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PATOLOGIA ESPERMÁTICA - 10/02/20 ESPERMATOGÊNESE Toda essa parte de desenvolvimento celular até se tornar espermatozóide completo, tudo isto é que vai dar origem a cabeça do espermatozóide. Por isto quando o problema é na cabeça, a fonte do problema esta na espermatogênese. E o único problema que vai alterações no testículo é a degeneração testicular. Altos índices de patologia de cabeça e gota proximal nos mostram que o problema é na espermatogênese nos testículos. EPITÉLIO SEMINÍFERO ➢ Região adluminal ➢ Região basal ➢ Tecido intersticial - A luz do túbulo seminífero é quando o espermatozóide cai quando acaba a espermatogênese. E eles vão ser carreados até o epidídimo. Lembrar que eles não tem movimento dentro dos túbulos seminíferos, são carreados pelo movimento dos cílios. - A célula redonda vai se transformando e os centríolos e as mitocôndrias que estão no citoplasma celular se organizam para formar a peça intermediária e depois formar a cauda. Então quando os sptz caem na luz dos túbulos seminíferos eles já possuem cabeça, peça intermediaria e cauda, além do resquício da goto citoplasmática proximal. MORFOLOGIA ESPERMÁTICA – temos que analisar cabeça, peça intermediária e cauda. - Patologias maiores: patologias de cabeça - Normal: apenas anotamos - Knobbed acrosome: parece um nódulo mais ecogênico na superfície acrossomal do espermatozóide, ele pode ser mais externo ou mais interno. - Rugoso: espermazoide com acrossoma rugoso, todo irregular. - Vesiculoso: percebemos varias vesículas principalmente na parte superior do acrossoma. - Ausente: o acrossoma é ausente. - Gota citoplasmática ou protoplasmática proximal: significa que a gota não se soltou, demonstrando problema de origem testicular, defeito maior. - Subdesenvolvido: espermatozóide atrofiado, defeito maior. - Cauda enrolada na cabeça: não consegue se movimentar, defeito maior. - Cabeça isolada: vai ter dois tipos. Pode ter ocorrido no momento da confecção da lâmina, no momento da colheita do ejaculado. Se esta cabeça tiver patologia é chamada de cabeça isolada patológica – defeito maior. Se ela não tiver patologia e somente estiver isolada é defeito menor. - Estreito na base: base da cabeça do espermatozóide faz um “bico” na peça intermediária. Defeito maior. - Piriforme: assemelha a uma pêra, lâmpada, defeito maior. - Pequeno: é o espermatozóide um pouco menor que o normal, o tamanho não é problema se for normal, é um defeito menor. É um problema se ele for pequeno anormal – com patologia de cabeça, defeito maior. - Crista nuclear: tem um septo no meio da cabeça do espermatozóide. - Contorno anormal: cabeça com formas irregulares, membrana rompida, defeito maior. - Pouch formation: crateras/ buracos/ depressões, normalmente se vê uma em posições diferentes, pode ser uma só ou várias, só consegue identificar com contraste de fase, com corante ele acaba tampando a cratera. - Formas teratológicas: má formação, espermatozóides com duas caudas e duas peças intermediárias, duas caudas, defeito maior. - Imagem mostra como é a peça intermediaria, seus centríolos e onde se posicionam as mitocôndrias. Responsável pela produção de energia – esta relacionado com a motilidade e o vigor do movimento. - Formas teratológicas: presença de duas cabeças. - Fibrilação: patologia de peça intermediaria (importante para produção de energia e viabilidade do espermatozóide), a peça intermediaria tem vários centríolos e mitocôndrias e por fora tem como uma capa fechando ela, e a fibrilação é quando tem uma ruptura da membrana plasmática – assim enxergamos os centríolos e mitocôndrias que estão no seu interior. Vamos enxergar a peça intermediária um pouco mais larga e irregular. - Fratura: de peça intermediária, ou perdeu ou dobrou. - Dag defect: chamado assim principalmente na andrologia bovina, que é a cauda fortemente enrolada. Porque sabemos que o estudo chegou antes na espécie bovina que nas demais espécies e na época quando fizeram as primeiras publicações, trabalhos, tinha uma linhagem de um touro que dava muito esta patologia, e o nome do touro era dag. Defeito maior. - Stamp defect: não confundir com cabeça com gota, é um defeito maior, é uma cabeça com um coto da peça intermediaria ( ela começou a se desenvolver e não terminou), defeito maior. - Edema: peça intermediária mais engrossada, muito comum confundir com fibrilação, defeito maior. - Pseudogota: é uma patologia da peça intermediaria, como se fosse um nódulo de um lado da peça, pode confundir com gota mas essa é redonda e pega a peça inteira. Defeito maior. - Desnuda: perda de um pedaço da membrana plasmática da peça intermediaria, defeito maior. - Fortemente dobrada: patologia de cauda, defeito maior. - Fortemente enrolada: parecido com dag defect, defeito maior. - Dobrada com gota: também é um defeito maior. - Delgado: o espermatozóide tem a cabeça fina por inteiro, defeito maior. Cuidado quando fazer a lamina, se fazer uma gota muito grande, os espermatozóides deitam quando colocamos a lamínula e ficam com esta aparência. - Gigante: defeito menor, ou até o pequeno normal. Se não tem defeito de cabeça e nem de peça, ele fertiliza. - Largo: defeito menor. - Curto: defeito menor. - Pequeno normal: defeito menor. - Isolada normal: defeito menor. As vezes ocorre na manipulação do sêmen, confecção da lamina. - Abaxial: normal em eqüinos e considerada patológica em outras espécies, defeito menor. - Oblíquo: defeito menor. Peça intermediaria implantada obliquamente. - Retroaxial: comum de vermos, defeito menor. Na base da peça intermediária ela dobrou, vemos a cabeça ao contrário. Confunde com a crista nuclear. - Cauda dobrada: defeito menor – não confundir com cauda fortemente dobrada, ou dobrada com gota. - Cauda enrolada: defeito menor. - Gota citoplasmática ou protoplasmática distal: só indica que não conseguiu eliminar, defeito menor.