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Filosofia e História da Educação: os conhecimentos empírico, científico, filosófico e teológico e os princípios fundamentais da transcendência e da imanência
Filosofia e 
1. Conceito de filosofia
Filosofia.
Fonte: https://pixabay.com/pt/homem-idade-vista-2546107/
Você sabe o que é Filosofia?
Pela imagem acima, podemos inferir que Filosofia é uma ciência que trata dos questionamentos dos seres humanos sobre diversas questões. Os “porquês” tomam conta do pensamento humano para chegar ao conhecimento.
Nós precisamos entender o sentido das coisas para, também, dar sentido à nossa vida. Dessa forma, a Filosofia nos ajuda a compreender o mundo e a nossa própria existência.
Segundo Severino (1994), “a filosofia é busca sistemática e insistente do sentido da existência humana”.
E quando surgiu a Filosofia?
A Filosofia surgiu na Grécia, por volta do século VI a.C. Os filósofos daquela época entendiam o conhecimento filosófico como aquele procurado pelos homens, e não aquele que é dado pelos deuses. A filosofia surgia para problematizar e incitar o debate e a discussão (ARANHA, 1998).
Na Grécia antiga, a filosofia e a ciência estavam intimamente ligadas e o filósofo era, de certa forma, um “cientista”, o sábio (sophos, em grego), que refletia todos os campos da indagação humana.
Depois da revolução científica do século XVII, houve a separação entre filosofia e ciência.
De acordo com Aranha (1998),
“[...] a filosofia busca uma visão de conjunto, ou seja, nunca examina o problema de modo parcial, mas sempre sob uma perspectiva que relacione cada aspecto com os demais, no contexto em que está inserido. Portanto, a realidade, que se acha fragmentada pelo saber especializado de cada ciência particular, é resgatada na sua integridade pela filosofia, a única encarregada de fazer uma reflexão crítica e global a respeito do saber e da prática do homem”.
Comparando ciência à filosofia, Aranha (1998) também faz algumas considerações:
“[...] as conclusões da ciência têm um caráter de juízos de realidade, já que, de uma forma ou de outra, descrevem como os fenômenos ocorrem, quais as suas relações constantes e, consequentemente, como prevê-los. Já a filosofia faz juízos de valor: não aborda a realidade apenas como ela é, mas como deveria ser. Julga o valor do conhecimento e da ação, busca o seu significado e, com isso, dá sentido à experiência vivida”.
O termo “filosofia” foi criado pelo filósofo pré-socrático grego Pitágoras. O termo, em grego, significa “amor ao conhecimento”.
1.1. A importância da Filosofia
Pensador.
Fonte: https://www.freepik.es/vector-premium/gran-pensador_2428822.htm
Depois de conceituar Filosofia, por que é tão importante estudarmos sobre ela?
Muitas pessoas acham que a Filosofia é um estudo sem muita necessidade e sem adeptos. Isso se deve ao pragmatismo da vida moderna, voltado para coisas práticas e imediatas (ARANHA, 1998).
Contudo, pensar e refletir sobre os problemas do mundo, base da Filosofia, “permite ao homem adquirir outra dimensão além daquela que é dada pelo agir imediato, na qual estamos mergulhados no dia a dia” (ARANHA, 1998).
A Filosofia é um estudo fundamental para evitar a estagnação e o não questionamento do pensamento humano. Um dos preceitos desta ciência é descobrir o real, a verdade, ou mesmo, tentar desnudar o que está ou estava escondido (ARANHA, 1998).
Por isso, segundo Aranha (1998), “a atitude de filosofar exige coragem. Descobrir a verdade é aceitar o desafio da mudança, é ter a coragem de enfrentar as formas estagnadas de poder que mantêm o status quo”.
Você sabe o que é status quo? Esta é uma palavra de origem em latim, cujo significado é “estado atual das coisas, seja em que momento for”.
Para saber mais sobre o assunto, leia: “Por mais pensar…Porque Filosofia é essencial!”, acessando o link:
https://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-dos-colegios-rio-branco/por-mais-pensar-porque-filosofia-e-essencial/ 
2. Tipos de conhecimento
Tipos de Conhecimento.
Fonte: https://pixabay.com/pt/cabe%C3%A7a-humano-c%C3%A9rebro-confundido-2147328/
Vamos falar um pouco sobre os tipos de conhecimento. São eles: empírico, científico, filosófico e teológico.
Você já ouviu falar em algum deles?
Segundo Sousa [s.d.],
“O conhecimento empírico surge da relação do ser com o mundo. Todo ser humano apodera-se gradativamente deste conhecimento, ao passo que lida com sua realidade diária. Não há uma preocupação direta com o ato reflexivo, ocorre espontaneamente. É um conhecimento do tipo abrangente dentro da realidade humana. Não está calcada em investigações.
O conhecimento filosófico surge da relação do homem com seu dia a dia, porém preocupa-se com respostas e especulações destas relações. Não é um conhecimento estático; ao contrário, sempre está em transformação. Consideram-se seus estudos de modo reflexivo e crítico. É um estudo racional, porém não há uma preocupação de verificação.
O conhecimento teológico preocupa-se com verdades absolutas, verdades que só a fé pode explicar. O sagrado é explicado por si só. Não há importância a verificação. Acredita-se que o conhecimento é explicado pela religião. Tudo parte do religioso, os valores religiosos são considerados sagrados e, portanto, incontestáveis.
O conhecimento científico precisa ser provado. O conhecimento surge da dúvida e comprovado concretamente, gerando leis válidas. É passível de verificação e investigação, então acaba encontrando respostas aos fenômenos que norteiam o ser humano. Usa os métodos para encontrar respostas através de leis comprobatórias, as quais regem a relação do sujeito com a realidade”.
Disponível em: https://www.infoescola.com/filosofia/tipos-de-conhecimento/ (grifo nosso)
3. Noções de lógica
Lógica na Filosofia.
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-que-logica.htm
Vamos falar agora sobre noções de Lógica na Filosofia.
Você sabe o que é Lógica?
Segundo os estudos filosóficos, a Lógica é um segmento que se dedica a entender as relações linguísticas que tornam uma proposição válida ou inválida (ARANHA, 1998).
A filósofa Marilena Chauí (2000) explica que
“Ao usarmos as palavras lógico e lógica, estamos participando de uma tradição de pensamento que se origina da Filosofia grega, quando a palavra logos – significando linguagem-discurso e pensamento-conhecimento – conduziu os filósofos a indagar se o logos obedecia ou não a regras, possuía ou não normas, princípios e critérios para seu uso e funcionamento. A disciplina filosófica que se ocupa com essas questões chama-se lógica”.
A palavra lógica se origina do grego “logiké” e se refere à palavra logos, que quer dizer razão, discurso.
Dessa maneira, percebe-se que a lógica está ligada ao pensamento correto ou incorreto, aos argumentos válidos ou não válidos.
4. Transcendência e imanência
Transcendência e Imanência.
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/imanencia-transcendencia.htm
O filósofo Platão foi o primeiro a reconhecer a transcendência e a imanência nos estudos filosóficos.
De acordo com Francisco Porfírio [s.d.],
“Em geral, a imanência refere-se a algo que tem em si próprio o seu princípio e seu fim. A transcendência, por sua vez, faz referência a algo que possui um fim externo e superior a si mesmo. A imanência está ligada à realidade material, apreendida imediatamente pelos sentidos do corpo, e a transcendência está ligada à realidade imaterial, de uma natureza metafísica e puramente teórica e racional”
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/imanencia-transcendencia.htm (grifo nosso).
Ao falar do sagrado, observamos que as religiões panteístas (theos, em grego, significa Deus; pan, em grego, significa todos, tudo), são imanentes, os Deuses estão em todas as partes, espalhados pela Natureza (CHAUÍ, 2000).
Segundo Chauí (2000),
“Ao contrário das religiões panteístas ou da imanência dos deuses no mundo, as religiões teístas são transcendentes, isto é, os deuses estão separados do mundo natural e humano, vivem noutro mundo e agem sobre o nosso. É assim, por exemplo, que os deuses gregos, embora tenhamforma humana, vivem no monte Olimpo, e Jeová, que possui atributos humanos (como a voz), vive no monte Sinai. Eis por que, nas religiões da transcendência, fala-se na visitação dos deuses para referir-se aos momentos em que, nos rituais, comunicam-se com os seres humanos”.
5. Conclusão
Como foi sua compreensão deste tópico?
Neste tópico, pudemos observar que a Filosofia tem um papel fundamental na reflexão e no pensamento do ser humano. Indagar, questionar, refletir torna o homem mais preparado para os obstáculos da vida, compreendendo vários assuntos importantes para sua convivência social.
Estudamos os conceitos de Lógica, Imanência e Transcendência e buscamos compreender os quatro tipos de conhecimentos.
Até o próximo tópico!!!
6. Referências
ARANHA, M. L. de A. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1998.
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
PORFÍRIO, F. Imanência e Transcendência. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/imanencia-transcendencia.htm>. Acesso em: 05 set. 2018.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Filosofia da educação: construindo a cidadania. São Paulo: FTD, 1994.
Significado de Lógica. Disponível em: < https://www.significados.com.br/logica/>. Acesso em: 06 set. 2018.
SOUSA, Roberta de. Tipos de Conhecimento. Disponível em: <https://www.infoescola.com/filosofia/tipos-de-conhecimento/>. Acesso em: 01 set. 2018.
7. Saiba +
CERVO, A.L.; BREVIAN, P.A; DA SILVA, R. Metodologia científica. São Paulo: McGraw-Hill, 2007 e edições anteriores.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2010.

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