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18/08/2026 1 Introdução à Cirurgia Veterinária: Operação, operado, ambiente cirúrgico, cirurgião e seus auxiliares Prof. Dr. Thiago Rocha VET 332 – Técnica Operatória Veterinária O currículo “ideal” ao cirurgião veterinário no Brasil • Graduação em Medicina Veterinária: • Monitorias em Cirurgia Veterinária (técnica e clinica cirúrgica). • Participação em Projetos de IC e Extensão em Cirurgia. • Estágios: Extra Curricular, Curricular e Extensionista. • Bom desempenho nas disciplinas de cirurgia. • Residência em Cirurgia Veterinária. • Mestrado em Cirurgia Veterinária*. • Doutorado em Cirurgia Veterinária*. 18/08/2026 2 • Etimologia: do grego Kheir = mão e Ergon = trabalho •CIRURGIA Definição: Especialidade médica que trata parcial ou totalmente afecções por meio de processos manuais invasivos ou minimamente invasivos, com finalidade diagnóstica ou terapêutica, podendo resultar em modificações úteis ao organismo; imperando sempre o maior cuidado, atenção e delicadeza possíveis! - Grande porte: trabalho, esporte ou produção. - Companhia: lado afetivo. - Selvagens: 18/08/2026 3 Princípios Fundamentais da Cirurgia • Assepsia e Antissepsia • Hemostasia • Manuseio Delicado dos Tecidos • Anatomia Cirúrgica Princípios Fundamentais da Cirurgia Assepsia e Antissepsia : Conjunto de medidas que visam impedir a introdução ou proliferação de agentes patogênicos no ambiente cirúrgico. Inclui esterilização de instrumentos, preparação do campo operatório e paramentação adequada da equipe. Hemostasia: Controle do sangramento durante o procedimento cirúrgico através de técnicas mecânicas, térmicas ou químicas, garantindo visualização adequada e minimizando perdas sanguíneas. Manuseio Delicado dos Tecidos: Manipulação cuidadosa para minimizar trauma, preservar vascularização e função dos tecidos, acelerando a cicatrização e reduzindo complicações pós- operatórias. Anatomia Cirúrgica: Conhecimento profundo da anatomia para acesso preciso às estruturas- alvo, evitando danos a estruturas adjacentes e permitindo procedimentos mais seguros. 18/08/2026 4 O Paciente Animal: Considerações Específicas Paciente Canino • Grande variabilidade anatômica entre raças. • Predisposição racial para condições específicas. • Temperamento geralmente cooperativo. • Particularidades na indução anestésica e recuperação. Paciente Felino • Alta sensibilidade a medicamentos e anestésicos. • Maior risco de hipotermia durante procedimentos. • Manejo estressante pode causar complicações. • Metabolismo único de fármacos. Paciente Equino • Procedimentos muitas vezes realizados em estação. • Risco elevado em anestesias gerais. • Recuperação anestésica desafiadora. • Necessidade de equipamentos específicos. Ruminantes • Anatomia digestiva complexa (rúmen). • Maior risco de timpanismo e regurgitação. • Considerações econômicas influenciam decisões. • Frequentemente procedimentos a campo. A compreensão das particularidades de cada espécie é fundamental para o planejamento cirúrgico adequado e para a antecipação de possíveis complicações. 18/08/2026 5 Avaliação Pré-operatória e Exames Necessários • Minuciosa, classificar o risco anestésico-cirúrgico (ASA), planejar o procedimento, antecipar possíveis complicações e adaptar protocolos conforme necessidade para cada paciente. Anamnese Detalhada • Histórico completo do paciente. • Doenças pregressas e atuais. • Medicamentos em uso. • Alergias conhecidas. • Comportamento e temperamento. Exame Geral Físico Completo • Avaliação dos sistemas corporais. • Ausculta cardiopulmonar. • Hidratação e perfusão capilar. • Temperatura, frequência cardíaca e respiratória. Exame Clínico Cirúrgico • Avaliação de afecções específicas. • Paciente poderá ser submetido à cirurgia? Avaliação Pré-operatória e Exames Necessários Exames Laboratoriais • Hemograma completo. • Perfil bioquímico (função renal e hepática). • Coagulograma (cirurgias complexas). • Urinálise (quando indicado). Exames Complementares • Radiografias (tórax/abdômen). • Ultrassonografia. • Eletrocardiograma (idosos/cardiopatas). • Tomografia/Ressonância magnética (casos específicos). 18/08/2026 6 Preparo do Paciente para a Cirurgia • Jejum Pré-operatório. • Tricotomia Ampla. • Antissepsia do leito operatório (pele). • Administração de Medicações Pré-anestésicas. Preparo do Paciente para a Cirurgia • Jejum Pré-operatório: A recomendação de “8–12 horas para sólidos e 2–4 horas para líquidos” está desatualizada para cães e gatos saudáveis. ÁguaAlimentoPaciente Não restringir4–6 horasAdulto saudável Não restringirNo máximo 1–2 horasMenor de 8 semanas ou abaixo de 2 kg Não restringirRefeição reduzida 2–4 horas antesDiabético Protocolo individualizadoProtocolo individualizadoRisco de regurgitação/refluxo Conforme estabilizaçãoNão atrasar procedimento apenas para completar jejumEmergência CONDUTA ATUAL PARA CÃES E GATOS ÁGUA: livre acesso até a admissão ou pré-medicação, salvo contraindicação individual. 18/08/2026 7 Preparo do Paciente para a Cirurgia Tricotomia Ampla: • Área 3-4 vezes maior que a incisão prevista. • Realizada imediatamente antes da cirurgia. • Cuidados para evitar microlesões cutâneas(máquina x lâmina?). Antissepsia do leito operatório: • Limpeza com sabão neutro. • Aplicação de soluções antissépticas (clorexidina 2-4%). • Movimentos concêntricos centrífugos (do centro para a periferia). Administração de Medicações Pré-anestésicas: • Analgésicos e sedativos. • Antibióticos profiláticos (quando indicados). • Anti-inflamatórios (conforme protocolo). 18/08/2026 8 18/08/2026 9 Técnicas de Contenção e Posicionamento Princípios de Contenção • A contenção adequada garante segurança para o paciente e equipe, minimizando o estresse e permitindo acesso à área cirúrgica. Deve considerar: • Espécie e temperamento do animal. • Tipo de procedimento a ser realizado. • Estado clínico do paciente. • Equipamentos disponíveis. O posicionamento correto deve garantir o acesso cirúrgico adequado. Calhas, “fitilhos”, sacos de areia, almofadas e fitas adesivas são utilizados para manter o animal na posição desejada. Técnicas de Contenção e Posicionamento Posicionamentos Principais: • Decúbito dorsal (supino): Celiotomias, cirurgias urogenitais. • Decúbito ventral (prono): Cirurgias de coluna, perineais. • Decúbito lateral: Cirurgias torácicas, membros. • Posição de Trendelenburg: Cirurgias pélvicas. 18/08/2026 10 18/08/2026 11 O Ambiente Cirúrgico: Estrutura e Organização Sala Cirúrgica: • Área mínima de 20m² (pequenos animais). • Paredes e pisos laváveis e não porosos. • Cantos arredondados para facilitar limpeza. • Temperatura controlada (18-24°C). • Umidade relativa (40-60%). Centro cirúrgico • Setor restrito da instituição hospitalar, composto por diversas áreas que buscam prover condições adequadas para a realização de procedimentos anestésicos e cirúrgicos. 18/08/2026 12 Centro cirúrgico Planejamento Estrutural: Arquitetura: - Bloco cirúrgico isolado. - Acesso limitado. - Áreas de transição. Número de pessoas no bloco: - Risco de infecção do sítio cirúrgico aumenta 1.3x a cada pessoa adicional no bloco. Centro cirúrgico FATORES A SEREM CONSIDERADOS • Número de mesas. - Taxa de ocupação. • Número de cirurgias / dia. • Cirurgias limpas / contaminadas. • Especialidades cirúrgicas. • Ensino da cirurgia. • Horário de utilização. 18/08/2026 13 Centro cirúrgico LOCALIZAÇÃO: - Livre do trânsito de pessoas e materiais. - Próximo às Unidades de Terapia Intensiva, Emergência e Clínica Cirúrgica. Centro cirúrgico – Áreas de circulação • Não-restrita / Irrestrita: - Profissionais podem circular com roupas próprias (secretaria, vestiários, área de transferência, corredor de entrada, etc). • Semi-restritas: - Pode haver circulação tanto da equipe como de equipamentos, sem contudo provocarem interferência nas rotinas de controle e manutenção da assepsia (salas de armazenamento e preparo de material, vestiários). • Restrita: - Corredor interno, áreas deparamentação e a sala de operação; para evitar infecção operatória, limita-se a circulação de pessoal, equipamentos e materiais, com vestimenta correta. 18/08/2026 14 Centro Cirúrgico - SUBDIVISÃO POR ZONAS Proteção do ambiente cirúrgico contra entrada de objetos e materiais contaminados. • Zona de Proteção: - Entrada e saída ao pessoal e ao paciente. - Receber o material usado nas cirurgias. - Vestiários – destinado ao pessoal - uniforme cirúrgico. - Area de transferência – entrada e saída do paciente. - Expurgo – setor de recebimento do material e objetos. 18/08/2026 15 Zona Limpa • Representa uma área intermediária entre a proteção e a zona estéril. • Contém salas de preparo de materiais, indução anestésica, recuperação pós-anestésica, armazenamento de equipamentos e áreas de descanso da equipe. • Nesse espaço, já se utiliza a vestimenta cirúrgica (pijama cirúrgico e gorro), e dependendo das normas locais, a entrada com máscara e propé também pode ser exigida. 18/08/2026 16 Zona estéril • Local onde a cirurgia propriamente dita acontece — a área de menor contaminação, com controle máximo de assepsia. • Inclui a sala cirúrgica principal e a antecâmara (sala de paramentação) - espaço de transição diretamente conectado à sala de operação. • A circulação é restrita apenas às pessoas necessárias para o procedimento. O uso completo de paramentação (gorro, máscara, propé, avental estéril, luvas) é obrigatório nessa zona. 18/08/2026 17 Características fundamentais do CC Para reduzir risco de infecções dentro do centro cirúrgico, é necessário que: • As portas sempre fechadas; • Ausência de janelas; • Circulação de ar; • Uso de gorros e máscaras e sapatos apropriados ou propés; • Vestimentas trocadas ao entrar no bloco cirúrgico (vestimentas exclusivas de uso no bloco). 18/08/2026 18 Iluminação • Artificial – ausência de sombras e reflexos. • Foco cirúrgico (mínimo 40.000 lux). • Deve ser móvel. • Luz auxiliar de emergência. • Iluminação geral não reflexiva. • Posicionamento que evite sombras. • Temperatura de cor entre 4000-5000K (Kelvin) para fidelidade das cores dos tecidos. Sistema de Ventilação: controle de ar e pressão • Pressão positiva (ar flui para fora). - Evita entrada de partículas indesejadas. • Sistema de climatização com troca de ar: 10-15 trocas/ hora. • Controle de fluxo laminar (ideal). - Ventilação com exaustor para permitir saída de gases anestésicos. - Fluxo laminar vertical ou horizontal sobre a mesa cirúrgica. • Filtros HEPA – High Efficiency Particulate Air. 18/08/2026 19 Ideal Temperatura e umidade local: 19 a 24o C. 45 a 60%. • Redução da proliferação de microorganismos. • Comunicação entre equipe: - Telefone, interfones, campainhas, etc.. 18/08/2026 20 Revestimento e Superfícies - Teto liso, sem frestas. - Pintura lavável ou revestimento vinílico. • Paredes sem pinturas porosas: - Revestimento em cerâmica vitrificada até o teto - Portas lisas de aço inox, laminado melamínico, - Bancadas de aço inoxidável ou material sintético não poroso para preparo de instrumentais e medicamentos. 18/08/2026 21 Layout de Fluxo • Seraparação física de áreas: limpa, semi-limpa e contaminada. • Corredores de acesso exclusivos para pacientes e para pessoas. • Vestiários com área para paramentação antes da entrada na zona limpa. • Sala de preparo de materiais separada da sala de lavagem e descontaminação. • Acesso restrito e controlado por portas automáticas ou de fechamento hermético. Equipamentos e materiais • Mesas cirúrgicas de superfície única e sem frestas, reguláveis e resistentes à desinfecção. • Armários suspensos ou com rodas para evitar acúmulo de sujeira no chão. • Prateleiras de aço inox ou polipropileno liso. • Pias com acionamento sem contato. • Suportes e cabos suspensos para evitar fios no chão. 18/08/2026 22 Equipamentos Cirúrgicos Essenciais • Mesa Cirúrgica - Material inoxidável e de fácil limpeza. - Ajustável em altura e inclinação. - Calhas para contenção e drenagem. - Compatível com equipamentos auxiliares. Equipamentos Cirúrgicos Essenciais Equipamentos de Monitoração Anestésica: • Monitor multiparamétrico. • Oxímetro de pulso. • Capnógrafo. • Eletrocardiógrafo. • Medidor de pressão arterial. 18/08/2026 23 Equipamentos Cirúrgicos Essenciais Equipamentos Auxiliares: • Bisturi elétrico. • Aspirador cirúrgico. • Equipamento de anestesia inalatória. • Bomba de infusão. • Colchão aquecedor. A Equipe Cirúrgica 18/08/2026 24 A Equipe Cirúrgica: Funções e Responsabilidades Cirurgião Principal: • Responsável técnico pelo procedimento. • Execução das etapas críticas da cirurgia. • Tomada de decisões durante intercorrências. • Orientação da equipe durante o procedimento. • Documentação e registro das técnicas utilizadas. • O trabalho coordenado e a comunicação eficiente entre os membros. Cirurgião Auxiliar • Exposição adequada do campo operatório. • Aspiração e hemostasia em pontos de sangramento. • Assistência em manobras que exigem múltiplas mãos. • Realização de etapas secundárias (abertura/fechamento). • Substituição do cirurgião principal quando necessário. 18/08/2026 25 Auxiliar Cirúrgico • Profissional essencial para o andamento fluido da cirurgia, geralmente um médico veterinário ou estudante avançado. • Responsabilidades: - Auxiliar na exposição adequada do campo operatório - Manter afastadores em posição apropriada - Realizar sucção de fluidos (sangue, líquidos cavitários) - Auxiliar na hemostasia (pinçamento de vasos) - Cortar fios de sutura quando solicitado - Antecipar necessidades do cirurgião principal Anestesista • Avaliação pré-anestésica do paciente. • Administração de fármacos anestésicos e adjuvantes. • Monitoramento constante dos parâmetros vitais. • Gerenciamento de intercorrências anestésicas. • Cuidados na recuperação anestésica. 18/08/2026 26 Instrumentador • Profissional responsável pelo gerenciamento dos instrumentais e materiais estéreis durante o procedimento. • Responsabilidades: - Organizar a mesa de instrumentais de forma lógica - Conhecer todos os instrumentos e suas funções - Fornecer o instrumento adequado no momento certo - Receber instrumentos usados e reorganizá-los - Manter contagem rigorosa de compressas e materiais - Preparar fios de sutura e outros materiais antecipadamente Instrumentador • Organização da mesa de instrumentais. • Fornecimento de instrumentos solicitados. • Reposição de materiais (gazes, compressas, fios). • Contagem de compressas e instrumentais. • Manutenção da organização do campo operatório. 18/08/2026 27 • A SINCRONIZAÇÃO ENTRE INSTRUMENTADOR, AUXILIAR E CIRURGIÃO PRINCIPAL É CRUCIAL PARA REDUZIR O TEMPO CIRÚRGICO E MINIMIZAR O RISCO DE CONTAMINAÇÃO. • UM BOM INSTRUMENTADOR DEVE ANTECIPAR AS NECESSIDADES DO CIRURGIÃO, CONHECENDO AS ETAPAS DO PROCEDIMENTO. O Cirurgião Veterinário: Habilidades e Responsabilidades • Habilidades Técnicas: • Destreza manual e coordenação motora fina. • Conhecimento anatômico aprofundado. • Domínio de técnicas operatórias. • Capacidade de adaptação a situações imprevistas. • Conhecimento de materiais e instrumentais. 18/08/2026 28 O Cirurgião Veterinário: Habilidades e Responsabilidades Habilidades Cognitivas • Raciocínio rápido e tomada de decisões. • Capacidade de antecipar complicações. • Gerenciamento de estresse e fadiga. • Atualização científica constante. O Cirurgião Veterinário: Habilidades e Responsabilidades Responsabilidades Éticas: • Compromisso com o bem-estar animal. • Comunicação clara com tutores. • Respeito ao consentimento informado. • Reconhecimento de limitações técnicas. • Encaminhamento quando necessário. 18/08/2026 29 O Cirurgião Veterinário: Habilidades e Responsabilidades Responsabilidades Legais: • Documentação adequada dos procedimentos. • Obtenção de termo de consentimento. • Observância da legislação vigente. • Descarte adequado de resíduos. Documentação e Registros Cirúrgicos Ficha Anestésica • Parâmetros vitais emintervalos regulares. • Fármacos administrados (dose, via, horário). • Fluidos e taxas de infusão. • Intercorrências e intervenções realizadas. Documentação Complementar • Imagens fotográficas do procedimento. • Formulários de consentimento assinados. • Resultados de exames realizados. • Registro de materiais utilizados. Relatório Cirúrgico • Descrição detalhada da técnica utilizada. • Achados transoperatórios. • Complicações e soluções implementadas. • Materiais implantados (quando aplicável). • Amostras coletadas para análise. Prescrição Pós-operatória • Medicações com dosagem e intervalo precisos • Cuidados com ferida cirúrgica • Restrições de atividade física • Data para remoção de pontos/retorno • Contato para emergências A documentação completa e precisa é fundamental não apenas para continuidade do tratamento, mas também possui valor legal, científico e administrativo. Obrigatório linguagem técnica apropriada, evitar abreviações não padronizadas e registrar sempre os horários precisos dos eventos significativos. 18/08/2026 30 Aspectos Éticos da Cirurgia Veterinária Consentimento Informado O proprietário deve receber informações claras sobre: • Diagnóstico e opções de tratamento • Riscos e benefícios do procedimento • Prognóstico e recuperação esperada • Custos aproximados do tratamento • Alternativas não cirúrgicas quando existentes Bem-estar Animal Considerações éticas fundamentais: • Balanço entre benefício e sofrimento • Manejo adequado da dor em todas as fases • Evitar procedimentos puramente estéticos • Indicação cirúrgica baseada em evidências Limites Profissionais Responsabilidades éticas do cirurgião: • Reconhecer limitações técnicas • Encaminhar casos complexos quando necessário • Manter-se atualizado cientificamente • Recusar procedimentos sem justificativa médica Ensino Cirúrgico Dilemas na formação de novos cirurgiões: • Uso ético de animais para treinamento • Alternativas como simuladores e modelos • Supervisão adequada de estudantes • Transparência com o tutor sobre participantes As decisões éticas na cirurgia veterinária devem sempre priorizar o bem-estar animal`. Biossegurança na Sala Cirúrgica Controle de Infecção • Classificação das cirurgias (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada) • Fluxo unidirecional de pessoas e materiais • Minimização de tráfego durante procedimentos • Filtros HEPA e pressão positiva (ideal) • Protocolos de limpeza entre procedimentos Desinfecção e Esterilização • Limpeza prévia minuciosa de instrumentais • Métodos de esterilização validados (autoclave) • Controle de qualidade com indicadores • Armazenamento adequado de materiais estéreis • Registro de ciclos de esterilização Proteção da Equipe • EPI adequado para cada função • Manejo seguro de perfurocortantes • Protocolos para exposições acidentais • Imunização da equipe (raiva, tétano) • Cuidados com patógenos zoonóticos Gestão de Resíduos • Segregação na fonte de geração • Identificação por cores/símbolos • Acondicionamento e transporte seguro • Destinação final ambientalmente adequada • Documentação conforme legislação A biossegurança é um componente essencial da cirurgia veterinária moderna, protegendo pacientes, profissionais e meio ambiente. Estabeleça protocolos claros, treine regularmente a equipe e realize auditorias periódicas para garantir o cumprimento das normas estabelecidas. 18/08/2026 31 Conclusão: Integrando Conhecimentos para uma Prática Cirúrgica de Excelência A cirurgia veterinária moderna representa a integração de múltiplos Conhecimentos, tecnologias e habilidades, desde a técnica operatória refinada até o manejo compassivo do paciente animal. O cirurgião de excelência deve: • Dominar os princípios fundamentais e técnicas básicas • Compreender as particularidades de cada espécie • Comunicar-se efetivamente com equipe e tutores • Priorizar o bem-estar animal em todas as decisões • Manter-se atualizado e aberto a inovações Dúvidas?