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CONTABILIDADECONTABILIDADE
AVANÇADA IIAVANÇADA II
Me. Johny Henrique Magalhães Casado
I N I C I A R
introduçãoIntrodução
A contabilidade e seu respectivo processo de internacionalização têm provocado uma série de
mudanças na forma como pro�ssionais e entidades atuam no dia a dia. A adoção de normas e
padrões internacionais tem provocado uma grande revolução no processo de formulação,
evidenciação e divulgação das informações contábeis. Entidades precisam estar cada vez mais
atentas às normatizações publicadas por órgãos internacionais como International Accounting
Standards Board - IASB, Financial Accounting Standards Board - FASB, Securities Exchange
Commission - SEC, mas também às normas publicadas por órgãos nacionais como o Comitê de
Pronunciamentos Contábeis - CPC, Conselho Federal de Contabilidade - CFC, Comissão de Valores
Mobiliários - CVM, além de outras normas que são editadas por órgãos de abrangência especí�ca.
O processo de avanço da convergência dos padrões contábeis no mundo todo é algo que tem
impactado diretamente a pro�ssão contábil, a adoção da International Financial Reporting Standards
(IFRS) editada pelo International Accounting Standards Board (IASB) desde o início dos anos 2000
tem exigido especial atenção de todos os países que pretendem harmonizar suas regras com essas
(DANTAS et al., 2010).
Normas Brasileiras deNormas Brasileiras de
ContabilidadeContabilidade
Dentre os fatos que impulsionaram a adoção das normas internacionais, destacam-se as seguintes:
A circular número 3068 editada em 8 de novembro de 2001 pelo Banco Central;
A criação do Comitê de Pronunciamento Contábeis (CPC) em 2005;
A edição da instrução normativa pela Comissão de Valores Mobiliários número 425 de
2007;
A promulgação da lei federal número 11.638 de 28 de dezembro de 2007.
Cada um dos fatos acima citados será melhor explorado a partir de agora, o primeiro foi a edição da
circular n. 3068 pelo Banco Central do Brasil, essa circular tinha como intenção.
estabelecer que os títulos e valores mobiliários adquiridos por instituições �nanceiras e
demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, exceto
cooperativas de crédito, agências de fomento e sociedades de crédito ao
microempreendedor, devem ser registrados pelo valor efetivamente pago, inclusive
corretagens e emolumentos [em consonância com os preceitos internacionais conhecidos]
(BACEN, 2001, p.1).
Essa circular foi um dos pontos iniciais que propiciaram  a internacionalização das normas contábeis
no Brasil.
A criação do Comitê de Pronunciamento Contábil - CPC em 2005 foi a principal ação dos órgãos que
elaboram as normativas contábeis no Brasil, participaram da fundação do CPC as seguintes
entidades:
1. Associação Brasileira das Companhias Abertas (ABRASCA);
2. Associação dos Analistas e Pro�ssionais de Investimentos do Mercado de Capitais
(APIMEC);
3. Bolsa de Valores do Brasil (BOVESPA, atual B3);
4. Conselho Federal de Contabilidade (CFC);
5. FIPECAFI - Entidade ligada ao Departamento de Contabilidade e Atuária (EAC) da Faculdade
de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP);
6. Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON).
Considerando o rol das entidades que criaram o CPC, nota-se que a sociedade estava toda
contemplada, o que permite a�rmar que o comitê possui a legitimidade necessária para propor as
mudanças que acabam por afetar a todas as entidades e aos pro�ssionais da contabilidade.
Segundo o CPC (2019, on-line) o órgão foi criado para atender às seguintes necessidades:
Convergência internacional das normas contábeis (redução de custo de elaboração de
relatórios contábeis, redução de riscos e custo nas análises e decisões, redução de custo de
capital); Centralização na emissão de normas dessa natureza (no Brasil, diversas
entidades o fazem); Representação e processo democráticos na produção dessas
informações (produtores da informação contábil, auditor, usuário, intermediário,
academia, governo).
O Conselho Federal de Contabilidade foi o responsável pela institucionalização do CPC como
entidade, para isso, ele editou em 2005 a resolução número 1.055, nela se estabeleceu que a
entidade teria como objetivo o estudo e a edição dos Pronunciamentos Técnicos sobre
procedimentos de
contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de
normas pela entidade reguladora brasileira, visando à centralização e uniformização do
seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade
Brasileira aos padrões internacionais (CFC n. 1005, 2005, s/p).
Uma característica do CPC é que mesmo sendo formado pelas entidades supracitadas, ainda
garante que outras entidades possam participar das suas discussões, sendo as principais: Banco
Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Secretaria da Receita Federal;
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).
Desde o ano de 2005 o Comitê de Pronunciamentos Contábeis já editou 51 pronunciamentos que
abordam os mais diferentes aspectos da contabilidade, conforme o quadro 4.1.
DOCUMENTOS TÍTULO
DATA DA
APROVAÇÃO
DATA DA
DIVULGAÇÃO
CPC 00
Estrutura Conceitual para
Elaboração e Divulgação de
Relatório Contábil-Financeiro
02/12/2011 15/12/2011
CPC 01
Redução ao Valor Recuperável de
Ativos
06/08/2010 07/10/2010
CPC 02
Efeitos das mudanças nas taxas
de câmbio e conversão de
demonstrações contábeis
03/09/2010 07/10/2010
CPC 03
Demonstração dos Fluxos de
Caixa
03/09/2010 07/10/2010
CPC 04 Ativo Intangível 05/11/2010 02/12/2010
CPC 05
Divulgação sobre Partes
Relacionadas
03/09/2010 07/10/2010
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=80
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=2
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=9
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=34
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=35
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=36
CPC 06 Operações de Arrendamento
Mercantil
06/10/2017 21/12/2017
CPC 07
Subvenção e Assistência
Governamentais
05/11/2010 02/12/2010
CPC 08
Custos de Transação e Prêmios na
Emissão de Títulos e Valores
Mobiliários
03/12/2010 16/12/2010
CPC 09
Demonstração do Valor
Adicionado (DVA)
30/10/2008 12/11/2008
CPC 10 Pagamento Baseado em Ações 03/12/2010 16/12/2010
CPC 11 Contratos de Seguro 05/12/2008 17/12/2008
CPC 12 Ajuste a Valor Presente 05/12/2008 17/12/2008
CPC 13
Adoção Inicial da Lei n. 11.638/07
e da Medida Provisória n. 449/08
05/12/2008 17/12/2008
CPC 14 Instrumentos Financeiros:    
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=37
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=38
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=39
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=40
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=41
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=42
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=43
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=44
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=45
Reconhecimento, Mensuração e
Evidenciação (Fase I) -
Transformado em OCPC 03
CPC 15 Combinação de Negócios 03/06/2011 04/08/2011
CPC 16 Estoques 08/05/2009 08/09/2009
CPC 17
Contratos de Construção
(revogado a partir de 1º/01/2018)
19/10/2012 08/11/2012
CPC 18
Investimento em Coligada, em
Controlada e em
Empreendimento Controlado em
Conjunto
07/12/2012 13/12/2012
CPC 19 Negócios em Conjunto 09/11/2012 23/11/2012
CPC 20 Custos de Empréstimos 02/09/2011 20/10/2011
CPC 21 Demonstração Intermediária 02/09/2011 20/10/2011CPC 22 Informações por Segmento 26/06/2009 31/07/2009
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=46
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=47
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=48
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=49
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=50
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=51
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=52
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=53
CPC 23
Políticas Contábeis, Mudança de
Estimativa e Reti�cação de Erro
26/06/2009 16/09/2009
CPC 24 Evento Subsequente 17/07/2009 16/09/2009
CPC 25
Provisões, Passivos Contingentes e
Ativos Contingentes
26/06/2009 16/09/2009
CPC 26
Apresentação das Demonstrações
Contábeis
02/12/2011 15/12/2011
CPC 27 Ativo Imobilizado 26/06/2009 31/07/2009
CPC 28 Propriedade para Investimento 26/06/2009 31/07/2009
CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola 07/08/2009 16/09/2009
CPC 30
Receitas (revogado a partir de
1º/01/2018)
19/10/2012 08/11/2012
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=54
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=55
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=56
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=57
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=58
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=59
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=60
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=61
CPC 31 Ativo Não Circulante Mantido para
Venda e Operação Descontinuada
17/07/2009 16/09/2009
CPC 32 Tributos sobre o Lucro 17/07/2009 16/09/2009
CPC 33 Benefícios a Empregados 07/12/2012 13/12/2012
CPC 34
Exploração e Avaliação de Recursos
Minerais (Não editado)
   
CPC 35 Demonstrações Separadas 31/10/2012 08/11/2012
CPC 36 Demonstrações Consolidadas 07/12/2012 20/12/2012
CPC 37
Adoção Inicial das Normas
Internacionais de Contabilidade
05/11/2010 02/12/2010
CPC 38
Instrumentos Financeiros:
Reconhecimento e Mensuração
(revogado a partir de 1º/01/2018)
02/10/2009 19/11/2009
CPC 39 Instrumentos Financeiros:
Apresentação
02/10/2009 19/11/2009
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=62
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=63
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=64
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http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=66
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http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=69
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=70
CPC 40 Instrumentos Financeiros: Evidenciação 01/06/2012 30/08/2012
CPC 41 Resultado por Ação 08/07/2010 06/08/2010
CPC 42
Contabilidade em Economia
Hiperin�acionária
07/12/2018 21/12/2018
CPC 43
Adoção Inicial dos Pronunciamentos
Técnicos CPCs 15 a 41
03/12/2010 16/12/2010
CPC 44 Demonstrações Combinadas 02/12/2011 02/05/2013
CPC 45
Divulgação de Participações em outras
Entidades
07/12/2012 13/12/2012
CPC 46 Mensuração do Valor Justo 07/12/2012 20/12/2012
CPC 47 Receita de Contrato com Cliente 04/11/2016 22/12/2016
CPC 48 Instrumentos Financeiros 04/11/2016 22/12/2016
CPC 49 Contabilização e Relatório Contábil de 06/04/2018 18/04/2018
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=71
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=72
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=73
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=74
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=76
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=75
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=78
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=105
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=106
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=111
Quadro 4.1 - Pronunciamentos Contábeis emitidos pelo CPC desde 2005.
Fonte: CPC (2019, on-line).
Em 13 de julho de 2007 a Comissão de Valores Mobiliários editou a normativa número 457 que
“dispõe sobre a elaboração e divulgação das demonstrações �nanceiras consolidadas, com base no
padrão contábil internacional emitido pelo International Accounting Standards Board - IASB” (CVM,
2007, on-line). Dentre os motivos elencados pela CVM para buscar a convergência das normas
brasileiras às normas internacionais, destaque para a necessidade de aumento da transparência e
con�abilidade das informações �nanceiras, bem como, propiciar as adequações necessárias para
que as empresas possuam demonstrações de padrão internacional, facilitando, assim, o acesso ao
crédito no mercado internacional.
Uma das preocupações elencadas pela CVM para editar tal resolução está no fato de que:
[...] os mercados e os reguladores de outros países e blocos internacionais, empenhados
nesse processo, estão buscando, cada vez mais, desenvolver mecanismos restringindo o
acesso daqueles países que ainda não adotaram ou se comprometeram com a adoção
das normas contábeis internacionais; e que é essencial encontrarmos alternativas para
acelerar esse processo de convergência, sem impor, no entanto, custos extraordinários
Planos de Benefícios de Aposentadoria
CPC PME
Contabilidade para Pequenas e Médias
Empresas com Glossário de Termos
04/12/2009 16/12/2009
http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos/Pronunciamento?Id=79
sem um retorno adequado, e estabelecendo um prazo razoável para as companhias
abertas se prepararem (CVM, 2007, on-line).
Considerando o contido no documento da CVM, pode-se observar que a não adoção das normas
internacionais poderia acarretar problemas de �nanciamento das companhias de capital aberto, já
que elas poderiam ter a entrada de capital estrangeiro restringida.
Em 28 de dezembro de 2007 foi instituída a lei federal 11.638 que alterou as leis anteriores que
ditavam como as sociedades de grande porte deveriam elaborar e divulgar suas demonstrações
�nanceiras. A partir dessa de então, todas as entidades de capital aberto deverão divulgar suas
demonstrações nos padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de
valores mobiliários.
saiba maisSaiba mais
A contabilidade possui diversas possibilidades para todos os
pro�ssionais que nela atuam, a auditoria é somente uma
das muitas funções a que o futuro pro�ssional de
contabilidade pode se dedicar e construir sua carreira. Uma
das entidades importantes na área da contabilidade é o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON),
esse instituto tem como função articular a formulação das
normas de auditoria independente.
Fonte: IBRACON (2019, on-line).
ACESSAR
http://www.ibracon.com.br/
praticarVamos Praticar
Segundo Dantas et al. (2010, p. 5) “no Brasil, apesar do avanço na implementação das IFRS, por meio dos
pronunciamentos do CPC, as discussões têm se concentrado sobre os benefícios associados ao processo de
convergência”.
Fonte: DANTAS, J. A. Normatização contábil baseada em princípios ou em regras? Benefícios, custos,
oportunidades e riscos. RCO– Revista de Contabilidade e Organizações, v. 4, n. 9, p. 3-29, maio-ago. 2010.
 
A partir do trecho citado, entre as alternativas a seguir, assinale a que consta como um dos objetivos
elencados pela Comissão de Valores Mobiliários para adoção das normas internacionais.
a) Aumento do número de informações contábeis divulgadas.
b) Propiciar adequação às necessidades do mercado interno brasileiro.
c) Atender uma necessidade da Receita Federal em relação à qualidade das informações.
d) Favorecer a entrada de investimentos internacionais nas companhias abertas.
e) Favorecer a emissão de demonstrações contábeis das companhias de capital fechado.
A estrutura das normas internacionais são pensadas por organismos que possuem grande
experiência em normatizar as regras contábeis em seus respectivos países, dentre as entidades e
organismos mais tradicionais, temos a  Securities and Exchange Commission (SEC), ligada ao governo
norte-americano, mas há também o International Accounting Standards Board - IASB, e o Financial
ÓrgãosÓrgãos
Regulamentadores daRegulamentadores da
Contabilidade no ExteriorContabilidade no Exterior
Accounting Standards Board - FASB. Cada uma dessas entidades internacionais será apresentada a
seguir nessa seção.
Securities and Exchange Commission (SEC)
A SEC, Comissão de Seguros e Câmbio ligada ao governo norte-americano, nasceu da necessidade
de se regular o mercado de ações. Antes do Grande Crash de 1929, ocorrido na Bolsa de Nova York,
havia pouco apoio à regulamentação por parte do governo dos Estados Unidos nos mercados de
valores mobiliários. Com a crise no �nal da década, muitos investidores acabaram perdendo seus
recursos, surgindo então a necessidade de se regular esse mercado.
Estima-se que durante a década de 1920 aproximadamente 20 milhões de grandes e pequenos
acionistas aproveitaram a prosperidade do pós-guerra (1ª Guerra Mundial) e começaram a investir
em ações na bolsa de valores, e de acordo com estimativas da época, dos US$ 50 bilhões investidos,
metade perdeu valor durante o período da crise, por isso, em 1934 o governo norte-americano criou
a SEC para que ela pudesse regulamentar o mercado de empresas de capital aberto no Estados
Unidos.  
A principal missão da SEC é proteger os investidores, mantendo os mercados de compra e venda de
ações os mais justos possíveis, facilitando a formação de capital e o correto funcionamento das
estruturas e entidades abertas. Em suma, a SEC busca garantir a con�ança do mercado, fazendo
com que mais pessoas invistam de forma segura e regulamentada.
Dentre as funções da SEC, destacam-se:
Interpretar e fazer cumprir as leis federais de valores mobiliários; Emitir novas regras e
alterar as regras existentes; supervisionar a inspeção de corretoras, consultores de
investimentos e agências de classi�cação; supervisionar organizações reguladoras
privadas nos campos de valores mobiliários, contabilidade e auditoria; e coordenar a
regulamentação de valores mobiliários dos EUA com autoridades federais, estaduais e
estrangeiras (SEC, 2019, on-line).
A SEC foi também a responsável por propor diversas leis nos Estados Unidos que acabaram
impactando a contabilidade mundial, algumas delas são reconhecidas mundialmente por seu
impacto na constituição das normas de contabilidade.
A Lei Sarbanes-Oxley, que foi sancionada em 30 de julho de 2002, pelo presidente George W. Bush,
foi umas das leis que contou com a ajuda da SEC em sua formulação, segundo o presidente Bush na
época da aprovação da lei, as reformas nela contida seriam as de maior alcance nas práticas
empresariais americanas desde a época de Franklin Delano Roosevelt. A Lei determinou uma série
de reformas para melhorar a responsabilidade corporativa, aprimorando as divulgações �nanceiras,
além de colaborar para o combate de fraudes corporativas e contábeis, e a criação do "Conselho de
Supervisão de Contabilidade de Companhias Abertas", também conhecido como PCAOB, que seria o
responsável por supervisionar as atividades da pro�ssão de auditoria nos Estados Unidos (SEC,
2019, on-line).
Financial Accounting Standards Board
(FASB)
O Financial Accounting Standards Board (FASB) foi criado em 1973, ele é uma organização
independente, sem �ns lucrativos, que tem como missão estabelecer normas contábeis e de
relatórios �nanceiros para empresas públicas e privadas e para organizações sem �ns lucrativos nos
Estados Unidos (FASB, 2019, on-line).
O FASB é reconhecido pela Securities and Exchange Commission (SEC) como o principal responsável
pelo estabelecimento de padrões contábeis para empresas de capital aberto, as normas editadas
pela entidade são legitimadas por diversas outras entidades norte-americanas.
O FASB desenvolve e emite normas de contabilidade �nanceira por meio de um processo
transparente, que tem como intenção garantir que as entidades emitam relatórios �nanceiros que
forneçam informações úteis para investidores e públicos que se utilizam das informações contábeis.
International Accounting Standards Board
(IASB)
O International Accounting Standards Committee (IASC) foi a primeira tentativa de um grupo de países
em normatizar a contabilidade internacionalmente. No ano de 1973, alguns poucos países possuíam
entidades especí�cas que regulamentavam prática contábil, destacavam-se em ordem cronológica
EUA, Reino Unido, Canadá, França, Japão, Austrália e Nova Zelândia (ZEFF, 2014, p. 301).
Dentre os objetivos traçados pelo IASC estava o de emitir normas “básicas”, denominadas
International Accounting Standards (IAS) que possibilitassem harmonizar as normas contábeis em
todo o mundo. Com o processo de globalização, aumento do trânsito de mercadorias, pessoas e
capital, essa necessidade se ampliou, o que fez com que mais países se juntassem à entidade.
Em abril de 2001, surgiu dentro da estrutura do IASC o International Accounting Standards Board
(IASB), que tinha como objetivo melhorar o processo de edição das normas internacionais de
contabilidade, além de buscar a convergência entre as normas emitidas nos países-membros. Todas
as normas emitidas pelo IASB têm nome de International Financial Reporting Standards (IFRS), na
tradução para o português como "Normas Internacionais de Relatório Financeiro". Segundo o CFC
(2019, on-line) o IASB tem como função:
É um órgão independente, emissor de normas contábeis,  supervisionado por uma junta
de �duciários diversi�cada geográ�ca e pro�ssionalmente, e presta contas ao Conselho de
Monitoramento (Monitoring Board) constituído por autoridades representativas do
mercado de valores mobiliários. Apoiado pelo Conselho Consultivo de IFRS (IFRS Advisory
Council) e pelo Comitê de Interpretações de Relatório Financeiro Internacional (IFRS
Interpretations Committee), ambos externos ao IASB que lhe oferecem orientações para
tratar as divergências quanto à interpretação das normas emitidas. Mantém um processo
de elaboração de normas sistemático, aberto, participativo e transparente, interagindo
com investidores, reguladores, empresários e com a pro�ssão contábil em geral, em cada
estágio do processo.
Outras Entidades Internacionais que
Normatizam a Contabilidade
Segundo o Conselho Federal de Contabilidade, além da SEC, do FASB e do IASB ainda in�uenciam o
processo de harmonização da contabilidade as seguintes entidades:
International Federation of Accountants (IFAC) - entidade de abrangência mundial que
dita normas sobre a pro�ssão do auditor. Essa entidade também auxilia na formulação de
normas para o processo de auditoria, bem como, sobre padrões éticos que devem ser
seguidos pelos pro�ssionais de auditoria em todo o mundo.
Comitê de Integração Latino Europa-América (CILEA) - entidade formada por países
europeus e da América Latina e que tem como função facilitar a convergência do exercício
contábil na Europa e na América.
International Standards of Accounting and Reporting (ISAR) - entidade que auxilia países
em desenvolvimento a instituírem normas que garantam transparência nos processos
contábeis. Esse processo ocorreatravés da construção de cooperação técnica entre
nações e entidades de contabilidade em todo o mundo.
Associação Interamericana de Contabilidade (AIC) - entidade que tem como missão
integrar e representar o pro�ssional contábil em todo o continente americano, é
reconhecida como a organização de contabilidade mais antiga do mundo.
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Diariamente o pro�ssional contábil necessita buscar
subsídios externos para que ela possa orientar os acionistas
em seu processo de tomada de decisão, portanto, conhecer
sobre índices econômicos e estatísticas sociais e econômicas
é uma função de todo pro�ssional. O Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) é uma das principais entidades
que fornecem índices econômicos no Brasil, portanto,
acessar seu site possibilita ao pro�ssional contábil
importantes informações para geração e produção de
projeções futuras sobre os negócios da entidade.
Fonte: IPEA (2019, on-line).
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http://www.ipea.gov.br/
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A comissão de títulos e câmbio dos Estados Unidos (SEC) foi criada após o crash da Bolsa de Valores de Nova
York ocorrida em 1929. Desde sua criação a SEC atua fortemente no mercado de capitais regulando
empresas e transações do mercado aberto. Dentre as funções da SEC (Comissão de Seguros e Câmbio,
entidade que regula o mercado aberto nos Estados Unidos), destaca-se:
a) Garantir a segurança para que investidores possam comprar ações de companhias de capital
fechado.
b) Incentivar os investidores americanos a comprar ações em bolsas de valores em todo o mundo.
c) Efetuar o plano de desestatização no Estados Unidos favorecendo investimentos privados em
companhias públicas do país.
d) Garantir segurança aos investidores norte-americanos no mercado de capital aberto.
e) Garantir que companhias norte-americanas invistam em países estrangeiros.
As normas internacionais de contabilidade demonstram como as teorias e doutrinas relativas às
ciências contábeis estão desenvolvidas, são elas que norteiam a atuação das entidades e que
acabam impactando na vida social das sociedades onde estão inseridas. Portanto, “as
Normas Internacionais deNormas Internacionais de
Contabilidade (IFRS –Contabilidade (IFRS –
International FinancialInternational Financial
Reporting StandardsReporting Standards))
regulamentações contábeis intervêm na sociedade por meio de órgãos regulamentadores, limitando
o arbítrio das entidades pelas escolhas das práticas e normas utilizadas na elaboração dos relatórios
�nanceiros” (PASINI, 2005, p. 103).
Até o momento já foram publicadas 17 IFRS, segue uma breve descrição das 10 primeiras IFRS já
publicadas e disponíveis em português para serem estudadas:  
IFRS 1 - A Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 1 – Adoção pela Primeira Vez
das Normas Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS). O objetivo desta IFRS é assegurar
que as primeiras demonstrações �nanceiras de acordo com as IFRS da entidade e seus
relatórios �nanceiros intermediários para parte do período coberto por essas
demonstrações �nanceiras contenham informações de alta qualidade que: (a) sejam
transparentes para os usuários e comparáveis em todos os períodos apresentados; (b)
forneçam um ponto de partida adequado para a contabilização de acordo com as Normas
Internacionais de Relatório Financeiro (IFRS); e (c) possam ser geradas a um custo que não
exceda os benefícios (IFRS, 2018a, p. 3).
IFRS 2 - Em fevereiro de 2004, o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade
(Conselho) emitiu a IFRS 2 – Pagamento Baseado em Ações. O objetivo desta IFRS é
especi�car como uma entidade deve contabilizar uma transação de pagamento baseada
em ações em suas demonstrações �nanceiras. Em particular, ela exige que uma entidade
re�ita em seu lucro ou prejuízo e posição �nanceira os efeitos de transações de
pagamento baseadas em ações, incluindo despesas relacionadas a transações em que
opções de compra de ações são concedidas a empregados (IFRS, 2018b, p. 5).
IFRS 3 - Em janeiro de 2008, o Conselho emitiu uma IFRS 3 revisada. O objetivo dessa IFRS
é aumentar a relevância, con�abilidade e comparabilidade das informações fornecidas nas
demonstrações �nanceiras pela entidade que reporta, sobre uma combinação de negócios
e seus efeitos. Para alcançá-lo, essa IFRS estabelece princípios e requisitos sobre como a
Figura 4.2 - IFRS
Fonte: Michaeljayfoto / 123RF.
adquirente deve: (a) reconhecer e mensurar, em suas demonstrações �nanceiras, os ativos
identi�cáveis adquiridos, os passivos assumidos e qualquer participação de não
controladores na adquirida; (b) reconhecer e mensurar o ágio adquirido na combinação de
negócios ou um ganho em uma compra vantajosa; e (c) determinar quais informações
divulgar para permitir aos usuários de demonstrações �nanceiras avaliarem a natureza e
os efeitos �nanceiros da combinação de negócios (IFRS, 2018c, p. 5).
IFRS 4 - A IFRS 4 especi�ca alguns aspectos do relatório �nanceiro para contratos de
seguro por qualquer entidade que emita tais contratos e ainda não tenha aplicado a IFRS
17. O IFRS 4 se aplica a todos os contratos de seguro (incluindo contratos de resseguro)
que uma entidade emitir e aos contratos de resseguro que detém, exceto para contratos
especí�cos cobertos por outras normas. Não se aplica a outros ativos e passivos de uma
seguradora, como ativos �nanceiros e passivos �nanceiros dentro do escopo da IFRS 9.
Além disso, não trata da contabilização por segurados (IFRS 4, 2018, on-line).
IFRS 5 - O objetivo da Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 5 – Ativos Não
Circulantes Mantidos para Venda e Operações Descontinuadas é especi�car a
contabilização de ativos mantidos para venda e a apresentação e divulgação de operações
descontinuadas. Em particular, a IFRS exige: (a) que os ativos que atendam aos critérios
para serem classi�cados como mantidos para venda sejam mensurados pelo menor valor
entre o valor contábil e o valor justo menos custos para vender, e que cesse a depreciação
sobre esses ativos; e (b) que os ativos que atendam aos critérios para serem classi�cados
como mantidos para venda sejam apresentados separadamente na demonstração da
posição �nanceira e os resultados das operações descontinuadas sejam apresentados
separadamente na demonstração do resultado abrangente (IFRS, 2018e, p. 4).
IFRS 6 - O objetivo da Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 6 – Exploração e
Avaliação de Recursos Minerais é especi�car o relatório �nanceiro para a exploração e
avaliação de recursos minerais. Em particular, a IFRS exige: (a) melhorias limitadas às
práticas contábeis existentes para os gastos de exploração e avaliação; (b) que as
entidades que reconhecem ativos de exploração e avaliação avaliem esses ativos quanto à
redução ao valor recuperável de acordo com esta IFRS e façam a mensuração de qualquer
redução ao valor recuperável conforme a IAS 36 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos;
(c) divulgações que identi�quem e expliquem os valores nas demonstrações �nanceiras da
entidade, que resultem da exploração e avaliação de recursos minerais e ajudem os
usuários dessas demonstrações a entender o valor, a época e a certeza de �uxos de caixa
futuros, provenientes de quaisquer ativos de exploração e avaliação reconhecidos (IFRS,
2018f, p. 6).
IFRS 7 - O objetivo da Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 7 (Instrumentos
Financeiros: Divulgações) é exigir que as entidades forneçam divulgações em suas
demonstrações �nanceiras que permitam aos usuários avaliar: (a) a signi�cância de
instrumentos �nanceiros para a posição e desempenho �nanceiro da entidade; e (b) a
natureza e extensão de riscos decorrentes de instrumentos �nanceiros, aos quais a
entidade está exposta durante o período e no �nal do período de relatório, e como a
entidade gerencia esses riscos (IFRS, 2018g, p. 5).
IFRS 8 - A Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 8 (Segmentos Operacionais)
será aplicada a: (a) demonstrações �nanceiras separadas ou individuais de uma entidade:
(i) cujos instrumentosde dívida ou de patrimônio sejam negociados em um mercado
público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado de balcão, incluindo
mercados locais e regionais), ou (ii) que registre, ou esteja em processo de registro de,
suas demonstrações �nanceiras junto a uma comissão de valores mobiliários ou outra
organização reguladora para a �nalidade de emitir qualquer classe de instrumentos em
um mercado público; e (b) demonstrações �nanceiras consolidadas de um grupo com uma
controladora: (i) cujos instrumentos de dívida ou de patrimônio sejam negociados em um
mercado público (uma bolsa de valores nacional ou estrangeira ou um mercado de balcão,
incluindo mercados locais e regionais), ou (ii) que registre, ou esteja em processo de
registro de, suas demonstrações �nanceiras consolidadas junto a uma comissão de
valores mobiliários ou outra organização reguladora para a �nalidade de emitir qualquer
classe de instrumentos em um mercado público (IFRS, 2018h, p. 4).
IFRS 9 - O objetivo da Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 9 (Instrumentos
Financeiros) é estabelecer princípios para o relatório �nanceiro de ativos �nanceiros e
passivos �nanceiros que apresentarão informações relevantes e úteis aos usuários de
demonstrações �nanceiras para a sua avaliação dos valores, época e incerteza dos �uxos
de caixa futuros da entidade (IFRS, 2018i, p. 5). 
IFRS 10 - O objetivo da Norma Internacional de Relatório Financeiro IFRS 10
(Demonstrações Financeiras Consolidadas) é estabelecer princípios para a apresentação e
elaboração de demonstrações �nanceiras consolidadas quando uma entidade controla
uma ou mais entidades (IFRS, 2018j, p. 4).
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Muitos dos pro�ssionais de contabilidade acabam por
trabalhar em grandes empresas que possuem capital
aberto, portanto, se faz necessário que acompanhem as
resoluções editadas pela Comissão de Valores Mobiliários
(CVM). Essa entidade tem como uma de suas principais
atividades �scalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o
mercado de valores mobiliários no Brasil.
Fonte: CVM (2019, on-line).
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http://www.cvm.gov.br/
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A internacionalização das normas contábeis é um processo que está em constante evolução, portanto, todos
os pro�ssionais da área contábil devem estar sempre atentos às novas normativas que a todo momento são
publicadas sobre os mais diferentes aspectos da contabilidade. Portanto, em relação às normas
internacionais da contabilidade, assinale a alternativa que representa um dos objetivos dessas normas.
a) Regular o mercado de commodities no mundo todo.
b) Regular as operações de comércio exterior.
c) Realizar a divisão das funções entre o contador e auditor dentro das entidades.
d) Harmonizar as normas contábeis em todos os países que adotarem essas normas.
e) Harmonizar especi�camente as normas contábeis de empresas públicas de capital fechado.
Considerando o conteúdo apresentado ao longo desta unidade, ainda resta abordar alguns
conceitos que precisam ser elaborados para facilitar o entendimento sobre a aplicação dos
pronunciamentos contábeis no dia a dia do pro�ssional contábil. Um dos assuntos que serão
abordados nesta seção é a respeito das demonstrações combinadas.
DemonstraçõesDemonstrações
ContábeisContábeis
Segundo o CPC 44 (CPC, 2013) as demonstrações combinadas representam um único conjunto de
demonstrações contábeis de entidades (ou grupo de entidades) que estão sob controle comum (de
um único acionista ou grupo econômico).
A geração de demonstrações combinadas tem como objetivo apresentar as informações contábeis
de várias entidades, sob controle comum, como se fossem uma única entidade, nesse caso, utilizam-
se os mesmos procedimentos do processo de elaboração de demonstrações consolidadas.
O CPC 44 (CPC, 2013, p. 2) traz ainda a diferença entre as demonstrações combinadas e as
demonstrações consolidadas:
A diferença básica é que demonstrações consolidadas são elaboradas para a
controladora e incluem as demonstrações de suas controladas e das entidades em que
assume a maioria dos riscos e benefícios, enquanto nas demonstrações combinadas não
há uma controladora, mas um grupo de entidades sob controle comum. A administração
deve exercer seu julgamento na determinação das entidades sob controle comum a serem
combinadas, bem como o propósito dessas demonstrações contábeis combinadas. Caso
existam outras entidades no grupo de empresas sob controle comum que não tenham
sido combinadas, a administração deve esclarecer as razões que determinaram a inclusão
das entidades que foram combinadas.  
Sempre se faz necessário identi�car a quem pertencem as entidades que estão sendo
representadas nas demonstrações combinadas. Alguns pontos necessitam constar nas notas
explicativas das demonstrações combinadas desse tipo de entidades, são eles:
As entidades devem também justi�car essas demonstrações não representam as demonstrações
contábeis individuais ou consolidadas da entidade, e que elas estão apenas sendo confeccionadas
para geração de informação especí�ca para terceiros.
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Segundo o CPC 44 (CPC, 2013, p. 2): “Demonstrações contábeis combinadas representam um único conjunto
de demonstrações contábeis de entidades que estão sob controle comum”.
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS (CPC). Pronunciamento Técnico CPC 44.
Demonstrações Combinadas. 2013. Disponível em:
<http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/437_CPC_44_�nal_06052013.pdf>. Acesso em: 29
jun. 2019.
A partir da citação apresentada, assinale a alternativa que representa uma justi�cativa para emissão desse
tipo de demonstração.
http://www.cpc.org.br/Arquivos/Documentos/437_CPC_44_final_06052013.pdf
a) Substituir a geração de diversas demonstrações de empresas do mesmo grupo econômico.
b) Substituir a geração de informações das �liais de grandes grupos econômicos.
c) Gerar informações para vendas de ativos.
d) Gerar demonstrações de entidades que estão sob controle comum.
e) Gerar informações sobre grupo de empresas do mesmo setor que possuem controle acionários
distintos.
indicações
Material
Complementar
LIVRO
Normas Brasileiras de Contabilidade - Atualizado até
Fevereiro de 2019
Editora: Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul
Autor: Ana Tércia L. Rodrigues
Comentário: A busca por informações con�áveis na área de
contabilidade é uma tarefa constante de todo pro�ssional de
contabilidade, portanto, essa obra possibilita uma grande oportunidade
para todos os pro�ssionais que atuam com contabilidade diariamente.
Nessa obra será possível ter acesso aos normativos que possibilitaram a
convergência aos padrões internacionais, e estão presentes também as
resoluções publicadas pelo CFC, as normas brasileiras aplicadas ao setor
público, e as normas pro�ssionais gerais. Como o livro é uma
distribuição gratuita.
A C E S S A R
FILME
Enron: Os Mais Espertos da Sala
Ano: 2005
Comentário: Na década de 1990, umas das ações mais negociadas nos
Estados Unidos eram da empresa de energia elétrica Enron. Milhares de
norte-americanos �zeram suas poupanças e guardaram recursos de sua
vida toda na forma de ações dessa companhia, porém, com o passar do
tempo veri�cou-se que muitas das informações contábeis divulgadas
pela empresa apresentavam divergências com a realidade. A quebra da
empresa levou inúmeras pessoas à falência. No �lme é retratado todo o
processo de “maquiagem” das demonstrações contábeis da empresa.
T R A I L E R
conclusão
Conclusão
Com o processo de globalização cada vez mais acentuado, �ca difícil para qualquer tipo de entidade
se desvincular das obrigações surgidas oriundas desse processo. Para a contabilidade essa
obrigação não é diferente, junto com o aumento do �uxo de mercadorias e, principalmente, do
capital, surge o processo de harmonização das normas contábeis.
Cada vez mais, o pro�ssional de contabilidade deve estar atento para que seu trabalho esteja
alinhado com as normas internacionais de contabilidade. Muitas das normas são aplicadasapenas
para entidades de capital aberto, porém, nota-se que os padrões internacionais acabam re�etindo
também nas empresas de capital fechado.
Em suma, espera-se que o pro�ssional contábil esteja atualizado e preparado para todos os desa�os
que a pro�ssão apresenta.
referências
Referências
Bibliográ�cas
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<https://www.bcb.gov.br/pre/normativos/circ/2001/pdf/circ_3068_v3_l.pdf>. Acesso em: 29 jun.
2019.
CFC. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução n. 1055, de 07 de outubro de 2005. Disponível
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https://www.sec.gov/about.shtml
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