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TRABALHO AVA 2 LIBRAS UVA

Trabalho sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) que discute representações sociais da surdez e o oralismo, defende o reconhecimento da Libras como língua materna, ressalta o papel da expressão corporal e facial na comunicação e cita o Decreto 5.626/2005.

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TRABALHO AVA 2 - LÍNGUA BRASILEIRA DOS SINAIS
PROFESSORA: 
 ALUNA: 
A LIBRAS E SUAS ESPECIFICIDADES SOCIAIS
Para a maioria dos ouvintes, a surdez representa uma perda da comunicação, um protótipo de auto exclusão, de solidão, de silêncio, de obscuridade e de isolamento. Em nome dessa representação, praticaram e praticam as mais inconcebíveis formas de controle de seus corpos, mentes e linguagem. Entre os controles mais significativos, pode-se mencionar: a violenta obsessão para fazê-los falar; o localizar na oralidade, que é o eixo essencial e único de todo projeto pedagógico; a tendência a preparar esses sujeitos como mão de obra barata; a experiência biônica em seus cérebros; a formação paramédica e pseudorreligiosa dos professores; a proibição de sua língua. [...]. (SKLIAR, 1997, p. 31). Agrega-se a esse contexto, que a Libras é uma língua de modalidade visual-espacial, o que leva muitos ouvintes a considerá-la como uma língua inferior.
Pensando na Libras como um instrumento de aproximação entre as culturas surdas e ouvintes. Leia o trecho e redija um texto que ressalve:
a) A importância do reconhecimento da Libras como língua materna das pessoas surdas.
b) A importância da expressão corporal e facial na Libras como facilitadoras em situações comunicativas.
Resposta:
Muitos pais não estabelecem a Língua de Sinais na comunicação com seus filhos, porque desconhecem a importância dela para o desenvolvimento psíquico-social e ainda como uma forma de aquisição dos conhecimentos das pessoas surdas. Há por parte deles a ilusão de que seus filhos possam ouvir ou tornarem-se semelhantes aos ouvintes.
 Para tanto, buscam atendimentos, tratamentos clínicos e educação oralista na tentativa de oferecer aos filhos surdos, a oportunidade de constituírem-se como sujeitos e cidadãos através da linguagem oral. Porém, a utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é uma forma de garantir a preservação da identidade das pessoas e comunidades surdas. Além disso, contribui para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte. A comunicação através da Libras, propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições públicas, como escolas, universidades, congressos, seminários, programas de televisão entre outros. Além disso, a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos, que passam a se compreender como uma comunidade que tem características comuns e que devem ser reconhecidas como tal, praticando assim, uma verdadeira inclusão social.
A voz do corpo (linguagem corporal) proporciona um suprimento eficaz, objetivo, assertivo e contribui para a clareza da mensagem, tornando-a real. O anseio positivo e o impacto facial e corporal são fundamentais em um contexto e poderão ser utilizados a todo momento em uma interpretação, porém, deverão ser adequados ao ambiente, ao momento e à mensagem.
Este tipo de linguagem aproxima o comunicador da Libras ao surdo, repassando qualquer sentimento e emoção positiva ou negativa. Ao recebermos um feedback positivo do surdo, conseguimos nos auto-analisar, com isso, ganhamos indiretamente um incentivo para continuarmos nos comunicando com as mãos e com o corpo.
Na LIBRAS, a linguagem corporal e expressão facial é o que dá entonação a sinalização do surdo e contribui efetivamente para a significação dos sinais no ato da comunicação. Sendo assim, podemos afirmar que a linguagem corporal e a expressão facial na LIBRAS é um componente importantíssimo, porque não são apresentados deliberadamente ao espectador como algo solto a ser assimilado, mas como fator determinante na comunicação entre os sujeitos envolvidos. Deste modo, precisamos ter cautela com essas expressões ao comunicarmos com o surdo, para que não ocorra nenhum engano quanto ao que queremos transmitir. Não há uma regra a ser seguida ou copiada para se expressar diante de uma determinada situação, pois cada pessoa reage diferente, tem seu próprio gesto corporal. Deste modo, quando estivermos nos comunicando com uma pessoa surda, seja um adulto ou criança, através da língua de sinais, a LIBRAS, é preciso olhar para os olhos, para a face, do surdo, a fim de acompanhar sua expressão facial no momento em que estiver transmitindo seu recado, pois somente as mãos sinalizando não transmitirão toda informação. Assim, podemos dizer que a linguagem corporal e a expressão facial são formas eficazes de diálogo e essenciais para que haja comunicação, porém precisam ser usadas adequadamente, para que as informações cheguem sempre com coerência ao receptor da mensagem.
A oficialização da língua brasileira de sinais e a regulamentação, pelo Decreto 5.626, de 2005, deu direito dos alunos surdos de terem uma educação bilíngue. A primeira língua é de sinais e a segunda a língua portuguesa, mas a soma de resultados das duas é o que vai determinar a verdadeira inclusão do surdo.
Fonte:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Declaração de Salamanca: Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas especiais, 2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf.
MOLCHO, Samy. A linguagem corporal da criança: entenda o que ela quer dizer com os gestos, as atitudes e os sinais. Tradução Claudia Abeling. \u2013 São Paulo: editora Gente, 2007.

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