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Toxicologia da Cannabis Sativa

Slides de Toxicologia sobre Cannabis sativa: história e classificação; química e constituintes (fitocanabinóides, ∆9‑THC como principal psicoativo, exemplos como CBD/CBG); vias de administração (pulmonar, oral), farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo, excreção ~70%/72h) e janela de detecção urinária (THC‑COOH: até 7/30/90 dias).

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Prof. Ms. Davidson Marrony Santos Wanderley
Disciplina: Toxicologia (8º Período)
(davidsonwanderley@gmail.com)
• Originária da Ásia Central, a Cannabis sativa é
considerada uma das mais antigas plantas cultivadas
pelo homem;
• Os registros mais remotos datam de 2723 a.c,
quando foi mencionada na Farmacopeia chinesa;
• Linné foi quem primeiramente a classificou como
Cannabis sativa, em 1753;
• Com relação ao Brasil, existem documentos
históricos mostrando que a maconha foi introduzida
na época das capitanias (final do séc. XVIII) para a
produção de fibras.
CANNABIS
• No entanto, acredita-se que a planta seja conhecida
há mais tempo, utilizada como hipnótico pelos
primeiros escravo;
• Seu uso era frequente entre as classes mais baixas,
porém mais tarde foi difundido entre os jovens de
todas as classes;
• De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas
(World Drug Report) de 2013, a Cannabis permanece
a droga de uso ilícito mais consumida no mundo.
CANNABIS
CANNABIS
• A maconha possui compostos químicos chamados de
CANABINÓIDES, que atuam em nosso sistema
nervoso.
QUÍMICA E CONSTITUINTES DA CANNABIS 
SATIVA
SEU EFEITO PSICOATIVO É 
DECORRENTE DA AÇÃO DE UM 
CANABINÓIDE ESPECÍFICO, O 
TETRA-HIDROCANABINOL
(THC)
SEMELHANTE
UM NEUROTRANSMISSOR 
PRODUZIDO PELO PRÓPRIO 
CORPO HUMANO E QUE JÁ FAZ 
PARTE DO SISTEMA 
CANABINÓIDE ENDÓGENO 
• Atualmente, o termo canabinoide refere-se a todos
os ligantes dos receptores canabinoides e compostos
relacionados, incluindo ligantes endógenos e grande
número de análogos sintéticos;
• Até hoje foram identificados 70 FITOCANABINÓIDES
na C. sativa L. (∆9 -THC , ∆8 -THC, Canabinol (CBD),
Canabigerol (CBG), Canabiciclol (CBL) etc.);
• Dentre todos os FITOCANABINÓIDES contidos na
Cannabis sativa L, o ∆9 -THC é o principal composto
químico reconhecido com efeito psicoativo.
QUÍMICA E CONSTITUINTES DA CANNABIS 
SATIVA
QUÍMICA E CONSTITUINTES DA CANNABIS 
SATIVA
QUÍMICA E CONSTITUINTES DA CANNABIS 
SATIVA
https://www.youtube.com/watch?v=a9cVr1Him9k
ENTENDENDO 
MELHOR A 
FARMACOLOGIA!
https://www.youtube.com/watch?v=a9cVr1Him9k
QUÍMICA E CONSTITUINTES DA CANNABIS 
SATIVA
• No Brasil a maconha é fumada por 
meio de cigarros conhecidos como 
“fininho” ou “baseado”. 
• Em média, um cigarro contém 0.5 a 
1.0 g da planta inteira. 
• O teor ∆9-THC é de 1-3%.
• Alta concentração nas folhas;
• É termosensível e fotosensível – de
acordo com as condições de
estocagem e tempo de
armazenamento, podem perder a
potência
• VIA PULMONAR
- Por meio do fumo de cigarros e pequenos
cachimbos;
• VIA ORAL
- Droga incorporada em alimentos (doces), ou na forma
de extratos ou soluções alcoólicas em bebidas, usando
a semente ou óleo de planta.
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
• ABSORÇÃO ALVEOLAR
- A absorção pulmonar do ∆9 -THC é muito rápida
devido as condições anatômicas do pulmão (alto
fluxo sanguíneo e área);
- Detectável no plasma, segundos após a primeira
tragada de um cigarro;
TOXICOCINÉTICA
• ABSORÇÃO ALVEOLAR
- Biodisponibilidade varia de 8 a 24%, influenciada
por:
o Perda do ∆9 -THC no ato de fumar (pirólise);
o Dinâmica no ato de fumar (nº e tempo da tragada);
o Experiência do fumante (usuários crônicos são mais
eficientes na técnica de fumar).
TOXICOCINÉTICA
Ocorre uma ruptura da estrutura 
molecular original de um determinado 
composto pela ação do calor em um 
ambiente com pouco ou nenhum 
oxigênio
• ABSORÇÃO PELO TGI
- Após o consumo oral, a absorção do ∆9 -THC é lenta
e irregular;
- A biodisponibilidade oral é muito baixa, variando de
4 a 12%, pelos seguintes fatores:
o Extensa biotransformação hepática (1º passagem no
fígado);
o Degradação do ∆9 -THC devido ao meio ácido do
estômago.
TOXICOCINÉTICA
VIA DE 
ADMINISTRA
ÇÃO
VELOCIDADE DE 
ABSORÇÃO
BIODISPONIBILIDA
DE SISTÊMICA
INÍCIO 
DOS 
EFEITOS
EFEITO 
MÁXIMO
DURAÇÃO
ORAL LENTA E 
IRREGULAR
4-12% 30-60
MIN
2-5 
HORAS
4-6 
HORAS
PULMONAR MUITO RÁPIDA 8-12% 3-10 
MIN
8-15 
MINUTOS
1-3 
HORAS
TOXICOCINÉTICA
• Diferenças na velocidade de absorção, biodisponibilidade e no tempo de efeito entre as 
vias oral e pulmonar da Cannabis.
• Após a absorção, devido as suas propriedades fisico-
químicas o ∆9 -THC é rapidamente distribuído para
os tecidos altamente vascularizados (cérebro,
coração, rins);
• É ligado as proteínas plasmáticas cerca de 97 a 99%;
• Cruzam a barreira placentária e são secretados no
leite materno;
• Se depositam no tecido adiposo.
• O ∆9 -THC é quase inteiramente biotransformado
principalmente pelo fígado (citocromo P450);
TOXICOCINÉTICA
• Aproximadamente, 70% de uma dose total de ∆9 -THC
são excretados dentro de 72 horas.
• Sendo 30% na urina e 40% nas fezes.
• THC-COOH: É o principal produto de biotransformação
urinário, sendo um biomarcador de exposição á
Cannabis.
• Em média a janela de detecção do THC-COOH urinário é
de:
• Até 7 dias para fumantes eventuais,
• Até 30 dias para fumantes frequentes,
• Até 90 dias em casos excepcionais.
• O valor mínimo detectado na urina é de 15ng/mL.
TOXICOCINÉTICA
• Em média a janela de detecção do THC-COOH
urinário é de:
• Até 7 dias para fumantes eventuais,
• Até 30 dias para fumantes frequentes,
• Até 90 dias em casos excepcionais.
• O valor mínimo detectado na urina é de 15ng/mL.
TOXICOCINÉTICA
• Variam muito de indivíduo para indivíduo;
• São influenciados pela quantidade do material ativo que
alcança a circulação;
• Existem muitos efeitos comportamentais tipicamente
descritos para o usuário da maconha;
• Período inicial de euforia;
• A euforia é seguida de relaxamento, sonolência ou
depressão;
• Perda da discriminação de tempo e de espaço;
• Coordenação motora diminuída;
• Prejuízo da memória recente;
• Taquicardia;
• Hiperemia das conjuntivas (olhos vermelhos);
• Aumento do apetite com secura na boca e garganta.
EFEITOS A CURTO PRAZO
• Sistema pulmonar: bronquite, enfisema pulmonar;
insuficiência respiratória crônica;
• Sistema cardiovascular: problemas no transporte e
liberação de oxigênio, aumento da velocidade cardíaca;
• Sistema imune: deteriora a habilidade do sistema imune
para combater as infecções bacterianas e tumores;
• Psicopatologias: Aumenta o risco de sintomas psicóticos
e doenças mentais (esquizofrenia);
• Anormalidades comportamentais do recém nascido:
tremor acentuado, choro agudo, resposta alterada a
estímulos visuais.
EFEITOS A LONGO PRAZO
• O uso a longo prazo da maconha pode levar a
dependência.
• O diagnóstico da dependência têm gerado
controvérsias na literatura, devido aos critérios
utilizados (frequência);
• Quando um jovem de pouca idade é exposto à
maconha, aumenta a probabilidade dele ter
problemas com drogas o resto da vida.
• Evitando-se o primeiro contato,
pode-se prevenir a dependência.
DEPÊNDENCIA
• A tolerância se desenvolve para a maioria dos efeitos
da Cannabis, canabinóides e análogos sintéticos que
atuam no receptor canabinóide CB1;
• Síndrome de abstinência: desejo veemente pela
maconha, diminuição do apetite, dificuldade para
dormir, perda de peso, agressão, raiva, irritabilidade,
inquietação e sonhos estranhos;
• Esses efeitos são similares àqueles observados em
estudos de abstinência a nicotina.
TOLERÂNCIA E SÍNDROME DE 
ABSTINÂNCIA
CENAS DOS 
PRÓXIMOS 
CAPITULOS

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