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EXAME ANDROLÓGICO 
 
•Finalidade: 
➢ avaliar aptidão reprodutiva de um macho 
➢ avaliar fertilidade de um reprodutor – um 
animal para ser usado na reprodução deve ter 
um sêmen bom e com boa fertilidade – se 
tiver alguma patologia – naquele momento 
ele não vai servir para ser um reprodutor. O 
exame andrológico deve ser feito sempre 
antes de começar um trabalho de reprodução 
e todo ano/ antes de iniciar a estação de 
monta. 
 
•Baseado – este exame vai ser baseado em vários 
aspectos, vai ser feito um exame clinico deste animal. 
 
➢ saúde geral, saúde hereditária – ver se possui 
patologias congênitas. 
➢ saúde genital e potencial de fertilidade – 
comportamento sexual, libido frente a fêmea 
e coleta de sêmen para completar o exame. 
 
Indicações: 
 
•seleção e comercialização de reprodutores 
•avaliação do potencial reprodutivo na pré-estação de 
monta 
•diagnóstico de sub ou infertilidade 
•avaliação para preservação sêmen in vitro 
 
Introdução: 
 
•O exame andrológico reflete as atuais condições 
reprodutivas do macho; 
•Observação das condições semiológicas, sanidade 
(vacina, vermífugo), alterações genéticas, saúde geral, 
deficiências na cópula (alterações locomotoras ou do 
sistema genital) e problemas espermáticos. 
•Laudo nunca é definitivo, validade de 60 dias – que é 
o tempo de uma espermatogênese. 
 
Etapas do Exame: 
 
1.Identificação do animal 
2.Histórico e anamnese 
3.Exame clínico geral 
4.Exame clínico específico 
5.Comportamento sexual 
6.Espermograma – vamos avaliar: 
•características físicas – motilidade e vigor (só diz que 
os espermatozóides estão vivos e mexendo – não diz 
tudo sobre eles) 
•características morfológicas – integridade de 
membrana plasmática – capacidade de fertilização 
 
1. Identificação do animal: 
•Proprietário 
•Nome 
•Raça 
•Idade 
•Número de registro 
•Procedência do animal 
 
2. Histórico e anamnese: 
•saúde do indivíduo e do rebanho 
•sistema de monta ou como doador de sêmen 
•número de fêmeas cobertas / reprodutor 
•fertilidade a campo 
•condições ambientais – animal fica solto, fechado 
•alimentação 
•ascendência e descendência – filhos, pais 
•número de fêmeas gestantes / reprodutor 
•procedência do animal 
 
3. Exame clínico geral: 
•FC e FR, TºC 
•Exame do sistema digestório 
•Exame do sistema locomotor - aprumos e lesões de 
membros prejudicam a cópula 
•Condições corporais – o animal não pode estar muito 
obeso e nem magro, fatores primordiais tanto para 
copula quanto para o sêmen 
•Defeitos congênitos 
 
4. Exame clínico específico: 
•Cordão espermático – ver espessura 
•Escroto : forma (caprinos é bipartido) – observar se 
há: 
➢ lesões ou cicatrizes 
➢ ectoparasitos 
•Testículos: simetria, forma, mobilidade dentro da 
bolsa, consistência e posição 
•Biometria testicular: fita ou paquímetro – medida 
dos testículos. A medição é feita em cada animal: 
eqüinos:largura e comprimento 
touros:circunferência - a diferença da medida : 
europeu + 30 meses: >35cm – mais baixo e mais largo 
zebuínos + 30 meses: >30cm – mais comprido e mais 
fino 
 
•Epidídimos: palpar e passar o us 
➢ cabeça 
➢ corpo 
➢ cauda 
Avaliando a simetria, delineamento, consistência 
 
•Prepúcio: tamanho, forma, se há secreções, 
integridade do óstio 
•Pênis: avalia em repouso e em excitação – para ver 
se não há lesão 
•Glândulas anexas: volume e sensibilidade, 
secreções – palpação ou ultrassom transretal 
Avaliação ultrassonográfica – avalia: 
 
•Funículos espermáticos: (Varicocele) – dilatação de 
alguns vasos do funículo que pode prejudicar a 
termorregulação. 
•Testículos: (Tumores, hidrocele, hematomas) 
•Epidídimos – se não tem obstrução, inflamação 
•Glândulas anexas: 
➢ Transretal (Grandes animais) 
➢ Transabdominal (Pequenos animais) 
 
Funículos espermáticos - varicocele 
 
 
 
TESTÍCULOS - tumor 
 
 
 
EPIDÍDIMOS – ver se tem obstrução, deformação - 
epididimite 
 
 
 
URETRA – fistula na uretra 
 
 
GLÂNDULAS ANEXAS – inflamada e com liquido – 
presença de pontos ecogênicos – sugestiva de 
vesiculite 
 
 
 
5. Comportamento sexual: dar nota neste 
comportamento – tempo que vai demorar. 
•Cortejo 
•Ereção 
•Protrusão do pênis 
•Procura 
•Introdução 
•Ejaculação 
•Período refratário 
 
•colocar 2 ou mais vacas em estro com cada touro 
•anotar todas as manifestações do macho num 
período de 10min 
•escores de 0 a 10 
 
•Freqüência ótima de serviço (ótimo comportamento 
sexual) depende: 
-condições físicas do reprodutor: nem debilitado, nem 
obeso 
-qualidade seminal e reserva de sptz depende da 
produção e eliminação diária de sptz. Machos com 
boa qualidade de sêmen podem e devem ser usados 
maciçamente – se o animal estiver parado, coletar 
duas a três vezes antes de examinar o sêmen para não 
obter falso resultado – vai ter mais sptz morto 
-manejo reprodutivo – soltar, tomar sol, fazer 
exercício, alimentação balanceada 
-comprimento da estação de monta: ↓libido, mas não 
n°sptz 
-comportamento individual – cada um tem sua 
característica individual 
-espaço disponível – ter um espaço adequado 
-estímulos sexuais presentes – ter uma fêmea em cio 
próximo do animal 
 
6. Espermograma: analises em laboratório 
•Avaliação do reprodutor 
•Colheita do sêmen 
•Análise do sêmen 
 
- Ordem de avaliação do sêmen: 
1.Características físicas 
2.Características morfológicas 
 
Avaliação do Reprodutor 
 
•Qualificação Zootécnica – avaliar primeiramente se 
este animal tem genética para ser um reprodutor. 
•Sanidade geral 
•Sanidade reprodutiva 
•Sanidade genética 
 
Métodos de colheita de sêmen – cada espécie se 
coleta com um método diferente 
 
a) massagem das ampolas dos ductos deferentes e 
glândulas vesiculares: sêmen não sai com boa 
qualidade – essa técnica é utilizada somente em 
touros/ bovinos, mas também não é uma melhor 
técnica. A melhor seria com a vagina artificial – vai se 
excitar mais e ejacular mais. Mas tem alguns animais 
mais bravos não permitem essa opção, então depende 
do temperamento do animal. 
 
b) coleta manual: Usado em suíno e cão, pode ser 
feito com presença de fêmea ou manequim, cuidado 
com choque térmico (tubo com água morna a 37 
graus, proteger da luz solar). 
 
c) eletroejaculação: ruminantes mais bravos que não 
da pra coletar com a vagina artificial e silvestres 
-indução artificial do reflexo de ereção e ejaculação 
-centros controlares da ereção e ejaculação – região 
sacral da medula 
-sêmen geralmente é mais diluído – pois o animal não 
ta se excitando 
-não necessita de condicionamento 
 
d) vagina artificial: ruminantes mansos e eqüinos – 
melhor método de colheita, mais se assemelha com a 
monta 
-sêmen de melhor qualidade 
-presença de fêmea ou manequim 
-pouca variação das condições naturais 
-permite controle de choques térmicos 
-permite controle de contaminação – lavar o pênis do 
animal para obter um sêmen mais limpo 
 
Manequins: 
•Bovino: bem almofadada 
•Suíno: piso anti-derrapante 
•Eqüinos: égua bem contida e com bandagem na 
cauda 
•Ovinos: manequim com vagina artificial acoplada. 
 
 
 
VAGINA ARTIFICIAL 
 
 
 
- Geralmente é um tubo proporcional ao diâmetro do 
pênis, com mucosa de borracha e valvula que 
enchemos de água quente para deixar aquecida, na 
outra ponta vai um copo coletor onde o sêmen irá 
cair. 
 
MONTAGEM DA VAGINA ARTIFICIAL 
 
PREPARAÇÃO DO LABORATÓRIO – antes de colher o 
sêmen para que não haja choque térmico. Tudo que 
vamos utilizar para manipular este sêmen deve estar 
aquecido. Se causar choque térmico provoca diversas 
patologias de cauda. O diluente devemos deixar no 
banho maria a 37 graus antes de utilizar. 
 
LAVAGEM DO PÊNIS – essencial em qualquer espécie, 
para limpar as sujidades que é rica em espécies 
reativas ao oxigênio, que alem de contaminar o útero 
da fêmea, atrapalha a refrigeração e congelamento do 
sêmen. 
 
COLHEITA DO SÊMEN – fêmea próxima no cio para 
excitar o macho. Para coleta de sêmen de melhor 
qualidade. 
 
MANIPULAÇÃO NO LABORATÓRIO– depois da coleta 
do sêmen, filtrar o sêmen no béquer, medir volume na 
proveta – anotar, olhar aspecto, tirar amostras para 
fazer concentração e patologia. 
 
DILUIÇÃO DO SÊMEN – senão o plasma seminal 
começa matar os sptz. Pegar o diluente especifico 
para a espécie, ele é feito para proteger o sêmen 
durante uma hora para dar tempo de avaliar. Após dar 
um destino para o sêmen – refrigerar, congelar etc. 
Diluente sempre na proporção de 1:1. Cuidado com o 
choque térmico na diluição. Cuidado também com o 
choque osmótico que também causa patologias de 
cauda, pois o sêmen tem uma osmolaridade diferente 
do diluente, por este motivo deve adicioná-lo ao 
sêmen aos poucos e homogeinizando – para haver o 
equilíbrio da osmolaridade. Depois de misturar com o 
diluente não tem perigo de choque térmico. 
 
ANÁLISE FÍSICA 
 
•Aspecto – cor, cheiro, presença de sangue, urina 
•Volume – medir na proveta e anotar 
•Motilidade – montar uma lamina para ver motilidade 
e vigor do sêmen com diluente na obj 10x aumento de 
100x 
•Concentração – quantos sptz por ml 
•Vigor 
 
ASPECTO E VOLUME 
 
Características físicas: 
a) Volume: 
varia inter e intra-espécie – e mesmo dentro da 
mesma espécie tem animais que podem ejacular mais 
ou menos , ou até mesmo o animal dependendo da 
sua excitação. 
 
Aumento de volume: 
➢ fêmea em estro – para excitar o animal 
➢ eletroejaculação – como método de coleta, 
estimula produzir mais liquido seminal 
➢ contaminação c/ água ou urina – são 
espermicidas 
 
Diminuição de volume: 
➢ animais jovens 
➢ uso excessivo – coletas todos os dias, mais de 
uma vez ao dia o animal pode entrar em 
exaustão 
➢ vesiculite - inflamação 
 
Media de volume das espécies: Touro (5 a 7 ml); 
Garanhão ( 30 a 100 ml); Varrão (200 a 300ml) , 
carneiro e bode (0,5 a 1,5ml), cão 2 a 8 ml) 
 
b) Turbilhonamento: característica que só é vista em 
ruminantes pelo volume do sêmen – como não vem 
quase liquido seminal, o sêmen é grosso com muito 
sptz. 
➢ formação de ondas em uma gota de sêmen – 
pois há muito sptz aglomerado com 
motilidade e vigor. 
➢ relaciona-se c/ concentração, motilidade e 
vigor. Portanto, quanto melhor estiver o 
sêmen – mais motilidade, vigor e 
concentração, maior a formação das ondas. 
➢ escala de 0 –5 (ideal > 3) 
➢ análise em M.O. em 100x 
➢ não é desclassificatório – não indica que tudo 
esta bom 
➢ utilizados somente em ruminantes 
 
c) Motilidade (total e progressiva): 
➢ % de sptz móveis – vivos – sptz moveis 
➢ uma gota de sêmen em aumento de 100 a 
400x – ver porcentagem vivo e os parados. 
Avaliar sptz em motilidade total ou 
progressiva – ideal que esteja com um sentido 
de movimento - progressivo, e não 
movimentos circulares (sinal de choque 
osmótico ou térmico) 
➢ para doação de sêmen: >70% motilidade 
➢ para sêmen congelado: >50% motilidade 
 
d) Vigor: 
➢ vitalidade do movimento do sptz – 
relacionado com a produção de energia pelas 
mitocôndrias que ficam na peça intermediária. 
➢ escala de 0 –5 (ideal >3) 
 
e) Concentração espermática: 10/02/2020 
➢ varia com fatores intrínsecos e extrínsecos 
➢ (ex.: método de coleta) 
➢ espectofotômetro, contador eletrônico 
(Sperm Counter) ou câmara de Neubauer 
➢ [ ] normal média de sptz/ml 
➢ Bovinos (1 bilhão); Suínos (100 milhões) 
➢ Eqüinos (120 milhões); Cão (300 milhões) 
➢ Carneiro e bode (3 bilhões) 
 
- A concentração espermática em qualquer espécie 
vamos calcular com a câmera de neubauer ou 
contador automático. O resultado é em milhões de 
espermatozóides por ml. 
 
- Portanto, primeiramente vamos ver o volume do 
ejaculado, motilidade vemos pelo olho – vamos fazer 
a contagem na câmera de neubauer. 
 
- A câmera de neubauer é uma câmera com duas 
câmeras que contem 25 quadrados. Quando 
chegamos no laboratório com um sêmen fresco, pega-
se uma gota, pré dilui no ependorff com água 
destilada para matar os espermatozóides para que 
seja possível ser feita a contagem (1:100; 1:200; 1:20). 
Em cima desta pré diluição aguardar alguns minutos 
para matar os espermatozóides. Com a amostra 
preencher as duas câmeras de neubauer. Estes 
espermatozóides vão decantar no fundo da câmera. 
- Vamos contar 5 quadrados da câmera – e a 
somatória destes 5 quadrados vão nos dar um numero 
e este valor jogamos na formula e chegamos na 
concentração ( numero em milhões – de sptz em ml). 
 
- A motilidade é a quantidade de espermatozóides que 
estamos vendo vivos – moveis – se formos contar – é 
aquele sptz que colocamos no diluente para mante-los 
vivos por mais tempo. Vamos avaliar na lamina a 
porcentagem de vivos e a porcentagem de mortos 
(objetiva de 10 a 40x). Para o semen estar com 
características consideradas boas devem estar com 
motilidade acima de 70%. E com menos de 30% de 
mortos. Se for um sêmen congelado 
consequentemente ele vai cair de qualidade – neste 
caso para ser considerado apto para ser utilizado é 
acima de 50% de motilidade. 
- É mais fácil contar a porcentagem de sptz que estão 
parados do que os que estão se movimentando. 
- A motilidade é dividida em dois tipos – dentro da 
motilidade total que anotamos é importante saber o 
que é motilidade total e progressiva. A total é tudo 
que esta mexendo que nós vamos anotar, mas a 
progressiva é os sptz que estão se movimentando e 
eles tem uma direção. Alguns espermatozóides que 
sofreram choque osmótico ou de temperatura, ou 
possui alguma patologia de cauda começam a ter 
movimentos circulares. Portanto, o ideal é que tenha 
um espermatozoide com um grande potencial de 
motilidade progressiva – chance maior de fertilizar. 
 
- Depois vamos avaliar o vigor: que é a vitalidade, a 
potencia do movimento dos sptz – portanto quanto 
mais rápido – movimento mais forte com mais 
vitalidade maior o vigor. O vigor será avaliado de 0 -5 
sendo que ele tem que ter de 3 para cima 
normalmente. 
 
- O vigor mostra como ta a produção de energia – 
como estão as mitocôndrias – sabendo que a peça dos 
sptz são totalmente formadas com mitocôndrias – 
então quanto tiver melhor a ação dessas mitocôndrias 
(função mitocondrial dos espermatozóides) – quanto 
melhor esta função mitocondrial , melhor é o vigor 
dos sptz. 
Os sptz quanto mais rápido / mais potente o 
movimento – mais energia ele tem. Ele vai ter uma 
viabilidade mais longa, o sptz vai durar mais tempo. 
 
 
 
 
 
 
CONCENTRAÇÃO ESPERMÁTICA 
 
 
 
 
 
FORMULA: 
 
 
 
CONCENTRAÇÃO ESPERMÁTICA – esta contagem da 
concentração é feita na câmera de neubauer que é 
um aparelho mais barato e é mais confiável porque 
contamos no olho. 
 
A concentração vai variar por métodos intrínsecos e 
extinsecos, depende o método da coleta – se usar a 
vagina artificial vai ter um sêmen com mais 
espermatozóides e menos liquido seminal – método 
estimula mais naturalmente. Se coletar com o 
eletroejaculador o animal vai ter mais liquido seminal 
e concentração mais baixa de espermatozóides. 
 
Temos hoje no mercado alguns contadores 
automáticos, mas dependendo do contador ele 
descalibra fácil. E tem outros melhores porém o preço 
é inviável. 
- Os espectrofotômetros hoje em dia quase não 
vemos sendo utilizado. Ele é o primeiro contador 
automático, porém, é muito desregulado. 
 
CAMERA DE NEUBAUER – é uma câmera de vidro que 
tem duas câmeras no centro dela, e cada câmera tem 
25 quadradinhos. Colocamos uma lamínula em cima 
das duas câmeras e preenchemos ela com uma paleta 
ou uma pipeta com uma solução onde colocamos uma 
gota de espermatozoide para matar estes sendo 
possível a sua contagem. 
Quando preenchemos a câmera os espermatozóides 
vão assentar, e o próximo passo é fazer a sua 
contagem. 
Como é feita a contagem? Cada câmera tem 25 
quadrados, destes devemos contar 5 quadrados. 
Depois de contado uma câmera, devemos repetir isto 
com a outra câmera. 
E vamos tirar uma média da contagem dos 5 
quadradinhos, somar as duas médias e dividir por 2. A 
diferença de uma câmera para outra não pode 
exceder 10% - se der, temos que contar novamente. 
Existem duas formas decontar os 5 quadrados nesta 
câmera para termos um resultado confiável no final – 
podemos contar ela em diagonal ou uma em cada 
ponta e uma no meio. 
 
 
 
CALCULO: 
Nas espécies que tem o sêmen mais diluído – cão, 
eqüino e suíno – podemos diluir menos para contar. 
Vamos utilizar neste caso a diluição de 1:20 (ou seja, 
colocar 19 gotas de água para 1 gota de sêmen no 
tubo eppendorf) – é a única diluição que não precisa 
fazer conta, o resultado sai na hora, a soma dos 
quadrados da câmera é a concentração. Vejamos o 
exemplo: 
 
EX: 1:20 = 100 espermatozoídes = [] 100 milhões de 
sptz por ml (100x 106 ml). 
 
Para os ruminantes não consegue diluição 1:20 
porque o sêmen é muito concentrado e não 
conseguimos contar. 
 
Bovino – diluição 1:100 (90 de água para 10 de 
sêmen). Foi feita uma diluição de 5x mais , portanto, 
vai pegar o resultado contado na câmera e multiplicar 
por 5. 
Ex: 200x5 = 1 milhão de sptz (toda vez que diluir 1:100 
multiplicar por 5). 
 
Pequenos ruminantes (caprinos ou ovinos) – diluição 
1:200 ( 190 de água para 10 de sêmen). Foi feita uma 
diluição de 10x mais, portanto, pegar o resultado que 
der na câmera e multiplicar por 10. 
Ex: 300 x10 = 3000x106 sptz/ml. 
 
Outras recomendações: 
- Focar a câmera primeiramente na obj de 10x – só 
que para contar fica muito longe. Então mudamos 
para a obj de 40x . Cada quadrado dos que temos que 
contar 5 – dos 25 que tem na câmera – ele tem 3 
linhas em cada borda, que é o limite dele. Cada 1 
quadradinho é subdividido com 16 quadradinhos. 
- Na contagem de sptz só se conta a cabeça (não 
importa para que lado esta a cauda). 
- Os sptz que estão com a cabeça nas 3 linhas das 
extremidades não podemos contar os 4 lados, 
somente devemos contar as cabeças presentes nas 
linhas de 2 laterais (lado esquerdo e inferior ou lado 
direito e superior). 
 
- Contar o valor das duas câmeras – somar e dividir 
por dois, e sempre fazer arredondamento para 
menos. Quando pensamos em sêmen, quanto mais 
sobrando melhor. Nunca superestimar. 
 
 
ANÁLISE COMPUTADORIZADA (SISTEMA CASA) – 
algumas faculdades estaduais e federais. 
 
Em suma... vamos calcular quantos espermatozóides 
tem por ejaculado, quantos moveis (vivos), calcular 
dose inseminante se for sêmen fresco, se for 
refrigerar ver quantas doses é possível enviar, se for 
congelar o sêmen fazer a dose para ver quantas 
paletas é possível congelar. 
 
 
CARACTERISTICAS MORFOLOGICAS 
 
 
 
- Depois de fazer todos os cálculos vamos fazer a 
análise morfológica dos espermatozóides. Isto deve 
ser feito com calma e tempo. 
 
ANÁLISE MORFOLÓGICA: tem vários tipos de lâminas 
que podemos fazer. 
 
Técnicas de Preparação úmida – mais detalhes, 
principalmente na cabeça. 
•Contraste de Fase – luz especial – eppendorf com 
solução salina. 
 
 
 
 
 
DIC (Microscopia de Contraste de Interferência 
Diferencial) 
 
Esfregaço Corado: mais utilizado – obj 100x com óleo 
de imersão 
•Eosina-Nigrosina 
•Tripan Blue / Giemsa 
•Willian’s, Panótico, Karras modificado, Ceroviski 
 
 
 
MORFOLOGIA ESPERMÁTICA 
 
 
 
- Para avaliar a morfologia espermática devemos 
saber os defeitos. Então a patologia pode ter 3 
origens: 
 
Patologias de origem primária: de origem testicular 
na espermatogênese. 
 
Patologias de origem secundária: não é na origem, é 
depois que saiu dos testículos. Animais com 
epididimite, vesiculite, ou seja, patologias que são no 
transito espermático até ocorrer a ejaculação. 
Podendo ser no epidídimo, na ampola, ducto 
deferente, na uretra, nas glândulas acessórias. 
 
Patologias de origem terciária: a pessoa que faz o 
exame que causou (choque térmico/ choque 
osmótico/ deixou cair água, luz solar). 
 
 
- Independente da onde estas patologias foram 
geradas, elas são classificadas em 2 tipos (que 
significam impacto na fertilidade): 
 
Defeitos maiores: defeitos que vão impedir o 
espermatozoide de fertilizar – impossibilita de chegar 
no oviduto e fertilizar/ pode até chegar no oviduto 
mas não vai fertilizar o ovulo. 
 
Defeitos menores: são menos graves que não 
interferem na fertilidade. Como uma cauda enrolada, 
dobrada. 
 
Defeitos maiores: 
 
•relacionados com patologias do testículo e 
epidídimo 
•interferem com a fertilidade 
 
-defeitos do acrossoma (descolamento, Knobbed,etc) 
-GCP (gota citoplasmática proximal 
-subdesenvolvido e cabeça pequena anormal 
-piriforme e estreito na base 
-contorno irregular 
-formas teratológicas 
-pounch formation (formação de vesículas) 
-defeitos de peça intermediária 
-cauda fortemente dobrada 
-cauda enrolada na cabeça 
 
 
 
Defeitos menores: 
 
•não comprometem tanto a fertilidade 
 
-GCD (gota citoplasmática distal) 
-cabeça delgada e pequena normal 
-cabeça isolada normal 
-peça intermediária 
-peça intermediária retroaxial, abaxial e oblíqua 
-cauda dobrada ou enrolada 
-cabeças gigantes, curtas e largas 
 
 
DEFEITOS ESPERMÁTICOS 
 
 
- Contar de 100-200 sptz , se ele tiver mais de uma, 
podemos anotar somente uma, sendo ela a mais 
grave. Tem que contar os sptz que conseguimos 
enxergar ele por inteiro, e ele deve estar inteiro. 
- Depois que fizer todas as analises das patologias 
vamos somar os defeitos. 
 
Limites de sptz patológicos por espécie 
 
 
 
 
 
 
DISTÚRBIOS REPRODUTIVOS X PARÂMETROS 
ESPERMÁTICOS 
 
 
 
 
ANÁLISES DA INTEGRIDADE ESPERMÁTICA 
 
➢ Teste Hiposmótico (HOS) ou Osmótico (H0) 
➢ Colorações supra vital (Corantes supra vitais) 
➢ Eosina Negrosina 
➢ Tripan Blue 
➢ Sondas fluorescentes 
➢ (Diversos tipos de análises da funções e 
integridade SPTZ)