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Atividades Complementares_LING_EM

Caderno de atividades da 1ª série do Ensino Médio para Língua Portuguesa: sequência sobre notícia com leitura do caso Brumadinho, análise do gênero, separação fato/opinião, atividade com imagem, coleta de notícias, produção e revisão de uma notícia para a página da escola.

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CADERNO DE ATIVIDADES DO ALUNO 
 
1ª SÉRIE - EM 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Governador 
João Doria 
 
Secretário da Educação 
Rossieli Soares 
 
Secretário Executivo 
Haroldo Corrêa Rocha 
 
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB 
Caetano Siqueira 
 
Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica – 
DEGEB 
Herbert Gomes da Silva 
 
Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, do Ensino Médio e da Educação 
Profissional – CEFAF 
Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho 
 
3 
 
 
Sumário 
 
Língua Portuguesa .................................................................................................................................. 4 
Arte ............................................................................................................................................................ 20 
Educação Física ..................................................................................................................................... 30 
Línguas Estrangeiras Modernas ........................................................................................................ 44 
Créditos .................................................................................................................................................... 54 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Língua Portuguesa 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
Nas atividades a seguir, você poderá complementar seus estudos, observando: 
• As características do gênero. 
• A análise dos sentidos do texto. 
• a crítica a valores sociais, procedimentos de convencimento. 
• a elaboração de projeto para produção de texto (questão polêmica e tese). 
• trabalhar com atividades sobre os conteúdos. 
 
6 
 
 
Sequência I – Notícia 
 
Atividade 1 
 
Recentemente, o rompimento da barragem de Brumadinho (MG) deixou em evidência a 
consequência das atividades de mineração por meio de grandes empresas mineradoras 
e acendeu o sinal de alerta para os moradores e habitantes de outras cidades mineiras 
da mesma região. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E você? O quanto sabe a respeito do que aconteceu? Após entrar em contato com o 
tema, o que você escreveria a respeito do que aconteceu na cidade de Brumadinho? 
 
 
 
 
 
 
Na roda de conversa, proporcionada pelo seu professor, compartilhe com outros alunos 
o que você escreveu analisando: 
- a linguagem: o gênero que você escreveu se aproxima mais dos escritos ou orais? 
Quais características indicam isso? 
É possível perceber como essa atividade faz 
parte da vida das pessoas que vivem nessas 
regiões. Carlos Drummond de Andrade, 
poeta, cronista e contista brasileiro nascido 
em Itabira, cidade vizinha a Brumadinho, 
apresenta sua visão a respeito da exploração 
de minério pelas empresas em seus escritos 
como no poema LIRA ITABIRANA. 
Para ler o poema de 
Drummond, há a sugestão do 
seguinte site: 
https://centroloyola.org.br/revista/b
agagem/um-poema/833-lira-
itabirana 
https://centroloyola.org.br/revista/bagagem/um-poema/833-lira-itabirana
https://centroloyola.org.br/revista/bagagem/um-poema/833-lira-itabirana
https://centroloyola.org.br/revista/bagagem/um-poema/833-lira-itabirana
7 
 
 
- o conteúdo: há fatos e opinião em seu texto? O que é fato? O que é opinião? 
 
 
Registre aqui suas conclusões: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 2 
 
Uma imagem vale mais que palavras? 
 
É possível considerar que a ampliação do meio digital, em nossos dias, diversificou as 
linguagens que utilizamos. Assim, além de textos escritos, podemos nos expressar por 
meio de imagens ou fotografias, por exemplo. Localize uma fotografia ou imagem que 
retrate desastres ambientais. 
 
a) Cole-a no espaço a seguir e elabore uma legenda para sua imagem. 
 
 
 
 
 
 
ESPAÇO PARA A FOTO /IMAGEM 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresente-a aos seus colegas em uma EXPOSIÇÃO. 
 
b) Durante a exposição tome nota dos fatos significativos compartilhados pelos seus 
colegas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 3 
 
Fato ou opinião? 
 
a) Como vemos, muitas coisas acontecem todos os dias e somos bombardeados por 
informações de todos os lados. Ficar bem informado, então, envolve reconhecer os 
elementos objetivos de cada informação e, dessa forma, é importante pesquisar a 
informação em diferentes textos para separar os fatos das opiniões. Pesquise, na mídia 
impressa ou digital, e traga para a aula duas notícias que abordem o tema. Preencha o 
quadro abaixo indicando as informações solicitadas. 
 
 Texto1 Texto 2 
9 
 
Título 
O que aconteceu? 
Onde aconteceu o fato? 
Com quem? 
Como? 
Por quê? 
Quem são os envolvidos? 
Quando? 
 
b) Depois de analisar o quadro anterior, você está pronto para escrever a sua própria 
notícia para a página da escola. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antes de publicar a notícia, precisamos revisá-la. 
Siga o roteiro a seguir e identifique se a notícia contempla os elementos necessários e 
se já pode ser publicada. 
 
REVISÃO DA NOTÍCIA 
Quadro de avaliação da notícia 
Analise a notícia e identifique: 
Manchete ou título 
10 
 
O que aconteceu 
Onde aconteceu o fato 
Com quem 
Como 
Porque 
Quem são os envolvidos 
Quando 
A linguagem é adequada? 
 
 
Após a revisão, escreva a seguir a versão final da notícia que será publicada. 
 
 
 
 
 
 
 
Sequência II – Conto 
 
Atividade 1 
 
Roda de Conversa 
 
 
a) O que sugere o título Ideias do Canário? 
 
b) É possível um canário ter ideias? 
 
c) Quais ideias um canário poderia ter? 
 
A seguir, propomos a leitura do conto Ideias do Canário, escrito por Machado de 
Assis. 
11 
 
Ideias do Canário 
Um homem dado a estudos de ornitologia, por nome Macedo, referiu a alguns 
amigos um caso tão extraordinário que ninguém lhe deu crédito. Alguns chegam a supor 
que Macedo virou o juízo. Eis aqui o resumo da narração. No princípio do mês passado, 
— disse ele, — indo por uma rua, sucedeu que um tílburi à disparada, quase me atirou 
ao chão. Escapei saltando para dentro de urna loja de belchior. Nem o estrépito do cavalo 
e do veículo, nem a minha entrada fez levantar o dono do negócio, que cochilava ao 
fundo, sentado numa cadeira de abrir. Era um frangalho de homem, barba cor de palha 
suja, a cabeça enfiada em um gorro esfarrapado, que provavelmente não achara 
comprador. Não se adivinhava nele nenhuma história, como podiam ter alguns dos 
objetos que vendia, nem se lhe sentia a tristeza austera e desenganada das vidas que 
foram vidas. A loja era escura, atualhada das cousas velhas, tortas, rotas, enxovalhadas, 
enferrujadas que de ordinário se acham em tais casas, tudo naquela meia desordem 
própria do negócio. Essa mistura, posto que banal, era interessante. Panelas sem tampa, 
tampas sem panela, botões, sapatos, fechaduras, uma saia preta, chapéus de palha e 
de pelo, caixilhos, binóculos, meias casacas, um florete, um cão empalhado, um par de 
chinelas, luvas, vasos sem nome, dragonas, uma bolsa de veludo, dois cabides, um 
bodoque, um termômetro, cadeiras, um retrato litografado pelo finado Sisson, um gamão, 
duas máscaras de arame para o carnaval que há de vir, tudo isso e o mais que não vi ou 
não me ficou de memória, enchia a loja nas imediações da porta, encostado, pendurado 
ou exposto em caixas de vidro, igualmente velhas. Lá para dentro, havia outras cousas 
mais e muitas, e do mesmo aspecto, dominando os objetos grandes, cômodas, cadeiras, 
camas, uns por cima dos outros, perdidos na escuridão. Ia a sair, quando vi uma gaiola 
pendurada da porta. Tão velha como o resto, para ter o mesmo aspecto da desolação 
geral, faltava-lhe estar vazia. Não estava vazia. Dentro pulava um canário. A cor, a 
animação ea graça do passarinho davam àquele amontoado de destroços uma nota de 
vida e de mocidade. Era o último passageiro de algum naufrágio, que ali foi parar íntegro 
e alegre como dantes. Logo que olhei para ele, entrou a saltar mais abaixo e acima, de 
poleiro em poleiro, como se quisesse dizer que no meio daquele cemitério brincava um 
raio de sol. Não atribuo essa imagem ao canário, senão porque falo a gente retórica; em 
verdade, ele não pensou em cemitério nem sol, segundo me disse depois. Eu, de envolta 
com o prazer que me trouxe aquela vista, senti-me indignado do destino do pássaro, e 
murmurei baixinho palavras de azedume. — Quem seria o dono execrável deste 
bichinho, que teve ânimo de se desfazer dele por alguns pares de níqueis? Ou que mão 
indiferente, não querendo guardar esse companheiro de dono defunto, o deu de graça a 
algum pequeno, que o vendeu para ir jogar uma quiniela? E o canário, quedando-se em 
cima do poleiro, trilou isto: — Quem quer que sejas tu, certamente não estás em teu 
juízo. 
Não tive dono execrável, nem fui dado a nenhum menino que me vendesse. São 
imaginações de pessoa doente; vai-te curar, amigo... — Como — interrompi eu, sem ter 
tempo de ficar espantado. Então o teu dono não te vendeu a esta casa? Não foi a miséria 
ou a ociosidade que te trouxe a este cemitério, como um raio de sol? — Não sei que seja 
sol nem cemitério. Se os canários que tens visto usam do primeiro desses nomes, tanto 
melhor, porque é bonito, mas estou que confundes. — Perdão, mas tu não vieste para 
aqui à toa, sem ninguém, salvo se o teu dono foi sempre aquele homem que ali está 
sentado. — Que dono? Esse homem que aí está é meu criado, dá-me água e comida 
todos os dias, com tal regularidade que eu, se devesse pagar-lhe os serviços, não seria 
com pouco; mas os canários não pagam criados. Em verdade, se o mundo é propriedade 
dos canários, seria extravagante que eles pagassem o que está no mundo. Pasmado 
das respostas, não sabia que mais admirar, se a linguagem, se as ideias. A linguagem, 
posto me entrasse pelo ouvido como de gente, saía do bicho em trilos engraçados. Olhei 
em volta de mim, para verificar se estava acordado; a rua era a mesma, a loja era a 
mesma loja escura, triste e úmida. O canário, movendo a um lado e outro, esperava que 
12 
 
eu lhe falasse. Perguntei-lhe então se tinha saudades do espaço azul e infinito... — Mas, 
caro homem, trilou o canário, que quer dizer espaço azul e infinito? — Mas, perdão, que 
pensas deste mundo? Que cousa é o mundo? — O mundo, redarguiu o canário com 
certo ar de professor, o mundo é uma loja de belchior, com uma pequena gaiola de 
taquara, quadrilonga, pendente de um prego; o canário é senhor da gaiola que habita e 
da loja que o cerca. Fora daí tudo é ilusão e mentira. Nisto acordou o velho, e veio a mim 
arrastando os pés. Perguntou-me se queria comprar o canário. Indaguei se o adquirira, 
como o resto dos objetos que vendia, e soube que sim, que o comprara a um barbeiro, 
acompanhado de uma coleção de navalhas. — As navalhas estão em muito bom uso, 
concluiu ele. — Quero só o canário. Paguei-lhe o preço, mandei comprar uma gaiola 
vasta, circular, de madeira e arame, pintada de branco, e ordenei que a pusessem na 
varanda da minha casa, donde o passarinho podia ver o jardim, o repuxo e um pouco do 
céu azul. Era meu intuito fazer um longo estudo do fenômeno, sem dizer nada a ninguém, 
até poder assombrar o século com a minha extraordinária descoberta. Comecei por 
alfabeto a língua do canário, por estudar-lhe a estrutura, as relações com a música, os 
sentimentos estéticos do bicho, as suas ideias e reminiscências. Feita essa análise 
filológica e psicológica, entrei propriamente na história dos canários, na origem deles, 
primeiros séculos, geologia e flora das ilhas Canárias, se ele tinha conhecimento da 
navegação, etc. Conversávamos longas horas, eu escrevendo as notas, ele esperando, 
saltando, trilando. Não tendo mais família que dois criados, ordenava-lhes que não me 
interrompessem, ainda por motivo de alguma carta ou telegrama urgente, ou visita de 
importância. Sabendo ambos das minhas ocupações científicas, acharam natural a 
ordem, e não suspeitaram que o canário e eu nos entendíamos. Não é mister dizer que 
dormia pouco, acordava duas e três vezes por noite, passeava à toa, sentia-me com 
febre. Afinal tornava ao trabalho, para reler, acrescentar, emendar. Retifiquei mais de 
uma observação, — ou por havê-la entendido mal, ou porque ele não a tivesse expresso 
claramente. A definição do mundo foi uma delas. Três semanas depois da entrada do 
canário em minha casa, pedi-lhe que me repetisse a definição do mundo. — O mundo, 
respondeu ele, é um jardim assaz largo com repuxo no meio, flores e arbustos, alguma 
grama, ar claro e um pouco de azul por cima; o canário, dono do mundo, habita uma 
gaiola vasta, branca e circular, donde mira o resto. Tudo o mais é ilusão e mentira. 
Também a linguagem sofreu algumas retificações, e certas conclusões, que me tinham 
parecido simples, vi que eram temerárias. Não podia ainda escrever a memória que havia 
de mandar ao Museu Nacional, ao Instituto Histórico e às universidades alemãs, não 
porque faltasse matéria, mas para acumular primeiro todas as observações e ratificá-las. 
Nos últimos dias, não saía de casa, não respondia a cartas, não quis saber de amigos 
nem parentes. Todo eu era canário. De manhã, um dos criados tinha a seu cargo limpar 
a gaiola e por-lhe água e comida. O passarinho não lhe dizia nada, como se soubesse 
que a esse homem faltava qualquer preparo científico. Também o serviço era o mais 
sumário do mundo; o criado não era amador de pássaros. Um sábado amanheci 
enfermo, a cabeça e a espinha doíam-me. O médico ordenou absoluto repouso; era 
excesso de estudo, não devia ler nem pensar, não devia saber sequer o que se passava 
na cidade e no mundo. Assim fiquei cinco dias; no sexto levantei-me, e só então soube 
que o canário, estando o criado a tratar dele, fugira da gaiola. O meu primeiro gesto foi 
para esganar o criado; a indignação sufocou-me, caí na cadeira, sem voz, tonto. O 
culpado defendeu-se, jurou que tivera cuidado, o passarinho é que fugira por astuto... — 
Mas não o procuraram? — Procuramos, sim, senhor; a princípio trepou ao telhado, trepei 
também, ele fugiu, foi para uma árvore, depois escondeu-se não sei onde. Tenho 
indagado desde ontem, perguntei aos vizinhos, aos chacareitos, ninguém sabe nada. 
Padeci muito; felizmente, a fadiga estava passada, e com algumas horas pude sair à 
varanda e ao jardim. Nem sombra de canário. Indaguei, corri, anunciei e nada. Tinha já 
recolhido as notas para compor a memória, ainda que truncada e incompleta, quando 
13 
 
me sucedeu visitar um amigo, que ocupa uma das mais belas e grandes chácaras dos 
arrabaldes. Passeávamos nela antes de jantar, quando ouvi trilar esta pergunta: 
— Viva, Sr. Macedo, por onde tem andado que desapareceu? Era o canário; estava no 
galho de uma árvore. Imaginem como fiquei, e o que lhe disse. O meu amigo cuidou que 
eu estivesse dou do; mas que me importavam cuidados de amigos? Falei ao canário com 
ternura, pedi-lhe que viesse continuar a conversação, naquele nosso mundo composto 
de um jardim e repuxo, varanda e gaiola branca e circular... — Que jardim? Que repuxo? 
— O mundo, meu querido. — Que mundo? Tu não perdes os maus costumes de 
professor. O mundo, concluiu solenemente, é um espaço infinito e azul, com o sol por 
cima. Indignado, retorqui-lhe que, se eu lhe desse crédito, o mundo era tudo; até já fora 
uma loja de belchior... — De belchior? — trilou ele às bandeiras despregadas. Mas há 
mesmo lojas de belchior? 
 
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000224.pdf. Acesso em 13 fev. 2019. 
(adaptado). 
 
 
Atividade 2 
 
Leia o texto e responda: 
 
a) Quais são os personagens presentes no texto? 
 
 
 
 
 
b) Que fato surpreende o personagem Macedo? 
 
 
 
 
 
c) Localize no texto o fragmento que apresenta a ideia inicialde mundo do canário. 
Grife-o. 
 
 
 
Atividade 3 
 
I - Analise as imagens e descreva o que elas sugerem em relação ao texto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000224.pdf
14 
 
a) b) 
 
 
 
 
Disponível em: https://publicdomainvectors.org/pt/tag/gaiola. Acesso em: 13 fev.2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 4 
 
a) As histórias, em geral, apresentam elementos que são comuns nos textos narrativos. 
A seguir, selecione apenas os elementos ou características que são apresentados no 
texto lido. 
 
 
 
 
 
( ) Poucos personagens ( ) Balão de diálogo 
( ) Parágrafo argumentativo ( ) Clímax 
( ) Enredo ( ) Modo de fazer 
( ) Manchete ( ) Narrador 
( ) Tempo ( ) Moral da história 
( ) Definição de palavras ( ) Ingredientes 
( ) Espaço (lugar) ( ) Versos com rimas 
( ) Narrativa curta ( ) Desfecho 
( ) Tese ( ) Apresenta apenas um conflito: fato 
que desencadeia a história. 
https://publicdomainvectors.org/pt/tag/gaiola
15 
 
 
 
 
 
Para saber mais acesse: http://tvcultura.com.br/busca/?q=abujamra/videos/contos-da-meia-noite-
o-bebe-de-tarlatana-rosa 
 
 
 
Sequência III - Poema 
 
Nesse momento, iremos desenvolver uma sequência de atividade a partir de um 
poema. 
 
 
 
 
Atividade 1 
 
Vamos analisar o título do Poema “O Tejo é mais Belo”. Organizados pelo seu professor 
discuta com os seus colegas: 
 
a) Qual o significado da palavra Tejo? 
 
 
 
 
 
http://tvcultura.com.br/busca/?q=abujamra/videos/contos-da-meia-noite-o-bebe-de-tarlatana-rosa
http://tvcultura.com.br/busca/?q=abujamra/videos/contos-da-meia-noite-o-bebe-de-tarlatana-rosa
16 
 
 
b) O que o título “O Tejo é mais Belo” sugere? 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 2 
 
Acompanhe a leitura do poema feita pelo seu professor: 
 
O Tejo é mais Belo 
 
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, 
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia 
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. 
 
O Tejo tem grandes navios 
E navega nele ainda, 
Para aqueles que veem em tudo o que lá não está, 
A memória das naus. 
 
O Tejo desce de Espanha 
E o Tejo entra no mar em Portugal. 
Toda a gente sabe isso. 
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia 
E para onde ele vai 
E donde ele vem. 
E por isso porque pertence a menos gente, 
É mais livre e maior o rio da minha aldeia. 
 
Pelo Tejo vai-se para o Mundo. 
Para além do Tejo há a América 
E a fortuna daqueles que a encontram. 
 
Ninguém nunca pensou no que há para além 
Do rio da minha aldeia. 
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. 
Quem está ao pé dele está só ao pé dele. 
 
Alberto Caeiro 
 
O Guardador de Rebanhos. Disponível em: 
<http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/pe000001.pdf>. Acesso em: 15 fev. 2019. 
 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/pe000001.pdf
17 
 
a) Nos primeiros versos é possível identificar uma aparente contradição. Qual é essa 
contradição? 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Há repetições de palavras no texto? Se houver, grife –as. 
 
c) Qual o efeito de sentido provocado pelas palavras repetidas no texto? 
 
 
 
 
 
 
 
d) O poema apresenta uma comparação entre os dois rios. 
 
Quais são essas características? 
 
Rio Tejo Rio da aldeia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
e) Qual efeito de sentido é podemos perceber por meio da comparação? 
18 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividade 3 
 
Agora leia o texto a seguir: 
 
No século XV, a Europa assistia a um renascer das atividades comerciais, artísticas e 
intelectuais, enquanto florescia o comércio com o Oriente. Nos séculos XIV e XV, o 
crescimento da população provocara uma expansão do consumo, criando a necessidade 
de intensificar a produção, para abastecer os novos consumidores. A base do comércio 
da época eram os produtos originários do Oriente, alguns deles fundamentais – pimenta, 
cravo, gengibre e noz-moscada eram utilizados, tal como o sal, para a conservação de 
alimentos, principalmente carne. Também eram importadas outras mercadorias, 
consideradas de luxo ou exóticas na Europa: perfumes, tecidos, porcelanas e marfim, 
entre outras. As cidades italianas de Veneza, Gênova e Pisa lideravam e controlavam 
esse comércio, que lhes propiciava altíssimos ganhos e despertava a cobiça de 
comerciantes de outras regiões, desejosos de participar igualmente de mercado tão 
lucrativo. A tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453, inviabilizou o comércio por 
via terrestre e estimulou a procura de novas rotas para chegar às Índias – e ao 
ambicionado comércio das especiarias. Portugal dispunha de uma posição geográfica 
privilegiada, que favorecia em muito a interação marítima. (...) 
 
Essas expedições partiam geralmente de Lisboa que, graças às navegações e ao 
comércio cada vez mais intenso, era considerada a capital da Europa. Era uma cidade 
movimentada, apta a se tornar o polo dinamizador em torno do qual se desenrolaria a 
expansão marítima e comercial de Portugal. Grandes obras públicas de modernização 
do porto (aterragens, construção de cais e armazéns) faziam a vida da cidade girar em 
torno do Tejo; com isso, toda sua população, que crescia rapidamente, respirava os ares 
da expansão marítima. 
 
Fonte: adaptado de 5OO anos Um novo mundo na TV pp. 11-12 Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000342.pdf . Acesso: 13 de fevereiro de 2019. 
 
 
 
 
Roda de conversa 
 
 Agora o professor organizará uma roda de conversa para discutir os seguintes 
aspectos: 
 
a) As expansões ultramarinas na Europa iniciaram no século XV, transformando 
profundamente a História mundial. O que originou a necessidade dessas 
expansões? 
19 
 
 
b) Com a perspectiva de atender as necessidades geradas a cidade como alternativa 
concentrou a movimentação comercial em um ponto da cidade, indiquem o local e o 
motivo. 
 
c) No poema “O Tejo é mais belo” os aspectos relativos as localidades evidenciam os 
sentimentos expressos pelo heterônimo do poeta Fernando Pessoa. No texto acima 
podemos constatar uma importância ao rio Tejo. Indique – a e responda se a mesma 
alterou a compreensão do poema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arte 
 
21 
 
 
 
 
Tema: Arte, Cidade e Patrimônio Cultural: 
 
Artes Visuais 
 
Você já parou para pensar sobre como a Arte transita pelo cotidiano da Cidade e como 
nos relacionamos com ela? A cidade é um espaço onde convivem diferentes culturas e 
existem diferentes formas de produção artística: Arte urbana, Arte pública, Arte na rua e 
Arte de rua. O encontro da arte como patrimônio cultural da cidade ajuda a olhar com 
mais atenção a arte e as práticas culturais no contexto urbano. E este será o nosso 
campo de estudo durante o primeiro bimestre. 
 
Momento I: Sondagem - Movendo a Apreciação 
Vamos iniciar nossa aula fazendo leitura de imagem? 
Deixamos aqui, o link do Vídeo que será apresentado pelo professor. Caso queira assistir 
novamente: https://www.youtube.com/watch?v=3Yfga89p0Do 
 
Após leitura da Obra de Nuno Ramos “Morte das casas, 2004. Instalação” você fará 
leitura compartilhada do poema “Morte das Casas de Ouro Preto” de Carlos Drummond 
de Andrade. 
 
Vamos ampliar o repertório? 
Que tal conhecer um pouco mais sobre Nuno Ramos. 
Vamos apreciar mais uma de suas obras: Casco, 2004. Instalação. Barcos, areia 
queimada e prensada, breu. 
Organize-se em grupo e assistam ao vídeo: https://vimeo.com/21159120 
 
Agora é hora de roda de conversa. 
Conversem sobre a obra e o artista, fazendo relações com a obra anterior, 
contextualizando (o que elas têm em comum?) 
O professor vai trazer muitas informações interessantes para ampliar seu repertório 
estético e artístico.O que ficou da conversa? 
Agora é hora de escrever o que ficou da conversa através de um artigo de opinião. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=3Yfga89p0Do
https://www.youtube.com/watch?v=3Yfga89p0Do
https://www.youtube.com/watch?v=3Yfga89p0Do
https://vimeo.com/21159120
https://vimeo.com/21159120
https://vimeo.com/21159120
22 
 
Momento II: Pesquisa de campo 
E por falar em preservação...tragédias...Vamos analisar nosso entorno, casa, rua, bairro, 
cidade. O que vemos? O que sentimos? O que sabemos? 
Após refletir com seus colegas e com o professor sobre o processo de criação e a poética 
de Nuno Ramos e de Carlos Dumont de Andrade vamos pensar e conversar sobre 
acontecimentos atuais. 
Onde se vê Ouro Preto, podemos pensar em outros lugares (acontecimento) como: 
Nossa cidade, São Luís do Paraitinga, Cunha, Angra, Rio de Janeiro, Mariana, 
Brumadinho... Lugares que desmancharam ou foram deformados por ações naturais ou 
pela ação do homem. 
 
“É tempo de fatigar-se a matéria por muito servir ao homem, e de o barro dissolver-se”, 
escreveu Carlos Drummond Andrade no poema “Morte das Casas de Ouro Preto”, 
publicado no livro “Claro Enigma”, de 1951. 
 
Drummond falava da passagem do tempo; do barro à matéria e, por fim, da volta ao pó, 
usando como metáfora a destruição das casas coloniais da cidade histórica mineira pelas 
chuvas. A imagem serviu de inspiração para o artista Nuno Ramos usar as contínuas 
passagens de sua própria vida para criar a instalação site specific “Ai Pareciam Eternas 
(3 Lamas). 
 
Momento III: Ação Expressiva 
Você foi tocado por alguma destas situações? Forme um grupo com seus colegas que, 
também, foram tocados pelo mesmo acidente. Falem sobre seus pensamentos e 
sentimentos através das linguagens artísticas (música, teatro, artes visuais ou dança). 
 
Você juntamente com seu grupo deverá: 
 
• Pesquisar sobre uma tragédia ambiental ocorrida nos últimos anos e criar um banco 
de dados com as informações colhidas; 
• Preparar um projeto de intervenção urbana, visando manifestar pensamento e 
sentimento, usando diferentes materialidades, com o objetivo de mobilizar a 
comunidade para a “preservação” de lugares, cidades, espaços, bens materiais ou 
imateriais. 
 
O tema dos trabalhos artísticos será: “VAMOS CUIDAR DE NOSSO ENTORNO!” 
Preste atenção as orientações de seu professor. 
Chegou o grande momento das apresentações, apreciações e de uma boa roda de 
conversa. 
 
23 
 
Reflexão: - Estes trabalhos artísticos vão de fato mobilizar a comunidade? - Através 
desse projeto podemos continuar gerando outros projetos de preservação e de educação 
patrimonial? 
 
Dança 
 
Antes de iniciar nossos estudos em Dança vamos ler o texto abaixo e conversar um 
pouco sobre o assunto. 
 “Sabemos que a expressão do corpo por meio da dança tem história e é um documento 
que parte da cultura e da sociedade. A dança é feita de muitas danças: as danças 
sagradas (muito antigas em homenagem aos Deuses, à natureza), as ritualísticas (as 
dos orixás, as indígenas), as danças clássicas (o balé, as indianas), as danças de salão 
(forró, funk, valsa), as danças populares (frevo, maracatu, Bumba-meu-Boi), as danças 
de rua (breaking), só para citar alguns exemplos.” 
 
Momento I: Sondagem 
• O que é dança para você? 
• Quais estilos você conhece? 
• Em sua região existem grupos de dança? Quais? 
• Conhece danças típicas e/ou tradicionais de alguma região? Quais? 
• Para você o que é dança regional? 
• Você se interessa por dança? Qual? 
• Você gosta de dançar? 
• Dança é somente para profissional ou todos podem dançar? 
 
Momento II: Apreciação 
E por falar em cidade, vamos apreciar o vídeo da Performance da coreógrafa Wanda 
Moretti, realizada pela Companhia italiana “Il Posto” registrado no prédio do Shopping 
Center Raffles City, para o Festival de Arte de Singapura em 2007: VERTICAL DANCE 
Singapore Art Festival https://vimeo.com/33033204 
Após a apreciação dos vídeos, vamos conversar? A Roda de conversa será mediada 
pelo professor. 
• O você achou da apresentação? 
• Como foram os movimentos dos dançarinos? 
• A apresentação lhe fez lembrar de alguma outra situação? 
• Outra modalidade artística? 
• Você reconheceu algum movimento? Que sensação ele te causou? 
• Você acha que a música interfere nos movimentos? 
• De que forma o corpo se movimenta durante a apresentação? (com todo corpo ou 
usam apenas algumas partes?) 
• Há materiais cênicos? Quais? 
 
Outras perguntas poderão ser feitas pelo professor. 
https://vimeo.com/33033204
https://vimeo.com/33033204
https://vimeo.com/33033204
24 
 
 A Cia de dança italiana se especializou em performances urbanas a partir de um projeto 
idealizado pela coreógrafa Wanda Moretti em 1994. As performances dos bailarinos, 
além de desafiar a gravidade, se utilizam das formas arquitetônicas como palcos e 
cenários para seus movimentos. 
 
Momento III: Pesquisa em grupo 
Como vimos, temos vários estilos de dança para conhecer. Vamos formar grupos e 
pesquisar sobre dança: Carnaval; Tambor de Crioula; Jongo; Roda de Samba; Frevo; 
Forró; dança Contemporânea e dança popular. 
Conforme orientação do professor, vamos construir um o projeto de dança, que deverá 
culminar em um espetáculo. 
Um bom projeto precisa de um tema, justificativa, objetivos, procedimentos/estratégias, 
materiais e metas. 
Pesquisa realizada e projeto escrito? Agora é hora das apresentações dos grupos, que 
serão mediados por seu professor. 
 
Momento IV: Ação expressiva 
Continuem em grupo e façam uma releitura da dança, com o tema trabalhado por vocês! 
Assistam à apresentação, discutam as intervenções e mudanças a serem propostas. 
Aqueçam o corpo. ensaiem e boa apresentação. 
Todo o processo de criação será cuidadosamente mediado por seu professor. 
Apresentação pronta. Chegou o grande dia. Vamos dançar? Vamos apreciar? 
Para finalizar, vamos realizar um bom relaxamento corporal e em roda falar sobre a 
experiência de cada um. 
 
Agora vamos estudar um pouco sobre a Paisagem Sonora e a Música enquanto 
Patrimônio Cultural. 
 
 Música 
 
Paisagem sonora e contexto. 
 
Já pensaram como os sons levam nossa imaginação a uma paisagem? Quando 
ouvimos, por exemplo, o som de uma feira, uma cidade, uma escola, nossa imaginação 
constrói a imagem desse local mesmo sem estarmos vendo essa paisagem. Esses sons 
e ruídos, que se manifestam em um campo de 360º ao redor do ouvinte, compõem o que 
Murray Schafer denomina “paisagem sonora”. O termo é uma interpretação da expressão 
em inglês landscape (paisagem visual) para o que seria o seu equivalente sonoro 
(soundscape). Pensando nisso, vamos fazer uma atividade de pesquisa sonora. 
 
25 
 
Momento I: Pesquisa de sons e proposta de alteração da paisagem sonora. 
 
Conforme orientações dadas pelo seu professor, faça um registro (individual ou em 
grupo, escrito ou utilizando tabelas, imagens e textos) refletindo sobre as seguintes 
questões: 
• O que ouvimos no nosso cotidiano? 
• Quais sons ouvimos nas ruas? 
• Dentro dos ônibus? 
• Em casa? 
• Qual é a sonoridade do ambiente onde vivemos? 
• Quais sons são agradáveis? 
• Quais sons são desagradáveis? 
• O que poderia ser feito para diminuir a lista dos sons desagradáveis e aumentar a dos 
sons agradáveis? 
 
Ex: 
Sons do cotidiano 
Onde? Sons agradáveis Sons 
desagradáveis 
Propostas de transformação 
sonora. 
Em casa 
Na escola 
Na rua 
No 
trabalho 
 
... 
... 
 
Momento II: Ação expressiva: invenção de uma paisagem sonora 
Vamos nos reunir em grupos de 4 ou 5 integrantes para fazer uma criação musical a 
partir dos sons “coletados em seu cotidiano”, conforme lista e registro criado na atividade 
anterior. A produção sonora poderá ser realizada utilizando os objetos disponibilizados 
em sala de aula (as carteiras, o conteúdo do estojo, os cadernos, a voz, o próprio corpo 
ou outros objetos) conforme a orientação de seu professor.Para realizar essa atividade é importante que cada grupo: 
1) Faça um roteiro ou partitura não convencional em forma de registro, da paisagem 
sonora a ser criada pelo grupo, organizando: Quais sons serão ouvidos primeiro, quais 
sons se sobrepõem, registrando a intensidade (sons fracos e fortes), etc. 
26 
 
2) Combine como interpretar a partitura musical criada utilizando os recursos disponíveis 
(as carteiras, o conteúdo do estojo, os cadernos, a voz ou o próprio corpo). 
3) Apresentação da paisagem sonora inventada para os outros grupos. Para isso, vocês 
poderão usar todos os materiais disponíveis. 
 
Paisagem sonora no contexto brasileiro 
 
O ambiente sonoro em que vive um compositor interfere diretamente em sua produção 
musical. Dessa forma a produção artística brasileira vem se transformando com as 
modificações sociais que aconteceram nas últimas décadas. Na década de 80, alguns 
acontecimentos favoreceram a transformação musical do país. Com o término do 
Regime Militar, da censura e a promulgação da Constituição Federal de 1988, os artistas 
e compositores passaram a ter uma maior liberdade para compor seus trabalhos. 
Músicos do movimento Hip Hop (Rappers e Mcs) por exemplo, passaram a denunciar 
nas letras das músicas de RAP (Rhyme And Poetry - tradução: rima e poesia) o contexto 
de violência e marginalização da população afrodescendente no Brasil. Outra 
transformação musical que ocorreu na paisagem sonora urbana veio com o avanço da 
tecnologia na produção e divulgação musical, além dos instrumentos convencionais nas 
músicas atuais é muito utilizado recursos digitais para a mixagem e composição. Além 
disso, com o acesso à internet também houve uma ampliação no acesso à produções 
musicais, ampliando com isso a possibilidade de artistas desconhecidos passarem a ser 
famosos da noite para o dia. 
 
Momento III: O que penso sobre música? 
Leia as seguintes afirmações retiradas do livro “O ouvido pensante, de Raymond Murray 
Schafer (2012, p. 107-126)”, e pensando na criação realizada em grupo, discuta, 
conforme orientação de seu professor as seguintes questões: 
 
Afirmação 1 
Os argumentos que convencionalmente descrevem o que é a música, na 
contemporaneidade, não são suficientes para alcançarmos a sua definição, 
principalmente pelo profuso estudo e experimentação dos músicos sobre o som. Dessa 
forma, pensar que todos os sons que ouvimos são música parece ser uma definição mais 
adequada. 
Afirmação 2 
Música são sons que existem ao redor. Assim sendo, a música produzida em alguns 
ambientes contemporâneos com excesso de sons pode poluir nossos ouvidos, causando 
como reação o ímpeto de procurar ambientes menos sonoros para que as composições 
sejam mais sucintas nas sonoridades. 
Afirmação 3 
Os ambientes que frequentamos são sonoros. Cientes disso, é tempo de nos 
preocuparmos com a incidência desses sons na nossa saúde, discernindo o som 
saudável do nocivo. Este último deverá ser combatido. 
Afirmação 4 
27 
 
Para melhorarmos a qualidade de vida, será mais produtivo discutirmos políticas públicas 
e sociais para a diminuição dos ruídos produzidos na contemporaneidade, em vez de 
nos prendermos à discussão conceitual daquilo que define música. 
Afirmação 5 
Podemos entender o ruído como som que aparece sem que se deseje. Ele é 
indesejado quando interfere em uma produção sonora, que não intenciona utilizá-lo 
como elemento estético; no entanto, quando a incidência de um ruído é proposital em 
uma criação sonora, ele deixa de ser indesejado. Para entendermos essa concepção 
flexível sobre o ruído, podemos nos imaginar em uma audição de concerto musical, 
prejudicada por ruídos do trânsito do lado de fora da sala de concerto, ao passo que o 
mesmo ruído, quando usado intencionalmente como elemento sonoro na composição 
apresentada, deixa de ser uma interferência prejudicial. 
 
1) O que é Música? 
2) A produção da paisagem sonora realizada pelo seu grupo durante a leitura de imagem 
pode ser considerada Música? Por quê? 
3) Você já assistiu uma apresentação de algum Músico de rua? Descreva como foi. Se 
não assistiu, pesquise sobre o assunto e escreva o que descobriu sobre a arte urbana e 
músicos de rua. 
4) Você conhece alguma música que faz alguma denúncia sobre um contexto social 
urbano ou político? Ex: violência na cidade, pobreza, racismo, etc. Registre parte da letra 
da música que você lembra. 
5) Você conhece algum músico que ficou famoso(a) devido à alguma plataforma da 
internet? Quem? Cite parte da letra da música. 
 
Teatro 
 
O que vem ao pensamento quando relacionamos artes cênicas e patrimônio cultural? 
Neste bimestre propomos um olhar sobre a especificidade estética do espetáculo 
circense como patrimônio cultural e sobre a especialidade da arte do palhaço, tanto nos 
picadeiros como nos palcos ou na rua. 
 
Momento I: Para começar, vamos fazer uma roda de conversa sobre qual lembrança 
vem à sua mente quando pensa em circo? Você já foi ao circo ou já assistiu pela 
televisão? Quais profissionais ou elementos podemos encontrar em um circo? 
Momento II: Durante a roda de conversa elejam um redator para listar todos os 
elementos que aparecerem nesse momento, pois, isto será útil para levantarmos os 
conhecimentos iniciais do grupo. Ex: Palhaço, lona, equilibristas, acrobatas... 
Momento III: Após este momento de roda de conversa faça um registro sobre o tema, 
em forma de desenho com as imagens que vierem a sua mente. 
Momento IV: Apreciação 
28 
 
Vamos fazer uma pequena exposição e uma leitura de imagem dos desenhos 
produzidos: O que eles mostram? O que foi mais lembrado, a lona colorida do circo, o 
mágico, o equilibrista, o domador, o malabarista, o contorcionista ou o palhaço? A 
memória registrada veio da experiência de ter assistido a um espetáculo circense? 
Lembram o nome de alguma companhia de circo? O circo fez ou faz parte da vida cultural 
dos alunos? 
 
Pensando nessa relação entre Arte, Cidade e Patrimônio Cultural, que é nosso objeto de 
estudo, não podemos esquecer que o circo tradicional é: Aquele formado por grupos 
familiares; A transmissão do saber circense faz desse mundo particular uma escola única 
e permanente. 
 
Já no circo contemporâneo, a aprendizagem não acontece pela dinastia familiar, mas 
pelas escolas de circo, que ganham espaço na cultura urbana. A linguagem do circo 
contemporâneo é tecida por saltimbancos urbanos, gente que não é de circo, formada 
por escolas de circo e/ou teatro e que, a partir das décadas de 1980 e 1990, no Brasil, 
fazem a interação entre as técnicas circenses e os elementos teatrais. A introdução da 
teatralidade faz a linguagem circense ter um fio condutor, seja temático ou estético, 
desenvolvido em sequência lógica durante o espetáculo. 
 
Agora vamos assistir a reportagem: https://globoplay.globo.com/v/3059034/ 
Vídeo: Palhaços rodam o interior do Brasil com o Circo Teatro Artetude (7 min). Exibição 
em 05/01/2014 – Acesso em: 09 fev. 2019. 
 
Momento V: Pesquisa em grupo 
Para ampliar o repertório da turma vamos dividir alguns temas. Realize uma pesquisa 
em grupo, que pode ser feita na sala de informática da escola, ou conforme a orientação 
e organização de seu professor. É importante que os grupos anotem todas as 
informações encontradas sobre o tema, para compartilhar com o restante da classe em 
forma de seminário. Seminários sobre a linguagem contemporânea do circo. 
A divisão dos temas pode ser feita por meio de sorteio ou escolha do grupo por afinidade 
ao tema: 
 
Temas: 
1) Companhias contemporâneas de circo – Pia Fraus; Teatro de Anônimos; 
Acrobáticos Fratelli; Intrépida Trupe; Nau de Ícaros, Nativos Terra Rasgada, Parlapatões, 
Patifes e Paspalhões; La Mínima; Circo Zanini; entre outras que vocês descobrirem na 
sua região. 
Qual o perfil dessas companhias? Qual o repertório? Quais técnicas circenses 
desenvolvem? Nessas companhias, há fusão das linguagens de artes visuais, dança, 
música e teatroàs artes circenses? 
2) Escolas de circo – Quais os cursos oferecidos? Há pesquisa sobre a linguagem 
circense? O que os alunos podem descobrir sobre a formação profissional circense, 
https://globoplay.globo.com/v/3059034/
https://globoplay.globo.com/v/3059034/
29 
 
pesquisando, por exemplo, sobre a Escola de Circo Picolino, a Escola Nacional de Circo 
da Funarte, o Galpão do Circo, entre outros? 
3) Circo de tradição familiar – O que é o circo-família? A que se deve o quase 
desaparecimento do circo-família? Há alguma família circense na sua cidade? O que é 
possível descobrir sobre: Circo Zanchettini, as famílias Ferreira Rezende e Simões, Circo 
Real Moscou? O que faz que o circo-família possa vir a ser reconhecido pelo Iphan como 
patrimônio cultural imaterial? 
 Obs: Caso haja algum circo com a lona montada em sua cidade, será uma excelente 
oportunidade para uma pesquisa de campo, que pode ser feita por meio de um roteiro 
de perguntas para uma entrevista. 
 Para a apresentação dos resultados da pesquisa à classe, sugerimos a montagem de 
um PowerPoint, ou até mesmo criação de um blog. Caso não tenham disponíveis este 
recurso, seu professor pode propor a criação de cartazes e/ou Mapas Conceituais que 
podem ser construídos em algum painel na sala de aula ou escola. Mãos à obra! 
 
O que aprendi? 
Agora é hora de escrever um artigo de opinião sobre o circo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
 
Educação Física 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Educação físaica 
31 
 
Caro(a) aluno(a), você está preparado para dar início às nossas 
atividades? 
Seja bem-vindo ao Ensino Médio! Nesta etapa você ampliará e 
aprofundará os conhecimentos aprendidos nos anos anteriores. Este material 
traz duas unidades temáticas, são elas: 
Unidade temática 1: Esportes 
Unidade temática 2: Ginástica 
Por meio destes assuntos poderemos experimentar e recriar outros 
aprendizados. Mas antes de embarcar nesta jornada, você sabe o que é 
unidade temática? 
Unidade temática é um conjunto de saberes que compreendem os 
objetos de conhecimento da Educação Física, ou seja, temas que pertencem 
ao componente. Pode parecer a princípio confuso, contudo ao longo das 
atividades você assimilará mais facilmente. Vamos começar? 
 
Unidade temática 1: Esportes - Basquetebol 
 
Começamos o Ensino Médio retomando um esporte já conhecido por 
você, o Basquetebol, popularmente também chamado de “Basquete”. Os 
aspectos básicos como regras e posição dos jogadores do basquetebol já 
foram tratados no 7º ano do ensino fundamental e agora vamos aprofundar os 
conhecimentos que vão além da prática pura e simples, para um jogo mais 
organizado e elaborado. 
Você já assistiu a um jogo oficial de Basquetebol, mesmo que pela 
televisão? Se sim, pôde notar que não é tão simples quanto parece, pois o ato 
de manter a posse de bola, chegar próximo a cesta e arremessar se torna 
cada vez mais difícil à medida que os jogadores/equipes apresentam um nível 
mais elevado de relação com a bola, de comunicação entre os jogadores e de 
estruturação do espaço de jogo, assim como uma vasta possibilidade de 
jogadas ensaiadas nos vários sistemas de jogo. 
 
 
Atividade 1 – Lembrando, ensinando e aprendendo 
O que sabe deste esporte? Faça um levantamento juntamente com 
toda a classe sobre o Basquetebol, compartilhe com todos o que você já sabe 
e faça anotação de tudo que não se lembrava. Em seguida realize algumas 
partidas, mas relaxe, pois neste momento o professor poderá intervir no jogo 
auxiliando com dicas e no cumprimento das regras. 
Depois da vivência, reflita com seus colegas sobre: 
• Todos participantes foram igualmente solicitados durante a partida? 
• Como foi a comunicação frente a algum erro individual dentro de cada equipe? 
A abordagem usada motivou ou desmotivou o aluno a tentar novamente? 
Fique ligado (a)! Nesta Unidade Temática espera-se que você aprenda: 
• Analisar do ponto de vista técnico tático a modalidade trabalhada no 
bimestre, transmitida pela televisão ou assistida presencialmente. 
• Vivenciar sistemas de jogo do Basquetebol. 
• Identificar sistemas defensivos e ofensivos da modalidade trabalhada no 
bimestre. 
 
32 
 
• As partidas fluíram normalmente ou precisou de alguma intervenção do 
professor? Quais foram os principais aspectos? 
• Os jogadores estavam organizados com funções específicas? 
• Foi observado em alguma partida se os jogadores se agrupavam em volta da 
bola, deixando de lado seu posicionamento? 
 
 
Atividade 2 – Organizados somos mais fortes! 
 
De acordo com Bayer (1994), se tratando de esportes coletivos, em 
situação de defesa, toda equipe tem como foco os seguintes princípios: 
recuperação da posse de bola; contenção da bola e da equipe adversária em 
direção ao próprio alvo; e proteção do alvo. Para auxiliar nestes aspectos, são 
criados sistemas que facilitam a ação defensiva coletiva. No basquetebol 
temos basicamente três sistemas de defesa. No quadro abaixo coloque em 
frente da descrição o número do sistema de defesa correspondente. 
 
Nº Sistema de 
Defesa 
Nº Descrição 
1 Defesa 
Individual 
 Exigindo uma boa 
comunicação e 
cooperação entre 
os defensores, a 
movimentação 
coletiva se dá de 
acordo com a 
movimentação da 
bola entre os 
atacantes. Este 
sistema deixa 
cada defensor 
responsável por 
uma região 
específica na 
quadra. 
2 Defesa por 
Zona 
 É a defesa que 
busca 
surpreender a 
equipe atacante. 
Não deixando 
claro o tipo de 
defesa que está 
sendo usada, esta 
defesa confunde o 
adversário 
misturando os 
dois sistemas ao 
33 
 
mesmo tempo ou 
trocando-os 
durante o ataque 
adversário, 
dificultando assim 
a continuação de 
suas jogadas. 
3 Defesa mista Também 
conhecida como 
defesa “homem-a-
homem”, sendo 
que cada 
defensor fica 
responsável por 
um atacante 
 
Existem diversas variações de defesa por zona, sendo algumas delas: 
a defesa (2-1-2); a (3-2); e a (1-3-1). Vamos aqui exemplificar a 2-1-2, mas a 
turma poderá experimentar todas. 
 
 
(A) Posicionamento defesa 2-1-2 (B) Os círculos representam a área de 
responsabilidade de cada 
defensor. 
 
Obs: O jogador n°5 vai sempre cobrir a posição do jogador que se desloca 
para perto do atacante com posse de bola 
 
Agora, indique nas imagens abaixo, a movimentação correta de acordo com 
a posição do atacante com posse de bola representada pela letra “X” 
 
 
https://pixabay.com/pt/basquete-quadra-de-basquete-297214/ 
34 
 
 
 
Atividade 3 – Observar e experimentar 
 
Agora assista alguns trechos de um jogo de basquetebol e procure 
perceber os sistemas de defesa utilizados pelas equipes, bem como a relação de 
oposição entre os sistemas. Repare também a dinâmica tática apresentada pelas 
equipes, em termos de ocupação do espaço, ritmo de jogo, comunicação entre os 
jogadores, domínio de bola, transição da defesa para o ataque e retorno para a 
defesa. 
Indicamos este vídeo para esta análise. Título: Bradesco X Tupã - 1º QUARTO- 
https://www.youtube.com/watch?v=mrrG8lxqAtY(14min.). Acesso em: 13 fev. 
2019. 
 
Chegou o momento de experimentar. Nesta etapa você irá entender melhor 
as dinâmicas dos sistemas defensivos. Para sistema de defesa individual você irá 
realizar situações com número reduzido de jogadores (2x2, 3x3) assim poderá 
ocorrer um melhor entendimento da ação defensiva e progressivamente aumentar 
até que chegue ao número total (5x5). Já para a defesa por zona, escolha com os 
demais alunos e professor (a) uma para ser experimentada. 
Após a prática e com base nas atividades realizadas responda as questões 
abaixo: 
 
1. Na defesa mista “Box-one”, temos quatro jogadores marcando por zona dentro 
do garrafão em formato de caixa (box) e fazendo a marcação individual temos um 
único (one) defensor que irá se responsabilizar por um atacante em específico.Dê uma justificativa pertinente à utilização deste tipo de defesa. 
________________________________________________________________ 
________________________________________________________________ 
 
2. Não existe um sistema melhor que o outro, a melhor opção para uma 
determinada equipe depende de diversos fatores, sendo assim, cite alguns fatores 
que levam uma determinada equipe a escolher o sistema defensivo ideal para um 
jogo específico. 
 
 
3. Cite as dificuldades encontradas pelo grupo em se organizarem na quadra. 
Havendo uma liderança na equipe, escreva a ação feita por esta pessoa que o 
colocava no papel de líder. 
________________________________________________________________ 
 
 
Atividade 4 – O plano é: Atacar! 
 
Agora é hora de se superar e usar a criatividade, já possuindo uma base 
de como defender. Nesta atividade você criará uma jogada e depois irá colocá-la 
ela em teste! 
Simplificando, os sistemas ofensivos tentam superar os sistemas 
defensivos adversário com o objetivo de pontuar, segundo Bayer (1994) o ataque 
nos esportes coletivos possuem os seguintes princípios: conservação da posse 
de bola; progressão da bola e da equipe em direção ao alvo adversário; e 
finalização em direção ao alvo. Em grupos reflita sobre esses princípios para 
resolver as situações-problemas e criar sua jogada: 
https://www.youtube.com/watch?v=mrrG8lxqAtY
35 
 
 
Atividade 5 – O jogo das Estrelas 
 
Até aqui você pôde estudar maneiras de se organizar taticamente tanto na defesa 
como no ataque. Agora o show é seu! 
Realize pelo menos uma partida de Basquetebol se aproximando ao 
máximo das regras oficiais do esporte, formando equipes com 05 (cinco) 
jogadores e 01(um) técnico que além de organizar as posições dos jogadores terá 
o papel de observar e instruir os jogadores do seu time durante o jogo. Enquanto 
isso outros alunos ficarão encarregados de realizar uma filmagem e uma narração 
de um trecho da partida (cerca de 5 minutos); os demais alunos podem agitar na 
torcida! Salve esta filmagem, pois será utilizada no próximo momento.
 
 
Atividade 6 – Análise tática 
Esta atividade objetiva analisar uma partida de Basquetebol em seus aspectos 
técnicos, táticos e seus sistemas de jogos. Primeiramente, registre aqui a diferença entre 
Técnica e Tática, discuta com seus colegas e professor sobre sua definição para técnica e 
tática e após a discussão caso necessite, você poderá reescrever. 
Técnica e tática andam sempre juntas, sendo impossível desassociá-las, logo uma 
determinada ação que deve ser feita de um jeito específico (técnica) é determinada pela 
situação momentânea (tática). 
Resolva a seguinte situação-problema: Durante um jogo de basquete a equipe azul se 
encontra em uma boa situação de jogo restando apenas um passe para tentar o arremesso 
36 
 
à cesta. Qual das técnicas é a mais indicada para que o passe seja bem-sucedido de acordo 
com esta situação tática? 
 
 
R:______________________________________________________________________ 
Compreendendo melhor sobre técnica e tática, analise o quadro abaixo e discuta com 
seus colegas como se relacionam com a estratégia. 
 
 Técnica Tática Estratégia 
Caracterizaçã
o 
Execução Adaptação Planejamento 
Relação do 
jogador 
Meio e 
bola 
Adversário Globalidade 
Finalidade Eficiência 
Objetivo 
parcial 
Objetivo 
principal 
Tempo 
Sincroniz
ação 
Instantanei
dade 
Longo/médio/
curto 
Características da técnica, da tática e da estratégia (Sampedro,1999) 
 
Chegou a hora da Resenha! 
 
37 
 
Prepare o vídeo gravado na aula. Caso não seja possível, indicamos aqui um vídeo e uma 
narração via rádio do mesmo jogo que também pode ser analisado. 
Primeiramente escute apenas a narração, tentando imaginar as 
cenas do jogo. Repare na dificuldade de entender as ações dos 
jogadores. Depois, com um olhar mais crítico assista ao vídeo e com 
a mediação do seu professor formule um roteiro para embasar sua 
análise. O roteiro deve conter todos os pontos vistos até agora, 
podendo também acrescentar algo que considere pertinente. Com 
os dados obtidos construa uma resenha sobre o jogo, podendo ser 
apresentada para os demais colegas. 
 
Atividade 7 - Ampliando o Conhecimento 
Você já vivenciou, analisou os aspectos técnicos e táticos do 
basquetebol, sentiu todas as emoções deste jogo, porém já 
imaginou como é ficar de espectador neste esporte? Observe as 
imagens abaixo e debata com seus colegas sobre os pontos 
positivos e negativos destas formas de acompanhar seu time do 
coração! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Título: Botafogo x 
Esporte Clube Pinheiros: 
https://www.youtube.co
m/watch?v=G-
hSM2WO4fk&t=6353s 
Acesso em 01/02/2019. 
Narração começa com 1hora, 
46 minutos e 15 segundos. 
Título: Pinheiros vence 
Botafogo na NBB 
http://radios.ebc.com.br
/show-de-bola-
nacional/2018/12/pinhei
ros-vence-o-botafogo-
pelo-nbb 
Acesso em 01/02/2019. 
https://pixabay.com/pt/microfone-fones-
de-ouvido-r%C3%A1dio-2627991/ 
https://pixabay.com/pt/microfone-fones-
de-ouvido-r%C3%A1dio-2627991/ 
https://pixabay.com/pt/jogo-de-futebol-
f%C3%A3-de-celebra%C3%A7%C3%A3o-
3046616/ 
https://www.youtube.com/watch?v=G-hSM2WO4fk&t=6353s
https://www.youtube.com/watch?v=G-hSM2WO4fk&t=6353s
https://www.youtube.com/watch?v=G-hSM2WO4fk&t=6353s
http://radios.ebc.com.br/show-de-bola-nacional/2018/12/pinheiros-vence-o-botafogo-pelo-nbb
http://radios.ebc.com.br/show-de-bola-nacional/2018/12/pinheiros-vence-o-botafogo-pelo-nbb
http://radios.ebc.com.br/show-de-bola-nacional/2018/12/pinheiros-vence-o-botafogo-pelo-nbb
http://radios.ebc.com.br/show-de-bola-nacional/2018/12/pinheiros-vence-o-botafogo-pelo-nbb
http://radios.ebc.com.br/show-de-bola-nacional/2018/12/pinheiros-vence-o-botafogo-pelo-nbb
38 
 
Imagine que em uma certa época, quando não havia condições de estar presencialmente 
assistindo a uma partida de seu esporte preferido a única forma acompanhar um jogo era 
pelo rádio? Você teve a oportunidade de experimentar esta sensação. Mas será que as 
mídias de áudio são coisas do passado? Rádios e Podcasts estão presentes nos momentos 
em que não se pode dar uma atenção visual para as mídias, como enquanto dirige, pedala, 
faz caminhada, etc. 
• Realize uma pesquisa sobre o percurso histórico da locução esportiva até os dias atuais. 
 
 Unidade Temática: Ginástica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Neste momento iremos falar sobre a Ginástica. Muitas pessoas procuram academias tendo 
como objetivo o condicionamento físico, emagrecer e definir a musculatura. Outras 
preferem métodos milagrosos como, comprimidos, chás, shakes, tratamento estético, 
cirurgias plásticas. A maioria das vezes as pessoas utilizam esses métodos apenas 
utilizando informações que encontram na internet, sem consultar um especialista. Mas por 
que será que isso acontece? 
Atividade 1: Vale a pena emagrecer a qualquer custo? 
Você já ouviu falar em transtornos alimentares? 
São definidos como desvios do comportamento alimentar que podem levar ao 
emagrecimento extremo ou a obesidade, trazendo sérios problemas de saúde, chegando 
até a ocorrer casos de morte. Segundo levantamento realizado pela Secretaria de Estado 
de Saúde de São Paulo indica que 77% das jovens paulistas podem desenvolver transtorno 
alimentar como anorexia, bulimia e compulsão alimentar. 
As pessoas que sofrem com esses transtornos, apresentam algumas características como: 
• Distorção da imagem corporal; 
• Episódios repetidos de grande ingestão de alimentos e depois induzem o vômito, uso de 
laxantes, diuréticos ou na prática exagerada e obsessiva de exercícios físicos. 
• Sente a necessidade de comer, mesmo quando não está com fome, não consegue parar 
de comer. 
 
Embora os transtornos alimentares sejam mais comuns entre as 
mulheres, cresce o número de casos de homens com esse diagnóstico. 
 
 
Fique ligado(a)! Nesta Unidade Temática espera-se que você aprenda: 
• Reconhecer e criticar o impacto dos padrões e estereótipos de beleza corporal sobre 
si e seus pares; 
• Selecionar, relacionar e interpretar informações e conhecimentos sobre padrões e 
estereótipos de beleza; 
• Selecionar indicadores de composição corporal para construir argumentação 
consistente e coerente sobre estereótipos de beleza; 
• Identificar contribuições da alimentação e do exercício no desenvolvimento e no 
controle da obesidade; 
• Estimar valores calóricos relacionados ao consumo de alimentos e ao gasto com 
exercícios. 
 
 
https://www.minhavida.com.br/temas/homens
39 
 
Atividade 2: Simulador de Júri 
O Júri simulado, como o nome diz, é a simulação de um tribunal judiciário, em que os 
participantes têm funções predeterminadas. 
Sua sala será dividida em três grupos e todos pesquisarão sobre: Anorexia, Bulimia 
e Compulsão Alimentar, tendo como foco da pesquisa: o que é; causas, fatores de risco 
e tratamento. 
 
 
Após a pesquisa, seu (sua) professor (a) fará o sorteio das funções que os grupos irão 
representar no Simulador de Júri. 
Grupo 1- pessoas que sofrem com os transtornos alimentares; 
Grupo 2- profissionais da saúde, amigos, pais e familiares; 
Grupo 3- será o Júri Popular. 
O papel do seu (sua) professor (a) será mediar as discussões, delimitando o tempo para 
cada grupo defender sua tese e atacar a tese defendida pelo grupo oponente. O processo 
inicia-se com o lançamento do tema proposto pelo seu (sua) professor (a). Ao pesquisar, o 
grupo se prepara previamente para defender o tema com argumentos convincentes. Seu 
professor dará um tempo inicial para que o grupo socialize suas informações, antes do 
início do debate. Após cada grupo lança a sua tese inicial, defendendo seu ponto de vista. 
Seu (sua) professor (a), também poderá lançar perguntas que motivem o debate, evitando 
fornecer respostas ou apoiar alguma das posições. 
Para finalizar, cada grupo terá um tempo para suas considerações finais. 
Então, o júri popular reúne-se para socializar seus apontamentos, feitos ao longo da 
atividade, e decretar o veredicto. 
 
Etapas do júri simulado: 
 
• O (a) Professor (a) lança o tema; 
• Socializar as ideias nos grupos - 8 min; 
• Defesa da tese inicial - 10 min (5 min para cada grupo); 
• Debate entre grupos - 15 min; 
• Considerações finais - 10 min (5 min para cada grupo), 
• Veredicto - 5 min. 
 
 
Atividade 3: Ser aceito ou se aceitar? 
Vamos refletir sobre essas questões e discutir com seu (sua) professor (a) e seus colegas. 
✓ Por que as pessoas procuram emagrecer com dietas, atividades físicas, cirurgias plásticas, 
tratamentos estéticos? Já pensou nisso? 
✓ Até que ponto isso é pela qualidade de vida e não pela beleza corporal? O que é ser belo? 
✓ Existe algum padrão de beleza pré-estabelecido? Quem determina esses padrões? 
✓ Para ser feliz é preciso se adequar aos padrões de beleza que a mídia e a sociedade 
determinam? Há diferença entre o padrão de beleza estabelecido na mídia e o estabelecido 
na sociedade? 
40 
 
✓ Será que as fotos apresentadas em revistas, outdoors e redes sociais revelam a realidade? 
Porque será que ocorre a utilização de “ferramentas” para modificar a aparência física nas 
imagens? 
 
Atividade 4: Sessão de fotos e vídeos! 
Inicie essa proposta com uma pesquisa em grupo sobre imagens, vídeos e revistas que 
mostrem padrões de beleza corporal da sociedade brasileira e do Mundo. 
Após a pesquisa, discuta com o grupo e responda as seguintes questões: 
1. Quais são os modelos de beleza corporal predominantes em nossa sociedade? 
2. Quais são os modelos de beleza corporal que encontrou em outros países? 
3. Os padrões de beleza corporal são iguais ao redor do mundo? 
4. Como é o padrão de beleza entre os grupos: atletas, músicos, modelos e artistas? 
5. Quais as estratégias utilizadas para alcançar tal padrão de beleza? 
6. As imagens mostram a realidade ou são manipuladas por aplicativos e softwares? 
 
 
 
Após a pesquisa e discussão, seu grupo selecionará uma imagem (que poderá ser de um 
integrante do grupo ou não), editará uma foto (escolha o aplicativo a ser utilizado), 
ajustando-a aos padrões de beleza pré-estabelecidos. 
Atividade 5: Briga com a balança? 
Quando você sobe em uma balança, qual é a sua reação? Logo passa pela sua cabeça 
“Será que estou acima do peso?”, “Será que estou abaixo do peso?” ou “Será que estou no 
peso ideal?”. 
Na verdade, a balança mostra o peso da massa de um corpo. 
Mas para sobre a massa de um corpo, será necessário entender o que é composição 
corporal? 
O peso corporal divide-se em diversos componentes constituintes, como massa gorda (a 
gordura), massa magra (os músculos, água e ossos). 
Mas como será possível verificar o quanto meu corpo tem de massa magra e massa gorda? 
Nesta unidade temática iremos tratar apenas do Índice de Massa Corporal- IMC. Ele serve 
para avaliar o peso do indivíduo em relação à sua altura e assim indicar se está dentro do 
peso ideal, acima ou abaixo do peso desejado. 
 
 
 
 
 
Vamos criar um vídeo ou editar 
uma foto! 
41 
 
Atividade 6: Calculando e verificando: 
Você já viu o cálculo do Índice de Massa Corporal, agora vamos relembrar o cálculo: 
Para calcular o IMC, você deve utilizar a seguinte fórmula: 
IMC = 
𝑝𝑒𝑠𝑜
(𝑒𝑠𝑡𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑥 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎)
 
Por exemplo: Qual é o IMC de Felipe? Idade 15 anos, altura 1,65 m, e peso 60 kg? 
IMC = 
60 𝑘𝑔
(1,65 𝑚 𝑥 1,65𝑚) = 
60
2,72 = 22,06 
 
Calcule o IMC de Enzo, adolescente de 16 anos, 1,68 m de altura e 70kg: 
_____________________________________________________________
Agora calcule seu IMC e verifique na tabela sua classificação: 
Peso:________ 
Altura:__________ 
Anote seu IMC ________________e sua classificação 
___________________ 
 
Com base no resultado da sua classe, seu Professor anotará os resultados na 
lousa e é o momento de construir uma tabela em seu caderno. Siga o exemplo 
da tabela abaixo: 
 
 
IDADE 
MENINAS MENINOS 
DESNUTRIÇÃO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE DESNUTRIÇÃO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE 
6 
Entre 11,7 e 
12,6 
Entre 12,7 e 
17,1 
Entre 17,2 e 
19,5 
19,6 ou 
mais 
Entre 12,2 e 
13,0 
Entre 13,1 
e 16,9 
Entre 17,0 e 
18,7 
18,8 ou mais 
7 
Entre 11,8 e 
12,7 
Entre 12,8 e 
17,5 
Entre 17,6 e 
20,1 
20,2 ou 
mais 
Entre 12,3 e 
13,1 
Entre 13,2 
e 17,2 
Entre 17,3 e 
19,3 
19,4 ou mais 
8 
Entre 11,9 e 
12,9 
Entre 13,0 e 
18,0 
Entre 18,1 e 
21,0 
21,1 ou 
mais 
Entre 12,5 e 
13,3 
Entre 13,4 
e 17,7 
Entre 17,8 e 
20,1 
20,2 ou mais 
9 
Entre 12,1 e 
13,2 
Entre 13,3 e 
18,7 
 Entre 18,8 e 
22,0 
22,1 ou 
mais 
Entre 12,7 e 
13,5 
Entre 13,6 
e 18,2 
Entre 18,3 e 
20,9 
21,0 ou mais 
10 
Entre 12,4 e 
13,6 
Entre 13,5 e 
19,4 
Entre 19,5 e 
23,1 
23,2 ou 
mais 
Entre 12,9 
13,8 
Entre 13,9 
e 18,8 
Entre 18,9 e 
21,9 
22,0 ou mais 
11 
Entre 12,9 e 
14,0 
Entre 14,1 e 
20,3 
Entre 20,4 e 
24,3 
24,4 ou 
mais 
Entre 13,2 e 
14,1 
Entre 14,2 
e 19,5 
Entre 19,6 e 
23,0 
23,1 ou mais 
12 
Entre 13,4 e 
14,6 
Entre 14,7 e 
21,3 
Entre 21,4 e 
25,6 
25,7 ou 
mais 
Entre 13,4 e 
14,6 
Entre 14,7 
e 20,4 
Entre 20,4 
e24,2 
24,3 ou mais 
13 
Entre 13,8 e 
15,1 
Entre 15,2 e 
22,3 
Entre 22,4 e 
26,8 
26,9 ou 
mais 
Entre 14,0 e 
15,1 
Entre 15,2 
e 21,3 
Entre 21,4 e 
25,3 
25,4 ou mais 
14 
Entre 14,2 e 
15,6 
Entre 15,7 e 
23,1 
Entre 23,2 e 
27,8 
27,9 ou 
mais 
Entre 14,5 e 
15,6 
Entre 15,7 
e 22,2 
Entre 22,3 e 
26,5 
26,6 ou mais 
15 
Entre 14,5 e 
15,9 
Entre 16,0 e 
23,8 
Entre 23,9 e 
28,6 
28,7 ou 
mais 
Entre 14,9 e 
16,2 
Entre 16,3 
e 23,1 
Entre 23,2 e 
27,4 
27,5 ou mais 
16 
Entre 14,7 e 
16,2 
Entre 16,3e 
24,3 
Entre 24,4 e 
29,1 
29,2 ou 
mais 
Entre 15,3 e 
16,6 
Entre 16,7 
e 23,9 
Entre 24,0 e 
28,3 
28,4 ou mais 
17 
Entre 14,7 e 
16,3 
Entre 16,4 e 
24,6 
Entre 24,7 e 
29,4 
29,5 ou 
mais 
Entre 15,6 e 
17,0 
Entre 17,1 
e 24,6 
Entre 24,7 e 
29,0 
29,1 ou mais 
18 
Entre 14,7 e 
16,3 
Entre 16,4 e 
24,8 
Entre 24,9 e 
29,5 
29,6 ou 
mais 
Entre 15,7 e 
17,2 
Entre 17,3 
e 24,9 
Entre 25,0 e 
29,2 
29,3 ou mais 
 
42 
 
MENINOS E MENINOS 
IDADE DESNUTRIDO PESO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE 
15 
16 
 
Com a tabela pronta, vamos construir um gráfico contendo: números de 
alunos com desnutrição, peso normal, sobrepeso e obesidade, independente 
do sexo. 
Exemplo: 
 
Analisar e refletir!!!! 
Você e seus amigos fizeram o cálculo do IMC. Perceberam alguma diferença 
no resultado com a estética corporal? Vamos analisar as seguintes situações 
e responda após cálculo e reflexão: 
a. Beatriz está com 10 anos, seu peso 43kg, estatura 1,38m, sua vida é 
sedentária, prefere ficar sentada no sofá assistindo televisão, sua alimentação 
é rica em produtos industrializados. Em cima do resultado e da história de 
Beatriz, o que você sugere? 
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________ 
b. Miguel pratica atividade física 4 vezes por semana, sua alimentação é 
equilibrada, todo final de semana está com seus amigos praticando algum 
esporte, seu peso 78kg e sua estatura 1,70m. Analisando o resultado com seu 
dia-a-dia, o que você sugere? 
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________ 
 
Existem outros indicadores para análise da composição corporal, 
pesquise para saber mais! 
 
Atividade 7: Bem-estar “Consumo X Gasto Calórico” 
Como garantir o seu bem-estar, já pensou nisso? Como está cuidando do seu 
corpo? 
 
15 ANOS
16 ANOS
43 
 
Diário de Bordo: Alimentação e prática de atividade Física. 
 
Já ouviu falar em diário de bordo? Nada mais é do que você anotar sua 
rotina na alimentação e nos seus afazeres. 
Vamos anotar por 5 dias sua rotina diária no caderno. Lembre-se que a 
quantidade de alimentos precisa de uma medida padrão. Você pode 
acessar esse link: Tabelas de calorias dos alimentos mais servidos na 
mesa: https://www3.faac.unesp.br/nos/bom_apetite/tabelas/cal_ali.htm. 
(Acesso em 13/02/2019). 
 
Após pesquise sobre gastos calóricos nas diferentes atividades físicas. 
Depois de cinco dias calcule o quanto você ingeriu de calorias e o quanto 
gastou. Com base no resultado proponha alternativas para balancear a 
alimentação com a prática de atividade física. 
 
Nota: Lembramos que o auxílio de um profissional tanto no caso da 
alimentação ou da atividade física são importantíssimos para o 
alcance de um resultado que busque a qualidade de vida! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www3.faac.unesp.br/nos/bom_apetite/tabelas/cal_ali.htm
44 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lem 
 
45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Caro aluno, 
 Nas atividades propostas, para este bimestre, estão contempladas as Dez 
Competências Gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as Habilidades 
do Currículo do Estado de São Paulo com o intuito de subsidiar o seu processo de 
formação integral. A avaliação se dará de forma contínua, promovendo a excelência 
no ensino e aprendizagem, que contribuirá para o desenvolvimento do protagonismo 
juvenil. Deste modo, é possível promover tanto o engajamento em práticas de leitura 
e escrita mediadas pela oralidade, quanto à construção da autonomia necessária para 
que você desenvolva sua capacidade de aprender a aprender uma língua estrangeira. 
 
Mãos à obra! 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 1 
1- Look at the map and the title of the text. What do you think it is about? 
2- The text shows the importance of the English language and how much of the 
world is studying it. Discuss with the class over the influence of the English language 
and how it changes patterns attitudes and behaviors around the globe. Circle the 
cognate words. 
3- Now, on your notebook, write some new words you found on the text and 
translate them. You can use dictionaries (printed or online). Socialize with your 
classmates. 
4- In pairs, choose one paragraph and discuss about the meaning of it and write a 
summary on your notebook. 
5- Discuss and produce with the whole class, with the help of your teacher, a small 
summary about the importance of learning English and how it can be helpful in your 
life. 
6- Finally, create a presentation with pictures to represent the importance of the 
English Language around the World. You can use technological resources, notebook 
and others. 
 
 
HABILIDADES 
• Identificar os países que utilizam o inglês como língua materna e a influência 
dessa língua no Brasil. 
• Identificar informações sobre os países cuja língua oficial é o inglês e 
compará-las com as de países de expressão em língua portuguesa. 
• Compreender os conceitos de língua estrangeira e de língua franca e refletir 
sobre o papel da aprendizagem de línguas estrangeiras no mundo. 
 
 
47 
 
 
THE STUDIES OF LANGUAGES AROUND THE WORLD VIA APPS 
There is no official definition of "global" or "world" language, but it essentially 
refers to a language that is learned and spoken internationally, and is characterized 
not only by the number of its native and second language speakers, but also by its 
geographical distribution, and its use in international organizations and in diplomatic 
relations. 
A global language acts as a “lingua franca”, a common language that enables 
people from diverse backgrounds and ethnicities to communicate on a more or 
less equitable basis. The map shows the most studied languages in each country on 
learning apps in 2018: 
Because English is so widely studied and spoken, it has often been referred to as a 
"world language", the lingua franca of the modern era, and while it is not an official 
language in most countries, it is currently the language most often taught as a foreign 
language. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HABILIDADES 
• Ler, compreender, analisar e interpretar: páginas da internet sobre programas de 
intercâmbio, depoimentos, e-mails, piadas, adivinhas, verbetes de dicionário e 
diálogos, inferindo seus traços característicos, bem como suas finalidades e usos 
sociais. 
 
 
48 
 
ACTIVITY 2 
1- Look at the picture and the title of the text. What do you think it is about? 
2- The text shows the importance of the non-verbal text to understand the 
verbal text. Write some new words you found on the text and translate them. 
You can use dictionaries (printed or online). Socialize with your classmates. 
3- Circle the cognate words and try to find some false ones and underline them. 
4- In groups select a theme of cultural or political importance to you or your 
community and then create a one frame comic expressing your opinions and 
feelings. 
 
ENGLISH IN YOUR DAILY LIFE 
 
https://www.metmuseum.org/art/collection/search/367748 
 
The Plumb-pudding in Danger - James Gillray (1805) 
 
Comics is a medium used to express ideas by images, often combined with 
text or other visual information. Comics frequently takes the form of juxtaposed 
49 
 
sequences of panels of images. Often textual devices such as speech balloons, 
captions, and onomatopoeia indicate dialogue, narration, sound effects, or other 
information. Size and arrangement of panels contribute to narrative pacing. 
Political cartoons can usually be found on the editorial page of many 
newspapers, although a few are sometimes placed on the regular comic strip page. 
Most cartoonists use visual metaphors and caricatures to address complicatedpolitical 
situations, and thus sum up a current event with a humorous or emotional picture. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 3 
1- Look at the picture. Have you ever heard about Superhero Comic Contest from 
UNICEF? 
2- The text shows the importance of the non-verbal text to understand the verbal text. 
Scan the text and try to find new vocabulary. Socialize with your classmates. 
3- The text is about two small biographies, one of the winning author and other of the 
character she has created for the UNICEF contest “School Superhero Comic” held in 
2018. 4- In your notebook write a small biography of you, tell us who you are, your 
aspirations, your dreams and expectations. 
5-In groups create a biography for a fictional or real character that represents your 
school or community and how he/she/it can change or solve problems that are present 
in day to day realities. Present them to the whole class. 
 
 
 
 
 
HABILIDADES 
• Ler, compreender, analisar e interpretar: páginas da internet sobre 
programas de intercâmbio, depoimentos, e-mails, piadas, adivinhas, 
verbetes de dicionário e diálogos, inferindo seus traços característicos, 
bem como suas finalidades e usos. 
• Contribuir em momentos coletivos de tomada de decisão e de produção 
escrita. 
 
50 
 
SUPERHERO COMIC CONTEST 
 
 
Source:https://www.unicef.org/end-violence/school-superhero-comic-contest 
 
Rizka is 17-year-old a high schooler from South Sulawesi, Indonesia who loves 
coffee and bicycling. “I’m a shy person but please do not hesitate to approach me,” 
she says. As she was inspired to keep drawing by someone, she hopes her drawing 
can inspire someone else too. “I planned to create Cipta with a concept of fighting the 
silence with silence.” 
 Rajwa, also known as Cipta, is a 15-year-old who can turn her drawings into 
real-life objects and control them to stop school violence. She gives her sketchbook to 
children who are afraid to speak up. In it, they can draw or write the object they want 
her to create and control. She draws and then spreads ‘sketch-birds’ across the 
community for children to write down their problems and send a message to her and 
whoever they would like. 
 Source:https://www.unicef.org/end-violence/school-superhero-comic-contest 
 
 
 
 
HABILIDADES: 
• Contribuir em momentos coletivos de tomada de decisão e de produção escrita. 
• Reconhecer mensagens implícitas (linguagem verbal e não verbal). 
 
https://www.unicef.org/end-violence/school-superhero-comic-contest
https://www.unicef.org/end-violence/school-superhero-comic-contest
51 
 
ACTIVITY 4 
1- With the help of your teacher, look at the hero’s journey chart and try to identify the 
way it starts until the end. 
2- In pairs, choose one paragraph and discuss about the meaning of it and write on 
your notebook. Remember to circle the cognate words and underline the false ones. 
3- The text represents the path where a heroic figure will travel in order to complete a 
story or a quest even if not all the steps are present. Discuss with your teacher and 
class about what kind of adventures or situations you have passed in your life. Then 
write down in your notebook a story about your hero’s journey, following the steps from 
the text and expressing what you’ve learned. 
 Source: http://www.dopeame.com/blog/2016/5/16/the-heros-journey 
 
http://www.dopeame.com/blog/2016/5/16/the-heros-journey
52 
 
4-Choose someone you consider a hero. It can be someone of your family member, 
someone famous of your city or even your community. Make a video or another 
presentation telling why you think this person is a hero. 
 
 
The hero’s journey represents the path where a heroic figure will travel in order 
to complete a story or a quest even if not all the steps are present. If you reflect back 
to any childhood adventure story, or the exciting movie you watched, or the plot of one 
of your favorite thriller books, you will notice a similar trajectory of how the story is told. 
What is even more fascinating is that our own life follows this Hero's Journey as well. 
At some point in your life you may have felt a Call to Action, a whisper of an Adventure 
ahead, or a desire to experience more and understand the sense of lack in your own 
life. It is that moment when your Bliss and Joy calls to be followed, and you suddenly 
see that the Universe has opened doors where there were once only roadblocks and 
walls. 
Although you are excited and curious as to what is around the next corner, 
uncertainty is terrifying, and it often takes the support of someone else to get you to 
take the first few steps needed. From there you venture into unknown territory and 
experience new and increasingly-difficult hardships that test your strength and push 
your way outside your comfort zone. 
Through this process you develop new skills, you learn new ways to think, act, 
and show up in your life, and you meet like-minded people that become your new 
friends. At some point, you reach a breaking point. You hit rock bottom, you are 
haunted with death or trauma, you experience failure like nothing else you have seen 
or heard of before, and you break down, not realizing that this is what leads to the 
ultimate 'break open'. 
Your darkest moment teaches you the lessons you needed all along. You 
develop new and stronger skills that allow you to rebuild your foundation and retrain 
your brain to perceive the world with a new lens and a new appreciation and gratitude. 
As you venture back to your home, you are a new version of yourself. You bring back 
wisdom and "gifts" that you could not have dreamed of possessing before this journey 
began. 
 
53 
 
 
 
SELF-ASSESSMENT 
 
Dear student, 
It is your time to evaluate what have you have learned so far. Answer on the table: 
 
LEARNED 
 
KNEW 
 
 WANT TO KNOW 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
CADERNO DE ATIVIDADES DO ALUNO - ENSINO MÉDIO – ÁREA DE 
LINGUAGENS 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Língua Portuguesa 
Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Mary Jacomine da Silva. 
 
Autoria do material 
 
Alessandra Junqueira Vieira Figueiredo, Alzira Maria Sá Magalhães Cavalcante, Andrea Righeto, 
Danúbia Fernandes Sobreira Tasca, Eliane Cristina Gonçalves Ramos, Helena Pereira dos 
Santos, Igor Rodrigo Valério Matias, João Mário Santana, Letícia Maria de Barros Lima Viviani, 
Lidiane Máximo Feitosa, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria Madalena Borges Gutierre, Martha 
Wassif Salloume Garcia, Patrícia Fernanda Morande Roveri, Rodrigo Cesar Gonçalves, Sônia 
Maria Rodrigues, William Ruotti. 
 
Equipe Curricular de Línguas Estrangeiras Modernas – Leitura crítica e validação do 
material 
 
Teônia de Abreu Ferreira, Jucimeire de Souza Bispo 
 
Autoria do material 
 
Jucimeire de Souza Bispo, Leonardo Campos Antunes Moreira. Nelise Maria Abib Penna Pagnan, 
Pamella de Paula da Silva Santos. Sônia Aparecida Martins Peres, Teônia de Abreu Ferreira, 
Viviane Barcellos Isidorio. 
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
----- 
Equipe Curricular de Arte – Leitura crítica e validação do material 
 
 Carlos Eduardo Povinha, Eduardo Martins Kebbe 
 
Autoria do material 
 
Carlos Eduardo Povinha, Débora David Guidolín, Djalma Abel Novaes, Eduardo Martins Kebbe, 
Eliana Florindo, Elisangela Vicente Prismit, Evania Rodrigues Moraes Escudeiro, Madalena Ponce 
Rodrigues, Marília Marcondes de M. Sarmento e L. Torres, Pedro Kazuo Nagasse, Roberta Jorge 
Luz, Rodrigo Mendes, Silmara Lourdes Truzzi 
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------Equipe Curricular de Educação Física – Leitura crítica e validação do material 
 
Luiz Fernando Vagliengo, Sandra Pereira Mendes 
 
Autoria do material 
 
Diego Diaz Sanchez, Felipe Augusto Lucci, Flavia Naomi Kunihira Peixoto, Gislaine Procópio 
Querido, Isabela Muniz dos Santos Cáceres, Janaina Pazeto Domingos, Katia Mendes Silva, Lígia 
Estronioli de Castro, Maria Izildinha Marcelino, Nabil José Awad, Neara Isabel de Freitas Lima, 
Sandra Regina Valadão, Thaisa Pedrosa Silva Nunes, Tiago Oliveira dos Santos. 
 
Revisão do Material 
 
Fabiana Vicentin Garcia, Mara Lucia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Mary Jacomine da Silva, 
Teresinha Morais da Silva. 
 
 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE ATIVIDADES DO ALUNO 
 
2ª SÉRIE - EM 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Governador 
João Doria 
 
Secretário da Educação 
Rossieli Soares 
 
Secretário Executivo 
Haroldo Corrêa Rocha 
 
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB 
Caetano Siqueira 
 
Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação Básica – DEGEB 
Herbert Gomes da Silva 
 
Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, do Ensino Médio e da Educação Profissional 
– CEFAF 
Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho 
3 
 
 
 
 
Sumário 
 
 
Língua Portuguesa ................................................................. 04 
 
Arte 
 
................................................................. 
 
11 
 
Educação Física 
. 
................................................................. 
 
16 
 
Línguas Estrangeiras Modernas 
 
................................................................. 
 
27 
 
Créditos 
 
................................................................. 
 
37 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
Nas atividades a seguir, você poderá complementar seus estudos, observando: 
 As características do gênero. 
 A análise dos sentidos do texto. 
 a crítica a valores sociais, procedimentos de convencimento. 
 a elaboração de projeto para produção de texto (questão polêmica e tese). 
 trabalhar com atividades sobre os conteúdos. 
 
6 
 
 
ATIVIDADE 1 
Nessa sequência de atividades, nas aulas de Língua Portuguesa, a partir de uma peça teatral de 
comédia de costumes, você vai estudar as características do gênero, como antecipar sentidos do 
texto a partir de marcas textuais, a crítica a valores sociais, procedimentos de convencimento, bem 
como realizar pesquisa e seminário, elaborar projeto e produzir texto (questão polêmica e tese). 
Orientados pelo professor, você e seus colegas irão trabalhar com atividades sobre os conteúdos e 
habilidades acima relacionadas, contidos neste jornal ou revista. Serão aproximadamente 10 aulas 
dedicadas a esse trabalho. 
Esperamos que você aproveite esta proposta de trabalho para se fortalecer e enfrentar novos 
desafios de aprendizagem deste ano letivo. 
 
 
Texto 1: O Noviço 
Martins Pena 
 
CENA I 
 
AMBRÓSIO, só, de calça preta e chambre — No mundo a fortuna é para quem sabe adquiri-la. 
Pintam-na cega... Que simplicidade! Cego é aquele que não tem inteligência para vê-la e a alcançar. 
Todo o homem pode ser rico, se atinar com o verdadeiro caminho da fortuna. Vontade forte, 
perseverança e pertinácia são poderosos auxiliares. Qual o homem que, resolvido a empregar todos 
os meios, não consegue enriquecer-se? Em mim se vê o exemplo. Há oito anos, era eu pobre e 
miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. O como não importa; no bom resultado está o mérito... 
Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? Se em algum tempo tiver de responder pelos meus 
atos, o ouro justificar-me-á e serei limpo de culpa. As leis criminais fizeram-se para os pobres... 
 
CENA II 
 
Entra Florência, vestida de preto, como quem vai à festa. 
FLORÊNCIA, entrando — Ainda despido, Sr. Ambrósio? 
AMBRÓSIO — É cedo. (Vendo o relógio:) São nove horas, e o ofício de Ramos principia às dez e 
meia. 
FLORÊNCIA — É preciso ir mais cedo para tomarmos lugar. 
AMBRÓSIO — Para tudo há tempo. Ora dize-me, minha bela Florência... 
FLORÊNCIA — O que, meu Ambrosinho? 
AMBRÓSIO — O que pensa tua filha do nosso projeto? 
FLORÊNCIA — O que pensa não sei eu, nem disso se me dá; quero eu — e basta. E é seu dever 
obedecer. 
AMBRÓSIO — Assim é; estimo que tenhas caráter enérgico. 
FLORÊNCIA — Energia tenho eu. 
AMBRÓSIO — E atrativos, feiticeira... 
FLORÊNCIA — Ai, amorzinho! (À parte:) Que marido! 
AMBRÓSIO — Escuta-me, Florência, e dá-me atenção. Crê que ponho todo o meu pensamento em 
fazer-te feliz... 
FLORÊNCIA — Toda eu sou atenção. 
AMBRÓSIO — Dois filhos te ficaram do teu primeiro matrimônio. Teu marido foi um digno 
homem e de muito juízo; deixou-te herdeira de avultado cabedal. Grande mérito é esse... 
FLORÊNCIA — Pobre homem! 
7 
 
AMBRÓSIO — Quando eu te vi pela primeira vez, não sabia que eras viúva rica. (À parte:) Se o 
sabia! (Alto:) Amei-te por simpatia. 
FLORÊNCIA — Sei disso, vidinha. 
AMBRÓSIO — E não foi o interesse que obrigou-me a casar contigo. 
FLORÊNCIA — Foi o amor que nos uniu. 
AMBRÓSIO — Foi, foi, mas agora que me acho casado contigo, é de meu dever zelar essa fortuna 
que sempre desprezei. 
FLORÊNCIA - (À parte) — Que marido! 
AMBRÓSIO - (À parte) — Que tola! (Alto:) Até o presente tens gozado dessa fortuna em plena 
liberdade e a teu bel-prazer; mas daqui em diante, talvez assim não seja. 
FLORÊNCIA — E por quê? 
AMBRÓSIO — Tua filha está moça e em estado de casar-se. Casar-se-á, e terás um genro que 
exigirá a legítima de sua mulher, e desse dia principiarão as amofinações para ti, e intermináveis 
demandas. Bem sabes que ainda não fizestes inventário. 
FLORÊNCIA — Não tenho tido tempo, e custa-me tanto aturar procuradores! 
AMBRÓSIO — Teu filho também vai a crescer todos os dias e será preciso por fim dar-lhe a sua 
legítima... Novas demandas. 
FLORÊNCIA — Não, não quero demandas. 
AMBRÓSIO — É o que eu também digo; mas como preveni-las? 
FLORÊNCIA — Faze o que entenderes, meu amorzinho. 
AMBRÓSIO — Eu já te disse há mais de três meses o que era preciso fazermos para atalhar esse 
mal. Amas a tua filha, o que é muito natural, mas amas ainda mais a ti mesma... 
FLORÊNCIA — O que também é muito natural... 
AMBRÓSIO — Que dúvida! E eu julgo que podes conciliar esses dois pontos, fazendo Emília 
professar em um convento. Sim, que seja freira. Não terás nesse caso de dar legítima alguma, 
apenas um insignificante dote — e farás ação meritória. 
FLORÊNCIA — Coitadinha! Sempre tenho pena dela; o convento é tão triste! 
AMBRÓSIO — É essa compaixão mal-entendida! O que é este mundo? Um pélago de enganos e 
traições, um escolho em que naufragam a felicidade e as doces ilusões da vida. E o que é o 
convento? Porto de salvação e ventura, asilo da virtude, único abrigo da inocência e verdadeira 
felicidade... E deve uma mãe carinhosa hesitar na escolha entre o mundo e o convento? 
FLORÊNCIA — Não, por certo... 
AMBRÓSIO — A mocidade é inexperiente, não sabe o que lhe convém. Tua filha lamentar-se-á, 
chorará desesperada, não importa; obriga-a e dai tempo ao tempo. Depois que estiver no convento e 
acalmar-se esse primeiro fogo, abençoará o teu nome e, junto ao altar, no êxtase de sua 
tranquilidade e verdadeira felicidade, rogará a Deus por ti. (À parte:) E a legítima ficará em casa... 
FLORÊNCIA — Tens razão, meu Ambrosinho, ela será freira. 
AMBRÓSIO — A respeito de teu filho direi o mesmo. Tem ele nove anos e será prudente criarmo-lo 
desde já para frade. 
FLORÊNCIA — Já ontem comprei-lhe o hábito com que andará vestido daqui em diante. 
AMBRÓSIO — Assim não estranhará quando chegar à idade de entrar no convento; será frade feliz. 
(À parte:) E a legítima também ficará em casa... 
FLORĘNCIA — Que sacrifícios não fareieu para ventura de meus filhos! 
[...] 
 
Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000032.pdf>. Acesso em: 06 de 
fev. 2019 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000032.pdf
8 
 
 
Para início de conversa... 
 
Martins Pena foi um teatrólogo do Romantismo brasileiro, que satirizou a sociedade da 
época, seus costumes e suas relações sociais, através do gênero comédia de costumes, do 
qual foi pioneiro e principal representante. 
O gênero aborda, de maneira cômica e sarcástica, o comportamento humano e seus tipos 
característicos, demonstrando com frequência as atitudes inadequadas quanto às normas de 
conduta da sociedade, amores ilícitos e atitudes amorais. A linguagem é, geralmente, 
simples, aproximando-se do cotidiano, com diálogos dinâmicos, cheios de ironia e humor. 
 
1) Nas cenas I e II da obra “O Noviço”, percebe-se a ausência de valores sociais, éticos e 
morais. Identifique quais são esses valores e, a partir deles, que críticas são demonstradas. 
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________ 
 
2) O texto foi publicado no século XIX, portanto, havia o uso de palavras que não são usuais na 
sociedade contemporânea. Quais marcas textuais nos remetem aos termos e/ou linguagem 
característica daquela época? 
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________ 
 
3) O texto dramático difere-se dos demais textos em prosa, pois possui características próprias. 
Identifique no trecho estudado, os elementos que o definem como texto dramático. 
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________ 
 
4) Na cena I, é evidenciada a tolerância que se mantém até os dias atuais, quando o cidadão 
não corresponde aos valores sociais e éticos esperados. 
a) Localize frases que demonstram esta condição. 
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________ 
 
b) Estabeleça relação entre as ideias expressas nas frases que você localizou com situações 
recorrentes, nos dias de hoje, em que o homem despreza leis e valores em benefício próprio. 
Registre sua resposta para apresentação aos colegas e discussões colaborativas. 
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________ 
 
5) Na cena I, há indícios que antecipam o caráter de Ambrósio, quanto à ganância pelo dinheiro. 
Em qual frase é evidenciado seu caráter, considerando os valores éticos e morais da 
sociedade? 
 
(A) Cego é aquele que não tem inteligência para vê-la e a alcançar. 
(B) Todo o homem pode ser rico, se atinar com o verdadeiro caminho da fortuna. 
(C) Há oito anos, era eu pobre e miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. 
(D) O como não importa; no bom resultado está o mérito... 
9 
 
(E) Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? 
 
6) Identifique no texto da Cena II, passagens que evidenciem o processo de convencimento e 
manipulação exercido sobre a personagem Florência. 
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
 
Aprofundando seus conhecimentos 
 
Sistematização 
Com a orientação do professor, realize, em grupo, uma pesquisa sobre Martins Pena e o 
contexto histórico-social em que a obra está inserida: como eram os costumes, o que estava 
acontecendo na sociedade da época, a importância e influência de tais acontecimentos na 
produção literária. 
Selecione e registre as informações mais relevantes, as quais poderão ser apresentadas em 
um Seminário1. 
 
 
Recordando 
Neste momento, iniciaremos o estudo do gênero artigo de opinião. Para produção de textos 
deste gênero, é preciso partir de uma questão polêmica, originária de um determinado tema 
ou fato, que favorece a tomada de posição do autor e revela sua postura a favor ou contra o 
assunto discutido. Ela é o ponto de partida para a escrita do artigo de opinião que, 
geralmente, surge de um assunto de relevância social. Outro elemento importante para a 
constituição de um artigo de opinião é a tese. Ela expressa a opinião do autor e, em alguns 
casos, já aparece na introdução, com o objetivo de explicitar, logo no início, seu 
posicionamento. 
 
 
Planejando o texto 
 
Diariamente, são veiculadas notícias, em diferentes suportes, que relatam fatos envolvendo 
pessoas, das mais variadas esferas, com atitudes consideradas amorais pela sociedade. 
O texto “O Noviço”, de Martins Pena, produzido no século XIX, também, aborda vários temas 
polêmicos presentes em nossa sociedade atual, os quais favorecem discussões. 
Assim, retome o trecho estudado para ajudá-lo na produção inicial de seu texto. Imagine que 
você escreve para o jornal de sua cidade e deverá redigir uma tese que será selecionada 
para compor um artigo de opinião. Considere as etapas abaixo: 
 
Etapa 1 - Identifique, coletivamente, nas cenas I e II de “O Noviço”, temas relevantes, que 
possam provocar boas discussões, para a elaboração de questões polêmicas. 
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
 
 
1 O Seminário é um gênero textual que tem por objetivo apresentar oralmente as informações coletadas na pesquisa. Esta 
apresentação oral pode ser feita com diferentes recursos (cartazes, power point, vídeos, animações etc). 
 
10 
 
Etapa 2 – A partir dos temas elencados acima, escolham um deles e elaborem uma questão 
polêmica. 
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________ 
 
Etapa 3 – Certifique-se de que a questão polêmica que vocês elaboraram permite assumir 
posição favorável ou contrária frente ao tema e, a partir dela, desenvolva, individualmente, uma 
tese. 
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________ 
 
11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
Tema: O Encontro entre Arte e Público 
 
ARTES VISUAIS 
 
Momento I: Apreciação 
 
Observe com atenção a imagem que será mostrada pelo professor. (Marcel Duchamp. Fonte, 1917. 
Ready-made. Porcelana, 23,5 × 18 × 60 cm.) 
 
A obra de arte contemporânea provoca o público de muitas maneiras. 
Você se lembra de alguma obra contemporânea que tenha provocado você de alguma forma? 
 
Podem ser obras das quais você tenha visto apenas uma imagem dela. O que você pensou, sentiu 
ou percebeu observando-as? 
 
Observe a imagem da obra que será mostradapelo professor. 
 
 Como você percebeu a obra mostrada pelo professor? 
 O que, provavelmente, o artista quis despertar em quem a observa? 
 Ela faz você pensar sobre a relação entre arte e público? 
 
Registre em seu caderno, as respostas que você deu às perguntas acima. 
 
Momento II: Pesquisa em Grupo 
 
Em todos os tempos, a arte desejou o contato com o público. Há muito que pesquisar sobre essa 
história, mas o mais interessante neste momento é investigar o que a sua cidade e/ou região 
oferecem. Por isso, sugerimos alguns temas para pesquisa em grupo: 
 
 Os espaços sociais da arte em sua cidade ou região: museus, salões de arte, galerias, feiras, 
espaços alternativos etc. 
 Os profissionais da área: produtores culturais, artistas, museólogos, curadores, designers de 
exposições, restauradores, marchands, courriers (profissionais que acompanham a viagem de 
obras importantes), galeristas, integrantes da ação educativa das instituições, críticos de arte, 
jornalistas 
 responsáveis pelo setor de arte e cultura, programadores culturais, professores, iconógrafos, 
montadores especializados etc. 
 Os artistas da região, verificando se lidam apenas com uma modalidade ou se circulam por várias, 
como pintura, desenho, vídeo, web art etc. 
 Os objetos de arte na escola, a comunicação visual na escola, as exposições promovidas pela 
escola. 
 
Além dessas linhas de pesquisa, outras mais específicas podem ser propostas: 
 O mercado de arte em sua região. 
 Os modos de expor (conceito do cubo branco, as exposições com cenografia), a arte pública na 
cidade. 
 O trabalho de mediação feito nas instituições culturais para pessoas com deficiência, para 
crianças, para a terceira idade etc. 
 
É muito importante registrar os dados pesquisados e as fontes da pesquisa. 
 
13 
 
Momento III: Ação Expressiva 
 
André Malraux, escritor e crítico de arte, concebeu a ideia de um museu imaginário. 
Imagine que você tenha a possibilidade de criar uma pequena exposição do acervo de seu museu 
imaginário particular. 
Elabore o convite da exposição com título, texto introdutório e a listagem das obras que a compõem. 
 
O que eu aprendi? Faça um relato em seu caderno, sobre o que você aprendeu. 
 
 
 
 
DANÇA 
 
Momento I: Ação Expressiva 
 
A dança não acontece num único local como podemos ver em filmes e imagens de séculos atrás. 
Atualmente, podemos ver as pessoas dançando em espaços variados, explorando diferentes 
movimentos, misturando diversos estilos musicais. Não existe mais um padrão de quem pode 
dançar, onde e o que dançar. Todas as pessoas podem se beneficiar dos encantos dos movimentos 
da dança. 
 
Hoje podemos ser surpreendidos com pessoas dançando em lugares inusitados, apresentando 
coreografias individuais ou coletivas e convidando à participação do público nesses ambientes. 
Essa ação é chamada de flashmob, que se refere a um grupo de pessoas que num determinado 
lugar surpreendem as pessoas com uma ação inusitada. 
 
Listamos alguns exemplos de flashmob para sua apreciação: 
 
https://www.youtube.com/watch?v=bQLCZOG202k 
https://www.youtube.com/watch?v=f_LZLzS9llU 
https://www.youtube.com/watch?v=o2iQ8THWz5k 
https://www.youtube.com/watch?v=-tJYN-eG1zk 
 
Agora que você já tem uma ideia do que é o flashmob, que tal criar com seus colegas uma 
coreografia e apresentar na escola, seja na hora da entrada, no intervalo ou mesmo durante algum 
evento em que o público seja surpreendido. 
 
É importante que todo flashmob permaneça em segredo entre os demais alunos, até o momento da 
execução, mas deve ser comunicado com antecedência para os professores, coordenadores e 
direção da escola para que haja colaboração de todos e a proposição tenha sucesso. 
 
O que eu aprendi? Faça um relato em seu caderno, sobre o que você aprendeu. 
 
MÚSICA 
 
Momento I: Apreciação 
 
No final do ano de 2018, um filme teve grande repercussão aqui no Brasil por contar a história do 
cantor e compositor Freddie Mercury e a Banda Queen - Bohemian Rhapsody. No decorrer da 
trajetória do Queen, uma música ganhou a atenção do mundo inteiro, em especial, dos brasileiros - 
We will rock you, que gerou grande impacto em suas apresentações por aqui, em 1981 e no Rock in 
Rio em 1985. Você conhece essa música? 
https://www.youtube.com/watch?v=bQLCZOG202k
https://www.youtube.com/watch?v=f_LZLzS9llU
https://www.youtube.com/watch?v=o2iQ8THWz5k
https://www.youtube.com/watch?v=-tJYN-eG1zk
14 
 
 
Você pode conhecê-la ou relembrá-la por meio do link: 
https://www.youtube.com/watch?v=-tJYN-eG1zk 
 
Essa música tornou-se tão famosa que em 2004 foi utilizada numa propaganda de um conhecido 
refrigerante, protagonizada pelos cantores Britney Spears, Beyonce, Pink e Enrique Iglesias. Na 
propaganda também aparecem, rapidamente, dois membros da banda Queen: Brian May e Roger 
Taylor. Você pode assistir o vídeo por meio do link: 
https://www.youtube.com/watch?v=pES8SezkV8w 
 
Esta propaganda é um exemplo de como podemos reler uma música conhecida, dando a ela novos 
sentidos e maneiras de executá-la. Para compreender melhor essa ideia, assista o vídeo em que o 
músico transformou a canção We will rock you em um instrumental. Apesar das variações 
melódicas, reconhecemos a música do começo ao fim. Assista por meio do link: 
https://www.youtube.com/watch?v=ThjvyzQtdZE 
 
Amplie seus conhecimentos pesquisando também a época em que a banda Queen lançou essa 
música, em qual álbum ela se encontra, como era o cenário político no Brasil e no mundo, como era 
a moda… 
 
A canção We will rock you pode ser considerada como um clássico do gênero Rock and Roll. Outros 
ritmos, como o reggae da Jamaica, frevo do Brasil e o fado de Portugal, são considerados como 
bens imateriais da Humanidade. 
 
Momento II: Ação Expressiva 
 
Pensando nessa ideia de aproximar uma música, enquanto objeto artístico, de outras possibilidades 
de acesso ao público, você e um colega da turma, devem escolher uma música, do gênero musical 
de sua preferência e fazer uma proposta, dando a ela uma nova versão. 
 
Estudem a melhor forma de adequar a música, fazendo as alterações necessárias, porém, sem 
modificar a letra e a melodia para que todos a reconheçam. 
 
Após a pesquisa e devidas alterações, façam um vídeo e preparem a apresentação para os demais 
colegas. 
 
Para saber mais sobre releituras de músicas e adaptações, seguem outros links de músicas 
nacionais, as quais você pode ouvir e conversar com seus colegas sobre essas produções: 
Música Banho de Cheiro (ritmo musical original: Frevo) 
https://www.youtube.com/watch?v=JXv-Rkh8JCg 
https://www.youtube.com/watch?v=PFgLMoPUiAo 
 
O que eu aprendi? Faça um relato em seu caderno, sobre o que você aprendeu. 
 
TEATRO 
 
Momento I: Ação Expressiva 
 
Como podemos perceber, no decorrer das atividades anteriores, pudemos explorar as 
potencialidades da fotografia, das releituras musicais e da dança e de sua interação com o público. 
Agora, vamos produzir em teatro, tendo foco no hibridismo. Para relembrar; o hibridismo acontece 
quando as linguagens artísticas se misturam, ficando por vezes difícil classificar a qual linguagem 
específica a apresentação pertence. 
https://www.youtube.com/watch?v=-tJYN-eG1zk
https://www.youtube.com/watch?v=pES8SezkV8w
https://www.youtube.com/watch?v=ThjvyzQtdZE
https://www.youtube.com/watch?v=JXv-Rkh8JCg
https://www.youtube.com/watch?v=PFgLMoPUiAo
15 
 
 
Assim como vimos em dança, nesta atividade de teatro o espaço cênico pode ser qualquer um da 
escola, desde que seja feito um combinado com o professor e a direção da escola, além disso deve 
contar com a participação e, se possível, interação do público. 
 
Em parceria com seus colegas, façam uma relação de ideias e temas que possam gerar uma 
apresentação teatral. Não esqueçam de “misturar” as linguagens. Com criatividade, todas as ideias 
são válidas e possíveis de serem executadas. 
 
Veja, por exemplo, como o grupo espanhol “Nat Nus Momentari” mistura as linguagens, utilizandoideias simples e interagindo com a tecnologia de vídeo. O vídeo da apresentação do grupo pode ser 
visto por meio do link: 
https://www.youtube.com/watch?v=MrGkYdUdqH8 
Após a organização da ideia, relacione com seus colegas os recursos necessários, inclusive os 
tecnológicos. Consulte seu professor para que possam verificar a disponibilidade dos equipamentos 
e espaços na escola. Seu professor de Arte agendará as apresentações, de forma que possam 
contemplar o público. 
 
Então...mãos à obra e um bom trabalho! 
 
O que eu aprendi? Faça um relato em seu caderno, sobre o que você aprendeu. 
 
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=MrGkYdUdqH8
16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
Caro aluno (a), você está preparado para dar início às nossas atividades? 
Ao longo dos anos anteriores você experimentou diferentes experiências 
motoras que puderam contribuir em sua aprendizagem sobre os temas 
propostos na Educação Física. Lembre-se que sua participação e de 
seus colegas é fundamental e indispensável para a aprendizagem dos 
temas. 
Vamos conhecer um pouco mais sobre o que trataremos neste bimestre? 
Unidade temática 1: Ginástica 
Este material traz uma Unidade Temática - Ginástica dividida em três 
subtemas: Ginásticas em Academia, Ginásticas e Capacidades Físicas, 
Ginásticas e Mídias. 
Por meio deste assunto poderemos experimentar e recriar outros 
aprendizados. Mas antes de embarcar nesta jornada, você sabe o que é 
unidade temática? 
Unidade temática é um conjunto de saberes que compreendem objetos 
de conhecimento da Educação Física, ou seja, temas que pertencem ao 
componente. Pode parecer a princípio confuso, contudo ao longo das 
atividades você assimilará mais facilmente. Vamos começar? 
Unidade Temática: Ginástica 
 Atividade 1: Ginástica em academia. 
Fique ligado! Nesta Unidade Temática espera-se que você aprenda: 
Reconhecer a prática de ginásticas como possibilidade do movimentar-
se; identificar interesses e motivações envolvidos na prática dos diversos 
tipos e formas de ginástica. 
● Quais tipos de Ginástica em academia você conhece ou pratica? 
● Será que elas sempre foram dessa forma? 
 
A Ginástica desenvolveu-se a partir dos exercícios físicos realizados na 
preparação dos soldados da Grécia Antiga, porém atualmente, outras 
funções são atribuídas a ela com caráter de competição ou não competição 
como as de manutenção das capacidades físicas, de condicionamento físico 
e mental, laboral e outras. Desenvolveram-se nas Academias no Brasil a 
partir da década de 1980, mas podem também ser realizadas em outros 
lugares. Nesta Unidade falaremos sobre a Ginástica de Condicionamento 
Físico. 
 
18 
 
Vamos pesquisar 
 
As figuras abaixo mostram diferentes espaços como possibilidade de 
movimentar-se: uma ao ar livre e outra em espaços internos. Mas será 
que estes espaços sempre existiram? 
 
 
Área de Ginástica do Complexo do Bolão Dr. Nicolino de Lucca foto Joao Batista Shimoto 
https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0 
 
Autor Grupo de Fisioterapia Rosa CC BY 2.0 
 
1. Faça uma pesquisa com uma pessoa bem mais velha da sua 
família, pergunte como eles se exercitavam quando adolescentes. Traga 
as respostas para apresentar a sua turma na próxima aula. 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________ 
 
https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0
19 
 
2. Quais são as formas de Se-Movimentar que você conhece? Registre no 
quadro abaixo. Circule depois qual (is) você pratica ou tem interesse em 
praticar. 
 
Tipo de ginástica Local da prática 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Com auxílio do professor registre as respostas da turma na lousa 
identificando as quatro práticas mais conhecidas e de maior interesse da 
turma. Com as respostas, monte um gráfico com as formas mais citadas, 
as mais praticadas e com as de interesse da maioria. 
 
4. Com base nas informações do gráfico construído, escreva um texto 
síntese relatando as conclusões. 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________ 
 
 Para descontrair: Avalie seu conhecimento sobre as formas de Se-
Movimentar: 
Se você listou 
três ou menos 
pode melhorar 
seu 
conhecimento; 
De quatro a dez, 
você está no 
caminho certo; 
Mais de dez 
pode se 
considerar um 
interessado no 
assunto! 
 
Ampliando seu conhecimento - O Se-movimentar na Academia 
Após olharmos para o passado com relação às práticas de nossos 
familiares, vamos conhecer algumas práticas atuais que estão em foco 
nas academias! Vocês sabem quais são? 
 
Atividade 2: Assista aos vídeos e após preencha o quadro abaixo. 
 
20 
 
Motive-se para uma vida ativa. O sedentarismo é fator de risco para o 
desenvolvimento de muitas doenças crônicas não transmissíveis. Cuide-
se! 
 
Conheça alguns exercícios de Pilates 
https://www.youtube.com/watch?v=kg-WxAFiN_8 . Acesso em: 31 jan. 2019. 
 
Conheça tudo sobre Crossfit: 
https://www.youtube.com/watch?v=NvT_aVye_Vo . Acesso em: 30 jan. 2019. 
 
Agora você já pode completar o quadro: 
 
Tipo de 
Atividad
e Física 
Quem 
pode 
praticar 
-
-Público 
Frequência Capacidades 
físicas/benefício
s 
Intensida
de da 
aula 
Objetivo ou 
motivação para a 
prática 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Compare as respostas do seu quadro com as respostas do quadro dos seus 
colegas! Depois responda as questões abaixo: 
 
 1- Porque que me exercitar? 
 2- Quais benefícios as diferentes práticas de academia têm em comum? 
 3- Quais os interesses e motivações envolvidos na prática dos diversos 
tipos e formas de ginástica? 
 4- Só é possível fazer exercício físico em academia? 
 5- Com qual prática você mais se identifica? 
 
 
Fique ligado! Neste momento espera-se que você aprenda: 
Identificar as capacidades físicas que podem ser desenvolvidas em 
https://www.youtube.com/watch?v=kg-WxAFiN_8
https://www.youtube.com/watch?v=kg-WxAFiN_8
https://www.youtube.com/watch?v=kg-WxAFiN_8
https://www.youtube.com/watch?v=NvT_aVye_Vo
https://www.youtube.com/watch?v=NvT_aVye_Vo
https://www.youtube.com/watch?v=NvT_aVye_Vo
21 
 
algumas ginásticas de academias; criar exercícios ginásticos adequados 
para o desenvolvimento das capacidades físicas pretendidas. 
 
Você pôde constatar que não é preciso estar matriculado em uma 
academia para fazer exercícios. Contudo, é desejável que seja 
ampliada sua compreensão a respeito das capacidades físicas 
vivenciadas ao longo das séries anteriores: velocidade, agilidade, 
flexibilidade, força e resistência. E, quanto mais você conhecer sobre 
esse assunto, mais autonomia terá para fazer os seus exercícios. 
Vamos recordar as definições: • Agilidade: capacidade de executar 
movimentos rápidos com mudança de direção. Por exemplo, exigem 
agilidade nas fintas, nos esportes coletivos e em alguns movimentos da 
dança. • Flexibilidade: capacidade de realizar movimentos com 
amplitude adequada, como nos alongamentos. • Força: capacidade de 
vencer uma resistência por meio das ações musculares, como nos 
saltos. • Resistência: capacidade de permanecer o maior tempo 
possível numa atividade, sem fadiga. Correr grandes distâncias, por 
exemplo, exige resistência. • Velocidade: capacidade de executar 
movimentos no menor tempo possível. Exemplo: em uma corrida de 
curta distância em alta velocidade. 
(Retirado do Caderno do professor Estado de São Paulo 2ª EM V1) 
 
Para Saber Mais! 
Você sabia que as capacidades físicas já conhecidas por você podem ter 
subdivisões específicas? 
Repare no organograma abaixo, e em grupos procure saber o que são 
estas especificaçõesdas capacidades que estão em negrito. 
Posteriormente cada grupo fará uma demonstração prática desta 
capacidade com a devida explicação para toda a turma. 
 
22 
 
 
BARBANTI, V.J. Dicionário de educação física e esporte. 2. ed. São Paulo: Manole, 2003 
Atividade 1: Avaliando minhas capacidades físicas e criando 
circuitos 
 
1. Agora que você já viu as diferentes formas de ginástica e de capacidades 
físicas desenvolvidas, responda: Será que seu nível de atividade física 
influencia em suas capacidades físicas? Justifique. 
Ampliando conhecimentos: Níveis de atividade física indicado pela 
OMS. 
http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-
recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-
faixas-etarias 
 
2. Seu nível de atividade Física está adequado às recomendações da 
Organização Mundial de Saúde? E dos seus familiares? Se sim, 
http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias
http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias
http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias
http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias
http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias
23 
 
Parabéns! Conte-nos sobre ela! Se não, escreva uma rotina para você 
que garanta o tempo necessário para ser ativo! Compartilhe suas ideias 
com as dos seus colegas! 
 
3. Para que você saiba qual seu desempenho, propomos que identifique em 
que nível da capacidade física se encontra fazendo alguns testes 
sugeridos pelo seu professor. Após um período de no mínimo dois meses, 
refaça a sequência de exercícios e compare os resultados anotados na 
ficha abaixo. Não esqueça: Combinem a data para refazer os testes! 
 
Teste 
realizado 
Capacidade 
avaliada 
Resultado 
do 1º 
teste 
Resultado do 
2º teste 
 
 
 
 
 
Agora seu (a) professor (a) irá auxiliar na organização da turma em 
5 grupos. Construa um circuito para desenvolver uma das capacidades 
físicas: Força de Membros Inferiores; Força de Membros Superiores e 
abdômen; Resistência; Velocidade ou Flexibilidade. Registre tudo para 
que todos possam vivenciar na próxima aula. Sugerimos que o circuito 
tenha seis estações diferentes. 
 
 
 Desafio: 
 
 Para que possamos refazer as avaliações físicas e ter melhora nos 
resultados, precisamos treinar. Propomos um desafio, será que você 
consegue? Que tal incluir em sua rotina a prática de uma atividade física? 
O treino pode ser em grupo! Registre por vídeo, fotos, a sua rotina. 
 
24 
 
Fique 
ligado! 
Atividade 2: Testando meus conhecimentos: Leia a situação abaixo e 
responda: 
Um coletor de lixo trabalha todo dia correndo por longo tempo, 
intercalando com movimento subindo, descendo, recolhendo e transportando o 
lixo para o caminhão fazendo os mesmos movimentos muitas vezes durante o 
dia. Após dois meses de trabalho já percebeu mudanças em suas capacidades 
físicas. Quais são as capacidades envolvidas respectivamente: 
 
 
 
 
 
 
Nesta unidade temática espera-se que você aprenda: 
Reconhecer a associação promovida pelas mídias 
entre ginástica e padrões de beleza; analisar criticamente 
produtos e mensagens da mídia que tratam da ginástica. 
 
MÍDIAS 
A busca pelo corpo magro, hipertrofiado, ideal ou perfeito por 
parte de algumas meninas e meninos movimenta um grande 
mercado que promete tornar o corpo de seus consumidores igual 
ao dos modelos que anunciam seus produtos. Desse mercado 
participam a indústria de alimentos dietéticos, a de equipamentos 
esportivos, a de cosméticos, as academias, as clínicas de cirurgia 
plástica etc. Esse é o chamado “mercado do corpo”, que não teria 
um apelo tão grande sem a ajuda da mídia. Você já deve ter notado 
que em revistas, na internet e na televisão sempre aparecem 
homens e mulheres “perfeitos” e que, de maneira implícita ou 
declarada, há uma censura àqueles que estão fora do padrão de 
beleza. 
a. flexibilidade, resistência e força. ( ) 
b. resistência e força. ( ) 
c. agilidade, força e resistência. ( ) 
d. velocidade, força e flexibilidade. ( ) 
25 
 
Atividade 1: Com base nas informações anteriores e nos seus 
conhecimentos, responda: 
 
1. O que os diferentes meios de comunicação propõem ou prometem em 
relação à ginástica? 
 
2. A ginástica pode ter outros objetivos além dos veiculados pela mídia? 
 
3. Você acredita nas promessas feitas pelo ‘mercado do corpo’ e pela 
mídia? Por quê? 
 
4. Nas últimas eleições de 2018 houve um confronto das mídias 
televisivas x versos mídias de aplicativos sociais. As mídias relacionadas 
às práticas físicas e seus produtos também perceberam essa mudança. 
Pensando sobre essa mudança das mídias responda: 
a) Onde se encontram as maiores propagandas relacionadas a 
exercícios físicos de academia? 
b) Nessas mídias sociais quais se destacam mais na propaganda de 
exercícios de academia? 
c) Por que hoje em dia a mídia televisiva aberta já não é tão mais 
atrativa aos olhos dos patrocinadores em expor seus produtos? 
 
Para saber mais: 
Faça uma pesquisa em jornais, revistas, aplicativos, sites ou na TV, 
matérias ou propagandas sobre ginástica e identifiquem, no material 
coletado, as respostas para as questões apresentadas a seguir. Seu 
professor garantirá a discussão das respostas. 
a) Quais são os objetivos propostos e os efeitos prometidos nas 
práticas oferecidas? 
b) Os exercícios são destinados a homens, mulheres ou ambos? 
c) Quais são as características físicas das pessoas que aparecem 
nas imagens? 
d) Qual é o tempo proposto para que as pessoas alcancem o 
resultado pretendido? 
 
 A Ginástica na Mídia - A ditadura do corpo: padecendo sob a influência 
da sociedade. 
Provavelmente você conhece ou já assistiu a diversos programas 
televisivos que focalizam as questões corporais. Também já deve ter 
percebido a grande quantidade de publicações que abordam os cuidados 
com o corpo. 
 
Atividade 2: Você acredita em tudo que vê? 
 
 As imagens têm influência na formação de opinião do leitor ou do 
espectador? 
A mídia é um fator fundamental na vida em sociedade. Desta 
forma, as imagens que são exibidas podem ser verdadeiras ou não. É 
possível observar que na era digital existem recursos que podem ser 
26 
 
utilizados na edição de fotos, vídeos, áudios etc..., que manipulam a 
realidade com intencionalidade. Será que todas imagens que 
encontramos nas mídias retratam a realidade? 
Agora vamos verificar como isso funciona na prática, analisando o antes e 
o depois de uma foto. Selecione uma foto sua e utilizando o recurso de 
photoshop faça o tratamento da mesma transformando-a da forma que 
você quiser. Apresente aos seus colegas o produto do seu trabalho e 
discuta: 
O que você mudou na foto? 
Por que mudou? 
Faça sua análise dos pontos positivos e negativos da utilização do 
photoshop? 
 
Para Finalizar: Após percorrer as várias discussões sobre a Ginástica em 
Academia, Capacidades Físicas, Mídia e Ginástica use os recursos 
tecnológicos para produzir um audiovisual (vídeo) ou uma produção 
ilustrada para convencimento da importância da prática do Exercício 
Físico. Pense também nas questões: 
● Quais são os efeitos que as matérias e propagandas sobre ginástica 
prometem com maior frequência para os homens e para mulheres? 
● Os personagens que aparecem nas matérias e propagandas possuem 
características físicas que refletem o padrão de beleza da nossa 
sociedade?27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Caro aluno, 
 Nas atividades propostas, para este bimestre, estão contempladas as Dez 
Competências Gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as Habilidades do 
Currículo do Estado de São Paulo com o intuito de subsidiar o seu processo de formação 
integral. A avaliação se dará de forma contínua, promovendo a excelência no ensino e 
aprendizagem, que contribuirá para o desenvolvimento do protagonismo juvenil. Deste 
modo, é possível promover tanto o engajamento em práticas de leitura e escrita mediadas 
pela oralidade, quanto à construção da autonomia necessária para que você desenvolva sua 
capacidade de aprender a aprender uma língua estrangeira. 
 
Mãos à obra! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 1 
1- Look at the graphic and the title of the text. What do you think it is about? 
2- Circle the cognate words. Now, on your notebook, write some new words you 
found on the text and translate them. You can use dictionaries (printed or 
online). Socialize with your classmates. 
3- In pairs, discuss about the meaning of the text and write on your notebook. 
4- The text illustrates the “legal” immigration to North-America since 1660 and 
some historical events that drove to it. Discuss and research about the 
reasons why millions left its country every year in search of better lives and 
what did they encounter when they get there. 
HABILIDADES 
 Reconhecer estereótipos sociais e preconceitos em textos. 
 Inserir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e 
de comparação com a língua portuguesa. 
 Identificar conjunções (contraste, adição, conclusão e concessão) e 
marcadores. sequenciais. 
 
 
 
30 
 
 
Source: https://demography.cpc.unc.edu 
 
The history of immigration to the United States details the movement of people 
to the United States starting with the first European settlements from around 1600. 
Beginning around this time, British and other Europeans settled primarily on the east 
coast. In 1619, Africans began being imported as slaves. The United States 
experienced successive waves of immigration (1840 to 1889, 1890 to 1919 and 1960 
to today) particularly from Europe. Immigrants sometimes paid the cost of 
transoceanic transportation by becoming indentured servants after their arrival in the 
New World. Later, immigration rules became more restrictive; the ending of numerical 
restrictions occurred in 1965. 
 
 
 
 
HABILIDADES: 
 Reconhecer estereótipos sociais e preconceitos em textos. 
 Inserir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e 
de comparação com a língua portuguesa. 
 
https://demography.cpc.unc.edu/
31 
 
 
 
ACTIVITY 2 
1- Look at the picture and read quickly the text. What do you think it is about? 
2- Circle the cognate words. Now, on your notebook, write some new words you 
found on the text and translate them. You can use dictionaries (printed or 
online). Socialize with your classmates. 
3- In pairs, choose one paragraph and discuss about the meaning of it and write 
on your notebook. After that, socialize with the whole class. 
4- Make a research of people who are on a refugee situation. Analyze their 
struggle and hardships. 
5- Write and present a summary or make a video of your impressions over the 
plight of refugees around the world and present it to the class. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 http://www.un.org/en/sections/issues-depth/refugees/ 
 
http://www.un.org/en/sections/issues-depth/refugees/
32 
 
 The world is witnessing the highest levels of displacement on record. An 
unprecedented 65.6 million people around the world have been forced from home by 
conflict and persecution at the end of 2016. Among them are nearly 22.5 million 
refugees, over half of whom are under the age of 18. There are also 10 million 
stateless people, who have been denied a nationality and access to basic rights such 
as education, healthcare, employment and freedom of movement. Nearly 20 people 
are forcibly displaced every minute as a result of conflict or persecution. 
 In addition to persecution and conflict, in the 21st century, natural 
disaster (sometimes due to climate change) can also force people to seek refuge in 
other countries. Such disasters – floods, earthquakes, hurricanes, mudslides – are 
increasing in frequency and intensity. While most of the displacement caused by 
these events is internal, they can also cause people to cross borders. 
None of the existing international and regional refugee law instruments, however, 
specifically addresses the plight of such people. 
 Displacement caused by the slow-onset effects of climate change is 
largely internal as well. But through its acceleration of drought, desertification, the 
salinization of ground water and soil, and rising sea levels, climate change, too, can 
contribute to the displacement of people across international frontiers. 
 Other human-made calamities, such as severe socio-economic 
deprivation, can also cause people to flee across borders. While some may be 
escaping persecution, most leave because they lack any meaningful option to 
remain. 
 All of these circumstances - conflict, natural disasters, and climate 
change pose enormous challenges for the international humanitarian community. 
 
 
 
 
 
 
 
HABILIDADES 
 Inserir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e 
de comparação com a língua portuguesa. 
 Identificar conjunções (contraste, adição, conclusão e concessão) e 
marcadores sequenciais. 
 Ler, compreender, analisar e interpretar: biografias, entrevistas, perfis, 
piadas, adivinhas, verbetes de dicionário e diálogos, inferindo seus 
traços característicos, bem como suas finalidades e usos sociais. 
 
 
33 
 
ACTIVITY 3 
1- Read fast the dictionary entry. What do you think xenophobia is? 
2- With the help of your teacher, discuss about the meaning of xenophobia. 
3- Now make a research about modern and historical xenophobic situations on a 
global and a local context, especially in school. 
4- Think about ways to solve this kind of problem. In groups, elaborate folders or 
banners and others to and make a campaign involving your entire school. 
 
 
 
Xenophobia: noun 
xe·no·pho·bia | \ ˌze-nə-ˈfō-bē-ə\ 
 Definition of xenophobia: fear and hatred of strangers or foreigners or of 
anything that is strange or foreign. 
 Originally the word xenophobia comes from the Greek words xénos, 
meaning “the stranger” and “the guest” and phóbos, meaning “fear”. Thus, 
xenophobia stands for 'fear of the stranger', but usually the term is taken to mean 
“hatred of strangers”. Xenophobia can be understood as "an attitudinal orientation of 
hostility against non-natives in a given population". 
 Xenophobia and racism often overlap but are distinct phenomena. 
Whereas racism usually entails distinction based on physical characteristic 
differences, such as skin color, hair type, facial features, etc, xenophobia implies 
behavior based on the idea that the other is foreign to or originates from outside the 
community or nation. 
34 
 
 Two causes are put forward to explain the resurgence of xenophobic and 
racist movements towards the end of the twentieth century. The first cause is new 
migration patterns that have developed as an effect of the gradual internationalization 
of the labor market during the postcolonial era. The second cause believed to 
reinforce xenophobia and racism is globalization. Increased competition betweenstates has led states to reduce their services in areas of social welfare, education 
and healthcare. 
Source: http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-
migration/glossary/xenophobia/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 4 
1- Look at the picture and read the text. What do you think it is about? 
2- Circle the cognate words. Now, on your notebook, write some new words you found on the 
text and translate them. You can use dictionaries (printed or online). Socialize with your 
classmates. 
3- In pairs, choose one paragraph and discuss about the meaning of it and write on your 
notebook. After that, socialize with the whole class. 
4- Research and create a paper answering the following question: In your opinion, do social 
and traditional media increase racist and/or xenophobic behavior from the population? 
 
 
HABILIDADES: 
 Inserir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e de 
comparação com a língua portuguesa. 
 Identificar conjunções (contraste, adição, conclusão e concessão) e 
marcadores sequenciais. 
 Contribuir em momentos coletivos de tomada de decisão e de produção 
escrita. 
 
 
http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-migration/glossary/xenophobia/
http://www.unesco.org/new/en/social-and-human-sciences/themes/international-migration/glossary/xenophobia/
35 
 
 
Credit:Getty Images 
 
 
The language used in the mainstream media when covering stories about 
immigrants vividly mirrors the existing narrative of the immigrant as ‘the other’ and 
shapes it at the same time. Perhaps the clearest articulation of anti-immigration 
sentiment can be found in the British press. Examining 43 million words (i.e., the 
content addressing migration in 20 popular British newspapers) between 2010 and 
2012, a 2013 report by the Migration Observatory at the University of Oxford, found 
that the most common word used in relation to “migrants” was “illegal”. Headlines like 
“Eight-fold increase in the number of illegal migrants entering Europe” are typical. 
“Failed” turned out to be the most common descriptor of “asylum seekers”, while in 
order to describe the security concerns and aspects of legality of migration, words 
such as “terrorist”, “sham” were most commonly used. This kind of language 
criminalizes migrants who often cross borders in vulnerable circumstances. 
Public attitudes and prejudices are not wholly shaped by media or social 
media. However, in the age of globalization, traditional media and social media 
become very powerful tools and some of the main determinants of public opinion. 
Depending on the type of media and the aims behind them, they can either reinforce 
the criminalized image of a newcomer and underline anti-immigrant rhetoric or, on 
36 
 
the contrary, help to better integrate migrants and serve as a genuine transmitter of 
their stories, thus counteracting misunderstanding and fear. 
 
SELF-ASSESSMENT 
Dear student, 
It is your time to evaluate what have you have learned so far. Answer on the table: 
 
LEARNED 
 
KNEW 
 
WANT TO KNOW 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
CADERNO DE ATIVIDADES DO ALUNO - ENSINO MÉDIO – ÁREA DE LINGUAGENS 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Língua Portuguesa 
Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Mary Jacomine da 
Silva. 
 
Autoria do material 
 
Alessandra Junqueira Vieira Figueiredo, Alzira Maria Sá Magalhães Cavalcante, Andrea 
Righeto, Danúbia Fernandes Sobreira Tasca, Eliane Cristina Gonçalves Ramos, Helena 
Pereira dos Santos, Igor Rodrigo Valério Matias, João Mário Santana, Letícia Maria de 
Barros Lima Viviani, Lidiane Máximo Feitosa, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria 
Madalena Borges Gutierre, Martha Wassif Salloume Garcia, Patrícia Fernanda Morande 
Roveri, Rodrigo Cesar Gonçalves, Sônia Maria Rodrigues, William Ruotti. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Línguas Estrangeiras Modernas – Leitura crítica e validação do 
material 
 
Teônia de Abreu Ferreira, Jucimeire de Souza Bispo 
 
Autoria do material 
 
Jucimeire de Souza Bispo, Leonardo Campos Antunes Moreira. Nelise Maria Abib Penna 
Pagnan, Pamella de Paula da Silva Santos. Sônia Aparecida Martins Peres, Teônia de 
Abreu Ferreira, Viviane Barcellos Isidorio. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Arte – Leitura crítica e validação do material 
 
 Carlos Eduardo Povinha, Eduardo Martins Kebbe 
 
Autoria do material 
 
Carlos Eduardo Povinha, Débora David Guidolín, Djalma Abel Novaes, Eduardo Martins 
Kebbe, Eliana Florindo, Elisangela Vicente Prismit, Evania Rodrigues Moraes Escudeiro, 
Madalena Ponce Rodrigues, Marília Marcondes de M. Sarmento e L. Torres, Pedro Kazuo 
Nagasse, Roberta Jorge Luz, Rodrigo Mendes, Silmara Lourdes Truzzi 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Educação Física – Leitura crítica e validação do material 
 
Luiz Fernando Vagliengo, Sandra Pereira Mendes 
 
Autoria do material 
 
Diego Diaz Sanchez, Felipe Augusto Lucci, Flavia Naomi Kunihira Peixoto, Gislaine 
Procópio Querido, Isabela Muniz dos Santos Cáceres, Janaina Pazeto Domingos, Katia 
Mendes Silva, Lígia Estronioli de Castro, Maria Izildinha Marcelino, Nabil José Awad, Neara 
Isabel de Freitas Lima, Sandra Regina Valadão, Thaisa Pedrosa Silva Nunes, Tiago Oliveira 
dos Santos. 
Revisão do Material 
 
Fabiana Vicentin Garcia, Teresinha Morais da Silva. 
1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CADERNO DE ATIVIDADES DO ALUNO 
3ª SÉRIE - EM 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
Governador 
João Doria 
 
Secretário da Educação 
Rossieli Soares 
 
Secretário Executivo 
Haroldo Corrêa Rocha 
 
Coordenadoria de Gestão da Educação Básica - CGEB 
Caetano Siqueira 
 
Departamento de Desenvolvimento Curricular e de Gestão da Educação 
Básica – DEGEB 
Herbert Gomes da Silva 
 
Centro do Ensino Fundamental dos Anos Finais, do Ensino Médio e da 
Educação Profissional – CEFAF 
Ana Joaquina Simões Sallares de Mattos Carvalho 
3 
 
 
Sumário 
 
 
Língua Portuguesa ................................................................. 04 
 
Arte 
 
................................................................. 
 
22 
 
Educação Física 
. 
................................................................. 
 
28 
 
Línguas Estrangeiras Modernas 
 
................................................................. 
 
39 
 
Créditos 
 
................................................................. 
 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
6 
 
 
SEQUÊNCIA 1 - ATIVIDADES DE LEITURA E ESCRITA 
Aqui vão algumas orientações para você entender a seguinte proposta de 
estudo. 
Ao realizar as atividades que se seguem, você desenvolverá habilidades que o 
auxiliarão a ler e escrever artigo de opinião. Para isso, inicialmente vamos 
conversar sobre diferentes textos, buscando identificar os objetivos de seus 
autores e os gêneros a que pertencem. Na sequência, vamos estudar alguns 
elementos que fazem parte do gênero artigo de opinião, como a questão 
polêmica, a tese e os argumentos. Faremos a leitura compartilhada de um 
artigo de opinião, buscando entender o texto e identificar os aspectos 
estudados do gênero em questão. Vamos estudar ainda como se encontram os 
elementos coesivos e de que forma contribuem para promover a conexãosequencial do texto. Por fim, há uma proposta para que você realize seu artigo 
de opinião, atentando principalmente para os elementos já estudados sobre o 
gênero. 
Para começar, você sabe o que é um artigo de opinião? Certamente, já deve 
ter lido ou ouvido esses textos em jornais, revistas, telejornais, internet. Então, 
saiba que é desse gênero textual que trataremos a seguir. Para começar... 
 
Etapa I - VAMOS CONVERSAR SOBRE ARTIGO DE OPINIÃO? 
Atividade A – Em grupos, vocês receberão do professor textos de gêneros 
diferentes escolhidos por ele. Cada grupo deverá ler os textos que recebeu, 
buscando responder: 
- Qual o provável objetivo do autor ao escrevê-lo (Possíveis objetivos: 
contar uma história, relatar um fato ocorrido, defender um ponto de vista, etc), a 
que gênero textual pertence? 
- Qual dos textos é o artigo de opinião? 
- Qual é a questão polêmica discutida no artigo de opinião identificado e 
qual o posicionamento do autor? 
Para a próxima aula: traga um artigo de opinião sobre um assunto que lhe 
interessou. 
Etapa II – ESTUDANDO ALGUNS ELEMENTOS QUE COMPÕEM A 
ESTRUTURA DO ARTIGO DE OPINIÃO 
Atividade A – Identificando a questão polêmica 
Questão polêmica: 
Textos argumentativos têm como ponto de partida uma “questão polêmica” ou 
“questão controversa”. Questão polêmica é aquela para a qual há mais de 
uma resposta, ou mais de um posicionamento. 
7 
 
Um artigo de opinião parte de uma questão polêmica, que envolve temas de 
interesse geral, que afetam um grande número de pessoas no âmbito social, 
político, cultural, científico, entre outros. 
Exemplos de questões polêmicas: 
 As notícias falsas (fake news) são motivo de preocupação? 
 A sociedade tem o direito de tirar a vida de um criminoso? 
 A política de cotas tem colaborado para diminuir as desigualdades 
sociais relacionadas às minorias étnicas? 
 
Em grupo, busquem identificar a questão polêmica subjacente a cada artigo de 
opinião. Em seguida, cada grupo deve escolher um artigo para relatar para a 
classe qual é a questão polêmica e qual a posição autor diante da questão. 
Procure formular uma questão polêmica que mereça ser discutida por sua 
relevância social. Para isso, faça um levantamento, com a participação de toda 
a turma, de assuntos polêmicos que estão circulando na internet, na TV, em 
textos jornalísticos impressos, dentre outros meios. 
Atividade B – Identificando a tese 
Tese é o posicionamento crítico do autor sobre determinado assunto. É um 
elemento essencial na escrita de texto argumentativo. Deve ser apresentada já 
no início, ou seja, na introdução. 
 
Partindo da definição encontrada no quadro acima, identifique a tese do artigo 
de opinião já trazido por você na aula anterior. Em seguida, compartilhe com a 
classe. 
 Atividade C – Identificando os argumentos 
Procure pesquisar, por meio da sala de leitura de sua escola ou pela internet, o 
que são argumentos. Em classe, haverá um momento para que você e os 
demais alunos exponham o que descobriram sobre os tipos de argumentos. 
Após realizarem o estudo acima, em grupo, identifiquem a tese e os 
argumentos de cada artigo de opinião escolhido para a atividade anterior. 
 
Etapa III – RECONHECENDO ALGUNS ELEMENTOS QUE COMPÕEM A 
ESTRUTURA DO ARTIGO DE OPINIÃO 
Atividade A - Leitura compartilhada: Compreendendo o artigo de opinião e 
alguns elementos de sua composição 
Leia, em voz alta com a classe e com seu professor, o artigo de opinião abaixo 
buscando compreender o texto e, em seguida, responda as questões que 
seguem. 
https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/noticias/o-perigo-das-fake-news-na-preparacao-para-vestibulares-enem/343373.html
8 
 
Os adolescentes e a perigosa dependência do mundo virtual 
 
Por Alessandra Junqueira, João Mário Santana e William Ruotti 
A internet tem se tornado atualmente o objeto de dependência de muitos 
adolescentes, o que causa preocupação a seus pais. Essa dependência tem 
tido como mola propulsora o fato de oportunizar aos jovens a interação e, ao 
mesmo tempo, atrai-los pela dinâmica das informações e pelos 
entretenimentos como redes sociais, jogos, vídeos, podcasts, dentre outros. 
O ambiente virtual torna-se um caminho para que os adolescentes 
encontrem contribuição à formação de sua identidade, o que pode ser 
considerado como mais uma possível causa de sua dependência. Dessa 
forma, aspectos como número de amigos, identificação com perfis, sentimento 
de pertencimento a algum grupo contribuem para que esses jovens sintam 
cada vez mais necessidade do espaço virtual. Para eles, é importante estarem 
conectados, pois nesse universo tecnológico conseguem, mesmo que 
fantasiosamente, sentirem-se únicos. 
Estudos já comprovaram que o espaço virtual permite experiências que, 
na vida real, seriam frustrantes para o adolescente, como a aceitabilidade pelo 
grupo, os conhecimentos de interesse, o número de amigos, a possibilidade de 
se ter companhia para jogar e interagir por meio dos jogos, dentre outros 
aspectos. Assim, pode-se dizer que a internet serve como uma fuga da 
realidade muitas vezes, e, conforme o nível da fuga, essa dependência precisa 
de tratamento, principalmente, quando interfere diretamente na qualidade de 
vida do adolescente. 
É certo que a internet propicia inúmeros benefícios para a educação dos 
jovens como sites de busca, páginas de outras escolas, blogs, fotoblogs e 
locais onde pode encontrar vídeos, músicas, histórias e imagens; por outro 
lado, a preocupação dos pais quanto à utilização da internet por seu filhos se 
dá, uma vez que muitos adolescentes tomam atitudes que expõem ao perigo 
suas próprias vidas, o que também é possível ocorrer por meio do espaço 
virtual. 
Diante desse quadro, ressalta-se que, embora na fase da adolescência 
seja natural o jovem buscar ouvir mais os amigos, o diálogo com a família faz 
com que ele enxergue questões futuras e norteadoras para a sua segurança, 
como a conscientização pelo uso da internet em tempo adequado, dentre 
outros aspectos. Para isso, muitos pais também precisam entender como 
funciona o mundo virtual. 
Seria necessário um trabalho de conscientização nas escolas, 
depoimentos de pessoas com conhecimento na área, como forma de prevenir e 
auxiliar os familiares, os adolescentes e os professores. A internet cresce em 
ritmo acelerado, o que tornará cada vez mais necessário o cuidado ao utilizá-la. 
 
Questões: 
 Qual o provável objetivo do autor ao escrevê-lo? 
 Busque identificar a questão polêmica subjacente. 
 Qual é a tese do texto? 
 Identifique os argumentos utilizados pelo autor para defender seu ponto de 
vista. 
 
9 
 
Etapa IV – ANALISANDO A LÍNGUA 
Atividade A – 
Estudamos até aqui alguns elementos que fazem parte da estrutura do gênero 
artigo de opinião. Dentre eles, questão polêmica, tese, argumentos. Vamos 
conhecer agora o que são articuladores textuais, ou seja, palavras ou 
expressões que têm a função de estabelecer as relações entre as partes do 
texto, promovendo a conexão sequencial. 
As atividades a seguir têm como finalidade possibilitar que você identifique 
esses articuladores, perceba suas funções e aprenda a utilizá-los. 
Seu professor explicará que: 
Coesão textual consiste no uso correto das articulações gramaticais e 
conectivos, que permitem a ligação harmoniosa entre as frases, orações, 
termos, períodos e parágrafos de um texto. Ela é essencial para a construção 
de uma boa redação, pois permite o sequenciamento das ideias de modo 
lógico, facilitando a leitura do texto. 
 
Para compreender a coesão textual, faça as atividades a seguir: 
 
Leia o fragmento abaixo e responda a questão: 
 
“A internet tem se tornado atualmente o objeto de dependência de muitos 
adolescentes, o que causa preocupação a seus pais. Essa dependência tem 
tido como mola propulsora o fato de oportunizar aos jovens interação e, ao 
mesmo tempo, atrai-los pela dinâmica das informações e pelos 
entretenimentos comoredes sociais, jogos, vídeos, podcasts, dentre outros.” 
Nesse trecho do primeiro parágrafo do texto acima, o pronome destacado 
retoma a palavra: 
 
a. pais 
b. jovens 
c. entretenimentos 
d. jogos 
e. vídeos 
 
 Identifique, no próprio trecho, uma ou mais palavras utilizadas para retomar 
o termo destacado: 
 “O ambiente virtual tornar-se um caminho para que os adolescentes 
encontrem contribuição à formação de sua identidade, o que pode ser 
considerado como mais uma possível causa de sua dependência. Dessa 
forma, aspectos como número de amigos, identificação com perfis, 
sentimento de pertencimento a algum grupo contribuem para que esses 
jovens sintam cada vez mais necessidade do espaço virtual. Para eles, é 
importante estarem conectados, pois nesse universo tecnológico 
conseguem, mesmo que fantasiosamente, sentirem-se únicos.” 
___________________________________________________________ 
10 
 
 Estudos já comprovaram que o espaço virtual permite experiências que, 
na vida real, seriam frustrantes para o adolescente, como a 
aceitabilidade pelo grupo, os conhecimentos de interesse, o número de 
amigos, a possibilidade de se ter companhia para jogar e interagir por 
meio dos jogos, dentre outros aspectos. 
_________________________________________________________ 
 Seria necessário um trabalho de conscientização nas escolas, 
depoimentos de pessoas com conhecimento na área, como forma de 
prevenir e auxiliar os familiares, os adolescentes e os professores. A 
internet cresce em ritmo acelerado, o que tornará cada vez mais 
necessário o cuidado ao utilizá-la. 
_________________________________________________________ 
Operadores argumentativos são estruturas linguísticas responsáveis pela 
ligação/coesão entre as sentenças. Eles têm por função também ressaltar a força 
argumentativa dos enunciados e o sentido. Existem diversos tipos de operadores que 
proporcionam diferentes sentidos aos textos. Vejamos os exemplos: 
 Juliana irá ao mercado, pois precisa comprar batatas. (explicação/causa) 
 Pedro guardou dinheiro, portanto poderá viajar conosco. (conclusão) 
 Preciso comprar um computador melhor, mas não tenho dinheiro para isso 
agora. (oposição) 
 
Ampliando o conhecimento de operadores argumentativos: 
 Operadores que somam argumentos: e, também, ainda, não só… mas 
também, além de, além disso, aliás, ademais. 
 Operadores que indicam conclusão: finalmente, por fim, concluindo, 
portanto, logo, enfim. 
 Operadores que indicam explicação e/ou complementariedade: assim, desse 
modo, dessa forma. 
 Operadores que indicam causa/explicação: porque, que, já que, pois, por 
causa de… 
 Operadores que indicam oposição/ideias contrárias: mas, porém, contudo, 
todavia, no entanto, embora, ainda que, posto que, apesar de… 
 Operadores que indicam uma relação de tempo: quando, assim que, logo que, 
no momento em que… 
 Operadores que indicam finalidade/objetivo: para, para que, a fim de… 
 
 
 Após a leitura do quadro acima e a explicação de seu professor, identifique, 
no segundo e no terceiro parágrafo do texto “Os adolescentes e a perigosa 
dependência do mundo virtual” o operadores argumentativos e o que eles 
indicam. 
_______________________________________________________________
______________________________________________________________ 
 
11 
 
Etapa V – PRODUZINDO O ARTIGO DE OPINIÃO 
 
Texto 1 
 
LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 
 
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, 
domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: 
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa. 
 
Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm: Acesso em 31 
outubro 2017 
Texto 2 
Por Alessandra Junqueira: 
“Brasil tem 30 milhões de animais abandonados”, “Cães são encontrados em 
situação de maus-tratos no Bairro X”, “Denúncias de maus-tratos contra 
animais crescem nos últimos anos”. Essas são notícias que encontramos 
constantemente aos abrirmos um jornal ou ouvirmos os noticiários da TV. “No 
Brasil, todos os dias, podemos observar animais abandonados na rua, lutando 
para conseguir comer restos de algo ou tomar água em alguma poça. Por outro 
lado, há pessoas que tentam minimizar o sofrimento desses animais, dando-
lhes comida e água, além de um carinho, mas isso não possibilita acabarmos 
com o sofrimento desses animais em nosso país. Está na hora de nós 
brasileiros lutarmos por esses bichinhos”. 
Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, a partir 
da observação da imagem e da leitura dos textos motivadores, redija um texto 
dissertativo-argumentativo sobre o tema “Maus-tratos a cachorros de rua no 
Brasil”. 
 
12 
 
Etapa I – O MUNDO MODERNO 
 
Atividade A – O conceito de modernidade 
Uma das ideias que nos vem ao utilizarmos a palavra “moderno” está 
intimamente ligada a seu antônimo “antigo”. Mas, será que podemos 
restringir o conceito de moderno, a ideia de modernidade a tudo aquilo 
que não é antigo, ultrapassado ou fora de moda...? 
 
1) Individualmente, reflita sobre esse tema. De que forma você 
responderia a questão acima. Em forma de anotação, organize e 
registre suas ideias em seu caderno. 
 
2) Em pequenos grupos, discuta essa problemática e responda: 
 Para vocês, o que significa o termo “moderno”? 
 O que é modernidade? 
 Os termos “Moderno” e “Contemporâneo” representam a mesma 
coisa? Quais evidências podem justificar sua resposta? 
 Vocês já ouviram falar em “Pós-Modernidade” e em “Modernidade 
Tardia”? No que consistem esses conceitos? Como podemos 
identificar a ocorrência deles na prática? 
 
3) Elabore uma breve apresentação oral sobre as discussões 
realizadas em grupo e socialize com seus colegas. O(a) 
professor(a) fará as intervenções pertinentes, avaliando, 
principalmente: 
a. a seleção e organização das informações e dados 
b. a clareza e objetividade na apresentação 
c. o uso adequado da norma padrão para uma apresentação 
oral 
 
Para compreender melhor as questões que envolvem a modernidade e 
o que consideramos como moderno, vocês podem assistir, na íntegra 
ou em partes, os filmes: 
 
“Tempos Modernos” (1936), dir. Charles Chaplin. 
“Blade Runner” (1982), direção de Ridley Scott. 
“Matrix” (1999), dir. Lana Wachowski e Lilly Wachowski. 
 
Atividade B – A modernidade na Literatura (I) 
Leia e analise os quatro poemas abaixo. Em seguida, em conversa 
mediada pelo seu professor, discutam as diferenças e semelhanças 
entre os textos procurando definir o que significa a palavra 
“modernidade” no contexto literário. O objetivo é encontrar elementos 
(palavras, temas, ideias, conceitos, estruturas etc.) que caracterizem o 
que consideramos moderno na literatura. 
 
13 
 
 
Texto 1 
PSICOLOGIA DE UM VENCIDO 
(Augusto dos Anjos) 
 
Eu, filho do carbono e do amoníaco, 
Monstro de escuridão e rutilância, 
Sofro, desde a epigênese da infância, 
A influência má dos signos do zodíaco. 
 
Profundissimamente hipocondríaco, 
Este ambiente me causa repugnância... 
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à 
ânsia 
Que se escapa da boca de um cardíaco. 
 
Já o verme — este operário das ruínas 
— 
Que o sangue podre das carnificinas 
Come, e à vida em geral declara guerra, 
 
Anda a espreitar meus olhos para roê-
los, 
E há de deixar-me apenas os cabelos, 
Na frialdade inorgânica da terra! 
 
ANJOS, Augusto dos. Eu. Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn00054a.pdf. 
Acesso em 10 fev. 2019. 
 
 
Texto 2 
EU, EU MESMO... 
(Fernando Pessoa) 
 
Eu, eu mesmo... 
Eu, cheio de todos os cansaços 
Quantos o mundo pode dar. - 
Eu... 
Afinal tudo, porque tudo é eu, 
E até as estrelas, ao que parece, 
Me saíram da algibeira para deslumbrar 
crianças... 
Que crianças não sei... 
Eu... 
Imperfeito ? Incógnito ? Divino ? 
Não sei... 
Eu... 
Tive um passado? Sem dúvida... 
Tenho um presente? Sem dúvida...Terei um futuro? Sem dúvida... 
A vida que pare de aqui a pouco... 
Mas eu, eu... 
Eu sou eu, 
Eu fico eu, 
Eu... 
 
PESSOA, Fernando. Poesias de Álvaro de campos. Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000011.pdf. 
Acesso em 12 fev. 2019. 
Texto 3 
VIA LÁCTEA 
(Olavo Bilac) 
 
 I 
Talvez sonhasse, quando a vi. Mas via 
Que, aos raios do luar iluminada, 
Entre as estrelas trêmulas subia 
Uma infinita e cintilante escada. 
 
E eu olhava-a de baixo, olhava-a... Em 
cada 
Degrau, que o ouro mais límpido vestia, 
Mudo e sereno, um anjo a harpa doirada, 
Ressoante de súplicas feria... 
 
Tu, mãe sagrada! vós também, formosas 
Ilusões! Sonhos meus! Íeis por ela 
Como um bando de sombras vaporosas. 
 
E, ó meu amor! eu te buscava, quando 
Vi que no alto surgias, calma e bela, 
O olhar celeste para o meu baixando... 
 
 
BILAC, Olavo. Antologia: Poesias. Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000289.pdf. 
Acesso em 10 fev. 2019. 
 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn00054a.pdf
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000011.pdf
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000289.pdf
14 
 
 
Texto 4 
ONDE ESTÁS 
(Castro Alves) 
 
É meia-noite. . . e rugindo 
Passa triste a ventania, 
Como um verbo de desgraça, 
Como um grito de agonia. 
E eu digo ao vento, que passa 
Por meus cabelos fugaz: 
"Vento frio do deserto, 
Onde ela está? Longe ou perto? 
" Mas, como um hálito incerto, 
Responde-me o eco ao longe: 
"Oh! minh'amante, onde estás?... 
 
Vem! É tarde! Por que tardas? 
São horas de brando sono, 
Vem reclinar-te em meu peito 
Com teu lânguido abandono!... 
'Stá vazio nosso leito... 
'Stá vazio o mundo inteiro; 
E tu não queres qu'eu fique 
Solitário nesta vida... 
Mas por que tardas, querida?... 
Já tenho esperado assaz... 
Vem depressa, que eu deliro 
Oh! minh'amante, onde estás?... 
 
Estrela—na tempestade, 
Rosa—nos ermos da vida, 
Iris—do náufrago errante, 
Ilusão—d'alma descrida! 
Tu foste, mulher formosa! 
Tu foste, ó filha do céu!... 
. . . E hoje que o meu passado 
Para sempre morto jaz... 
Vendo finda a minha sorte, 
Pergunto aos ventos do Norte... 
"Oh! minh'amante, onde estás?..." 
 
ALVES, Antônio de Castro. Espumas Flutuantes. Disponível em: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000006.pdf. 
Acesso em 12 fev. 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Para próxima aula: 
Pesquise e traga um poema que, na sua opinião, seja “moderno”. Para a 
seleção desse texto, considere: 
 A estrutura formal; 
 A(s) temática(s); 
 As escolhas lexicais e morfossintáticas presentes; 
 A época em que foi escrito. 
 
Atividade C – A modernidade na Literatura (II) 
Em pequenos grupos, organize os textos trazidos, registrando nome do 
poema, autor, obra de que o poema foi retirado, ano de publicação. 
Poema Autor Obra Ano de Publicação 
 
 
 
 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000006.pdf
15 
 
 
 
Em seguida, faça a leitura dos poemas para todos do grupo. Escolham um e 
analisem: 
 
Texto Na perspectiva do eu lírico: 
 
 
 
Na perspectiva do autor: 
 
 
 
Na perspectiva do leitor: 
 
 
 
 
Contexto Ambiente de interação do eu lírico: 
 
 
Ambiente de interação entre autor e leitor: 
 
 
 
 
 
Intertexto Associação feita pelo leitor com outros textos (não 
necessariamente literários) 
 
 
 
16 
 
 
 
 
 
 Apresentação Oral do Grupo 
Elabore uma breve apresentação oral sobre a análise realizada e socialize. A 
sua apresentação deve contemplar: 
 Elementos contextualizadores (nome do poema escolhido, autor, obra 
do qual foi retirado, ano em que foi escrito); 
 A leitura em voz alta do poema; 
 Breve explicação sobre as dimensões analisadas: Texto, Contexto e 
Intertexto 
 Resposta a seguinte questão central: Quais elementos da 
modernidade são encontrados no poema? 
 
O professor fará as intervenções pertinentes, avaliando, principalmente: 
a. A participação de todos os integrantes na construção da análise e 
sua apresentação; 
b. a clareza e objetividade no momento da socialização; 
c. o uso adequado da norma padrão para uma apresentação oral, 
 
Ao final da atividade, juntamente com seu professor, organizem os textos 
trazidos pelos grupos e iniciem a construção de uma pequena Antologia. 
Vocês podem organizá-la de diferentes maneiras: por gêneros, por época, por 
autores, por temas etc. Insira o quadro elaborado por vocês, contendo a 
análise do poema escolhido por cada grupo (Texto, Contexto e Intertexto). 
 
Atividade D – Caracterização do gênero Poema 
 
Retomaremos, aqui, alguns aspectos do poema que nos auxiliarão ao longo do 
ano para trabalho com esse gênero literário. O primeiro questionamento sobre 
esses textos é: POEMA e POESIA são a mesma coisa? 
 
Um ponto central para essa discussão é a princípio pensarmos dois aspectos: 
 As escolhas feitas pelo autor ao construir seu texto (escolhas lexicais, 
morfossintáticas, formais – quantidade e tamanho dos versos, estrofes, 
pontuação etc.) 
 A recepção do texto por parte do leitor e o respectivo processo de 
construção de sentidos do poema, o que envolve elementos como 
inferências, formas de aceitação, relação estabelecida entre os 
conhecimentos linguísticos, enciclopédicos (ou de mundo) e 
interacionais acionados no momento em que esses textos são lidos etc. 
 
 
O seu professor mediará essa discussão, registrando os pontos elencados por 
vocês. 
17 
 
POEMA POESIA 
 
 
 
 
 
Feito isso, leia e analise os poemas a seguir. 
 
18 
 
 
 
 
SEQUÊNCIA 2 - LITERATURA 
 
Texto 1 
VIOLONCELO 
(Camilo Peçanha) 
Chorai arcadas 
Do violoncelo! 
Convulsionadas, 
Pontes aladas 
De pesadelo... 
 
De que esvoaçam, 
Brancos, os arcos... 
Por baixo passam, 
Se despedaçam, 
No rio, os barcos. 
 
Fundas, soluçam 
Caudais de choro... 
Que ruínas, (ouçam)! 
Se se debruçam, 
Que sorvedouro!... 
 
Trêmulos astros, 
Soidões lacustres... 
 Lemes e mastros... 
E os alabastros 
Dos balaústres! 
 
Urnas quebradas! 
Blocos de gelo... 
 Chorai arcadas, 
Despedaçadas, 
Do violoncelo. 
 
PESSANHA, Camilo. Clepsidra. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000065.pdf. Acesso em: 12 fev. 2019. 
 
Texto 2 
CONCLUSÃO A SUCATA !... FIZ O CÁLCULO 
(Álvaro de Campos) 
Conclusão a sucata !... Fiz o cálculo, 
Saiu-me certo, fui elogiado... 
Meu coração é um enorme estrado 
Onde se expõe um pequeno animálculo... 
 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000065.pdf
 
19 
 
A microscópio de desilusões 
Findei, prolixo nas minúcias fúteis... 
Minhas conclusões práticas, inúteis... 
Minhas conclusões teóricas, confusões... 
 
Que teorias há para quem sente 
O cérebro quebrar-se, como um dente 
Dum pente de mendigo que emigrou? 
 
Fecho o caderno dos apontamentos 
E faço riscos moles e cinzentos 
Nas costas do envelope do que sou... 
 
PESSOA, Fernando. Poesias de Álvaro de campos. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000011.pdf. Acesso em: 12 fev 
2019. 
 
Analise os poemas acima considerando o que trabalhamos nas atividades 
anteriores. Assim, realize seu registro a partir das questões abaixo: 
 Qual a estrutura dos poemas? 
 Que escolhas linguísticas feitas pelos autores? 
 Quanto as dimensões do Texto, do Contexto e do Intertexto, o que os 
poemas nos apresentam? 
 Quais elementos nos permitem caracterizar os textos como Poemas e como 
Poesias? 
 Os textos apresentam traços do que consideramos moderno na Literatura? 
Comente, retomando a discussão que realizamos sobre o “Mundo Moderno”. 
 
Pesquisa: 
Você já ouviu falar em “Vanguardas”? Quando falamos em literatura 
brasileira do início do século XX, os autores foram muito influenciados pelos 
modelos estrangeiros. 
Pesquise algumas dessasinfluências vindas da Europa e da própria 
América Latina. Segue algumas perguntas norteadoras: 
 O que era produzido como arte na Europa nessa época? 
 E na América Latina? 
Em sala, o professor irá, a partir das informações trazidas, estabelecerá a 
relação entre a produção artística estrangeira com a realizada no Brasil. 
 
Etapa II – A cultura nacional 
 
Atividade A – O conceito de cultura 
 
O que você sabe sobre a cultura brasileira? Com mais de 500 anos de história, 
muitas coisas aconteceram desde a chegada dos portugueses no Brasil. Podemos 
ir mais além: você consegue dizer quem são os brasileiros? Seus gostos, seus 
interesses, suas diferenças, suas semelhanças... 
Em uma roda de conversa mediada por seu professor, discutam esse tema a partir 
das seguintes questões: 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/jp000011.pdf
 
20 
 
 
 O que vocês entendem por cultura? 
 Na sua opinião, o termo “cultura” é definido de uma forma clara e precisa? 
Por quê? 
 No momento literário-histórico que estamos abordando aqui, final do século 
XIX e primeira metade do século XX, o que você pode dizer sobre a 
existência de uma “cultura erudita” e uma “cultura popular”? 
 Considerando que hoje vivemos no que é chamado de “Cultura das Mídias”, 
essa diferença entre o erudito e o popular ainda continua? 
 
Atividade B – A prosa e a cultura nacional 
Leia os trechos abaixo. 
Texto 1 
Por aí, o major avançava, batia com o báculo no assoalho, fazia hu! hu! hu!; as crianças fugiam, afinal 
ele agarrava uma e levava para dentro. Assim ia executando com grande alegria da sala, quando, pela 
quinta estrofe, lhe faltou o ar, lhe ficou a vista escura e caiu. Tiraram-lhe a máscara, deram-lhe 
algumas sacudidelas e Quaresma voltou a si. O acidente, entretanto, não lhe deu nenhum desgosto 
pelo folklore. Comprou livros, leu todas as publicações a respeito, mas a decepção lhe veio ao fim de 
algumas semanas de estudo. Quase todas as tradições e canções eram estrangeiras; o próprio 
“Tangolomango” o era também. Tornava-se, portanto, preciso arranjar alguma cousa própria, 
original, uma criação da nossa terra e dos nossos ares. 
Essa idéia levou-o a estudar os costumes tupinambás; e, como uma idéia traz outra, logo ampliou o 
seu propósito e eis a razão por que estava organizando um código de relações, de cumprimentos, de 
cerimônias domésticas e festas, calcado nos preceitos tupis. 
Desde dez dias que se entregava a essa árdua tarefa, quando (era domingo) lhe bateram à porta, em 
meio de seu trabalho. Abriu, mas não apertou a mão. Desandou a chorar, a berrar, a arrancar os 
cabelos, como se tivesse perdido a mulher ou um filho. A irmã correu lá de dentro, o Anastácio 
também, e o compadre e a filha, pois eram eles, ficaram estupefatos no limiar da porta. 
- Mas que é isso, compadre? 
- Que é isso, Policarpo? 
- Mas, meu padrinho... 
Ele ainda chorou um pouco. 
Enxugou as lágrimas e, depois, explicou com a maior naturalidade: 
- Eis aí! Vocês não têm a mínima noção das cousas da nossa terra. Queriam que eu apertasse a mão. 
Isto não é nosso! Nosso cumprimento é chorar quando encontramos os amigos, era assim que faziam 
os tupinambás. O seu compadre Vicente, a filha e Dona Adelaide entreolharam-se, sem saber o que 
dizer. O homem estaria doido? Que extravagância! 
 
BARRETO, Lima. O triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000013.pdf. Acesso em 12 fev. 2019. 
 
Texto 2 
O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos 
do litoral. 
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica 
impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. 
[...] 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000013.pdf
 
21 
 
Entretanto, toda esta aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-lo 
desaparecer de improviso. Naquela organização combalida operam-se, em segundos, transmutações 
completas. Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias 
adormecidas. O homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na 
estatura e no gesto; e a cabeça firma-se-lhe, alta, sobre os ombros possantes, aclarada pelo olhar 
desassombrado e forte; e corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os 
efeitos do relaxamento habitual dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro, reponta, 
inesperadamente, o aspecto dominador de um titã acobreado e potente, num desdobramento 
surpreendente de força e agilidade extraordinárias. 
CUNHA, Euclides da. Os Sertões. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000153.pdf. Acesso em 13 fev. 
2019. 
 
Diferente das temáticas tratadas pela literatura escrita no Brasil até então, no final 
do século XIX e início do século XX, percebemos um interesse em mostrar a 
realidade brasileira: não apenas a dos grandes centros ou de grupos específicos 
que se distanciavam dos demais, mas de todo um conjunto de aspectos culturais e 
características sócio históricas relevantes para pensarmos a sociedade brasileira e 
a construção de uma identidade nacional. 
 
Com o objetivo de ampliarmos nosso conhecimentos sobre as relações entre 
Literatura e Sociedade, identifique nos textos acima: 
 O que cada um dos trechos nos traz sobre a cultura brasileira? 
 Quais brasileiros os textos pretendem retratar? Quais realidades 
apresentadas e como podemos caracterizá-las? 
 
Veja na Sala de Leitura da sua escola se ela possui exemplares das obras acima, 
“O triste fim de Policarpo Quaresma” (Lima Barreto) e “Os sertões” (Euclides da 
Cunha). Seguindo a orientação do seu professor, faça a leitura das duas obras. Será 
importante definir a data para a discussão, considerando, além do que já estudado 
até aqui, a Estrutura e os Elementos que compõe as narrativas. 
 
Sugestões 
 
Filmes: 
“Policarpo Quaresma, o Herói do Brasil” (1998), dir. Paulo Thiago 
“Guerra de Canudos” (1996), dir. Sérgio Rezende 
 
Documentário 
“Canudos”, 1978, dir. Ipojuca Pontes 
 
Vale a pena pesquisar as produções realizadas para o Projeto “Mediação e 
Linguagem” e disponibilizadas no youtube. 
http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000153.pdf
 
22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tema: Projeto 
 
Mais um ano letivo se inicia e este, em especial, é o último ano de um ciclo de 
aprendizado, mas os estudos não acabam por aqui. Agora, mais do que nunca, o 
mercado de trabalho está batendo à sua porta e muitas dúvidas surgem sobre qual 
profissão e curso seguir, o que é natural. 
 
Durante sua trajetória escolar, você se deparou com atividades em Arte que 
envolveram profissões, tecnologias, culturas e saberes diversos. Este material tem 
como objetivo resgatar e consolidar esses saberes adquiridos em um projeto que 
será pensado e desenvolvido por você. 
 
Muitas profissões contemporâneas que dialogam com a Arte, além de usar a 
tecnologia, exigem habilidades que envolvem a empatia, ética, solidariedade, 
resolução de problemas e autonomia. Habilidades essas que estão diretamente 
ligadas à Base Nacional Comum Curricular, contemplada na nova proposta de 
Currículo para o Ensino Médio e que aparecerão no decorrer das suas atividades 
nesse ano letivo. Para isso é importante que você tenha em mente: 
 Quais são suas expectativas profissionais? 
 De que maneira sua escolha profissional pode colaborar num projeto de Arte? 
 O que você espera que a escola lhe ajude para que atinja seus objetivos? 
 
Talvez a arte não esteja diretamente ligada à profissão que você almeja, mas ela 
pode auxiliar em outras áreas da sua vida, visto que, quando trabalhamos com Arte 
lidamos com resolução de problemas, criatividade, culturas diferentese respeito à 
diversidade em toda sua amplitude. 
 
A ideia desse trabalho, ao longo do ano letivo, é que você se una aos colegas que 
tenham os mesmos gostos e/ou afinidades em determinada linguagem da Arte. 
 
Pesquisem sobre profissões que estejam diretamente envolvidas com a arte e 
elaborem projetos. Dessa forma, além de saber mais sobre essa profissão, você 
perceberá que algumas já estão diretamente ligadas ao estilo da linguagem de sua 
preferência, como por exemplo: youtuber, DJ, rapper, videomaker, desenhista, 
cantor(a), ator/atriz, dançarino(a), e por aí vai. Então...mãos à obra! 
 
Momento I: Premissas do Projeto 
 
Atualmente, quando visitamos uma exposição de arte contemporânea, percebemos 
que muitas obras permitem ao público interagir com elas. São várias as exposições 
atuais em que arte e tecnologia são utilizadas para proporcionar ao público essa 
interação. Para compreender melhor como se dá a interação do espectador com a 
obra, vale a pena conhecermos as obras de dois artistas brasileiros muito famosos. 
 
A artista mineira Lygia Clark, na década de 60, criou a série “Bichos” que são 
esculturas feitas em placas de alumínio com dobradiças, possibilitando o manuseio 
do público pois cada um pode alterar a posição das partes, modificando seu visual e 
a sua posição. Outro artista brasileiro, o carioca Hélio Oiticica, também na década 
 
24 
 
60, criou os intitulados parangolés: espécie de capas, produzidas para as pessoas 
vestirem. 
 
Para saber mais e conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra de Lygia Clark e 
Hélio Oiticica, você pode visitar os sites: 
http://www.lygiaclark.org.br/defaultpt.asp 
http://www.heliooiticica.org.br/home/home.php 
 
Nos dias atuais, essa interação com as obras de arte pode acontecer também sem o 
contato físico com elas, graças aos recursos da tecnologia digital. 
 
Quando o artista concebe uma ideia para uma obra interativa, muitos profissionais 
podem estar envolvidos na sua produção: marceneiros, pintores, engenheiros, 
mecânicos, técnicos em eletrônica e informática etc. Certamente os “Bichos” de 
Lygia Clark e os parangolés de Hélio Oiticica foram produzidos com o auxílio de 
soldadores e costureiros. 
 
Portanto, as premissas para este projeto em Artes Visuais são: 
 
 Criar uma obra que proporcione interação com o público; 
 Fazer usos de tecnologias eletrônicas e digitais; 
 Estabelecer funções para a produção da obra que estejam associadas à 
diferentes profissões. 
 
Momento II: Pesquisa 
 
Pesquise obras interativas e traga para a sala de aula, propondo uma discussão 
com seus colegas sobre o teor dessas obras e como elas foram pensadas e 
construídas com o uso da tecnologia. 
Para esquentar os motores, que tal você acessar os links abaixo? 
 
https://www.youtube.com/watch?v=tdgUK4cR9T8 
https://www.youtube.com/watch?v=avW8xWz--IY 
https://www.youtube.com/watch?v=n-hhtroUs-s 
 
As imagens a seguir mostram alguns exemplos de obras de arte produzidas com o 
uso de tecnologia eletrônica e digital. Perceba a utilização de projeções de imagem 
e de lâmpadas neon. Portanto, a variedade de opções são muitas. Basta ter uma 
boa ideia e criatividade na utilização dos recursos. 
 
http://www.lygiaclark.org.br/defaultpt.asp
http://www.heliooiticica.org.br/home/home.php
https://www.youtube.com/watch?v=tdgUK4cR9T8
https://www.youtube.com/watch?v=avW8xWz--IY
https://www.youtube.com/watch?v=n-hhtroUs-s
 
25 
 
 
 
Obra: “A História dos Nossos Gestos” de Haroldo Saboia - crédito: Flávio Silva - 
Acervo Pátio das Artes 
 
 
 
Obra: “Canion” de João GG - crédito: Letícia Godoy 
Acervo Pátio das Artes 
 
Registre, em seu caderno, o que ficou da conversa com o professor. 
 
Momento III: Organização dos grupos de criação 
 
Para iniciar então o projeto de uma obra de arte interativa com uso de tecnologia, 
primeiramente é necessário que você, numa roda de conversa, reflita sobre as 
seguintes questões: 
 
1. Em se tratando de produções no campo das artes visuais, o que você mais gosta 
de fazer? Desenhar, pintar, esculpir? 
2. Gosta de performances? 
3. Gosta de produzir instalações? 
4. De produzir vídeos? 
5. Utilizar tecnologia? 
6. Tem afinidade com aparelhos eletrônicos? 
7. Gosta de obras com características híbridas? 
8. Quais profissões você imagina que estão diretamente ligadas às artes visuais? 
9. Quais os campos de atuação profissional em que podemos trabalhar com e/ou a 
serviço das artes visuais? 
 
26 
 
 
Momento IV: Criando o projeto 
 
Depois dessa conversa com seus colegas, organizem grupos por afinidades de 
profissão, articuladas com artes visuais e iniciem a elaboração de um projeto de uma 
obra na qual o público possa interagir por meio da tecnologia e o que se pretende 
provocar com ela. Pensem em como envolver os colegas da própria escola ou 
mesmo do seu entorno no momento da exposição, sem esquecer dos colegas com 
necessidades especiais e como eles poderiam participar dessa ação. 
 
A medida que as ideias forem surgindo, anotem todas pois nenhuma deve ser 
descartada de imediato. O grupo poderá até unir uma ideia à outra. Se for 
necessário, tendo seu professor como mediador, utilizem a Sala Ambiente de 
Informática da sua escola para ampliar as ideias, conhecendo obras de outros 
artistas. 
 
Para desenvolver as ideias, você pode também consultar e utilizar os materiais de 
Arte disponíveis na escola, enviados pela SEE. Seu professor pode melhor orientá-lo 
quanto a necessidade e utilização deles. 
 
É muito importante pensar em ideias que sejam viáveis, possíveis de serem 
concretizadas. Para isso considerem as condições físicas e tecnológicas oferecidas 
pela escola, assim como os materiais que serão necessários para a execução da 
obra, não esquecendo de garantir a segurança dos espectadores/participantes. É 
fundamental manter um diálogo constante com o professor e direção da escola, a 
fim de que o projeto possa ser colocado em prática. 
 
Certamente, no momento do projeto ser posto em prática, serão necessárias muitas 
funções como construir, adaptar espaços, utilizar equipamentos eletrônicos e 
digitais, instalar luzes etc. Cada uma dessas funções certamente trará consigo 
características de profissões específicas. 
 
Momento V: Colocando o projeto no papel 
 
O registro do projeto e de seu percurso são a base de toda a sua pesquisa e 
desenvolvimento. Por isso, é imprescindível que você registre todo o passo a passo; 
mesmo que, no decorrer do processo, ele mude de rumo. Para isso, segue um 
modelo de organização de projeto, contendo os seguintes itens: 
 
 Nome do projeto (escolher um nome que será utilizado na apresentação); 
 Definição de responsáveis (especificar no grupo de alunos quem é responsável 
por qual parte); 
 Profissão ou profissões envolvidas; 
 A qual público se destina o produto final; 
 Descrição (breve relato de como será o produto final; 
 Esboço de como ficará a obra terminada, com planta do espaço necessário para 
ela; 
 
27 
 
 Cronograma (definido junto ao professor, quando serão realizadas as pesquisas e 
as demais atividades); 
 Bibliografia (fontes bibliográficas, links, ou seja, todas as fontes da sua pesquisa). 
 
A importância do registro em todo o processo 
Vale ressaltar que registrar cada fase é de suma importância para que você entenda 
o progresso do seu projeto, além de ser uma ferramenta que facilita uma melhor 
organização ‘de onde partir e para onde chegar’. Sem isso definido, o projeto pode 
se perder no meio do caminho, diante de tantas opções e ideias. 
 
Momento VI: A exposição 
 
Após os projetos analisados e pensados na prática (divisão de tarefas, material a ser 
utilizado e espaços na escola), combine com o seu professor e a equipe gestora 
sobre a data e forma de exposição, visando um envolvimento de todos para a 
execução dessa atividade. 
 
Seria muito interessante se outras pessoas da comunidade pudessem participar, 
propiciando a elas o contato com a forma de uma exposição que foge da maneira 
tradicionalde se expor e provocando um novo pensar sobre o fazer artístico. 
 
Momento VII: Reflexão 
 
Após a exposição, reflita sobre as seguintes questões: 
 
 Foi possível exercitar uma ou mais funções ligadas à profissão pensada por 
você? 
 Quais foram as reações do público ao interagir com a obra? 
 Quais aspectos ou detalhes da obra poderiam ter sido aperfeiçoados? 
 O aperfeiçoamento da obra poderia constar numa revisão do projeto? 
 Houveram dificuldades envolvendo a tecnologia? Quais? 
 Como foi a experiência de trabalhar em grupo para um objetivo comum? 
 
Após essas reflexões, compartilhe com o seu grupo e, após esse compartilhamento, 
em roda de conversa, exponham para a turma o resultado dessa experiência. 
 
O que eu aprendi: Faça um relato em seu caderno, sobre o que você aprendeu ao 
longo e no final deste processo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
Caro(a) aluno(a), você está preparado(a) para dar início às nossas 
atividades? 
Ao longo dos anos anteriores você experimentou diferentes experiências 
motoras que puderam contribuir em sua aprendizagem sobre os temas 
propostos na Educação Física. Essas experiências auxiliarão as 
atividades que serão propostas neste volume. 
Lembre-se que sua participação e de seus colegas é fundamental e 
indispensável para a aprendizagem dos temas. 
Vamos conhecer um pouco mais sobre o que trataremos neste bimestre? 
Este material traz duas unidades temáticas: 
Unidade Temática 1: Lutas 
Unidade Temática 2: Ginástica 
Por meio destes assuntos, poderemos experimentar e recriar outros 
aprendizados. Mas antes de embarcar nesta jornada, você sabe o que é 
Unidade Temática? 
Unidade Temática é um conjunto de saberes que agrupam os objetos de 
conhecimento da Educação Física, ou seja, assuntos que pertencem ao 
componente. Pode parecer a princípio confuso, contudo, ao longo das 
atividades, você assimilará mais facilmente. Vamos começar? 
 Nesta Unidade Temática, espera-se que você aprenda: 
Identificar e nomear golpes, técnicas e táticas inerentes a modalidade de 
luta trabalhada no bimestre; 
Reconhecer e valorizar o conhecimento das técnicas da modalidade de 
luta trabalhada no bimestre como fator importante na apreciação do 
espetáculo esportivo; 
Analisar do ponto de vista técnico e tática da luta trabalhada no bimestre, 
assistida presencialmente ou pela televisão; 
Simular a realização de algumas técnicas de golpes e preceitos táticos 
de luta trabalhado no bimestre; 
Unidade Temática: Lutas 
 A luta abordada de forma reflexiva no contexto escolar, propicia o 
trabalho corporal, abrangendo as dimensões conceitual, procedimental e 
atitudinal que são fundamentais para a sua formação. 
 Ao longo da escolarização você deve ter vivenciado algumas 
modalidades de lutas, e talvez até conheça esse objeto de conhecimento 
que aprofundaremos neste bimestre, pois as mesmas estão presentes na 
 
30 
 
sociedade, academias, clubes, programas de inclusão social, olimpíadas, 
mídias, etc... 
 
Atividade 1: O que você conhece sobre as Lutas? 
Qual (is) luta (s) você conhece? 
Qual (is) luta (s) você praticou ou pratica? 
Em que local essa (s) luta (s) é (são) praticada(s)? 
Quais movimentos são realizados na (s) luta (s) que você conhece? 
Você utiliza algum tipo de equipamento para praticá-la (s)? 
 
Nesta Unidade Temática estudaremos o Boxe. O que você sabe sobre 
ele, sua história, seus golpes, técnicas e sua evolução? Vamos conversar 
sobre? 
 
Atividade 2: (Re) Conhecendo o Boxe 
Em grupo, de acordo com as orientações do (a) professor (a), 
pesquise assuntos que possam fornecer mais informações sobre o Boxe. 
Na internet, você poderá encontrar textos, imagens e vídeos relacionados 
à história do Boxe. Anote as informações encontradas para socializar com 
a turma. Cada grupo ficará responsável por um dos temas abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
Durante a socialização de cada tema, registre as informações mais 
relevantes que os outros grupos trouxeram. 
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________ 
 
31 
 
 
A partir das suas anotações, preencha o quadro abaixo, considerando as 
categorias de peso do boxe amador e profissional, masculino e feminino. 
 
 
Categorias 
de peso 
(Adulto) 
Amador 
 
Profissional 
Masc. 
(kg) 
Fem. 
(kg) 
Masc 
(kg) 
Fem. 
(KG) 
Palha 
Mosca 
ligeiro 
 
Mosca 
Galo 
Pena 
Leve 
Meio 
médio 
ligeiro 
 
Meio 
médio 
 
Médio 
Meio 
pesado 
 
Pesado 
Super 
pesado 
 
 
 
 
 
 
32 
 
Atividade 3: “Boxe, esporte de combate” 
 
Não basta saber dar socos. No boxe como em qualquer luta é 
preciso se movimentar no espaço de combate, aqui no caso no ringue, 
para assim garantir um bom ritmo durante a luta, seja para desviar das 
investidas do adversário ou para se preparar para um golpe certeiro. 
Você já deve ter assistido uma luta e deve ter observado que alguns 
lutadores ficam saltitando e sacudindo o corpo antes de atacar, enquanto 
outros apenas aguardam quase que parados, esperando o momento certo 
para golpear. O boxe é uma luta simples e objetiva, com golpes muito 
eficientes para tontear e nocautear o adversário. 
 Sendo assim, vamos analisar as técnicas e táticas utilizadas em uma 
luta. Junto com seus colegas, assista a alguns vídeos que contemplem 
golpes do boxe e em seguida discutam: 
Quais golpes estiveram presentes durante a luta? 
Como os lutadores se movimentavam no ringue? 
Eles ficavam próximos ou a uma certa distância? 
Como a forma de se movimentarem influencia no resultado? 
Qual a posição dos lutadores para se defender dos golpes? 
Um lutador era mais veloz nos movimentos do que o outro? 
Em que momento contra-atacavam? 
Atividade 4: Vamos Experimentar? 
Agora é o momento de experimentar alguns golpes e técnicas do boxe. 
Participe das atividades propostas pelo (a) professor (a), só assim 
estabelecerá relação entre a pesquisa e a vivência. 
 Ao final, com sua turma e professor (a), discutam sobre como foi realizar 
os golpes e os movimentos do boxe, as atitudes percebidas, as táticas, as 
evidências (ou não) de discriminação de gênero e as dificuldades. 
Aproveite este momento para anotar os principais tipos de golpes do boxe 
e suas definições. 
Desafio - Criando uma sequência de golpes. 
Formem grupos com 5 participantes e se posicionem em círculo. 
Escolham um aluno que deverá começar a atividade. Este (a) aluno (a) 
deverá, a partir do que aprendeu sobre o boxe (golpes, posição de 
defesa, movimentação) realizar um golpe ou movimento. O aluno do lado 
repete o movimento do colega e cria outro. O terceiro reproduz o 
movimento ou golpe do primeiro e do segundo e cria outro e, assim 
sucessivamente. O importante é que todos participem, colaborem 
respeitando a sugestão do colega e explorem todos os movimentos 
aprendidos durante as aulas. Ao final, o grupo terá criado uma sequência 
de golpes que será apresentada aos demais grupos da turma. 
Atividade 5: Elaborando uma sequência de movimentos. 
Após vivenciar os movimentos e os golpes do Boxe, que tal 
elaborar uma apresentação? 
 
33 
 
A apresentação poderá conter música ou não. Apresentamos como 
exemplo de coreografia com música o aeroboxe, que é uma mistura de 
aeróbica com alguns dos movimentos do boxe, música e coreografias 
sem grandes complicações. A base vem da aeróbica, porém o diferencial 
está nos golpes e luvas de boxe. 
 Agora é o momento da apresentação dos movimentos 
criados pelos grupos. 
As apresentações poderão ser filmadas, para que a turma possa 
assistir depois e relembrar as principais táticas e técnicasdos golpes. 
Auto avaliação: 
Ao terminarmos essa Unidade Temática, é necessário que você reflita 
sobre a sua participação nas aulas e nas atividades propostas. A 
intenção da retomada é que você analise o seu envolvimento nas 
atividades: você encontrou facilidades e/ou dificuldades; você sentiu-se o 
tempo todo como parte integrante do processo aprendizagem; você 
percebeu a exclusão de algum colega das atividades e como você poderia 
ter interferido nessa situação problema; como foi a sua atitude em relação 
às opiniões dos seus colegas; você teve liberdade para ampliar os seus 
conhecimentos através das participações nas atividades e nas pesquisas? 
 
Dica: Caso fique alguma dúvida sobre o tema, converse com seu (sua) 
professor (a). 
Para saber mais: 
❏ Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004). Filme dirigido e estrelado por 
Clint Eastwood, Menina de Ouro narra a dramática história de Maggie 
Fitzgerald em virar lutadora de boxe profissional. 
❏ Quando éramos reis (When we were kings, 1996): Documentário sobre a 
épica luta entre Muhammad Ali e George Foreman. Disponível em: 
https://youtu.be/inV4-Dq-qVY . Acesso em: 01 fev. 2019. 
❏ T-Rex: Her Fight for Gold, 2016. Documentário. Biografia da boxeadora 
Claressa "T-Rex" Shields e sua luta diária para dar visibilidade ao boxe 
feminino e conseguir a sua medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres - 
quando o esporte entrou oficialmente para a lista de esportes do evento. 
❏ Vieira, Silvia, Armando Freitas. O que é Boxe. Rio de Janeiro: Casa da 
Palavra, 2007. 
❏ Wacquant, Loic, Corpo e alma: Notas etnográficas de um aprendiz de 
boxe. Tradução: Angela Ramalho. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002. 
https://youtu.be/inV4-Dq-qVY
 
34 
 
 
Unidade Temática: Ginástica 
 Nesta Unidade Temática espera-se que você 
aprenda: 
 Estabelecer a zona-alvo de exercitação a partir da medida da frequência 
cardíaca; 
Identificar como os princípios do treinamento se aplicam ao 
desenvolvimento das capacidades físicas; 
Selecionar, interpretar e utilizar informações e conhecimentos sobre os 
princípios do treinamento na elaboração de um programa pessoal de 
condicionamento físico voltado ao desenvolvimento de uma ou mais 
capacidades físicas; 
Discriminar conceitualmente os princípios do treinamento. 
Atividade 1: Capacidades Físicas 
Para iniciar essa Unidade Temática vamos retomar as capacidades 
físicas que você já vivenciou em vários momentos. 
Registre as capacidades físicas que você conhece e socialize 
com seus colegas 
 
As capacidades podem ser definidas como todo atributo ou qualidade "treinável" de 
um organismo, ou seja, passível de adaptações. 
Todo ser humano possui inúmeras capacidades motoras, em níveis diferentes, 
devido às suas heranças genéticas. Com o treinamento, as capacidades se 
desenvolvem e há um declínio quando o treinamento é interrompido. 
Embora pareçam existir poucas dúvidas quanto a melhora na qualidade de vida e, 
sobretudo, na condição de saúde alcançada através de um programa de 
condicionamento físico, esses benefícios dependem de uma prescrição de 
intensidade de treinamento físico de exercício adequada, no que diz respeito a sua 
intensidade, duração, frequência e modalidade. Dentre esses fatores, a 
intensidade do exercício parece ter um papel de destaque no resultado alcançado. 
 
Atividade 2: Conhecendo os princípios de Treinamento! 
Reflita sobre as situações abaixo, e responda: 
Situação 1: Diego começou a treinar musculação na academia. Seu 
professor preparou um treino de três meses. Seu amigo Marcos não quis 
 
35 
 
fazer a avaliação física, e decidiu praticar o mesmo treino que Diego, 
porém ao final dos três meses, Marcos não obteve os mesmos resultados 
positivos que Diego. Por que será que isso aconteceu? 
Situação 2: Flávia pratica atividade física a dois anos, porém não 
conseguiu manter uma frequência gradativa, ou seja, seu treinamento não 
foi realizado regularmente, não produzindo assim adaptações metabólicas 
quanto fisiológicas. Por que isso aconteceu? 
Situação 3: Fernando treina há um ano com a mesma carga de peso, por 
estar acostumado e mesmo com a orientação de seu professor, ele não 
quer aumentar a carga dos pesos utilizados nos exercícios de 
musculação. Ao realizar a avaliação física percebeu que não houve 
aumento em sua massa muscular. Por que isso aconteceu? 
Situação 4: Nabil já treina corrida a oito anos, porém em suas férias 
nunca consegue manter a frequência de treinos, e quando volta a treinar 
ele sente muita dificuldade no início, porque isso está acontecendo com 
ele. 
Situação 5: Tiago treina na academia e fez três séries de supino com 20 
kg em cada lado. Conversando com seu professor disse que gostaria que 
seu peitoral aumentasse mais. Diante disso, seu (sua) professor (a) 
decidiu aumentar o peso e diminuir o número de séries realizadas. Dentro 
um treinamento isso é possível? 
Situação 6: Isabela reduziu seu treino de halterofilismo de maneira 
significativa e percebeu que reduziu suas adaptações fisiológicas, as 
quais lhe permitiram um melhor desempenho desportivo, comprometendo 
assim a capacidade de desempenho que tinha. O que aconteceu com 
Isabela? 
Após responder o que pode ter ocorrido nas situações apresentadas, 
discuta com sua turma e professor os possíveis motivos! 
Agora pesquise sobre os princípios abaixo, relacionando-os às 
situações discutidas anteriormente e ao desenvolvimento das 
capacidades físicas: 
 
 
36 
 
Atividade 3: É bom ultrapassar o meu máximo? 
 
Você retomou as capacidades físicas e aprendeu sobre os 
princípios de treinamento. É hora de falarmos sobre o monitoramento 
da frequência cardíaca, que é um elemento fundamental que pode 
determinar a intensidade apropriada durante as práticas de atividades 
físicas, além de cuidar da saúde do seu coração. 
Zona alvo: Frequência cardíaca 
É importante que o monitoramento seja medido para evitar que a 
frequência aumente demais e você possa sofrer danos irreparáveis. 
Em toda a prática de exercícios físicos e treinos, o acompanhamento dos 
batimentos cardíacos é essencial, pois eles indicam se a intensidade da 
atividade é adequada para manter um nível seguro para o organismo. 
Vamos conhecer o que é o monitoramento da frequência cardíaca e sua 
importância: você realmente sabe dizer o grau de intensidade de cada 
atividade que você faz? Não é apenas um detalhe, uma vez que esta 
intensidade é quem vai determinar os resultados como por exemplo a 
perda de gordura corporal e vai indicar até que ponto você pode exigir do 
seu corpo sem lhe fazer nenhum mal. 
 
É possível fazer esse controle medindo sua pulsação. Deverá ser feito 
pressionando uma área específica do pulso ou do pescoço e contando a 
quantidade de pulsação/batimentos por minuto. 
 
Você deverá colocar seu dedo indicador e dedo médio da mão esquerda 
na parte interna do seu pulso, logo abaixo do seu dedão e contar as 
pulsações durante dez segundo e depois multiplicar por 6, para 
descobrir qual é a sua pulsação por minuto (também pode contar por 15 
segundos e multiplicar por 4). 
Existe uma fórmula geral aproximada: a frequência máxima, ou seja, o 
máximo de esforço que você pode fazer, será igual a 220, menos a sua 
idade. 
Já sabemos que 220 – (menos) idade é o máximo que você pode chegar 
sem fazer mal ao seu corpo e colocá-lo em risco. É este número que vai 
ser seu indicativo para determinar a intensidade do seu exercício. 
Exercícios que oscilam entre 50 a 60% desse número são considerados de 
intensidade LEVE, exercícios que oscilam entre 61 a 80% desse número 
são considerados de intensidade MODERADA e exercícios que oscilam 
entre 81 a 90% desse número são considerados de intensidade ALTA. 
Descobrindo sua frequência máxima você poderá controlar a intensidade 
do seu exercício e obter resultados mais precisos. Mas nada de 
 
37 
 
autodeterminar a intensidade das suas atividades! A intensidade ideal vaivariar de acordo com os objetivos propostos nas atividades e com o 
condicionamento de cada um e apenas um profissional capacitado estará 
apto para determinar a intensidade ideal para cada pessoa, para cada 
exercício e para cada tipo de treinamento. 
Fatores externos podem interferir na frequência cardíaca. A posição 
do corpo, a temperatura e até mesmo o estado de ânimo podem causar 
alterações nos resultados. 
Pense com carinho em controlar sua frequência cardíaca durante os 
exercícios e/ou treinamento. Solicite ao seu professor que te oriente 
sobre qual a intensidade indicada, assim você pode tirar o máximo de 
proveito das suas atividades! 
 
O texto acima mostrou como calcular a Frequência Cardíaca 
Máxima (FCM), que é fácil, rápido e imprescindível para saber os limites 
do seu corpo antes de começar a se exercitar. 
Vamos experimentar: calcule a sua FCM: 
___________________________________________________________
___________________________________________________________ 
 
 Agora que você já sabe quais são as formas de verificar a 
intensidade, duração da frequência cardíaca, vamos encontrar a média 
da zona alvo da frequência de sua turma: meça a frequência cardíaca 
antes, durante e após os exercícios. Depois, elabore um gráfico com os 
resultados. No gráfico identifique onde a frequência atingiu as 
intensidades LEVE, MODERADA e ALTA? E quanto tempo leva de uma 
intensidade a outra, como também, o retorno dos batimentos cardíacos ao 
estado basal (estado de repouso). 
____________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________ 
 
Reflita com sua turma: Por que é importante estabelecer a zona alvo 
da frequência cardíaca? 
Testando meus conhecimentos: 
Solicite aos colegas que treinam em academias, que tragam as suas 
avaliações físicas e em grupo discutam, interpretem e conceituem qual 
(ais) o (s) princípio (s) do treinamento foram trabalhados. 
 
38 
 
___________________________________________________________
___________________________________________________________
___________________________________________________________ 
 
Ampliando o conhecimento: 
 
 Leia os artigos abaixo: 
Bessa Ludmila Cândida. Silva, Heliton Gonçalves. Carrijo, Jackeline de 
Souza. Oliveira, Klébler Mirallia. A importância dos princípios do 
treinamento. Prescrição do treino. Disponível em 
https://www.efdeportes.com/efd186/a-importancia-dos-principios-do-
treinamento.htm. Acesso em 01/02/2019. 
 Roschel, Hamilton. Tricoli, Valmor. Ugrinowitsch, Carlos. Treinamento 
físico: considerações práticas científicas. Disponível em: 
http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v25nspe/07.pdf. Acesso em 01/02/2019. 
 
Após a leitura escreva um texto sobre a importância da prática de 
exercício físico regular e orientado para a saúde. 
 
https://www.efdeportes.com/efd186/a-importancia-dos-principios-do-treinamento.htm
https://www.efdeportes.com/efd186/a-importancia-dos-principios-do-treinamento.htm
http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v25nspe/07.pdf
 
39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Caro aluno, 
 Nas atividades propostas, para este bimestre, estão contempladas as Dez 
Competências Gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as Habilidades 
do Currículo do Estado de São Paulo com o intuito de subsidiar o seu processo de 
formação integral. A avaliação se dará de forma contínua, promovendo a excelência 
no ensino e aprendizagem, que contribuirá para o desenvolvimento do protagonismo 
juvenil. Deste modo, é possível promover tanto o engajamento em práticas de leitura 
e escrita mediadas pela oralidade, quanto à construção da autonomia necessária 
para que você desenvolva sua capacidade de aprender a aprender uma língua 
estrangeira. 
 
Mãos à obra! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 1 
1- Look at the picture. Have you ever heard about this social network? Do you 
know what happened to it? 
2- Read the text and underline the cognate words. 
3- In pairs, discuss about the meaning of the text and write on your notebook. 
4- Discuss with the class the importance of social media today, and what its 
future holds. 
5- Make a timeline describing the evolution of social media in Brazil and present 
it to the class. 
6- Research and write a paper, with a summary, on how the social media was 
and is changing the face of Brazilian society now and in the last years. 
Present your findings to the class. 
 
 
 
 
 
 
HABILIDADES 
 Localizar e interpretar informações em um texto para apresentar uma 
opinião e construir argumentação. 
 Reconhecer estereótipos sociais e preconceitos em textos. 
 Inferir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e de 
comparação com a língua portuguesa. 
 
 
42 
 
THE RISE AND FALL OF ORKUT: GOOGLE’S SOCIAL MEDIA EXPERIMENT 
 
https://readwrite.com/2014/06/30/the-rise-and-fall-of-orkut-googles-decade-long-social-media-
experiment/ 
Orkut™ was a social networking website owned and operated by Google. The 
service was designed to help users meet new and old friends and maintain existing 
relationships. The website was named after its creator, Google employee Orkut 
Büyükkökten. Its rise to dominance in India and Brazil and was ever-constantbattle 
with Facebook for the eyeballs of international social media users. 
September 2006: Orkut™ declared the second largest social network on the 
Internet, second only to MySpace. Also that month, 70% of Orkut users are Brazilian 
October 2010: Facebook was growing fast in adoption all over the world, 
Orkut™ held on steadfastly to its Brazilian majority. 
September 2011: Orkut™ owned 43% of the social networking market in 
Brazil. 
January 2012: After a lot of effort, including Mark Zuckerberg making a trip to 
Brazil to spread the Facebook™, it finally overtook Orkut™ in the last country it still 
dominated. 
September 30, 2014 the social media network’s final day. 
https://readwrite.com/2014/06/30/the-rise-and-fall-of-orkut-googles-decade-long-social-media-
experiment/ 
https://readwrite.com/2014/06/30/the-rise-and-fall-of-orkut-googles-decade-long-social-media-experiment/
https://readwrite.com/2014/06/30/the-rise-and-fall-of-orkut-googles-decade-long-social-media-experiment/
https://readwrite.com/2014/06/30/the-rise-and-fall-of-orkut-googles-decade-long-social-media-experiment/
https://readwrite.com/2014/06/30/the-rise-and-fall-of-orkut-googles-decade-long-social-media-experiment/
 
43 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 2 
 
Read the following text: 
 Mobile technology has had major impacts on social media as it has 
revolutionized access to information anywhere, anytime, making it easier for people 
to run and manage their business. 
 In Brazil, more than 60% of the population living in urban areas is 
connected, mainly to Facebook and Whatsapp. 
 The channels of social interaction feed on the intercommunication between 
their users, thus, they have become more and more accessed in the daily life of the 
people, modifying their routines. This behavior means that some types of leisure 
(walks, visits to museums, theaters, cinemas, etc.) are no longer performed. 
 Connecting to the internet through cell phones, wireless networks, Wi-Fi, 
Bluetooth, smartphones, laptops, handhelds and notebooks, among others, brings 
convenience and becomes necessary. This fact gives us the idea that we are not 
alone, because we find ourselves through social media. 
 The internet and mobile technology lead us to believe that we can 
communicate with anyone anywhere in the world, breaking barriers imposed by 
distance, thus increasing interactions in the online environment. However, even 
consideringthe technological revolution that allows the modern world to be 
interconnected, every day, the amount of Internet users that is solitary, has been 
growing, in parallel with the number of postings (texts and photos) private. 
 
HABILIDADES 
 Localizar e interpretar informações em um texto para apresentar uma 
opinião e construir argumentação. 
 Reconhecer estereótipos sociais e preconceitos em textos. 
 Inferir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e de 
comparação com a língua portuguesa. 
 
 
44 
 
Texto elaborado por FERREIRA, T. A., a partir da notícia: PNAD Continua TIC 2016: 94,2% das 
pessoas que utilizam a Internet o fizeram para trocar mensagens. (publicada em: 10/04/2018). 
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-
noticias/releases/20073-pnad-continua-tic-2016-94-2-das-pessoas-que-utilizaram-a-internet-o-
fizeram-para-trocar-mensagens. 
 
 
Based on the text answer: 
1- Register the advantages and disadvantages of social network nowadays. 
2- Discuss with your classmates and write in your notebook how would you 
imagine life without social network. 
3- Discuss with the class, the way that social media change our perception and 
interaction with the world. In pairs write a summary on how social media alter 
the way we understand and communicate with each other focusing on the 
human behavior, in positive and negative ways. Create a small presentation to 
the class. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACTIVITY 3 
1- Look at the graphic and the text. What do you think it is about? 
2- Circle the cognate words. Now, on your notebook, write some new words you 
found on the text and translate them. You can use dictionaries (printed or 
online). Socialize with your classmates. 
HABILIDADES 
 Localizar e interpretar informações em um texto para apresentar uma 
opinião e construir argumentação. 
 Reconhecer estereótipos sociais e preconceitos em textos. 
 Inferir o significado de palavras por meio da análise de sua estrutura e de 
comparação com a língua portuguesa. 
. 
 
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20073-pnad-continua-tic-2016-94-2-das-pessoas-que-utilizaram-a-internet-o-fizeram-para-trocar-mensagens
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20073-pnad-continua-tic-2016-94-2-das-pessoas-que-utilizaram-a-internet-o-fizeram-para-trocar-mensagens
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20073-pnad-continua-tic-2016-94-2-das-pessoas-que-utilizaram-a-internet-o-fizeram-para-trocar-mensagens
 
45 
 
3- In pairs, discuss about the meaning of the text and write on your notebook. 
4- According to researches, 59% of U.S. teens have been bullied or harassed 
online, and a similar share says it's a major problem for people their age. At 
the same time, teens mostly think teachers, social media companies and 
politicians are failing at addressing this issue. Do you agree with this? Can 
you think of some ideas to prevent cyberbullying? Prepare a presentation with 
your suggestions and show them to the whole class. 
 
 
 
46 
 
 
 
http://www.pewinternet.org/2018/09/27/a-majority-of-teens-have-experienced-some-form-of-
cyberbullying/pi_2018-09-27_teens-and-cyberbullying_0-01/ 
 
 
 
http://www.pewinternet.org/2018/09/27/a-majority-of-teens-have-experienced-some-form-of-cyberbullying/pi_2018-09-27_teens-and-cyberbullying_0-01/
http://www.pewinternet.org/2018/09/27/a-majority-of-teens-have-experienced-some-form-of-cyberbullying/pi_2018-09-27_teens-and-cyberbullying_0-01/
 
47 
 
 
Name-calling and rumor-spreading have long been an unpleasant and 
challenging aspect of adolescent life. But the proliferation of smartphones and the 
rise of social media has transformed where, when and how bullying takes place. 
With the boom of smatphones and cheap internet, people around the world 
can now be connected anytime, everywhere. It is easy to chat with new people from 
different places, old friends, distant relatives and many more. Unfortunally many 
individuals use this tool to spread rumors and pictures about others, fake-news, 
catfish, bullying, trooling, etc. In group discuss the relation between the many forms 
of bullying and the social media. In group write a summary discussing the phrases in 
bold font, then present your impressions to the class. 
 
 
 
 
 
. 
 
 
 
ACTIVITY 4 
1- Look at the graphic. What do you think it is about? 
2- In pairs, name five suggestions of conscious use of social networks and 
register on your notebook. 
3- The text shows how teens have mixed views on the impact of social media on 
their lives in U.S. What about the reality in Brazil? 
4- What is your view over the impact of social media in your daily life? 
5- Write a summary about the negative aspects of social media. Discuss your 
findings with the class. 
 
 
HABILIDADES 
 Localizar e interpretar informações em um texto para apresentar uma 
opinião e construir argumentação. 
 Contribuir em momentos coletivos de tomada de decisão e de produção 
escrita. 
 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.
pewinternet.org/2018/05/31/teens-social-media-technology-2018/pi_2018-05-31_teenstech_0-03/ 
http://www.pewinternet.org/2018/05/31/teens-social-media-technology-2018/pi_2018-05-31_teenstech_0-03/
http://www.pewinternet.org/2018/05/31/teens-social-media-technology-2018/pi_2018-05-31_teenstech_0-03/
 
49 
 
SELF-ASSESSMENT 
 
Dear student, 
It is your time to evaluate what have you have learned so far. Answer on the table: 
 
LEARNED 
 
KNEW 
 
 WANT TO KNOW 
 
 
 
 
50 
 
CADERNO DE ATIVIDADES DO ALUNO - ENSINO MÉDIO – ÁREA DE LINGUAGENS 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Língua Portuguesa 
Katia Regina Pessoa, Mara Lucia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Mary Jacomine da 
Silva. 
 
Autoria do material 
 
Alessandra Junqueira Vieira Figueiredo, Alzira Maria Sá Magalhães Cavalcante, Andrea 
Righeto, Danúbia Fernandes Sobreira Tasca, Eliane Cristina Gonçalves Ramos, Helena 
Pereira dos Santos, Igor Rodrigo Valério Matias, João Mário Santana, Letícia Maria de 
Barros Lima Viviani, Lidiane Máximo Feitosa, Márcia Regina Xavier Gardenal, Maria 
Madalena Borges Gutierre, Martha Wassif Salloume Garcia, Patrícia Fernanda Morande 
Roveri, Rodrigo Cesar Gonçalves, Sônia Maria Rodrigues, William Ruotti. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Línguas Estrangeiras Modernas – Leitura crítica e validação do 
material 
 
Teônia de Abreu Ferreira, Jucimeire de Souza Bispo 
 
Autoria do material 
 
Jucimeire de Souza Bispo, Leonardo Campos Antunes Moreira. Nelise Maria Abib Penna 
Pagnan, Pamella de Paula da Silva Santos. Sônia Aparecida Martins Peres, Teônia de 
Abreu Ferreira, Viviane Barcellos Isidorio. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Arte – Leitura crítica e validação do material 
 
 Carlos Eduardo Povinha, Eduardo Martins Kebbe 
 
Autoria do material 
 
Carlos Eduardo Povinha, Débora David Guidolín, Djalma Abel Novaes, Eduardo Martins 
Kebbe, Eliana Florindo, Elisangela Vicente Prismit, Evania Rodrigues Moraes Escudeiro, 
Madalena Ponce Rodrigues, Marília Marcondes de M. Sarmento e L. Torres, Pedro Kazuo 
Nagasse, Roberta Jorge Luz, Rodrigo Mendes, Silmara Lourdes Truzzi 
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Equipe Curricular de Educação Física – Leituracrítica e validação do material 
 
Luiz Fernando Vagliengo, Sandra Pereira Mendes 
 
Autoria do material 
 
Diego Diaz Sanchez, Felipe Augusto Lucci, Flavia Naomi Kunihira Peixoto, Gislaine 
Procópio Querido, Isabela Muniz dos Santos Cáceres, Janaina Pazeto Domingos, Katia 
Mendes Silva, Lígia Estronioli de Castro, Maria Izildinha Marcelino, Nabil José Awad, Neara 
Isabel de Freitas Lima, Sandra Regina Valadão, Thaisa Pedrosa Silva Nunes, Tiago Oliveira 
dos Santos. 
Revisão do Material 
 
Fabiana Vicentin Garcia, Teresinha Morais da Silva.

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