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Planejamento de treinamentos,
formulários e custos
Um planejamento adequado das ações educativas em saúde e segurança do
trabalhador é fundamental, pois é somente através do processo de treinamento que
as pessoas poderão se aperfeiçoar.
Com o passar dos anos, algumas máquinas se tornam ineficazes e já não
podem mais ser utilizadas, já que a tecnologia e os processos estão em constante
aperfeiçoamento e isso resulta no descarte destas, diferentemente do ser humano
que, por ser pensante e inteligível, poderá ser treinando para agir de maneiras
diferentes, adequando-se às necessidades do processo e das questões de saúde e
segurança no ambiente laboral.
Os cursos, os treinamentos e as capacitações são necessários de acordo com
as obrigações e as necessidades dos profissionais e principalmente com o tipo de
atividade desenvolvida, podendo ocorrer conforme atividade exercida, riscos, função,
formação de grupos de trabalho, ações ou campanhas específicas que
necessariamente requerem atender a um público-alvo.
Para que essas ações tenham êxito, entretanto, elas devem ser
estrategicamente pensadas, estruturadas e planejadas de modo que permitam
estabelecer quais são as prioridades e as responsabilidades dos envolvidos nas
ações de saúde e segurança do trabalho, e logo será indispensável estimar e
providenciar os recursos humanos, financeiros, físicos e materiais para todo e
qualquer evento relacionado à segurança e à saúde do trabalhador, proporcionando
que estes recursos sejam aplicados sem desperdício ou que o retorno seja duvidoso.
Ao planejar estes cursos e/ou treinamentos, conseguiremos delinear nossos
objetivos, etapas, cronogramas, procedimentos e recursos didáticos necessários para
o êxito e um eficiente trabalho de capacitação, permitindo o aprendizado e a reflexão
sobre a teoria e a prática dos profissionais e seus processos.
Mas ao desenvolver e planejar essas ações necessariamente devemos
construir um instrumento de avaliação que permita mensurar e verificar se os
treinamentos realmente atingiram os objetivos ou se precisam ser reformulados e
adequados à realidade identificada.
Planejamento de treinamentos
Inicialmente, devemos estabelecer a definição das necessidades de treinamento
e em seguida criar o projeto e o planejamento do treinamento. A seguir, ocorre
execução do treinamento, e o ciclo finaliza com a avaliação do treinamento que por
sua vez alimenta a definição de novas necessidades, reiniciando o ciclo. Observe
que em todas essas etapas o monitoramento está presente.
Na figura 1, a seguir, identificamos as etapas envolvidas no ciclo do
treinamento.
Figura 1 – Ciclo do treinamento 
Fonte: NBR ISO 10015.
Vamos refletir sobre o que é preciso para este
planejamento
Que capacidade a equipe precisa ter?
Quais são as suas atividades?
Em que tipo de atividade as pessoas devem ser treinadas?
Quais são os recursos que posso utilizar?
Será necessário atender uma legislação?
Em que data devem ser treinados?
Quem deve ser treinado?
Onde deve ser treinado?
Quem vai fazer o treinamento?
Estas são algumas perguntas que podemos fazer quando estivermos
planejando os treinamentos de ações educativas em saúde e segurança do trabalho.
Muito mais do que cobrar resultados ou entregar equipamentos de proteção, temos a
responsabilidade de orientar e capacitar nossos colegas trabalhadores.
Para tanto, alguns passos são essenciais para que tenhamos êxito no
desenvolvimento e no planejamento dos treinamentos.
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Ao traçarmos e delimitarmos os objetivos, podemos descrever e
orientar o caminho para se chegar a determinado lugar, elemento
estruturante por onde percorre a ação pedagógica e organiza as
condições que favorecem o aprendizado.
Assim, os procedimentos didáticos têm o intuito de promover a
interação entre o instrutor e os participantes e destes entre si e
desenvolver as atividades de ensino e aprendizagem, que, além da
exposição interativa e participativa, deverão contemplar diferentes
dinâmicas que comportem a construção individual, mas também a coletiva
de novos conhecimentos, permitindo aos participantes uma reflexão e
compreensão teórica e prática das relações de produção, trabalho, saúde
e doença necessárias ao enfrentamento da sua vida profissional e da
realidade do processo de trabalho.
Outro elemento importante para um adequado planejamento dos
treinamentos é o cronograma, que nada mais é que uma representação
esquemática de uma sequência de ações a serem desenvolvidas em
intervalos de tempo bem determinados.
Esse cronograma pode contemplar os treinamentos anuais que
serão desenvolvidos no ambiente de trabalho ou até mesmo ser pontual e
delimitar os prazos e os conteúdos desenvolvidos em um treinamento
específico.
A partir do momento em que conhecemos o processo de trabalho e
as atividades laborais do nosso público-alvo, temos um objetivo a ser
seguido e assim temos condições de estipular assuntos teórico-práticos
dentro de um tempo determinado.
Temos muito a desenvolver e apresentar nesse item, pois os
recursos dependem do nosso público, da infraestrutura disponível, da
nossa criatividade e do nosso objetivo com o treinamento.
É fundamental que durante o planejamento fique claro quais serão
os recursos disponíveis para tal capacitação ou treinamento. Será
necessário indicar quais os recursos didáticos que se pretende utilizar,
tais como: quadro de giz, flipchart, datashow, internet, revistas,
retroprojetor, tela para projeção, televisão, vídeo, aparelho de som,
microfone, CD, DVD, material impresso, cartazes, fotografias,
equipamentos de laboratório, entre outros tantos materiais que permitem
um adequado processo de ensino.
Vamos praticar!
Para apresentar os elementos necessários para o planejamento, vamos colocar
em prática uma norma regulamentadora que prevê inúmeras capacitações de acordo
com as atividades e o tipo de exposição do trabalhador.
A NR-20, que trata sobre os aspectos de segurança e saúde no trabalho com
inflamáveis e combustíveis, estabelece requisitos mínimos para a gestão da
segurança e saúde no trabalho contra os fatores de risco de acidentes provenientes
das atividades de extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e
manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis.
Exemplo 1
Maria do Rosário foi admitida para trabalhar na loja de conveniência de um
posto de combustível e agora precisa ser treinada e capacitada para exercer sua
função.
Critérios para capacitação
Este é um exemplo de trabalhador que adentra na área e não mantém contato
direto com o processo ou o processamento de inflamáveis e combustíveis e atua em
uma instalação classe I. Este trabalhador precisa realizar um curso de integração
com uma duração de quatro horas teóricas.
Conteúdo programático
Curso integração com carga horária de 4 horas
1. Inflamáveis: características, propriedades, perigos e riscos
(exemplo1.html)
(exemplo2.html)
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-3996869-dt-content-rid-64820016_1/institution/Senac%20RS/TST/UC10/conteudo/08_planejamento/exemplo1.html
https://senac.blackboard.com/bbcswebdav/pid-3996869-dt-content-rid-64820016_1/institution/Senac%20RS/TST/UC10/conteudo/08_planejamento/exemplo2.html
2. Controles coletivo e individual para trabalhos com inflamáveis
3. Fontes de ignição e seu controle
4. Procedimentos básicos em situações de emergência com
inflamáveis
Após sistematizarmos todas estas informações, precisamos agora planejar e
delinear o nosso treinamento. Ressaltamos que trata-se de uma simulação, já que
vamos apenas fazer um exercício para podermos identificar na prática as ações
necessárias em cada etapa do planejamento.
Programa: neste item, descrevemos o propósito do treinamento, que neste caso
é a admissão de um trabalhador na empresa.
Data: o prazo que ocorrerá o treinamento serve também para identificar nos
registros o período que ocorreu o treinamento.
Horário: descrição detalhada