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A Andarilha

Resenha crítica de caso sobre "A Andarilha": paciente com uso crônico de álcool, perdas traumáticas, relações familiares fragilizadas e acompanhamento ambulatorial (Grupo de Alcoolistas, psicoterapia, psiquiatria). Aponta encaminhamento a CAPS-AD/CRAS e crítica à recusa de acolhimento.

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
MBA EM SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
Resenha Crítica de Caso 
Nome do aluno Edmilson Sales Peixoto 
Trabalho da disciplina Urgência e Emergência em Saúde Mental
Tutor: Prof. Caroline Moraes Soares Motta   
Duque De Caxias 
2020
 “A ANDARILHA”
Referência: ASSIS, BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível.em.:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ Constituiçao.htm. Acesso em: 1 jan. 2017. 
 O Presente estudo de caso nos relata a história de uma paciente que possui um histórico psiquiátrico agravante. Esta mulher desde a sua adolescência trabalhou em vários restaurantes e casas de família, mas devido sua instabilidade de saúde clínica não consegue manter vínculo empregatício.
 È através deste contexto que podemos observar inúmeras internações, a mesma enfatiza que sua embriaguez é para esquecer os problemas da vida; e que começara desde cedo no uso de álcool; é muito constante quando fala da perda de sua mãe e o assassinato de seu primeiro amor, que perdera em uma briga; e este marcara muito a sua vida. 
 A paciente acima descrita reside com sua filha, genro e os netos, contudo não muito satisfeita, pois apesar de se sentir acolhida se descreve como uma empregada, pois realiza todas as tarefas doméstica, inclusive o cuidado com as crianças, A andarilha ainda se senti muito menosprezada, pois afirma que seu genro não há suporta.
 Devido a esses problemas vivenciados tal paciente faz uso excessivo de álcool vislumbrando a fuga dos problemas que a rodeiam, arriscando até mesmo sua própria vida.
“Tem um pensamento crítico sobre coisas que sente e ouve quando não toma a medicação - "Só pode ser maluquice". Seu discurso é organizado, detalhista, gosta de falar de sua história de vida, é bastante vinculada ao atual serviço ambulatorial que a acompanha - frequenta há 6 anos o “Grupo de Alcoolistas”, é acompanhada individualmente de quinze em quinze dias na psicoterapia, e mensalmente na psiquiatria.” 
 Podemos observar que a mesma recebe acompanhamento ambulatorial e que durante período interno não faz uso do álcool; naturalmente ela Caminha pra igreja cuida de casa, porém volta a beber quando se envolve no conflito familiar e ai se 
coloca em situação de risco pois relata que da um “estalo em sua cabeça” perdendo rumo caminho a fora encontrando se com (amigos) que lhes pagam bebidas.
 Mesmo atravessando por tais adversidades ela vai a procura de socorro alcoolizada, suja em situação deplorável, quando volta a seu estado normal, essas situações a envergonham de retornar para casa de sua filha pois sente acanhada por suas recaídas. que por sua vez não quer entrar em atrito com seu companheiro pois afirma ama lo incondicionalmente e tal situação traz certo desconforto a seu casamento.
 Tendo em vista que a paciente ocupa maior parte de seu tempo cuidando dos a fazeres domésticos e de seus netos, seria de suma importância que a mesma realiza se outros tipos de prestezas através de atividades culturais e profissionais; o texto menciona que a Andarilha possuía uma renda instável contudo através de atividades profissionais a mesma poderia torna se autônoma mantendo se financeiramente independente, de modo que esta mantivesse o convívio social e integração com outras pessoas, já visando sua inserção na sociedade pois este atos fortaleceriam seus vínculos pessoais, outro fato importante e manter essa rede de cuidados e não fragmentar o atendimento como foi citado a ponte entre o CAPS e o CRAS.
 O encaminhamento para o CAPS-AD também há deve ser enfatizado, também faz se necessário a verificação da modalidade no território onde ela reside, caso não haja buscarmos outro tipo de unidade que atenda o seu perfil.
 É importante ressaltarmos também a integração famílias sociedade e equipe multidisciplinar, pois a demanda que chega vem em busca de socorro, vem por possuir uma necessidade, e nos profissionais da saúde temos de estar preparados.
“Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”
 O presente texto no apresenta descaso e preconceito de uma unidade de acolhimento de saúde que se recusou a receber alegando superlotação, contudo 
ficou claro o receio da unidade em atender um paciente alcoólico necessário é desconstruir esse conceito individualista e romper com essas barreiras que não são físicas, mas se apresentam de forma invisíveis. Necessário e que façamos um atendimento humanizado e com qualidade independente de raça cor etnia ou religião.

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