Prévia do material em texto
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS PROf. Me. Douglas Pereira de Souza É a ciência que estuda a natureza e a propriedade dos fármacos e principalmente a ação dos medicamentos; Origem: fontes naturais, sintéticas; Farmacoterapia: É ouso dos medicamentos no tratamento, prevenção, diagnóstica e no controle dos sinais e sintomas das doenças; Farmacologia Profilática; Curativa; Paliativos; Diagnóstica. Função do medicamento Local; Sistêmica. Ação dos medicamentos DROGA Substância que modifica a função fisiológica com ou sem intenção benéfica. Remédio Substância de origem animal, vegetal ou mineral. Procedimento, fé ou crença que leva a cura. Usados com intenção benéfica. Remédios naturais: água, sol, dieta, exercícios físicos, massagem,etc Medicamento Fármaco com propriedades benéficas, comprovadas cientificamente, manufaturados pela indústria farmacêutica. 5 Conceitos COFEN311/2007: O código de ética de enfermagem traz aspectos que direcionam a atuação frente á execução do preparo e da administração dos medicamentos ; Legislação DRÁGEAS: São comprimidos revestidos por uma solução de queratina composta por açucar e corante; Sendo usado para facilitar a deglutição; Evitar sabor e odor caracteristicos do medicamento. Formas de apresentação de medicamentos PÓS ( Frascos): O pó apresenta-se de forma a ser díluido em líquido e dosado em colheres ou em envelopes em quantidades exatas; Formas de apresentação de medicamentos EMULSÕES: É composta pordois líquidos imiscíveis, sendo água em óleo (A/O) ou o contrário (O/A); Formas de apresentação de medicamentos GEL É uma forma semissólida, coloide, que proporciona pouca penetração na pele; Formas de apresentação de medicamentos LOÇÃO São líquidas ou semilíquida que podem ter princípios ativos ou não, geralmente são usados para uso externo; Formas de apresentação de medicamentos CREMES: Tem uma forma semissólida, tem consistência macia e mais aquosa, com penetração na pele. Formas de apresentação de medicamentos POMADAS Apresenta uma forma semissólidas, de consistência macia e oleosa, proporcionando pouca penetração na pele; Formas de apresentação de medicamentos SUSPENSÃO É a mistura não heterogênea de uma determinada substância sólida e um líquido; Em que a parte sólida fica suspensa no líquido. XAROPE É uma solução que contém um soluto e um solvente, dissolvida numa solução aquosa açucarada concentrada (2/3 de açúcar); Ampolas: São tubos de vidro ou plástico, colorido ou incolor, seladas que podem conter líquido; Servem para facilitar a esterilização e conservação do seu conteúdo. Vias de Administração de Medicamentos na Enfermagem Medicamento certo; Via certa; Dose certa ; Hora certa; Paciente certo; Registro/Prescrição certo; * Validade do medicamento;. Os sete Certos da Medicação Todo medicamento deve ser prescrito por médico; Para administrar exige-se responsabilidade e conhecimentos de farmacologia e dos cuidados de enfermagem; Deve ser administrado por auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros; Cuidados Gerais no Preparo e Administração de Medicamentos Confira o Rótulo da Medicação PRIMEIRA VEZ antes de retirar o frasco ou ampola do armário ou carrinho de medicamentos SEGUNDA VEZ antes de retirar ou aspirar o medicamento do frasco ou ampola TERCEIRA VEZ antes de recolocar no armário ou desprezar o frasco ou ampola no recipiente Nunca confie! leia você mesmo! Três Leituras Certas da Medicação Lavar as mãos; Concentrar a atenção na medicação; Identificação: Nome do paciente Número do quarto e leito Nome da medicação Via de administração Dose a ser administrada Horário Cuidado com letras ilegíveis; Cuidados com medicamentos sem rótulos; Cuidados no Preparo da Medicação Não administrar medicamentos preparados por outra pessoa; Não permitir que familiares preparem medicamentos; Antes de administrar, confira o leito e o nome do paciente; Checar somente após aplicação ou ingestão do medicamento; Caso não seja administrado o medicamento, rodelar o horário, justificar no relatório de enfermagem e comunicar a enfermeira da unidade Anotar e notificar as anormalidades que o paciente apresentar; Nunca ultrapassar a dose prescrita; Em casos de emergência, medicação por ordem verbal, mas deve ser anotada no prontuário; Em geral, a prescrição médica é válida por 24 horas. Cuidados na Administração de Medicamentos Medicamentos = Atenção Via oral; Via sublingual; Via retal; Via inalatória; Via nasal; Via ocular; Via auricular Via vaginal; Vias Parenterais/Injetáveis: Intradérmica; Subcultânea; Intramuscular e Intravenoso. Vias de administração de medicamentos É a forma mais segura e não requer técnica estéril; Sublingual (SL); São absorvidos principalmente no estomago e intestino. VIA ORAL Vantagens: facilidade de administração menos dispendiosa Contraindicação: náuseas e vômitos Diarréias Dificuldades para deglutir; 1ml 20gotas (gts); Lavar as mão antes e após qualquer procedimento; Utilizar luvas de procedimento para a aplicação; Atenção – Via Oral Realizar a regra de três: 500 mg _________1ml 500x = 200 200mg__________x x = 200 PM gotas de 200mg VO ____ = 0.4 ml 500 Disponível dipirona 500 mg/1ml, quantas gotas administrar? 1ml ----------20gts 1xgts= 0.4x20 xgts =8gotas 0,4ml---------xgt São aqueles aplicados localmente; Formas: Pomadas, cremes, sprays, loções, colutórios, pastilhas para a garganta. VIA TÓPICA VIA TÓPICA - OCULAR Medicamento deve ser aplicado sobre os olhos. Dois tipos básicos de produtos oftalmológicos: Os líquidos: Colírios e administrados através de gota; As pomadas oculares, cuja técnica de aplicação é semelhante. VIA INTRA-NASAL Patologias do nariz ou das vias respiratórias relacionadas com as fossas nasais; Formas: Líquidos, nebulizador ou spray; VIA OTOLÓGICA Patologias do ouvido; Formas: líquidos, as gotas, que devem ser aplicadas mediante a utilização de um conta-gotas, no canal auditivo externo. VIA RETAL 1. Supositórios; 2. Irrigação ou Lavagem; 3. Clister ou Enema. Via Parenteral “Vias Principais” Intradérmica (I.D.), Subcutânea (S.C), Intramuscular (I.M.), Intravenosa ou Endovenosa (I.V. ou E.V.), Ortras Vias Parenterais: Intra-arterial (I.A.) Ex:tratamento de carcinomas, drogas vasodilatadoras e drogas trombolíticas (tratamento de embolia). Intracardíaca (adrenalina) Intr-araquídea (via subaracnóidea – Intratecal). Intraperitoneal Intra-óssea, Intra-articular, Intrasinovial. O termo parental provém do grego “para” (ao lado) e “enteros” (tubo digestivo), significando a administração de medicamentos “ao lado do tubo digestivo”ou sem utilizar o trato gastrointestinal. Parenteral USO DE SERINGA Corpo Bico Êmbolo bisel haste calibre Seringas: 20ml; 10ml; 5ml; 3ml; 1ml; ( 1ml 100UI); ID: Seringa de1ml ou 3ml; SC: Seringa 1 ml ou 3ml; IM: Seringa 3 a 5 ml; EV : Seringa 10 ou 20 ml; Seringa adequada Agulhas Agulha: 40x12 e 40x10; Agulha 30x7 e 25x7; Agulha 30x8 e 25x8; Agulha 13x4,5 13x4 ID: Agulha 13/45 ou 13/40; SC: Agulha 13/45 ou 13/40; IM: Agulha 25/8ou 30/8 EV : Agulha 30/7 ou 25/7; Agulha adequada Medicação administrado na derme; Volumes - de 0,1 a 0,5 Ml; Realizar a aplicação no ângulo de 10 na 15°; Formação de pápula; Utilizada para teste de hipersensibilidade e vacinas; Parenteral - Via Intradérmica - ID Lavar as mãos; Materiais: Luvas de procedimento; Seringas de 1ml/3ml; Agulha para aspiração da medicação; Medicação a ser aspirada; Agulha para a aplicação 13/4.5 ou 13/4.0;Bolas de algodão. Técnica do Procedimento ID Orientar o cliente/ paciente; Calçar as luvas; Escolher o local de fácil visualização e livres de vasos sanguíneos; Realizar a antissepsia; Realizar a aplicação no ângulo de 10 a 15 graus, não aspirar; Aplicar a medicação de forma lenta e suave; Observar a formação da pápula; Descarte o material e lave as mãos; Anotações de enfermagem. Técnica do Procedimento ID A medicação é introduzida na tela subcutânea (tecido subcutâneo ou hipoderme); Volume: 0.1 a 2mL; Absorção lenta, através dos capilares, de forma contínua e segura; usada para administração de vacinas (anti-rábica e anti-sarampo), anticoagulantes (heparina) e hipoglicemiantes (insulina); Via Subcutânea - SC Local de aplicação – teoricamente - toda tela subcutânea; Locais recomendados: menor inervação local, acesso facilitado, exemplo: parede abdominal faces ântero-lateral da coxa face externa do braço Angulação da agulha 90º - Agulha calibre 13x4.5 Deve ser revezado o local da aplicação Via Subcutânea - Particularidades Complicação: fenômeno de Arthus: formação de nódulos devido injeções repetidas em um mesmo local. Locais de aplicações - SC Higienizar as mãos; Preparar o medicamento; Orientar o cliente/paciente; Calçar as luvas; Escolher o local; Realizar a antissepsia; Realizar uma dobra adiposa com a mão não dominante; Realizar a aplicação da medicação no ângulo de 90° com agulha 13/40 e 45° com agulha 25/7ou 25/8; Realizar a aspiração e realizar a aplicação do medicamento. Técnica de Aplicação - SC OBS.: Em casos de aplicação de heparina não aspirar; Não realizar massagens; Descarte o material; Lave as mãos; Anotações de enfermagem. Técnica de Aplicação - SC Regra de 3 simples 1ml 100 UI PM de Heparina 2.500 UI de 12/12, disponível Heparina 5000 UI/mL 5000 1ml 5000x= 2500 2500 x x= 2500 x= 0,5 ml 5000 Cálculo para medicações vias ID E SC 1ml 100 UI PM Insulina simples 25UI SC. Disponível frasco de insulina de Simples 100UI e seringa de 3 ml. Quanto aspirar para administrar 25 ml de insulina Simples?? 100 UI 1 ml 100 x ml= 25 25 UI x ml x ml : 0,25 ml, Aspirar 0,25 ml de insulina 25 UI, na seringa de 3 ml Cálculos para insulina 1 500 ui 12/12 1000/1ml 1000ui -----1ml 500ui--------x 1000x=500 X=500/1000 X=o,5ml 1ml----100ui 0,5ml----x x= 50ui 1ooui=100ui 50ui aspirar 50 ui do frasco de 100 ui atençãoooooooooooooooo Depois da via endovenosa é a de mais rápida absorção. INTRAMUSCULAR (IM) Na escolha do local para aplicação: a) a distância em relação a vasos e nervos importantes; b) musculatura suficientemente grande para absorver o medicamento; INTRAMUSCULAR (IM) c) espessura do tecido adiposo; d) idade do paciente; e) irritabilidade da droga; f) atividade do cliente; INTRAMUSCULAR (IM) Músculo Deltóide Músculo da face ântero-lateral da coxa Músculo Ventro-glútea Músculo Dorso-glútea Regiões indicadas, para aplicação de injeção intramuscular Região ventro-glútea: indicada em qualquer idade; Região da face ântero-lateral da coxa: indicada especialmente para lactentes e crianças até 10 anos; Região dorso-glútea: contraindicada para menores de 2 anos, maiores de 60 anos e pessoas excessivamente magras; Região deltoidiana: contraindicada para menores de 10 anos e adultos com pequeno desenvolvimento muscular. INTRAMUSCULAR (IM) - Escolha do local o ângulo de inserção da agulha deve ser sempre perpendicular à pela, a 90º independente da região. Quando a aplicação é feita na região ventro-glútea, recomenda-se que a agulha seja ligeiramente dirigida para a crista ilíaca. ÂNGULO DA AGULHA Volume injetado: região deltoide - 2 ml; região glútea(Ventro Glútea e Dorso Glutea) - 5 ml; músculo Vasto lateral da coxa - de 4ml; Via Intramuscular – IM Contra-indicações (Região Deltoide) Crianças de 0 a 10 anos, pequeno desenvolvimento muscular (caquéticos e idosos); Volumes superiores a 3 mililitros; Substâncias irritantes ou injeções consecutivas Paciente;s com AVC e parestesias ou paresias dos braços Face lateral do braço, aproximadamente 4 dedos abaixo do ombro, no centro do músculo deltoide; Preferencialmente sentado, com o antebraço flexionado, expondo completamente o braço e o ombro; Volume Máximo: 2 ml Locais de Aplicação - Deltoide Dividir o glúteo em 4 partes e aplicar no quadrante superior externo. Os braços devem ficar ao longo do corpo e os pés virados para dentro. Locais de Aplicação, Dorso-glútea (DG) Colocar a mão não dominante no quadril espalmando a mão sobre a região trocantereriana do fêmur, localizando a espinha ilíaca ântero-superior. Fazer a injeção no centro da área limitada pelos dois dedos abertos em V. Locais de Aplicação, Ventro-glútea Fazer a aplicação na região ântero-lateral do terço médio; De preferência, o paciente deve ficar sentado, com a perna fletida, ou deitado em decúbito dorsal, com as pernas distendidas. Locais de Aplicação, Músculo vasto lateral da coxa Lavar as mãos; Preparar a medicação; Medicação, próxima ao cliente; Explicar o procedimento e a finalidade ao cliente; Escolher a região apropriada; TÉCNICA DE APLICAÇÃO - IM Com a mão não dominante pegar o algodão embebido em álcool a 70%, e proceder a antissepsia do local, Colocar o cliente em posição adequada e expor somente a região escolhida; Com a mão dominante pegar a seringa, segurando o corpo da mesma com os dedos polegar e indicador; TÉCNICA DE APLICAÇÃO - IM Manter o algodão entre os dedos mínimo e anular da mesma mão; Com a mão não dominante, segure firmente o músculo; Introduzir a agulha no ângulo de 90° rapidamente e a agulha com o bisel lateralizado, no sentido das fibras musculares; TÉCNICA DE APLICAÇÃO - IM Com a mão não dominante, puxar o êmbolo, aspirando para verificar se não lesionou algum vaso; Empurre o êmbolo, introduzindo a solução lentamente; Terminada a aplicação, retirar a agulha com movimento rápido; TÉCNICA DE APLICAÇÃO - IM Fazer pressão no local com algodão, massageando levemente com movimentos circulares; Não realizar massagem em medicação de ação prolongada ( anticoncepcionais) Observar as reações do cliente; Desprezar o material, não recapando a agulha; Lavar as mãos e anotações de enfermagem TÉCNICA DE APLICAÇÃO - IM Introdução de medicação diretamente na veia (CUIDADO). Aplicação: membros superiores evitar articulações melhor local: face anterior do antebraço “esquerdo” Indicações necessidade de ação imediata do medicamento necessidade de injetar grandes volumes - hidratação introdução de substâncias irritantes de tecidos Via Endovenosa Tipos de medicamentos injetados na veia soluções solúveis no sangue (apirogênico) Líquidos; sais orgânicos eletrólitos Medicamentos Vitaminas não oleosos não deve conter cristais visíveis região cefálica - utilizada em recém-natos região cervical - veias jugulares via subclávia - muito utilizada em UTI para injeção de medicamentos para infusão de alimentação parenteral para acesso venoso central para monitorização - PVC, Swan-Ganz dificuldade de acesso venoso em UTI - para acesso venoso central VEIAS UTILIZADAS (I.V.) Veias utilizadas para medicação endovenosa... membros superiores veias cefálica, basílica para manutenção de via venosa contínua veia intermediária do cotovelo para coletas de sangue para injeções únicas de medicamentos dorso da mão veias metacarpianas dorsais para injeções únicas manutenção de via venosa contínua (evitar) Via Endovenosa Via Endovenosa - CATERER VENOSO PERIFÉRICO - CATERER VENOSO CENTRAL- PICC São indicados para terapias intravenosas de média duração, que consiste na punção de uma veia periférica, introdução da cânula do cateter e infusão de medicamentos. Devem ser substituídos conforme protocolo de cada instituição, como por exemplo, a cada 72 horas de permanência. Modelos: 14 G, 16 G, 18 G, 20 G, 22 G e 24 G (Calibres do canhão em Cores) - maior a numeração, menor o calibre. Norma Regulamentadora nº 32, (TEM) que preconiza o uso obrigatório de dispositivos de segurança em todo perfurocortante. Ser retrátil ou de proteção automática do bisel da agulha. Importância para o intensivista Trata-se de um cateter especial para infusão intravenosa, colocado em uma das veias perto da dobra do cotovelo ou na parte superior do braço, na maior veia do corpo, veia cava. Peripherally Inserted Central Venous Catheter