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HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
1. História do Handebal no Brasil 
O Handebol é praticado no Brasil desde o início do século XX, mas ele só foi reconhecido quando o esporte 
começou a ser difundido na Europa. Com a criação da Federação Paulista em 1940, vários outros estados 
começaram a estudar a criação de federações estaduais para representar o esporte e difundi-lo nas cidades do 
interior e também nas capitais. 
O estado de São Paulo permaneceu por anos como sendo o principal foco do esporte nacional e 
basicamente tudo no Handebol girava em torno do estado. Até que em 1978, outros estados começaram a se 
organizar melhor no esporte e tiraram os paulistas “do poder”. Isso fez com que, no ano de 1979, fosse criada a 
Confederação Brasileira de Handebol. Isso fez com que a organização do Handebol brasileiro fosse tirada das 
mãos da Confederação Brasileira de Desportos, que na época, gerenciava todos os esportes brasileiros. 
Depois da criação da CBHb, o esporte teve crescimento exponencial no Brasil, fazendo com que fosse 
criado um campeonato brasileiro para as mulheres e para os homens. O acontecimento de um campeonato 
brasileiro fez com que o país tivesse uma seleção brasileira forte, tanto no masculino, quanto no feminino. 
Títulos conquistados Masculino 
 Campeonato Pan-Americano (2 vezes): 2006 e 2008 
 Jogos Pan-Americanos (2 vezes): 2003 e 2007 
 Jogos Sul-Americanos: 2010 e 2014 
 
 Títulos conquistados Feminino 
 Campeonato Mundial: 2013 
 Campeonato Pan-Americano (9 vezes): 1997, 1999, 2000, 2003, 2005, 2007, 2011, 2013 e 2015 
 Jogos Pan-Americanos (5 vezes): 1999, 2003, 2007, 2011 e 2015 
 Jogos Sul-Americanos: 2002 e 2014 
 
2. Regras do Handebal 
 
 
REGRAS BÁSICAS DO HANDEBOL 
 
 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
2.1 Área do Gol 
Fica entre a linha de fundo e a linha de 6m. Somente o goleiro pode permanecer na área de gol. O atacante 
que penetra essa área é castigado com um tiro livre; se for propositadamente e não tiver a posse da bola, será 
dado tiro livre. O jogador que invadir a área de gol, depois de ter lançado a bola, não está sujeito a qualquer 
punição, desde que isso não resulte em prejuízo para a ação do adversário. 
2.2 Goleria / Gol 
O goleiro é o único jogador que pode se deslocar para qualquer posição da quadra; é o único que pode 
parar ou rebater a bola com os pés (mas isso apenas na sua área), fora dela deve jogar como qualquer jogador 
de linha. Só será considerado gol a bola que lançada regularmente ultrapasse inteiramente a linha de gol por, 
dentro da baliza. 
MANEJO DA BOLA É PERMITIDO: lançar, bater, empurrar, socar, parar e pegar a bola, não importa de que 
maneira, com a ajuda das mãos, braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos. É PROIBIDO, segurar a bola durante 
o máximo de três segundos, mesmo ela estando no chão. Fazer o máximo de três passos com a bola na mão. 
É proibido conduzir ou manejar a bola com os pés. 
2.3 Comportamento 
É PERMITINO, para com o adversário - Utilizar os braços ou as mãos para se apoderar da bola. Tirar a bola 
da mão do adversário com as mãos abertas, não importa de que lado. Bloquear o caminho ao adversário com 
o corpo. 
É PROIBIDO, arrancar a bola do adversário com uma ou duas mãos, assim como bater com o punho na 
bola que o mesmo tem as mãos. 
2.4 Tiro de meta 
O tiro de meta é ordenado nos seguintes casos: quando, antes de ultrapassar a linha de fundo, a bola tenha 
sido tocada por um jogador da equipe atacante ou pelo goleiro da equipe defensora, estando este dentro da 
sua área de gol. O tiro de meta deve ser cobrado dentro da área do goleiro, e só ele poderá colocar a bola em 
jogo. 
2.5 Tiro lateral 
O tiro lateral é ordenado desde que a bola tenha ultrapassado totalmente a linha lateral. Ao ser cobrado o 
jogador deverá manter um pé sobre a linha lateral e o outro fora da quadra, caso isto seja desrespeitado o 
árbitro poderá ordenar nova cobrança de lateral ou aplicar reversão, dando o direito da cobrança a equipe 
adversária. 
2.6 Tiro de 7 metros 
Este tiro apenas é ordenado com a execução de uma falta grave sobre o adversário; no momento da 
cobrança os jogadores da defesa e ataque deverão permanecer atrás da linha de 9m. O jogador que for cobrar 
deverá manter um pé fixo perante a linha de 7m, não podendo evadi-la ou mover este pé. 
2.7 Tiro livre 
É ordenado tiro livre nos seguintes casos: entrada ou saída irregular de um jogador; mau comportamento; 
faltas cometidas pelos jogadores na área de gol; lançamento intencional da bola para sua área de gol; faltas do 
goleiro; execução ou conduta irregular nos tiros de lateral, escanteio, livre, tiro de meta e 7m; atitude 
antidesportiva. 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
2.8 O tiro de árbitro 
Um tiro de árbitro é ordenado nos seguintes casos: 
A) Quando os jogadores das duas equipes cometem ações anti-regulamentares ao mesmo tempo, na quadra. 
B) Quando a bola toca o teto ou objeto fixado sobre a quadra (11.2, 12.3, 13.2, 18.7c) 
C) Quando o jogo é interrompido sem que tenha havido qualquer infração, e a bola não esteja em poder de 
nenhuma equipe. 
Sem apitar o árbitro central lança a bola verticalmente para cima no local onde ela se encontrava no 
momento da interrupção do jogo. 
Se este local está situado entre as linhas de área de gol e de tiro livre, o tiro de árbitro é executado do 
local mais próximo fora da linha de tiro livre. 
Na execução de um tiro de árbitro, todos os jogadores, salvo um de cada equipe, devem estar pelo menos 
3m do árbitro (13.1o). Os dois jogadores devem estar um de cada lado do árbitro, cada um do lado de seu 
próprio gol. A bola somente poderá ser jogada quando atingir o seu ponto mais alto. 
 
Obs: Os jogadores poderão tocar, ou dominar a bola para si mesmo. 
2.9 Execução dos tiros 
Antes da execução de todos os tiros citados acima a bola deverá pousar na mão do lançador e todos os 
jogadors deverão ter tomado a posição regularmente. Apenas o lançador pode tocar na bola e este não deve 
ficar batendo-a contra o chão, pois o árbitro pode considerar o tiro como cobrado e aplicar reversão da jogada. 
 
3. Tática do Handebol 
É a distribuição dos jogadores na quadra de jogo, em determinadas posições específicas, de maior 
rendimento do jogador, podendo assumir os seguintes posicionamentos táticos: 
 
3.1 Armadores Central, Direito e Esquerdo 
 
São os jogadores que ocupam a posição central da zona de ataque, colocados próximos aos nove metros. 
 
 
 
Armadores (Central, Direito E Esquerdo) 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
 
3.2 Ala (meia) / Ponta Direita ou Esquerda 
 
São jogadores que ocupam as laterais e linha de fundo da quadra. 
 
 
 
 Ala (meia) ou Ponta (direita ou esquerda) 
 
 
 
3.3 Pivôs 
 
São os jogadores que ocupam a zona central ou lateral (entre os dois últimos defensores) da quadra, 
próximo à linha de seis metros. 
 
 
Pivôs 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
 
4. Ataque 
 
4.1 Fases Do Ataque 
 
A - CONTRA ATAQUE É a passagem rápida da defesa para o ataque, com o envolvimento de um ou mais 
jogadores, para obter a marcação de um gol. É a ação de passar rapidamente da defesa para o ataque. 
B - ORGANIZAÇÃO Após o contra ataque frustrado (em função da defesa conseguir organizar-se), a equipe 
deverá passar a bola ou driblar (reter a bola) até a ocupação, pelos atacantes, de suas posições específicas 
predeterminada. 
C - ATAQUE EM SISTEMA Cada atacante deverá colocar-se em sua posiçãoespecífica com base na 
qualidade e característica individual, e de acordo com a proposta de jogo ofensivo que será aplicada no 
momento. 
 
4.2 Sistemas De Ataque 
A forma como os jogadores se organizam na quadra podem variar de acordo com a tática da equipe, o 
principal sistema de ataque é o 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5X1 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
5. Defesa 
 
5.1 Fases da defesa 
A - RETORNO - Após a equipe perder a posse da bola no ataque, os jogadores deverão retornar para a 
defesa o mais rápido possível, e pelo caminho mais curto (linha reta). A corrida deverá ser de frente até o 
centro da quadra, e de costas após ultrapassar o centro até a linha dos seis metros (para observar um 
possível lançamento do contra-ataque). Após perder a posse da bola, os atacantes não devem ficar se 
lamentando do erro e sim, retornar para evitar surpresa. 
B - DEFESA TEMPORÁRIA - é o prolongamento da situação anterior. O defensor deverá, em razão do 
retorno ter sido em linha reta, às vezes atuar fora de sua posição ideal ou de maior rendimento, estabelecida 
no inicio do jogo. 
C - ORGANIZAÇÃO DA DEFESA - Os defensores que ao retornar estão atuando em defesa temporária, 
após todos estarem posicionados e, surgindo uma oportunidade, deverão retornar para sua posição ideal. 
D - DEFESA EM SISTEMAS - Aplicação da proposta de jogo estabelecido no momento, de acordo com o 
ataque adversário. 
 
5.2 Sistema de defesa 
O sistema de defesa no handebol tem os objetos de: Dar sentido de responsabilidade coletiva; possibilitar 
a ajuda a um companheiro (cobertura e ajuda recíproca); reduzir as possibilidades dos arremessos a gol e, 
dificultar a movimentação dos adversários na linha de seis metros. 
Um dos sistemas de defesa mais usados é o 6 X 0. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
6. O Goleiro no Handebol 
Ainda temos o Goleiro, que no handebol, é de primordial importância não só na defesa mais também no 
ataque, pois quase sempre é por ele que inicia-se a jogada. 
 
Goleiro 
 
 
7. Arbitragem 
 
7.1 Sinais do árbitro de Handebol 
 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
8. Ataque 
Como principais formas de se atacar em um jogo de Handebol, podemos citar: 
 
Ataque em circulação: neste sistema de ataque os jogadores precisam manter-se em movimento o 
tempo todo, e precisam também mudar o posicionamento em quadra. 
 
Ataque posicionado: no ataque posicionado todos os jogadores possuem posição fixa em quadra, 
sendo que apenas a bola é quem circula entre eles. 
 
Ataque combinado: este sistema é uma mistura dos dois antes mencionados, pois há jogadores 
que ocupam posições fixas em quadra enquanto outros trocam de posição e se movimentam em 
quadra. 
 
O sistema de ataque mais utilizado é, normalmente o 3:3, principalmente para iniciantes, devido a 
sua melhor assimilação pelas crianças e jogadores menos experientes. 
 
No sistema 3:3 se joga com três armadores, dois extremas e um pivô. 
 
Já no 4:2, joga-se com dois armadores, dois extremas e dois pivôs. 
 
Os outros sistemas ofensivos do handebol serão explicados mais detalhadamente a seguir. 
 
Sistema Ofensivo 6:0: 
Neste sistema existem seis jogadores que se posicionam a frente da área do tiro livre, sempre na 
intenção de ocupar toda a frente da área. 
 
Há bastante troca de passes por parte dos jogadores neste sistema. E é por meio dessas troas de 
passe que os mesmos tentam penetrar na defesa adversária, portanto, em boas condições de 
arriscar arremesso de curta distância ou então arriscam arremessos de média e longa distância – 
caso não consigam entrar na defesa adversária. 
 
Este sistema ofensivo é o mais fácil e simples dentre os praticados no jogo de Handebol. Neste 
sistema não há a presença de pivô, portanto não se trabalha com infiltrações. Por outro lado as 
jogadas são originadas e finalizadas fora da área de tiro livre, por esta razão os arremessos mais 
comuns são os de longa distância. 
 
Sistema Ofensivo 5:1 
O sistema 5:1 é formado por cinco jogadores posicionados à frente da área de tiro livre mais um 
jogador infiltrado – pivô. 
 
O pivô deve sempre posicionar-se na área central, próximo à linha dos seis metros, pois neste local 
da quadra é favorecido o ângulo pra o arremesso. 
 
No sistema 5:1 todos os jogadores, exceto o pivô têm como função primordial armar as jogadas que 
deverão ser finalizadas, de preferência, pelo único jogador livre dessa função. Também é 
interessante que, os jogadores que atuam pelas extremidades da quadra auxiliem o pivô nessa 
função de finalização de jogadas. 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
9. Anatomia 
 
 
 
9.1 Lesões frequentes 
 
O ombro, o joelho, o tornozelo são os principais locais lesionados dos praticantes desse esporte. As mãos 
e os dedos também são bastante afetados visto que o handebol, assim como o basquete, é um esporte de 
altíssimo contato físico. 
Atletas dessa modalidade realizam cerca de 48.000 arremessos por temporada, com velocidade média de 
130km/h. A energia envolvida nesse fundamento básico do esporte é elevada, afetando e ultrapassando o 
limite fisiológico dos ombros. 
Os mecanismos de lesões no ombro do atleta ocorrem por meio traumático. Os movimentos repetitivos, 
principalmente dos atletas arremessadores, são responsáveis por grande número de lesões traumáticas. 
Os atletas, muitas vezes, apresentam clínica de dor anterolateral sugestiva de síndrome do impacto. 
Estudos junto aos atletas de handebol afirmam que as lesões nos ombros são as mais graves e 
persistentes, mas que lesões nos joelhos, nos tornozelos e nas mãos são as mais frequentes. 
 
 
 
 
 HANDEBOL 
 Professor Márcio 
 
 
Localização das Lesões (% de lesões): 
 
Joelho - 18,9%; 
Tornozelo - 17,9%; 
Mão - 17,4 %; 
Ombro - 8,1%; 
Coluna - 7%. 
 
 
Em relação aos tipos de lesão: 
 
Entorse - 35,3%; 
Contusão: 12.5%; 
Rótula Muscular - 11%. 
 
Vídeos relacionados à lesões no joelho 
 
 https://youtu.be/KD448p_Z-rE 
 https://youtu.be/KD448p_Z-rE 
 https://www.youtube.com/watch?v=KD448p_Z-rE 
 
 
10. Referências 
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao-fisica/sistemas-ofensivos-no-handebol/27894

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