquela altura, Igor já havia efetuado o pagamento da comissão de corretagem (R$ 
20.000,00) e mais R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) correspondentes ao preço do 
apartamento. O empreendimento ainda estava em fase de construção, não havendo a 
expedição do auto de conclusão da obra. A incorporação estava submetida ao regime 
de afetação, e o instrumento contratual previa cláusula penal dispondo a perda de 50% 
(cinquenta por cento) das quantias já pagas. Considerando a recente legislação que 
tratou da matéria, promovendo alterações na Lei no 4.591/1964 (incorporações 
imobiliárias), assinale a alternativa correta. 
 
(A) Igor terá direito à devolução de R$ 10.000,00 (dez mil reais) correspondentes à 
comissão de corretagem, bem como à devolução de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), 
correspondentes a 50% (cinquenta por cento) dos valores pagos pelo apartamento, 
ambos atualizados com base no índice contratualmente estabelecido a título de 
correção monetária das parcelas do preço. 
 
(B) Igor terá direito tão somente à devolução de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), 
correspondentes a 50% (cinquenta por cento) dos valores pagos pela aquisição do 
apartamento, atualizados com base no índice contratualmente estabelecido a título de 
correção monetária das parcelas do preço. 
 
(C) Não deverá ser restituída a quantia de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), paga por Igor a 
título de comissão de corretagem, e a construtora poderá aplicar a cláusula penal em 
sua integralidade (perda de 50% do valor pago, correspondente a R$ 40.000,00) se 
comprovar que seu prejuízo é igual ou superior a essa quantia. 
 
(D) A cláusula penal é nula de pleno direito, na medida em que não poderia exceder 25% 
(vinte e cinco por cento) dos valores pagos a título de aquisição do apartamento, razão 
pela qual o valor a ser restituído será arbitrado judicialmente. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
No desfazimento do contrato em razão de distrato ou inadimplemento do adquirente, 
este terá direito à restituição das quantias que houver pago diretamente ao 
incorporador, com correção monetária, podendo o incorporador reter a integralidade 
da comissão de corretagem e a pena convencional em 25% da quantia paga pelo 
adquirente ou 50% em caso de incorporação submetida ao regime do patrimônio de 
afetação. 
 
 
8 
 
Agora, se o desfazimento ocorreu depois de entregue a unidade, o adquirente 
responderá também pelos seguintes valores: 1) impostos reais sobre o imóvel; 2) cotas 
de condomínio e associações de moradores; 3) valor correspondente à fruição do 
imóvel, equivalente à 0,5% sobre o valor atualizado do contrato, pro rata die; 4) demais 
encargos incidentes sobre o imóvel e despesas previstas no contrato. 
 
Fonte: CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Resolução de promessa de compra e venda 
e restituição imediata dos valores pagos. Buscador Dizer o Direito, Manaus. 
Lei 4.591/1964 
Art. 67-A. Em caso de desfazimento do contrato celebrado exclusivamente com o 
incorporador, mediante distrato ou resolução por inadimplemento absoluto de 
obrigação do adquirente, este fará jus à restituição das quantias que houver pago 
diretamente ao incorporador, atualizadas com base no índice contratualmente 
estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço do imóvel, delas 
deduzidas, cumulativamente: 
I – a integralidade da comissão de corretagem; 
II – a pena convencional, que não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da 
quantia paga; 
(…) 
§ 5º Quando a incorporação estiver submetida ao regime do patrimônio de afetação, 
de que tratam os arts. 31-A a 31-F desta Lei, o incorporador restituirá os valores pagos 
pelo adquirente, deduzidos os valores descritos neste artigo e atualizados com base no 
índice contratualmente estabelecido para a correção monetária das parcelas do preço 
do imóvel, no prazo máximo de 30 (trinta) dias após o habite-se ou documento 
equivalente expedido pelo órgão público municipal competente, admitindo-se, nessa 
hipótese, que a pena referida no inciso II do caput deste artigo seja estabelecida até o 
limite de 50% (cinquenta por cento) da quantia paga. 
 
 
04. Ágata adquiriu um imóvel por meio de venda e compra, pactuando alienação 
fiduciária em garantia em benefício de uma renomada instituição financeira. Deixando 
de pagar determinadas parcelas do financiamento imobiliário, a fiduciante foi intimada 
pelos correios, com Aviso de Recebimento (AR), para purgar a mora no prazo legal. A 
carta foi recebida pessoalmente por Ágata. Não ocorrendo a purgação da mora, foi 
consolidada a propriedade em nome da instituição financeira, sendo designados os 
públicos leilões após as formalidades legais. A instituição financeira enviou notificação 
para o único endereço (físico) constante no instrumento contratual, informando à 
fiduciante as datas, horários e locais dos leilões. A correspondência física foi recebida 
pelo porteiro do edifício. Os leilões seriam realizados nos dias 11 de fevereiro de 2019 e 
 
 
9 
18 de fevereiro do mesmo ano, em primeira e segunda hasta, respectivamente. Nesse 
cenário, assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei no 9.514/97. 
 
(A) Ágata terá até o dia 18 de fevereiro para exercer seu direito de preferência para 
adquirir novamente o imóvel, por preço correspondente ao valor da dívida, somado às 
despesas, aos prêmios de seguro, aos encargos legais, tributos e contribuições 
condominiais, tributos incidentes para a consolidação da propriedade, além de outras 
despesas inerentes ao procedimento de cobrança, leilão e nova aquisição. 
 
(B) Em segundo leilão, será aceito o maior lance oferecido, desde que igual ou superior 
ao valor da dívida, das despesas, dos encargos legais, dos tributos e das contribuições 
condominiais, mas nunca em valor inferior ao utilizado pelo órgão competente como 
base de cálculo para apuração do imposto sobre transmissão inter vivos (ITBI). 
 
(C) É nula a intimação de Ágata para purgar a mora, na medida em que a intimação deve 
ser pessoal, não se admitindo a intimação pelos correios. 
 
(D) Os leilões realizados nos dias 11 e 18 de fevereiro de 2019 deverão ser anulados e 
redesignados, na medida em que Ágata deveria ter recebido pessoalmente a notificação 
informando sobre as datas, horários e locais dos leilões. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
Lei 9.514/97 - Sistema de Financiamento Imobiliário, institui a alienação fiduciária de 
coisa imóvel e dá outras providências. 
 
(A) Correta. Art. 27. § 2o-B. Após a averbação da consolidação da propriedade 
fiduciária no patrimônio do credor fiduciário e até a data da realização do segundo 
leilão, é assegurado ao devedor fiduciante o direito de preferência para adquirir oimóvel 
por preço correspondente ao valor da dívida, somado aos encargos e despesas de que 
trata o § 2o deste artigo, aos valores correspondentes ao imposto sobre transmissão 
inter vivos e ao laudêmio, se for o caso, pagos para efeito de consolidação da 
propriedade fiduciária no patrimônio do credor fiduciário, e às despesas inerentes ao 
procedimento de cobrança e leilão, incumbindo, também, ao devedor fiduciante o 
pagamento dos encargos tributários e despesas exigíveis para a nova aquisição do 
imóvel, de que trata este parágrafo, inclusive custas e emolumentos 
 
(B) Incorreta. Não existe a ressalva feita ao final. 
 
 
10 
Art. 27, § 2º No segundo leilão, será aceito o maior lance oferecido, desde que igual ou 
superior ao valor da dívida, das despesas, dos prêmios de seguro, dos encargos legais, 
inclusive tributos, e das contribuições condominiais. 
 
(C) Incorreta. Art. 26, § 3o-B. Nos condomínios edilícios ou outras espécies de conjuntos 
imobiliários com controle de acesso, a intimação de que trata o § 3o-A poderá ser feita 
ao funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência. 
 
(D) Incorreta. Art. 37§ 2o-A. Para os fins do disposto nos §§ 1o e 2o deste artigo, as 
datas, horários e locais dos leilões serão comunicados ao devedor mediante 
correspondência dirigida aos endereços constantes do contrato, inclusive ao endereço 
eletrônico. 
 
 
05. Sobre o regime de bens entre os cônjuges, assinale a alternativa correta. 
 
(A) É obrigatório o regime da comunhão parcial de bens para as pessoas que contraírem 
casamento com inobservância das causas suspensivas de sua celebração. 
 
(B) O pacto antenupcial poderá ser celebrado por escritura pública ou instrumento 
particular, desde que registrado em cartório. 
 
(C) No regime da comunhão parcial de bens, comunicam-se os bens que sobrevierem ao 
casal, na constância do casamento, incluindo os recebidos por um dos cônjuges via 
doação. 
 
(D) No regime da separação convencional de bens, é válida e eficaz a fiança prestada por 
um dos cônjuges sem a autorização do outro. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. O regime é da separação de bens - “Art. 1.641. É obrigatório o regime da 
separação de bens no casamento: I - das pessoas que o contraírem com inobservância 
das causas suspensivas da celebração do casamento;” 
 
(B) Incorreta. Somente pode ser feito por escritura pública – “art. 1.640 Parágrafo único. 
Poderão os nubentes, no processo de habilitação, optar por qualquer dos regimes que 
este código regula. Quanto à forma, reduzir-se-á a termo a opção pela comunhão 
parcial, fazendo-se o pacto antenupcial por escritura pública, nas demais escolhas.” 
 
 
 
11 
(C) Incorreta. Os bens recebidos em doação são excluídos da comunhão - “Art. 1.659. 
Excluem-se da comunhão: I - os bens que cada cônjuge possuir ao casar, e os que lhe 
sobrevierem, na constância do casamento, por doação ou sucessão, e os sub-rogados 
em seu lugar;” 
 
(D) Correta. Art. 1.647. Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, 
sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta: (…) III - prestar 
fiança ou aval; 
 
 
06. Assinale a alternativa correta sobre os alimentos. 
 
(A) Fixados os alimentos judicialmente, sua redução ou majoração somente poderá ser 
pleiteada após decorridos 6 (seis) meses da fixação. 
 
(B) Os alimentos gravídicos são devidos pelo suposto pai, à mulher gestante, bastando 
a existência de indícios de paternidade para sua fixação. 
 
(C) Sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, a obrigação é, em regra, 
solidária. 
 
(D) É nula de pleno direito a renúncia aos alimentos, realizada por um dos cônjuges, em 
ação de divórcio. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Não existe prazo mínimo. “Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier 
mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o 
interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou 
majoração do encargo.” 
 
(B) Correta. Lei 11.804/2008 “Art. 6o Convencido da existência de indícios da 
paternidade, o juiz fixará alimentos gravídicos que perdurarão até o nascimento da 
criança, sopesando as necessidades da parte autora e as possibilidades da parte ré.” 
 
(C) Incorreta. 
Art. 1.698. Se o parente, que deve alimentos em primeiro lugar, não estiver em condições 
de suportar totalmente o encargo, serão chamados a concorrer os de grau imediato; 
sendo várias as pessoas obrigadas a prestar alimentos, todas devem concorrer na 
 
 
12 
proporção dos respectivos recursos, e, intentada ação contra uma delas, poderão as 
demais ser chamadas a integrar a lide. 
 
(D) Incorreta. Conforme leciona Sílvio de Salvo Venosa, a renúncia aos alimentos pelo 
cônjuge é manifestação de vontade válida, pois apenas os alimentos derivados do 
parentesco são, em princípio, irrenunciáveis. O dever de mútua assistência entre os 
cônjuges rompe-se quando é desfeito o casamento. Ademais, o acordo firmado na 
separação por mútuo consentimento é negócio jurídico bilateral com plenitude de 
efeitos. Se as vontades manifestaram-se livremente, não há aspecto de ordem pública a 
ser preservado na renúncia aos alimentos. 
 
 
07. Mário e Joana, casados pelo regime da comunhão parcial de bens, têm 2 (dois) 
descendentes (filhos) comuns, Lucas e Joaquim. Lucas tem apenas uma filha, Renata. 
Lucas faleceu em 10/01/2019 e Mário faleceu em 20/01/2019. Considerando que Mário 
tem patrimônio total de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais), integralmente adquirido 
na constância do casamento, de forma 
onerosa, é correto afirmar que: 
 
(A) à Joana caberão R$ 60.000,00, a título de meação; ao Joaquim caberão R$ 30.000,00, 
a título de herança; e à Renata caberão R$ 30.000,00, a título de herança. 
 
(B) à Joana caberão R$ 60.000,00, a título de meação, e ao Joaquim caberão R$ 
60.000,00, a título 
de herança. 
 
(C) à Joana caberão R$ 75.000,00, sendo R$ 60.000,00 a título de meação e R$ 15.000,00, 
a título de herança; ao Joaquim caberão R$ 30.000,00, a título de herança; e à Renata 
caberão R$ 15.000,00, a título de herança. 
 
(D) à Joana caberão R$ 90.000,00, sendo R$ 60.000,00 a título de meação e R$ 
30.000,00, a título de herança; ao Joaquim caberão R$ 15.000,00 a título de herança; e 
à Renata caberão R$ 15.000,00, a título de herança. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão online. 
 
Como o autor da herança não deixou bens particulares, a cônjuge é só meeira e não 
herdeira, cabendo a esta o valor de R$ 60.000,00, a título de meação e Joaquim e Renata 
 
 
13 
receberão cada um o R$ 30.000,00, a título de herança, nos termos dos artigos abaixo 
mencionados. 
 
“Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: 
I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este 
com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de 
bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da 
herança não houver deixado bens particulares;” 
 
“Art. 1.835. Na linha descendente, os filhos sucedem por cabeça, e os outros 
descendentes, por cabeça ou por estirpe, conforme se achem ou não no mesmo grau.” 
 
 
08. Assinale a alternativa correta sobre os defeitos e validade dos negócios jurídicos. 
 
(A) Anulado o negócio jurídico realizado em fraude contra credores, a vantagem 
resultante será revertida em favor do autor da ação pauliana. 
 
(B) É absolutamente nula a obrigação, excessivamente onerosa, assumida por alguém 
que necessita salvar-se de grave dano conhecido da outra parte. 
 
(C) É válido o negócio jurídico de compra e venda de bem imóvel (de valor superior a 
trinta vezes o maior salário-mínimo vigente no país), com pacto de alienação fiduciária 
em garantia, realizadopor meio de instrumento particular. 
 
(D) É anulável o negócio jurídico quando o seu motivo determinante, comum a ambas 
as partes, for ilícito. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão online. 
 
(A) Incorreta. Art. 165. Anulados os negócios fraudulentos, a vantagem resultante 
reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de efetuar o concurso de credores. 
 
(B) Incorreta. É anulável, uma vez que se trata de estado de perigo, sendo referido 
defeito anulável, nos termos do artigo 171, inciso II, do Código Civil. 
 
 
 
14 
Art. 156. Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de 
salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume 
obrigação excessivamente onerosa. 
 
Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: 
II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra 
credores. 
 
(C) Correta. O contrato particular de compra e venda de bem imóvel, celebrado por 
pessoas naturais ou jurídicas, com o pagamento do preço, ou parte dele, garantido por 
alienação fiduciária, dispensa a lavratura de escritura pública, servindo como título para 
o registro da transmissão da propriedade perante o Cartório de Registro de Imóveis, 
independentemente do valor do negócio ou do imóvel. 
 
Embora o artigo 108 do CC, prescreva que "a escritura pública é essencial à validade dos 
negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de 
direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo 
vigente no País", tal monopólio estatal foi excepcionado, de modo que se dispensa a 
lavratura de escritura pública, na compra e venda de bem imóvel urbano ou rural, 
celebrada por instrumento particular entre pessoas naturais ou jurídicas, desde que o 
preço, ou parte dele, seja garantido por alienação fiduciária, ainda que o bem imóvel 
transacionado tenha valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo nacional. 
 
(D) Incorreta. Art. 166. É nulo o negócio jurídico quando: III - o motivo determinante, 
comum a ambas as partes, for ilícito; 
 
 
09. Assinale a alternativa correta sobre a locação de imóveis urbanos. 
 
(A) É nula a cláusula contratual de renúncia à indenização das benfeitorias e ao direito 
de retenção. 
 
(B) Havendo mais de um locatário, todos responderão solidariamente pelas obrigações 
decorrentes do contrato, salvo se houver estipulação em contrário. 
 
(C) Falecendo o locador, considera-se rescindida a locação, devendo o locatário 
desocupar o imóvel no prazo de até 90 (noventa) dias. 
 
(D) Havendo a estipulação contratual de caução e fiança como garantias locatícias, 
prevalecerá a caução, em razão da vedação legal em estabelecer mais de uma 
modalidade de garantia. 
 
 
15 
RESPOSTA: B 
 
COMENTÁRIOS 
 
Lei nº 8.245/1991 
 
(A) Incorreta. Existe previsão legal permitindo a renúncia e ao direito de retenção. 
Art. 35. Salvo expressa disposição contratual em contrário, as benfeitorias necessárias 
introduzidas pelo locatário, ainda que não autorizadas pelo locador, bem como as úteis, 
desde que autorizadas, serão indenizáveis e permitem o exercício do direito de retenção. 
 
(B) Correta. “Art. 2º Havendo mais de um locador ou mais de um locatário, entende-se 
que são solidários se o contrário não se estipulou.” 
 
(C) Incorreta. Não há rescisão do contrato. “Art. 10. Morrendo o locador, a locação 
transmite - se aos herdeiros.” 
 
(D) Incorreta. não existe preferência. “Art. 37. No contrato de locação, pode o locador 
exigir do locatário as seguintes modalidades de garantia: I – caução; II – fiança; III - 
seguro de fiança locatícia. IV - cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento.” 
 
 
10. De acordo com o Código Civil de 2002, é titular de direito real de habitação o cônjuge 
sobrevivente 
 
(A) qualquer que seja o regime de bens, relativamente ao imóvel destinado à residência 
familiar, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. 
 
(B) qualquer que seja o regime de bens, relativamente ao imóvel destinado à residência 
familiar, independentemente da existência de outros bens residenciais a inventariar. 
 
(C) apenas se for casado pelo regime da separação total de bens, relativamente ao 
imóvel destinado à residência familiar, desde que seja o único daquela natureza a 
inventariar. 
 
(D) apenas se for casado pelo regime da separação total de bens, relativamente ao 
imóvel destinado à residência familiar, independentemente da existência de outros 
bens residenciais a inventariar. 
RESPOSTA: A 
 
 
16 
COMENTÁRIOS 
 
Art. 1.831 do Código Civil. “Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, 
será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real 
de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja 
o único daquela natureza a inventariar.” 
 
As demais letras tornam-se incorretas conforme artigo acima. 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
 
11. O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento 
das causas cíveis de menor complexidade. No que concerne ao procedimento do Juizado 
Especial Cível, regrado pelos termos da Lei Federal no 9.099/95, é certo que 
 
(A) contra a sentença caberá recurso ordinário no prazo de 15 (quinze) dias. 
 
(B) o réu, sendo pessoa jurídica, poderá ser representado por preposto credenciado, 
munido de carta de preposição com poderes para transigir, desde que tenha vínculo 
empregatício. 
 
(C) na contagem de prazo em dias, fixados pelo Juiz, para a prática de qualquer ato 
processual, computar-se-ão somente os dias úteis. 
 
(D) a citação do réu far-se-á, necessariamente, por correspondência, com aviso de 
recebimento em mão própria. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Contra a sentença proferida em sede de Juizado Especial Cível caberá 
recurso inominado no prazo de 10 dias, nos termos dos artigos 41 e 42 da Lei 9.099/95: 
“Art. 41. Da sentença, excetuada a homologatória de conciliação ou laudo arbitral, 
caberá recurso para o próprio Juizado. / Art. 42. O recurso será interposto no prazo de 
dez dias, contados da ciência da sentença, por petição escrita, da qual constarão as 
razões e o pedido do recorrente”. 
 
(B) Incorreta. Art. 9º, §4º, da Lei 9.099/95 – “Art. 9º, § 4º. O réu, sendo pessoa jurídica 
ou titular de firma individual, poderá ser representado por preposto credenciado, 
 
 
17 
munido de carta de preposição com poderes para transigir, sem haver necessidade de 
vínculo empregatício”. 
 
(C) Correta. Art. 12-A da Lei 9.099/95 – “Art. 12-A. Na contagem de prazo em dias, 
estabelecido por lei ou pelo juiz, para a prática de qualquer ato processual, inclusive 
para a interposição de recursos, computar-se-ão somente os dias úteis (Incluído pela 
Lei nº 13.728, de 2018)”. 
 
(D) Incorreta. Art. 18 da Lei 9.099/95 – “Art. 18. A citação far-se-á: I - por 
correspondência, com aviso de recebimento em mão própria; II - tratando-se de pessoa 
jurídica ou firma individual, mediante entrega ao encarregado da recepção, que será 
obrigatoriamente identificado; III - sendo necessário, por oficial de justiça, 
independentemente de mandado ou carta precatória”.
 
 
12. A produção antecipada da prova será admitida, dentre outras situações, nos casos 
em que o prévio conhecimento dos fatos possa justificar ou evitar o ajuizamento de 
ação, sendo certo que 
 
(A) findo o procedimento, os autos serão arquivados em cartório. 
 
(B) no seu rito, admitir-se-á defesa, porém o recurso apenas será cabível contra a 
decisão que indeferir totalmente a produção da prova pleiteada pelo requerente 
originário. 
 
(C) o juiz pode pronunciar-se sobre a ocorrência ou a inocorrência do fato, mas não 
sobre suas respectivas consequênciasjurídicas. 
 
(D) o juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em 
face da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, 
não houver vara federal. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 383, Parágrafo único do NCPC – “Art. 383. Os autos permanecerão 
em cartório durante 1 (um) mês para extração de cópias e certidões pelos interessados. 
Parágrafo único. Findo o prazo, os autos serão entregues ao promovente da medida”. 
 
 
 
18 
(B) Incorreta. Art. 382, §4º, do NCPC – “Art. 382, § 4o Neste procedimento, não se 
admitirá defesa ou recurso, salvo contra decisão que indeferir totalmente a produção 
da prova pleiteada pelo requerente originário”. 
 
(C) Incorreta. Art. 382, §2º, do NCPC – “Art. 382, § 2o O juiz não se pronunciará sobre a 
ocorrência ou a inocorrência do fato, nem sobre as respectivas consequências jurídicas”. 
 
(D) Incorreta. Art. 381, §4º, do NCPC – “Art. 381, § 4o O juízo estadual tem competência 
para produção antecipada de prova requerida em face da União, de entidade autárquica 
ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver vara federal”. 
 
 
13. A cooperação jurídica internacional pode ser entendida como um modo formal de 
solicitar a outro país alguma medida judicial, investigativa ou administrativa, necessária 
para um caso concreto em andamento. Uma das inovações trazidas pelo Código de 
Processo Civil de 2015 foi regular a cooperação internacional em seu texto, nos 
seguintes termos: 
 
(A) realizar-se-á, como regra, com base em reciprocidade, manifestada por via 
diplomática. 
 
(B) a carta rogatória oriunda de autoridade brasileira competente, a fim de viabilizar o 
seu cumprimento, via de regra, será encaminhada ao Ministério das Relações Exteriores, 
acompanhada de tradução para a língua oficial do Estado requerido. 
 
(C) é incabível o auxílio direto quando a medida não decorrer diretamente de decisão 
de autoridade jurisdicional estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no Brasil. 
 
(D) compete ao juízo federal do lugar em que deva ser executada a medida apreciar 
pedido de auxílio direto passivo que demande prestação de atividade jurisdicional. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 26, §1º, do NCPC – “Art. 26. A cooperação jurídica internacional será 
regida por tratado de que o Brasil faz parte e observará: § 1º Na ausência de tratado, a 
cooperação jurídica internacional poderá realizar-se com base em reciprocidade, 
manifestada por via diplomática”. 
 
(B) Incorreta. Art. 37 c/c art. 26, §4º, do NCPC – “Art. 37. O pedido de cooperação 
jurídica internacional oriundo de autoridade brasileira competente será encaminhado 
 
 
19 
à autoridade central para posterior envio ao Estado requerido para lhe dar andamento. 
/ Art. 26, § 4o O Ministério da Justiça exercerá as funções de autoridade central na 
ausência de designação específica”. 
 
(C) Incorreta. Art. 32 do NCPC – “Art. 32. No caso de auxílio direto para a prática de atos 
que, segundo a lei brasileira, não necessitem de prestação jurisdicional, a autoridade 
central adotará as providências necessárias para seu cumprimento”. 
 
(D) Correta. Art. 34 do NCPC – “Art. 34. Compete ao juízo federal do lugar em que 
deva ser executada a medida apreciar pedido de auxílio direto passivo que demande 
prestação de atividade jurisdicional”. 
 
 
14. Nos exatos termos previstos no Código de Processo Civil acerca da ação de 
dissolução parcial de sociedade, é correto afirmar que 
 
(A) havendo manifestação expressa e unânime pela concordância da dissolução, o juiz a 
decretará, devendo as custas serem pagas pelo autor da ação. 
 
(B) a sociedade não será citada se todos os seus sócios o forem, mas ficará sujeita aos 
efeitos da decisão e à coisa julgada. 
 
(C) a data da resolução da sociedade será, na retirada imotivada, o trigésimo dia 
seguinte ao do recebimento, pela sociedade, da notificação do sócio retirante. 
 
(D) pode ter por objeto a sociedade anônima de capital fechado ou aberto, quando 
demonstrado que não pode preencher o seu fim. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 603, caput e §1º, do NCPC – “Art. 603. Havendo manifestação 
expressa e unânime pela concordância da dissolução, o juiz a decretará, passando-se 
imediatamente à fase de liquidação. § 1o Na hipótese prevista no caput, não haverá 
condenação em honorários advocatícios de nenhuma das partes, e as custas serão 
rateadas segundo a participação das partes no capital social”. 
 
(B) Correta. Art. 601, Parágrafo único do NCPC – “Art. 601. Os sócios e a sociedade serão 
citados para, no prazo de 15 (quinze) dias, concordar com o pedido ou apresentar 
contestação. Parágrafo único. A sociedade não será citada se todos os seus sócios o 
forem, mas ficará sujeita aos efeitos da decisão e à coisa julgada”. 
 
 
20 
 
(C) Incorreta. Art. 605, II, do NCPC – “Art. 605. A data da resolução da sociedade será: II 
- na retirada imotivada, o sexagésimo dia seguinte ao do recebimento, pela sociedade, 
da notificação do sócio retirante”. 
 
(D) Incorreta. Art. 599, §2º, do NCPC – “Art. 599, § 2o A ação de dissolução parcial de 
sociedade pode ter também por objeto a sociedade anônima de capital fechado quando 
demonstrado, por acionista ou acionistas que representem cinco por cento ou mais do 
capital social, que não pode preencher o seu fim”. 
 
 
15. A execução contra a Fazenda Pública pode ser feita com base em título executivo 
judicial ou extrajudicial. Em relação ao cumprimento de sentença que reconheça a 
exigibilidade de obrigação de pagar quantia certa pela Fazenda Pública, cabe asseverar 
que 
 
(A) não impugnada a execução, por ordem do juiz, será expedida requisição de 
obrigação de pequeno valor, a ser quitada pela Executada no prazo de 3 (três) meses 
contados da entrega da requisição à devedora. 
 
(B) a Executada, nos próprios autos, poderá impugnar a execução arguindo 
incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução. 
 
(C) a executada será intimada pessoalmente na pessoa de seu representante judicial, 
por carga, remessa ou meio eletrônico, para, querendo, impugnar a execução no prazo 
de 15 (quinze) dias. 
 
(D) a alegação de impedimento ou suspeição do Juiz da causa deve ser feita como 
preliminar de impugnação. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 535, §3º, II, do NCPC – “Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na 
pessoa de seu representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, 
querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução, 
podendo arguir: § 3o Não impugnada a execução ou rejeitadas as arguições da 
executada: II - por ordem do juiz, dirigida à autoridade na pessoa de quem o ente público 
foi citado para o processo, o pagamento de obrigação de pequeno valor será realizado 
no prazo de 2 (dois) meses contado da entrega da requisição, mediante depósito na 
agência de banco oficial mais próxima da residência do exequente”. 
 
 
21 
 
(B) Correta. Art. 535, V, do NCPC – “Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa 
de seu representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, querendo, 
no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução, podendo arguir: 
V - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução”. 
 
(C) Incorreta. Art. 535, caput, do NCPC – ““Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na 
pessoa de seu representante judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, 
querendo, no prazo de 30 (trinta) dias e nos próprios autos, impugnar a execução, 
podendo arguir:”. 
 
(D) Incorreta. Art. 535, §1º, c/c art. 146 e 148 do NCPC – “Art. 535, § 1o A alegação de 
impedimento ou suspeição observará o disposto nos arts. 146 e 148”. 
 
 
16. O agravo de instrumento é recurso cabível para que a parte sucumbente efetue aimpugnação de decisões interlocutórias proferidas no curso do processo. A respeito do 
recurso em pauta, é correto afirmar que 
 
(A) sendo eletrônicos ou físicos os autos, o agravante, no prazo de 3 (três) dias, juntará 
ao processo principal cópia da petição do agravo de instrumento. 
 
(B) se o juiz de primeira instância comunicar que reformou integral ou parcialmente a 
decisão impugnada, o relator considerará prejudicado o agravo de instrumento. 
 
(C) é cabível a realização de sustentação oral pelas partes, quando interposto contra 
decisões interlocutórias que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da 
evidência. 
 
(D) quando interpostos em autos físicos, deverá ser instruído com o comprovante do 
pagamento das respectivas custas e do porte de remessa e de retorno. 
 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Incorreta. Art. 1018, caput e §2º, do NCPC – “Art. 1.018. O agravante poderá 
requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia da petição do agravo de 
instrumento, do comprovante de sua interposição e da relação dos documentos que 
instruíram o recurso. § 2o Não sendo eletrônicos os autos, o agravante tomará a 
 
 
22 
providência prevista no caput, no prazo de 3 (três) dias a contar da interposição do 
agravo de instrumento”. 
 
(B) Incorreta. Art. 1018, §1º, do NCPC – “Art. 1018, § 1o Se o juiz comunicar que 
reformou inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado o agravo de 
instrumento”. 
 
(C) Correta. Art. 937, VIII, do NCPC – “Art. 937. Na sessão de julgamento, depois da 
exposição da causa pelo relator, o presidente dará a palavra, sucessivamente, ao 
recorrente, ao recorrido e, nos casos de sua intervenção, ao membro do Ministério 
Público, pelo prazo improrrogável de 15 (quinze) minutos para cada um, a fim de 
sustentarem suas razões, nas seguintes hipóteses, nos termos da parte final do caput 
do art. 1.021: VIII - no agravo de instrumento interposto contra decisões interlocutórias 
que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da evidência”. 
 
(D) Incorreta. Não há esta diferenciação entre autos físicos ou eletrônicos a respeito do 
pagamento das custas, conforme dispõe o artigo 1017, §1º, do NCPC, segundo o qual, 
“acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do 
porte de retorno, quando devidos, conforme tabela publicada pelos tribunais. 
 
 
17. A locação predial urbana é tratada pela Lei Federal No 8.245/91. A legislação em 
pauta, por sua vez, prevê alguns procedimentos especificamente idealizados para tratar 
as lides decorrentes da relação contratual em comento, assim denominadas ações 
locatícias, determinando que 
 
(A) proposta ação renovatória pelo sublocatário do imóvel ou de parte dele, serão 
citados o sublocador e o locador, como litisconsortes, salvo se, em virtude de locação 
originária ou renovada, o sublocador dispuser de prazo que admita renovar a 
sublocação. 
 
(B) no curso da ação revisional, o aluguel provisório será reajustado na periodicidade e 
pago no dia necessariamente constantes na decisão interlocutória que os fixaram. 
 
(C) na ação consignatória, havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de rescisão 
da locação e cobrança dos valores objeto da consignatória, o credor pode executar 
ambos os pleitos, simultaneamente, caso tenham sido acolhidos. 
 
(D) na ação de despejo, a desocupação não poderá ser executada até o quadragésimo 
dia seguinte ao do falecimento do cônjuge, ascendente, descendente ou irmão de 
qualquer das pessoas que habitem o imóvel. 
 
 
23 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. Art. 71, Parágrafo único da Lei 8.245/91 – “Art. 71, Parágrafo único. 
Proposta a ação pelo sublocatário do imóvel ou de parte dele, serão citados o 
sublocador e o locador, como litisconsortes, salvo se, em virtude de locação originária 
ou renovada, o sublocador dispuser de prazo que admita renovar a sublocação; na 
primeira hipótese, procedente a ação, o proprietário ficará diretamente obrigado à 
renovação”. 
 
(B) Incorreta. Art. 68, §2º, da Lei 8.245/91 – “Art. 68, § 2º No curso da ação de revisão, 
o aluguel provisório será reajustado na periodicidade pactuada ou na fixada em lei”. 
 
(C) Incorreta. Art. 67, VIII, do NCPC – “Art. 67. Na ação que objetivar o pagamento dos 
aluguéis e acessórios da locação mediante consignação, será observado o seguinte: VIII 
- havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de rescisão da locação e cobrança 
dos valores objeto da consignatória, a execução desta somente poderá ter início após 
obtida a desocupação do imóvel, caso ambos tenham sido acolhidos”. 
 
(D) Incorreta. Art. 65, §2º, do NCPC – “Art. Art. 65. Findo o prazo assinado para a 
desocupação, contado da data da notificação, será efetuado o despejo, se necessário 
com emprego de força, inclusive arrombamento. § 2º O despejo não poderá ser 
executado até o trigésimo dia seguinte ao do falecimento do cônjuge, ascendente, 
descendente ou irmão de qualquer das pessoas que habitem o imóvel”. 
 
 
18. É cabível a instauração do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) 
quando houver, simultaneamente, efetiva repetição de processos que contenham 
controvérsia sobre a mesma questão unicamente de direito, assim como risco de ofensa 
à isonomia e à segurança jurídica. No que diz respeito ao chamado IRDR, segundo os 
ditames literalmente dispostos no Código de Processo Civil, assinale a afirmação correta. 
 
(A) Tendo como objeto questão relativa à prestação de serviço concedido, o resultado 
do julgamento será comunicado à entidade pública reguladora competente, para 
fiscalização da efetiva aplicação da tese adotada por parte dos entes sujeitos à 
regulação. 
 
(B) O amicus curiae não pode recorrer da decisão que o julgar. 
 
 
 
24 
(C) A apelação do feito, de onde adveio o incidente, deve ser julgada pela Câmara de 
origem, e não pelo órgão colegiado incumbido de julgar o IRDR. 
 
(D) O Estado do Acre tem legitimidade para revisão da tese jurídica nele firmada. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. Art. 985, §2º, do NCPC – “Art. 985, § 2o Se o incidente tiver por objeto 
questão relativa a prestação de serviço concedido, permitido ou autorizado, o resultado 
do julgamento será comunicado ao órgão, ao ente ou à agência reguladora competente 
para fiscalização da efetiva aplicação, por parte dos entes sujeitos a regulação, da tese 
adotada”. 
 
(B) Incorreta. Art. 138, §3º, do NCPC – “Art. 138, § 3o O amicus curiae pode recorrer da 
decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas”. 
 
(C) Incorreta. Art. 978, Parágrafo único do NCPC – “Art. 978. O julgamento do incidente 
caberá ao órgão indicado pelo regimento interno dentre aqueles responsáveis pela 
uniformização de jurisprudência do tribunal. Parágrafo único. O órgão colegiado 
incumbido de julgar o incidente e de fixar a tese jurídica julgará igualmente o recurso, 
a remessa necessária ou o processo de competência originária de onde se originou o 
incidente”. 
 
(D) Incorreta. Art. 986 do NCPC – “Art. 986. A revisão da tese jurídica firmada no 
incidente far-se-á pelo mesmo tribunal, de ofício ou mediante requerimento dos 
legitimados mencionados no art. 977, inciso III (Ministério Público ou Defensoria 
Pública)”. 
 
 
19. Uma vez frustrada a audiência de conciliação ou mediação, abre-se ao réu, no 
processo civil, a possibilidade de manifestar-se acerca dos termos do quanto constante 
na petição inicial, observando-se: 
 
(A) se o réu não contestar a ação, será considerado revel, e não tendo patrono nos autos, 
os prazos contra ele fluirão da data de sua intimação pessoal. 
 
(B) quando o réu, em contestação, alegar sua ilegitimidade, deverá indicar o sujeito 
passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver conhecimento, sob pena de arcar 
com as despesas processuaise de indenizar o autor pelos prejuízos decorrentes da falta 
de indicação. 
 
 
25 
 
(C) a reconvenção pode ser proposta contra o autor e terceiro, vedando-se o 
litisconsórcio no seu polo ativo. 
 
(D) a prescrição ou a decadência devem ser alegadas em contestação, como 
preliminares processuais. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 346 do NCPC – “Art. 346. Os prazos contra o revel que não tenha 
patrono nos autos fluirão da data de publicação do ato decisório no órgão oficial. 
Parágrafo único. O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no 
estado em que se encontrar”. 
 
(B) Correta. Art. 339 do NCPC – “Art. 339. Quando alegar sua ilegitimidade, incumbe ao 
réu indicar o sujeito passivo da relação jurídica discutida sempre que tiver 
conhecimento, sob pena de arcar com as despesas processuais e de indenizar o autor 
pelos prejuízos decorrentes da falta de indicação”. 
 
(C) Incorreta. Art. 343, §§3º e 4º, do NCPC – “Art. 343, § 3o A reconvenção pode ser 
proposta contra o autor e terceiro. § 4o A reconvenção pode ser proposta pelo réu em 
litisconsórcio com terceiro”. 
 
(D) Incorreta. A prescrição e decadência dizem respeito ao mérito do processo, não se 
tratando de preliminares processuais. Tanto é assim que o artigo 487, II, do NCPC afirma 
que o processo será extinto com resolução de mérito quando o juiz reconhecer a 
prescrição ou decadência. 
 
 
20. A execução por quantia certa fundada em título executivo extrajudicial tem como 
instrumento típico de coerção a realização da expropriação de bens do executado, que 
se inicia através da penhora, sobre a qual é correto asseverar que 
 
(A) para que o executado ofereça bem imóvel em substituição à penhora realizada pelo 
credor, deverá juntar, ao seu requerimento, expressa anuência do cônjuge, seja lá qual 
for o regime de bens do casamento. 
 
(B) o executado pode, no prazo de 15 (quinze) dias contados da intimação da penhora, 
requerer a substituição do bem penhorado, desde que comprove que lhe será menos 
onerosa e não trará prejuízo ao exequente. 
 
 
26 
 
(C) para presunção absoluta de conhecimento por terceiros, cabe ao exequente 
providenciar a averbação da penhora no registro competente, necessariamente por 
mandado judicial. 
 
(D) em se tratando de penhora de bem indivisível, o equivalente à quota-parte do 
coproprietário ou do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do 
bem. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 847, §3º, do NCPC – “Art. 847. O executado pode, no prazo de 10 
(dez) dias contado da intimação da penhora, requerer a substituição do bem penhorado, 
desde que comprove que lhe será menos onerosa e não trará prejuízo ao exequente. § 
3o O executado somente poderá oferecer bem imóvel em substituição caso o requeira 
com a expressa anuência do cônjuge, salvo se o regime for o de separação absoluta de 
bens”. 
 
(B) Incorreta. Art. 847 do NCPC – “Art. 847. O executado pode, no prazo de 10 (dez) 
dias contado da intimação da penhora, requerer a substituição do bem penhorado, 
desde que comprove que lhe será menos onerosa e não trará prejuízo ao exequente”. 
 
(C) Incorreta. Art. 844 do NCPC – “Art. 844. Para presunção absoluta de conhecimento 
por terceiros, cabe ao exequente providenciar a averbação do arresto ou da penhora no 
registro competente, mediante apresentação de cópia do auto ou do termo, 
independentemente de mandado judicial”. 
 
(D) Correta. Art. 843 do NCPC – “Art. 843. Tratando-se de penhora de bem indivisível, o 
equivalente à quota-parte do coproprietário ou do cônjuge alheio à execução recairá 
sobre o produto da alienação do bem”. 
 
 
DIREITO DO CONSUMIDOR 
 
21. Almerinda da Silva foi a uma loja de eletrodomésticos e comprou um smartphone 
importado. Ao chegar em casa verificou que o manual de instruções estava redigido em 
inglês e por não conhecer a língua, não conseguiu sequer ligar o aparelho. Essa situação 
indica a violação do seguinte direito básico do consumidor, nos termos do CDC: 
 
 
 
27 
(A) Efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. 
 
(B) Informação adequada e clara sobre diferentes produtos e serviços. 
 
(C) Proteção contra a publicidade enganosa e abusiva no fornecimento de produtos e 
serviços. 
 
(D) Educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, 
assegurando liberdade de escolha. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
Primeiramente, impende esclarecer que a expressão “direitos básicos do consumidor” 
refere-se à previsão legal do art. 6o do CDC e seus incisos: 
 
Art. 6º São direitos básicos do consumidor: 
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no 
fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; 
II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, 
asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; 
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos 
incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei 
nº 12.741, de 2012) 
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos 
ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no 
fornecimento de produtos e serviços; 
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações 
desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem 
excessivamente onerosas; 
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, 
coletivos e difusos; 
VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou 
reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada 
a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; 
VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, 
a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou 
quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; 
IX - (Vetado); 
X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12741.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12741.htm#art3
 
 
28 
 
Considerando que a situação hipotética do enunciado trouxe apenas uma 
desinformação sobre o uso do produto – desacompanhada de dano – somente 
poderíamos estar diante da falha do direito de informação (informação adequada e clara 
sobre diferentes produtos e serviços). 
 
Eventual dúvida poderia surgir em relação ao item d, todavia, a questão a educação e 
divulgação sobre o consumo adequado de produtos e serviços, assegurando a livre 
escolha, é voltada a momento anterior à aquisição (liberdade de escolha quanto à 
compra de determinado produto ou serviço), e não posterior, como denota o 
enunciado.
 
 
22. A Política Nacional das Relações de Consumo é regida pelo seguinte princípio, dentre 
outros: 
 
(A) educação e informação de consumidores e fornecedores quanto aos seus direitos e 
deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo. 
 
(B) racionalização e melhoria dos serviços públicos e privados. 
 
(C) harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e 
compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento 
socioeconômico do Brasil. 
 
(D) coibição e repressão de abusos praticados no mercado de consumo que possam 
causar prejuízo aos consumidores e fornecedores. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
Trata-se de uma questão extremamente voltada à literalidade da lei (art. 4o do CDC) e a 
“pegadinhas” quanto ao teor de determinados incisos do dispositivo legal:Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento 
das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a 
proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem 
como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes 
princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995) 
I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; 
II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9008.htm#art7
 
 
29 
a) por iniciativa direta; 
b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; 
c) pela presença do Estado no mercado de consumo; 
d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, 
segurança, durabilidade e desempenho. 
III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e 
compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento 
econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem 
econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio 
nas relações entre consumidores e fornecedores; 
IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos 
e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; 
V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade 
e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução 
de conflitos de consumo; 
VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de 
consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações 
industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar 
prejuízos aos consumidores; 
VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; 
VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo. 
 
(A) Correta. Trata-se da literalidade do inciso IV do art. 4o do CDC. 
 
(B) Incorreta. O erro da assertiva está na menção a serviços privados, pois não estão 
previstos no art. 4o, VII, do CDC. 
 
(C) Incorreta. O erro da assertiva é a previsão de “desenvolvimento socioeconômico do 
Brasil”, ao passo em que o inciso III do art. 4o traz “desenvolvimento econômico e 
tecnológico”. 
 
(D) Incorreta. O erro da assertiva está na previsão que “possam causar prejuízos aos 
consumidores e fornecedores”, pois o inciso VI do art. 4o do CDC não traz a figura dos 
fornecedores nesse tocante.
 
 
23. Maria da Silva comprou um aparelho celular e, durante o regular uso, a bateria 
superaqueceu e explodiu, ferindo a sua sobrinha que estava manuseando o aparelho. 
Diante desse fato hipotético, assinale a alternativa correta quanto à responsabilidade 
do fornecedor. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art170
 
 
30 
(A) O fornecedor se exime da responsabilidade de reparar os danos se conseguir 
comprovar a inexistência de culpa pelo defeito do aparelho celular. 
 
(B) Trata-se de dano causado por vício do produto, devendo Maria da Silva e a sobrinha 
serem reparadas pelos danos patrimoniais e físicos sofridos. 
 
(C) Há responsabilidade do fornecedor por fato do produto, pois o aparelho se 
apresentou defeituoso, causando danos aos consumidores. 
 
(D) Não há responsabilização do fornecedor pelos ferimentos na sobrinha com base na 
legislação consumerista, pois o aparelho celular não lhe pertence e, desse modo, não é 
considerada consumidora.
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
(A) Incorreta. A responsabilidade do fornecedor pelo fato ou defeito do produto é 
objetiva, independentemente a existência de culpa, conforme art. 12 do CDC. 
É bem verdade que a responsabilidade objetiva não se confunde com a integral, 
admitindo algumas excludentes, previstas no par. 3o do art. 12, que não contempla 
como causa excludente o fato de o fornecedor conseguir comprovar a inexistência de 
culpa. 
 
(B) Incorreta. Não se trata de vício, mas sim de fato/defeito do produto, pois é 
extrínseco e representa uma falha de segurança, atingindo a incolumidade física de 
terceiros. Conforme previsão do par. 1o do art. 12 do CDC: “o produto é defeituoso 
quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera”. 
 
(C) Correta. Pelos mesmos comentários aos itens antecedentes. 
 
(D) Incorreta. A sobrinha é, sim, considerada consumidora, pois se enquadra no conceito 
de consumidor bystander ou vítima de acidente de consumo, conforme previsão legal 
do art. 17 do CDC: “Para os efeitos desta Seção (leia-se: da Responsabilidade pelo Fato 
do Produto e do serviço), equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento”. 
 
 
24. Carlota Joaquina fez um implante de próteses mamárias e, decorridos dez anos da 
cirurgia, em razão de dores na região, realizou exames médicos que constataram a 
 
 
31 
ruptura das próteses e presença de silicone livre em seu corpo, que lhe causou 
deformidade permanente. Em razão desses fatos, após um ano contado do 
conhecimento da causa das dores, ingressou com ação judicial pleiteando indenização. 
Diante dessa situação hipotética, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Operou-se a prescrição da pretensão de cunho indenizatório, pois já decorridos mais 
de cinco anos da realização da cirurgia para implante das próteses. 
 
(B) Operou-se a decadência do direito de reclamar pelos vícios apresentados na prótese, 
já que decorrido o prazo legal para exercício desse direito. 
 
(C) Não ocorreu a prescrição da pretensão à reparação pelos danos causados, eis que a 
ação foi proposta antes de decorrido o quinquênio contado da data de conhecimento 
do fato do produto. 
 
(D) A pretensão não está prescrita, pois, referindo-se a pleito de reparação de danos, o 
prazo prescricional para formular pretensão indenizatória é de três anos, contados do 
conhecimento do vício do produto. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
Para entender a questão, em primeiro lugar, faz-se necessário esclarecer qual o tipo de 
responsabilidade consumerista está em jogo na situação hipotética. 
Perceba-se que houve um acidente de consumo, um fato/defeito na prestação do 
serviço médico (cirurgia estética), pois é extrínseco e representa uma falha de 
segurança, atingindo a incolumidade física da consumidora/paciente (deformidade 
permanente ocasionada pela ruptura das próteses e liberação de silicone no corpo). 
 
Um segundo ponto é entender quando surgiu o conhecimento do dano e de sua autoria 
(termo a quo do prazo), o que é esclarecido pelo enunciado da questão: após 10 anos 
da cirurgia (através da realização de exames médicos), mas 01 ano antes do ingresso 
com a ação judicial pleiteando indenização. 
 
Tratando-se de fato do serviço, é aplicável o prazo prescricional de 05 (cinco) anos 
previsto no art. 27 do CDC, cuja contagem só se inicia “a partir do conhecimento do 
dano e de sua autoria”. 
 
 
 
32 
Carlota Joaquina, assim, propôs ação indenizatória após apenas 01 ano da contagem do 
prazo prescricional, sendo correta apenas a alternativa C. 
 
 
25. João da Silva foi com seu afilhado comprar um presente de aniversário. Escolhido o 
presente, ao tentar comprar mediante crediário, não foi possível concretizar, pois seu 
nome constava no banco de dados dos serviços de proteção de crédito, em razão de ter 
deixado de adimplir com as últimas três parcelas de financiamento de 24 meses 
realizado em outra instituição financeira há cinco anos. Foi informado que seu nome foi 
incluído no cadastro há três anos. Diante dos fatos hipotéticos, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Se João da Silva estiver discutindojudicialmente o valor cobrado, seu nome deve ser 
imediatamente excluído do cadastro de inadimplentes. 
 
(B) Correta a manutenção de João no cadastro de inadimplentes, pois o nome pode ser 
mantido nos serviços de proteção ao crédito por até cinco anos, independentemente da 
prescrição da execução. 
 
(C) João da Silva tem direito à exclusão do registro no cadastro de inadimplentes, além 
de ser indenizado por danos morais pelo desgosto causado ao afilhado, se já decorrido 
o prazo prescricional trienal para a propositura da ação de cobrança. 
 
(D) Incorreta a manutenção do nome de João no registro de proteção ao crédito, se já 
decorrido o prazo prescricional de cinco anos contados do financiamento realizado. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
Como alertamos, a VUNESP tem predileção por questão sobre banco de dados e 
cadastro de consumidores e, em especial, pela Súmula 323 do STJ, que é justamente a 
solução da presente questão. Vejamos: 
 
O par. 1o do art. 43 do CDC, ao mesmo tempo em que dispõe sobre alguns requisitos a 
serem obedecidos pelos cadastros e dados dos consumidores (“devem ser objetivos, 
claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão”), estabelece um limite 
temporal para as informações negativas: não podem constar quando referentes a um 
período superior a 5 anos (prazo máximo das informações negativas). 
 
 
33 
 
Súmula 323 do STJ. A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de 
proteção ao crédito até o prazo máximo de cinco (5) anos, independentemente da 
prescrição da execução. 
 
Correta, portanto, a alternativa B. 
 
Quanto à alternativa A, o STJ tem entendido que não basta o mero ingresso com a ação 
judicial para a exclusão do nome do interessado do cadastro de inadimplentes 
 
“A simples discussão judicial da dívida não é suficiente para obstaculizar ou remover a 
negativação do nome do devedor no cadastro restritivo de crédito, a qual depende da 
presença concomitante dos seguintes requisitos: a) houver ação proposta pelo devedor 
contestando a existência integral ou parcial do débito; b) ficar demonstrado que a 
alegação da cobrança indevida se funda na aparência do bom direito e em jurisprudência 
consolidada do STF ou STJ; c) for depositada a parcela incontroversa ou prestada a 
caução fixada conforme o prudente arbítrio do juiz, para o caso de a contestação ser 
apenas de parte do débito”. (Resp n. 1.061.530, Segunda Seção, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, julgado em 22/10/2008). 
 
 
26. Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, é vedado ao fornecedor de 
produtos ou serviços: 
 
(A) elevar o preço de produtos e serviços, ainda que com apresentação de justo motivo. 
 
(B) inserir cláusulas contratuais que determinem a utilização facultativa da arbitragem. 
 
(C) estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu 
termo inicial a exclusivo critério do consumidor. 
 
(D) inserir cláusulas contratuais que transfiram responsabilidades a terceiros. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Incorreta. Somente é prática abusiva, segundo o inciso X do art. 39 do CDC, elevar 
sem justa causa o preço de produtos ou serviços. 
 
 
 
34 
(B) Incorreta. Apenas a imposição compulsória da arbitragem é cláusula abusiva, 
conforme art. 51, VII, do CDC. 
 
(C) Incorreta. O que é prática abusiva é o fornecedor (e não o consumidor, como coloca 
a alternativa) deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar 
a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério – art. 39, XII, do CDC. 
 
(C) Correta. Conforme at. 51, III, do CDC. 
 
 
27. Os alunos de uma escola privada consumiram, na lanchonete próxima a uma escola, 
um alimento que causou intoxicação e os levou ao hospital, onde ficaram internados 
alguns dias, perdendo aulas importantes. A associação de pais, ao ficar sabendo do 
ocorrido, propôs ação coletiva visando à indenização aos alunos atingidos pela 
intoxicação. Diante desses fatos hipotéticos, assinale a alternativa correta. 
 
(A) A associação tem legitimidade para a propositura da ação coletiva se estiver 
constituída há pelo menos um ano e incluir em seus fins institucionais a defesa dos 
interesses dos alunos, desde que tenha autorização assemblear para a propositura da 
ação. 
 
(B) A sentença fará coisa julgada erga omnes, se o pedido for julgado procedente, 
beneficiando todas as crianças que foram vítimas da intoxicação, exceto as que tiverem 
ingressado com ações individuais e não requereram a suspensão dos respectivos 
processos no prazo legal. 
 
(C) Têm legitimidade para a propositura da ação coletiva as entidades e órgãos da 
Administração Pública, direta ou indireta, desde que com personalidade jurídica. 
 
(D) Se a ação coletiva for julgada procedente, a eficácia erga omnes e ultra partes 
beneficiará os autores das ações individuais, independentemente de terem requerido a 
suspensão das ações individuais, em razão do princípio da hipossuficiência do 
consumidor. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
 
 
35 
(A) Incorreta. O trecho incorreto da assertiva é a imposição de autorização assemblear 
para a propositura da ação, à vista da parte final do inciso IV do art. 82 do CDC. Perceba-
se que a assertiva cobrou a letra fria da lei, e não o entendimento dos Tribunais 
Superiores acerca da necessidade de autorização dos associados. 
 
(B) Correta. É o que dispõe o art. 104 do CDC 
 
(C) Incorreta. A personalidade jurídica é dispensada; órgãos despersonalizados (ex.: 
Procons) também podem ter legitimidade ativa, consoante art. 82, III, do CDC. 
 
(D) Incorreta. Conforme art. 104 do CDC, na hipótese ventilada na assertiva, os efeitos 
da coisa julgada não beneficiarão os autores das ações individuais se não for requerida 
a sua suspensão no prazo legal (de 30 dias contados da ciência os autos do ajuizamento 
da ação coletiva). 
 
 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
28. O Estatuto da Criança e do Adolescente é orientado pelo princípio da proteção 
integral da criança e do adolescente, que tem como marco legal o artigo 227 da 
Constituição Federal. Sob tal ótica, quanto à técnica empregada pelo diploma menorista 
para definir criança e adolescente, bem como para considerá-los sujeitos de direitos e 
obrigações frente à família, à sociedade e ao Estado, é correto afirmar que 
 
(A) de acordo com o artigo 2º, caput, criança é pessoa com até 12 (doze) anos 
incompletos, e adolescente aquela que tiver entre 12 (doze) e 18 (dezoito) anos, 
adotando-se critério cronológico absoluto. 
 
(B) é de diferenciação e tem por objetivo impedir a tipificação de condutas perpetradas 
por pessoa menor de 12 (doze) anos como infração penal, nos termos da legislação 
aplicável. 
 
(C) ao se permitir que o maior de 18 (dezoito) anos permaneça no pólo passivo de ação 
de execução de medida socioeducativa, o Estatuto da Criança e do Adolescente não 
restou adstrito ao critério cronológico absoluto. 
 
(D) a condição psíquica pode ser considerada de forma complementar à biológica 
porque a idade, isoladamente considerada, pode não levar à segura qualificação do 
menor como criança ou adolescente, adotando-se critério cronológico mitigado. 
 
RESPOSTA: A 
 
 
36 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
Art. 2º do ECA - Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos 
de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
29. Com relação à assistência médica prestada pelo Sistema Único de Saúde para 
prevenção de enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil,é correto 
afirmar que 
 
(A) a obrigatoriedade de aplicação de protocolo ou outro instrumento desenvolvido 
para a detecção de risco para o desenvolvimento psíquico da criança tem como marco 
inicial o primeiro ano de vida. 
 
(B) nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, não será obrigatória a 
vacinação das crianças se justificada a recusa pelos pais ou responsável, por crença 
pessoal ou religiosa, no prazo estabelecido pelo calendário de vacinação estabelecido 
pelo PNI. 
 
(C) a atenção à saúde bucal das crianças e das gestantes será promovida de forma 
transversal, integral e intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à 
mulher e à criança. 
 
(D) a atenção odontológica à criança terá função educativa e será prestada quando o 
bebê nascer, e, após, no sexto e no décimo segundo anos de vida, com orientação sobre 
saúde bucal. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
Art. 14, § 2º do ECA - O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde bucal das 
crianças e das gestantes, de forma transversal, integral e intersetorial com as demais 
linhas de cuidado direcionadas à mulher e à criança. 
30. Com relação à família substituta, o artigo 28 e seguintes do Estatuto da Criança e do 
Adolescente oferece diretrizes sobre a adoção, sendo correto afirmar: 
 
 
 
37 
(A) a adoção realizada em troca de promessa de pagamentos ou afim pode ser deferida 
se demonstrado o benefício ao adotado, à luz do espírito humanitário que norteia o ato 
de adotar. 
 
(B) a falta de estudo social e psicológico à época do deferimento da adoção macula o 
procedimento e permite a sua revogação ou retratação, pela possibilidade de violação 
do princípio do melhor interesse do menor. 
 
(C) o direito à convivência familiar entre o adotado e o adotante inicia-se no estágio de 
convivência, decorre do princípio da igualdade entre os filhos adotados e biológicos e 
tem graduação orientada pela intenção de adotar. 
 
(D) fundando-se o pedido em motivos legítimos e representando vantagem ao adotado 
será deferida a adoção, mediante compromisso de bem e fielmente desempenhar o 
encargo, mediante termo nos autos. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi parcialmente abordado no material da turma de reta final. 
 
Art. 32 do ECA - Ao assumir a guarda ou a tutela, o responsável prestará compromisso 
de bem e fielmente desempenhar o encargo, mediante termo nos autos. 
 
Art. 43 do ECA - A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o 
adotando e fundar-se em motivos legítimos. 
 
31. As medidas de proteção são ações ou programas de caráter assistencial previstas no 
Estatuto da Criança e do Adolescente e, com relação aos dispositivos do Estatuto da 
Criança e do Adolescente, é correto afirmar que 
 
(A) as medidas de proteção poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, à 
exceção das previstas no artigo 101, incisos V e VI, do diploma menorista. 
 
(B) a prática de ato infracional por criança, nos termos do artigo 105 do diploma 
menorista enseja a aplicação de medidas de proteção e não de medidas socioeducativas. 
 
(C) as medidas de proteção voltadas ao restabelecimento do pleno exercício do direito 
da criança pode ser cumulada com a medida socioeducativa de advertência, prevista no 
artigo 112, inciso I, do diploma menorista. 
 
 
 
38 
(D) o Conselho Tutelar não tem competência para a aplicação das medidas protetivas 
previstas no artigo 101, incisos I ao VI, do Estatuto da Criança e do Adolescente, a não 
ser em caso de prática de ato infracional por criança. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
Art. 105 do ECA - Ao ato infracional praticado por criança corresponderão as medidas 
previstas no art. 101 (medidas de proteção). 
 
32. Clarisse, mãe de Bernardo, de cinco anos de idade, pretende viajar com o filho, da 
Comarca de Rio Branco, Estado do Acre, para a Comarca de São Paulo, Estado de São 
Paulo. Comprou passagens aéreas e irão acompanhados da avó paterna. O pai de 
Bernardo é falecido. No momento do embarque, foi exigida a certidão de óbito, 
esquecida por Clarisse, que apresentou, além de sua certidão de casamento, a Cédula 
de Identidade original dos três passageiros, impedidos de embarcar pela companhia 
aérea. Exigiram a presença do pai, a apresentação da prova do óbito ou a autorização 
de viagem. A conduta do representante da companhia aérea está 
 
(A) errada, porque a criança estava acompanhada de ascendente maior, até o terceiro 
grau, comprovado o parentesco. 
 
(B) correta, porque a criança, ainda que acompanhada de duas pessoas maiores, não 
tinha autorização expressa do pai com firma reconhecida e não houve comprovação do 
alegado óbito. 
 
(C) correta, porque não se trata de comarca contígua à residência da criança, ainda que 
na mesma unidade da Federação, e não está incluída na mesma região metropolitana. 
 
(D) errada, porque foi provado o óbito do pai por duas testemunhas idôneas, o que 
supre a falta da prova documental ou a autorização de viagem pelo falecido ou judicial. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão. 
 
 
 
39 
Art. 83 do ECA - Nenhuma criança ou adolescente menor de 16 (dezesseis) anos poderá 
viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais ou dos responsáveis 
sem expressa autorização judicial. 
§ 1º A autorização não será exigida quando: 
a) tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente menor de 
16 (dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região 
metropolitana; 
b) a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver acompanhado: 
1) de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado 
documentalmente o parentesco; 
2) de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável. 
 
33. Com relação ao sistema recursal adotado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, 
é correto afirmar que 
 
(A) as decisões sujeitas a recursos são as decisões interlocutórias e as sentenças. 
 
(B) o recorrente será dispensado do preparo, se beneficiário da Assistência Judiciária 
Gratuita, e, caso contrário, o não recolhimento das custas recursais no prazo legal 
implicará deserção. 
 
(C) os recursos obedecem aos princípios fundamentais do duplo grau de jurisdição, da 
proibição da reformatio in pejus, da taxatividade e da singularidade. 
 
(D) os recursos serão recebidos no duplo efeito, exceção feita aos interpostos contra 
sentença que deferir adoção por estrangeiro. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi parcialmente abordado no material da turma de reta final. 
 
Art. 198 do ECA - Nos procedimentos afetos à Justiça da Infância e da Juventude, 
inclusive os relativos à execução das medidas socioeducativas, adotar-se-á o sistema 
recursal da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil), com as 
seguintes adaptações: 
I - os recursos serão interpostos independentemente de preparo; 
II - em todos os recursos, salvo nos embargos de declaração, o prazo para o Ministério 
Público e para a defesa será sempre de 10 (dez) dias; 
III - os recursos terão preferência de julgamento e dispensarão revisor; 
 
 
40 
VII - antes de determinar a remessa dos autos à superior instância, no caso de apelação, 
ou do instrumento, no caso de agravo, a autoridade judiciária proferirá despacho 
fundamentado, mantendo ou reformando a decisão, no prazo de cinco dias; 
VIII - mantida a decisão apelada ou agravada, o escrivão remeterá os autos ou o 
instrumento à superior instância dentro de vinte e quatro horas, independentemente 
de novo pedido do recorrente; se a reformar, a remessa dos autos dependerá de pedido 
expresso da parte interessada ou do Ministério Público, no prazode cinco dias, contados 
da intimação. 
Art. 199 do ECA - Contra as decisões proferidas com base no art. 149 caberá recurso de 
apelação. 
 
Dessa forma, aplicando-se as regras do Novo CPC, os recursos das decisões e sentenças 
proferidas no âmbito da Justiça da Infância e da Juventude obedecem os princípios 
gerais recursais, entre eles: o duplo grau de jurisdição, a proibição da reformatio in pejus, 
a taxatividade e a singularidade. 
 
34. O adolescente foi apreendido em flagrante de ato infracional equiparado ao delito 
de furto e encaminhado à autoridade policial, que o ouviu, na presença de sua mãe e 
sem advogado. O adolescente foi liberado pela autoridade policial, sob compromisso e 
responsabilidade de sua mãe apresentá-lo ao Ministério Público no mesmo dia ou, 
sendo impossível, no primeiro dia útil imediato. Neste contexto, é correto afirmar: 
 
(A) Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional será processado 
sem defensor, ainda que ausente ou foragido, devendo, assim, o adolescente ser 
apresentado pela mãe ao Ministério Público porque válida a oitiva policial. 
 
(B) Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional será ouvido sem 
defensor, e, portanto, não será obrigatória a apresentação do adolescente ao Ministério 
Público por sua mãe que, através de defensor, noticiará a nulidade ao juiz. 
 
(C) Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional será ouvido sem 
defensor, mas a ausência deste profissional na fase policial configura irregularidade e 
será convalidada pela nomeação de defensor pelo juiz, que deverá ser intimado 
pessoalmente ou por publicação oficial para que compareça na data de apresentação 
ao Ministério Público. 
 
(D) Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional será ouvido sem 
defensor, e, assim, ao adolescente deverá ser nomeado advogado na data em que for 
apresentado pela mãe ao Ministério Público para repetição de sua oitiva. 
RESPOSTA: A 
 
 
41 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
Art. 174 do ECA - Comparecendo qualquer dos pais ou responsável, o adolescente será 
prontamente liberado pela autoridade policial, sob termo de compromisso e 
responsabilidade de sua apresentação ao representante do Ministério Público, no 
mesmo dia ou, sendo impossível, no primeiro dia útil imediato, exceto quando, pela 
gravidade do ato infracional e sua repercussão social, deva o adolescente permanecer 
sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem 
pública. 
 
Art. 207 do ECA - Nenhum adolescente a quem se atribua a prática de ato infracional, 
ainda que ausente ou foragido, será processado sem defensor. 
35. Com relação à representação, é correto afirmar que o Ministério Público 
 
(A) deve apresentar prova de materialidade e indícios de autoria do ato infracional para 
que seja recebida. 
 
(B) se não oferece representação à autoridade judiciária, com proposta de instauração 
de procedimento para aplicação da medida socioeducativa que se afigurar a mais 
adequada, promove o arquivamento ou concede a remissão, com encaminhamento do 
menor ao atendimento psicossocial. 
 
(C) poderá formular pedido de internação provisória no seu bojo, que será decidido na 
audiência de apresentação do adolescente. 
 
(D) a oferece por petição, no prazo de quarenta e oito horas a contar da apresentação 
do adolescente, ou oralmente, impreterivelmente na sessão diária instalada pela 
autoridade judiciária. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
Art. 180 do ECA - Adotadas as providências a que alude o artigo anterior, o 
representante do Ministério Público poderá: I - promover o arquivamento dos autos; II 
- conceder a remissão; III - representar à autoridade judiciária para aplicação de medida 
sócio-educativa. 
 
 
42 
 
Art. 181 do ECA - Promovido o arquivamento dos autos ou concedida a remissão pelo 
representante do Ministério Público, mediante termo fundamentado, que conterá o 
resumo dos fatos, os autos serão conclusos à autoridade judiciária para homologação. 
 
Art. 182, § 2º do ECA - A representação independe de prova pré-constituída da autoria 
e materialidade. 
 
Art. 184 do ECA - Oferecida a representação, a autoridade judiciária designará audiência 
de apresentação do adolescente, decidindo, desde logo, sobre a decretação ou 
manutenção da internação, observado o disposto no art. 108 e parágrafo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
BLOCO II 
DIREITO PENAL 
 
36. Assinale a alternativa correta. 
 
(A) Os crimes omissivos impróprios dispensam a existência de um resultado e, portanto, 
não necessitam de verificação do nexo de causalidade. 
 
(B) A teoria da imputação objetiva do resultado estabelece os seguintes requisitos: a 
criação de um risco jurídico-penal relevante não coberto pelo risco permitido, a 
realização desse risco no resultado e a independência do resultado produzido entre o 
âmbito de proteção da norma penal. 
 
(C) O Código Penal em vigor admite a concausa como condição concorrente para a 
produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito. 
 
(D) De acordo com o Código Penal Brasileiro, a relação de causalidade entre a conduta 
humana e o resultado é uma relação valorada que deve ser aferida conjuntamente com 
o vínculo subjetivo do agente limitada ao dolo ou culpa.
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Os crimes omissivos impróprios, ou comissivos por omissão, são aqueles praticados 
pelos agentes garantidores, conforme art. 13, §2º, CP. Nesse sentido, exigem o 
resultado e o nexo entre este e a conduta daquele que deixou de agir quando deveria. 
 
(B) Na concepção de Roxin, a teoria da imputação objetiva estabelece três requisitos 
básicos para a imputação objetiva do resultado, que representam, em realidade, três 
grandes grupos de problemas: 1) a criação de um risco jurídico-penal relevante, não 
coberto pelo risco permitido; 2) a realização desse risco no resultado; e 3) que o 
resultado produzido entre no âmbito de proteção da norma penal. É este item 3 que 
torna a opção incorreta. 
 
(C) Não há preponderância da causa sobre a conduta, porquanto o CP adota o finalismo 
e não o causalismo. Tanto é assim que, na forma do art. 13, §1º, CP, a superveniência 
de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o 
resultado. 
 
(D) Correta, em face da adoção do finalismo. 
 
 
 
44 
37. Assinale a alternativa correta quanto à aplicação da lei penal. 
 
(A) A lei penal mais grave não se aplica ao crime continuado ou ao crime permanente, 
se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. 
 
(B) O Código Penal Brasileiro não adotou o princípio da representação na eficácia 
espacial da lei penal. 
 
(C) É incabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/2006, ainda que o resultado da 
incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo 
da aplicação da Lei no 6.368/76, permitida, no entanto, a combinação das mencionadas 
leis para beneficiar o agente. 
 
(D) Para efeito de análise sobre o local do crime, a legislação brasileira adota a teoria da 
ubiquidade.
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Contraria a Súmula 711 do STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado 
ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da 
permanência. 
 
(B) Nos termos do princípio da representação, a lei penal de determinado país é também 
aplicável aos delitos cometidos em aeronaves e embarcações privadas, quando 
realizados no estrangeiro a aí não venham a ser julgados. Está previsto no art. 7º, II, c, 
do CP. 
 
(C) Contraria a Súmula 501 do STJ: É cabível a aplicação retroativa da Lei n. 11.343/2006,desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável 
ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n. 6.368/1976, sendo vedada a combinação 
de leis. 
 
(D) Corresponde ao art. 6º do CP, segundo o qual considera-se praticado o crime no 
lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se 
produziu ou deveria produzir-se o resultado. 
38. Quanto à exclusão de ilicitude, é correto afirmar que 
 
(A) o estado de necessidade defensivo ocorre quando a conduta do agente atinge um 
bem jurídico de terceiro inocente. 
 
 
45 
 
(B) o excesso culposo decorrente de erro sobre os limites da causa de justificação não é 
punível a título de dolo ou culpa. 
 
(C) o Código Penal Brasileiro adotou a teoria unitária do estado de necessidade. 
 
(D) no excesso de legítima defesa involuntário, derivado de erro de tipo escusável, o 
agente responde pelo fato criminoso. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
(A) A questão narra o estado de necessidade agressivo. Diz-se que o estado de 
necessidade será defensivo quando a conduta do agente se dirige exclusivamente ao 
produtor da situação de perigo. 
 
(B) Contraria o art. 23, parágrafo único, do CP. 
 
(C) A teoria unitária é adotada pelo art. 23 do CP e preconiza que todo estado de 
necessidade é justificante, pois tem a finalidade de eliminar a ilicitude de um fato típico. 
A teoria unitária não adota a distinção entre estado de necessidade justificante e estado 
de necessidade exculpante, pois para ela todo estado de necessidade é justificante 
(teoria diferenciadora é, porém, adotada pelo CPM). 
 
(D) Contraria os artigos 20, §1º, e 23, parágrafo único, ambos do CP.
 
39. Considerada a hipótese de reconhecimento probatório de um agente ter praticado 
um roubo com emprego de arma de fogo contra duas vítimas que caminhavam na rua 
e, posteriormente, passados três meses do crime anteriormente noticiado, em cidade 
diversa daquela onde ocorrera o crime anterior, veio a praticar roubo simples contra 
vítima diversa da anterior, a fixação da pena deverá observar o concurso 
 
(A) formal pelas duas condutas. 
 
(B) formal pela primeira conduta e concurso material entre esta e a segunda. 
 
(C) material na primeira conduta e crime continuado entre esta e a segunda. 
 
(D) material na primeira conduta e formal entre esta e a última. 
RESPOSTA: B 
 
 
46 
COMENTÁRIOS 
 
Nos dois primeiros roubos, houve uma única conduta que ensejou dois resultados, a 
denotar concurso formal, na forma do art. 70 do CP. Já o segundo roubo decorreu de 
conduta diversa, praticada em circunstâncias igualmente diversas, e não nas mesmas 
condições de tempo, lugar e modo de execução. Desse modo, entre este último roubo 
e os primeiros, há concurso material. 
 
40. Sobre a extinção de punibilidade, é correto afirmar que 
 
(A) a contagem da prescrição dos crimes permanentes, antes de transitar a sentença 
final, inicia-se a partir do dia em que o primeiro ato de execução foi efetivado. 
 
(B) a reincidência do agente interrompe o prazo da prescrição da pretensão punitiva. 
 
(C) a prescrição da pretensão punitiva ocorre em 12 (doze) anos, se o máximo da pena 
for superior a 04 (quatro) e não exceder a 08 (oito). 
 
(D) nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede a agravação da 
pena, em relação aos outros, resultante da conexão. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Contraria o art. 111, III, CP (o prazo inicia no dia em que cessar a permanência). 
 
(B) A reincidência apenas interrompe o prazo da prescrição da pretensão executória! 
Súmula 220 do STJ. 
 
(C) Corresponde ao art. 109, III, CP. 
 
(D) Contraria o art. 108 do CP. 
 
41. No que se refere aos crimes contra a pessoa, é correto afirmar que 
 
(A) a prática de feminicídio na presença de descendente, ascendente ou colateral da 
vítima implica no aumento da pena de um sexto a um terço. 
 
(B) a pena é duplicada para crime de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio 
praticado contra vítima menor ou com diminuição da capacidade de resistência. 
 
 
 
47 
(C) o homicídio funcional é aquele delito praticado contra autoridade ou agente membro 
das forças armadas, policiais federais em geral, policiais civis ou militares, integrantes 
do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função 
ou em decorrência dela, ou, ainda, contra seu cônjuge, companheiro ou parente até o 
segundo grau, em razão dessa condição, incidindo pena privativa de liberdade de doze 
a vinte anos de reclusão. 
 
(D) é incompatível o crime de homicídio simples tentado com o caráter hediondo. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Contraria o art. 121, §7º, III: a pena é aumentada de 1/3 a metade, quando o 
feminicídio é praticado na presença de ascendente ou descendente. 
 
(B) Corresponde ao art. 122, parágrafo único, II, CP. 
 
(C) Contraria o art. 121, §2º, VII, CP: o parentesco é até o terceiro e não segundo grau. 
Ainda, a pena é de 12 a 30 anos. 
 
(D) O art. 1º, I, da Lei nº 8.072/90, prevê que o homicídio (mesmo que simples ou 
tentado) praticado em atividade típica de grupo de extermínio é hediondo. 
42. Assinale a alternativa correta. 
 
(A) A pena do furto qualificado de veículo automotor transportado para outro Estado ou 
para o exterior será de 02 (dois) a 08 (oito) anos de reclusão e multa. 
 
(B) Agente que pratica o crime de roubo com o emprego de faca será responsabilizado 
pela qualificadora do emprego de arma, com pena aumentada em dois terços. 
 
(C) Agente que impõe à vítima, como garantia de dívida, a exigência ou o recebimento 
de documento que pode dar causa a procedimento criminal contra esta ou terceiro, 
responde pelo delito de extorsão indireta. 
 
(D) O crime de receptação dolosa imprópria independe da boa-fé do terceiro no 
recebimento da coisa ilícita para efeito de responsabilização penal deste. 
RESPOSTA: C 
 
 
 
 
48 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da assertiva “B” foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Na forma do art. 155, §5º, CP, a pena neste caso é de 03 a 08 anos. 
 
(B) Alteração da Lei nº 13.654/18: o roubo com arma branca não é mais causa de 
aumento de pena. 
 
(C) Corresponde ao art. 160 do CP. 
 
(D) Receptação imprópria é aquela formada pela associação da conduta de influir 
(inspirar ou insuflar) alguém de boa-fé a adquirir (obter ou comprar), receber (aceitar 
em pagamento ou simplesmente aceitar) ou ocultar (encobrir, disfarçar) produto de 
crime (art. 180, caput, in fine).
 
43. No que concerne aos crimes contra a dignidade sexual, é correto afirmar que 
 
(A) é fato típico distribuir ou expor publicamente qualquer objeto obsceno. 
 
(B) em relação à titularidade da ação penal, nos crimes de estupro, por violência real ou 
grave ameaça, importunação sexual, assédio sexual e divulgação de cena de estupro, 
procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação. 
 
(C) a contravenção penal de importunação ofensiva ao pudor foi tacitamente revogada 
pela Lei nº 13.718, de 24.09.2018. 
 
(D) a prática de relacionamento amoroso consensual por indivíduo com 18 anos com 
infante de 13 anos há mais de dois anos anteriores é fato atípico. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da assertiva “B” foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Corresponde ao art. 234 do CP. 
 
(B) Alteração da Lei nº 13.718/18! Contraria o art. 225 do CP! 
 
(C) A revogação foi expressa e não tácita. 
 
 
 
49 
(D) Contraria o art. 217-A do CP e a Súmula 593 do STJ (“O crime de estupro de 
vulnerável configura com a conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 
14 anos, sendo irrelevante o eventual consentimento da vítima para a prática do ato, 
experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agente”). 
 
44. Assinale a alternativa correta. 
 
(A) O crime de corrupção ativa detestemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete 
é material e permite a forma tentada. 
 
(B) A reparação do dano no crime de peculato culposo, realizada antes da sentença 
condenatória irrecorrível é causa de diminuição de um terço a metade da pena. 
 
(C) As fraudes em certames de interesse público é crime próprio, praticado apenas por 
funcionário público. 
 
(D) O excesso de exação é subtipo do delito de concussão que implica pena mínima mais 
grave que a prevista no tipo principal. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) O crime do art. 343 do CP é formal, pois é indiferente a testemunha aceitar ou não a 
vantagem ou então prestar ou não o testemunho: basta que o agente dê, ofereça ou 
prometa a “recompensa” para a consumação do delito em estudo. Caso a oferta seja 
feita por escrito e não chegue ao destinatário, configura-se perfeitamente a tentativa. 
Tem-se, então, um dos excepcionais casos de possibilidade de tentativa em crimes 
formais (presente também nos crimes contra a honra). 
 
(B) Contraria o art. 312, §3º, do CP: a reparação do dano, se precede à sentença 
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta. 
 
(C) O crime do art. 311-A, do CP, é comum, podendo ser praticado por qualquer pessoa 
(fé pública). 
 
(D) Correta. A pena mínima do crime de excesso de exação é de 03 anos, mais grave do 
que a pena mínima da concussão (02 anos).
 
45. Com relação aos crimes previstos em legislação especial, é correto afirmar que 
 
 
 
50 
(A) indivíduo que transporta, sem autorização ou em desacordo com determinação legal 
ou regulamentar, produto químico destinado à preparação de drogas responde pelo tipo 
penal de tráfico de drogas com diminuição de um sexto a um terço da pena. 
 
(B) quando o Código Eleitoral não indicar o grau mínimo da pena privativa de liberdade 
para os crimes eleitorais, deverá ser observada a regra do Código Penal em vigor. 
 
(C) o Magistrado que deixa de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal, que 
lhe seja comunicada, responderá pelas sanções administrativa, civil e penal. 
 
(D) por ser norma geral de fixação da pena, é possível a conversão da pena privativa de 
liberdade em multa nos crimes de violência doméstica e familiar contra mulher. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Nesse caso, aplica-se tipo penal diverso, previsto no art. 34 da Lei de Drogas. 
 
(B) Contraria o art. 284 do Código Eleitoral: “sempre que este Código não indicar o grau 
mínimo, entende-se que será ele de quinze dias para a pena de detenção e de um ano 
para a de reclusão”. 
 
(C) Correta. 
 
(D) Ofende o art. 17 da Lei Maria da Penha: “é vedada a aplicação, nos casos de violência 
doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação 
pecuniária, bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de 
multa”. 
 
DIREITO PROCESSUAL PENAL 
 
46. Assinale a alternativa correta em relação ao quanto previsto na Lei de Drogas. 
 
(A) O pedido de restituição de bens apreendidos em crime de tráfico de entorpecentes 
poderá ser conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado, podendo o juiz 
determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores. 
 
(B) O processo e o julgamento dos crimes de tráfico de entorpecentes previstos no art. 
33, da Lei nº 11.343/06, se caracterizado ilícito transnacional, são da competência da 
Justiça Federal e os crimes praticados nos municípios que não sejam sede de vara federal 
serão processados e julgados na vara federal da respectiva circunscrição. 
 
 
51 
 
(C) O prazo de conclusão do inquérito policial em caso de indiciado preso por crime de 
tráfico de entorpecentes poderá ser duplicado pelo juiz, não podendo, entretanto, 
referido prazo exceder a 45 dias. 
 
(D) Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da 
materialidade do delito de tráfico de entorpecentes, é suficiente o laudo de constatação 
da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pelo 
menos duas pessoas idôneas, e o perito que subscrever o laudo não fica impedido de 
participar da elaboração do laudo definitivo. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. De acordo com o art. 60, §3º da Lei de Drogas, o comparecimento pessoal 
do acusado é obrigatório: 
Art. 60. (...) § 3o Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento 
pessoal do acusado, podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à 
conservação de bens, direitos ou valores. 
 
(B) Correta. De acordo com o art. 70, caput e §único da Lei de Drogas: 
Art. 70. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se 
caracterizado ilícito transnacional, são da competência da Justiça Federal. 
Parágrafo único. Os crimes praticados nos Municípios que não sejam sede de vara 
federal serão processados e julgados na vara federal da circunscrição respectiva. 
 
(C) Incorreta. Os prazos são de 30 dias (réu preso) e 90 dias, réu solto, podendo ser 
duplicados, nos termos do art. 51, caput e §único, da Lei de Drogas: 
Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado 
estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto. 
Parágrafo único. Os prazos a que se refere este artigo podem ser duplicados pelo juiz, 
ouvido o Ministério Público, mediante pedido justificado da autoridade de polícia 
judiciária. 
 
(D) Incorreta. Na falta de um perito oficial, basta que o laudo seja subscrito por uma 
pessoa idônea, de acordo com o art. 50, §1º da Lei de Drogas: 
Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, 
imediatamente, comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto 
lavrado, do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) 
horas. 
 
 
52 
§ 1o Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da 
materialidade do delito, é suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade 
da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea. 
§ 2o O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1o deste artigo não ficará 
impedido de participar da elaboração do laudo definitivo. 
 
47. Quanto à prisão temporária, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Caberá prisão temporária em homicídio qualificado, mas não em homicídio simples. 
 
(B) A prisão temporária somente poderá ser executada depois da expedição de 
mandado judicial. 
 
(C) Por se tratar de medida cautelar, dada a urgência, na hipótese de representação da 
autoridade policial, o Juiz poderá decidir independentemente de manifestação do 
Ministério Público. 
 
(D) O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado e prolatado 
dentro do prazo de 48 horas, contadas a partir do recebimento da representação ou do 
requerimento. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Cabe tanto em homicídio simples quanto no homicídio qualificado, desde 
que doloso: 
Art. 1° Caberá prisão temporária: 
(...) 
III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na 
legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: 
a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°); 
 
(B) Correta. De acordo com o art. 2º, §4º da Lei nº 7.960/89 
Art. 2º. (...) § 4° Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em 
duas vias, uma das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa. 
 
(C) Incorreta. De acordo com o art. 2º, §1º da Lei nº 7.960/89 
Art. 2º. (...) § 1° Na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de 
decidir, ouvirá o Ministério Público. 
 
(D) Incorreta. O prazo é de 24 horas, de acordo com o art. 2º, §2º da Lei nº 7.960/89: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art121
 
 
53 
Art.2º. (...) § 2° O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado 
e prolatado dentro do prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contadas a partir do 
recebimento da representação ou do requerimento. 
48. Quanto às disposições presentes na Lei de Execução Penal, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Dentre os requisitos objetivos para autorização da saída temporária, exige-se o 
cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 1/4 
(um quarto), se reincidente. 
 
(B) A remição por estudo somente se admite se desenvolvida a atividade educacional 
de forma presencial. 
 
(C) O instituto da permissão de saída não se aplica ao preso provisório. 
 
(D) Praticada falta disciplinar pelo condenado, deverá ser instaurado o procedimento 
para sua apuração, conforme regulamento, assegurados o direito de defesa, a 
motivação da decisão, vedado o decreto de isolamento preventivo do faltoso pela 
autoridade administrativa. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. De acordo com o art. 122, II da LEP: 
Art. 123. A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da execução, ouvidos o 
Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos 
seguintes requisitos: 
I - comportamento adequado; 
II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 
1/4 (um quarto), se reincidente; 
III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. 
 
(B) Incorreta. De acordo com o art. 126, §2º da LEP: 
Art. 126 (...) § 2o As atividades de estudo a que se refere o § 1o deste artigo poderão ser 
desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a distância e deverão 
ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos 
frequentados. (Redação dada pela Lei nº 12.433, de 2011) 
 
(C) Incorreta. Aplica-se ao preso provisório, de acordo com o art. 120 , caput da LEP: 
http://www.planalto.gov.br/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12433.htm#art1
 
 
54 
Art. 120. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semi-aberto e os 
presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante 
escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos: 
 
(D) Incorreta. A assertiva está correta até a parte em que diz que é vedado o isolamento 
preventivo, que é possível de acordo com o art. 60, caput, da LEP: 
Art. 60. A autoridade administrativa poderá decretar o isolamento preventivo do 
faltoso pelo prazo de até dez dias. A inclusão do preso no regime disciplinar 
diferenciado, no interesse da disciplina e da averiguação do fato, dependerá de 
despacho do juiz competente. 
49. Quanto às provas, assinale a alternativa correta, segundo o quanto previsto no 
Código de Processo Penal. 
 
(A) O juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a requerimento das partes, deverá 
realizar o interroga- tório do réu preso por sistema de videoconferência ou outro recurso 
tecnológico de transmissão de sons e imagens. 
 
(B) Em caso de lesões corporais, a falta de exame complementar não poderá ser suprida 
pela prova testemunhal. 
 
(C) Os peritos oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente desempenhar o 
encargo. 
 
(D) No caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial não pode negar 
a perícia requerida pelas partes. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. O interrogatório por videoconferência, ao contrário do que diz a assertiva, 
é medida excepcional e deverá se fundamentar nas hipóteses do art. 185, §2º do CPP: 
Art. 185 (...) § 2o Excepcionalmente, o juiz, por decisão fundamentada, de ofício ou a 
requerimento das partes, poderá realizar o interrogatório do réu preso por sistema de 
videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em 
tempo real, desde que a medida seja necessária para atender a uma das seguintes 
finalidades: (Redação dada pela Lei nº 11.900, de 2009) 
I - prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso 
integre organização criminosa ou de que, por outra razão, possa fugir durante o 
deslocamento; (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
 
 
55 
II - viabilizar a participação do réu no referido ato processual, quando haja relevante 
dificuldade para seu comparecimento em juízo, por enfermidade ou outra circunstância 
pessoal; (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
III - impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima, desde que não 
seja possível colher o depoimento destas por videoconferência, nos termos do art. 217 
deste Código; (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009) 
IV - responder à gravíssima questão de ordem pública. (Incluído pela Lei nº 11.900, de 
2009) 
 
(B) Incorreta. Poderá ser suprida pela prova testemunhal, de acordo com o art. 168, §3º 
do CPP: 
Art. 168 (...) § 3o A falta de exame complementar poderá ser suprida pela prova 
testemunhal. 
 
(C) Incorreta. Quem presta esse compromisso são os peritos não-oficiais: 
Art. 159 (...) § 2o Os peritos não oficiais prestarão o compromisso de bem e fielmente 
desempenhar o encargo. (Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) 
 
(D) Correta. De acordo com o art. 184 do CPP: 
Art. 184. Salvo o caso de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial 
negará a perícia requerida pelas partes, quando não for necessária ao esclarecimento 
da verdade. 
50. Assinale a alternativa correta, nos termos do quanto previsto no Código de Processo 
Penal. 
 
(A) A oposição de suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito será julgada 
pelo juiz prevento ou a quem for distribuído o inquérito policial. 
 
(B) A arguição de suspeição manifestamente improcedente deverá ser rejeitada 
liminarmente pelo juiz ou relator, independentemente de prévio contraditório. 
 
(C) Se a decisão sobre a existência da infração depender da solução de controvérsia, que 
o juiz repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas, o curso da ação penal 
poderá ficar suspenso até que no juízo cível seja a controvérsia dirimida por sentença 
passada em julgado. 
 
(D) Quanto às exceções, as arguições de litispendência e de coisa julgada precedem às 
demais, pois ninguém pode ser julgado pelo mesmo fato duas vezes 
 
RESPOSTA: B 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689Compilado.htm#art217.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689Compilado.htm#art217.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11900.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11690.htm#art1
 
 
56 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Não se opõe a suspeição da autoridade policial, nos termos do art. 107 do 
CPP: 
Art. 107. Não se poderá opor suspeição às autoridades policiais nos atos do inquérito, 
mas deverão elas declarar-se suspeitas, quando ocorrer motivo legal. 
 
(B) Correta. De acordo com o art. 100, §2º do CPP: 
Art. 100 (...) § 2o Se a suspeição for de manifesta improcedência, o juiz ou relator a 
rejeitará liminarmente. 
 
(C) Incorreta. O erro da assertiva está na palavra “ficará”. Na verdade, segundo o CPP, a 
suspensão é obrigatória: 
Art. 92. Se a decisão sobre a existência da infração depender da solução de 
controvérsia, que o juiz repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas, o curso 
da ação penal ficará suspenso até que no juízo cível seja a controvérsia dirimida por 
sentença passada em julgado, sem prejuízo, entretanto, da inquirição das testemunhas 
e de outras provas de natureza urgente. 
 
(D)Incorreta. A arguição que precede às demais é a de suspeição, nos termos do art. 96 
do CPP: 
Art. 96. A arguição de suspeição precederá a qualquer outra, salvo quando fundada 
em motivo superveniente.
51. Em relação à violência doméstica e ao quanto previsto na Lei nº 11.340/06 (Lei Maria 
da Penha), assinale a alternativa correta. 
 
(A) A violência patrimonial também pode ser considerada forma de violência doméstica 
e familiar contra a mulher. 
 
(B) O crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência é inafiançável. 
 
(C) Configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão 
baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico 
e dano moral ou patrimonial em qualquer relação íntima de afeto, desde que o agressor 
conviva ou tenha convivido sob o mesmo teto com a ofendida. 
 
(D) A prisão preventiva do agressor poderá ser decretada pelo juiz de ofício somente 
durante a instrução, mas não durante o inquérito policial. 
 
RESPOSTA: A 
 
 
57 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. De acordo com o art. 7º, IV da Lei Maria da Penha: 
Art. 7º (...) IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure 
retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de 
trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, 
incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; 
 
(B) Incorreta. De acordo com o art. 24-A, §2º da Lei Maria da Penha: 
Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência 
previstas nesta Lei: (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. (Incluído pela Lei nº 13.641, 
de 2018) 
§ 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que 
deferiu as medidas. (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
§ 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder 
fiança. (Incluído pela Lei nº 13.641, de 2018) 
 
(C) Incorreta. Não é necessária coabitação, de acordo com o art. 5º, III da Lei Maria da 
Penha: 
Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher 
qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento 
físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: (Vide Lei complementar nº 
150, de 2015) 
(...) 
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido 
com a ofendida, independentemente de coabitação. 
 
(D) Incorreta. A prisão preventiva do agressor pode ser decretada também durante o 
inquérito policial, de acordo com o art. 20, caput, da Lei Maria da Penha: 
Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, caberá a prisão 
preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a requerimento do Ministério 
Público ou mediante representação da autoridade policial. 
52. Em relação ao procedimento relativo aos processos de competência do Tribunal do 
Júri, assinale a alternativa correta. 
 
(A) O desaforamento não poderá ser determinado sob a alegação de excesso de serviço. 
 
(B) Encerrada a instrução probatória, ainda durante a primeira fase, as alegações serão 
orais, concedendo-se a palavra, respectivamente, à acusação e à defesa, pelo prazo de 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13641.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp150.htm#art27vii
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp150.htm#art27vii
 
 
58 
10 (dez) minutos, prorrogáveis por mais 10 (dez). 
 
(C) O procedimento será concluído no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias. 
 
(D) O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação, 
embora o acusado fique sujeito a pena mais grave.
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Poderá ser determinado sob a alegação de excesso de serviço, de acordo 
com o art. 428, caput, do CPP: 
Art. 428. O desaforamento também poderá ser determinado, em razão do 
comprovado excesso de serviço, ouvidos o juiz presidente e a parte contrária, se o 
julgamento não puder ser realizado no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em 
julgado da decisão de pronúncia. (Redação dada pela Lei nº 11.689, de 2008) 
 
(B) Incorreta. A assertiva está correta, salvo quanto ao tempo destinado às alegações 
orais, nos termos do art. 411, §4º do CPP: 
§ 4o As alegações serão orais, concedendo-se a palavra, respectivamente, à acusação e 
à defesa, pelo prazo de 20 (vinte) minutos, prorrogáveis por mais 10 (dez). (Incluído 
pela Lei nº 11.689, de 2008) 
 
(C) Incorreta. O prazo é de 90 dias, de acordo com o art. 412 do CPP: 
Art. 412. O procedimento será concluído no prazo máximo de 90 (noventa) 
dias. (Redação dada pela Lei nº 11.689, de 2008) 
 
(D) Correta. A emendatio libelli tem plena aplicação na primeira fase do tribunado do 
júri: 
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, 
poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em conseqüência, tenha de 
aplicar pena mais grave. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008). 
 
53. Em relação à fiança, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Julgar-se-á quebrada a fiança quando o acusado descumprir medida cautelar 
imposta cumulativamente com a fiança. 
 
(B) A fiança tomara por termo obrigará o afiançado a comparecer perante a autoridade 
todas as vezes que for intimado para atos do inquérito e da instrução criminal e para o 
julgamento. Quando o réu não comparecer, a fiança será havida como cassada. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11689.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11689.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11689.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11689.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
 
 
59 
 
(C) Entender-se-á perdido, na totalidade, o valor da fiança, se, regularmente intimado 
para ato do processo, deixar de comparecer, sem motivo justo. 
 
(D) A fiança será cassada quando o acusado deliberadamente praticar ato de obstrução 
ao andamento do processo. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. De acordo com o art. 341, III do CPP: 
Art. 341. Julgar-se-á quebrada a fiança quando o acusado: (Redação dada pela Lei 
nº 12.403, de 2011). 
I - regularmente intimado para ato do processo, deixar de comparecer, sem motivo 
justo; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
II - deliberadamente praticar ato de obstrução ao andamento do 
processo; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
III - descumprir medida cautelar imposta cumulativamente com a 
fiança; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
IV - resistir injustificadamente a ordem judicial; (Incluído pela Lei nº 12.403, de 
2011). 
V - praticar nova infração penal dolosa. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011). 
 
(B) Incorreta. A assertiva está correta até onde diz que a fiança será “cassada” no caso 
de o réu não comparecer. Na verdade, a fiança será “quebrada”, de acordo com o art. 
327 do CPP: 
Art. 327. A fiança tomada por termo obrigará o afiançado a comparecer perante a 
autoridade, todas as vezes que for intimado para atos do inquérito e da instrução 
criminal e para o julgamento. Quando o réu não comparecer, a fiança será havida como 
quebrada. 
 
(C) Incorreta. No caso narrado, a fiança será quebrada, nos termos do art. 341,I do CPP, 
e não perdida. A assertiva quis confundir o candidato com a redação do art. 344 do CPP, 
que fala da perda da fiança: 
Art. 344. Entender-se-á perdido, na totalidade, o valor da fiança, se, condenado, o 
acusado não se apresentar para o início do cumprimento da pena definitivamente 
imposta. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011). 
 
(D) Incorreta. O caso é de quebramento da fiança, nos termos do art. 341, II do CPP. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12403.htm#art1
 
 
60 
54. Assinale a alternativa correta quanto à competência e o seu regramento previsto no 
Código de Processo Penal. 
 
(A) Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio 
ou da residência do réu, salvo conhecido o lugar da infração. 
 
(B) Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a 
competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o 
último ato de execução. 
 
(C) Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta 
a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais 
jurisdições, a competência firmar-se-á pelo princípio da extraterritorialidade. 
 
(D) Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pela 
prevenção. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Uma pegadinha clássica das bancas examinadoras: trocar “ainda”por 
“salvo”. Perceba a redação do art. 73 do CPP: 
Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de 
domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração. 
 
(B) Correta. De acordo com o art. 70, §1º do CPP: 
Art. 70 (...) § 1o Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar 
fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no 
Brasil, o último ato de execução. 
 
(C) Incorreta. No caso narrado, a competência se firmará pela prevenção, nos termos do 
art. 70, §3º do CPP: 
Art. 70 (...) § 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou 
quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de 
duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. 
 
(D) Incorreta. No caso narrado, a competência se firmará pelo domicílio ou residência 
do réu, de acordo com o art. 72 do CPP: 
Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo 
domicílio ou residência do réu. 
 
 
61 
 
55. Assinale a alternativa correta a respeito de procedimento e provas no Código de 
Processo Penal. 
 
(A) O juiz não pode determinar a publicação de sentença condenatória de forma 
resumida por referida prática caracterizar cerceamento de defesa. 
 
(B) A oitiva de testemunha referida somente será deferida se ao juiz parecer 
conveniente. 
 
(C) Dá-se à fotografia do documento, ainda que não autenticada, o mesmo valor do 
original. 
 
(D) O procedimento será sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima 
cominada seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. A sentença poderá ser publicada de forma resumida, nos termos do art. 
387, VI do CPP: 
Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: (Vide Lei nº 11.719, de 2008) 
VI - determinará se a sentença deverá ser publicada na íntegra ou em resumo e 
designará o jornal em que será feita a publicação (art. 73, § 1o, do Código Penal). 
 
(B) Correta. De acordo com o art. 209, §1º do CPP: 
Art. 209. O juiz, quando julgar necessário, poderá ouvir outras testemunhas, além das 
indicadas pelas partes. 
§ 1o Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se 
referirem. 
 
(C) Incorreta. A fotografia deverá ser autenticada para que tenha o mesmo valor do 
original, nos termos do art. 232, parágrafo único, do CPP: 
Art. 232 (...) Parágrafo único. À fotografia do documento, devidamente autenticada, se 
dará o mesmo valor do original. 
(D) Incorreta. Se a sanção máxima cominada for igual a 4 anos, o procedimento será o 
ordinário. Se for inferior, será o sumário. Veja o art. 394 do CPP: 
Art. 394. O procedimento será comum ou especial. (Redação dada pela Lei nº 
11.719, de 2008). 
§ 1o O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo: (Incluído 
pela Lei nº 11.719, de 2008). 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art73%C2%A71
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
 
 
62 
I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou 
superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade; (Incluído pela Lei nº 
11.719, de 2008). 
II - sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior 
a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade; (Incluído pela Lei nº 11.719, de 
2008). 
III - sumaríssimo, para as infrações penais de menor potencial ofensivo, na forma da 
lei. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008). 
 
 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
 
56. Assinale a alternativa correta a respeito do constitucionalismo. 
 
(A) O constitucionalismo antigo teve início com a Magna Carta de 1215, não havendo 
antes desse período indícios de experiências democráticas que contrastassem com os 
poderes teocráticos ou monárquicos dominantes. 
 
(B) No constitucionalismo moderno, as Constituições de sintéticas passam a analíticas, 
consagrando nos seus textos os chamados direitos econômicos e sociais, e a democracia 
liberal-econômica dá lugar à democracia social, mediante a intervenção do Estado na 
ordem econômica e social. 
 
(C) A transição da Monarquia Absolutista para o Estado Liberal, em especial na Europa, 
no final do século XVIII, que traçou limitações formais ao poder político vigente à época, 
é um marco do constitucionalismo moderno. 
 
(D) John Locke, Montesquieu e Rousseau são reconhecidos como os principais 
precursores do constitucionalismo contemporâneo, em virtude de concepções 
revolucionárias que defendiam a unificação e consagração dos ideais e valores humanos 
universais. 
 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
(A) Incorreta. O constitucionalismo antigo possui raízes antes da Magna Carta de 1215, 
sendo citado por Pedro Lenza, em sua obra (Direito constitucional esquematizado, 18ª 
ed., Saraiva, 2014, p.67), como exemplos o constitucionalismo hebreu, estabelecendo-
se no Estado teocrático limitações ao poder político ao assegurar aos profetas a 
legitimidade para fiscalizar os atos governamentais que extrapolassem os limites 
bíblicos (...), e das Cidades-Estados gregas como importante exemplo de democracia 
constitucional. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11719.htm#art1
 
 
63 
 
(B) Incorreta. Trata-se, em verdade, do constitucionalismo contemporâneo do pós-
guerra. 
 
(C) Correta. 
 
(D) Incorreta. Locke, Montesquieu e Rousseau são considerados principais precursores 
do constitucionalismo moderno, e não do contemporâneo. 
 
 
57. Na hermenêutica constitucional, a doutrina sistematizou os princípios e métodos de 
interpretação que são utilizados pelo intérprete para extrair o verdadeiro significado da 
norma constitucional, bem como a sua correta aplicação e extensão. Nesse contexto, a 
interpretação conforme a Constituição ganha destaque como técnica de decisão a ser 
utilizada pelo STF nos casos concretos. Assim, assinale a alternativa que aponta, 
corretamente, um tipo de decisão judicial interpretativa pela qual, diante de duas 
possíveis interpretações que podem ser extraídas de um ato normativo, o STF adota 
aquela que se conforma à Constituição e repudia qualquer outra que contrarie o texto 
constitucional. 
 
(A) Sentença normativa substitutiva. 
 
(B) Sentença manipulativa de efeito aditivo. 
 
(C) Sentença interpretativa de aceitação. 
 
(D) Sentença interpretativa de rechaço. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Conforme abordado por Gilmar Mendes, em seu livro em coautoria com 
Inocêncio Mártires Coelho e Paulo Gustavo Gonet Branco (2ª edição, Saraiva, 2008), as 
sentenças normativas substitutivas “...assim se consideram aquelas decisões em que a 
Corte declara a inconstitucionalidade de um preceito na parte em que expressa certa 
norma em lugar de outra, substancialmente distinta, que dele deveria constar para que 
fosse compatível com a Constituição. Atuando dessa forma, a Corte não apenas anula a 
norma impugnada, como também a substitui por outra, essencialmente diferente, criada 
pelo próprio tribunal, o que implica a produção heterônoma de atos legislativos...” 
 
 
 
64 
(B) Incorreta. “A sentença aditiva pode ser justificada, por exemplo, em razão da não 
observância do princípio da isonomia, notadamente nas situações em que a lei concede 
certo benefício ou tratamento a determinadas pessoas, mas exclui outras que se 
enquadrariam na mesma situação. Nessas hipóteses, o Tribunal Constitucional declara 
inconstitucional a norma na parte em que trata desigualmente os iguais, sem qualquer 
razoabilidade e/ou nexo de causalidade. Assim, a decisão se mostra aditiva, já que a 
Corte, ao decidir, 'cria uma norma autônoma'', estendendo aos excluídos o benefício. " 
(LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 177). 
 
(C) Incorreta. Conforme exposto por Luis Roberto Barroso (Curso de direito 
constitucional contemporâneo: os conceitos fundamentais e a construção do novo 
modelo. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p. 396), seguindo parte da doutrina italiana, há 
divisão em decisões interpretativas em sentido estrito e as decisões manipulativas. 
Decisões interpretativas em sentido estrito: se dividem em sentença interpretativa de 
rechaço, pela qual a Corte repudia qualquer outra interpretação que contrarie a 
Constituição, só sendo válido o entendimento que se adéque a Constituição, restando 
proibida a interpretação contrária, e, sentença interpretativa de aceitação, pela qual a 
Corte anula decisão tomada pelas instâncias inferiores que adotou interpretação 
ofensiva à Constituição. Nas duas hipóteses, o preceito continua válido, o que se afasta 
é interpretação. 
 
(D) Correta. Vide comentários acima.
 
 
58. Na hipótese de um parlamentar que impetrou mandado de segurança perante o STF 
com o objetivo de impugnar projeto de lei eivado de inconstitucionalidade por ofensa 
ao devido processo legislativo, mas que, posteriormente, venha a perder o mandato 
parlamentar, é correto afirmar que 
 
(A) o writ deve ser declarado extinto. 
 
(B) deve ser dada a oportunidade aos demais legitimados constitucionais a assumir o 
polo ativo da ação mandamental. 
 
(C) o Procurador-Geral da República deve assumir a titularidade do mandado de 
segurança. 
 
(D) o mandado de segurança deve ter seu regular prosseguimento, continuando o ex-
parlamentar no polo ativo. 
 
RESPOSTA: A 
 
 
65 
COMENTÁRIOS 
 
“CONTROLE JURISDICIONAL DO PROCESSO LEGISLATIVO. UTILIZAÇÃO, PARA TANTO, DO 
MANDADO DE SEGURANÇA. POSSIBILIDADE. RECONHECIMENTO, PARA ESSE EFEITO, DE 
LEGITIMAÇÃO PARA AGIR ATRIBUÍDA, COM EXCLUSIVIDADE, A MEMBRO DO 
CONGRESSO NACIONAL. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PERDA 
SUPERVENIENTE, PELO IMPETRANTE, DE SUA CONDIÇÃO POLÍTICO-JURÍDICA DE 
PARLAMENTAR. IMPOSSIBILIDADE DE PROSSEGUIMENTO DA AÇÃO MANDAMENTAL. 
LEGITIMAÇÃO ATIVA “AD CAUSAM” QUE DEVE ESTAR PRESENTE, JUNTAMENTE COM 
AS DEMAIS CONDIÇÕES DA AÇÃO, NO MOMENTO DA RESOLUÇÃO DO LITÍGIO (CPC, 
ART. 462). RELAÇÃO DE CONTEMPORANEIDADE NÃO MAIS EXISTENTE. EXTINÇÃO 
ANÔMALA DO PROCESSO MANDAMENTAL. DOUTRINA. PRECEDENTE ESPECÍFICO DO 
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE, ADEMAIS, DE O MANDADO DE 
SEGURANÇA, QUE NÃO PODE IMPUGNAR NORMAS EM TESE, CONVERTER-SE EM 
INADMISSÍVEL SUCEDÂNEO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
JURISPRUDÊNCIA. PROCESSO JULGADO EXTINTO.” (STF, MS 27.971/DF, Rel. Min. Celso 
de Mello, julgado em 1º/7/2011, DJe 1º/8/2011 – Transcrições do Informativo n° 647) 
(destacou-se) 
 
 
59. A denominada cláusula de reserva de plenário, aplicada na apreciação judicial de leis 
e atos normativos submetidos ao controle de constitucionalidade, deve ser observada 
quando 
 
(A) do julgamento realizado pelas Turmas Recursais dos Juizados Especiais. 
 
(B) o órgão fracionário do Tribunal apenas afasta a incidência, parcialmente, da lei ou 
ato normativo, mas não declara expressamente a sua inconstitucionalidade. 
 
(C) o órgão fracionário do Tribunal julgar a norma ou o ato impugnado e entender pela 
sua constitucionalidade. 
 
(D) o processo for objeto de julgamento de plano pelo relator, ainda que haja 
pronunciamento anterior do Plenário sobre a questão.
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
 
 
66 
(A) Incorreta. STF, RE 453.744 AgR, voto do rel. min. Cezar Peluso, j. 13-6-2006, 1ª 
T, DJ de 25-8-2006.] 
 
(B) Correta. Súmula Vinculante n° 10. 
 
(C) Incorreta. A cláusula de reserva de plenário se aplica apenas em caso de declaração 
de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e não no caso de reconhecimento da 
constitucionalidade da norma. 
 
(D) Incorreta. Embargos de Declaração na Recl. 11.228/PR, Plenário, Rel. Min. Gilmar 
Mendes, julgado em 7/11/2013. 
 
 
60. Assinale a alternativa que está de acordo com o direito pátrio no que tange ao 
controle de constitucionalidade concentrado. 
 
(A) Não se pode dispensar a atuação da defesa do advogado-geral da União na ação 
direta de inconstitucionalidade, bem como na ação direta de inconstitucionalidade por 
omissão. 
 
(B) Os Estados-membros estão legitimados a agir como sujeitos processuais ativos em 
sede de controle concentrado de constitucionalidade, exigida, porém, a indiscutível 
pertinência temática. 
 
(C) A perda superveniente de representação parlamentar de Partido Político não o 
desqualifica para permanecer no polo ativo da ação direta de inconstitucionalidade. 
 
(D) É cabível a interposição de recurso em ADI por legitimado para a propositura da ação 
direta, como terceiro prejudicado, ainda que nela não figure como requerente ou 
requerido. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final 
 
(A) Incorreta. Pode se dispensar a defesa do AGU em ambas as ações, caso já tenha sido 
fixado entendimento pela inconstitucionalidade de determinada norma (ADI 1.616), ou 
se esta ofender interesses da União (QO na ADIn 3916/DF). Ademais, o STF vementendendo pela autonomia funcional do AGU para avaliar se irá ou não defender a 
constitucionalidade do ato impugnado. 
http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=453744&CLASSE=RE%2DAgR&cod_classe=539&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M&EMENTA=2244
 
 
67 
 
(B) Incorreta. “Os Estados-membros da Federação não estão no rol dos legitimados a 
agir como sujeitos processuais em sede de controle concentrado de constitucionalidade, 
sendo indevida, no modelo de processo objetivo, a intervenção de terceiros 
subjetivamente interessados no feito. Precedente: ADI 2.130 AgR, rel. min. Celso de 
Mello, DJ de 14-12-2001.” [ADI 3.013 ED-AgR, rel. min. Ellen Gracie, j. 31-5-2006, 
P, DJ de 4-8-2006.] 
 
(C) Correta. STF, ADI-AgR-AgR 2618/PR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, julgado 
em 12/8/2004. 
 
(D) Incorreta. STF, Embargos de Declaração na ADI 1105/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. 
Mauricio Corrêa, julgado em 23/8/2001. 
 
 
61. Considerando o disposto na Constituição Federal no tocante às Comissões 
Parlamentares de Inquérito (CPIs), à luz do direito pátrio vigente, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A CPI tem poderes para determinar a busca e apreensão de bens, objetos e 
computadores, desde que essa diligência não se efetive em local inviolável, como os 
espaços domiciliares. 
 
(B) Tem competência a CPI para expedir decreto de indisponibilidade de bens de 
particular, como medida de instrução a embasar futura medida cautelar perante o Poder 
Judiciário. 
 
(C) Diferentemente do entendimento que se aplica às CPIs em âmbito federal, uma CPI 
estadual não pode requerer a quebra de sigilo de dados bancários do investigado. 
 
(D) As ações de mandado de segurança e de habeas corpus impetradas contra CPIs não 
se extinguem em virtude da conclusão dos seus trabalhos investigatórios se não 
aprovado seu relatório final. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. “Impossibilidade jurídica de CPI praticar atos sobre os quais incida a cláusula 
constitucional da reserva de jurisdição, como a busca e apreensão domiciliar (...). 
Possibilidade, contudo, de a CPI ordenar busca e apreensão de bens, objetos e 
computadores, desde que essa diligência não se efetive em local inviolável, como os 
http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=363431&pgI=1&pgF=100000
http://redir.stf.jus.br/paginador/paginador.jsp?docTP=AC&docID=347920&pgI=1&pgF=100000
 
 
68 
espaços domiciliares, sob pena, em tal hipótese, de invalidade da diligência e de 
ineficácia probatória dos elementos informativos dela resultantes. Deliberação da 
CPI/Petrobras que, embora não abrangente do domicílio dos impetrantes, ressentir-se-
ia da falta da necessária fundamentação substancial. Ausência de indicação, na espécie, 
de causa provável e de fatos concretos que, se presentes, autorizariam a medida 
excepcional da busca e apreensão, mesmo a de caráter não domiciliar.” [MS 33.663 MC, 
rel. min. Celso de Mello, j. 19-6-2015, dec. monocrática, DJEde 18-8-2015.] 
 
(B) Incorreta. “Incompetência da CPI para expedir decreto de indisponibilidade de bens 
de particular, que não é medida de instrução – a cujo âmbito se restringem os poderes 
de autoridade judicial a elas conferidos no art. 58, § 3º, mas de provimento cautelar de 
eventual sentença futura, que só pode caber ao juiz competente para proferi-la. Quebra 
ou transferência de sigilos bancário, fiscal e de registros telefônicos que, ainda quando 
se admita, em tese, susceptível de ser objeto de decreto de CPI – porque não coberta 
pela reserva absoluta de jurisdição que resguarda outras garantias constitucionais –, há 
de ser adequadamente fundamentada: aplicação no exercício pela CPI dos poderes 
instrutórios das autoridades judiciárias da exigência de motivação do art. 93, IX, da 
Constituição da República.” [MS 23.480, rel. min. Sepúlveda Pertence, j. 4-5-2000, 
P, DJ de 15-9-2000.] 
 
(C) Incorreta. “Poderes de CPI estadual: ainda que seja omissa a LC 105/2001, podem 
essas comissões estaduais requerer quebra de sigilo de dados bancários, com base no 
art. 58, § 3º, da Constituição.” [ACO 730, rel. min. Joaquim Barbosa, j. 22-9-2004, 
P, DJ de 11-11-2005.] 
 
(D) Incorreta. “A jurisprudência do STF entende prejudicadas as ações de mandado de 
segurança e de habeas corpus, sempre que – impetrados tais writs constitucionais 
contra CPIs – vierem estas a extinguir-se, em virtude da conclusão de seus trabalhos 
investigatórios, independentemente da aprovação, ou não, de seu relatório final.” [MS 
23.852 QO, rel. min. Celso de Mello, j. 28-6-2001, P, DJ de 24-8-2001.]
 
 
62. É competência, respectivamente, do Supremo Tribunal Federal e do Superior 
Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, 
 
(A) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e 
nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados; e a 
ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente 
interessados. 
 
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=%28%2833663%2ENUME%2E+OU+33663%2EDMS%2E%29%28%40JULG+%3E%3D+20150619%29%28%40JULG+%3C%3D+20150818%29%29+NAO+S%2EPRES%2E&base=baseMonocraticas&url=http://tinyurl.com/hwqrax3
http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=23480&CLASSE=MS&cod_classe=376&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M
http://www.stf.jus.br/jurisprudencia/IT/frame.asp?PROCESSO=730&CLASSE=ACO&cod_classe=500&ORIGEM=IT&RECURSO=0&TIP_JULGAMENTO=M&EMENTA=2213
http://www.stf.jus.br/portal/inteiroTeor/obterInteiroTeor.asp?id=365487&idDocumento=&codigoClasse=384&numero=23852&siglaRecurso=QO&classe=MS
http://www.stf.jus.br/portal/inteiroTeor/obterInteiroTeor.asp?id=365487&idDocumento=&codigoClasse=384&numero=23852&siglaRecurso=QO&classe=MS
 
 
69 
(B) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de 
Estado; e o mandado de segurança e o habeas data contra atos da Mesa da Câmara dos 
Deputados. 
 
(C) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais; e o mandado de injunção, 
quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição da Câmara dos 
Deputados. 
 
(D) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou 
entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta; e a 
homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas 
rogatórias.
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 105, I, “a” e art. 102, I, “n”, ambos da CF/88. 
 
(B) Incorreta. Art. 102, I, “c” e “d” da CF/88. 
 
(C) Incorreta. Art. 105, I, “d” e art. 102, I, “q”, ambos da CF/88. 
 
(D) Correta. Art. 102, I, “f” e art. 105, I, “i”, ambos da CF/88. 
 
 
63. Com relação aos direitos e garantias fundamentais, a Constituição Federal veda o 
uso da prova obtida ilicitamente nos processos judiciais. Nessa temática, portanto, é 
correto afirmar que 
 
(A) não se considera ilícita a busca e apreensão realizada, sem mandado judicial, em 
escritórios comerciais ou no local de trabalho, por não ser reconhecidos como domicílio. 
 
(B) é lícita a gravação clandestina de conversa telefônica ou ambiental, ausente causa 
legal de sigilo ou de reserva da conversação, feita por um dos interlocutores, mesmo 
sem o conhecimento dos demais. 
 
(C) essa proteção não alcança a recusa do réu em fornecer material para exame de DNA 
quando essencial e indispensável para a solução do processo judicial. 
 
(D) a prova ilícita em favor do réu pode ser admitida, segundo jurisprudência do STF que 
entende que os direitos fundamentais vinculam apenas o Estado, e não os particulares.
 
 
70 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. “Habeas corpus. 2. Inviolabilidade de domicílio (art. 5º, IX, CF). Busca e 
apreensão em estabelecimento empresarial. Estabelecimentos empresariais estão 
sujeitos à proteção contra o ingresso não consentido. 3. Nãoverificação das hipóteses 
que dispensam o consentimento. 4. Mandado de busca e apreensão perfeitamente 
delimitado. Diligência estendida para endereço ulterior sem nova autorização judicial. 
Ilicitude do resultado da diligência. 5. Ordem concedida, para determinar a inutilização 
das provas.” (STF, HC 106.566, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 
16/12/2014). (destacou-se) 
 
(B) Correta. STF, RE 402.717/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Cezar Peluso, julgado em 
2/12/2008. 
 
(C) Incorreta. Pelo princípio da vedação à autoincriminação, o réu não é obrigado a 
fornecer material para exame de DNA, independente se essencial e indispensável para 
a solução do processo judicial 
 
(D) Incorreta. Para o STF, adota-se a eficácia horizontal dos direitos fundamentais, de 
modo que os direitos fundamentais vinculam também os particulares. 
 
 
64. Assinale a alternativa correta a respeito do mandado de injunção. 
 
(A) Não será cabível o mandado de injunção quando houver regulamentação da matéria 
por normas editadas pelo órgão legislador competente, ainda que insuficientes. 
 
(B) Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para que o 
impetrado promova a edição da norma regulamentadora no prazo de trinta dias. 
 
(C) Sem prejuízo dos efeitos já produzidos, a decisão poderá ser revista, a pedido do 
interessado, se sobrevierem relevantes modificações das circunstâncias de fato ou de 
direito. 
 
(D) A decisão proferida no mandado de injunção terá eficácia subjetiva limitada às 
partes, mas ganhará eficácia ultra partes ou erga omnes se não cumprida no prazo 
estabelecido.
RESPOSTA: C 
 
 
71 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Art. 2º, caput e parágrafo único da Lei n° 13.300/2016. 
 
(B) Incorreta. Art. 8º, inciso I da Lei n° 13.300/2016. 
 
(C) Correta. Art. 10 da Lei n° 13.300/2016. 
 
(D) Incorreta. Art. 9º, caput e § 1º da Lei n° 13.300/2016. 
 
 
65. Considerando o disposto no texto constitucional sobre as garantias asseguradas aos 
contribuintes, é correto afirmar que 
 
(A) a imunidade tributária é matéria a ser tratada por norma constitucional, enquanto 
que a isenção pode ser criada por lei. 
 
(B) infringe os princípios da anterioridade e o da vedação de delegação legislativa, 
decreto estadual que modifica a data de vencimento de tributo de competência do 
Estado. 
 
(C) não viola a Constituição a mera concessão de isenção tributária à operação de 
aquisição de automóveis por oficiais de justiça estaduais. 
 
(D) a instituição dos emolumentos cartorários pelo tribunal de justiça não viola o 
princípio da reserva legal. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Correta. Essa é a definição clássica trazida pela doutrina. 
 
(B) Incorreta. Súmula Vinculante n° 50: “norma legal que altera o prazo de recolhimento 
de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da anterioridade”. 
 
(C) Incorreta. Conforme decidido pelo STF: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. 
TRIBUTÁRIO. ISENÇÃO FISCAL. ICMS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL. EXIGÊNCIA 
CONSTITUCIONAL DE CONVÊNIO INTERESTADUAL (CF, ART. 155, § 2º, XII, ‘g’). 
DESCUMPRIMENTO. RISCO DE DESEQUILÍBRIO DO PACTO FEDERATIVO. GUERRA 
FISCAL. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. CONCESSÃO DE ISENÇÃO À OPERAÇÃO 
DE AQUISIÇÃO DE AUTOMÓVEIS POR OFICIAIS DE JUSTIÇA ESTADUAIS. VIOLAÇÃO AO 
 
 
72 
PRINCÍPIO DA ISONOMIA TRIBUTÁRIA (CF, ART. 150, II). DISTINÇÃO DE TRATAMENTO 
EM RAZÃO DE FUNÇÃO SEM QUALQUER BASE RAZOÁVEL A JUSTIFICAR O DISCRIMEN. 
INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL. PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. (ADI 4276, 
Relator(a): Min. LUIZ FUX, Tribunal Pleno, julgado em 20/08/2014, ACÓRDÃO 
ELETRÔNICO DJe-181 DIVULG 17-09-2014 PUBLIC 18-09-2014) (destacou-se) 
 
(D) Incorreta. “(...) A instituição dos emolumentos cartorários pelo tribunal de justiça 
afronta o princípio da reserva legal. Somente a lei pode criar, majorar ou reduzir os 
valores das taxas judiciárias. Precedentes (...)” STF, ADI 1709, Rel. Min. Maurício Corrêa, 
Tribunal Pleno, julgado em 10/2/2000. 
 
 
DIREITO ELEITORAL 
 
66. No que se refere às condições de elegibilidade, bem como à ação de impugnação de 
mandato eletivo, assinale a alternativa correta. 
 
(A) O militar alistável com mais de dez anos de serviço, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, à inatividade. 
 
(B) Exige-se a idade mínima de 21 anos de idade para Prefeito, mas não para Vice-
Prefeito. 
 
(C) Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de 
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos 
até noventa dias antes do pleito. 
 
(D) A ação de impugnação de mandato não tramita em segredo de justiça por força do 
princípio da publicidade.
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão. 
 
(A) Correta. Artigo 14, § 8º, II, da Constituição; 
 
(B) Incorreta. Artigo 14, § 3º, VI, “c”, da Constituição; 
 
(C) Incorreta. Artigo 14, § 6º, da Constituição; 
 
 
 
73 
(D) Incorreta. Artigo 14, § 11, da Constituição. 
 
 
67. Quanto à propaganda eleitoral regulamentada pela Resolução no 23.551, do TSE, 
assinale a alternativa correta. 
 
(A) Não é vedada a realização de propaganda via telemarketing. 
 
(B) A livre manifestação do pensamento não é passível de limitação se o eleitor for 
identificado ou identificável na internet. 
 
(C) Findo o período eleitoral, as ordens judiciais de remoção de conteúdo da internet 
não deixam de produzir efeitos. 
 
(D) A manifestação espontânea na internet de pessoas naturais em matéria político-
eleitoral, mesmo que sob a forma de elogio ou crítica a candidato ou partido político, 
não será considerada propaganda eleitoral, devendo observar, no entanto, alguns 
limites estabelecidos na Resolução. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
O tema foi abordado no material da turma de reta final e na aula de revisão. 
 
(A) Incorreta. Artigo 29 da Resolução nº 23.551; 
 
(B) Incorreta. Artigo 22, § 1º, da Resolução nº 23.551; 
 
(C) Incorreta. Artigo 33, § 6º, da Resolução nº 23.551; 
 
(D) Correta. Artigo 23, § 6º, da Resolução nº 23.551. 
 
 
68. Quanto ao processo das infrações penais de cunho eleitoral, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Das decisões finais de condenação ou absolvição, cabe recurso para o Tribunal 
Regional, a ser interposto no prazo de 5 (cinco) dias. 
 
(B) Verificada a infração penal e, se em termos, o Ministério Público oferecerá a 
denúncia dentro do prazo de 5 (cinco) dias. 
 
 
74 
 
(C) Se o órgão do Ministério Público não oferecer a denúncia no prazo legal, 
representará contra ele a autoridade judiciária, sem prejuízo da apuração da 
responsabilidade penal. 
 
(D) No processo e julgamento dos crimes eleitorais e dos comuns que lhes forem 
conexos, assim como nos recursos e na execução, que lhes digam respeito, não se 
aplicará, como lei subsidiária ou supletiva, o Código de Processo Penal por tratar-se de 
jurisdições distintas. 
 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Artigo 362 do Código Eleitoral; 
 
(B) Incorreta. Artigo 357 do Código Eleitoral; 
 
(C) Correta. Artigo 357, § 3º, do Código Eleitoral; 
 
(D) Incorreta. Artigo 364 do Código Eleitoral 
 
 
69. Assinale a alternativa correta no tocante aos partidos políticos, segundo o disposto 
na Lei no 9.096/95. 
 
(A) Considera-se justa causa para a desfiliação partidária a mudança substancial ou 
desvio reiterado do programa partidário. 
 
(B) A filiação partidária independe de estar o eleitor no pleno gozo de seus direitos 
políticos. 
 
(C) Para desligar-se do partido, basta que o filiado faça comunicação escrita ao órgão de 
direção municipal do partido. 
 
(D) Não perde automaticamente a função ou cargo que exerça o parlamentar que deixar 
o partido sob cuja legenda tenha sido eleito. 
 
RESPOSTA: A 
 
COMENTÁRIOS 
 
 
 
75 
(A) Correta. Artigo 22-A, parágrafoúnico, I, da Lei dos Partidos Políticos; 
 
(B) Incorreta. Artigo 16 da Lei dos Partidos Políticos; 
 
(C) Incorreta. Artigo 21 da Lei dos Partidos Políticos; 
 
(D) Incorreta. Artigo 26 da Lei dos Partidos Políticos. 
 
 
70. Quanto aos institutos do plebiscito e referendo, assinale a alternativa correta, nos 
termos do quanto previsto na legislação regente (Lei no 9.709/98). 
 
(A) O plebiscito é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. 
 
(B) O referendo é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição. 
 
(C) A formação de novos Estados ou Territórios Federais depende da aprovação da 
população diretamente interessada, por meio de plebiscito e do Congresso Nacional, 
por lei complementar, ouvidas as respectivas Assembleias Legislativas. 
 
(D) O plebiscito e o referendo são convocados mediante lei ordinária, por proposta de 
um terço, no mínimo, dos membros que compõem qualquer das Casas do Congresso 
Nacional.
 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Artigo 2º, § 1º, da Lei nº 9.709/98; 
 
(B) Incorreta. Artigo 2º, § 2º, da Lei nº 9.709/98; 
 
(C) Correta. Artigo 4º da Lei nº 9.709/98; 
 
(D) Incorreta. Artigo 3º da Lei nº 9.709/98. 
 
 
 
 
 
76 
BLOCO III 
 
DIREITO EMPRESARIAL 
 
71. Em relação ao instituto do cheque, é correto afirmar: 
 
(A) O emitente ou o portador podem cruzar o cheque, mediante a aposição de dois 
traços paralelos no anverso do título, podendo o cruzamento especial ser convertido em 
geral, e a inutilização do cruzamento somente poderá ser feita pelo emitente, mediante 
declaração no verso do título. 
 
(B) O pagamento do cheque pode ser garantido, no todo ou em parte, por aval prestado 
por terceiro, inclusive o sacado, ou mesmo por signatário do título, devendo o aval ser 
lançado obrigatoriamente no anverso do título e com indicação expressa do emitente. 
 
(C) Pago o cheque depois do protesto, pode este ser cancelado, a pedido exclusivo do 
credor, mediante arquivamento do original do título com a perfeita identificação de sua 
quitação pelo credor. 
 
(D) Feita a indicação da quantia em algarismos e por extenso, prevalece esta no caso de 
divergência, e, indicada a quantia mais de uma vez, quer por extenso, quer por 
algarismos, prevalece, no caso de divergência, a indicação da menor quantia. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Incorreta. “O cruzamento geral pode ser convertida em especial, mas este não pode 
converter-se naquele” (art. 44, § 2º, Lei n. 7.357/1985) 
 
(B) Incorreta. Art. 29, Lei n. 7.357/1985 “O pagamento do cheque pode ser garantido, 
no todo ou em parte, por aval prestado por terceiro, exceto o sacado, ou mesmo por 
signatário do título.” 
 
(C) Incorreta. Art. 48, § 4º, Lei n. 7.357/1985. “Pago o cheque depois do protesto, pode 
este ser cancelado, a pedido de qualquer interessado, mediante arquivamento de cópia 
autenticada da quitação que contenha perfeita identificação do título”. 
 
 
 
77 
(D) Correta. Art. 12, Lei n. 7.357/1985. “Feita a indicação da quantia em algarismos e por 
extenso, prevalece esta no caso de divergência. lndicada a quantia mais de uma vez, 
quer por extenso, quer por algarismos, prevalece, no caso de divergência, a indicação 
da menor quantia”.
 
 
72. A respeito dos direitos da proteção conferida pela patente, dispõe a Lei no 9.279/96 
que 
 
(A) a patente confere ao seu titular o direito de impedir terceiro, sem o seu 
consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar, produto 
fabricado de acordo com patente de processo ou de produto que tiver sido colocado no 
mercado interno diretamente pelo titular da patente ou com seu consentimento. 
 
(B) ao titular da patente é assegurado o direito de obter indenização pela exploração 
indevida de seu objeto, inclusive em relação à exploração ocorrida entre a data da 
publicação do pedido e a da concessão da patente. 
 
(C) o direito de obter indenização por exploração indevida, inclusive com relação ao 
período anterior à concessão da patente, não possui qualquer limitação em relação ao 
conteúdo do seu objeto, partes intrínsecas e extrínsecas. 
 
(D) a extensão da proteção conferida pela patente será determinada pelo teor das 
reivindicações, retroativa a data do depósito do pedido, interpretado com base no 
relatório descritivo, nos desenhos e na comprovação de funcionalidade.
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Incorreta. Art. 42, Lei n. 9.279/96. “A patente confere ao seu titular o direito de 
impedir terceiro, sem o seu consentimento, de produzir, usar, colocar à venda, vender 
ou importar com estes propósitos: I - produto objeto de patente; II - processo ou 
produto obtido diretamente por processo patenteado”. 
 
(B) Correta. Art. 44, Lei n. 9.279/96. “Ao titular da patente é assegurado o direito de 
obter indenização pela exploração indevida de seu objeto, inclusive em relação à 
exploração ocorrida entre a data da publicação do pedido e a da concessão da patente”. 
 
 
 
78 
(C) Incorreta. Art. 44, § 3º, Lei n. 9.279/96. “O direito de obter indenização por 
exploração indevida, inclusive com relação ao período anterior à concessão da patente, 
está limitado ao conteúdo do seu objeto, na forma do art. 41”. 
 
(D) Art. 41, Lei n. 9.279/96. “A extensão da proteção conferida pela patente será 
determinada pelo teor das reivindicações, interpretado com base no relatório 
descritivo e nos desenhos.”
 
 
73. Em relação às ações nas Sociedades Anônimas, dispõe a Lei no 6.404/76: 
 
(A) O número e o valor nominal das ações somente poderão ser alterados nos casos de 
modificação do valor do capital social ou da sua expressão monetária, de 
desdobramento ou grupamento de ações, ou de cancelamento de ações legalmente 
autorizado. 
 
(B) O estatuto da companhia com ações preferenciais declarará as vantagens ou 
preferências atribuídas a cada classe dessas ações e as restrições a que ficarão sujeitas, 
e poderá prever o resgate ou a amortização, ficando vedada conversão de ações de uma 
classe em ações de outra, salvo se aprovada pela assembleia-geral mediante parecer do 
conselho fiscal. 
 
(C) O preço de emissão das ações sem valor nominal será fixado, na constituição da 
companhia ou por alteração estatuária, pelo conselho de administração, e, no aumento 
de capital, exclusivamente pela assembleia geral. 
 
(D) As ações ordinárias de companhia aberta poderão ser de classes diversas, em função 
de conversibilidade em ações preferenciais ou de fruição.
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi parcialmente abordado no material da turma de reta final. 
 
Correta. Art. 12, Lei n. 6.404/76. “O número e o valor nominal das ações somente 
poderão ser alterados nos casos de modificação do valor do capital social ou da sua 
expressão monetária, de desdobramento ou grupamento de ações, ou de cancelamento 
de ações autorizado nesta Lei”. 
 
(B) Incorreta. Art. 19, Lei n. 6.404/76. “O estatuto da companhia com ações preferenciais 
declarará as vantagens ou preferências atribuídas a cada classe dessas ações e as 
 
 
79 
restrições a que ficarão sujeitas, e poderá prever o resgate ou a amortização, a 
conversão de ações de uma classe em ações de outra e em ações ordinárias, e destas 
em preferenciais, fixando as respectivas condições”. 
 
(C) Incorreta. Art. 14, Lei n. 6.404/76. “O preço de emissão das ações sem valor nominal 
será fixado, na constituição da companhia, pelos fundadores, e no aumento de capital, 
pela assembléia-geral ou pelo conselho de administração (artigos 166 e 170, § 2º)”. 
 
(D) Incorreta. Art. 16, Lei n. 6.404/76. “As ações ordináriasde companhia fechada 
poderão ser de classes diversas, em função de: I - conversibilidade em ações 
preferenciais”. 
 
 
74. Sobre a ineficácia e a revogação de atos praticados antes da falência, a Lei no 
11.101/2005 dispõe que 
 
(A) são ineficazes os atos praticados com a intenção de prejudicar credores, provando-
se o conluio fraudulento entre o devedor e o terceiro que com ele contratar 
independente do prejuízo sofrido pela massa falida. 
 
(B) a ineficácia poderá ser declarada de ofício pelo juiz, alegada em defesa ou pleiteada 
mediante ação própria ou incidentalmente no curso do processo. 
 
(C) a ação revocatória poderá ser proposta pelo administrador judicial, por qualquer 
credor ou pelo Ministério Público no prazo de 2 (dois) anos, contado da decretação da 
falência. 
 
(D) o juiz poderá, a requerimento de qualquer uma das partes da ação revocatória, 
ordenar, como medida preventiva, na forma processual estabelecida na lei falimentar, 
o arresto ou sequestro dos bens retirados do patrimônio do devedor que estejam em 
poder de terceiros. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
(A) Incorreta. Não depende de concilius fraudis. Art. 129, Lei n. 11.101/05. “São 
ineficazes em relação à massa falida, tenha ou não o contratante conhecimento do 
 
 
80 
estado de crise econômico-financeira do devedor, seja ou não intenção deste fraudar 
credores”. 
 
(B) Correta. Art. 129, parágrafo único, Lei n. 11.101/05. “A ineficácia poderá ser 
declarada de ofício pelo juiz, alegada em defesa ou pleiteada mediante ação própria ou 
incidentalmente no curso do processo”. 
 
(C) Incorreta. Art. 132, Lei n. 11.101/05. “A ação revocatória, de que trata o art. 130 
desta Lei, deverá ser proposta pelo administrador judicial, por qualquer credor ou pelo 
Ministério Público no prazo de 3 (três) anos contado da decretação da falência”. 
 
(D) Incorreta. Apenas bens específicos (sequestro). Art. 137, Lei n. 11.101/05. “O juiz 
poderá, a requerimento do autor da ação revocatória, ordenar, como medida 
preventiva, na forma da lei processual civil, o seqüestro dos bens retirados do 
patrimônio do devedor que estejam em poder de terceiros”. 
 
 
75. Assinale a alternativa correta sobre as sociedades por quotas de responsabilidade 
limitada. 
 
(A) Ressalvado o disposto em lei especial, integralizadas as quotas, pode ser o capital 
aumentado, com a correspondente modificação do contrato, e, até noventa dias após a 
deliberação, terão os sócios preferência para participar do aumento, na proporção das 
quotas de que sejam titulares, vedada a cessão do direito de preferência. 
 
(B) Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua quota, total ou parcialmente, a quem 
seja sócio, independentemente de audiência dos outros, ou a estranho, se não houver 
oposição de titulares de mais de um terço do capital social. 
 
(C) Sem prejuízo dos poderes da assembleia dos sócios, pode o contrato instituir 
conselho fiscal composto de dois ou mais membros e respectivos suplentes, residentes 
no País, eleitos em assembleia anual, vedada a eleição de membros não sócios nos 
termos da lei. 
 
(D) A assembleia dos sócios deve realizar-se ao menos uma vez por ano, nos quatro 
meses seguintes ao término do exercício social, com o objetivo de, dentre outros 
assuntos, designar administradores, quando for o caso.
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
 
 
81 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
(A) Incorreta. Art. 1.081, Código Civil. “Ressalvado o disposto em lei especial, 
integralizadas as quotas, pode ser o capital aumentado, com a correspondente 
modificação do contrato. § 1o Até trinta dias após a deliberação, terão os sócios 
preferência para participar do aumento, na proporção das quotas de que sejam 
titulares” 
 
(B) Incorreta. Art. 1.057, Código Civil. “Na omissão do contrato, o sócio pode ceder sua 
quota, total ou parcialmente, a quem seja sócio, independentemente de audiência dos 
outros, ou a estranho, se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do 
capital social”. 
 
(C) Incorreta. Art. 1.066, Código Civil. Sem prejuízo dos poderes da assembléia dos 
sócios, pode o contrato instituir conselho fiscal composto de três ou mais membros e 
respectivos suplentes, sócios ou não, residentes no País, eleitos na assembléia anual 
prevista no art. 1.078”. 
 
(D) Correta. Art. 1.078, Código Civil. A assembléia dos sócios deve realizar-se ao menos 
uma vez por ano, nos quatro meses seguintes à ao término do exercício social, com o 
objetivo de: […] II - designar administradores, quando for o caso”. 
 
 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
 
76. Determinado investidor realiza investimento em empresa do ramo imobiliário por 
meio do aporte, nesta empresa, de imóvel de sua propriedade. A empresa investida 
extrai e sempre extraiu 100% da sua receita a partir de transações imobiliárias. A 
respeito dessa situação hipotética, é correto afirmar, com base na Constituição Federal, 
que 
 
(A) haverá isenção do imposto estadual incidente sobre a transferência, caso o 
investidor seja instituição filantrópica. 
 
(B) incide imposto de competência dos estados sobre a transferência do imóvel à 
empresa em realização do seu capital. 
 
(C) incide imposto de competência dos municípios sobre a transferência do imóvel à 
empresa em realização do seu capital. 
 
 
82 
 
(D) não incide o imposto sobre a transferência de bens imóveis inter vivos na situação 
descrita, por se tratar de transferência para realização de capital em empresa. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
A realização de capital através de imóveis é imune ao ITBI, salvo se essa for a atividade 
preponderante da empresa, como no caso da questão. Art. 156, § 2º, I, CF 
 
 
77. A respeito da hierarquia das normas tributárias no ordenamento jurídico brasileiro, 
é correto afirmar, com base no Código Tributário Nacional (CTN), que 
 
(A) o CTN é formalmente lei ordinária, mas materialmente lei complementar, motivo 
pelo qual apenas pode ser alterado por lei complementar no que refere às normas gerais 
sobre tributação. 
 
(B) o CTN é formalmente lei complementar, mas materialmente lei ordinária, motivo 
pelo qual pode ser alterado por lei ordinária no que refere às normas gerais sobre 
tributação. 
 
(C) por ser materialmente lei ordinária, o CTN pode ser modificado livremente por 
medida provisória posterior que o contrarie. 
 
(D) as normas gerais contidas no CTN podem ser alteradas por lei ordinária, apesar da 
aprovação desse código como lei complementar. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
Pela teoria de recepção, as normas materialmente compatíveis com a nova CF seriam 
por esta recepcionadas, passando a ter o mesmo status da espécie legislativa exigida 
pela nova Carta para disciplinar a matéria. 
 
O CTN, embora tenha sido instituído como Lo, adquiriu o status de Lc desde a CF/67, 
mais precisamente a partir de 15.03.1967. Foi a partir da CF/67 que se criou a figura da 
LC. 
 
 
 
83 
O CTN, portanto, traz normas gerais sobre direito tributário contidas no art. 146 da CF, 
só podendo ser alterado por LC. 
 
 
78. Assinale a alternativa correta quanto às regras de interpretação da legislação 
tributária. 
 
(A) O emprego da analogia poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei, 
observado o princípio da anterioridade. 
 
(B) A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos de 
direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal. 
 
(C) O emprego da equidade poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo 
devido, desde que no curso de fiscalização. 
 
(D) Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição de seus 
institutos, conceitos e formas e para definição dos respectivosefeitos tributários. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Artigo 108, § 1º, do CTN; 
 
(B) Correta. Artigo 110 do CTN; 
 
(C) Incorreta. Artigo 108, § 2º, do CTN; 
 
(D) Incorreta. Artigo 109 do CTN. 
 
 
79. Segundo o CTN, a natureza jurídica do tributo 
 
(A) é determinada pela destinação do recurso arrecadado, sendo irrelevante para 
qualificá-la o fato gerador da obrigação tributária. 
 
(B) é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para 
qualificá-la a denominação e demais características formais adotadas pela lei. 
 
(C) é determinada pela denominação do tributo, sendo relevante para qualificá-la a 
destinação da obrigação tributária. 
 
 
84 
 
(D) é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo ainda relevante 
para qualificá-la a destinação legal do produto da sua arrecadação. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
Artigo 4º, I, CTN. 
 
 
80. Os empréstimos compulsórios e os impostos residuais poderão ser instituídos 
 
(A) pela União, mediante lei ordinária, nas hipóteses autorizadas pelo Código Tributário 
Nacional. 
 
(B) por todos os entes da federação, por meio de lei ordinária, desde que respeitem a 
não cumulatividade. 
 
(C) pela União, por meio de medida provisória, devendo o seu produto ser 
compartilhado com estados e municípios. 
 
(D) pela União, mediante lei complementar, nas hipóteses autorizadas pela Constituição 
Federal. 
 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
Competência exclusiva da União para instituir os empréstimos compulsórios e os 
impostos residuais, ambos por Lc. Artigos 148 e 154, I, ambos da CF 
 
 
81. Caso a administração tributária deseje impor aos contribuintes a obrigação de 
entrega de informações econômicas específicas por meio de declaração eletrônica, no 
interesse da fiscalização tributária, é correto afirmar, com base no CTN, que essa 
obrigação 
 
(A) poderá estar prevista em ato normativo infralegal e deverá guardar razoabilidade 
com o interesse de fiscalização tributária, não onerando de forma desproporcional os 
contribuintes. 
 
 
 
85 
(B) deverá ser prevista em lei ou em convenção internacional, mas poderá ser exigida 
imediatamente após a sua publicação. 
 
(C) deverá ser prevista em lei e apenas poderá ser exigida decorridos 90 (noventa) dias 
da sua entrada em vigor. 
 
(D) poderá estar prevista em decreto e apenas poderá ser exigida no exercício fiscal 
seguinte ao da publicação deste.
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão. 
 
Trata-se de uma obrigação acessória que decorre de legislação tributária (sentido mais 
amplo que a lei), cuja aplicação se perfaz imediata aos fatos geradores futuros e aos 
pendentes. Artigos. 113, § 2º; 194, c/c art. 105, todos do CTN. 
 
 
82. A Assembleia Legislativa de determinado estado da federação aprova lei de 
parcelamento tributário estabelecendo, entre outras medidas, a suspensão, por 36 
(trinta e seis) meses, dos pagamentos devidos por tributos vencidos até o momento de 
aprovação da lei, o parcelamento em 120 (cento e vinte) parcelas das dívidas e o perdão 
de 50% das multas tributárias devidas. Neste contexto, é correto afirmar que a lei previu 
instrumentos de 
 
(A) exclusão (remissão) e extinção do crédito tributário (anistia e parcelamento). 
 
(B) suspensão da exigibilidade (moratória) e extinção do crédito tributário (anistia). 
 
(C) suspensão da exigibilidade (moratória e parcelamento) e exclusão do crédito 
tributário (anistia). 
 
(D) anulação (remissão) e extinção do crédito tributário (parcelamento).de ocupação 
profissional. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado na aula de revisão e no material da turma de reta 
final. 
 
 
86 
 
A moratória dilata o pagamento; o parcelamento divide o crédito; em ambos os casos 
se suspende o crédito tributário. Artigo 151, I e VI, do CTN. 
 
A anistia se consubstancia no perdão da penalidade pecuniária (multa); é hipótese de 
exclusão do crédito tributário. Artigo 175, II, CTN. 
 
 
83. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o 
domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação 
de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria 
 
(A) subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título 
a prova de sua quitação. 
 
(B) no caso de arrematação em hasta pública, permanecem ligados ao imóvel, 
respondendo o alienante solidariamente pela sua quitação. 
 
(C) no caso de arrematação em hasta pública, permanecem ligados ao imóvel, 
respondendo o arrematante pela sua quitação. 
 
(D) subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, ainda que conste do título a 
prova de sua quitação
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
Artigo 130 do CTN. 
 
 
84. O crédito tributário goza de privilégios e garantias especiais em razão da sua 
correlação com o financiamento do Estado e das políticas públicas a seu cargo. É correto 
afirmar que, na falência, 
 
(A) a multa tributária é subordinada a todos os demais créditos. 
 
(B) o crédito tributário não prefere aos créditos com garantia real, no limite do valor do 
bem gravado. 
 
(C) o crédito tributário prefere aos créditos extraconcursais. 
 
 
 
87 
(D) a lei não poderá estabelecer limites e condições para a preferência dos créditos 
decorrentes da legislação do trabalho. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. Artigo 186, parágrafo único, III, do CTN; 
 
(B) Correta. Artigo 186, parágrafo único, I, do CTN; 
 
(C) Incorreta. Artigo 186, parágrafo único, I, do CTN; 
 
(D) Incorreta. Artigo 186, parágrafo único, II, do CTN. 
 
 
85. Conforme prevê a Lei no 6.830/1980, a petição inicial da execução fiscal indicará 
apenas 
 
(A) a qualificação das partes, a descrição dos fatos que levam à execução, a legislação 
aplicável e o valor da causa. 
 
(B) o juiz a quem é dirigida, o pedido e o requerimento para a citação. 
 
(C) a qualificação das partes, o juiz a quem é dirigida e a descrição dos fatos que levam 
à execução. 
 
(D) o juiz a quem é dirigida, o pedido, o requerimento para a citação e a descrição dos 
fatos que levam à execução. 
 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
Artigo 6º, I, II e III, Lei nº 6.830/80. 
 
 
DIREITO AMBIENTAL 
 
86. Sobre os princípios constitucionais ambientais, é correto afirmar que 
 
(A) as entidades privadas não estão sujeitas ao princípio da informação no que se 
relaciona à matéria ambiental. 
 
 
88 
 
(B) o princípio da função socioambiental da propriedade possui caráter de dever 
individual, estando o direito à propriedade garantido se sua função social for cumprida. 
 
(C) o princípio da prevenção implica a adoção de medidas previamente à ocorrência de 
um dano concreto, embora ausente a certeza científica, com o fim de evitar a verificação 
desses danos. 
 
(D) o princípio da responsabilização integral envolve o dever do poluidor, pessoa física 
ou jurídica, de arcar com as consequências de sua conduta lesiva contra o meio 
ambiente, tanto na seara civil e administrativa, quanto na penal. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
A questão foi abordada na aula de revisão e no material da turma de reta final. 
 
Vigora em nosso sistema jurídico o princípio da reparação integral ou in integrum do 
dano ambiental, irmão siamês do princípio do poluidor-pagador, a determinar a 
responsabilização por todos os efeitos decorrentes da conduta lesiva (inclusive criminal 
e administrativa), incluindo, entre outros aspectos, o prejuízo suportado pela sociedade, 
até que haja completa e absoluta recuperação in natura do bem lesado. 
 
 
87. Em relação ao Meio Ambiente Urbano, o Estatuto da Cidade estabelece que 
 
(A) decorridos três anos de cobrança do IPTU progressivo sem que o proprietário tenha 
cumprido a obrigação de parcelamento,edificação ou utilização, o Município poderá 
proceder à desapropriação do imóvel, com pagamento em títulos da dívida pública. 
 
(B) o proprietário urbano poderá conceder a outrem o direito de superfície do seu 
terreno, por tempo determinado, mediante instrumento particular registrado no 
cartório de registro de imóveis e subscrito por duas testemunhas. 
 
(C) os núcleos urbanos informais, existentes sem oposição há mais de cinco anos e cuja 
área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a duzentos e cinquenta 
metros quadrados por possuidor, são suscetíveis de serem usucapidos coletivamente, 
desde que os possuidores não sejam proprietários de outro imóvel urbano ou rural. 
 
 
 
89 
(D) a Lei Municipal específica para área incluída no plano diretor poderá determinar o 
parcelamento, a edificação ou a utilização compulsória do solo urbano ou rural 
edificado, subutilizado ou não utilizado. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
Art. 10 do Estatuto da Cidade - Os núcleos urbanos informais existentes sem oposição 
há mais de cinco anos e cuja área total dividida pelo número de possuidores seja inferior 
a duzentos e cinquenta metros quadrados por possuidor são suscetíveis de serem 
usucapidos coletivamente, desde que os possuidores não sejam proprietários de outro 
imóvel urbano ou rural. 
 
 
88. Sobre o acesso ao patrimônio genético e a repartição de benefícios para conservação 
e uso sustentável da biodiversidade, é correto afirmar que 
 
(A) o Estado reconhece o direito de populações indígenas e de comunidades e 
agricultores tradicionais de participar da tomada de decisões, no âmbito nacional, sobre 
assuntos relacionados à conservação e ao uso sustentável de seus conhecimentos 
tradicionais associados ao patrimônio genético do País. 
 
(B) os fabricantes de produtos intermediários e desenvolvedores de processos oriundos 
de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado ao longo 
da cadeia produtiva estarão obrigados à repartição de benefícios. 
 
(C) o acesso ao patrimônio genético existente no País ou ao conhecimento tradicional 
associado para fins de pesquisa ou desenvolvimento tecnológico e a exploração 
econômica de produto acabado ou material reprodutivo oriundo desse acesso serão 
realizados, mediante autorização, e serão submetidos à fiscalização, sem repartição de 
benefícios. 
 
(D) qualquer conhecimento tradicional associado ao patrimônio genético será 
considerado de natureza individual, ainda que apenas vários indivíduos de população 
indígena ou de comunidade tradicional o detenha. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
Art. 8, § 1 da Lei 13.123/2015 - O Estado reconhece o direito de populações indígenas, 
de comunidades tradicionais e de agricultores tradicionais de participar da tomada de 
 
 
90 
decisões, no âmbito nacional, sobre assuntos relacionados à conservação e ao uso 
sustentável de seus conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético do 
País, nos termos desta Lei e do seu regulamento. 
 
 
89. Assinale a alternativa correta, em relação à ação civil pública, que representa um dos 
instrumentos processuais da tutela ambiental. 
 
(A) Tem legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar a associação que 
esteja constituída há pelo menos 2 (dois) anos nos termos da lei civil. 
 
(B) A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações 
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
 
(C) Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, 
o Ministério Público tem atribuição exclusiva para assumir a titularidade ativa. 
 
(D) Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de 
ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá 
eficácia de título executivo judicial. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
Art. 2º da Lei da ACP - As ações previstas nesta Lei serão propostas no foro do local onde 
ocorrer o dano, cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. 
 
Parágrafo único A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações 
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
 
 
90. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso 
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à 
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 
(Caput do artigo 225 da CF/88). Nesse sentido, é correto afirmar que 
 
(A) incumbe ao Poder Público preservar a diversidade e a integridade do patrimônio 
genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de 
material genético. 
 
 
 
91 
(B) são disponíveis as terras devolutas, e indisponíveis as arrecadadas pelos Estados, por 
ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. 
 
(C) aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente 
degradado, apresentando solução técnica elaborada por profissional reconhecido por 
órgão público competente. 
 
(D) a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-
Grossense, o Cerrado, a Zona da Mata e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua 
utilização far-se-á na forma da lei. 
 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
A questão foi abordada no material da turma de reta final. 
 
Art. 225, § 1º da CF - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder 
Público: (...) II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País 
e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; 
 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
91. Segundo o que dispõe, expressamente, a Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro, na hipótese de expedição de uma licença sobre a qual exista incerteza jurídica 
ou situação contenciosa na aplicação do direito público, havendo a necessidade de 
eliminar esse problema, a autoridade administrativa poderá, atendidas as disposições 
legais, 
 
(A) ingressar com ação declaratória no Poder Judiciário. 
 
(B) contratar parecer de escritório de advocacia especializado. 
 
(C) recomendar alteração legislativa antes da decisão. 
 
(D) celebrar compromisso com os interessados. 
RESPOSTA: D 
 
 
 
 
92 
COMENTÁRIOS 
 
Trata-se da literalidade do art. 26 da LINDB: 
 
Art. 26. Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa na 
aplicação do direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a autoridade 
administrativa poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o caso, após 
realização de consulta pública, e presentes razões de relevante interesse geral, celebrar 
compromisso com os interessados, observada a legislação aplicável, o qual só produzirá 
efeitos a partir de sua publicação oficial. (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
 
§ 1º O compromisso referido no caput deste artigo: (Incluído pela Lei nº 
13.655, de 2018) 
 
I - buscará solução jurídica proporcional, equânime, eficiente e compatível com os 
interesses gerais; (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
 
II – (VETADO); (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
 
III - não poderá conferir desoneração permanente de dever ou condicionamento de 
direito reconhecidos por orientação geral; (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
 
IV - deverá prever com clareza as obrigações das partes, o prazo para seu cumprimento 
e as sanções aplicáveis em caso de descumprimento. (Incluído pela Lei nº 13.655, de 
2018) 
 
§ 2º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 13.655, de 2018) 
 
 
92. Com base no que dispõe a Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei no 
8.666/93), a declaração de nulidade de um contrato administrativo(A) não é dotada de efeitos retroativos, não cancela os efeitos jurídicos já constituídos 
ou produzidos e obriga a Administração a indenizar o contratado pelo que este houver 
executado até a data da declaração e pelos prejuízos que não lhe seja imputável, 
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. 
 
(B) é dotada de efeitos retroativos, impedirá os efeitos jurídicos que ele deveria produzir 
e desconstituirá os já produzidos, e exonera a Administração do dever de indenizar o 
contratado pelo que este houver executado pelo período do contrato e por outros 
eventuais prejuízos, independentemente de sua culpa, promovendo-se a 
responsabilidade de quem lhe deu causa. 
 
 
93 
 
(C) é dotada de efeitos retroativos, impedirá os efeitos jurídicos que ele deveria produzir 
e desconstituirá os já produzidos, mas não exonera a Administração do dever de 
indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data da declaração e por 
outros comprovados prejuízos que não lhe seja imputável, promovendo-se a 
responsabilidade de quem lhe deu causa. 
 
(D) é dotada de efeitos retroativos, impedirá os efeitos jurídicos que ele deveria 
produzir, mas não desconstituirá os já produzidos, e exonera a Administração do dever 
de indenizar o contratado pelo que este houver executado pelo período do contrato e 
por outros comprovados prejuízos que não lhe seja imputável, promovendo-se a 
responsabilidade de quem lhe deu causa 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
Mais uma vez, trata-se da literalidade de dispositivo legal, qual seja o art. 59 da Lei 
Federal nº 8.666/1993, segundo o qual: 
 
Art. 59. A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente 
impedindo os efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deveria produzir, além de 
desconstituir os já produzidos. 
 
Parágrafo único. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o 
contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por 
outros prejuízos regularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável, 
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.
93. Determinado órgão público pretende realizar duas contratações. A primeira refere-
se à aquisição de bens produzidos no País por mais de uma empresa, os quais, conforme 
parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do órgão 
responsável pela contratação, envolvem, cumulativamente, alta complexidade 
tecnológica e defesa nacional. A segunda refere-se a serviços de publicidade e 
divulgação, que, conforme manifestação do órgão técnico responsável pela contratação, 
só podem ser prestados por empresas de notória especialização. Nessa hipótese, de 
acordo com a Lei de Licitações (Lei no 8.666/93), a primeira contratação 
 
(A) precisa ser feita por meio de licitação, mas a segunda a dispensa. 
 
(B) pode ser feita diretamente por inexigibilidade de licitação, mas a segunda exige 
licitação. 
 
 
94 
 
(C) dispensa a licitação, mas, para a segunda, a lei veda a inexigibilidade. 
 
(D) dispensa licitação, e a segunda pode ser feita por inexigibilidade de licitação. 
 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O tema da questão foi parcialmente abordado na aula de revisão. 
 
No primeiro caso, cuida-se do inciso XXVIII do art. 24 da Lei Federal nº 8.666/1993, de 
acordo com o qual a licitação é dispensável: 
 
XXVIII – para o fornecimento de bens e serviços, produzidos ou prestados no País, que 
envolvam, cumulativamente, alta complexidade tecnológica e defesa nacional, 
mediante parecer de comissão especialmente designada pela autoridade máxima do 
órgão. (Incluído pela Lei nº 11.484, de 2007). 
 
No segundo, trata-se da vedação do inciso II do art. 25 da Lei de Licitações, que proíbe 
a contratação direta, por inexigibilidade de licitação, de serviços de publicidade e 
divulgação: 
 
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial: 
 
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos 
por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de 
marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de atestado fornecido 
pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a licitação ou a obra ou 
o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal, ou, ainda, pelas 
entidades equivalentes; 
 
II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza 
singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a 
inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; 
94. De acordo com a Lei de Consórcios Públicos, é nula a cláusula do contrato de 
consórcio que estabeleça que o ente da Federação consorciado promova, em relação ao 
consórcio público, 
 
(A) cessão de direitos operadas por força de gestão associada de serviços públicos. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11484.htm#art62
 
 
95 
(B) a doação de bens móveis. 
 
(C) a cessão de uso de bens imóveis. 
 
(D) contribuições financeiras ou econômicas em geral. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
De início, a questão parece difícil, eis que cobra uma especificidade da Lei de Consórcios 
Públicos. Entretanto, o candidato podia estrategicamente se lembrar que a 
transferência de recursos públicos do ente consorciado ao consórcio se dá por meio do 
contrato de rateio, instrumento contratual próprio e paralelo ao contrato de consórcio 
público (art. 8º da Lei de Consórcio). É a literalidade do § 3º do art. 4º da Lei de 
Consórcios Públicos, que assim dispõe: 
 
§ 3o É nula a cláusula do contrato de consórcio que preveja determinadas contribuições 
financeiras ou econômicas de ente da Federação ao consórcio público, salvo a doação, 
destinação ou cessão do uso de bens móveis ou imóveis e as transferências ou cessões 
de direitos operadas por força de gestão associada de serviços públicos. 
 
§ 4o Os entes da Federação consorciados, ou os com eles conveniados, poderão ceder-
lhe servidores, na forma e condições da legislação de cada um. 
 
95. Nos termos da legislação pátria, se uma concessionária pretender fazer a 
subconcessão do serviço público a ela concedido, 
 
(A) poderá fazê-lo, desde que prevista em contrato, a ser efetivada por meio de 
concorrência, exigido decreto autorizativo. 
 
(B) poderá fazê-lo por meio de leilão, desde que prevista no contrato de concessão, 
independentemente da anuência expressa do poder concedente. 
 
(C) não poderá fazê-lo, por expressa vedação legal, tendo em vista que o contrato de 
concessão é de caráter personalíssimo. 
 
(D) poderá fazê-lo por meio de concorrência, desde que autorizada no contrato, com 
anuência expressa do poder concedente. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
 
96 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
Trata-se do art. 26 da Lei Federal nº 8.987/1995. 
 
Bem, os contratos de concessão e permissão de serviços públicos são celebrados intuitu 
personae, incumbindo à própria concessionária a execução do serviço público a ela 
concedido. Admitem-se, contudo, certas hipóteses em que poderá haver a transferência 
de encargos da concessionária ou de seus sócios para terceiros. 
 
A transferência de encargos pode ocorrer por: 
 
- Contratação com terceiros (art. 25): é possível a subcontratação com terceiros, 
independentemente de autorização prévia do poder concedente, de atividades 
inerentes, acessórias ou complementares ao serviço público concedido, bem como a 
implementação de projetos associados ao serviço público, hipóteses em que a 
concessionária mantém a responsabilidade exclusiva pela correta prestação do serviço 
público (art. 25, §1º). Nesta hipótese, a relação jurídica travada entre as concessionárias 
de serviços públicos e os terceiros, subcontratados, são de direito privado, inexistindovínculo jurídico entre os terceiros e o poder concedente; 
 
- Subconcessão (art. 26): a subconcessão é admitida desde que respeitados 3 requisitos: 
i) previsão dessa possibilidade no contrato de concessão; 
ii) autorização pelo poder concedente e 
iii) realização de licitação na modalidade concorrência. 
 
Neste caso, a prestação do serviço público será subdelegada, parcialmente, ao terceiro 
subconcessionário, que se sub-rogará em todos os direitos e obrigações (art. 26, §2º). A 
subconcessão da Lei nº 8.987/95 não se confunde com a subconcessão da Lei nº 
8.666/93. Também não se confunde com a cessão ou transferência da concessão, que 
é outra forma de transferência de encargos. Na subconcessão, a concessionária 
originária mantém-se vinculada ao poder concedente, não sendo afastado o seu dever 
de manter a prestação do serviço adequado relativamente às parcelas que não foram 
subconcedidas. Por sua vez, na transferência de concessão, o contrato é totalmente 
entregue nas mãos de terceiros, após autorização do poder concedente, havendo a 
completa substituição da empresa originalmente vencedora da licitação; 
 
- Transferência da concessão (art. 27): é possível, após a anuência do poder concedente, 
sob pena de caducidade da concessão. A transferência da concessão implica verdadeira 
cessão da posição jurídica da figura do concessionário. Com essa modificação subjetiva 
do contrato de concessão, substitui-se o concessionário por outra pessoa jurídica, com 
 
 
97 
a qual o poder concedente passará a se relacionar. A doutrina defende a 
inconstitucionalidade da transferência da concessão nos moldes previstos na Lei Federal 
nº 8.987/95, pois, distintamente do que ocorre com a subconcessão, é promovida sem 
que haja o prévio procedimento licitatório. Registre-se que o Poder Judiciário ainda não 
se posicionou sobre o assunto, sendo, portanto, a questão da inconstitucionalidade um 
posicionamento exclusivamente doutrinário; 
 
- Transferência de controle societário (art. 27): essa transferência provoca uma 
alteração do quadro societário, mas a pessoa jurídica permanece a mesma, não 
havendo, tecnicamente, alteração subjetiva do contrato. De qualquer forma, deve ser 
precedida de anuência do poder concedente, sob pena de caducidade da concessão. 
Para fins de obtenção da anuência, o pretendente deverá: atender às exigências de 
capacidade técnica, idoneidade financeira e regularidade jurídica e fiscal necessárias à 
assunção do serviço; e comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em 
vigor; 
 
- Assunção do controle ou administração temporária da concessionária por seus 
financiadores e garantidores com quem não mantenha vínculo societário direto (art. 
27-A): a Lei Federal nº 13.097/15 acrescentou o art. 27-A que possibilita ao poder 
concedente autorizar a assunção do controle ou da administração temporária da 
concessionária para promover sua reestruturação financeira e assegurar a continuidade 
da prestação dos serviços. Apesar da transferência do controle da sociedade, não haverá 
alteração das obrigações da concessionária e de seus controladores perante o poder 
concedente. O poder concedente exigirá dos financiadores e dos garantidores que 
atendam às exigências de regularidade jurídica e fiscal, podendo alterar ou dispensar a 
necessidade de atendimento às exigências de capacidade técnica e idoneidade 
financeira. 
96. A administração pública celebrou um contrato de concessão patrocinada, 
estabelecendo uma parceria público-privada, pelo prazo de 8 anos, cujo objeto único é 
a execução de obra pública no valor de 15 milhões de reais, estando previsto em 
contrato que haverá a contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro 
privado. Segundo a legislação pátria aplicável à espécie, a ilegalidade que pode ser 
apontada nesse caso é 
 
(A) o prazo do contrato, que não pode ser inferior a 10 anos. 
 
(B) o valor do contrato, que não pode ser inferior a 20 milhões de reais. 
 
(C) o objeto do contrato, que não pode ser unicamente de execução de obra pública. 
 
 
 
98 
(D) a contraprestação pecuniária do ente público ao parceiro privado. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Incorreta. A questão cobrou a literalidade dos dispositivos da Lei 11.079/2004, que 
institui normas gerais para licitação e contratação de parceria público-privada no âmbito 
da administração pública. Em relação ao prazo, este não poderá ser inferior a 05 nem 
superior a 35 anos, conforme arts. 5º, I e 2º, §4º, II. 
 
(B) Incorreta. O valor do contrato não poderá ser inferior a R$ 10.000.000,00 (dez 
milhões de reais). Trata-se de modificação operada pela Lei nº 13.529/2017, que alterou 
o montante mínimo dos contratos de PPP de 20 para 10 milhões de reais. 
 
(C) Correta. Conforme expressa disposição da Lei 11.079/2004, é vedada a celebração 
de contrato de parceria público-privada que tenha como objeto único o fornecimento 
de mão-de-obra, o fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra 
pública (2º, §4º, III). 
 
(D) Incorreta. O contrato de concessão patrocinada caracteriza-se justamente pela 
existência de contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado, 
adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários (art. 2º, §§ 1º e 3º). 
 
97. Assinale a alternativa correta a respeito do processo judicial de desapropriação. 
 
(A) A ação, quando a União for autora, será proposta no foro da Capital do Estado onde 
for domiciliado o réu; sendo outro o autor, no foro do seu domicílio. 
 
(B) A imissão provisória poderá ser feita mediante o depósito, exigida, contudo, a prévia 
citação do réu. 
 
(C) Os juros compensatórios são devidos, na desapropriação direta, desde a imissão 
antecipada na posse e, na indireta, da efetiva ocupação do imóvel. 
 
(D) Na hipótese de urgência, o expropriante poderá ser emitido provisoriamente na 
posse do bem, que será autorizada mediante o depósito da quantia oferecida na inicial. 
RESPOSTA: C 
COMENTÁRIOS 
 
 
99 
 
O assunto da questão foi abordado no material da turma de reta final. 
 
(A) Incorreta. De acordo com a literalidade do art. 11 do Decreto-Lei nº 3.365/41, que 
dispõe sobre desapropriações por utilidade pública, a ação, quando a União for autora, 
será proposta no Distrito Federal ou no foro da Capital do Estado onde for domiciliado 
o réu, perante o juízo privativo, se houver; sendo outro o autor, no foro da situação dos 
bens. 
 
(B) Incorreta. A imissão na posse depende do preenchimento de 02 (dois) requisitos 
legais, quais sejam, a declaração de urgência e o depósito prévio, podendo realizar-se 
independentemente da citação do réu, nos termos do art. 15, §1º do Decreto-Lei nº 
3.365/41. 
 
(C) Correta. Os juros compensatórios têm por objetivo compensar o expropriado pelo 
fato de ter perdido a posse antes de receber a justa indenização. Eles começam a incidir 
a partir do momento em que o particular perde a posse do bem, ou seja, com a imissão 
provisória na posse, na desapropriação direta, e com a efetiva ocupação, na 
desapropriação indireta (art. 15-A; Súmula 164, STF; Súmula 69, STJ). 
 
(D) Incorreta. De fato, na hipótese de urgência, o expropriante poderá ser emitido 
provisoriamente na posse do bem, mediante o depósito, o qual deverá obedecer os 
critérios previstos no art. 15, §1º do Decreto-lei nº 3.365/41, que estabelece que o valor 
do depósito será equivalente: (i) ao preço oferecido, se este for superior a 20 vezes o 
valor locativo, caso o imóvel esteja sujeito ao imposto predial; (ii) à quantia 
correspondente a 20 vezes o valor locativo, estando o imóvel sujeito ao imposto predial 
e sendo menor o preço oferecido; (iii) ao valor cadastral do imóvel, para fins de 
lançamento do IPTU ou ITR, caso o referido valor tenha sido atualizado no ano fiscal 
imediatamente anterior; e, (iv) não tendohavido a atualização a que se refere o inciso 
(iii), o juiz fixará independente de avaliação, a importância do depósito, tendo em vista 
a época em que houver sido fixado originalmente o valor cadastral e a valorização ou 
desvalorização posterior do imóvel. O STF considerou que esses critérios foram 
recepcionados pela CF/88, conforme dispõe o enunciado na Súmula 652/STF: “Não 
contraria a Constituição o art. 15, § 1º, do Decreto-lei 3365/1941 (Lei da desapropriação 
por utilidade pública)”. O argumento do STF é que, embora esses critérios possam não 
corresponder ao real valor do bem, não há vulneração à garantia constitucional da justa 
indenização (art. 5º, XXIV, CF/88), tendo em vista que esta somente é fixada ao final, 
com a sentença (STF, RE n° 178.215-3). De modo diverso, o STJ entendeu que apenas o 
“caput” do art. 15 do DL foi recepcionado pela CF/88, tendo ocorrido derrogação de 
seus parágrafos, justamente por incompatibilidade com a garantia constitucional da 
 
 
100 
justa indenização, sendo imprescindível a realização de avaliação judicial provisória para 
a fixação do valor do depósito prévio (STJ, REsp 181407 / SP). 
98. Ajuizada a ação de improbidade administrativa contra um servidor público e contra 
particular que tenham se enriquecido indevidamente, os réus fazem proposta de 
transação, na qual, como única contrapartida de sua parte, se propõem a pagar multa a 
ser, oportunamente, arbitrada. Segundo a Lei de Improbidade administrativa, nessa 
hipótese, é correto afirmar que a referida transação 
 
(A) não poderá ser admitida nos termos propostos, por expressa vedação legal. 
 
(B) não poderá ser firmada com o servidor público, mas apenas com o particular, que 
deverá pagar multa de duas vezes o dano causado ao erário. 
 
(C) poderá ser admitida nos termos propostos, mas o servidor ainda deve sofrer a pena 
de perda da função pública, e ambos terão suspensos seus direitos políticos pelo prazo 
de até oito anos. 
 
(D) poderá ser admitida, desde que a multa seja, no mínimo, de cem por cento do 
prejuízo causado ao erário. 
RESPOSTA: A 
COMENTÁRIOS 
 
O § 1º do art. 17 da Lei de Improbidade Administrativa veda expressamente a transação, 
o acordo ou a conciliação nas ações de improbidade, dada a indisponibilidade dos 
interesses envolvidos (patrimônio público e moralidade administrativa). 
 
 
99. Assinale a alternativa que está em conformidade com o disposto na Lei de 
Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000). 
 
(A) É expressamente vedada a realização de operação de crédito por antecipação de 
receita com o objetivo de atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. 
 
(B) Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que 
houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos 
limites da dívida pública. 
 
 
 
101 
(C) Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações 
constitucionais e legais do ente, salvo aquelas destinadas ao pagamento do serviço da 
dívida. 
 
(D) Os valores dos contratos de terceirização de mão de obra que se referem à 
substituição de servidores e empregados públicos não podem ser contabilizados como 
“Outras Despesas de Pessoal”. 
RESPOSTA: B 
COMENTÁRIOS 
 
(A) Incorreta. A questão cobrou a literalidade dos dispositivos da Lei de 
Responsabilidade Fiscal. Ao contrário do que dispõe a alternativa, a operação de crédito 
por antecipação de receita destina-se justamente a atender insuficiência de caixa 
durante o exercício financeiro, nos termos do art. 38. 
 
(B) Correta. Transcrição literal do art. 30, §7º. 
 
(C) Incorreta. De acordo com o art. 9º, §2º, “não serão objeto de limitação as despesas 
que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas 
destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes 
orçamentárias”. 
 
(D) Incorreta. Os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem 
à substituição de servidores e empregados públicos serão contabilizados como "Outras 
Despesas de Pessoal" (art. 18, §1º). 
 
 
100. A “Associação ABC”, constituída há seis meses, cuja finalidade institucional é a 
proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor e à ordem 
econômica, ajuizou ação civil pública com o objetivo de restituir tributos pagos 
indevidamente pelos seus associados. Considerando essa situação hipotética, nos 
termos da Lei da Ação Civil Pública (Lei no 7.347/1985), é correto afirmar que a referida 
ação 
 
(A) pode ser legalmente conhecida e processada pelo Poder Judiciário, considerando 
que, nesse caso, o requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz e o objeto 
da ação não é vedado pela Lei. 
 
 
 
102 
(B) pode ser legalmente conhecida e processada pelo Poder Judiciário, tendo em vista 
que o requisito da pré-constituição está dentro das exigências legais e o objeto da ação 
é previsto na Lei. 
 
(C) está em desconformidade com a Lei, tendo em vista que, embora o objeto da ação 
seja legalmente admitido, a associação, para ter legitimidade ativa, deveria estar 
constituída há pelo menos um ano e este requisito não pode, em tese, ser dispensado. 
 
(D) está em desacordo com a Lei, uma vez que, embora o requisito da pré-constituição 
possa, em tese, ser dispensado pelo juiz em certos casos, o objeto da demanda não pode 
ser veiculado por meio de ação civil pública. 
RESPOSTA: D 
COMENTÁRIOS 
 
Em regra, só terá legitimidade para ajuizar ação civil pública a associação que esteja 
constituída há pelo menos 01 ano, nos termos da lei civil (art. 5º, V, da Lei de Ação Civil 
Pública). No entanto, tal requisito legal poderá ser dispensado quando houver interesse 
social refletido pela dimensão ou característica do dano, conforme prevê o § 4º do art. 
5º da LACP. No entanto, no caso em tela, ainda que superado o requisito temporal, a 
ACP não tem cabimento, em virtude de seu objeto, já que “não será cabível ação civil 
pública para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, 
o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS ou outros fundos de natureza 
institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados” (art. 1º, § 
1º, LACP).

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