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DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Cólera Aviária Definição Doença infecciosa aguda Apresenta-se na forma septicêmica com morbidade e mortalidade elevadas Forma crônica: menos frequente Etiologia Pasteurella multocida Não tem caráter zoonótico Ocorrência Aves domésticas, aquáticas e silvestres: mundialmente afetadas Perus: mais susceptíveis à doença Aves menos de 6 semanas de idade: raro Endêmica em animais silvestres Porta de entrada: mucosa (trato respiratório superior) Outras formas: conjuntiva e lesões de pele Aves que se recuperam tornam- se portadoras assintomáticas Eliminação da bactéria: secreções da boca, narinas e olhos (contaminam a água, a ração e o meio ambiente) Septicemia: maioria dos órgãos colonizados Apesar de não ser uma bactéria muito resistente no ambiente e à ação dos desinfetantes, dissemina se facilmente entre as aves do mesmo lote e entre lotes Outras espécies de animais na granja (tais como coelhos, suínos e ruminantes): reservatório e fonte de infecção Infecção aguda: mortalidade sem sinais clínicos Prostração, penas eriçadas, corrimento nasal, fraqueza, redução da atividade geral e anorexia Diarréia aquosa e/ou verde mucóide Infecção crônica: sinais clínicos e lesões edematosas ou inflamatórias associadas com o local de infecção Locais mais comuns: barbela, seios nasais, pata ou articulações das pernas e das asas Algumas aves com torcicolo (meningite) Abscessos com acúmulo de material caseoso nos seios infraorbitários Durante a postura: redução da produção Variam de acordo com a severidade Septicemia aguda: lesões ausentes De um modo geral: hiperemia, congestão generalizada e petéquias ou hemorragias nas mucosas e serosas do coração, gordura abdominal, moela, intestino e pulmão Fígado aumentado, congesto e com focos de necrose puntiformes Perus com infecção aguda: pneumonia com acúmulo de exsudatocaseoso Matrizes em casos agudos: postura abdominal, ooforite, atresia dos folículos ovarianos Casos crônicos: lesões inflamatórias localizadas ou relacionadas com artrite, peritonite, salpingite, edema facial, acúmulo de exsudato caseoso no ouvido médio, saco conjuntival e barbela Perus: comum encontrar fibrose pulmonar Presuntivo: histórico, lesões e sinais clínicos, aumento abrupto da mortalidade e pneumonia Confirmativo: laboratorial Diagnóstico diferencial: doença de Newcastle (velogênica) e influenza aviária Tratamento Antimicrobianos: o sucesso do tratamento depende muito da rapidez, da eficiência do diagnóstico e da escolha da droga Tratamento interrompido: reicidiva Via água é o mais usado pela praticidade, mas podese usar também ração medicada Transferir aves medicadas para ambiente limpo e com boas condições sanitárias e boa biosseguridade Uso de vacina viva no início do surto pode minimizar a severidade Prevenção Boas práticas de manejo Evitar o acesso nas instalações de animais reservatórios Evitar mistura de aves de diferentes idades e lotes Vazio sanitário: 2 a 3 semanas DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Presuntivo: histórico de rápida difusão, sinais clínicos e lesões respiratórias Confirmativo: laboratorial Diagnóstico diferencial: bronquite infecciosa, doença de Newcastle, laringotraqueíte, cólera aviária, influenza aviária e síndrome da cabeça inchada Tratamento Antibioticoterapia Casos mais severos pode ocorrer recidiva da doença quando o tratamento for suspenso Prevenção Boas práticas de manejo, biosseguridade, lavagem, desinfecção e vazio sanitário Evitar mistura de aves de idades e de origens diferentes Vacinação de matrizes Coriza Infecciosa Definição Doença respiratória aguda das galinhas, altamente contagiosa Edema facial, descarga nasal, inflamação dos sinus infraorbitais e espirro Maior frequência em aves adultas e em áreas com alta densidade criatória Etiologia Avibacterium paragallinarum Ocorrência Prevalente em galinhas, ocasionalmente faisões, codornas e galinhadangola Não infecta perus, pombos, patos, pardais, coelhos, cobaias e camundongos Distribuição mundial Colonização do epitélio ciliado da mucosa do trato respiratório superior: Pulmões Sacos aéreos Interação sinérgica agrava o quadro Transmissão: aerossol, água e alimentos contaminados pela secreção nasal A susceptibilidade à infecção aumenta com a idade (ocasionalmente em frangos de corte) Maior frequencia: lotes de várias idades e em que não há limpeza, desinfecção e vazio sanitário Curto período de incubação: 24 72 horas Curso da doença: 23 semanas quando não há infecção secundária Bactéria bastante sensível fora da ave Não há evidência de transmissão via ovo Aves infectadas permanecem portadoras (fonte de infecção) Difusão rápida e pode ter duas formas: Mais branda: Poedeiras jovens e frangos de corte Depressão, descarga nasal e edema facial discreto Mais severa: Poedeiras jovensadultas e matrizes de corte Exsudato nasal e o edema facial (severos) Sinusite, conjuntivite, edema da barbela olhos fechados Aviários fechados: odor característico Sinais respiratórios e diarréia Queda na produção de ovos Mortalidade baixa e morbidade alta Inflamação catarral aguda ou fibrino purulenta nos seios nasais, infraorbitários e conjuntivite Edema subcutâneo na face e na barbela Ocasionalmente: traqueíte e pneumonia Frangos de corte: aerossaculite com aumento de condenações Casos crônicos e complicados: exsudato nasal amarelado e de consistência firme DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Ingestão: alimento, água, cama ou solo contaminados Coloniza vários órgãos internos: fígado, baço, intestino, mesentério, medula e ocasionalmente o pulmão Sem evidências de transmissão via ovo Aves infectadas e com lesões em estado avançado, principalmente no intestino, eliminam o organismo pelas fezes Pombos: veículos disseminadores Normalmente a doença aparece em aves com mais de um ano de idade Perda de peso progressiva e com emaciação da carcaça Atrofia marcada dos músculos do peito (saliência da quilha do esterno) Dificuldade de locomoção Diarréia em algumas aves Perda de peso progressiva e com emaciação da carcaça Atrofia marcada dos músculos do peito (saliência da quilha do esterno) Dificuldade de locomoção Diarréia em algumas aves Múltiplos granulomas: fígado, baço, mesentério, rins e principalmente nos intestinos Casos avançados: marcada emaciação da carcaça (muito sugestivo) Granulomas também pode ser observados na medula do fêmur Lesões de pulmão: infrequentes em galinhas Presuntivo: histórico de doença crônica em aves adultas com emaciação da carcaça e presença de lesões granulomatosas Definitivo: exames laboratoriais Diferencial: lesões tumorais e coligranuloma intestinal Tratamento Não é uma maneira efetiva Aves tratadas eliminam a bactéria por um certo tempo e aumenta o risco de contaminação para o homem As bactérias não atingidas pelo tratamento são bastante resistentes e podem permanecer por longo tempo no ambiente Preferível a erradicação do que o tratamento Prevenção Boas regras de biosseguridade e manejo Evitar mistura de aves de diferentes espécies e de diferentes idades Certificar a origem das aves Incinerar aves infectadas e mortas Controle de roedores Evitar o contato das aves com outros animais principalmente selvagens Aves comerciais pelo curto ciclo de vida e pelos padrões das instalações, manejo, higiene e isolamento usados, é possível mantêlos livres Não há vacina disponível no mercado Tuberculose Definição Doença crônica de aves adultasFormação de granulomas nas vísceras Perda de peso progressiva, caquexia e morte Agente etiológico Mycobacterium avium Ocorrência Mundialmente distribuída Aves domésticas e silvestres Comum: aves de cativeiro e fundo de quintal Raramente: galinhas e perus comerciais Geralmente aves semiadultas e adultas Aves domésticas: galinhas são mais susceptíveis do que patos e gansos, perus mais resistentes Aves de caça: faisões susceptíveis Frequente em um grande número de mamíferos domésticos e selvagens DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Colibacilose Aviária Definição Doença infecciosa bacteriana das aves caracterizada pela apresentação de uma ou mais das seguintes manifestações: Colibacilose Aviária Septicemia Peritonite Onfalite Artrite Celulite Granuloma Panoftalmia Sinovite Osteomielite Ooforite Salpingite Aerossaculite Agente etiológico Escherichia coli Colibacilose aviária Ocorrência Acomete muitas espécies de aves mundialmente Mais frequente em aves jovens Prevalente em plantéis sem biossegurança ou como manifestação a outras doenças Trato intestinal colonizado pela bactéria Fatores predisponentes: condições inadequadas de ambiente e higiene, estresses, imunossupressão e outros agentes infecciosos Comprometimento da integração da mucosa (trato digestivo, respiratório e reprodutivo): invasão e o estabelecimento da infecção Principal fonte de infecção e disseminação: contato com a cama, água, pó e ambiente contaminados com material fecal Transmitida via ovo e disseminada no incubatório Vacinação não tem sido efetiva Variáveis A bactéria pode ser a causa primária ou estar asssociada como agente secundário ------------------------------------ LESÕES Aerossaculite Espessamento dos sacos aéreos, presença de material espumoso, e em casos mais severos, exsudato caseoso com deposição de material fibrinoso amarelado Sinais respiratórios podem estar presentes Podem favorecer ou agravar a manifestação de aerossaculite: ventilação deficiente, presença de pó, amônia e estresses Pericardite/ perihepatite: associados Onfalite Abdômen dilatado e o umbigo apresenta edema e inflamação Aves apresentam deprimidas e mortalidade elevada Gema escura e de difícil absorção Indicativo de mau manejo sanitário e higienização dos ovos Septicemia Mortalidade de forma súbita Lesões características: esplenomegalia, fígado esverdeado e congestão muscular Petéquias, pericardite e perihepatite Enterite Algumas amostras enteropatogênicas podem causar diarréia e produção excessiva de muco Salpingite Postura de pinguim Infecção do oviduto via sacos aéreos abdominais, cloaca e vagina Distensão do oviduto por exsudato e massa caseosa no lúmen Aves com salpingite param de produzir ovos, no entanto, podem sobreviver por meses Coligranuloma Raramente ocorre em frangos de corte e perus Nódulos brancoamarelados: fígado, ceco, duodeno, mesentério e baço Lesões na serosa assemelhamse a tumores da doença de Marek ou leucose aviária e tuberculose Artrite/Sinovite/Osteomielite Podem estar presentes isoladamente ou em conjunto e em uma única articulação, afetando: • Membranas sinoviais (sinovite) • Tecidos circunvizinhos (tendinite) • Tecido ósseo (osteomielite) Dificuldade de locomoção ou com a postura em decúbito (perda das pernas) Aumento da articulação devido ao acúmulo de exsudato que com a cronificação do processo leva à necrose dos tecidos e formação de material caseoso Pericardite e perihepatite Geralmente ocorrem após colisepticemia Acúmulo de material fibrinoso de cor amarelada na superfície do fígado e pericárdio Celulite Processo inflamatório no tecido subcutâneo O quadro ocorre com acúmulo de exsudato que se torna caseoso formando placas ou lâminas de Presuntivo: histórico, sintomas e lesões Confirmativo: exames laboratoriais Diferencial: outras doenças que podem causar lesões similares Tratamento Antioticoterapia que deve ser baseada no antibiograma e nas observações de campo Casos de onfalite: ATENÇÃO na higienização dos ovos e higienização no incubatório Prevenção Manutenção do ambiente criatório livre de pó, gás de amônia e com boas práticas de manejo Vacinação (?) DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Dermatite gangrenosa Definição Doença infecciosa aguda das aves que acomete principalmente frangos jovens Edema subcutâneo, necrose da pele, exsudato sanguinolento e celulite Conhecida como dermatite necrótica ou doença da asa azul Causador Clostridium perfringens, C. septicum, ou Staphylococcus sp. (associados ou não) Geralmente está associada a imunossupressão: • Gumboro • Anemia infecciosa das galinhas • Adenovirose • Reticuloendoteliose • Aflatoxicose Ocorrência Maioria dos surtos: frangos de corte a partir de 2 semanas até a idade de abate Não há descrição em outras espécies de aves A incidência diminuiu significativamente com o controle das doenças imunossupressoras Bactérias presentes no ambiente infectam as aves e causam a doença Sem evidências de transmissão entre aves. Lesões de pele preexistentes facilitam a penetração e a multiplicação das bactérias. Após proliferação local, ocorre septicemia, toxemia e mortalidade. O aumento da susceptibilidade está relacionado com imunossupressão e agravada por deficiências nutricionais Maioria dos surtos: depressão, incoordenação motora, inapetência e ataxia. Aumento repentino de mortalidade: lesões enegrecidas na pele Curso da doença: variável, devido ao quadrosepticêmico, quase sempre é inferior a 24h. Mortalidade: pode chegar até 50% Áreas com necrose de pele: • Ventre • Peito • Asas Edema subcutâneo com derrame sanguíneo ou gelatinoso, com ou sem bolhas de gás Fígado e baço aumentados com áreas escuras ou esverdeadas devido à necrose e à hemorragia Frequentemente observase atrofia da bolsa de Fabricius e do timo. Preventivo: histórico do lote e lesões típicas Confirmativo: exames laboratoriais e complementares para as outras doenças Diferencial: diátese exsudativa (deficiência de vitamina E e Se – exsudato gelatinoso, não hemorrágico) Tratamento Antibioticoterapia: bons resultados Falhas dos tratamentos, quando ocorrem, podem estar relacionadas com imunossupressão Aves mortas devem ser retiradas do galpão (evitar canibalismo – botulismo) Prevenção Bom manejo, ambiente confortável e evitar fatores que provoquem lesões de pele Prevenir ocorrência de doenças imunossupressoras Preservar a qualidade das camas e evitar excesso de umidade DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Presuntivo: história clínica e observação de sinais de paralisia A ausência de lesões macro e microscópicas é importante para fundamentar a suspeita Confirmativo: exames laboratoriais Diferencial: intoxicações e doenças neurológicas Tratamento Não há tratamento Recomenda-se dar um destino adequado às aves mortas Prevenção Fundamentalmente no controle do acesso da ave a fontes de toxinas Aves mortas devem ser retiradas do ambiente Botulismo Definição Doença de natureza tóxica Ingestão de toxina botulínica Acomete aves de qualquer espécie, caracterizada por prostração, paralisia e morte Agente etiológico Toxina do Clostridium botulinum Produzida quando há proliferação intensa da bactéria em condições ambientais como carcaças de animais mortos Bactéria normalmente encontrada no trato digestivo dos animais e no meio ambiente Ocorrência Mundialmente difundida (mais de 100 espécies de aves) Pode ocorrer em mamíferos e no homem Não há evidências de que galinhas tenham sido fonte de infecção para o ser humano Corvos, urubus e similares: resistentesBactéria está amplamente disseminada na natureza: encontrada em plantas e em animais em decomposição Por si só não causa a doença, porém em determinadas condições ambientais de umidade, temperatura e anaerobiose, ocorre a proliferação bacteriana e a produção da toxina INGESTÃO da toxina é a causa do botulismo Mecanismo: Ingestão => absorção => terminações nervosas => flacidez muscular, paralisia, insuficiência cardíaca, respiratória e morte Após a morte, a bactéria presente no intestino multiplicase e sintetiza a toxina botulínica Carcaças de aves mortas não recolhidas podem estimular o canibalismo: SURTO Larvas de moscas e cascudinhos que se alimentam de carcaças podem conter a toxina Botulismo tóxicoinfeccioso A própria bactéria presente no intestino de aves clinicamente normais produz a toxina Mecanismo desconhecido Correlação com uso de dietas ricas em proteínas Principal sintoma: PARALISIA (pernas, asas, pálpebras e pescoço) Outros: sinais de fraqueza, incoordenação motora, penas eriçadas e diarréia com eliminação de uratos nas fezes Dose-dependente Penas podem se desprender facilmente A morbidade, a mortalidade e a taxa de recuperação variam conforme a dose de toxina Período de incubação: 1 a 2 dias Lesões macro e microscópicas: ausentes A presença de larvas ou ingesta putrefada no papo, proventrículo ou moela pode ser indício de ocorrência de consumo da toxina DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE A manifestação da doença ocorre quando amicroflora intestinal é significantemente alterada: • Tipos de dieta • Toxinas • Imunossupressão (Gumboro -- galinhas) • Enterite hemorrágica em perus Outros fatores: ascaridiose, salmonelose e coccidiose Depressão, perda de apetite, penas eriçadas e dificuldade de se movimentar Diarréia de cor escura com ou sem conteúdo sanguinolento pode ser observada Surtos agudos: morbidade e mortalidade altas Aves mortas sem exibir sinais clínicos: comum Restritas ao jejuno, íleo e, ocasionalmente, cecos Intestino dilatado, com retenção de gás e conteúdo fétido de cor verde-- acastanhado Casos mais agudos: mucosa intestinal recoberta por uma membrana de tecido necrótico Hemorragias na parede intestinal podem estar presentes Fígado: congesto, amarelado ou com consistência aumentada devido à colangiohepatite Peito com coloração mais escura e desidratado Presuntivo: histórico do lote, sinais clínicos e lesões necróticas no intestino Definitivo: Exames laboratoriais Obs.: o simples isolamento da bactéria na ausência de sinais clínicos e lesões de enterite necrótica não tem significado diagnóstico Tratamento Vários antibióticos são efetivos Fatores predisponentes devem ser tratados Prevenção Após um surto, as instalações devem ser limpas, lavadas e desinfectadas Boas regras de manejo e biosseguridade Identificação e controle dos fatores predisponentes Entre os principais fatores predisponentes estão alguns ingredientes das rações ou mudanças bruscas do tipo de ração Atenção especial: COCCIDIOSE!!! Repetição de surtos na mesma granja: uso de medicação preventiva na ração (questionável – resistência às drogas) Enterite necrótica Definição Enfermidade aguda das aves, caracterizada por ocorrência de inflamação e necrose da mucosa intestinal devido a intensa colonização e produção de toxinas pelo Clostridium Perfringens Agente etiológico Clostridium perfringens Encontrado na natureza e como habitante normal do trato intestinal das aves Ocorrência Surto da doença ocorre: • Frango de corte: 2 e 5 semanas de idade • Perus: 7 e 12 semanas de idade Ocasionalmente: aves adultas Distribuição mundial Criação de frango de corte sem antibiótico: aumento da prevalência da doença Muitas vezes há dificuldade para o controle DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Micoplasmoses Mycoplasma gallisepticum Definição Doença do trato respiratório das aves que produz tosse, espirros secreção nasal, sinusite e aerossaculite Etiologia Mycoplasma gallisepticum Ocorrência Galinhas e perus Qualquer idade (aves jovens: severa) Distribuição mundial Transmissão: =>Vertical =>Horizontal: - Contato direto - Contato indireto: aerossóis, ambiente, alimento, veículos, equipamentos, materiais ou pessoal contaminado Portadora assintomática ou doente: eliminam a bactéria Infecção inicia no epitélio do trato respiratório superior e depois no inferior Lesões variáveis e agravadas por outros patógenos MG: sintomas brandos Maior severidade: contaminação simultânea Frangos e perus: tosse, ronqueira, espirros, descarga nasal, sinusite, aerossaculite, redução no consumo de ração e no peso Perus: tosse e sinusite são mais acentuadas Exposição durante a postura: queda de produção até o final do ciclo produtivo Lotes de frangos e perus: aumento das condenações no abate Sem contaminação secundária: traqueíte, sinusite e aerossaculite leves Infecção secundária: aerossaculite, pericardite e perihepatite (condenações) Perus: sinusite severa e pneumonia fibrinopurulenta (ocasional) Galinhas e perus: salpingite com acúmulo de exsudato caseoso Embriões não eclodidos: exsudato inflamatório nos sacos aéreos Presuntivo: histórico, lesões e sinais cínicos respiratórios Definitivo: exames laboratoriais Diferencial: doença de Newcastle, bronquite infecciosa, MS, coriza infecciosa, cólera aviária e influenza aviária Tratamento Lotes no início de infecção e em idade de abate: sacrifício - sempre que possível Antibioticoterapia nem sempre é eficiente Prevenção Ideal: granjas povoadas com aves livres de MG e ser mantidas com boa biosseguridade Lotes de reprodutoras infectadas: sacrifício (infecção da progênie) Tratamento pouco efetivo no controle da transmissão vertical Existem vacinas capazes de reduzir as perdas devido ao MG, mas não impedem a infecção Grande problema: anticorpos vacinais e anticorpos de surto de campo (limitante para monitoria oficial) DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Micoplasmoses Mycoplasma synoviae Definição Doença infecciosa em galinhas e perus, caracterizada por inflamação das membranas sinoviais, tendinite e bursite esternal Infrequente: infecção subclínica no aparelho reprodutor e no trato respiratório superior Infecção secundária: aerossaculite Etiologia Mycoplasma synoviae Ocorrência Maioria dos surtos em galinhas, mas perus também podem sofrer a infecção Distribuição mundial Brasil: reprodutoras e poedeiras comerciais Galinhas entre 4 e 16 semanas Perus entre 10 a 24 semanas Transmissão: - Vertical - Horizontal: direto x indireto Cepas com patogenicidade e tropismo variados: articulação e trato respiratório Severidade do quadro respiratório depende: • Patogenicidade da amostra • Tipo de agente secundário Anticorpos circulantes sem sinais clínicos Sinovite, edema na articulação, claudicação, perda de peso corporal Infecção no trato respiratório muito branda, exceto com outros agentes (tosse e espirros) Morbilidade e mortalidade: baixas Aumento da taxa de morbidade e mortalidade: • Estresses ambientais • Regime alimentar • Outras infecções Sinovite (joelho e coxim plantar): • Acúmulo de exsudato viscoso nas membranas sinoviais e tendões Articulações da asa e a bolsa do esterno: lesões semelhantes (menor frequência) Forma respiratória: aerossaculite (aumento de condenações) Lesões nos sacos aéreos similares às do MG Presuntivo: histórico, sinais clínicos e lesões nas articulações Definitivo: exames laboratoriais Diferencial: MG e de artrites devido E. Coli, Staphylococcus sp., reovírus, Pasteurella sp. E salmonelasTratamento Semelhante ao descrito para MG Aplicação AB parenteral: mais efetiva do que via água Apesar do uso de AB poder reduzir os sinais clínicos, as aves permanecem portadoras Prevenção Semelhante ao descrito para MG, exceto que não existe vacina viva aprovada pelo MAPA Agente transmitido via ovo: forma mais efetiva de controle e prevenção é a eliminação dos lotes positivos Monitoramento sorológico DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Presuntivo: histórico e sintomas Confirmativo: exames laboratoriais Tratamento Aves jovens com sinais clínicos e mortalidade: antioticoterapia Prevenção Medidas de isolamento e biosseguridade de forma contínua durante todo o ciclo de criação Apesar da transmissão vertical ocorrer esporadicamente, o ovo ainda é uma das principais fontes de disseminação Desinfectar ovos na granja Ovos de consumo: refrigerar rapidamente Higiene e desinfecção do incubatório Fontes de infecção: • Animais domésticos • Aves e animais silvestres (roedores) Depopulação de granjas positivas: lavagem, desinfecção e vazio sanitário Monitorias periódicas: avós, matrizes e FC Evitar o uso de subprodutos de origem animal: farinhas de carne, sangue e osso Formas de eliminar ou diminuir o número de salmonelas das rações e das matérias primas: peletização, tratamento térmico, inclusão de ácidos orgânicos e formaldeído Salmonelose Paratifo aviário Definição Doença aguda ou crônica de aves e mamíferos, causada por qualquer um dos grandes grupos de salmonelas que não são hospedeiro-- específicas Paratifo aviário Etiologia Salmonella Enteretidis e Salmonella Typhimurium (dentre outras) Ocorrência Aves, roedores, mamíferos, répteis, insetos e homem Amplamente disseminadas na população animal Comum encontrar em condições naturais rebanhos infectados Homem e animais: grave em indivíduo jovem Aves adultas: sintomas raro Carne de frango e ovos: fonte de contaminação para o homem Contaminação fecal da casca dos ovos: fonte de disseminação para o incubatório Principal via de infecção: oral Infecção por aerossóis: possível Uma vez ingerida, a salmonela localiza-- se no papo, nos intestinos e é eliminada de forma intermitente pelas fezes Eventualmente: infecção sistêmica Quando ocorre colonização do aparelho reprodutor: transmissão via ovo Aves adultas: sinais clínicos (infrequente) Aves jovens: sinais clínicos com eliminação da salmonela pelas fezes por longo período Erradicação difícil: facilidade de transmissão entre as espécies Produtos de origem animal, quando incorporado nas rações: fontes de contaminação Galinhas e perus: principal fonte de infecção para o homem (carnes e ovos contaminados) Muito importante!!! Apesar das salmonelas paratíficas terem potencial de causar mortalidade principalmente em aves jovens, a ocorrência de infecção subclínica em aves é mais preocupante do ponto de vista de saúde pública Aves jovens: maiores chances de manifestação Sonolência, diarréia, desidratação, redução do consumo, desuniformidade, empastamento da cloaca, piados e amontoamento próximo da fonte calor Morbidade variável e mortalidade raramente ultrapassa 20% Aves adultas: infecção sem lesões Aves jovens, quando ocorre septicemia: fígado, baço e rins hipertrofiados e congestos Fígado com áreas puntiformes esbranquiçadas Desidratação, enterite necrótica, tiflite com tecido necrosado na luz e má absorção da gema Ocasionalmente: onfalite, pericardite e perihepatite Pulmão: alteração de coloração e lesões necróticas DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Eliminação da bactéria: fezes, ovos e sêmen Principais fontes de infecção: cama, água e alimentos contaminados com material fecal ou resíduos de incubatório de lotes positivos Transmissão pode ocorrer por contato entre aves, entre lotes e no incubatório Morbidade e mortalidade variáveis: taxa de transmissão vertical Pintos infectados: • Fezes esbranquiçadas • Penas eriçadas • Inapetência • Amontoamento (campânulas ou cantos) Aves adultas, galinhas e perus: • Portadores assintomáticos • Diarréia, refugagem, falsas poedeiras • Prostração, sonolência, baixa produção • Ovoperitonite, baixa fertilidade e eclosão • Pintos Infecção vertical e com septicemia aguda: -- Mortalidade na primeira semana de idade -- Onfalite -- Vísceras congestas -- Peritonite com gema não absorvida Sobreviventes a partir dos 10 dias de idade: • Lesões necróticas com aspecto nodular e consistência firme: -- Coração -- Fígado -- Parede da moela -- Intestino -- Pâncreas Baço e fígado: aumentados, congestos e aspecto marmorizado ou com petéquias Articulações: material purulento ou seroso Pulmão: perda de coloração e inflamação Ceco: distendido e sem conteúdo e com retenção no lúmen de conteúdo necrótico • Aves adultas Aumento abdominal: ovoperitonite, folículos atrésicos, pedunculados, hemorrárigos ou amarelados Aves prostradas: fígado aumentado, marmorizado e necrose multifocal Formações nodulares (igual em pintos) Presuntivo: histórico, evolução clínica, sintomas e lesões Definitivo: exames laboratoriais Diferencial: colibacilose, tifo aviário, arizonose e onfalite Tratamento Antibióticos e quimioterápicos( interferências) Notificação e sacrifício são obrigatórios pelo MAPA: não tratar até o diagnóstico definitivo Lotes suspeitos: isolamento e quarentena até a confirmação da suspeita Prevenção Bom manejo, bisseguridade e isolamento Nunca introduzir aves portadoras em uma granja livre da doença Erradicação: meio mais efetivo para prevenir a disseminação (sacrifício compulsório) Pulorose Definição Denominada anteriormente de diarréia branca Quadro de septicemia, diarréia esbranquiçada, pintos refugos e alta mortalidade de aves jovens Aves adultas infectadas sem sinais clínicos Etiologia Salmonella Pullorum Pulorose Ocorrência Distribuição mundial: economicamente importante para a indústria avícola Aves de qualquer idade Severa em aves jovens (1 a 4 semanas de vida -- via vertical principalmente) Bactéria muito específica de galinhas e perus Outras espécies de aves não galiformes: carreadoras Erradicada (?) Não infecta mamíferos: não é considerada importante em termos de saúde pública Enfermidade de notificação e sacrifício obrigatórios no Brasil e na maioria dos países Tanto via vertical como horizontal Ingestão X inalação DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Tifo aviário Definição Infecção bacteriana aguda que acomete principalmente aves adultas Diarréia, esplenomegalia e mortalidade Características gerais da doença e do agente:msemelhantes à pulorose Tifo aviário Causador Salmonella Gallinarum Ocorrência Distribuição mundial (galinhas e perus) Transmissão vertical: doença nas primeiras semanas de vida Acomete principalmente aves em crescimento ou aves adultas (transmissão horizontal é importante nesse caso) Não oferece risco para a saúde pública!!! Quadro septicêmico logo após infecção Raro em frangos de corte: ciclo de vida curto Aves infectadas tornam-- se portadoras Disseminação via incubatório Eliminação da bactéria pelas fezes Transmissão pelo contato: água, ração, cama e equipamentos contaminados Fluxo de pessoas e veículos: via de disseminação Galinhas de fundo de quintal: reservatórios Nascimento de pintinhos mortos de matrizes infectadas (bandejas no incubatório) Pintos eclodidos: debilidade e empastamento da cloaca e dificuldade respiratória Morbidade e mortalidade elevados Tratamento com quimioterápicos diminui a mortalidade e a intensidade dos sinais clínicos Infecção de avesem recria ou aves adultas: • Aumento de mortalidade súbita • Anorexia • Eliminação de fezes esverdeadas ou amarelo- esverdeadas • Prostração Casos superagudos: hepatoesplenomegalia Sobreviventes à infecção aguda: fígado com focos de necrose de cor bronze-- esverdeada, peritonite, pericardite e enterite (duodeno) Aves em postura: ruptura de folículos ovarianos ou atresia folicular Presuntivo: histórico, sintomas e lesões Aves jovens: manifestação clínica semelhante à pulorose Confirmativo: exames laboratoriais Tratamento e controle Os mesmos aplicados para pulorose No Brasil: poedeiras comerciais está liberado vacina viva DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Ascite Definição Acúmulo de fluido de natureza não inflamatória na cavidade tóraco-- abdominal das aves que pode ser causado por: • Aumento da pressão vascular* • Aumento da permeabilidade vascular • Redução da drenagem linfática • Diminuição da pressão osmótica * Frangos de corte: elevada taxa metabólica e rápido crescimento levando a um quadro de hipertensão pulmonar Ocorrência Mundial: criação de frangos de corte geneticamente selecionado para rápido crescimento Uma das principais causas de mortalidade e de condenações de frango Economicamente importante só para FC Prevalente em regiões frias e de elevadas altitudes nos meses de inverno Crescimento rápido e aumento da demanda de O2 Aumento da taxa metabólica e do fluxo sanguíneo Aumento da pressão arterial pulmonar Hipertrofia do ventrículo direito Congestão visceral, principalmente do fígado Genética, manejo, nutrição, temperatura, altitude Pulmão das aves com limitada capacidade de expansão Válvula átrio-- ventricular permite refluxo de sangue Ascite Variam conforme a fase de evolução fisiopatológica da ascite Fase inicial: sem sinais clínicos ou somente cianose das cristas Mais tarde, ou durante a fase de crescimento: apresentam retardo do crescimento, prostração e penas eriçadas Casos mais severos: distensão abdominal, dificuldade de locomoção, dispnéia, cianose da crista ou da cabeça, desidratação intensa e morte Lotes com melhor desempenho apresentam maior número de aves com ascite Machos: mais susceptíveis do que as fêmeas Morbidade e a mortalidade variáveis: raramente ultrapassam 10%, exceto em regiões de altitude elevada, onde se pode observar até 30% de perdas Aves tendem a ficar nas muretas, nas cantos dos aviários, ou próximas dos bebedouros Congestão generalizada: vísceras abdominais, principalmente fígado e mesentério Coração: hipertrofia e dilatação VD Cavidade abdominal: acúmulo de líquido de cor amarela ou os casos mais avançados, gelatinoso (proteína coagulada) Casos crônicos: fígado consistente e com bordas arredondadas Hidropericárdio (às vezes) Base para o diagnóstico: manifestação clínica e lesões macroscópicas Morte por dilatação do ventrículo direito e falha cardíaca, sem acúmulo de líquido no abdômen ou no saco pericárdio Outros fatores que não metabólicos: • Intoxicação por sódio • Compostos fenólicos • Nitrofuranos • Dioxinas • Aspergilose • Adenovirose Tratamento • Não há tratamento eficaz • A diminuição da incidência pode ser obtida diminuindo-- se a taxa de crescimento (ex: via restrição alimentar) Prevenção Manter um equilíbrio: demanda de oxigênio, taxa metabólica e velocidade de crescimento da ave com as condições gerais de criação Adequar o programa de nutrição, de manejo e de luz que não comprometa o desempenho do lote, mas que reduza o índice metabólico e a demanda por oxigênio Manejar corretamente a temperatura na fase inicial de criação dos pintos: abaixo de 20°C favorece o desenvolvimento de ascite Evitar criar frangos de corte em regiões com altitudes acima de 1000 metros do nível do mar DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Presuntivo: histórico, lesões e eventual sintomatologia Definitivo: exames laboratoriais Não há tratamento efetivo Acredita-- se que fatores relacionados com nutrição, manejo, ambiente, micotoxinas, aliados a uma predisposição genética causem a discondroplasia Discrondroplasia tibial Definição Alteração óssea caracterizada pelo acúmulo de uma massa anormal de cartilagem na epífise proximal da tíbia e às vezes do fêmur e tarso-- metatarso Ocorrência Principalmente nos ossos de crescimento mais rápido (tíbia) Mecanismo não é bem conhecido (talvez multifatorial) O excesso de cloro e de fósforo Micotoxinas Maior incidência: frangos de corte de 3 a 5 semanas de idade Lotes com 1 a 2% são bastante comuns, ocasionalmente podem chegar a 40% Após 8 a 10 semanas de idade as alterações tendem a regredir Lesões discretas ou moderadas: não se observam sinais clínicos Casos severos: dificuldades de locomoção e eventualmente poderá haver fratura óssea (cabeça da tíbia) Facilmente identificada efetuando-- se um corte longitudinal na extremidade dos ossos longos Lesões mais severas: região proximal Acúmulo de uma massa de cor branca de tecido cartilaginoso DOENÇA DEFINIÇÃO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS LESÕES DIAGNÓSTICO CONTROLE Não apresentam sinais clínicos Inicia-- se com uma convulsão e movimentação brusca das asas A morte ocorre rapidamente e a ave permanece em decúbito dorsal Aves que morrem apresentam o trato digestivo repleto Coração com os ventrículos contraídos e átrios dilatados Pode haver uma discreta congestão pulmonar Tratamento Não há tratamento Controle A incidência da doença parece estar ligada àgenética, ao ambiente e à nutrição (correlação positiva) Maior pressão genética para crescimento rápido, melhor ambiente e melhor nutrição: maior incidência Síndrome da morte súbita em frangos Definição Patologia de frangos de corte caracterizada pela morte súbita de aves com aparência saudável Ocorrência Aves com 1 a 8 semanas, porém a maior mortalidade ocorre na 2° e 3° semanas Mortalidade variável: 0,5 a 5% Dois terços ou mais são machos Raquitismo Definição Doença de natureza nutricional caracterizada por falha da mineralização óssea Ocorrência Principalmente em aves Galinhas e perus: igualmente acometidos Causa Relacionada com a deficiência de vitamina D, cálcio e fósforo ou desequilíbrio no balanço entre cálcio e fósforo A deficiência de cálcio ocorre com mais frequência em aves durante a postura devido à alta exigência de cálcio para a produção de ovos Embora a manifestação clínica seja idêntica seja qual for a causa, o padrão das lesões produzidas é diferente Crescimento retardado e dificuldade de locomoção Casos graves: curvatura das pernas Ossos e bicos frágeis, flexíveis e cedem a pressão que dificilmente quebram (ossos de borracha) Articulações aumentadas Rosário raquítico: espessamento nas articulações costocondrais Tratamento Via água ou via ração