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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
“QUE ALEGRIA, ENCONTREI JESUS!”
Catecumenato – Subsídio para o Catequista
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Siglas
CDC Código de Direito Canônico
CIC Catecismo da Igreja Católica
CR Catequese Renovada
DAIC Diretório Arquidiocesano da Iniciação Cristã
DAp Documento de Aparecida
DD Carta encíclica Dies Domini
DGC Diretório Geral para a Catequese
DV Dei Verbum
EE Ecclesia de Eucharistia
EG Evangelii Gaudium
LG Lumen Gentium
MC Marialis Cultus
MR Missale Romanum
P Documento de Puebla
PO Presbyterorum Ordinis
RICA Ritual da Iniciação Cristã de Adultos
RP Reconciliatio et Paenitentia
RVM Rosarium Virginis Mariae
SC Sacrosanctum Concilium
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ROTEIRO DAS CATEQUESES
UNIDADE I - Creio em Deus Pai, Filho e Espírito Santo
1. Um novo tempo
. Amigo de Fé: São Sebastião
2. Bíblia – A História de Deus com seu povo
. Amigo de fé: São Jerônimo
Rito de Entrada no Catecumenato
3. Creio em Deus Pai Criador
. Amigo de Fé: São Miguel
4. Deus forma seu povo
. Amigo de Fé: José do Egito
5. Deus Cuida e liberta
. Amigo de Fé: Moisés
6. Deus promete o Salvador
. Amigo de Fé: Profeta Jeremias
7. Creio em Jesus Cristo
. Amigo de Fé: Santo Estêvão
8. Creio no Espírito Santo
. Amigo de Fé: Espírito Santo
UNIDADE II - Os Canais da Graça
9. Jesus nos dá a vida de Deus
. Amigo de Fé: São Paulo
10. Os Sacramentos da Iniciação
. Amigo de Fé: Beata Laura Vicuña
11. Sacramentos de Cura
. Amigo de Fé: São Camilo de Lellis
12. Os Sacramentos do Serviço da Comunhão
. Amigo de Fé: São Maximiliano Maria Kolbe
13. A vida de Deus em nós
. Amigo de Fé: Domingos Sávio
14. Jesus vai ao encontro dos pecadores
. Amigo de fé: Santo Agostinho
15. O Pai Misericordioso
Amigo de Fé: São Pedro
16. Jesus dá aos apóstolos o poder de perdoar pecados
Amigo de Fá: São João Maria Vianney
Rito Penitencial
17. Um grande sinal: Jesus multiplica os pães
Amigo de Fé: São José de Anchieta
18. Jesus institui a Nova Páscoa
Amigo de fé: Beato Adílio Daronch
19. Jesus vem ao nosso encontro na Eucaristia
Amigo de fé: Santa Teresinha
20. Domingo: Dia da Palavra e da Eucaristia
Amigo de Fé: São Tarcísio
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UNIDADE III – A Vida Cristã
21. Caminhando com Cristo na Igreja
Amigo de fé: Frei Galvão
22. Vivendo o amor na Igreja
Amigo de fé: São João Paulo II
23. Ao encontro da casa do Pai
Amigo de fé: Santa Teresa de Calcutá
24. Maria, Mãe da Evangelização
Amigo de fé: Santos Francisco e Jacinta
25. Sal da terra e luz do mundo
Amigo de fé: São Francisco de Assis
Tempo da Mistagogia
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REUNIÃO DE PAIS E RESPONSÁVEIS
Unidade I: CREIO NO PAI, NO FILHO E NO ESPÍRITO SANTO
Caro catequista, este encontro com os pais apresentará a mensagem central da primeira unidade do
livro dois: perceber o quanto é importante crer no Deus que é : Pai, Filho e Espírito Santo e o quanto é
importante compreendermos a missão das Pessoas divinas em nossas vidas. Esta reunião com os pais,
encontra uma versão mais simplificada para se fazer com as crianças, num encontro extra, após a catequese
do encontro 9: Creio no Espírito Santo.
Canto Inicial: “Reunidos aqui, só pra louvar ao Senhor ...
Acolhida: Louvado seja Deus por cada um que está aqui! Saiba que é o próprio Jesus quem nos
acolhe!
Vamos nos cumprimentar e desejar uns aos outros que este seja um momento bom, porque
Deus sempre tem algo de bom para nós. (Cumprimentam-se ao som do mesmo canto.)
Introdução: A certeza que temos de que algo bom vai acontecer vem do fato de que sempre que nos
reunimos em Seu Nome, “Ele está no meio de nós”. Por isto, vamos saudá-Lo. Saudar a este Deus
que é Pai e nos criou; saudar a Jesus Cristo, que nos livra de todo o mal e ao Espírito Santo, que nos
faz experimentar a vida de Deus em nós:
“Em Nome do Pai e do Filho / e do Espírito Santo estamos aqui (2x).
Oração Inicial: Como nos convida o canto, façamos, agora, um breve momento de silêncio para
mostrar a Deus que queremos estar aqui ao seu dispor(pausa). Apresentemos a Ele nosso coração,
nossa casa...(pausa). Peçamos ao Espírito Santo que coloque o nosso coração em sintonia com o
coração de Deus. (Canto ou oração ao Espírito Santo)
Reflexão da Palavra:
Em nosso canto anterior dissemos apenas uma vez a palavra “Nome”, porque foi assim que
Jesus nos ensinou. Ao enviar seus discípulos em missão, Jesus disse: “Ide, pois, e ensinai a todas as
nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que
vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mt28, 19s)
Esta passagem é apenas uma das que nos fala sobre este, que é o maior Mistério da nossa fé: O
Mistério da Santíssima Trindade, Mistério que nos chama a crer que existe um só Deus, mas n’Ele há
Três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. E será a primeira unidade do livro, com os nossos
catequizandos.
Cada Pessoa da Trindade é muito importante para a nossa vida. Cada Pessoa da Trindade é
Deus.
Diz o Catecismo da Igreja Católica: “A fé de todos os cristãos consiste em crer na Trindade”
(CIC 232); na verdade revelada por Jesus de que existem três Pessoas, mas um só Deus: o Pai, o Filho
e o Espírito Santo.
Foi através da História da nossa Salvação que o Deus Único, foi se revelando como Pai de puro
Amor; como Filho que caminha conosco e deu sua vida por nós e que do Alto nos enviou o Espírito
Santo, Deus com Pai e o Filho e que nos une no amor.
É através da missão de cada Pessoa divina que Deus realiza seu desejo de criar, redimir e
comunicar a sua própria vida.
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Assim como numa casa, uma família só vive bem quando todos os membros sabem se
relacionar entre si, também nós precisamos nos relacionar com cada Pessoa da Trindade, um só Deus
em três Pessoas.
Ser batizado em Nome de um só Deus, é viver mergulhado nesta certeza de que não viemos ao
mundo por acaso, mas fomos criados por este Pai que jamais deixará de nos amar; é viver na certeza de
que o Filho Jesus é o Caminho, n’Ele está a Verdade, Ele nos dá a Vida; é desejar estar encharcado do
amor do Pai e do Filho, que é o Espírito Santo, que nos purifica do mal e nos fortalece na prática do
bem.
Catequista, seguem abaixo duas dinâmicas de grupo, que você pode escolher para encerrar este momento
catequético e celebrativo.
Dinâmica de Grupo (I): Lendo o Catecismo da Igreja Católica, pode-se aprofundar a maravilhosa
unidade do mistério de Deus e de seu significado para nós. Dividir os participantes em quatro grupos.
Cada grupo recebe um trecho do Catecismo com uma pergunta correspondente.
Atenção: Ler antes e resumir os trechos substituindo palavras de difícil significado.
- Por que é importante ensinar para os filhos que existe um só Deus? (CIC 222-227)
- Por que é importante desenvolver nos filhos a fé em Deus Pai? (CIC 239)
- Por que precisamos cultivar em nossa família a fé em Jesus? (CIC 423 e 426)
- Como a fé no Espírito Santo pode ajudar nossa vida em família? (CIC 733-736)
Cada grupo terá a mediação de um catequista agente da Pastoral Familiar para garantir que todos
possam falar e para algum esclarecimento que se faça necessário. Ao término da reflexão, um dos membros
do grupo apresenta duas ou três frases que resumem o que foi debatido.
Dinâmica de Grupo(II): Dividir os participantes em três grupos. Cada grupo recebe a letra da música
Trindade Santa – Pe. Zezinho , um símbolo e perguntas a serem debatidas.
- Por que é importante desenvolver nos filhos a fé em Deus Pai?
- Por que precisamos cultivar em nossa famíliaa fé em Jesus?
- Como a fé no Espírito Santo pode ajudar nossa vida em família?
Todos recebem a letra completa da música, mas, após o debate, cada grupo ensaia apenas uma
estrofe junto com um agente da pastoral.
Depois do treino, todos se apresentam como num jogral, cada grupo apresentando seu símbolo
e cantando sua estrofe.
1º grupo: um vaso com plantas e um coração
2º grupo: imagem de Jesus ou crucifixo
3º grupo: imagem do Divino Espírito Santo
Uma outra proposta para esta reunião de pais e apresentar o Rito de Entrada das crianças no Catecumenato.
Pode-se tirar cópias do Rito, distribuí-lo entre os participantes da reunião e fazer com eles uma reflexão sobre
a importância do tempo que se inicia, o catecumenato, e que a família assume diante da comunidade. Se
houver possibilidade, a presença dos padrinhos é fundamental na reunião e na missa onde acontecerá o Rito
de Entrada.
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ENCONTRO 1 – UM NOVO TEMPO
TEXTO BÍBLICO: Jo 15, 9-16
OBJETIVOS:
- Acolher o catequizando no início do tempo do catecumenato
- Reapresentar o amor de Deus a cada um dos catequizandos
- Suscitar resposta de fé de cada um neste reinício da iniciação à vida cristã
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- Cartaz com imagem de caminho
- Gravura de Jesus
- Boneco feito de cartolina (para cada catequizando)
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 15,9-16
Caros catequistas,
Invoquemos a Deus o seu Espírito orando (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos
fieis...).
Iluminados pelo Divino Espírito, vamos meditar sobre o amor de Deus à luz do texto evangélico de Jo
15,9-16. Conforme nos apresenta o santo apóstolo, somos vocacionados a "permanecer no amor" (cf.
Jo 15,9). Que amor é esse? é o amor que Jesus está expressando a seus amigos na última ceia, onde ele
dá o testemunho do amor do Pai por ele e que, com esse amor do Pai, ele também ama todos os
homens. Esse amor será melhor ilustrado com a doação da sua vida na cruz. Pois, "ninguém tem maior
amor do que aquele que dá a vida por seus amigos" (Jo 15,13). É um amor que tudo suporta (cf. 1Cor
13,7). É um amor que nos convida a "sairmos de nós" para irmos ao encontro do outro. É um amor que
gera muitos frutos do Espírito e um deles, a alegria (Gl 5,22). A alegria alcançada pela ressurreição de
Cristo que destruiu a morte e toda tristeza.
Silenciosamente, meditemos: Jo 15,9-16 (5 minutos)
"Assim como o Pai me amou também eu vos amei. Permanecei me meu amor". (Jo 15,9)
Sou vocacionado ao amor que gera vida.
Permanecer no amor significa estar em comunhão com Deus guardando os seus mandamentos.
"Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei". (Jo 15,12)
Guardo o mandamento de Jesus que me exorta a amar como ele ama?
"Guardar" na Sagrada Escritura significa exercitar, colocar em prática.
O amor de Jesus me chama a perdoar alguém que me ofendeu.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
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"Ainda que eu tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, nada
seria" (1Cor 13,2).
"Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração,
e amar todas as pessoas com verdadeira caridade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - 4º Domingo do Tempo Comum)
APROFUNDANDO O TEMA:
Estimado catequista, este primeiro encontro quer renovar o acolhimento da turma, tendo em
vista que iniciarão o tempo do catecumenato. Também pode ser possível acontecer de ter algum
catequizando novo na turma. Daí a ideia de retomar esta atitude cristã de bem receber. Não esqueça de
preparar um bonito cartaz, conforme está sendo sugerido na celebração e este cartaz pode ficar no
mural, para lembrar o compromisso do grupo em continuar na caminhada cristã.
Em breve estaremos iniciando um novo tempo com nossos catequizandos: o catecumenato.
Tempo de catequese mais explícita e que os ajudará a fortalecer sua amizade com Cristo e os irmãos e
as irmãs. E como vamos continuar nosso caminho, trouxemos o texto do Papa Francisco, quando ainda
era Cardeal de Buenos Aires, dirigido a seus catequistas em 21 de agosto de 2012: “Todos recordamos
o convite tantas vezes feito pelo S. João Paulo II: “Abram as portas ao Redentor”. Deus nos exorta
novamente: abram as portas ao Senhor; a porta do coração, as portas da mente, as portas da catequese,
de nossas comunidades... todas as portas da Fé. Nesse abrir a porta da fé há sempre um sim pessoal e
livre. Um sim que é resposta ao Deus que toma a iniciativa e se aproxima do homem para estabelecer
um diálogo, no qual o dom e o mistério se fazem presentes sempre. (...) Mas também peço a vocês que
não reduzam seu campo evangelizador aos catequizandos. Vocês têm o privilégio de, evangelizar, com
a alegria e a beleza da fé, as famílias dos catequizandos. (...) Por isso, animo-me a exortá-los: vivam
esse ministério com paixão, com entusiasmo.”
DESENVOLVENDO O TEMA: (Texto em itálico = livro do catequizando)
Estamos juntos para continuar nossa caminhada de iniciação à vida cristã.
Já sabemos que Deus conhece a cada um de nós!
Ele sabe onde cada um nasceu, como vive, onde estuda, do que gosta, o que quer ser, porque
está aqui... Cada um tem um jeito só seu de falar, de sorrir, de amar, de fazer tantas coisas... Um
jeito só seu e de mais ninguém.
E é isso que percebemos quando estamos em casa, na escola ou na catequese. Precisamos
conviver bem com todos, porque o amor de Cristo nos uniu.
Vejamos o que Jesus nos diz em Jo 15, 9-15.
Catequista, peça que respondam em duplas ou trios: “Para você, qual dos versículos desta passagem
bíblica, parece ser o mais bonito? Por quê? Em seguida, permita que partilhem no grupo.
Você já nos conhece: somos a Turma do Redentor! E qual é o nome da sua turma? Converse
com seus amigos e escreva abaixo o nome escolhido.
Catequista, procure integrá-los através de um canto de entrosamento ou, havendo
novos membros, de uma dinâmica de apresentação.
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Para perseverar no amor de Jesus, retornamos aos nossos encontros. Vamos entrar no
catecumenato. Este é um tempo de aprofundamento na Bíblia e nos ensinamentos da Igreja.
ATIVIDADE:
1) A vida é um presente de Deus para mim. O que eu me tornarei será meu presente para Deus. O que
eu desejo oferecer a Jesus neste novo tempo da iniciação cristã? Escreva na etiqueta abaixo.
CELEBRANDO:
Preparar um cartaz com um caminho, que, no final, tenha uma gravura de Jesus. O cartaz pode ser
colocado na parede ou no centro da sala. Entregar bonecos feitos de cartolina, onde cada um
escreverá seu nome.
Catequista É com muita alegria que iniciamos um novo tempo: o catecumenato. Jesus nos convida
a conhecermos mais os seus ensinamentos e a vivermos em comunidade.
TODOS: O amor de Cristo nos uniu!
Canto de acolhida
Leitor –Jesus está sempre conosco. Como é bom continuarmos nossa caminhada de fé.
TODOS: Querido Jesus, queremos caminhar sempre contigo.
Catequista Vamos ficar em silêncio para agradecer ao chamado de Jesus. (Pausa)
Catequista Vamos consagrar nossa turma aos cuidados de Nossa Mãe e nossa primeira catequista,
a Virgem Maria. Ave Maria...
Ao colar seu boneco no cartaz, diga bem alto, de coração: Senhor, eu, .......... aqui estou, e quero
caminhar contigo. Enquanto isso, cantemos... Música que fale sobre caminho. Por exemplo: Me chamaste para
caminhar, na vida contigo... ou outra semelhante.
AMIGO DE FÉ: SÃO SEBASTIÃO, padroeiro do Rio de Janeiro No livro do catequizando
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
ATIVIDADE EXTRA
1) Dinâmica de acolhida
(Durante a narrativa da história o grupo deve fazer os gestos combinados, cada vez que aparecem as
palavras).
PAZ – Um aperto de mão; AMOR – bater palmas trêsvezes; SORRISO – uma gargalhada;
BEM VINDOS– Um abraço em todos os amigos.
Incentive a turma a fazer os gestos com rapidez, sem retardar o ritmo da narrativa, procurando pessoas
diferentes a cada vez que o gesto se repetir.
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Narrativa
Era uma vez uma pessoa chamada Amor. Aquela pessoa chamada Amor sonhava sempre com a paz.
Pois, sabia que a vida só teria sentido quando encontrasse a paz.
Então, o Amor saiu a procura da paz.
Chegou ao local onde ia todos os dias e encontrou os seus amigos com um sorriso nos lábios.
Então, Amor começou a perceber que o sorriso dos amigos comunicava a paz.
Percebeu que a paz existe no intimo de cada pessoa e, para vê-la basta aprender a dar um sorriso
também.
No mesmo instante, seus amigos perguntaram juntos: Amor, ó Amor! Você já sabe onde está a paz?
Ao que ele respondeu: Sim, encontrei a paz.
Ela existe dentro de cada um de nós. Basta sabermos dar um sorriso.
Então, todos os que têm Amor tragam a paz e o sorriso para cá.
E assim, vamos todos dizer: Bem-vindos!
ENCONTRO 2 – BÍBLIA: A HISTÓRIA DE DEUS COM SEU POVO
TEXTO BÍBLICO: 2 Tm 3,14-17
OBJETIVOS:
- Apresentar as formas como Deus se revela aos homens e realiza seu desígnio de salvação;
- Reconhecer a Bíblia como Palavra de Deus, que nos revela quem Ele é e qual o seu plano de amor;
- Suscitar o amor e o desejo de ler e viver os ensinamentos contidos na Bíblia, que manifestam a
Vontade de Deus para os homens.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- Bíblia para cada catequizando (rito de entrada no Catecumenato)
- Velas para alguns catequizandos
MEDITANDO A PALAVRA: 2 Tm 3,14-17
Estimados catequistas,
Peçamos a Deus o seu Espírito Criador: (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis...).
“A Igreja sempre venerou as divinas Escrituras, como também o próprio corpo do Senhor” (DV
21).Com esta afirmação do Concílio Vaticano II na Constituição Dogmática Dei Verbum, percebemos
o valioso tesouro que o próprio Cristo nos deixou como sinal de sua presença, isto é, a sua Palavra.
Esta, por sua vez, fonte da espiritualidade cristã, foi, ao longo de toda a economia da salvação, uma
“lâmpada” que ilumina a vida de todos os homens (cf. Sl 118,105). Sobre a Palavra de Deus, também
nos diz o santo profeta: "Como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam, sem terem
regado a terra, tornando-a fecunda e fazendo-a germinar, dando semente ao semeador e pão ao que
come, tal ocorre com a palavra que sai da minha boca: ela não torna a mim sem fruto; antes, ela
cumpre a minha vontade e assegura o êxito da missão para a qual a enviei" (Is 55,10-11). O poder da
Palavra de Deus tem sempre o objetivo de gerar a vida, a fim de instruir e estabelecer no coração do
homem a comunhão com Deus, com o próximo e com ele mesmo. Por esta razão, São Paulo, apóstolo
dos gentios, exorta: "As Sagradas Letras têm o poder de comunicar a sabedoria que conduz à salvação
pela fé em Jesus Cristo. " (cf. 2Tm 3,15-17). E como dizia São Jerônimo, "ignorar as Escrituras é
ignorar o próprio Cristo".
Silenciosamente, meditemos: 2Tm 3,14-17 (5 minutos)
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"Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na
justiça" (2Tm 3,16)
Tenho rezado a Palavra de Deus?
As Santas Escrituras são como um "farol" que ilumina as nossas trevas.
A Palavra de Deus é útil para minha instrução, correção e educação na justiça?
Tenho me preparado com as leituras da Palavra de Deus para a celebração da eucaristia
dominical?
A Palavra de Deus proclamada na liturgia da missa dominical, quando preparada por mim
através da lectio divina, tem o efeito de prolongar a salvação operada por Deus.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
“Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam” (Lc 11,28)
s o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Neste encontro apresentaremos um pouco da pedagogia de Deus para revelar-se à humanidade,
em especial ao seu povo eleito, o povo de Israel. Podemos falar em “pedagogia de Deus” para indicar a
forma com que Deus se revelou na história da humanidade, gradativamente, por etapas, até a plenitude
da Revelação com o envio de seu próprio Filho. Jesus é o “evento último para o qual convergem todos
os eventos da história da salvação” (DGC, n. 40).
Esta revelação de Deus foi conservada, de início, por uma tradição oral contada “de pai para
filho”, de boca em boca. Depois foi posta por escrito na Bíblia (Catequese Renovada (CR, nn. 44-45).
A palavra Bíblia vem do grego e quer dizer: coleção de livros. A Bíblia também é chamada
Sagrada Escritura ou coleção dos Livros Sagrados pois, “na redação dos livros sagrados, Deus
escolheu homens, dos quais se serviu, fazendo-os usar suas próprias faculdades e capacidades, a fim de
que, agindo Ele próprio neles e através deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo e só aquilo
que Ele próprio quisesse” (DV, n.11).
Um outro ponto a destacar, é o princípio de interpretação correta. “A interpretação das
Escrituras inspiradas, deve, antes de tudo, estar atenta àquilo que Deus quer revelar através dos autores
sagrados para a nossa salvação”: o que vem do Espírito só é plenamente entendido pela ação do
Espírito (Catecismo da Igreja Católica, n. 137). A correta interpretação da Sagrada Escritura, foi
confiada por Jesus à Igreja, em seu Magistério.
“A Igreja recebe e venera como inspirados 46 livros do Antigo Testamento e 27 livros do Novo
Testamento”. O Antigo Testamento prepara o Novo, ao passo que este último cumpre o Antigo; assim
como afirma Deu Verbum 16, “os livros do Antigo Testamento, ao serem integralmente assumidos na
pregação evangélica adquirem e manifestam a sua PLENA SIGNIFICAÇÃO no Novo Testamento,
que por sua vez iluminam e explicam”. Os Evangelhos ocupam um lugar central, já que Jesus Cristo é
o centro deles.
A Bíblia é “livro de Catequese por excelência” (CR, n 154). Por isso, “Iniciação à Vida Cristã é
lugar privilegiado de animação bíblica da vida e da pastoral. Os processos de Iniciação se
fundamentam na Sagrada Escritura e na liturgia, educam para a escuta da Palavra e para a oração
pessoal, mediante a leitura orante, evidenciando uma estreita relação entre Bíblia, catequese e liturgia”.
(Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários - Documento 107, da CNBB, n.
66)
Caso a paróquia ainda não tenha feito a entrega da Bíblia, por ocasião do Rito de entrada no
catecumenato, sugere-se que a mesma seja feita após este encontro. Pode ser dentro da Missa ou no
encontro catequético. O importante é observar os seguintes passos da estrutura da celebração:
1. Comentário de acolhida.
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2. Antes da Liturgia da Palavra, faz-se a entrega das Bíblias às crianças.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequizando)
Olá! Bem-vindo ao nosso encontro!
Hoje, começamos com um desafio. Sem usar palavras, você mostrará ao grupo o que fez hoje, ok?
(Incentivar que alguns façam a mímica)
Complicado, né? Como a comunicação é importante!
Desde o princípio, Deus quis se comunicar com a humanidade. Muitas vezes e de muitos
modos, Deus revelou seu amor às pessoas: na natureza, cuidando de toda a humanidade e falando ao
seu povo eleito, os judeus. Deus quis falar conosco como um amigo, para isso fez uso das palavras
conhecidas pelos homens.
Os fatos mais importantes do povo de Deus, foram contados em conversas nas famílias e nos
grupos. Ao longo do tempo, Deus foi inspirando pessoas através do Espírito Santo, para que
escrevessem tudo que Ele queria nos revelar.
No início, escreviam em folhas feitas de uma planta chamada papiro ou em rolos feitos de pele
de animais, o pergaminho. Com o passar do tempo, estes rolos foram reunidos e formaram a Bíblia.
Na Bíblia temosduas coleções de Livros Sagrados:
Antigo Testamento ou Antiga Aliança, feita antes do nascimento de Jesus. São 46 livros que
contam como Deus preparou os homens para receberem seu Filho Jesus, nosso Salvador.
Novo Testamento ou Nova Aliança, feita com os homens através de Jesus. São 27 livros que
nos contam a vida e a boa nova de Jesus Cristo, de sua morte e ressurreição e de como viveram os
primeiros cristãos.
A Bíblia nos apresenta como o plano de Deus se desenvolveu através da história. Por isso
chamamos de História da Salvação. Sua leitura é muito importante para alimentar e guiar nossa vida
cristã.
Quanto mais conhecemos a Bíblia, mais conhecemos o próprio Deus!
Quando rezamos com a Bíblia, o Espírito Santo nos leva a conhecer a vontade de Deus e nos
faz experimentar o quanto Ele nos ama e quer conversar conosco.
CELEBRANDO:
Preparar: 1. Cada criança traz sua Bíblia para a celebração ou a comunidade providencia uma Bíblia para cada
criança – cuidar de que não fiquem excluídos aqueles que não têm a Bíblia.
2. Uma Bíblia para a procissão e velas para alguns catequizandos acompanharem.
Catequista: Estamos reunidos como família de Deus. Na alegria desse encontro, acolhemos os que
irão participar do rito de entrada do Catecumenato. Nesse dia vocês vão receber a Bíblia, o livro por
excelência da Catequese. Queremos expressar o amor e o valor da Palavra de Deus na vida de cada
um de nós.
Catequista: Acolhamos a Palavra de Deus, luz para os nossos passos. (Canto para receber a Bíblia)
Uma criança conduz a Bíblia ladeada por velas trazidas por alguns catequizandos.
Leitor (segura a Bíblia e a levanta, dizendo): Eis a Palavra de Deus, o Livro Sagrado de nossa fé!
TODOS(levantando suas Bíblias): Fala Senhor, só Tu tens palavras de vida eterna!
Catequista: A Palavra de Deus é fonte da catequese. Neste tempo de catecumenato, desejamos que
cada um de vocês acolha de coração tudo que ela contém. Vivam esta Palavra e experimentem o que
vocês ouvirem.
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TODOS: Queremos ouvir e seguir a Palavra de Deus!
Catequista: Em breve, iremos participar do rito de entrada no catecumenato. Neste tempo, a Bíblia
será cada vez mais o centro de nossas catequeses. Vamos trazê-la em todos os encontros e coloca-la
num lugar bem especial em casa, para ser lida por todos.
TODOS: Queremos ouvir e seguir a Palavra de Deus!
Catequista: Na celebração de entrada no tempo do catecumenato, toda a família vai manifestar o
desejo de viver os ensinamentos da Bíblia Sagrada. Contamos com a presença de cada um vocês e de
seus pais e padrinhos, neste dia tão especial. Rezemos confiantes, rezemos a oração que Jesus nos
ensinou. Pai nosso...
Canto final
AMIGO DE FÉ: SÃO JERÔNIMO, aquele que muito amou a Bíblia No livro do catequizando
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Você sabe como encontramos as passagens da Bíblia? A Bíblia está dividida em livros, como
numa estante, e cada livro, por sua vez, está dividido em capítulos e versículos. Então a ordem
é a seguinte:
a) Indica-se o livro da Bíblia que vai ser lido (geralmente pela sua abreviatura). Ex.: Mt (Mateus);
b) O capítulo é o primeiro número, logo após o livro e antes da vírgula;
c) O versículo é o número que vem após a vírgula.
Mt (LIVRO) 7 (CAPÍTULO) , 24 (
versículo) = Mt 7,24
Viu como é fácil? Agora, procure esta passagem na Bíblia.
2. Os livros da Bíblia podem ser abreviados para facilitar a leitura e a escrita dos textos. Veja alguns
exemplos: Gênesis — Gn; Lucas — Lc; R omanos – Rm; Apocalipse — Ap
Agora, ligue cada livro da Bíblia à sua abreviatura:
(A) Mateus (C) Is
(B) Marcos (F) At
(C) Isaías (A) Mt
(D) Jeremias (B) Mc
(E) João (D) Jr
(F) Atos dos Apóstolos (E) Jo
ATIVIDADE EXTRA:
1) Jogo da memória: Imprimir e recortar, em pequenos cartões, as frases e versículos abaixo. (O
catequista pode elaborar outros cartões, caso queira mais quantidade) .
. Distribuir os cartões na mesa, em duas colunas (uma para as frases explicativas e outra para o
versículo bíblico). Os textos devem estar voltados para baixo.
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. Pedir que um catequizando vire dois cartões de cada vez (um de cada coluna). Deverá lê-los em voz
alta e observar se a frase combina com o versículo sorteado.
. Se acertar retira os dois cartões; se não estiver correto, coloca-os no local novamente.
. Em seguida, outro catequizando realiza o mesmo procedimento.
Vamos ver quem consegue juntar mais cartões?
A Bíblia é luz que nos orienta no
caminho que devemos seguir, nas
decisões a tomar...
“Embraçai o escudo da fé, com que
possais apagar todos os dardos
inflamados do Maligno. Tomai, enfim,
o capacete da salvação e a espada do
Espírito, isto é, a palavra de Deus.”
(Ef 6,16s)
A Bíblia é como um escudo que
nos protege do mal.
“Secou-se a erva e a sua flor caiu; mas
a Palavra do Senhor permanece para
sempre.” (1Pd 1,24)
Tudo passa; só a Palavra de
Deus não passará. Ela permanece para
sempre.
“Tua palavra é lâmpada para os meus
pés e a luz para o meu caminho.” (Sl
118,105)
Jesus comparou a Palavra de
Deus à semente que, caindo em terra
boa, produz muito fruto.
“A palavra de Deus é viva, eficaz, mais
penetrante do que uma espada de dois
gumes e atinge até a divisão da alma e
do corpo, das juntas e medulas, e
discerne os pensamentos e intenções do
coração.” (Hb 4, 12)
Jesus nos ensina que não adianta
gostar da Palavra. É necessário colocá-
la em prática.
“As Palavras do Senhor são mais
doces do que o mel escorrendo dos
favos.” (Sl 19,11)
A Palavra tem o poder de
realizar aquilo que diz. Ela é eficaz e
nos ajuda a pensar de acordo com a
vontade de Deus.
“Recebei com docilidade a Palavra de
Deus que foi plantada em vossos
corações e é capaz de salvar vossas
vidas.” (Tg 2,21)
O nosso coração deve ter
docilidade para acolher com amor a
Palavra de Deus.
“Tornai-vos praticantes da Palavra e
não simples ouvintes, enganando-vos a
vós mesmos!” (Tg 1,22)
A Palavra de Deus é doce e
alegra o nosso coração.
“O semeador semeia a Palavra. Mas só
as que foram semeadas em terra boa
escutam a Palavra, acolhem-na e dão
fruto, um trinta, um sessenta, outro
cem.” (Mc 4, 14-20)
Caro catequista, após estes encontros iniciais, você pode marcar com o pároco e a coordenação o rito
de entrada das crianças no tempo do catecumenato. Será interessante realizar uma reunião com os pais, de
modo a conversarem sobre a necessidade deles se manifestarem juntamente com seus filhos sobre o desejo
de darem continuidade à iniciação cristã das crianças.
http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/hebreus/4/
15
O tema da reunião poderá ser o próprio texto do rito, que se encontra entre os anexos, entremeado
com músicas e trabalho em grupo sobre a importância do envolvimento da família neste novo tempo do
processo catecumenal. Pode-se sugerir que os pais convidem os padrinhos a participarem desta cerimônia.
O RICA sugere que possa ser feito em celebração durante a semana, porém fica muito oportuno e
evangelizador, realizar os ritos principais na missa dominical, de preferência com o maior participação de
crianças. Também torna-se importante envolver a Pastoral Familiar nesta reunião e também a equipe de
Liturgia na organização do rito de entrada.
O documento 107 da CNBB: Iniciação à Vida Crista – itinerário para forma discípulos missionários, em
seu número 12, afirma que “A Iniciação à Vida Cristã depende da integração entre o processo formativo e a
liturgia. A liturgia é fonte inesgotável de formação do discípulo missionário, e as celebrações, pela riqueza de
suas palavras e ações, mensagens e sinais, podem ser consideradas como “catequese em ato” Não somente os
catequizandos e os que seguem outros processos formativos,mas toda a comunidade precisa ser
constantemente formada para a vida litúrgica. A liturgia, com a riqueza do Ano Litúrgico, é ocasião privilegiada
de formação continuada.”
ENCONTRO 3 – CREIO EM DEUS PAI CRIADOR
TEXTO BÍBLICO: Dn 3,57-90
OBJETIVOS:
- Reafirmar a fé em Deus criador, com ênfase na criação dos anjos e sua missão
- Desenvolver a devoção ao Anjo da Guarda
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Silhueta de anjo para os 4 grupos
Atividade Extra
- Tiras de papel, canetas e caixa
MEDITANDO A PALAVRA: Dn 3,57-90; Sl 90, 9-16
Estimados catequistas,
Invoquemos a Deus o Espírito Criador, clamando: (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos
vossos fieis...).
"No princípio, Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1), assim se inicia o texto bíblico onde o autor sagrado
nos oferece uma catequese sobre a criação de todas as coisas. Ao longo do primeiro relato da criação
lemos que tudo o que Deus criou, ele mesmo "viu que era bom" (cf. Gn 1,10.12.18.21.25). Concluindo
a obra da criação, o homem e a mulher, criados à imagem e à semelhança do seu Criador, se tornam
ápice de toda a obra criadora. Isto está descrito pelo próprio autor sagrado que expressa tal solenidade
da criação do homem e da mulher ao dizer: "Deus viu tudo o que tinha feito e era muito bom" (Gn
1,31). Diz o Catecismo da Igreja Católica: "A criação é o fundamento de todos os desígnios salvíficos
de Deus, 'o começo da história da salvação' que culmina em Cristo. Inversamente, o mistério de Cristo
é a luz decisiva sobre o mistério da criação; (...) desde o início, Deus tinha em vista a glória da nova
criação em Cristo" (CIC 280). Importante ter diante dos nossos olhos e em nossos corações a clareza
de que todas as coisas foram criadas para a glória de Deus (CIC 293) e como afirma Santo Irineu "a
glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus". Essa glória, que foi perdida por
Adão, foi restabelecida ao homem pelo novo Adão, Cristo Senhor.
Silenciosamente, meditemos: Dn 3,57-90 (5 minutos)
16
"Vós todas, obras do Senhor, bendizei o Senhor: cantai-o e exaltai-o para sempre. Anjos do Senhor,
bendizei o Senhor: cantai-o e exaltai-o para sempre" (Dn 3,57-58)
Como obra da criação de Deus, sou chamado a bendizê-lo.
Invoco diariamente a presença do meu anjo da guarda com a oração ensinada pela Igreja?
Preciso, nas circunstâncias da vida presente, ter um olhar de ação de graças sobre o que está ao
meu redor.
A glória que o Cristo nos alcançou foi a nossa "recriação" à sua imagem e sua semelhança por
meio da sua morte na cruz e da sua ressurreição.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a sorte de
bênçãos espirituais nos céus, em Cristo. Nele nos escolheu antes da fundação do mundo, para
sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor".
(Ef 1,3-4)
Ó Deus do universo, vós que criastes todas as coisas e vieste que tudo era bom, fazei que todo o
nosso trabalho seja conforme o mesmo amor com que nos criastes. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Caro catequista, no encontro 3 livro 1 (Anuncio uma grande alegria), nossos catequizandos já
tiveram uma catequese sobre a obra criadora e amorosa de Deus. Neste encontro de hoje, além de
reafirmar a fé em Deus Criador, queremos dar ênfase à criação dos anjos.
Em 1986, S. João Paulo realizou na Praça de S. Pedro, várias catequeses sobre os Anjos, que
ficaram muito conhecidas por sua necessidade nos tempos atuais. Você pode encontrá-las na íntegra
acessando: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/index_it.htm.
Citaremos alguns trechos da doutrina sobre os anjos:
- A criação dos seres puramente espirituais, que a Sagrada Escritura chama "anjos": esta criação
aparece claramente nos símbolos da fé, de modo particular no símbolo niceno-constantinopolitano:
"Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas (isto é, entes
ou seres) visíveis e invisíveis".(13/7/1986);
- A fé da Igreja reconhece a existência e ao mesmo tempo os traços distintivos da natureza dos
anjos. O seu ser puramente espiritual implica antes de tudo a sua não-materialidade e a sua
imortalidade. Os anjos não têm "corpo" (embora em determinadas circunstâncias se manifestem sob
formas visíveis em virtude da sua missão a favor dos homens, e por conseguinte estão sujeitos à lei da
corruptibilidade que é comum a todo o mundo material). O próprio Jesus, ao referir-se à condição
angélica, dirá que na vida futura os ressuscitados "já não podem morrer; são semelhantes aos anjos"
(Lc. 20,36). (...) Enquanto criaturas de natureza espiritual, os anjos são dotados de intelecto e de
vontade livre, como o homem, mas em grau superior ao dele, embora sempre finito, pelo limite que é
inerente a todas as criaturas. Os anjos são pois seres pessoais e, como tais, também eles criados à
"imagem e semelhança" de Deus. (06/08/1986)
-O mundo dos espíritos puros apresenta-se dividido em bons e maus. Pois bem, esta divisão não
se realizou por obra de Deus, mas em consequência da liberdade própria da natureza espiritual de cada
um deles. Realizou-se mediante a escolha que para os seres puramente espirituais possui um caráter
incomparavelmente mais radical do que a do homem, e é irreversível dado o grau do caráter intuitivo e
de penetração do bem de que é dotada a sua inteligência. (...) Os bons escolheram Deus como bem
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/index_it.htm
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supremo e definitivo, conhecido à luz do intelecto iluminado pela Revelação. Ter escolhido Deus
significa que se dirigiram a Ele com toda a força interior da sua liberdade, força que é amor. Deus
tornou-se a total e definitiva finalidade da sua existência espiritual. Os outros, pelo contrário, voltaram
as costas a Deus em oposição à verdade do conhecimento que indicava n’Ele o bem total e definitivo.
Escolheram em oposição à revelação do mistério de Deus, em oposição à sua graça que os tornava
participantes da Trindade e da eterna amizade com Deus na comunhão com Ele mediante o amor.
Tendo como base a sua liberdade criada, fizeram uma escolha radical e irreversível, tal como os anjos
bons, mas diametralmente oposta: em vez de uma aceitação de Deus cheia de amor, opuseram-Lhe
uma rejeição inspirada por um falso sentido de autossuficiência, de aversão e até de ódio que se
transformou em rebelião. (...)Tudo isto parece estar expresso de modo conciso nas palavras: "Não Vos
servirei" (Jr. 2,20), que manifestam a radical e irreversível recusa a tomar parte na edificação do reino
de Deus no mundo criado. "satanás", o espírito rebelde, quer o próprio reino, não o de Deus, e erige-se
em "primeiro" adversário do Criador, em opositor da providência, em antagonista da sabedoria
amorosa de Deus. (23/07/1986)
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro da criança)
Que bom, podermos estar juntos novamente, aprendendo com Jesus a termos mais sabedoria e mais fé!!!
Deus é nosso Pai todo-poderoso e é o Criador de tudo o que existe! Criou as criaturas visíveis,
as que têm matéria como o sol, a terra, as plantas, os animais, o homem e a mulher.
Deus também criou os seres invisíveis, os anjos. Você já se perguntou, quem são os anjos?
Os anjos são servos e mensageiros de Deus. São criaturas perfeitas e imortais, dotadas
de inteligência e vontade, puramente espirituais, isto é, não têm corpo, só espírito.
Ora, se não têm corpo, não podem ter asas e nem voar! Então, por que se costuma desenhar anjo
com asas? Porque eles podem estar instantaneamente onde Deus os enviar. Eles têm começo, mas não
nascem uns dos outros como os homens, pois não têm corpo. Entretanto, não podem ter fim, porquesão
seres espirituais e espírito não morre!
O próprio Deus nos revelou que existem milhares e milhares de anjos! Vamos ler a carta de
São Paulo aos Colossenses, capítulo 1, versículo 16. A Bíblia nos fala destes anjos bons que vivem na
presença de Deus. Alguns deles nós conhecemos bem: os Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. A Bíblia
revela que também existem os anjos maus que se revoltaram contra o próprio Criador. Eles se
afastaram de Deus e vivem no inferno. Como não podem atingir a Deus, querem que nós nos
afastemos do Senhor e tentam nos enganar. Porém, o amor de Deus é mais forte do que o mal.
Além de nos enviar seu Filho Jesus para nos salvar, Ele dá a cada um de nós o Anjo da Guarda. Há
um bonito salmo da Bíblia que nos fala sobre a proteção dos anjos, o salmo 90.
CELEBRANDO:
Catequista – Vamos falar com Deus, criador das coisas visíveis e invisíveis. Ele fez tudo o que vemos
e também os seres invisíveis, os anjos.
TODOS: Creio em Deus Pai, criador do céu e da terra
Leitor 1: Nos livros da Bíblia encontramos muitos relatos sobre a presença dos anjos.
TODOS: Os anjos são mensageiros de Deus.
Leitor 2: Eles estão sempre em adoração e missão, seja nos grandes momentos da história da
salvação, como em nosso dia a dia.
TODOS – Obrigado, Senhor, pelo nosso Anjo da Guarda!
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Catequista – Você não o vê, mas ele está sempre contigo para protegê-lo das tentações e dos perigos
e para guiá-lo pelo caminho do Bem, da Verdade e do Amor. Vamos ouvir um trecho do Salmo 90.
Leitor 3: Salmo 90, 9-16
Catequista: O Salmo nos diz que “aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus
caminhos”. Do que você acha que Deus está querendo nos proteger?
Momento de partilha
Catequista: Agradeçamos a Deus por colocar um Anjo da Guarda em nossa vida, rezando:
TODOS – Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador. Se a ti me confiou à piedade divina,
sempre me rege, guarde, governe e ilumine. Amém.
Canto sobre os anjos
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO MIGUEL ARCANJO, Quem como Deus? No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Na vida de Jesus, os anjos estão sempre presentes! Ligue as passagens da Bíblia com os
principais acontecimentos.
2) Escolha uma das passagens bíblicas da atividade anterior e desenhe abaixo.
ATIVIDADE EXTRA:
Anjo da Guarda
Material: Tiras de papel com os nomes dos participantes, canetas e caixa .
Como Fazer:
1 - O catequista pede às crianças que escrevam seus nomes em uma tira de papel e os deposita numa
caixa.
2 - Cada participante sorteia um papel (como em um amigo secreto).
3 - Orientar o grupo que ninguém poderá retirar seu próprio nome. Se isso acontecer, retirar outro
nome.
4 - Cada catequizando será o anjo daquele que sorteou e, portanto, também terá seu anjo.
5 - Os nomes não devem ser revelados até o término do jogo.
6 - O papel de cada anjo é de aproximar-se, dar atenção à criança sorteada, sem que esta perceba
imediatamente quem é seu anjo. Tem que ser bem disfarçado, hein?
8 - Ao final, cada um tenta adivinhar quem é o seu anjo.
Lc 1, 30-31 Anunciam a Ressurreição
Lc 2, 10-11 Servem Jesus depois da tentação
Mc 1, 12-13 Os anjos e as crianças
Mt 18,10 Nascimento de Jesus
Lc 22,43 Anunciação à Maria
Mt 28,5-6 Consola Jesus em sua agonia
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ENCONTRO 4 – DEUS FORMA SEU POVO
TEXTO BÍBLICO: Gn 12, 1-9
OBJETIVOS:
- Apresentar o conceito de aliança como compromisso de amor com Deus;
- Reconhecer Abraão como pai do povo de Israel;
- Suscitar o desejo de imitar a fé, a obediência e a confiança de Abraão diante da Vontade de Deus.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- Tiras de papel que formarão uma corrente
Atividade Extra
- Vendas para os olhos de cada catequizando, cartaz ou TNT com estrelas de papel
MEDITANDO A PALAVRA: Gn 12,1-9
Prezados catequistas,
Invoquemos a Deus o seu Espírito, clamando: (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos
fieis...).
Após o pecado de Adão e Eva a morte entrou no mundo. Entretanto, Deus não abandonou a obra da
sua criação ao poder da morte. Ao contrário, ele prometeu que enviaria o Salvador e que esse Salvador
viria de um povo. Esse povo tem as suas origens a partir da eleição de Abraão. Este, chamado por
Deus, deixou terra, família e casa e se aventurou em uma terra desconhecida (cf . Gn 12,1). Com tal
atitude, manifestou sua inaudita escuta de um Deus que fala e sua confiante resposta ao obedecê-lo. A
partir da obediência de Abrão, que mais tarde será chamado Abraão, Deus realizará a promessa de que
vai fazer dele um grande povo (cf. Gn 12,2). Por causa da sua obediência, vai cumulá-lo de bençãos,
dando-lhe uma posteridade tão numerosa quanto as estrelas do céu e quanto a areia que está na praia
do mar (cf. Gn 22, 17-18). Este povo, formado a partir de Abraão, "será o depositário da promessa
feita aos patriarcas, o povo da eleição, chamado a preparar o congraçamento, um dia, de todos os filhos
de Deus na unidade da Igreja, será a raiz sobre o qual serão enxertados os pagãos tornados crentes"
(CIC 60).
Silenciosamente, meditemos: Gn 12,1-9 (5 minutos)
"Deus disse a Abrão: 'sai da tua terra, da tua família e da casa de teu pai, para a terra que te
mostrarei." (Gn12,1)
Sou capaz de ouvir Deus que fala diretamente a história que eu vivo?
Tenho enxergado os sinais de Deus na minha vida?
Deixo o Senhor construir comigo uma história de salvação? ou quero construir essa história
sozinho?
"Abrão partiu." (Gn 12,4)
Deus quer fazer comigo um história salvífica.
Preciso ouvir a sua voz.
Partir para aonde Deus me envia significa confiar que ele vai realizar sua obra de salvação
em mim, através de mim e apesar de mim.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
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Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Eis-me aqui, envia-me". (Is 6,8)
"Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo;
dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - 1ª Semana do Tempo Comum)
APROFUNDANDO O TEMA:
Caro catequista, Deus, em seu amor, cria o homem e o faz participante de sua felicidade. Mas o
homem, fechando-se a Deus e recusando o seu amor, quebra esta comunhão através do pecado. Deus,
entretanto, vem novamente ao encontro do homem; deseja reconduzi-lo para Si.
Em sua pedagogia, Deus escolhe um povo e a ele se revela, se manifesta. Mostra quem é e qual
o seu plano de amor. Gradativamente prepara-o para a salvação, que se realiza na pessoa de Jesus
Cristo. Toda a história do Antigo Testamento é assim, conduzida para Cristo Jesus. O Antigo
Testamento, portanto, prepara o caminho do Cristo.
Por isso, na catequese, é importante apresentar a história da salvação desde seus inícios, desde
o Antigo Testamento. “Com efeito, ‘a economia do Antigo Testamento estava ordenada
principalmente para preparar a vinda de Cristo, redentor de todos’. ‘Embora contenham também coisas
imperfeitas e transitórias’, os livros do Antigo Testamento dão testemunho de toda a divina pedagogia
do amor salvífico de Deus: ‘Neles encontram-se sublimes ensinamentos acerca de Deus e uma salutar
sabedoria concernente à vida do homem bem como admiráveis tesouros de preces, nos quais enfim
está latente o mistério da nossa salvação’ (D V, n.15).
No Livro do Gênesis, encontramos, além dos relatos da criação do mundo e do homem, a
história da formação do povo de Israel, que teve seu início com o chamado de Abraão.
A passagem bíblica de Gn 12, 1-9 nos ensina que Abraão é nosso Pai na fé, Pai dos crentes;
além disso, o grande descendente de Abraão é Jesus, o Filho de Deus; o novo povo de Deus é a Igreja
e como Abraão, devemos responder ao plano de Deus com fé, obediência e amor.
DESENVOLVENDOO TEMA: (Itálico = livro da criança)
Bem vindo a mais um encontro com Jesus! Ele está aqui no meio de nós, porque estamos reunidos em seu
Nome e queremos que Ele mesmo venha nos ajudar a crescer na fé.
Quando nossos primeiros pais desobedeceram e rejeitaram a vontade de Deus a humanidade passou a sofrer
pela falta de comunhão com Deus. Mas Ele não abandonou o ser humano; prometeu um Salvador. Fez vária
aliança com Noé, homem de bem que foi salvo do dilúvio para recomeçar uma nova vida com sua família. E
mais pra frente...
A Bíblia narra o encontro de Deus com Abraão, homem chamado para uma missão muito
importante.
“Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar” (Gn
12,1)
Após o pecado de Adão e Eva, Deus não abandonou a humanidade, mas prometeu um
Salvador. O Salvador nasceu de um povo especial, formado por Deus. Para começar este povo, Deus
chamou um homem. Seu nome era Abrão.
Abrão morava num país onde as pessoas acreditavam em outros deuses, mas ele conheceu e
adorou o único Deus verdadeiro.
Deus prometeu que lhe daria uma terra boa para se viver e um filho, mesmo em sua velhice.
Ele e sua esposa Sara tiveram como filho Isaac, quando isto parecia impossível. Dessa família surgiu
o povo eleito de Deus, do qual nasceu o Salvador Jesus.
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Obediente e cheio de fé, Abrão seguiu em direção à terra prometida, levando sua mulher Sara,
seu sobrinho Lot, seus empregados e seus animais.
Deus fez com Abrão uma aliança, um compromisso de amor. “Faço aliança contigo e com tua
posteridade. Uma aliança eterna, de geração em geração, para que Eu seja o Teu Deus e o Deus de
tua posteridade.” (Gn 17,5-7)
Deus cumpriu a promessa dando-lhe um filho chamado Isaac. Por ter acreditado em Deus,
Abrão teve seu nome mudado para Abraão, que significa: Pai de muitos povos. (Gn 17, 5)
Isaac casou-se com Rebeca e teve dois filhos: Esaú e Jacó. Jacó teve 12 filhos que deram
origem às doze tribos de Israel.
Abraão, Isaac e Jacó são os patriarcas, os primeiros pais do povo de Israel.
A história de Abraão mostra que Deus deseja fazer aliança com seu povo!O que você acha que
é preciso para fazermos uma aliança com Deus?
Refletindo a Palavra: Gn 12,1-2; 17,7
Livremente, os que quiserem comentam e todos escrevem seu compromisso numa tira de papel. Depois
vamos unir nossas tiras formando uma corrente.
Isto é ser povo de Deus! É fazer uma aliança com Ele, procurando viver unido a Deus todos os dias e também
unidos uns aos outros. Deus não quer salvar só um ou outro, Ele quer salvar a todos como um só povo!
CELEBRANDO:
Canto de louvor
Catequista: Assim como chamou Abraão, Deus também sabe o nome de cada um de nós e hoje nos
convida a vivermos em aliança com Ele. Vamos fazer um instante de silêncio para darmos mais
atenção ao chamado de Deus.
Leitura: Gn 17,7
Catequista: Ao Deus que nos chama a fazermos a aliança com Ele, apresentemos nossos
compromissos.
A corrente é apresentada enquanto se canta
Agradeçamos a Deus que nos chamaa ser o seu povo:
Leitor 1- Obrigado, Senhor, Tu criaste todas as coisas com sabedoria e amor.
Leitor 2-Obrigado, Senhor, Tu criaste o homem à tua imagem e semelhança.
Leitor 3- Obrigado, Senhor, quando o homem desobedeceu e perdeu tua amizade, não o abandonaste
no pecado. Mas prometeste um Salvador, Jesus!
Leitor 4- Obrigado, Senhor, porque fizeste umaAliança com Abraão, para realizar o teu plano de
amor.
Leitor 5- Obrigado, Senhor, também nós aceitamos tua aliança de amor feita através de teu filho
Jesus.
Catequista: Encerremos nossa celebração rezando como Jesus nos ensinou.
Pai Nosso... (Canto final)
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: JOSÉ DO EGITO, uma bela lição de perdão No livro do catequizando
ATIVIDADES:
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1. Complete os espaços no texto abaixo e com estas palavras monte a cruzadinha:
Deus chama Abraão para ser PAI do povo HEBREU. Obediente, ele vai para a TERRA
prometida e Deus faz com ele uma ALIANÇA. Deste povo nasceu Jesus, nosso SALVADOR.
P A I
H E B R E U
T E R R A
A L I A N Ç A
Ã
S A L V A D O R
2. Durante este encontro conhecemos algumas pessoas que formaram o povo de Israel. Procure no
caça-palavras estes nomes e escreva-os abaixo:
L A S O A X N I E
J B H C B J E H S
A R B T R O L A A
C C M S A S A O U
O A X M A E T A O
I P L C O H M I N
M O H I S A A C B
1) ABRAÃO; 2) ISAAC; 4) ESAÚ; 4) JACÓ: 5) JOSÉ
Catequista, ao final, converse com as crianças sobre a importância destes personagens na História da Salvação.
ATIVIDADE EXTRA:
Viagem cega:
Procedimento: Vendar os olhos das crianças e pedir a elas que sigam a voz de alguma que foi
escolhida como líder. Este deverá dizer frases, como: “tenham fé”, “não desanimem” “eu estou com
vocês...” A seguir, o catequizando-líder deverá conduzir as crianças até um determinado espaço e
parar. Então, as crianças podem tirar as vendas dos olhos e verão o cartaz com estrelas de cartolina
com seus nomes.
Ensinamento: O catequista conversará com os catequizandos, de como é difícil seguir alguém
com os olhos vendados. Mas, as crianças confiaram e chegaram até o líder. Assim aconteceu com
Abraão que obedeceu a Deus e caminhou na fé. Ao final todos se dão as mãos, lembrando a aliança
que Deus fez com Abraão, nosso pai na fé, de que ele teria um povo numeroso como as estrelas do
céu. Ao final, eles poderão levar a sua estrela para casa.
ENCONTRO 5 – DEUS CUIDA E LIBERTA
TEXTO BÍBLICO: Ex 3, 9-10
OBJETIVOS:
- Reconhecer Moisés como libertador do povo hebreu;
- Louvar o Deus fiel em quem podemos confiar sempre;
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- Identificar a Páscoa dos hebreus como protótipo da Páscoa de Cristo;
- Ver na observância aos Dez Mandamentos o meio de caminhar no Bem e na Verdade, segundo o
plano de Deus.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- Corrente de papel, Bíblia
MEDITANDO A PALAVRA: Ex 3,9-10
Caríssimos catequistas,
Invoquemos a Deus o seu Divino Espírito, clamando: (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos
vossos fieis...).
O Egito, na memória de Israel, será sempre recordado como a casa da escravidão dos hebreus. Estes,
por sua vez, eleitos por Deus como porção de sua herança, tiveram a sua identidade forjada como
escravos pelos duros trabalhos impostos pelo Faraó que temia esse povo que crescia abundantemente
(cf. Ex 1,9-10). Quanto mais oprimia o povo hebreu, mais ele se multiplicava e crescia (cf. Ex 1,12).
Ainda que o Faraó tivesse ordenado a morte de todos os meninos hebreus, eis que um menino, salvo
das águas do rio Nilo, crescendo e sendo educado na corte egípcia, recebeu a grande missão de libertar
o povo eleito de Deus, povo do qual ele também faz parte. Moisés é o seu nome. Sabendo a sua
verdadeira identidade de hebreu, foi eleito pelo Senhor e vocacionado a libertar o seu povo do Egito,
enfrentando com audácia o Faraó. Este, com toda resistência em libertar o povo, deixa os hebreus
partirem para o deserto onde Deus iniciou um nova história de liberdade conduzindo-os com carinho,
cuidado e proteção para a terra prometida de Canãa dando-lhes a sua aliança impressa nas tábuas da
Lei como sinal do seu amor.
Silenciosamente, meditemos: Ex 3,9-10 (5 minutos)
"O grito dos israelitas chegou até mim" (Ex 3,9)
Na dor e no sofrimento, clamarei o Senhor.
Deus ouve o clamor dos seus filhos.
Minhas lágrimas de dor e sofrimento não são desconhecidas por Deus.
"Vai, pois, e eu te enviarei a Faraó, para fazer sair do Egito o meu povo..." (Ex 3,10)
Sou chamado a reconhecer a minha identidade
Reconhecendo a minha identidade, sou chamado a uma missão.
Preciso, todos os dias, sair do "Egito" espiritual que me impede de saber quem sou eu e
experimentar a liberdade dos filho de Deus.
Glória aoPai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"É para liberdade que Cristo nos libertou.
Permanecei firmes, portanto,
e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão."
(Gl 5,1)
Jesus, Filho de Davi, nós vos agradecemos pelos desafios que nos são apresentados nesta vida, pois
através deles encontramos o caminho da liberdade que
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conquistastes para nós por meio da vossa vida doada na cruz.
Vós que sois Deus com Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Marcar para este dia um “cine-pipoca” com um vídeo sobre a vida de Moisés. Pode-se assistir
ao “Príncipe do Egito”, por exemplo. Assistir com antecedência; calcular o tempo de exibição,
avançando em algumas partes, se necessário, para economizar o tempo, e escolhendo um momento
para pausar o filme e levar o grupo à reflexão.
Procurar conduzir o grupo de forma descontraída, permitindo que comam pipocas durante a
exibição, mas, também de forma ordenada, lembrando da importância do que será apresentado para o
fortalecimento da nossa fé.
“Depois dos patriarcas, Deus formou Israel como seu povo, salvando-o da escravidão do Egito.
Fez com ele a aliança do Sinai e deu-lhe, através de Moisés, a sua Lei, para que o reconhecesse e o
servisse como o único Deus vivo e verdadeiro, Pai providente e juiz justo, e para que esperasse o
Salvador prometido. Israel é o povo sacerdotal de Deus, aquele que ‘traz o Nome do Senhor’ (Dt
28,10). É o povo daqueles ‘aos quais Deus falou em primeiro lugar’, o povo dos ‘irmãos mais velhos’
na fé de Abraão” (Catecismo da Igreja Católica, n. 62,63).
Antes desta partida, Deus ordenou que os israelitas fizessem uma ceia. Deveriam matar um
cordeiro e marcar com seu sangue os umbrais de suas casas (Ex 12,13) e, durante a ceia, comer da
carne deste mesmo cordeiro.
Esta ceia pascal dos judeus é o prenúncio da Última Ceia que Jesus fez com seus apóstolos,
quando instituiu a Eucaristia, dando sua carne como verdadeira comida e seu sangue como verdadeira
bebida (cf. Mt 26,26-29; Mc 14,22-25; Lc 22,19-20; 1Cor 11,23-26). É a nova e eterna aliança. Jesus é
o verdadeiro Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (cf. Jo 1,29).
Por isso, é importante que o catequizando conheça o relato da Páscoa dos hebreus, enquanto
libertação da escravidão do Egito, a fim de entender a Páscoa de Jesus, libertação da escravidão do
pecado. A ceia de Jesus é a nova e eterna aliança que Deus fez com a humanidade.
Depois da libertação do Egito, o povo israelita passou pelo mar Vermelho, começando uma
longa caminhada rumo à Palestina. Ao final de 50 dias, os israelitas chegam a uma alta montanha, o
Sinai. E aí, Deus entrega os Dez Mandamentos a Moisés e faz uma aliança com este povo que Ele
libertou da escravidão e da opressão.
Os Dez Mandamentos constituem o essencial da Lei de vida dada pelo Senhor a seu povo: eles
se referem ao relacionamento com Deus e o próximo. Esboçam a imagem do que deve ser o homem
segundo o coração de Deus. São sinais da nova dignidade. São sabedoria de Deus e felicidade de Deus
prometida ao homem. Deus é santo e, por isto, os amigos de Deus devem viver na santidade. Mas, para
ser santo, devemos amar também o próximo, principalmente o mais pobre e necessitado.
Esta aliança foi celebrada por Moisés com o povo. No dia seguinte, Moisés realizou um
sacrifício ao pé do Monte Sinai (Ex 24,4-8).No tempo de Abraão, a resposta era pessoal; agora, o povo
todo deve dar sua resposta de fé. A aspersão do sangue sobre o povo, significa que o povo de Israel
vive a vida de Deus.
DESENVOLVENDO O TEMA: (Itálico – livro da criança)
Olá, amigos!!! Hoje teremos mais um encontro super legal com a Palavra de Deus.
No encontro passado vimos como Deus formou o povo de Israel. Hoje, descobriremos uma
parte muito importante da história deste povo. Algo que mudou sua vida para sempre e nunca mais
saiu de sua memória.
Vamos fazer uma viagem no tempo e conhecer um amigo muito especial que tem algo incrível
para nos ensinar!
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Catequista, se você quiser pode fazer uma sessão de “cine pipoca” com sua turma. Vai ser muito bom.
Nossa sugestão: O Príncipe do Egito.
Você pode também dividir este encontro em dois momentos: primeiro, a vida de Moisés e depois a
libertação do povo de Israel com a recepção dos Dez Mandamentos.
O povo hebreu iniciado com Abraão, Isaac e Jacó, continuou a crescer. Algum tempo depois, este
povo deixou a Terra Prometida para morar no Egito. Ali o povo cresceu muito e, por isto, foi obrigado a
executar trabalhos pesados para o Faraó. O povo orava pedindo a Deus que o libertasse da escravidão. Deus
ouviu a oração do seu povo e escolheu Moisés para libertá-lo.
Moisés foi ao Faraó pedir a libertação de seu povo. No início ele não permitiu, mas Deus mandou as 10
pragas que fizeram o Faraó mudar de ideia até que chegou o momento da partida do povo hebreu.
Deus pediu que matassem um cordeiro para a ceia em família, e usassem o sangue do animal para
marcar suas portas. O Anjo de Deus passaria pelo Egito para manifestar o poder do Senhor. Naquela noite
aconteceu a páscoa dos judeus. Até hoje, eles comemoram a Festa da Páscoa, recordando a passagem da
escravidão do Egito para a liberdade rumo à Terra Prometida.
Saindo do Egito, os hebreus atravessaram o Mar Vermelho e caminharam pelo deserto, permanecendo
nele por 40 anos. Durante esta caminhada para a Terra Prometida, Deus fez uma aliança com o povo, através
de Moisés.
Cinquenta dias após a primeira Páscoa, Deus se manifestou no Monte Sinai e escreveu os Dez
Mandamentos numa tábua de pedra. Eles expressam a lei do amor a Deus e ao próximo.
1 – Amar a Deus sobre todas as coisas
II – Não tomar seu santo nome em vão
III – Guardar domingos e festas de guarda
IV – Honrar pai e mãe
V – Não matar
VI – Não pecar contra a castidade
VII – Não furtar
VIII – Não levantar falso testemunho
IX – Não desejar a mulher do próximo
X – Não cobiçar as coisas alheias
No dia seguinte, Moisés celebrou a aliança de Deus com o seu povo.
“Serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” (Ex 6,7)
CELEBRANDO:
Catequista: Nossa celebração será inspirada na libertação do povo de Israel.
Iniciar com todos juntos do lado de fora ou no fundo do local de encontro.
À frente do povo, Deus colocou Moisés. Hoje Jesus é o nosso libertador Jesus! Vamos fazer
uma procissão com a cruz de Cristo.
Canto à escolha
(Antes da mesa principal, colocar uma corrente que impeça a passagem presa, por exemplo, em duas cadeiras
laterais. )
Façamos um instante de silêncio e peçamos a Deus, hoje, que nos liberte de tudo aquilo que nos impede de
sermos pessoas livres de todo o mal.
(Arrebentar a corrente e seguir em direção à mesa com a Bíblia em destaque.)
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAcQjRxqFQoTCP-vib3ChccCFUmFkAodHAYIVw&url=http://www.pipocadvd.com.br/&ei=BH67Vf-dJ8mKwgScjKC4BQ&bvm=bv.99261572,d.Y2I&psig=AFQjCNE9jzcvi-qvmjLNUuKUmlh2oGjpAA&ust=143843719448
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Catequista - Deus nos deu os Dez Mandamentos para nos ajudar a viver em comunhão comEle e com
o próximo. Vamos recordar as maravilhas que Deus fez na História da Salvação, rezando trechos do
salmo 135.
Leitor 1 - Louvai o Senhor porque ele é bom, louvai o Senhor dos senhores
TODOS - Porque sua Misericórdia é Eterna.
Leitor 2 – O Senhor ele operou maravilhosos prodígios, Ele tirou Israel do Egito
TODOS - Porque sua Misericórdia é Eterna.
Leitor 3 – O Senhor dividiu em dois o mar Vermelho, Ele fez Israel passar no meio dele
TODOS - Porque sua Misericórdia é Eterna.
Leitor 4 – O Senhor precipitou no mar Vermelho o faraó e seu exército, Ele conduziu seu povo através
do deserto.
TODOS - Porque sua Misericórdia é Eterna.
Leitor 5 – O Senhor nos livrou de nossos inimigos.Louvai o Deus do céu!
TODOS - Porque sua Misericórdia é Eterna.
Catequista: Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
TODOS: Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: MOISÉS, escolhido por Deus No livro do catequizando
ATIVIDADE:
Os Dez Mandamentos são a lei de Deus, a lei do amor. Eles nos ajudam a amar a Deus e ao
próximo. Correlacione as duas colunas e descubra o que os Dez Mandamentos significam em nossas
vidas:
I) Amar a Deus sobre todas as coisas ( X ) Não ter inveja daquilo que o outro tem.
II) Não tomar seu santo nome em vão ( V) A vida é um dom de Deus: desde a concepção até o fim.
III) Guardar domingos e dias santos ( I ) Deus deve ocupar o primeiro lugar em minha vida.
IV) Honrar pai e mãe (IX) O homem deve ser fiel à sua mulher e ela também .
V) Não matar (IV) Os pais merecem o respeito dos filhos.
VI) Não pecar contra a castidade (II) Não devo falar o nome de Deus à toa.
VII) Não furtar (VIII) Dizer sempre a verdade em todos os momentos.
VIII) Não levantar falso testemunho (III) Devo participar da missa aos domingos e dias santos de
preceito.
IX) Não desejar a mulher do próximo (VII) Não pegar as coisas que não me pertencem.
X) Não cobiçar as coisas alheias (VI) Respeitar o próprio corpo e o do próximo.
ATIVIDADE EXTRA:
1) Dinâmica: Orientação
Objetivo: compreender que não há melhor guia e orientador que Deus.
O catequista explica que cada parede da sala será um ponto cardeal (norte, sul, leste, oeste).
Então o joga consiste em falar um dos pontos e os catequizandos virarem para aquele lado. Quem for
errando sai do jogo até sobrar um.
27
Guardando
Os mandamentos me ajudam a viver esta vida bem mais feliz e a ter a possibilidade de uma vida
eterna, sem dor, tristeza, separação ou choro. Quem ama faz regras e obedece a regras. (fonte:
catequisar.com.br)
2) Cartaz: Procure em jornais e revistas notícias que mostrem situações negativas (onde os
mandamentos da lei de Deus são desrespeitados) e positivas (onde mostrem os mandamentos sendo
vividos)
Pode colocar em cada coluna os símbolos:
ENCONTRO 6 – DEUS PROMETE O SALVADOR
TEXTOS BÍBLICOS: Is 7,14; Is 9,5; Mq 5,1; Ml 3,20; Jr 23,5
OBJETIVOS:
- Conhecer algumas profecias messiânicas;
- Traçar o perfil do Salvador enviado por Deus;
- Suscitar o desejo de conhecer o Salvador Jesus.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- Bíblia, vela
Atividade Extra
- Molho de muitas chaves e cadeado
MEDITANDO A PALAVRA: Is 7,14; Ml 3,20 e Jr 23,5
Estimados catequistas,
Invoquemos a Deus o seu Divino Espírito, clamando: (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos
vossos fieis...).
Conforme nos instrui a Constituição Dogmática Dei Verbum, "a revelação de Deus executa-se por
meio de gestos e palavras. Estão tão relacionadas entre si, que observamos concretamente que as obras
realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e corroboram a doutrina e as realidades
significadas pelas palavras" (Cf. DV 2). Essa revelação feita aos patriarcas e profetas por meio de
gestos e palavras é a manifestação de que a sua promessa de salvação se realizará. Seu amor pelos
homens é fiel e testemunhamos esse amor do Senhor se desenvolvendo em todas as etapas da
economia da salvação. Por meio deles, dos patriarcas e profetas, todo o povo de Israel viveu a
esperança da grande promessa: da vinda do Salvador, que é Jesus, o Senhor.
Silenciosamente, meditemos Is 7,14; Ml 3,20 e Jr 23,5 (5 minutos)
“Uma virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamará com nome de Emanuel, que quer dizer
Deus conosco” (Is 7,14).
Mantenho viva em mim, apesar das dificuldades da vida, a alegria de que o nosso Deus é o
Emanuel, que Ele está sempre comigo?
“Mas sobre vós, que temeis o Meu Nome, se levantará o sol da justiça que traz a salvação em seus
raios” (Ml 3,20)
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É necessário manter sempre vivo o temor de Deus e viva a esperança da sua promessa.
Tal como em Israel, povo eleito, Deus brilhará sobre mim a sua luz que é o seu próprio Filho.
“Eis que dias virão, oráculo do Senhor em que suscitarei a Davi um germe justo; um rei reinará e
agirá com inteligência e exercerá na terra o direito e a justiça” (Jr 23,5).
Pelo batismo sou configurado à identidade profética.
Sou chamado a ser profeta da esperança e do amor.
Tenho sido “boca de Deus” como eram os profetas?
Ao falar de Deus, falo com entusiasmo fazendo os outros a recobrarem as esperanças perdidas
pelo pecado e a seguirem novamente o caminho do Senhor Deus?
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
“Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará de suas raízes.
Sobre ele repousará o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e
fortaleza, espírito de conhecimento e de temor do Senhor,
no temor do Senhor encontra ele o seu prazer”.
(Is 11,1-3a)
Divino Mestre, tal como a vossa Mãe santíssima, ensinai-nos acolher a obra salvífica trazida pela
vossa encarnação e manifestada de modo glorioso
em vossa paixão, morte e ressurreição.
Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Neste encontro, procura-se apresentar o perfil do Salvador prometido. Por isso, citamos
algumas profecias acerca do Messias. Como a noção de tempo é uma das últimas noções a ser
desenvolvida pela criança (fixa-se melhor por volta dos dez anos aproximadamente), não haverá
problema em trabalhar algumas profecias messiânicas, ainda que os catequizandos não conheçam em
profundidade a história da salvação. Assim eles vislumbram, pouco a pouco, o Redentor da
humanidade.
“Através dos profetas, Deus forma o seu povo na esperança da salvação, na expectativa de uma
aliança nova e eterna destinada a todos os homens, e que será impressa nos corações. Os profetas
anunciam uma redenção radical ao povo de Deus, a purificação de todas infidelidades, uma salvação
que incluirá todas as nações. Serão, sobretudo, os pobres e os humildes do Senhor os portadores desta
esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Miriam, Débora, Ana, Judite e Ester
mantiveram viva a esperança da salvação de Israel. Delas todas, Maria é a imagem mais luminosa”
(Catecismo da Igreja Católica, nn. 62-64).
Pelo Novo Testamento sabemos como a promessa de Deus se realizou plenamente. Hoje em dia,
ainda há muitas pessoas que não sabem que Jesus é o nosso Salvador. Por isso precisamos anunciar
que Cristo é o Messias prometido e enviado por Deus Pai e que veio ao mundo para nos salvar. Profeta
significa: “Aquele que fala em nome de Deus”; “Fala com entusiasmo”; “Fala com força”.
O cristão também pode ser considerado profeta, a partir do momento em que vive com coerência e
em união com a Igreja a tríplice vocação batismal: a de ser rei, profeta e sacerdote.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro da criança)
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Fazer uma “tempestade de ideias” com os catequizandos a partir da seguinte pergunta: Se a
humanidade esperava o Salvador prometido por Deus, como será que eles imaginavam o jeito deste Salvador?
(Deixar que falem – anotar as contribuições das crianças no quadro ou numa folha de papel onde todos
possam ler.)
A partir das respostas dos catequizandos, dizer que o povo de Israel desejava muitíssimo que o
Salvador viesse logo. A promessa de Deus levou algum tempo para se cumprir. Foi se realizando aos poucos.
Toda a história do povo amigo de Deus, o povo de Israel, está escrita no Antigo Testamento, que é uma das
partes da Bíblia. Deus chamou algumas pessoas e através delas ia formando o seu povo. Assim existiram os
Patriarcas, os Juízes, os Reis e os Profetas. Deus inspirava os profetas que, além de anunciar a vinda do
Salvador, incentivavam as pessoas a mudaremos corações reencontrando o caminho do amor de Deus.
Durante muito tempo, Deus preparou o seu povo para receber seu Filho Jesus, o Salvador.
Sabemos que muitos amigos de Deus o ajudaram nessa missão:
- Abraão, Isaac e Jacó, os patriarcas do povo de Israel;
- Moisés, libertador do povo que recebeu os mandamentos;
- Os Juízes, como Samuel, Sansão e outros, que organizaram as tribos;
- Os Reis, como Davi e Salomão, que governaram o povo.
Hoje conheceremos alguns Profetas, os amigos que Deus chamou para falar em seu nome.
Eles ajudavam as pessoas a mudar de vida, deixando de lado as coisas erradas e agindo de acordo
com a vontade de Deus.
Na Bíblia, os profetas são divididos em dois grupos: maiores e menores. Esta divisão não
significa que um seja mais importante do que o outro. Os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel
são chamados de profetas maiores, porque escreveram mais textos do que os outros treze profetas
menores.
Alguns profetizaram a respeito da vinda do Salvador. Vejamos algumas profecias:
PROFETA ISAÍAS
“Um menino nos nasceu... e Ele se chama Conselheiro Admirável, Deus Forte, Príncipe da Paz.” (Is
9,5)
“Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel.” (Is 7,14)
PROFETA MIQUEIAS
"Mas tu, Belém-Éfrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele
que é chamado a governar Israel.” (Mq 5,1)
PROFETA JEREMIAS
“Eis que dias virão, oráculo do Senhor em que suscitarei a Davi um germe justo; um rei reinará e
agirá com inteligência e exercerá na terra o direito e a justiça” (Jr 23,5).
PROFETA MALAQUIAS
“Mas sobre vós, que temeis o Meu Nome, se levantará o Sol da Justiça que traz a salvação em seus
raios.” (Ml 3,20)
Em Ouro Preto, um artista brasileiro conhecido como Aleijadinho, esculpiu belas imagens de
alguns desses profetas. Vamos conhecer mais sobre esses amigos?
O Salvador prometido é Cristo Jesus, o Filho de Deus. Porém, ainda hoje, muitos não
conhecem nosso Salvador. Como amigo de Jesus, você também pode ser um profeta, falando dele para
os outros.
Refletindo a palavra:
30
Hoje ouvimos a leitura de Jeremias: “Escutai minha voz: serei vosso Deus e vós sereis o meu povo; segui
sempre o caminho que vos indicar, a fim de que sejais felizes.” (Jr 23,5)
Mas,... como ser profeta? Como podemos avisar aos nossos parentes e amigos que Deus quer que sejamos
felizes e que eles podem contar com a ajuda de Jesus, o nosso Salvador? O que podemos fazer para incentivar
as pessoas a seguirem os conselhos de Deus?
CELEBRANDO:
Catequista: Recebamos a Bíblia com alegria!
Distribuir para cada catequizando uma vela que será acesa após a fala do leitor 1.
Hoje, vimos como os profetas foram pessoas escolhidas por Deus para falar em seu nome.
TODOS: Obrigado, Senhor, por estes seus amigos e servos. Hoje, o Senhor quer comunicar esta
missão a cada um de nós.
Leitor 1: O Senhor nosso Deus, é um Deus fiel e amoroso que prometeu e preparou seu povo para a
vinda do Salvador Jesus.
TODOS: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz!” (Is 9,1)
Música coma vela acesa (sugestão: Deixa a luz do céu entrar)
Leitor 2: Deus chamou os profetas e nos chama a manter acesa a luz da promessa. Vamos ouvir o que
Jesus nos fala sobre nossa missão de profetas:.
TODOS:“O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de
cima dos telhados.” (Mt 10, 27)
Catequista: Como os profetas, queremos transmitir a Palavra de Deus. Então. Vamos passar a vela
acesa para o amigo ao lado.
Canto apropriado
A seguir, o catequista fala o seu nome e passa a vela acesa para o catequizando seguinte, dizendo: eu
..., quero ser profeta de Jesus. Esta atividade terminará quando todos tiverem participado.
TODOS: “Quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante
de meu Pai que está nos céus.” (Mt 10, 32)
Catequista: Que Deus nos ajude a sermos seus profetas. Pai Nosso...
Canto final
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: JEREMIAS, Homem forte na fé No livro do catequizando
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ATIVIDADES:
1 –Como foi que Deus preparou o seu povo para receber o Salvador? Complete a linha do tempo
abaixo com o nome de alguns amigos de Deus. Catequista, incentive as crianças a procurarem os nomes
no texto ou na Bíblia.
2 – Vamos conhecer os profetas menores. Complete a cruzadinha colocando os nomes deles nos locais
certos:
Horizontal: Naum, Baruc, Sofonias, Malaquias, Miqueias, Oséias
Vertical: Zacarias, Jonas, Habacuc, Joel, Abdias, Ageu, Amós.
ATIVIDADE EXTRA:
1) Encenar várias situações do dia-a-dia, onde as crianças podem ser profetas, anunciando o
Salvador Jesus aos que não O conhecem, aos distantes, tristes, desligados, revoltados etc.
2) Jesus, o único caminho
Material: Um molho de muitas chaves e um cadeado.
Desenvolvimento: O líder pede para cada um do grupo tente abrir o cadeado, deve-se observar quem
escolhe a chave mais adequada para abrir o cadeado e quem pega qualquer uma e se frustra com cada
escolha.
Moral: Jesus é o único caminho, não adianta escolhermos outros caminhos para chegar ao Pai,
devemos escolher Jesus, e Ele quem abre as portas do céu.
ENCONTRO 7 – CREIO EM JESUS CRISTO
TEXTOS BÍBLICOS: Rm 10, 9-10 e Ef 3,17-19
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OBJETIVOS:
- Apresentar em Jesus Cristo a plena realização das promessas do Antigo Testamento;
- Distinguir a nova e eterna aliança de Jesus da aliança transitória do Antigo Testamento;
- Identificar os Evangelhos como principais livros da Sagrada Escritura, pois contém a boa-nova que é
Jesus.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Tiras de papel
Celebrando
- Quadro ou estampa de Jesus, Sagrado Coração de Jesus, Jesus Misericordioso ou outro.
Atividade Extra
- 11 folhas de papel ofício
MEDITANDO A PALAVRA: Rm 10, 9-10 e Ef 1,3-23
Estimados catequistas,
Invoquemos a Deus o seu Amor: (“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fieis...).
O autor sagrado da carta aos hebreus afirma: "Muitas vezes e de diversos modos, falou Deus, outrora,
aos pais pelos profetas; agora nestes dias que são os últimos, falou-nos por meio do Filho. (Hb 1,1-2).
Sobre a encarnação do Verbo de Deus, São Paulo dá o seu testemunho dizendo: "Quando, porém,
chegou a plenitude do tempo, enviou Deus seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a Lei, para
resgatar os que estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial" (Gl 4,4).. Em Jesus
Cristo encontramos o ápice de toda a Revelação da economia salvífica. "Ele, o Filho de Deus feito
homem, é a Palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não haverá outra
Palavra senão esta" (CIC 65). O Catecismo da Igreja Católica apresenta quatro afirmações sobre a
encarnação do Verbo de Deus, a saber: Ele se fez carne para salvar-nos reconciliando-nos com Deus;
se fez carne para que assim conhecêssemos o amor de Deus; se fez carne para ser nosso modelo de
santidade e se fez carne para tornar-nos "participantes da natureza divina" (cf. CIC 457-460). A
expressão de São João no seu evangelho ("o Verbo se fez carne" Jo 1,14) tem por finalidade dizer que
o Filho de Deus assumiu uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Em Jesus, Verbo
de Deus feito homem, recuperamos a imagem e semelhança de Deus que fora perdida por Adão e Eva.
Silenciosamente, meditemos: Rm 10, 9-10 e Ef 1,3-23 (5 minutos)
"Se confessares com a tua boca que Jesus é o Senhor e creres em teu coração que Deus o ressuscitou
dentre os mortos, será salvo" (Rm 10,9).
Jesus é o Senhor. Nesta afirmação está a fé da Igreja.
Jesus é o meu único Senhor ou tenho servido a outros "senhores"?
Confesso com a minha voz e com o meu testemunho o senhorio de Jesus?"E é pelo sangue deste que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua
graça" (Ef 1,7).
Em Jesus, com a sua encarnação, a salvação tocou a nossa carne.
O mistério da sua encarnação está associado ao mistério da Páscoa, isto é, da paixão, morte e
ressurreição do Senhor.
33
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho Único a fim de que todo o que nele crer não
pereça, mas tenha a vida eterna."
(Jo 3,16)
"Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a
sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa
humanidade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - Missa do Dia de Natal)
APROFUNDANDO O TEMA:
Neste encontro, fazemos uma retomada da encarnação de Jesus, a partir do evangelho de S.
João. Porém a ênfase recai sobre a nova e eterna Aliança através da vida, paixão e morte de Jesus, o
Cristo. Tal pretende despertar no catequizando o desejo de viver, de forma pessoal, a Aliança com
nosso Salvador.
Jesus Cristo é o Filho de Deus feito homem para nos salvar. Jesus quer dizer, em hebraico,
“Deus salva”. No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá-lhe, como nome próprio, o nome de
Jesus, que exprime ao mesmo tempo sua identidade e missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar os
pecados” (Mc 2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará o seu povo dos
pecados” (Mt 1,21). Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor dos
homens. Cristo vem da tradução grega do termo hebraico “Messias”, que quer dizer “ungido” (cf.
Catecismo da Igreja Católica, nn. 430; 436).
“Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: suas palavras, seus atos, seus silêncios e seus
sofrimentos, sua maneira de ser e de falar” (cf. Jo 14,9; Lc 9,35; 1Jo 4,9 – Catecismo da Igreja
Católica, n. 516).
“Toda a vida de Cristo é mistério de Redenção. A Redenção nos vem, antes de tudo, pelo
Sangue da Cruz, mas este mistério está em ação em toda a vida de Cristo; na sua encarnação, pela qual,
fazendo-se pobre, nos enriqueceu pela sua pobreza; na vida oculta, que, pela sua submissão, serve de
reparação para a nossa insubmissão, na sua Palavra que purifica seus ouvintes; nas suas curas e seus
exorcismos, pelos quais ‘levou as nossas fraquezas e carregou as nossas doenças’ (Mt 8,17); na sua
ressurreição, pela qual nos justifica” (Catecismo da Igreja Católica, n. 517).
Toda a vida de Cristo é mistério e recapitulação. Tudo o que Jesus fez, disse e sofreu, tinha por
meta restabelecer o homem caído na sua vocação primeira. (Catecismo da Igreja Católica, n. 518).
Catequista, que passagem dos Evangelhos você mais aprecia e que lhe proporciona um
momento forte de meditação e revisão de vida?
DESENVOLVENDO O TEMA:
Escrever em tiras de papel: HISTÓRIA DA SALVAÇÃO – PATRIARCAS – MOISÉS – JUIZES – REIS –
PROFETAS – JESUS
Retomar a HISTÓRIA DA SALVAÇÃO de forma resumida:
Lembrar a aliança que Deus fez com Abraão, Isaac e Jacó, os PATRIARCAS do povo hebreu. Recordar a
aliança de Deus com MOISÉS e o povo de Israel.
Dizer que após a volta do povo hebreu para a Terra Prometida, houve outros momentos dessa história
da salvação. Houve o momento dos JUIZES, que lideravam as tribos de Israel durante a conquista da Palestina.
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Mais tarde, houve o tempo dos REIS. Dentre estes, o mais famoso foi o Rei Davi, a quem Deus prometeu que,
de seus descendentes, nasceria o Salvador.
Depois aconteceu uma divisão interna entre o povo de Israel, e neste momento difícil, Deus chamou
homens que falassem em seu nome para corrigir e consolar o povo de Israel e para anunciar a vinda do
Salvador. Estes homens foram os PROFETAS.
Mais algum tempo depois, Deus cumpre sua promessa enviando seu Filho Jesus ao mundo, não só
para o povo de Israel, mas como Salvador de toda a humanidade.
Olá!
Pronto para mais um encontro com Jesus?
Que bom crescermos juntos no amor e no conhecimento de Jesus Cristo!
Estamos conhecendo a História da nossa Salvação. Neste encontro, chegamos ao momento
mais importante desta História!
Para salvar os homens, o Filho de Deus também se fez homem. Jesus, o Salvador da
humanidade, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. Ele, o Filho Eterno do Pai, se encarnou no seio
da Virgem Maria por obra do Espírito Santo e viveu sua vida humana, semelhante a nós em tudo,
menos no pecado.
A história completa da vida de Jesus encontra-se nos quatro Evangelhos: Mateus, Marcos,
Lucas e João.
Os Evangelhos pertencem ao Novo Testamento. Eles nos falam da nova e eterna aliança que
Deus fez com seus filhos, através de Jesus Cristo.
Esta aliança de Jesus com a humanidade teve seu ponto alto com sua paixão, morte e
ressurreição. Esta é a Páscoa de Jesus, que trouxe para toda a humanidade a passagem da escravidão
do pecado para a liberdade dos filhos de Deus. Isso não é maravilhoso?
Estamos no tempo do catecumenato e, por isso, somos convidados a conhecer melhor os
ensinamentos de Jesus.
Vamos refletir sobre o que nos ensina o grande apóstolo Paulo, na sua carta aos Romanos, no
capítulo 10, nos versículos 9 a 10.
Ler e meditar com os catequizandos esta passagem
Querido Jesus, eu creio que você é o Filho de Deus. É o Salvador que veio a este mundo, não
para condenar, mas para salvar e dar a vida nova. Sei que sou pequeno e às vezes erro muito, mas sei
que o seu perdão e a sua misericórdia são maiores do que os meus erros. Creio em ti, na sua
ressurreição e na vitória sobre o pecado e a morte. Eu sei que você é o meu único Salvador, que com
o seu sangue me perdoou e justificou. Amém.
REFLETINDO A PALAVRA:
"Se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre
os mortos, serás salvo." (Rm 10,9)
Vamos aprofundar esta ideia?
O bombeiro salva do fogo. O salva-vidas salva da água. E Jesus? Do que Jesus nos salva? Como Ele nos
salva?
CELEBRANDO:
Preparar o ambiente com estampa ou quadro de Jesus Sagrado Coração de Jesus, Jesus Misericordioso
ou outro. Uma outra opção é realizar este momento diante do sacrário. Manter atitude de recolhimento.
Iniciar com música que fale sobre Jesus.
Catequista: No dia em que realizamos a entrada no catecumenato, o celebrante perguntou o
que gostariam de ser e cada um de vocês respondeu:
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TODOS: Quero ser cristão
Catequista: Também foi perguntado porque cada um de vocês quer ser cristão.
TODOS: Porque creio em Jesus Cristo.
Catequista: A fé é um dom de Deus que cresce com a nossa colaboração e também uma
certeza a respeito das coisas que não vemos. Se tivermos fé, o que receberemos?
TODOS: A vida eterna
Leitor 1: Só Jesus tem o poder de unir nossa vida a vida de Deus! A fé em Jesus é o primeiro
passo para ser seu discípulo.
Pausa para oração pessoal e depois preces espontâneas
Catequista: Vamos rezar com a palavra de Deus.
TODOS: Que Cristo habite pela fé em nossos corações.
Vamos dar as mãos e rezar a oração que Jesus nos ensinou: Pai Nosso
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SANTO ESTÊVÃO, testemunha da fé No livro do catequizando
ATIVIDADE:
1) Jesus se apresenta com diversos títulos no Evangelho de João. Procure na Bíblia as citações e
escreva os nomes no espaço abaixo.
Jo 10,11: Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.
Jo 8,12: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
Jo 6,35: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais
terá sede.
Jo 14,6: Eu sou o caminho, a verdade ea vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.
Jo 15,1: Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.
2) O maior presente que Deus Pai nos enviou foi Jesus. Como somos seus discípulos, aprendemos
muitas coisas com Ele. Preencha as letras do nome de Jesus com todos os valores que Ele nos ensina.
ATIVIDADE EXTRA:
1) Jogral: escrever em folhas de papel ofício a palavra JESUS CRISTO, sendo uma letra para cada
folha. Dividir a turma em grupos, de forma que cada grupo receba uma letra. O grupo deverá
pensar uma característica da Pessoa de Jesus que comece com a letra recebida. A seguir,
estando organizados na ordem certa, um representante de cada grupo falará a característica e
mostrará a letra recebida, formando, ao final, o nome de JESUS CRISTO.
ENCONTRO 8 – CREIO NO ESPÍRITO SANTO
Catequista, de acordo com o itinerário de sua turma, esta catequese pode ser realizada em dois dias.
Você também pode enriquecer o segundo encontro falando sobre a Santíssima Trindade, no roteiro de caráter
celebrativo que se encontra nos Anexos, ao final do livro.
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TEXTO BÍBLICO: Atos 1,8;
OBJETIVOS:
- Recordar a certeza de que o Espírito Santo habita em nós com vários dons;
- Despertar o desejo de viver de acordo com os dons do Espírito Santo;
- Suscitar maior fé na Igreja por ser guiada pelo Espírito Santo;
- Reafirmar a fé na Santíssima Trindade.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Mochila com coisas variadas, Bíblia, chamas de papel com os dons do Espírito Santo.
Atividade Extra
- 9 cartões com os frutos do Espírito Santo
MEDITANDO A PALAVRA: At 1,4-5.8
"Aquele que o Pai enviou aos nossos corações, o Espírito do seu Filho, é realmente Deus" (CIC 689).
Por esta razão, no Símbolo Apostólico que professamos nas celebrações eucarísticas com maior
solenidade litúrgica, recitamos: "Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, que procede do Pai e
do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado...". Também à Pessoa do Espírito Santo
rendemos a nossa adoração e de fato, são estes os verdadeiros adoradores que o Pai procura, isto é,
aqueles que adoram "em espírito e verdade" (cf, Jo 4,23). Sobre a vocação dos discípulos missionários
animados pelo Espírito Santo, o Documento de Aparecida afirma: "Esse mesmo Espírito acompanhou
Jesus durante toda sua vida (cf. At 10,38). Uma vez ressuscitado, Ele comunicou seu Espírito
vivificado aos seus (cf. At 2,33).A partir de Pentecostes, a Igreja experimenta de imediato fecundas
irrupções do Espírito, vitalidade divina que se expressa em diversos dons e carismas (cf. 1Cor 12,1-11)
e variados ofícios que edificam a Igreja e servem à evangelização (cf. 1Cor 12,28-29).A Igreja,
enquanto marcada e selada “com Espírito Santo e fogo” (Mt 3,11), continua a obra do Messias,
abrindo para o crente as portas da salvação. Portanto, o Senhor continua derramando hoje sua vida pelo
trabalho da Igreja que, com “a força do Espírito Santo enviado desde o céu” (1Pd 1,12), continua a
missão que Jesus Cristo recebeu de seu pai (cf. Jo 20,21)" (cf. DA 149-151).
Silenciosamente, meditemos: At 1,4-5.8 (5 minutos)
"João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo" (At 1,5).
O Espírito Santo é unção do Pai enviado pelo seu Filho.
Eu fui marcado por esta unção.
No batismo fui ungido pelo Espírito que plasmou em mim a imagem do Verbo de Deus.
"Recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis as minhas testemunhas"
(At 1,8)
O Espírito Santo é força dos fracos, cura dos enfermos, alegria dos que estão tristes.
Ungido pelo Cristo, sou chamado a ser "sacramento" do Espírito Santo, um sinal do seu amor
entre os homens.
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Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome,
vos ensinará e recordará tudo o que vos disse" (Jo 14, 26)
Ó Deus, que vedes o íntimo dos corações, conheceis todas as vontades e penetrais todo segredo,
purificai pelo Espírito Santo os nossos sentimentos,
para que nosso amor seja perfeito e digno de vós nosso louvor.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
(Oração de Coleta - Missa votiva do Espírito Santo - B)
APROFUNDANDO O TEMA:
Caro catequista, no livro 1, os catequizandos tiveram duas catequeses sobre o Espírito Santo.
Neste encontro de hoje, conclui-se a primeira unidade do livro 2: Creio em Deus Pai, Filho e Espírito
Santo. Além de afirmar a fé na Santíssima Trindade, o encontro apresentará os dons e frutos do
Espirito Santo, no coração dos batizados que se abrem a esta ação santificadora. Afirma o Catecismo
da Igreja Católica:
“É graças a esta força do Espírito que os filhos de Deus podem dar fruto. Aquele que nos
enxertou na verdadeira Vide far-nos-á dar «os frutos do Espírito: caridade, alegria, paz, paciência,
benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio» (Gl 5, 22-23). «O Espírito é a nossa vida»:
quanto mais renunciarmos a nós próprios, mais «caminharemos segundo o Espírito» (Catecismo n.736)
“Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência,
piedade e temor de Deus. Em plenitude, pertencem a Cristo, Filho de Davi. Completam e levam ã
perfeição as virtudes daqueles que os recebem. Tornam os fiéis dóceis para obedecer prontamente às
inspirações divinas.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1831)
“Crer no Espírito Santo é, pois, professar que o Espírito Santo é uma das Pessoas da Santíssima
Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho, "e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado". (Catecismo
da Igreja Católica, n. 685)
“Aquele que o Pai enviou a nossos corações, o Espírito de seu Filho" é realmente Deus.
Consubstancial ao Pai e ao Filho, ele é inseparável dos dois, tanto na Vida íntima da Trindade como
em seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e
indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das Pessoas. Quando o Pai envia seu Verbo,
envia sempre seu Sopro: missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas
inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo que aparece, ele, a Imagem visível do Deus invisível; mas é o
Espírito Santo que o revela.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 689)
Como neste encontro haverá uma comparação com alguém que vai acampar, seria bem
interessante se pudesse ser realizado ao ar livre, conforme a realidade da paróquia. Não esqueça de
providenciar giz ou fita crepe para fazer o contorno de uma igreja no chão; além de 7 chamas com o
nomes dos dons do Espírito Santo em cada uma e mais algumas com as passagens bíblicas que serão
usadas.
DESENVOLVENDO O TEMA(Texto em itálico = livro do catequizando)
CATEQUISTA: Se possível, como motivação, leve uma mochila bem cheia de coisas variadas e, no fundo,
coloque a Bíblia. Inicialmente, promova um jogo de adivinhações, dando algumas pistas para que descubram o
que sairá da mochila. Olá! É muito bom estar entre amigos! E melhor ainda é quando podemos passear com
eles!
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Quem gosta de acampar? Quem já acampou?
Imagine que você recebeu um convite para acampar e pede aos seus pais para te ajudarem a
arrumar a mochila. Eles vão colocar tudo o que você vai precisar.
Assim é Deus conosco! Quando somos batizados, recebemos o Espírito Santo com os dons que
vamos precisar durante nossa vida. O Senhor nos prometeu dar tudo o que precisamos para acampar
durante nossa vida.
CATEQUISTA: Retire a Bíblia da mochila, anunciando que o mesmo Espírito que recebemos foi quem inspirou
àqueles que a escreveram e é Ele quem pode nos ajudar a compreendê-la. Convide o grupo a se posicionar ao
redor da igreja riscada no chão e para uma breve oração ou canto, invocando o Espírito Santo. Depois leia os
versículo escritonas chamas.
"Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força e sereis minhas testemunhas (At 1,8)
Refletindo: Jesus avisou sobre a vinda do Espírito Santo, porque sabia que seus amigos passariam
dificuldades. Hoje, as pessoas que querem ser discípulas de Jesus, também passam dificuldades? Quais?
Os dons do Espírito Santo nos capacitam a viver de acordo com o plano de Deus. São eles:
Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.
CATEQUISTA: Conforme for anunciando os dons colocá-los no centro da igreja já desenhada no chão. Assim
como as chamas dos versículos.
Sabedoria: permite saborear tudo o que se refere à vida de Deus
Inteligência: ilumina o entendimento da Palavra de Deus
Conselho: leva a buscar a inspiração do Espírito Santo nas decisões
Fortaleza: dá a coragem e a força de testemunhar a fé e não cair em tentação
Ciência: ajuda a ver e a compreender os acontecimentos da vida com o olhar de Deus
Piedade: desenvolve a amizade e o diálogo com Deus e com os irmãos
Temor de Deus: não é ter medo de Deus. É um amor tão grande que não queremos
desagradá-lo.
CATEQUISTA: Dar oportunidade para que falem de situações concretas.
Em Pentecostes, o Espírito Santo capacitou os Apóstolos com a coragem e os dons necessários
para anunciar que Jesus está vivo e é o nosso Salvador! Hoje Ele continua capacitando sua Igreja,
que somos nós.
O Espírito Santo junto com o Pai e o Filho, fazem morada em nosso coração. É a Santíssima
Trindade: um só Deus em três Pessoas. Nós católicos, professamos a nossa fé na Santíssima Trindade,
através do Credo da Igreja. Vamos rezar juntos?
Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único
Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde
há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na
comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
Atividade: Vimos hoje que cada dom do Espírito Santo age em nossa vida, de acordo com as
necessidades que vão surgindo. Cada dupla ganhará uma chama com um dos dons do Espírito Santo
e conversará sobre o que entendeu e em que momento precisamos usar este dom. Depois podem
colocar as chamas no interior da Igreja que foi desenhada no chão.
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CELEBRANDO:
Se possível, convidar a que todos fiquem dentro da igreja desenhada no chão e formar um círculo com eles.
Catequista: Nós cremos que o Espírito Santo é o Amor do Pai e do Filho e age em cada um de nós.
Façamos um momento de silêncio para conversarmos com o Espírito que habita em nós. (Pausa)
Canto ao Espírito Santo
Catequista: Neste momento, vamos rezar juntos uma linda oração da Igreja, própria da Solenidade de
Pentecostes.
TODOS: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
Lado 1: Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz!/ Vinde, Pai dos Pobres, dai aos corações
vossos sete dons.
Lado 2: Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alivio, vinde!/ No labor, descanso, na aflição,
remanso, no calor, aragem.
Lado 1: Enchei luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!/ Sem a luz que acode, nada o homem
pode, nenhum bem há nele.
Lado 2: Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente./ Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio
aquecei.
Lado 1: Dai à vossa Igreja, que espera e deseja vossos sete dons. / Dai em prêmio ao forte, uma santa
morte, alegria eterna. Amém.
ATIVIDADES:
1) Todo dom natural é um presente de Deus. Você já percebeu algum dom que Deus lhe deu?
Desenhe ou escreva em volta da mochila.
2) Por que você acha que Deus nos dá tantos dons?
3) No batismo, recebemos os sete dons sobrenaturais do Espírito Santo. Quando os colocamos
em prática, eles geram frutos em nós. Decifre o enigma abaixo e descubra os frutos do Espírito
Santo.
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: O ESPÍRITO SANTO, Espírito de Vida e Santidade No livro do catequizando
ATIVIDADE EXTRA:
1) Jogo da mímica: Preparar 9 cartões onde estarão escritos os frutos do Espirito Santo: caridade,
alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, autodomínio.
Conforme o número de catequizandos, dividi-los em duplas ou trios. Cada grupo sorteia um
dos frutos e vai criar uma mímica que mostre a vivência deste fruto.
REUNIÃO DE PAIS E RESPONSÁVEIS
Unidade II: CANAIS DA GRAÇA
Caro catequista, esta reunião abre para a família a segunda unidade do livro que percorrerá os sacramentos
instituídos por Jesus, para nossa santificação. Desde modo, os pais e responsáveis poderão acompanhar
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melhor o processo catecumenal dos filhos e quem alguns serão motivados e encaminhados para a iniciação
crista de jovens e adultos para completarem seu próprio itinerário espiritual.
Acolhida: Palavras ou canto de boas vindas de modo que todos se sintam acolhidos e possam se
cumprimentar uns aos outros. Canto: Chuva de Graça
Oração Inicial: Que cada um possa apresentar seu coração a Deus como nos sugere este canto, como
um coração que deseja uma chuva de graças. Que a terra do nosso coração possa ser irrigada neste
encontro e saia daqui encharcada do seu Amor, da sua Paz, da sua misericórdia, do seu perdão...
Peçamos que, pelo Espírito Santo, venham estas graças sobre todos nós.
Invoquemos o Santo Espírito (orando ou cantando “Hoje o Céu se abre”).
Motivação: (Apresentar uma caixa de presente e perguntar:)
Qual o melhor presente que um pai ou uma mãe pode dar a seu filho? Um presente que dure a
vida toda, nunca se desgaste e que seja uma garantia de felicidade para seu filho? Existirá um presente
maior do que este?
Pois bem, o Documento de Aparecida irá nos dizer:
“Conhecer Jesus Cristo é o melhor presente que alguém pode receber; tê-lo encontrado na fé e
segui-lo é o melhor que pode suceder a uma pessoa e anunciá-lo com nossas palavras e obras é nossa
maior alegria” (DA 29)
Assim como bons pais sempre desejam dar o melhor para seus filhos, Deus Pai, através do
Filho Jesus, depositou em Jesus tudo o que Ele é e tem de melhor. Todo o seu Amor e toda a sua graça.
Vejamos o que diz o Evangelho segundo João 1,14.16-18.
Reflexão da Palavra: Jesus veio ao mundo para que pudéssemos receber a graça de Deus! Ele
mostrou o poder desta graça curando os doentes, perdoando os pecadores, libertando os agoniados,
multiplicando pães, mas, sobretudo, sendo capaz de enfrentar a dor e a morte para, depois, ressuscitar e
enviar o Espírito Santo.
Diz o Catecismo da Igreja Católica no número 1076: “No dia de Pentecostes, pela efusão do
Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na
"dispensação do mistério": o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, torna presente e
comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, "até que ele venha" (1 Cor 11,26). Durante
este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo
novo. Age pelos sacramentos; é isto que a Tradição comum do Oriente e do Ocidente chama de
"economia sacramental"; esta consiste na comunicação (ou "dispensação") dos frutos do Mistério
Pascal de Cristo na celebração da liturgia "sacramental" da Igreja.”
Não há presente maior a se desejar para um filho do que a graça de Deus, mas esta graça, que
Deus colocou toda no seu Filho, Jesus decidiu distribuí-la através dos Sacramentos da Igreja. Os
Sacramentos são canais, através dos quais Deus comunica a sua graça a cada um de nós. Ele sabe que
precisamos dela do nascer até o dia de nossa morte, por isso a distribui de forma quepossamos contar
com ela em todos os momentos da vida.
Distribuir entre os participantes os nomes dos Sacramentos e conforme for anunciando cada
um, aquele que o tiver, se levanta e o cola no quadro junto à gravura de uma casa com uma grande
caixa d’água. As tiras com os nomes dos Sacramentos representarão os canos que saem da caixa e
abastecem a casa.
Ao nascer, para unirmos nossa vida à vida de Deus e recebermos seu Espírito somos...
(batizados); ao tomarmos consciência de nossos atos, lá pelos nove ou dez anos, podemos receber a
graça do perdão dos nossos pecados pela ... (Confissão) e nos alimentar do Corpo e Sangue de Cristo
pela... (Eucaristia); a partir dos quinze anos, já com maior maturidade, recebemos sua graça para que
tenhamos sabedoria e força de viver como cristãos, cheios do Espírito pela... (Confirmação); ao
adoecermos, podemos receber sua graça para a cura do corpo e do espírito pela... (Unção dos
Enfermos); ao decidirmos nossa vocação para a formação de uma família recebemos a graça pelo...
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(Matrimônio) ou os homens que desejam fazer uma total consagração, para se tornarem distribuidores
de todos estes bens ao povo de Deus contam com o Sacramento da ...(Ordem).
Podemos assim comparar os Sacramentos com os canos que temos em casa: embora a caixa
d’água seja uma só, dela partem encanamentos que vão fazer com que aquela água sirva para
necessidades diferentes, em momentos diferentes: lavar, cozinhar, beber, fazer remédio...
Do mesmo modo a graça de Deus é uma só, mas Ele a aplica à nossa vida em diferentes
momentos, por diferentes formas através dos Sacramentos.
Para melhor compreendermos a ação de cada um, eles foram assim organizados:
Sacramentos de Iniciação Cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia. Sacramentos de Cura:
Penitência e Unção dos Enfermos. Sacramentos de Serviço: Ordem e Matrimônio.
Dinâmica: Nesta dinâmica vamos nos voltar para os Sacramentos da Iniciação Cristã e da Confissão.
Dividir os participantes em 4 grupos com um trecho do Catecismo e duas perguntas: uma
comum a todos os grupos e outra específica, que deve ser respondida ao completarem a seguinte frase:
“O Sacramento ... é canal da graça para nós porque...”
Perguntas específicas:
- Por que o Batismo é canal da graça de Deus para nós?(CIC 1213)
- Por que a Confirmação ...? (CIC 1285)
- Por que a Eucaristia...? (CIC 1365 e 1419)
- Por que a Confissão...? (CIC 1424)
Pergunta comum a todos:
- Quais sacramentos já recebi? Quais gostaria de receber?
Observação: Os debates em pequenos grupos dão a oportunidade dos catequistas conhecerem
melhor os pais, suas dúvidas e realidade. Ajudam a criar laços; favorecem uma evangelização mais
pessoal, uma vez que aquele que conduz o grupo pode, mais diretamente, anunciar ou reanunciar o
tema exposto. Para isto, é importante que o dirigente do grupo conheça o conteúdo; estimule e permita
que todos falem e esteja atento às oportunidades de relacionar de forma breve o conteúdo da fé com a
vida.
Conclusão: Cada grupo indica um participante que fará a leitura da frase que lhe coube.
Oração: Iniciamos nosso encontro desejando uma chuva de graças e vimos que Deus quer sempre
acompanhar o desenvolvimento da nossa vida com sua graça. Para isto foi que Jesus instituiu os
Sacramentos. Vamos agradecer por todos estes canais que o Senhor coloca a nossa disposição somente
para abençoar a nossa vida. (Breve oração espontânea concluída com o Pai Nosso )
Que Maria, a cheia de graça, interceda junto a Jesus para que nossa casa seja como esta casa (se
referir à casa usada no encontro). Num gesto simbólico, estendamos a mão na direção desta casa como
se fosse a nossa própria casa e peçamos a Nossa Senhora que buscando os Sacramentos possamos ter
uma família sempre mais fortalecida pelo Amor de Deus. Peçamos cantando: Que a graça de Deus
cresça em nós sem cessar... Ave Maria
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ENCONTRO 9 – JESUS NOS DÁ A VIDA DE DEUS
TEXTO BÍBLICO: Jo 4, 1-26
OBJETIVOS:
- Identificar os sacramentos como sinais da graça;
- Apresentar os sete sacramentos como meios de vivermos em união com Deus;
- Suscitar o desejo de receber e viver os sacramentos.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Gravuras de pessoas de abraçando ou fazendo qualquer gesto que comunique algo ou também
logomarcas conhecidas, tiras de papel.
Atividade Extra
- Símbolos de cada sacramento, nomes de todos os sacramentos, uma caixinha, jarro com água limpa,
copo com pó de café.
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 4, 1-26
Sendo Cristo o sacramento do Pai, pois nele se manifesta visivelmente o amor de Deus pelos homens,
o texto bíblico que relata o episódio da Samaritana que vai a procura de água no poço de Jacó (cf. Jo
4,1-42), põe em evidência a vida nova que o Cristo oferece a todos os homens. Estes, encontrando-se
com Jesus, deixando-se persuadir por suas palavras que são de vida eterna (cf. Jo 6,68), tornam-se,
através deste encontro, uma fonte de água viva, (cf. Jo 4,14), cujas vidas são transformadas e
santificadas. O Catecismo da Igreja Católica afirma que "a Igreja discerniu, no decorrer dos séculos,
que, entre as suas celebrações litúrgicas, há sete que são, no sentido próprio da palavra, sacramentos
instituídos pelo Senhor" (CIC 1117). Os sacramentos da Igreja têm por finalidade a santificação dos
homens, a deificação do Corpo de Cristo, assim como culto a ser prestado a Deus. Sendo eles sinais,
também destinam-se à instrução, ou seja, à catequese (cf. CIC 1123) a fim de que, conhecendo melhor
o Senhor, a sede pelo seu amor cresça sempre mais, conforme diz o salmista: "a minha alma tem sede
de Deus, do Deus vivo" (Sl 42,3).
Silenciosamente, meditemos: Jo 4,1-42 (5 minutos)
"Jesus lhe disse: 'dá-me de beber!' " (Jo 4,7)
O Senhor tem "sede" da minha vida.
É seu desejo transformar a minha vida com a sua vida.
"Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz: 'dá-me de beber', tu é que lhe pedirias e ele te
daria água viva" (Jo 4,10).
Onde estou buscando saciar a minha sede de eternidade?
"Disse-lhe a mulher: 'Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede' " (Jo 4, 15)
Somente o Cristo pode saciar minha sede de salvação.
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Ele nos dá a vida de Deus.
No encontro com o Senhor por meio dos sacramentos, torno-me uma fonte de "água viva" para
os meus irmãos.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Se alguém tem sede, venha a mim e beberá, aquele que crê em mim!
conforme a palavra da Escritura: de seu seio jorrarão rios de água viva"
(Jo 7,37b-38)
"Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um
coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança eterna
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - 19º Domingo do Tempo Comum)
APROFUNDANDO O TEMA:
Querido(a) catequista, com este encontro iniciamos a unidade sobre os sacramentos, isto é,
sobre aquelas realidades que “se destinam a santificação dos homens, à edificação do Corpo de Cristo
e ainda ao culto a ser prestado a Deus. Sendo sinais, destinam-se também à instrução. Não só supõem a
fé, mas por palavras e coisas também a alimentam, a fortalecem e a exprimem. Por esta razão são
chamados de sacramentos da fé” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1123).
A fé consiste, principalmente, na adesão de todo o nosso coração, por palavras e ações, ao Deus
que é amor e que veio ao nosso encontro na Pessoa do seu Filho Jesus, que é o Sacramento do Pai, isto
é, manifestação visível do seu amor aos homens.
Jesus, durante a sua vida pública, pregou o Reino de Deus e o manifestou por meio de sinais.
Percebemos nos gestos de Jesus – quando acolhia, ensinava, perdoava, curava, renovava – o seu
interesse em comunicar vida e esperança. Estes sinaisproporcionavam e ofereciam aos homens a
ternura de Deus, “o qual deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da
verdade (1Tm 2,4).
A nossa fé, baseada no testemunho dos apóstolos e na Sagrada Escritura, professa que “os
sacramentos da nova e eterna aliança foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo” (cf.
Catecismo da Igreja Católica, n. 1114-1116).
“Os sete sacramentos atingem todas as etapas e todos os momentos importantes da vida do
cristão: dão à vida de fé do cristão origem e crescimento, cura e missão. Nisto existe uma certa
semelhança entre as etapas da vida natural e as da vida espiritual” (Catecismo da Igreja Católica, n.
1210).
BATISMO: é o sacramento do novo nascimento, que nos enxerta em Cristo, fazendo-nos
filhos de Deus, seguidores de Cristo, introduzindo-nos no novo povo de Deus, a Igreja, e nos livrando
do pecado (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1213).
CONFIRMAÇÃO: "pelo sacramento da Confirmação [os fiéis] são vinculados mais
perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente
obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por
palavras como por obras". (Catecismo da Igreja Católica, n. 1285)
EUCARISTIA:“A Eucaristia contém realmente Cristo sob os sinais aparentes do pão e do
vinho” (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1322).
PENITÊNCIA E RECONCILIAÇÃO: por este sacramento recebe-se o perdão dos pecados
cometidos após o Batismo. É o sacramento que restitui a vida da graça” (cf. Catecismo da Igreja
Católica, n. 1422).
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UNÇÃO DOS ENFERMOS: Pela sagrada Unção dos Enfermos e pela oração dos presbíteros,
a Igreja toda entrega os doentes aos cuidados do Senhor sofredor e glorificado, para que os alivie, cure
e salve (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1499).
ORDEM: “A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus
apóstolos continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do
ministério apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado” (cf. Catecismo
da Igreja Católica, n. 1536).
MATRIMÔNIO: “O sacramento do Matrimônio significa a união de Cristo com a Igreja.
Concede aos esposos a graça de amarem-se com o mesmo amor que Cristo amou sua Igreja; a graça do
sacramento leva à perfeição o amor humano dos esposos, consolida sua unidade indissolúvel e os
santifica no caminho da vida eterna” (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1661).
Os sacramentos realizam, em função da íntima união de Deus com os homens, a vontade do
próprio Deus. Por isso:
- Transmitem a graça;
- Colocam os homens em comunhão com Cristo e com a sua Igreja;
- Estruturam e edificam a Igreja como Corpo de Cristo e Templo do Espírito Santo..
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequizando)
Trazer para a sala algum recurso que se torne sinal. Por exemplo:
Trazer recortes de gravuras de pessoas se abraçando ou fazendo qualquer gesto que comunique algo.
Perguntar: o que estas gravuras querem nos comunicar? Pode-se usar também logomarcas conhecidas
(marcas de lojas; emissoras de televisão; símbolo das Olimpíadas; emblema de time de futebol...). Estes
símbolos significam o quê pra vocês?
Após esta conversa inicial, mostrar que o homem é capaz de comunicar algo não só com palavras e
ações, mas também com símbolos e sinais. E, a fim de tornar mais fácil a percepção desta vida de Deus, Jesus
nos deixou sete sinais especiais da graça: os sacramentos.
Escrever, em tiras de papel, as palavras: Sacramentos – Batismo – Confirmação – Eucaristia –
Penitência e Reconciliação – Unção dos Enfermos – Ordem – Matrimônio. Conforme for falando sobre cada
um deles, afixar no quadro a tira de papel correspondente.
Olá, que bom estarmos juntos mais uma vez!
Após caminharmos pela História da Salvação, vamos conhecer como Jesus traz esta salvação
para nós. Você sabe que nosso mundo é cheio de sinais importantes. Todo sinal e todo símbolo quer
comunicar, revelar alguma coisa. Assim acontece em nosso dia a dia.
Nesta cena há alguns sinais e símbolos. Escreva abaixo ao menos 4 deles.
Catequista, deixe que eles descubram e faça uma partilha. Observe a escolha e o significado de cada criança
deu ao símbolo, mesmo que não tenha sido listado. Os símbolos podem ser gestuais, gráficos, sonoros, visuais.
Cristo quis nos comunicar a graça, a vida de Deus em nós. Para isso se utilizou de vários
sinais...
Um dia, Jesus estava sentado à beira do poço de Jacó, quando uma samaritana veio buscar
água. Ali, Ele apresentou a água como símbolo da vida. Esta água é um dom gratuito do Espírito
Santo para saciar nossa sede de Deus.
Vamos ler essa história em Jo 4,1-15.
Rezando a Palavra: Esta Leitura Orante pode ser feita também antes do Celebrando, caso o catequista o
prefira.
- O que o texto nos diz? Jesus se encontra com a mulher samaritana e lhe oferece uma água que vai saciar a
sede de Deus nela.
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- O que o texto diz para nós? Esta sede que Deus quer matar será que é sede de água mesmo? Do que é que
as pessoas mais sentem falta, hoje? Que faz com que não se sintam felizes? Como Deus pode matar a nossa
sede de felicidade?
- O que o texto nos faz dizer a Deus? Pausa para oração espontânea.
- Como podemos viver esta Palavra? Compromisso pessoal, em silêncio.
Jesus quer saciar a sede de Deus que existe nas pessoas. Escreva aqui de que o mundo de hoje
tem sede.
Por sua vida, morte na cruz e ressurreição, Jesus trouxe o vida de Deus para nós.
Para nos comunicar a vida da graça, Jesus nos deu os sacramentos! Estes são sinais sensíveis
(palavras e ações) e eficazes da graça de Deus. Os sacramentos são sete e foram instituídos por Jesus.
Os sacramentos acompanham todas as etapas e todos os momentos importantes de nossa vida.
Jesus confiou os sacramentos à Igreja. Pelos sacramentos somos santificados e o amor de
Deus aumenta em nós.
CELEBRANDO:
O catequista poderá realizar a Leitura Orante da Bíblia, antes do celebrando.
Catequista: Senhor, só Tu podes saciar a sede de todas as pessoas do mundo inteiro. Assim
como saciaste a sede da samaritana, Tu nos deste os sete sacramentos que
saciam nossa sede de Ti. Agradeçamos ao Senhor.
Leitor 1: Pelo Batismo nos tornamos filhos de Deus e membros da Igreja.
TODOS: Obrigado, Senhor!
Leitor 2: Pela Crisma recebemos uma força especial para nossa vida cristã. TODOS:..
Leitor 3: A Eucaristia é o grande presente para todos nós. Jesus se dá a nós no pão e no
vinho consagrados, que são o seu Corpo e Sangue. TODOS:..
Leitor 4: O sacramento da Penitência nos reconcilia com Deus, quando d’Ele nos
afastamos por meio do pecado. Deus é o Pai que nos perdoa com amor.
TODOS:..
Leitor 5: Pela Unção dos Enfermos recebemos a cura de Deus para termos força e
coragem na doença. TODOS:..
Leitor 6: O sacramento da Ordem concede o sacerdócio a homens que Deus escolhe para
o serviço total à Igreja e aos irmãos. TODOS:..
Leitor 7: Pelo sacramento do Matrimônio, Deus se faz presente na família, para o serviço
de seus membros. TODOS:..
Catequista: De mãos dadas, peçamos ao bom Deus:
TODOS: Senhor, queremos corresponder à graça que recebemos através dos
sacramentos, com uma vida plena de fé, esperança e amor. Assim seja.
Canto à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO PAULO APÓSTOLO, a vida nova em Cristo No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Lembra que no primeiro encontro sua turma escolheu um nome? Qual era mesmo? Agora, crie com
seus amigos um símbolo que represente a sua turma. Desenhe abaixo o símbolo escolhido.
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2. Escreva o nome de cada sacramento no lugar certo.
1. BATISMO, CRISMA E EUCARISTIA
2. PENITÊNCIA, UNÇÃO DOS ENFERMOS
3. ORDEM E MATRIMÔNIO
ATIVIDADES EXTRAS:
1) Dinâmica dos Sacramentos
Preparar:
- Osnomes de todos os sacramentos que serão depositados numa caixa de presente.
- Os símbolos de cada sacramento que ficarão espalhados pela sala.
Desenvolvimento: A caixa vai passando entre os catequizandos ao som de uma música. Quando o
catequista parar a música, quem estiver segurando a caixinha, retira um papel, lê o nome do
sacramento e procura os símbolos correspondentes. Pode-se comentar sobre o que sabe sobre o
sacramento sorteado.
Apresentar um jarro com água limpa e um copo com pó de café. Ir perguntando ao grupo quais são as
atitudes que sabemos que não agradam a Deus (pecados). A cada uma que for dita, jogar um
pouquinho do pó de café na água. Depois, perguntar como seria possível corrigir aquela situação.
Pegar outro jarro d’água e começar a derramar a água limpa no jarro com água suja, anunciando a ação
do Espírito Santo em nós. Derramar até que a água transborde e vá ficando cada vez mais clara.
Comparar o novo jarro com água limpa a Jesus que se esvaziou para derramar sobre nossas vidas a sua
graça que tem o poder de nos salvar de todo mal.
ENCONTRO 10 – OS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ
TEXTO BÍBLICO: Jo 3,1-5
OBJETIVOS:
- Apresentar os sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia como fundamentos de toda
vida cristã;
- Suscitar o desejo de receber e viver os sacramentos como sinal de compromisso cristão.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Jarra com água, recipiente com óleo, pedaço de pão, um pouco de vinho.
Celebrando
- Cruz, bacia com água, tigela com óleo, círio pascal ou vela grande, velas para todos os participantes.
Atividade Extra
- Placas com as palavras-chave dos sacramentos da Iniciação Cristã, cartolina, durex.
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 3,1-5
O texto bíblico proposto para nossa reflexão sobre os sacramentos da iniciação cristã é o encontro de
Jesus com Nicodemos. Este era um notável entre os judeus (cf. Jo 3, 1). A Escritura diz que ele foi
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encontrar-se com Jesus durante a noite (cf. Jo 3,2) querendo entender e conhecer mais de perto aqueles
sinais que o Senhor operara entre os homens e a favor deles (cf. Jo 2,1-11). Esse elemento cronológico
("noite") apontado pelo evangelista denota como se encontra o interior daquele cuja alma "tem sede de
Deus e do Deus vivo" (cf. Sl 42,3). O Senhor responde-lhe que para compreender todos aqueles sinais
que revelam sua messianidade, necessário se faz nascer novamente (cf. Jo 3,3). Querendo entender os
sinais que Jesus realiza apenas à luz da inteligência, Jesus diz que esse novo nascimento se dá pela
água e pelo Espírito para entrar no Reino de Deus (cf. Jo 3,5). Da mesma forma, a Igreja nos aponta os
sacramentos da iniciação cristã (batismo, crisma e eucaristia) como os alicerces da nossa vida em
Cristo. Tais sacramentos visam iluminar as trevas que constantemente o pecado gera no homem. "A
participação na natureza divina, dada aos homens pela graça de Cristo, comporta uma certa analogia
com a origem, crescimento e sustento da vida natural. Nascidos para uma vida nova pelo Batismo, os
fiéis são efetivamente fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e são nutridos na Eucaristia com o
alimento da vida eterna." (CIC 1212)
Silenciosamente, meditemos: Jo 3,1-5 (5 minutos)
"Em verdade, em verdade, te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino
de Deus" (Jo 3,5)
O Batismo infundiu em mim a vida nova do Cristo.
Com o Batismo foi edificado em mim, pelo Espírito Santo, a habitação da Santíssima Trindade.
O Crisma faz crescer em mim os dons do Divino Espírito e me impele à missão.
A Eucaristia alimenta a fome de eternidade.
Tenho sido "eucaristia" para os meus irmãos?
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Tomou o pão, deu graças, partiu e deu-o a eles dizendo,
'isto é o meu corpo que é dado por vós, fazei isto em minha memória' ".
(Lc 22,19)
Ó Deus, cujo Filho Unigênito se manifestou na realidade de nossa carne,
concedei que, reconhecendo sua humanidade semelhante à nossa,
sejamos interiormente transformados por ele.
Que convosco vive e reina, na unidade do Amém.
(Oração de Coleta - Missa da Festa do Batismo do Senhor)
APROFUNDANDO O TEMA:
No encontro anterior tratamos, de modo geral, sobre os sacramentos. Agora, vamos nos
aprofundar sobre os sacramentos da Iniciação Cristã: Batismo, Confirmação e Eucaristia.
É nesta linha do encontro que queremos apresentar o conteúdo básico dos sacramentos da
iniciação cristã. O Batismo, a Confirmação e a Eucaristia são três sacramentos, mas, nos primeiros
séculos do cristianismo, eram considerados como três sacramentos dados em conjunto, isto é, dados de
uma só vez aos que percorreram um período chamado catecumenato, que durava mais ou menos três
anos e era recebido na vigília do Sábado Santo (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1229-1233).
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Contudo, por motivos pastorais, ocorreu no Ocidente uma separação dos três sacramentos em
três momentos distintos dentro de uma linha cronológica. É importante que não se perca de vista a
íntima união que existe entre estes três sacramentos. Vejamos, então, cada um dos sacramentos de
iniciação:
- O Batismo: é o primeiro dos sete sacramentos e é tido como a porta para os demais. A
Igreja sempre deu uma importância fundamental a este sacramento, tanto que nos primeiros séculos a
preparação era muito exigente.
Pelo Batismo, a pessoa é inserida numa comunidade de fé, representada pelos pais, padrinhos e
pela paróquia onde é recebida. Esta comunidade tem o dever de assumir a responsabilidade pelo
desenvolvimento da fé que se recebe como dom. Por este sacramento, todos os fiéis estão
vocacionados a buscar a santidade, a desenvolvê-la e nela viver como verdadeiros filhos de Deus.
O Batismo é:
- porta de entrada para os demais sacramentos;
- sacramento que confere a fé, como dom;
- sacramento de iniciação cristã;
- sacramento que confere a vida nova ou divina, em Cristo;
- sacramento que incorpora o fiel à Igreja;
- sacramento que perdoa todos os pecados;
- sacramento que une todos os cristãos;
- sacramento que imprime um sinal indelével (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1279-1280).
A matéria do Batismo é a água, que o sacerdote ou outro ministro idôneo derrama sobre a
cabeça do batizando, ao mesmo tempo em que diz as palavras: “... Eu te batizo em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo.” Em caso de necessidade, qualquer pessoa, mesmo não batizada, pode
batizar. A intenção exigida é querer fazer o que a Igreja faz quando batiza e aplicar a fórmula batismal
trinitária (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1256).
- A Confirmação: é o sacramento que aumenta na mesma fé a graça batismal, tornando os fieis
cristãos aptos ao testemunho da fé que receberam e visa o crescimento. Na Confirmação, o Espírito
Santo é dado para firmar bem mais o enraizamento em Cristo e na sua Igreja, exigindo do batizado um
empenho maior para a missão evangelizadora e para dar o bom testemunho de Cristo: por palavras e
obras (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1302-1303).
Este sacramento também é dado uma só vez e, como o Batismo, imprime um marco na alma
que não se apaga, isto é, “o sinal de que Jesus Cristo assinalou um cristão com o selo do seu Espírito,
revestindo-o da força do alto para ser sua testemunha. A matéria da Confirmação é o óleo (santo
crisma) com o qual o crismando é ungido na fronte, pelo Bispo (ministro ordinário), enquanto diz:
“Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus.” No rito da Confirmação, há também a
imposição das mãos: “o Bispo estende as mãos sobre o conjunto dos confirmados, gesto que, desde o
tempo dos Apóstolos, é sinal do dom do Espírito (Catecismo da Igreja Católica, n. 1299).
- A Eucaristia: é o sacramento central da vida cristã e da salvação, pois a iniciaçãocristã,
começada no Batismo e fortalecida na Confirmação, nela encontra o seu momento culminante. A
Eucaristia é “fonte e ápice de toda a vida cristã” [Sacrosanctum Concilium (SC), n. 7]. A Ela todos os
demais sacramentos estão ordenados, “pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da
Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (Presbyterorum Ordinis, n. 5).
Neste sentido, é necessário descobrir que o Santíssimo Sacramento da Eucaristia tem sua fonte
nas próprias palavras e gestos que Jesus realizou na última Ceia, memorial antecipado do mistério de
sua Páscoa. Este ocupa o centro da celebração da missa e é neste sacramento que temos a presença
mais sublime do Senhor.
A matéria da Eucaristia são o pão e o vinho e a forma são as mesmas palavras que Jesus
pronunciou na última Ceia, que o sacerdote repete na Consagração, transformando, pela força do
Espírito Santo, o pão e o vinho em Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. A Eucaristia constitui o
momento sublime da nossa comunhão com Deus e que nos leva à comunhão com os irmãos.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro da criança)
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Trazer para o encontro os seguintes elementos: jarra com água, recipiente com óleo, pedaço de pão e
um pouco de vinho. Dividir os catequizandos em três grupos e entregar a cada grupo um dos elementos (água,
óleo, pão e vinho), pedindo que conversem entre si sobre a importância e o significado destes elementos para
a nossa vida diária. Pedir a cada grupo que anote suas conclusões em folha de papel e depois as apresente em
plenário.
Após a apresentação dos grupos, mostrar que Jesus quis se servir destes sinais para comunicar a vida
de Deus nos três sacramentos, base da nossa vida cristã: o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia.
Utilizando a água, o(a) catequista falará sobre o sacramento do Batismo, destacando os pontos
principais que se encontram no “Aprofundando o tema”.
Sabemos que herdamos de nossos primeiros pais o pecado original. Mas, Jesus nos dá a
chance de “nascer de novo”. Como isso acontece? Vamos descobrir lendo a conversa que Jesus teve
com Nicodemos no livro de João: Jo 3,1-5.
A conversa de Jesus com Nicodemos, trouxe para ele uma novidade: É necessário nascer de
novo, no poder da água e do Espírito Santo.
É isso que o Batismo faz em nós.
Refletindo: Cantemos ao Espírito Santo. Leitura de Jo 3,2-5
1. O que o texto diz? – Um homem procurou Jesus para perguntar o que significava a vida nova. Quando Jesus
disse que era preciso nascer de novo, Nicodemos não entendeu.
2. O que o texto diz para nós? Qual será o tipo de vida nova que Jesus estava falando? O que mostra que uma
pessoa passou a ter uma vida nova, uma vida cheia do Espírito de Deus? Que símbolo Jesus usou nesta
passagem para representar uma vida cheia da graça de Deus? Quando o padre usa na igreja a água pra
mostrar que aquela pessoa está recebendo a graça de Deus?
3. O que o texto nos faz dizer para Deus? – Orações espontâneas
4. O que o texto nos leva a viver? Momento de silêncio e partilha de ações concretas
O Batismo é o primeiro sacramento que recebemos; é o sacramento que dá a Vida Nova. Por
ele começamos a participar da vida de Deus: a vida da graça. Ele é a porta dos demais sacramentos.
O Batismo apaga o pecado original e nos dá a semente da graça. A Santíssima Trindade - Pai,
Filho e Espírito Santo - vem morar em nós.
O Batismo nos torna:
- filhos de Deus;
- irmãos de Jesus;
- morada do Espírito Santo;
- membros da Igreja.
O BATISMO é a porta que abre para nós os tesouros do amor de Deus, mas precisamos
crescer neste amor.
Mostrando o óleo, falar sobre o simbolismo para os cristãos: a força de Cristo que penetra em nós, a
unção que nos consagra a Deus, a alegria que representa. É utilizado em vários sacramentos: Batismo,
Confirmação, Ordem e Unção dos Enfermos. Ressaltar que, no sacramento da Confirmação, derramados de
forma especial sobre os católicos, tornando-os soldados de Cristo, cristãos adultos que precisam testemunhar
sua fé no meio da sociedade.
Para crescer no amor de Deus, somos fortalecidos pelo sacramento da CONFIRMAÇÃO OU
CRISMA. Pela Confirmação, os cristãos participam mais intensamente da missão de Jesus e da
plenitude do Espírito Santo. Por esta unção, recebemos “a marca”, o selo do Espírito Santo.
Mostrando o pão e o vinho, falar que foram os elementos utilizados por Jesus na Última Ceia, quando
instituiu a Eucaristia. Em cada missa, na hora da consagração, o sacerdote repete as mesmas palavras que
Jesus disse, transformando o pão e o vinho no Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus.
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Pela EUCARISTIA, que é o Corpo e o Sangue de Jesus, temos o alimento espiritual que nos
mantém na graça, nos une mais a Deus e nos torna participantes da vida eterna com Deus.
O BATISMO, a CRISMA e a EUCARISTIA são chamados de sacramentos de iniciação cristã,
porque fazem de nós novas criaturas em Cristo e abrem o caminho para nossa santificação.
CELEBRANDO:
Providenciar cruz, bacia com água, tigela com óleo, Círio Pascal ou vela grande, velas para todos os
participantes.
Dividir a turma em grupos. Cada um deles recebe
Catequista: Quando vocês eram ainda pequenos, seus pais e padrinhos os levaram à Igreja para
serem batizados. Com este gesto queriam mostrar sua fé cristã.
TODOS: No dia de nosso Batismo, recebemos a vida de Deus em nós.
Catequista: Vamos refletir sobre alguns símbolos do Batismo. Recebamos a Cruz de Cristo. Entra a
cruz
TODOS:A Cruz é o sinal do cristão.
Catequista: Ao nos dar a água da vida, Jesus sacia a nossa sede de Deus. Entra a bacia com água
TODOS: A água batismal nos lava do pecado original e nos dá a vida de Deus, nos torna
membros da Igreja de Cristo.
Catequista: E a unção com o óleo sagrado? Entra o óleo
TODOS:O óleo nos consagra a Deus e nos dá força para testemunhar Cristo.
Catequista: O Círio Pascal representa a luz de Cristo. Entra o círio pascal
Vamos acender nossas velas no Círio e cantar: Deixa luz do céu entrar...
Acendem-se as velas e canta-se uma música
Catequista: Cada um de vocês quer sua vida iluminada por Jesus?
TODOS: Sim, quero. Minha luz é Jesus e Jesus me conduz pelos caminhos da paz.
Pai nosso...
Canto à escolha do grupo. Ao final, apagam-se as velas.
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ:BEATA LAURA VICUÑA, exemplo de vida cristã No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. No encontro de hoje, vimos a importância dos sacramentos do Batismo, da Confirmação e da
Eucaristia. Agora, de acordo com o que aprendemos sobre cada um deles, escreva a letra B no
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quadradinho cuja frase esteja ligada ao Batismo; C quando for sobre a Confirmação e E sobre
a Eucaristia:
(C) Recebemos força especial do Espírito Santo e aperfeiçoamos nosso Batismo.
(B)Por este sacramento nos tornamos filhos de Deus.
(B) Apaga em nós o pecado original.
(E) Através deste sacramento, recebemos o Corpo e o Sangue de Jesus.
(C) Por esta unção, recebemos a marca, o selo do Espírito Santo.
(E)Por este sacramento, participamos da Ceia do Senhor.
2. Conversa em grupo:
a) Com Nicodemos, Jesus fala que precisamos nascer pela água e pelo Espírito. Quem teve
um encontro pessoal com Jesus passa a viver uma vida nova. Para você, o que significa
viver a vida nova que Jesus nos dá?
b) Para receber o sacramento da Eucaristia, basta participar apenas dos encontros
catequéticos? Que outras atitudes deve ter uma pessoa que realmente deseja receber o
Corpo e o Sangue de Jesus?
ATIVIDADES EXTRAS:
1. Montar um painel na sala com as fotos e lembranças do Batismo que as crianças trouxeram
para o encontro ou montar uma agenda com o dia do batismo de cada criança para ser comemorado
mensalmente no encontro catequético.
2. Os primeiros passos
Fundamentação: Catecismo da Igreja Católica, n. 1212.Preparação: fazer placas com as palavras-chave dos sacramentos da iniciação cristã e escondê-las
previamente no local do encontro. Levar cartolina e durex para compor o cartaz.
Atividade: o catequista explica que escondeu previamente no local do encontro pequenas placas com
os nomes dos três sacramentos da iniciação cristã, outras três com os nomes de elementos essenciais
para a celebração destes sacramentos e mais três com as características de cada um deles. Pedir que
os catequizandos localizem as placas e retornem aos seus lugares. O catequista vai chamando, um a
um, daqueles que encontraram as placas, a completarem o mural-síntese dos sacramentos da
iniciação cristã. Enquanto vai colando as placas no cartaz, faz uma revisão do que já foi aprendido.
ENCONTRO 11 – OS SACRAMENTOS DE CURA
TEXTOS BÍBLICOS: Lc 5,17-26; Tg 5,14
OBJETIVOS:
- Identificar Jesus como Divino Médico do corpo e da alma, cheio de compaixão pelos que sofrem;
- Apresentar os sacramentos de cura, como meios indispensáveis para a recuperação ou intensificação
da vida da graça;
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- Suscitar, no catequizando, o desejo de procurar em Jesus, a cura para as fraquezas e pecados, para o
aumento da vida divina em nós.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Quadro ou folha de papel
Celebrando
- Pedaços de papel, cesta, imagem ou quadro.
Atividade Extra
- Papel e caneta para cada catequizando
MEDITANDO A PALAVRA: Lc 5,17-26; Tg 5,14
Os textos das Sagradas Escrituras testemunham ao longo do ministério público de Jesus o seu
encontro com inúmeros enfermos. A enfermidade, em todos os episódios bíblicos no decorrer da
história da salvação, expressa sempre a limitação e a finitude da vida do homem. Ora, se nos
sacramentos da iniciação cristã o homem recebe a vida nova de Cristo, não podemos deixar de
considerar que esta nova vida nós a trazemos esta vida de Cristo como "um tesouro em vasos de barro"
(cf. 2Cor 4,7) e como recorda o próprio Catecismo da Igreja, vivendo nossa vida terrestre estamos
sujeitos ao sofrimento, à doença e à morte (cf. CIC 1420). "O Senhor Jesus Cristo, médico das nossas
almas e dos nossos corpos, que perdoou os pecados ao paralítico e lhe restituiu a saúde do corpo (cf.
Lc 5,17-26) quis que a sua Igreja continuasse, com a força do Espírito Santo, a sua obra de cura e de
salvação, mesmo para com os seus próprios membros. É esta a finalidade dos dois sacramentos de
cura: o sacramento da Penitência e o da Unção dos enfermos" (CIC 1421). Não podemos perder de
vista, à luz do Divino Espírito, que as nossas enfermidades, nossas dores, nossos sofrimentos, unidos
ao mistério pascal do Senhor crucificado e ressuscitado, não têm proporção com a glória que se
revelará em nós (cf. Rm 8,18).
Silenciosamente, meditemos: Lc 5,17-26; Tg 5,14(5 minutos)
"Homem, teus pecados estão perdoados" (Lc 5,20)
Procuro regularmente o sacramento da reconciliação?
O perdão recebido pelo sacramento da penitência me faz experimentar "um novo batismo".
O sacramento da reconciliação reintroduz o batizado à comunhão com a vida de Deus.
"Alguém dentre vós está doente? mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele,
ungindo com o óleo em nome do Senhor" (Tg 5,14).
Preciso ter plena consciência que em mim existem enfermidades não apenas no corpo, mas
também na alma.
Consigo reconhecer em mim as minhas enfermidades para iniciar um tratamento condizente
com as doenças que eu tenho?
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
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Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
" 'Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me'.
Ele estendeu a mão e, tocando-o, disse: 'Eu quero. Sê purificado!'
e imediatamente a lepra o deixou". (Lc 5,12b-13)
Deus de imensa misericórdia, que não abandonastes o homem ao pecado, mas lhe concedestes a
graça do arrependimento e da conversão, concedei-nos todos os dias chorar nossos pecados e
decidirmos, com sinceridade, voltarmos para vós.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Os sacramentos de cura (Penitência e Reconciliação; Unção dos Enfermos), estão ligados
diretamente ao ministério de Jesus, que manifestou no meio dos homens o amor do Pai.
Jesus, durante a sua existência terrena, passou fazendo o bem e curando toda espécie de
enfermidade (cf. At 10,38), por isto todas as ações e palavras d’Ele são salvíficas, isto é, levam o amor
de Deus que liberta do mal, cura as feridas e restaura os corações. Jesus carregou sobre si as nossas
faltas e perdoou as nossas culpas (cf. Is 52,13 – 53,12). “Por ser o Filho de Deus... diz de si mesmo: ‘o
Filho do homem tem poder de perdoar pecados na terra’ (Lc 5, 24) e exerce esse poder divino: ‘teus
pecados estão perdoados!’ (...). Mais ainda: em virtude de sua autoridade divina, transmite esse poder
aos homens (cf. Jo 20,21-23) para que o exerçam em seu nome” (Catecismo da Igreja Católica, n.
1441).A Igreja, por meio dos sacramentos, continua a obra de Jesus.
“A vontade de Cristo é que toda a sua Igreja seja, na oração, na sua vida e sua ação, o sinal e
instrumento do perdão e reconciliação que ‘Ele nos conquistou ao preço de seu sangue’” (Catecismo
da Igreja Católica, n. 1442). Foi para perdoar os pecados cometidos após o Batismo, que o Senhor
Jesus instituiu, como fruto da sua paixão, morte e ressurreição, o sacramento da Penitência e
Reconciliação. Este sacramento é o momento de reconciliação da criatura humana com Deus, consigo
mesmo, com o próximo, com a Igreja e com a criação.
A Unção dos Enfermos é o sacramento pelo qual, mediante a unção com óleo bento e a oração
do sacerdote, é conferida ao doente a graça de Deus para a saúde sobrenatural da sua alma e, se for
conveniente, a saúde do corpo.
Amigo(a) catequista, a palavra “salvar” implica não só na cura do corpo, mas, acima de tudo, a
cura da pessoa toda, conforme meditamos em Tg 5, 14-15.
“O essencial da celebração deste sacramento consiste na unção da fronte e das mãos do
doente... unção acompanhada da oração litúrgica do presbítero celebrante, que pede a graça especial
deste sacramento.”
Este sacramento é um verdadeiro bálsamo, pois o enfermo não se sente mais sozinho. Neste
momento, Cristo se faz alívio e consolo, visto que Ele próprio vem na força do sacramento para
reconfortar os enfermos com a sua presença redentora.
DESENVOLVENDO O TEMA: (Itálico = livro da criança)
Olá! É Muito bom encontrar vocês.
Após uma introdução sobre o grande poder de cura de Jesus, ler o texto bíblico sugerido: Lc 5,17-26.
Solicitar aos catequizandos que façam um instante de silêncio a fim de meditarem na Palavra ouvida. A
seguir, pedir que digam qual a parte que mais lhes chamou a atenção durante a leitura. Anotar num quadro,
ou folha de papel, as conclusões do grupo.
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Jesus é o amigo de todas as horas. Na alegria e na tristeza Ele caminha ao nosso lado. O
Senhor conhece a natureza humana e não quer que nada impeça a nossa caminhada para o céu, onde
viveremos felizes ao seu lado.
Há muitas pessoas que se encontram enfermas no corpo, na mente e no espírito. Para estar
junto delas neste momento, Cristo nos deu os sacramentos de cura: Penitência e Unção dos Enfermos.
Ler Lc 5, 17-26
Certa vez, um paralítico venceu todas as dificuldades para ir ao encontro de Jesus. Esta
passagem, narrada em Lucas 5,17-26, mostra que nem o pecado e nem a doença podem nos afastar
do Amor de Deus. Ainda hoje, através dos sacramentos da Penitência e da Unção dos Enfermos, Jesus
pode nos curar.
Como é bom ter Jesus ao nosso lado, como médico do corpo e da alma.
Jesus entende que somos fracos e podemos pecar, nos afastando da graça que recebemos no
Batismo. Com seu Coração misericordioso,Ele instituiu o sacramento da Penitência e Reconciliação,
também conhecido como sacramento do perdão.
Nos Evangelhos, vemos quantas pessoas Jesus curou e como tinha amor aos doentes e
pecadores que, cheios de fé, O procuravam.
Jesus tem compaixão dos que sofrem, especialmente dos doentes e quer estar perto deles
através do sacramento da Unção dos Enfermos, para ajudá-los em seus sofrimentos.
Quem pode receber esta Unção?
- O cristão que estiver gravemente enfermo;
- Quando a doença voltar a se agravar, colocando a vida em risco;
- Quando a pessoa estiver velhinha e fraca.
E quem unge os enfermos? O padre ou o bispo.
E nós, o que podemos fazer? Podemos rezar pelos doentes, visitá-los e ajudar neste momento
difícil. Ajudar as famílias da pessoa enferma a procurar um sacerdote.
CELEBRANDO:
Pedir às crianças que escrevam, num pedaço de papel, o nome de alguém que precise da cura de
Jesus, em seu corpo ou sua alma. Colocar os papeizinhos dobrados numa cesta, e colocada numa mesa, ao
lado de uma imagem ou quadro de Jesus. Pedir aos catequizandos que rezem durante a semana, na intenção
das pessoas que foram lembradas no encontro.
CATEQUISTA: Queridos catequizandos, Jesus quer estar ao nosso lado em todos os momentos de
nossa vida, sejam eles tristes ou alegres. Para isso, Ele nos deixou dois sacramentos de cura:
Penitência e Unção dos Enfermos.
LEITOR 1: Querido Jesus, o sacramento da Penitência é fruto do seu imenso amor por nós.
Perdoando os nossos pecados, o Senhor nos dá a graça para vivermos em santidade.
TODOS: Obrigado Jesus, pelo sacramento da Penitência.
LEITOR 2: Querido Jesus, obrigado pelo sacramento da Unção dos Enfermos que nos dá força
na doença e a cura plena, de acordo com a Sua vontade.
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TODOS: Jesus, queremos pedir pelas pessoas que estão doentes, em nossas famílias e em nossa
comunidade.
CATEQUISTA: Digamos o nome de algum conhecido que esteja doente e precisando de nossas
orações...
Pausa para apresentação das intenções de oração.
CATEQUISTA: Querido Jesus, sabemos que a Sua graça dá aos doentes coragem e força para
enfrentar este momento difícil. Que eles possam sentir Sua presença de amor e carregar a própria
cruz.
Agora de mãos dadas, vamos rezar por eles e por todos nós.
TODOS: Pai nosso...
Canto final à escolha
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO CAMILO DE LÉLLIS: Patrono dos Enfermos No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Assinale as frases verdadeiras:
Nós nos reconciliamos com Deus e com o próximo, quando:
( ) não nos preocupamos com os outros;
( x ) perdoamos a quem nos ofendeu;
( x ) fazemos o que Deus nos pede;
( ) criamos desunião entre os colegas;
( x ) pedimos perdão pelo erro que cometemos.
2. Siga as setas para descobrir qual o nome d o sacramento abaixo. Depois responda às perguntas.
Unção dos Enfermos
Quando a pessoa pode receber esse sacramento?
Para que serve?
ATIVIDADES EXTRAS:
1) Ler novamente o texto bíblico e, como sugestão, assistir ao vídeo do Cantinho de Jesus
(Canção Nova): https://www.youtube.com/watch?v=hMqeYj_BXjw
2) Dinâmica: A maca
Material: papel e caneta para cada um
https://www.youtube.com/watch?v=hMqeYj_BXjw
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Desenvolvimento: Distribuir a folha e caneta para todos, e pedir para que cada um desenhe uma maca
em sua folha. E em cada ponta, cada um deve escrever o nome de um amigo que o levaria a Jesus.
Depois pede-se para desenhar outra maca e no meio dela colocar o nome de quatro amigos que levaria
para Jesus.
Partilha das respostas:
- Posso contar com quatro amigos verdadeiros, que não me abandonariam nos momentos difíceis, pois
não me amam pelo que faço, mas, pelo que sou?
- Tenho quatro pessoas que me levantam, se caio, e corrigem, se erro, que me animam quando
desanimo?
- Assumimos nossa condição de amigo de levar nossos amigos até Jesus?
- Há quatro pessoas que podem tocar na porta da minha casa a qualquer hora?
- No trecho do evangelho observamos algumas coisas como o ambiente de amor onde os amigos
carregam o mais necessitado. Os amigos se comprometem caminhar juntos para Jesus, conduzindo o
enfermo para que seja curado por ele. É importante deixar-se servir pelos irmãos e, uma vez curado,
carregar o peso da responsabilidade.
2) Caridade em ação: Sugerir ao grupo a visita a algum doente da comunidade. Combinar o que irão
fazer durante a visita, além de escreverem uma bonita mensagem do grupo. Outra sugestão: Leve
alguns pais ou responsáveis também!
ENCONTRO 12 – OS SACRAMENTOS DO SERVIÇO DA COMUNHÃO
TEXTOS BÍBLICOS: Lc 22,19-20 e Mt 19,3-6
OBJETIVOS:
. Valorizar a busca da vocação pessoal dentro do plano de Deus para cada um;
. Descobrir que Jesus continua transmite o ministério sacerdotal, através Apóstolos do sacramento da
Ordem;
. Fazer compreender que o sacramento do matrimônio solidifica e santifica o amor conjugal e a
família;
. Perceber que ambos os sacramentos nos conduzem para o serviço e a vida de comunhão.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro: - Tiras de papel
Celebrando/Atividade Extra 1: Desenho de uma árvore em um cartaz
Atividade Extra 2: Milho de pipoca e pipoca
MEDITANDO A PALAVRA:
Lc 22,19-20 e Mt 19,3-6
No episódio do encontro de Jesus com os fariseus, no qual estes o indagaram acerca do divórcio, Jesus
respondeu enfatizando o projeto original da indissolubilidade que deve haver entre homem e mulher
que, unidos, possuem a benção do Criador. Vemos, assim, a relevância desta união que Jesus elevou à
dignidade de sacramento. Este sacramento é bem ilustrado por São Paulo na carta ao Efésios quando
ele mesmo afirma que esse mistério é grande e relaciona esse amor conjugal entre os esposos com o
mesmo amor com o qual Cristo amou a Igreja (cf. Ef 5,32). Ao lado desse sacramento que destina-se à
salvação de outrem está o sacramento da Ordem. Tal sacramento é um dom reservado a alguns
homens, e apenas estes, que se consagrando pela causa do Reino de Deus renunciam as suas vidas com
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todos os seus projetos pessoais para seguir mais de perto o Cristo. O Senhor continua chamando
operários para sua messe que é grande (cf. Lc.10,1-9) e, na força do Espírito, dá aos presbíteros a graça
de perpetuar o memorial da Páscoa do Senhor celebrado na última ceia com seus apóstolos (cf. Mt 19,
3-6).
Silenciosamente, meditemos: Lc 22,19-20 e Mt 19,3-6(5 minutos)
"E tomou um pão, deu graças, partiu-o a eles, dizendo: 'Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei
isto em minha memória' ". (Lc 22,19)
A Eucaristia é a manifestação da presença amorosa de Deus no meio dos homens. É a grande
ação de graças da Igreja em favor da humanidade.
Tenho rezado pelos sacerdotes que se entregam por amor para tornar perpétua o memorial da
Páscoa do Senhor?
Rezarei pelos sacerdotes para que sejam fieis a Deus e à sua Igreja.
Na minha oração rezarei pelos jovens que estão discernindo a vocação sacerdotal.
"Portanto, o que Deus uniu, o homem não deve separar" (Mt 19,6b)
Homem e mulher, pelo sacramento do matrimônio, manifestam no mundo o amor de Cristo
com a sua Igreja.
O amor entre os esposos, sacramentado pelo matrimônio, tem que ser cada vez mais um
testemunho para os filhos e para a humanidade, seja na oração, seja na fidelidade um ao outro.
Rezarei pelos casais que passam dificuldade no seu matrimônio.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"E dizia-lhes: a colheita é grande, mas os operários são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da
colheita que envie operários para a sua colheita." (Lc 10,2)
Jesus misericordioso, vós que nos amais sem limites e de nós se compadece em nossas necessidades,
dai-nos a graça de amar e socorrer aqueles que colocais em nossos caminhos.
Vós que viveise reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Caro catequista, este encontro catequético dará uma atenção toda particular aos Sacramentos da
Ordem e do Matrimônio como sacramentos do Serviço da Comunhão.
“Nesses sacramentos, os que já foram consagrados pelo Batismo e pela Confirmação para o
sacerdócio comum de todos os fiéis, podem receber consagrações específicas. Os que recebem o
sacramento da Ordem são consagrados para ser, em nome de Cristo, ‘pela palavra e pela graça de
Deus, os pastores da Igreja’. Por sua vez, ‘os esposos cristãos, são fortalecidos e como que
consagrados por um sacramento especial”(CIC 1535).
“A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo a seus Apóstolos
continua sendo exercida na Igreja até o fim dos tempos; é, portanto, o sacramento do ministério
apostólico. Comporta três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.”(CIC 1536).
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a) Os Bispos: “Os Bispos, como sucessores dos apóstolos e membros do Colégio, participam da
responsabilidade apostólica e da missão de toda a Igreja, sob a autoridade do Papa, sucessor de São
Pedro”(CIC 1594).
b) Os Presbíteros: Unidos aos Bispos, são chamados a serem seus cooperadores. São encarregados do
Bispo para estar à frente de uma comunidade paroquial ou desempenhar uma determinada função da
Igreja”(cf. CIC 1595).
c) Os Diáconos: Pela imposição das mãos do Bispo, recebem o ministério ordenado para o serviço da
Igreja. “A ordenação lhes confere funções importantes no ministério da Palavra, do culto divino, do
governo pastoral e do serviço da caridade, tarefas que devem cumprir sob a autoridade pastoral de seu
Bispo”(CIC 1596).
“O rito essencial do sacramento da Ordem consta, para os três graus, da imposição das mãos pelo
Bispo sobre a cabeça do ordenando e da oração de consagração específica que pede a Deus a efusão do
Espírito Santo e de seus dons apropriados ao ministério para o qual o candidato é ordenado.”(CIC
1573). “A ordenação imprime um caráter sacramental indelével”(CIC 1597).
Caro(a) catequista, o sacerdócio deve ser promovido em nossas catequeses como uma vocação
sublime, singular. No entanto, há outras formas de servir totalmente a Deus. Assim, temos as vocações
para religiosos e religiosas que, através de votos de pobreza, obediência e castidade doam-se a Deus e
aos irmãos. Há também os leigos consagrados, os pertencentes a institutos seculares e novas
comunidades que agregam consagrados e leigos que vivem determinado carisma.
Em relação ao matrimônio, sabemos que a união entre um homem e uma mulher, existe desde as
origens (Gn 2,24). O casamento foi elevado ao grau de sacramento, em Cristo. Os esposos são um para
o outro, os ministros da graça de Cristo e se conferem mutuamente o sacramento do matrimônio.
Manifestam um ao outro, na presença de testemunhas (comunidade, padrinhos e sacerdote), o desejo
livre de doação recíproca de modo definitivo, a fim de viver uma aliança que se traduz em serviço e
comunhão de um amor fiel e fecundo, aberto à procriação e ao bem estar mútuo”(Cf. CIC 1623; 1662).
Em nossa sociedade, lidamos, muito frequentemente, com filhos de pais separados ou em segunda
união. É importante uma grande caridade pastoral a fim de acolher a todos. Ainda que haja limitações
quanto à vivência sacramental dos casais em uniões irregulares, estes devem ser tratados com amor e
compreensão, a fim de se sentirem acolhidos na comunidade eclesial.
Nossa catequese deve apresentar os vários tipos de estados de vida. Uma boa orientação pode
despertar o coração dos catequizandos para a necessidade de se colocar à disposição do chamado de
Deus.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequista)
Após carinhosa acolhida e oração inicial, começar o encontro perguntando se os catequizandos já
pensaram alguma vez, sobre o plano que Deus tem para cada um deles.
Após a conversa inicial, apresentar o sentido de vocação, como chamado de Deus, tendo em vista não
apenas a realização pessoal, mas o serviço ao próximo.
Em seguida, apontar os Sacramentos da Ordem e do Matrimônio, como meios de viver em serviço e
comunhão a Deus e aos irmãos.
Pedir que escrevam, numa tira de papel, o que representa para cada um deles a vida do sacerdote e a
vida de um casal que deseja receber o Sacramento do Matrimônio.
A partir, da contribuição dos catequizandos e com base na fundamentação do encontro, apresentar os
sacramentos da Ordem e do Matrimônio, utilizando também os textos bíblicos sugeridos.
Encaminhar a conversa para a ideia de que a vocação é um chamado muito importante que Deus faz a
cada um. É como uma semente que precisa ser cultivada com cuidado para não morrer. Toda vocação precisa
da graça de Deus e do nosso esforço para que ela possa se desenvolver e dar frutos.
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Jesus instituiu os sacramentos, que são os sinais de sua presença nas etapas de nossa vida.
Vamos conhecer dois sacramentos muito especiais. Você sabe por que? Porque eles existem para o
serviço ao próximo.
Os sacramentos de Serviço à Comunhão são: Ordem e Matrimônio.
Muitas pessoas, depois de terem sido iniciadas na vida cristã, sentem-se chamadas por Deus a
servir através de um desses sacramentos.
O Sacramento da Ordem: a missão da pessoa que recebe esse sacramento (bispo, padre e
diácono), é de servir a comunidade em nome de Cristo. Ministro ordenado realiza sua missão ao
ensinar, celebrar e conduzir o povo de acordo com o plano de Deus.
Cristo quis nascer e crescer dentro de uma família. A família é muito importante, porque é
dela que surgem vocações para a Igreja e o mundo.
O Sacramento do Matrimônio: No matrimônio cristão, o noivo e a noiva deixam suas casas e
se unem para formar uma nova família. Com as bênçãos de Deus, servem um ao outro e aos filhos que
nascerem do amor entre eles.
Jesus Cristo, através do sacramento do matrimônio, fortalece a união do casal. Que Jesus te
ilumine e te ajude a descobrir sua vocação!
“Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e constituí para que vades e produzais
fruto, e o vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 16)
Catequista, explicar que existem os diáconos transitórios que depois serão ordenados sacerdotes e os
diáconos permanentes que, em geral, são casados mas também sentiram um chamado viverem o terceiro
grau do sacramento da Ordem.
CELEBRANDO:
Querido (a) catequista, esta celebração vai precisar que você realize a atividade extra que se encontra ao final
deste encontro. Escolha também músicas bem apropriadas ao tema de hoje.
Cântico vocacional à escolha do grupo
Catequista: Cada um é chamado por Deus a para realizar o seu plano de amor. Precisamos
responder a este chamado com fé. Em primeiro lugar, o Senhor nos chama à vida.
TODOS: A vida é um dom de Deus que precisamos cuidar com carinho.
Leitor 1 – Deus nos chama para sermos seus filhos pelo Batismo.
Colocar no mural o cartaz com a árvore
Leitor 2 – A vocação é como uma semente confiada pelo Senhor, para que dê frutos.
TODOS: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi.” (Jo 15, 16)
Catequista: Alguns são chamados para uma doação total à Igreja através do sacramento da Ordem:
são os bispos, sacerdotes e os diáconos.
Colar na árvore os frutos referentes a estas pessoas
Leitor 3: Os chamados à vida matrimonial procuram servir Deus na família e na sociedade.
Colar na árvore os frutos referentes a estas pessoas
Leitor 4: Os religiosos e as religiosas vivem seu cristianismo consagrando sua vida a Deus e ao
serviço dos irmãos.
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Colar na árvore os frutos referentes a estas pessoas
Leitor 5: Os cristãos leigos também são importantes evangelizadores no mundo do trabalho, nas
famílias e na sociedade.
Colar na árvore os frutos referentes a estas pessoas
TODOS: Todos são necessários na construção do Reino de Deus.
Catequista: Deustambém chama todos nós para uma missão. Qual será nossa resposta?
TODOS: Queremos dizer sim ao chamado de Deus e ser instrumentos de amor e paz.
Cântico final à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE: mártir da caridade No livro do
catequizando
ATIVIDADES:
1. O Sacramento da Ordem é dado em três graus: Os bispos, que são os sucessores dos
apóstolos junto com o Papa, que é o Bispo de Roma; os padres, auxiliares do Bispo; estão à
frente de paróquias ou realizam outra função na Igreja, para o bem do povo de Deus e os
diáconos que servem ao Povo de Deus. Como é bom viver na Igreja! Desenhe e escreva
abaixo o nome do Papa, do bispo de sua diocese, do padre de sua paróquia e do diácono (se
houver).
2. Complete a cruzadinha com os valores que ajudam a construir uma família cristã:
COMPREENSÃO – ALEGRIA – ORAÇÃO – PERDÃO – PACIÊNCIA – AMOR –
DEDICAÇÃO – OTIMISMO – COLABORAÇÃO – RESPEITO
C O M P R E E N S Ã O
C O L A B O R A Ç Ã O
R E S P E I T O
O R A Ç Ã O
A L E G R I A
O T I M I S M O
P E R D Ã O
P A C I Ê N C I A
D E D I C A Ç Ã O
A M O R
ATIVIDADES EXTRAS:
1) Preparando a celebração: Desenhar, num cartaz uma árvore, que deverá ser colocado no chão,
com os catequizandos em círculo.
. Distribuir para cada catequizando os “frutos” da árvore, onde estarão escritos um tipo de vocação
(sacerdote, religiosa, leigo, casado, casada, etc.). Pedir aos catequizandos que escrevam no seu “fruto”
o nome de alguém que viva bem sua vocação, dando bonito testemunho cristão.
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A seguir, iniciar a celebração, onde os “frutos” serão colados na árvore aos poucos, conforme
foram sendo nomeados os vários tipos de vocação.
2) Dinâmica da Pipoca
Material: milho de pipoca sem estourar e pipoca para comer, se houver possibilidade levar pipoca
pronta.
Desenvolvimento:
- Cada um recebe um grão de pipoca crua, pedir que coloquem na palma da mão. Que olhem bem para
o pequeno grão e sobre o que ele representa: O que é um grão de pipoca? Que mensagem ele pode dar
para minha vida?
- Convidar que falem com breves frases o que meditaram, vendo o grão da pipoca.
- Conversar: Se deixarmos que cada um ficasse com o grão, o que aconteceria? Dá para fazer pipoca
com um só grão de milho? Para se tornar pipoca o que deve acontecer? Precisamos de: panela, óleo,
grãos, sal e fogo. A panela é como a comunidade eclesial que nos transforma em filhos de Deus. O
fogo que representa o do Espírito Santo. O óleo representa a unção que recebemos no batismo. O sal
nos lembra a perseverança na fé.
- Observando este grão podemos entender o que é vocação. Os grãos que passaram por uma
transformação. Eles representam cada um de nós. Não tem uma pipoca igual à outra. Cada pessoa tem
a sua vocação específica. Este deve ser o projeto para cada um de nós. Todos temos uma vocação que
devemos descobrir conforme crescemos. Deus quer que cada um de nós se desenvolva em sua
vocação. Para isso é importante a oração, a leitura da Palavra, a vida na comunidade paroquial e um
adulto (padre, pais, grupo vocacional) que dê orientação.
ENCONTRO 13: A VIDA DE DEUS EM NÓS
Catequista, sugerimos que, a partir deste encontro o Ato de Contrição possa ser realizado toda
semana, até o dia em que os catequizandos receberão o Sacramento da Penitência., de modo que o
mesmo possa ser interiorizado pelas crianças. Evidentemente, uma prece espontânea de
arrependimento também pode ser proclamada, mas é recomendável que os catequizandos conheçam
as orações próprias da Igreja para este momento de reconciliação com Deus.
TEXTO BÍBLICO: Jo 8,2-11 / Ef 1, 3-4.7
OBJETIVOS:
- Reconhecer Jesus misericordioso que perdoa todo e qualquer pecado, desde que haja arrependimento;
- Despertar a confiança em Jesus e o desejo de buscar o seu perdão.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- Mesa com a Bíblia, vela, flores
Atividade Extra
- Garrafas pet coloridas ou encapadas, bola comum ou de meia
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 8, 2-11
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Acerca das responsabilidades pessoais pelas quais cada homem responderá por suas atitudes, o
profeta Ezequiel, movido pelo Espírito de Deus, exortava os que viviam no seu tempo: "eu não tenho
prazer na morte de quem quer que seja, oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!" (Ez
18,32). À luz desse texto profético, meditamos também o texto evangélico da mulher adúltera. Estando
Jesus no Templo ensinando àqueles que o procuravam, foi interrompido pelos escribas e fariseus que
trouxeram uma mulher flagrada em adultério e, expondo-a no meio, queriam a todo custo que a Lei de
Moisés fosse cumprida, isto é, que a mulher infiel morresse (cf. Lv 20,10; Dt 22,22-24). Tudo isso
com o objetivo de pôr Jesus à prova a fim de acusá-lo. Jesus, sabedoria encarnada do Pai, lhes diz que
"quem estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra" (Jo 8,7). Aqueles homens, acusados
pela sua própria consciência "foram saindo um após o outro, a começar pelo mais velhos" (cf. Jo 8,9) e
a mulher adúltera permaneceu a sós com o Cristo. Sem a condenação desejada pela dureza dos
corações dos escribas e fariseus, aquela mulher experimenta de Jesus a sua absolvição quando ele lhe
disse: "Nem eu te condeno. Vai, de agora em diante não peques mais" (Jo 8,11). Jesus disse isso à
mulher quando percebeu que aqueles homens aparentemente religiosos, "cujas bocas estão cheias de
unção, mas no seu coração só tramavam a guerra" (cf. Sl 55(54),22), não a condenaram. De Jesus
experimentamos unicamente a salvação. De seus lábios suas palavras ecoam a voz profética: "eu não
tenho prazer na morte de quem quer que seja, oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!" (Ez
18,32). Ouvindo a voz do Cristo Mestre, todos os homens deveriam examinar a sua consciência e,
acusados por ela de seus pecados, implorar ao Cristo que ele "venha em nosso auxílio e nos socorra
sem demora" (cf. Sl 70(69), 2). Essa atitude de exame sobre si mesmo o Catecismo da Igreja Católica
apresenta como um passo para a conversão. Esta "requer que se lance luz sobre o pecado, contém em si
mesma o julgamento interior da consciência. Pode-se ver nisso a prova da ação do Espírito de verdade
no mais íntimo do homem, e isso se torna o início de um novo dom da graça e do amor: Recebei o
Espírito Santo" (CIC 1848).
Silenciosamente, meditemos: Jo 8,2-11 (5 minutos)
"Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante delito de adultério. Na Lei, Moisés nos ordena
apedrejar tais mulheres. Tu, pois, o que dizes?" (Jo 8,4-5).
Minha atitude diante das fraquezas do meu próximo, geralmente é de condenação ou de
absolvição; de julgamento que visa a morte ou de compaixão que visa a salvação?
Preciso aprender a ter compaixão pelo meu próximo.
"Saíram um após o outro, a começar pelo mais velhos" (cf. Jo 8,9).
Faço diariamente um exame de consciência sobre a minha vida à luz dos mandamentos e da
Palavra de Deus?
"Nem eu te condeno. Vai, de agora em diante não peques mais" (Jo 8,11).
A conversão não pode ser apenas uma atitude pontual na minha vida, mas um exercício diário e
constante.
Faço algum propósito de mudança de vida após receber de Deus o perdão através do
sacramento da reconciliação?
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
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Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Revesti-vos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, loganimidade,
suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos mutuamente,
se alguém tem motivo de queixa contra o outro;
como o Senhor vos perdoou, assim também fazei vós."
(Col 3,12-13)
"Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade,
vós nos indicastes como remédio contra o pecado.
Acolheiesta confissão da nossa fraqueza para que,
humilhados pela consciência de nossas faltas,
sejamos confortados pela vossa misericórdia.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - 3º Domingo da Quaresma)
APROFUNDANDO O TEMA:
Quando lemos os Evangelhos, percebemos que Jesus manifestou o “rosto” do Pai e o seu amor
para com os homens. Encontrar Jesus é ter a grande ocasião de obter nova vida. Ele mesmo disse: "Eu
vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10). E isso foi o aconteceu com a
mulher adúltera. Ela recebeu de Jesus nova vida. Este encontro pretende apresentar o perdão de Jesus
para com aquela mulher apanhada em adultério. A misericórdia do Senhor é infinita, é maior do que as
nossas misérias.
O pecado é uma ofensa feita a Deus e ao próximo; é um afastar-se de Deus e uma conversão à criatura.
Ele é um desvio que o homem toma quando se afasta do caminho do Senhor.
Observando o mundo à nossa volta, percebe-se que o ser humano, em geral, está perdendo a
consciência do pecado, ou, quando não, vê pecado somente nas atitudes dos outros, e com isto,
engana-se a si mesmo (cf. 1 Jo 1,8-9). Assim falou o Papa Pio XII: “O pecado do nosso século é a
perda do sentido do pecado.”
O pecado têm consequências no homem, maiores ou menores, dependendo da sua gravidade e
da culpabilidade daquele que o comete. É certo, porém, que o pecado, dito grave, afasta o homem de
Deus e destrói a caridade em seu coração.
Então, o pecado grave produz:
1) O afastamento do homem em relação a Deus;
2) A perda da graça e amizade de Deus;
3) Endurece o coração do homem para as boas obras;
4) Aumenta o egoísmo, tornando o homem insensível;
5) Mancha o corpo e a alma, habitação e tabernáculo do Espírito Santo. É como um convite
indelicado para que ele se retire do seu coração;
6) Torna o homem novamente escravo das suas próprias paixões, enfraquecendo a sua
consciência moral.
“Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo:
Tenha como objeto uma matéria grave;
Tenha sido cometido com plena advertência da consciência;
Tenha sido cometido deliberadamente” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1857/58).
O pecado venial não é uma falta grave, de modo que não apaga a graça santificante, nem
destrói a caridade no homem, mas a enfraquece. Ocorre quando não há um pleno consentimento da
vontade. Basta que falte uma das três condições apresentadas para que ocorra o pecado venial.
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Contudo, “a repetição dos pecados, mesmo veniais, produz os vícios, entre os quais avultam os
pecados capitais” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1876). São eles: soberba, avareza, luxúria, ira,
inveja, gula, preguiça. Estes pecados são “capitais” porque geram outros pecados, outros vícios.
Caro catequista, “o pecado(...) é sempre um ato da pessoa, porque é um ato de um homem,
individualmente considerado, e não propriamente de um grupo ou de uma comunidade. (...)
Entretanto, “falar de pecado social quer dizer, (...) que o pecado de cada um se repercute, de algum
modo, sobre os outros. (...)“Estes são uma ofensa a Deus porque ofendem o próximo. (...) Neste
sentido, é social o pecado contra o amor do próximo, (...) todo pecado cometido contra a justiça, (...)
todo pecado cometido contra os direitos humanos. (...) todo pecado contra o bem comum, (...) todo
pecado de comissão e de omissão. (...) O pecado de omissão acontece quando deixamos de fazer o bem
que estava ao nosso alcance.” (cf. Reconciliatio et Paenitentia, n. 16).
Para nos socorrer, Deus nos restitui a graça pela obra redentora de Cristo. A graça, então, é o
favor divino que recupera no homem a amizade perdida com o pecado, tornando-o novamente íntimo
de Deus. (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1999). Esta deve ser Boa Nova do encontro de hoje!
DESENVOLVENDO O TEMA:
Olá, pessoal!
Legal a gente poder se encontrar e aprender um pouco mais com Jesus!
Jesus sempre se preocupou com a felicidade de todas as pessoas, por isso estava sempre atento ao que
acontecia à sua volta. E você?
No noticiário, escutamos muitas notícias tristes, mas Jesus traz a paz. Complete o desenho ao lado,
com uma boa que você gostaria de ouvir.
Pedir para partilharem os fatos que cada um escreveu. Perguntar se os catequizandos já
pensaram na causa de todas estas notícias tristes. Durante a conversa e a partir das respostas de cada um,
ressaltar que as noticias que nos deixam tristes, podem ser fruto do afastamento de Deus, fruto do pecado.
Agora pense: Se Deus criou cada filho por amor e deseja que todos sejam felizes, por que
tantos sinais de morte estão por aí? A violência, a injustiça, o sofrimento vem de Deus? Com certeza
não. De onde vem, então?
O mal no mundo vem do afastamento de Deus.
O pecado pode ser grave ou menos grave, mas é sempre pecado. O pecado grave chama-se
Pecado Mortal e o menos grave chama-se Pecado Venial.
O pecado mortal destrói o amor no coração de quem desobedece gravemente a lei de Deus.
Três condições para acontecer o pecado grave:
erro grave: falta cometida contra um dos dez mandamentos
plena consciência: eu sei que é errado
plena liberdade: mesmo sabendo que é errado, quero fazer.
O pecado venial não destrói totalmente o Amor de Deus em nós. Não quebra a aliança com
Deus, mas enfraquece a vida da graça.
Não podemos desanimar. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo! Ele é o
único que tem o poder de nos fazer viver na graça de Deus! Jesus não veio para nos acusar porque
somos pecadores, mas sim nos dar a chance de uma vida nova.
Na Bíblia nós encontramos um lindo exemplo em Jo 8,3-11
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Refletindo a Palavra: Quem apresentou mais sinais de vida? (Jesus)
Como Jesus nos olha olhou aquela mulher? Como os fariseus ou com misericórdia?
O que Jesus, hoje, diria para você? Eu não te condeno, mas não tornes a... (A fazer o quê?)
Jesus está sempre pronto a perdoar o pecado, como fez com essa mulher. Devolveu à ela a
esperança de uma vida nova. Ao perdermos a graça de Deus, temos condições de recuperá-la através
do arrependimento sincero, do Sacramento da Confissão e do propósito de evitar o mal.
CELEBRANDO:
O(a) catequista medita com seus catequizandos o texto de Efésios 1, 3-4.7
Preparar a mesa com a Bíblia, vela acesa e flores. Começar com um canto que fale sobre vida nova.
CATEQUISTA: Vamos meditar com um lindo texto de São Paulo aos Efésios(Ef 1, 3-4.7). Ele nos
fala da vida nova que Jesus nos traz!
Leitor 1: Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos
abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo.
Entrada do Crucifixo
TODOS: Bendito sejais vós, nosso Pai, que nos abençoastes em Cristo!
Leitor 2: Foi em Cristo que Deus Pai nos escolheu, já bem antes de o mundo ser criado,
para que fôssemos, perante a sua face, sem mácula e santos pelo amor.
TODOS: Bendito sejais vós, nosso Pai, que nos abençoastes em Cristo!
Leitor 3: É nele que nós temos redenção, dos pecados remissão pelo seu sangue.
TODOS: Bendito sejais vós, nosso Pai, que nos abençoastes em Cristo!
Leitor 4: Sua graça transbordante e inesgotável, Deus derrama sobre nós com
abundância.
TODOS: Bendito sejais vós, nosso Pai, que nos abençoastes em Cristo!
CATEQUISTA: Vamos agradecer ao Senhor, cantando... (canto de ação de graças)
Canto de agradecimento
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
Neste momento, incentivar a que identifiquem na passagem bíblica os valores que são “sinais de vida” e os
“sinais de morte”. Se for preciso, dê um exemplo.
Alguns sinais de morte: acusar, apedrejar, condenar, se achar melhor q o outro, humilhar...
Sinais de vida: não julgar, não acusar, não condenar, ajudar a quem precisa, ter compaixão, misericórdia,
ensinar o queé certo, corrigir...
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AMIGO DE FÉ: SÃO DOMINGOS SÁVIO: pequeno gigante No livro do catequizando
ATIVIDADES :
1. Escolha a frase que completa corretamente o texto:
a) O mundo tem muito erro e maldade porque...
( ) Deus fez o mundo assim
( x ) as pessoas nem sempre vivem segundo o plano de Deus
b) Fazer o contrário do que Deus ensina, traz sofrimento porque...
( ) Deus castiga
( x ) não se pode ser feliz sem amor e Deus é amor
c) Pecado é isso: as pessoas usam a liberdade que Deus dá para...
( ) fazer o que Deus pede
( x ) deixar de amar a Deus e aos irmãos
2. Jesus não condenou a mulher, ao contrário disse: “Vai e não peques mais” (Jo 8,11). O
Senhor está sempre pronto a perdoar. Escreva um agradecimento pelo perdão que Ele nos
dá.
ATIVIDADES EXTRAS:
1. Boliche de Jesus
Tema: Jesus perdoa os pecados
Material: garrafas pet coloridas ou encapadas, uma bola comum ou bola de meia.
Garrafas: representam ocasiões de pecado
Bola: representa o perdão de Jesus.
Desenvolvimento: Nas garrafas deverão ser escritos sentimentos que podem nos levar a pecar. Ex:
ódio, inveja, mentira, egoísmo, vaidade, preguiça, falta de oração, ciúme, desobediência, violência,
bullying, etc.
Durante o jogo, esse sentimentos citados serão derrubados pelo perdão que Jesus nos concede (bola).
Ganha quem conseguir “derrubar” o maio número de sentimentos e ações ruins, com o perdão de
Jesus.
2. Dramatizar a passagem do encontro de Jesus com a mulher adúltera.
3. Sugestão: Conhece a música “Pequeno Gigante” da Canção Nova? É uma boa sugestão para este encontro,
pois resume a vida de S. Domingos Sávio.
ENCONTRO 14: JESUS VAI AO ENCONTRO DOS PECADORES
TEXTO BÍBLICO: Lc 19,1-10
OBJETIVOS:
- Definir o significado de conversão e mudança de vida;
- Apresentar Jesus, como aquele que vai ao encontro dos pecadores revelando o rosto misericordioso
do Pai, sempre pronto a acolher e perdoar;
- Apresentar os efeitos de um coração convertido: paz, alegria, reconciliação com Deus e os irmãos;
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- Suscitar o desejo do perdão de Deus para nossa vida pessoal e de conversão.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Quadrados de papel com as imagens: joinha ou não gostei, placa de permitido/proibido estacionar,
sinais de semáforo (vermelho, amarelo, verde), envelopes
Celebrando
- Desenho de um grande coração fechado e um aberto conforme modelo, pequenos corações de
cartolina vermelha
MEDITANDO A PALAVRA:
Lc 19,1-10
Por onde Jesus passa, ele passa fazendo o bem. Essa afirmação nós a encontramos na Anáfora
Eucarística VI-D do Missal Romano, cujo prefácio afirma sobre o Cristo que "sempre se mostrou
cheio de misericórdia pelos pequenos e pobres, pelos doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos
perseguidos e marginalizados". Esse testemunho que Jesus sempre deu foi para revelar ao mundo, com
palavras e gestos, o amor misericordioso do Pai. Esse amor misericordioso experimentado pelos
doentes do corpo e da alma, sempre tem como objetivo manifestar a salvação que vem de Deus. Esta
experiência de salvação tem sempre como ponto de partida o encontro de Cristo com o pecador. Este,
por sua vez, abandonando o caminho da iniquidade e arrependido do mal que fez, volta-se para Deus.
Assim aconteceu com Zaqueu. Rico e chefe dos publicanos, função considerada a pior entre todos
pecadores, ele era odiado pelos judeus. Sabendo que Jesus passava por Jericó, ele procurou com todas
as suas forças ver Jesus. Sendo Zaqueu de baixa estatura (cf. Lc 9,3), encontrou diante de si uma
dificuldade: a multidão que ali estava o impedia de ver aquele que "faz novas todas as coisas" (cf. Ap
21,5), Por isso, Zaqueu sobe num sicômoro para poder ver melhor Jesus. Zaqueu vê Jesus ali passando;
melhor ainda, é Jesus quem levanta os olhos e vê Zaqueu. O olhar de Jesus fita aquele pecador público
e manifesta a ele o seu desejo de entrar na sua casa para ali ficar. Mais do que permanecer nos limites
geográficos da casa de Zaqueu, Jesus quer entrar e permanecer na sua vida, para recuperar aquele que
estava perdido e foi reencontrado (cf. Lc 15, 24.32). A alegria deste encontro de Zaqueu com o Senhor
é tão grande que ele, chefe dos publicanos, decide reparar todo o mal que ele fez restituindo quatro
vezes mais o que ele roubou. Cristo sempre manifestará sua misericórdia para com os pecadores a fim
de dar a sua salvação àqueles que se encontram longe "do Caminho, da Verdade e da Vida" (cf. Jo
14,6).
Silenciosamente, meditemos: Lc 19, 1-10 (5 minutos)
"Quando Jesus chegou ao lugar, levantou os olhos e disse-lhe: 'Zaqueu, desce depressa, pois hoje
devo ficar em tua casa' ". (Lc 19,5)
O Senhor olhou para mim e me chamou.
Seu olhar é um olhar curativo.
Jesus quer entrar hoje na minha vida e fazer comigo uma nova história. Uma história de
salvação.
"Ele desceu imediatamente e recebeu-o com alegria" (Lc 19,5)
Preciso "descer" do meu orgulho para ir ao encontro do Cristo que quer me salvar.
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Quem o recebe em sua vida, a alegria, fruto do Espírito Santo, supera qualquer mal.
"Zaqueu, de pé, disse ao Senhor: 'Senhor, eis que dou a metade de meus bens aos pobres, e se
defraudei a alguém, restituo-lhe o quádruplo' ". (Lc 19, 8)
Quem faz a experiência de se encontrar com Jesus em sua vida, ou seja, uma experiência de
conversão, de mudança de vida, deve ter em seu coração o desejo de reparar o mal que fez,
conforme o testemunho de Zaqueu.
Que mal eu fiz e devo, arrependido, repará-lo?
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Convertei-vos e abandonai todas as vossas transgressões. Não torneis a buscar pretexto para fazerdes
o mal. Lançai fora todas as transgressões que cometestes,
formai um coração novo e um espírito novo." (Ez 18, 30b-31)
"Ó Deus, que recompensais os méritos dos justos e
perdoais aos pecadores que fazem penitência,
sede misericordioso para conosco:
fazei que a confissão de nossas culpas alcance o vosso perdão
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - 4ª-feira da 4ª Semana da Quaresma)
APROFUNDANDO O TEMA:
Querido(a) catequista, vamos tratar neste encontro de conversão e mudança de vida.
Jesus iniciou o seu ministério público, anunciando a Boa Nova do Reino de Deus e chamando
os homens à conversão: “completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; convertei-vos e crede
no Evangelho" (Mc 1,15). Jesus veio, como enviado do Pai, para reconciliar todas as coisas. Sua
pregação tocava o coração dos ouvintes, pois era um apelo à conversão. Ele queria que os homens
retornassem para Deus, mudando de vida, isto é, deixando a vida de pecado para abraçar vida da graça.
É muito importante perceber os passos que levaram Zaqueu à conversão. Sem dúvida alguma, o
dado principal foi o encontro com a pessoa de Jesus que, através da sua palavra e dos seus gestos,
manifestava o amor misericordioso de Deus, fazendo sentir a todos o convite e a espera do Pai, que
deseja a salvação de todo homem.
Com a conversão, retorna a paz e a alegria; e o homem vê a sua história com novo rumo,
novamente voltada para o ideal de realização e de felicidade, que foram perdidos pelo pecado, tido
como causa e raiz de todo mal e que afeta o profundo de cada ser humano. É aderindo a Cristo e à sua
mensagem, isto é, convertendo-se a Ele, que o homem estará agindo de acordo com o plano original de
Deus.
Jesus conhece em profundidade o coração do homem e as dificuldades que ele encontra para
ser feliz. Por isso busca levar os seus ouvintes a se abrirem ao amor de Deus, o único capaz de penetrar
eficazmente e de recriar a vida das pessoas, transformando-as em novas criaturas.
Diantedesta realidade, a catequese busca levar os homens à conversão, situando-a dentro do
itinerário que cada um deve percorrer no dia-a-dia, pois a conversão é um processo diário, que
manifesta a necessidade de não nos afastarmos dos desígnios de Deus .
O Catecismo da Igreja Católica, falando do anúncio do Reino de Deus, afirma: “Jesus convida
os pecadores à mesa do Reino: ‘ Não vim chamar justos, mas pecadores’ (Mc 2,17). Convida-os à
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conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mas mostrando-lhes, com palavras e atos, a
misericórdia sem limites do Pai por eles e a imensa ‘ alegria no céu por um único pecador que se
arrepende’ (Lc. 15,7). A prova suprema deste amor será o sacrifício da sua própria vida ‘em remissão
dos pecadores’ (Mt 26,28)” (Catecismo da Igreja Católica, n. 545).
Como é atual o tema da conversão, sem a qual não se pode perceber a novidade que Jesus veio
trazer ao mundo. Este encontro pode ajudar os catequizandos a perceberem a importância dos valores
cristãos e, ao mesmo tempo, fazer com que busquem viver a fé através de ações diárias, orientadas
segundo o plano amoroso de Deus.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequizando)
Olá, pessoal!
Louvado seja Jesus, que coloca em nosso coração o desejo de continuar conhecendo mais e mais a sua
Vida e seu Amor por nós.
Catequista, você pode iniciar o encontro distribuindo quadrados de papel com as imagens: joinha ou
não gostei; proibido estacionar, emoticons com várias expressões (alegre, zangado, triste, etc...). Distribuir os
papéis com a turma sentada em círculo. Pedir que cada catequizando escolha dois quadrados com sinais
diferentes: um para significar como seria a vida de uma pessoa que se afasta de Deus e outro para representar
a vida desta mesma pessoa quando se volta para Deus, recebendo o seu perdão. Deixar que cada
catequizando expresse e justifique sua escolha.
Observação: É muito importante que cada catequizando expresse sua opinião sem ser direcionado para a escolha deste
ou daquele. Não há escolha melhor ou pior, certa ou errada. O importante é que o catequizando possa fazer um contraste
entre a vida longe de Deus e a vida em união com Deus.
Após a apresentação de cada catequizando, o catequista falará de como é ruim e difícil uma vida longe de Deus..
Jesus veio ao mundo trazendo o perdão. Quando nos arrependemos, recebemos a força do
Espírito Santo para nos converter.
É muito bom quando isto acontece, pois voltamos à comunhão com Deus. Estar na presença de
Deus é maravilhoso!
Veja o que aconteceu com Zaqueu. Ele era conhecido pela vida errada que levava. Jesus foi ao
encontro dele e sua vida mudou. Vamos ler essa história em Lucas 19,1-10.
“Zaqueu, desce depressa porque é preciso que eu fique hoje na sua casa” (Lc 19,5)
E para entendermos melhor esta passagem, primeiro, peçamos:
“Vem, Espírito Santo, me iluminar. Ajude-me a entender o que Deus quer falar!”
Ler Lc 19,1-10
Agora, vamos imaginar como era a vida de Zaqueu antes do encontro com Jesus.
E, depois do encontro com Jesus, como será que ele passou a viver?
Conhecer Jesus traz tanta alegria, que Zaqueu desceu da árvore para recebê-lo em sua casa.
Ele não queria perder esta chance! Durante a conversa, ele foi descobrindo que algumas coisas que
fazia não eram corretas.
Para mudar de vida, Zaqueu resolveu devolver o que havia roubado e ajudar aos pobres. Esta
mudança que aconteceu com ele, também acontece com todas as pessoas que abrem seu coração à
graça de Deus.
- “Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres, se tiver defraudado alguém, restituirei
o quádruplo.”
“Hoje entrou a salvação nesta casa, porque também este é filho de Abraão.”
Assim como Jesus visitou Zaqueu, Ele quer visitar o nosso coração. Vamos deixar Jesus entrar.
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Ele é misericordioso, trouxe a salvação para a casa de Zaqueu. Escreva no coração ao lado,
um gesto concreto de amor que você também pode oferecer a Jesus.
Pense: Como Zaqueu mostrou que queria ser amigo de Jesus?
Pois bem: Quem diz que é amigo de Jesus, mas continua fazendo o que é errado, tem que pensar
melhor se resolveu viver sendo seu amigo, mesmo.
Será que Zaqueu nunca mais errou na vida? Sim, com certeza.
É claro que às vezes, mesmo sendo amigos de Jesus, nós erramos. Ainda não somos santos, como
deveríamos ser. E, o que podemos fazer?
Assim como Jesus visitou Zaqueu, Ele quer visitar o nosso coração. Vamos deixar que Ele entre e traga
a conversão para nós.
E quando vamos precisar pedir isto a Deus?
Ora, todos os dias! Sempre que percebermos que não agimos como filhos de Deus: sempre que a
vontade de xingar, brigar, ser melhor que o outro, ficar com raiva, mentir, aparecer, precisaremos de
conversão, de mudança, da ajuda de Jesus para nos livrarmos do pecado e sermos melhores. Já imaginou
como seria o mundo se todas as pessoas fizessem sempre isto?! Pois é: quando cada um de nós melhora, o
mundo melhora também!
E, como será que cada um de nós pode ser uma pessoa melhor? Vamos parar para pensar?
E agora, em silêncio, como Zaqueu, nós vamos mostrar a Jesus que nosso maior desejo é podermos
nos encontrar com Ele.
Zaqueu não sabia, mas Jesus queria muito ficar perto dele. Assim, como agora, Ele também quer ficar
perto de você. Fechemos os olhos para podermos pensar só em Jesus que quer ficar perto de nós.
Vamos continuar em silêncio e pedir a Deus que nos mostre onde precisamos melhorar? Lá em
casa,... na escola,... com os amigos,...na maneira de estudar... de falar...
Fazer um grande coração, como no modelo abaixo. Na parte interna, fazer cortes onde serão inseridos
pequenos corações de cartolina vermelha, com os propósitos escritos pelos catequizandos e que serão lidos
durante a celebração.No início da celebração, o coração deverá estar fechado e ser aberto no momento em
que as crianças falarem seus propósitos.
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Convidar os catequizandos a um breve exame de consciência, colocando-se silenciosamente na
presença interior de Jesus, em atitude de adoração. Este momento pode ser feito na Igreja diante do
Santíssimo. Deve-se favorecer um clima em que possam descobrir, em suas vidas, os pontos que precisam de
conversão, de mudança de vida. Pode-se colocar uma música de fundo,e realizar a celebração na igreja,
colocando os cartazes no chão.
Após este exame de consciência pessoal, o catequista poderá fazer a celebração que se segue.
CELEBRANDO:
CATEQUISTA: Jesus sempre perdoa a todos os que se arrependem de suas faltas, de seus erros.
Quando Jesus entra em nossa vida, é para transformar nosso coração, assim como aconteceu com
Zaqueu, que tinha um coração fechado e se abriu para o Amor de Deus. Peçamos a Jesus que nos
ajude a sermos melhores. Por isso, vamos ver o que devemos fazer para mudar a nossa vida para o
bem, a verdade e o amor.
Cada criança vai até o coração grande, retira um coraçãozinho e lê o que está escrito nele. Após a leitura, dirá
em voz alta: Ajuda-me, Senhor Jesus a...
TODOS: Ajuda-nos, Senhor Jesus!
(Quando todos tiverem acabado de ler o seu propósito no coraçãozinho, o catequista concluirá, dizendo:)
CATEQUISTA: Querido e bom Deus, nosso Pai, pedimos que o nosso coração seja como o de
Zaqueu, que acolheu a Palavra de Jesus e teve sua vida transformada. Amém.
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(Canto final à escolha do grupo.)
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ:SANTO AGOSTINHO: exemplo de conversão No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Circule as expressões que combinam com a ideia de conversão e risque as outras:
TER FÉ EM DEUSBULLYING FAZER AS PAZES SER EGOISTA MELHORAR O
COMPORTAMENTO SER SOLIDÁRIO PARTILHARDESRESPEITAR AS PESSOAS AJUDAR OS
POBRES PEDIR DESCULPAS AJUDAR NAS TAREFASDE CASA
ATIVIDADES EXTRAS:
1. Ginástica do amor de Deus.
Todos em pé devem repetir a fala e os gestos do catequista.
“O amor de Deus é tão grande”: Eleve os braços e desça-os abrindo em forma de círculo.
Ele nos envolve à direita – Erga e abaixe o braço direito.
Ele nos envolve à esquerda – Erga e abaixe o braço esquerdo.
Ele nos leva pra frente – Erga os braços para frente e curve o tronco namesma direção.
Ele nos leve pra todo lado – Repita o movimento inicial.
Lembre-se de que a criança reproduzirá seus gestos. Fale as palavras enfaticamente e os gestos com
muita
vontade. Boa brincadeira! Pode-se terminar com alguma música que fale sobre o Amor de Deus.
2. Cantar e dramatizar com as crianças a “Valsinha de Zaqueu”, composta por Maria Sardenberg no
CD Sementinha 1 - COMEP (Paulinas).
ENCONTRO 15: O PAI MISERICORDIOSO
TEXTO BÍBLICO: Lc 15,11-32
OBJETIVOS:
- Apresentar Deus Pai como Aquele que vai ao encontro do filho pecador;
- Reconhecer a Reconciliação como dom e iniciativa do Pai celeste; (cf. Reconciliatio et Paenitentia,
n. 5)
- Suscitar o desejo de sempre pedir perdão a Deus, além das disposições de perdoar aos que nos
ofenderam.
MEDITANDO A PALAVRA: Lc 15,11-32
O amor do Pai do céu por todos os homens ultrapassa todas as dificuldades que se interpõem
na vida do homem. A parábola do texto evangélico desse encontro quer acentuar a misericórdia do Pai
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sobre a atitude dos dois filhos que se encontram na história narrada por Jesus. Inicialmente temos o
filho mais novo que decide abandonar a casa do Pai pedindo a parte da herança que lhe cabe. Essa
atitude expressa que esse filho não quer mais participar da comunhão com o seu pai. Além disso, só
recebemos uma herança quando alguém já faleceu e tal atitude mostra que este filho "matou" o pai em
seu coração. Ao sair de casa, o filho mais novo experimenta, inicialmente, as "alegrias" que o dinheiro
pode lhe proporcionar. Entretanto, o dinheiro quando não é bem administrado, torna-se um fardo. Esse
foi o caso do filho mais novo. Não tendo absolutamente mais nada por gastar todo o seu dinheiro com
uma vida devassa e, além disso, com a fome que assolou a região onde estava, restou a humilhação de
procurar emprego cuidando dos porcos. Sua esperança era de poder comer a comida que os porcos
comiam, mas nem isso lhe davam. Toda essa situação de miséria o fez recordar como na casa do pai os
empregados eram tratados com muita dignidade. Isso denota para nós o que acontece quando saímos
da presença de Deus por causa do pecado. O pecado nos tira da presença do Pai do céu, nos faz
"mendigar" o que o mundo oferece e, assim, ficamos cada vez mais maltratados e não nos
identificamos como filhos de Deus. Porém, o importante é ter a atitude do filho mais novo que, caindo
em si, expressa sua contrição e o desejo de voltar para a casa do pai e pedir para que seja acolhido
novamente, ainda que na condição de empregado. Entretanto, o pai não o vê assim. Corre ao seu
encontro e se lhe antecipa com beijos antes que o filho fale o seu desejo de trabalhar na casa que é o
seu lugar de origem. Resgatado novamente pelo perdão do Pai, o filho é reconciliado e uma festa
acontece, pois "esse filho mais novo estava perdido e foi reencontrado" (cf. Lc 15,32b). Além do filho
mais novo, também o filho mais velho precisa desse reencontro com a misericórdia do seu pai. O filho
mais velho também está ferido pelo pecado da inveja e do orgulho. Esses pecados fizeram com que o
pai fosse acusado de ser injusto por ter acolhido o irmão mais novo. Com isso, ofende a si mesmo por
achar que, "sempre estando em casa obediente a tudo o que o pai lhe pedia", nunca alcançou do pai
uma festa para celebrar. Esse é um outro perigo: o filho mais velho mesmo "sempre vivendo em casa",
por causa do seu orgulho ferido, estava "fora" da presença e da comunhão com o seu pai.
Silenciosamente, meditemos: Lc 15,11-32 (5 minutos)
"O filho mais novo disse ao Pai: ' Pai, dá-me a parte da herança que me cabe' ". (Lc 15,12)
Costumo sair da presença do Pai quando ajo com autossuficiência sobre os outros.
Dissipo os "bens espirituais" que o Pai me confia quando penso apenas em mim e esqueço-me
do meu próximo.
"E caindo em si (...) Partiu, então e foi ao encontro de seu pai ". (Lc 15,17.20a).
O arrependimento do mal que foi feito por mim é o início de uma nova vida.
O coração convertido é o lugar onde Deus realiza a festa da reconciliação reintegrando
novamente o homem à comunhão com Pai.
"Ele ainda estava longe, quando seu pai viu-o, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao
pescoço cobrindo-o de beijos. (Lc 15,20b).
O Pai do céu nos espera todos os dias quando saímos da sua presença por causa dos nossos
pecados.
O sacramento da reconciliação é o caminho eficaz para alcançar de Deus a sua misericórdia.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
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Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Buscarei a ovelha que estiver perdida, reconduzirei a que estiver desgarrada, curarei a que estiver
ferida e restaurarei a que estiver abatida.
Quanto à gorda e vigorosa, guardá-la-ei. Eu as apascentarei com justiça" (Ez 34,16),
Qual será minha ação concreta após esta oração?
Pai das misericórdias, vós que nada negais aos vossos filhos, dignai-vos inflamar nosso coração de
gratidão por tudo o que nos concedeis.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém
APROFUNDANDO O TEMA:
No Catecismo da Igreja Católica (n. 1440-1442) lemos que Deus quer a reconciliação do
gênero humano consigo, com a Igreja e entre os homens. Deus está sempre pronto e disposto a
perdoar, não existe para Ele nenhum pecado, por mais grave que seja, que não possa ser perdoado,
desde que existam as disposições necessárias, por parte do penitente, para receber o abraço amoroso do
Pai.
O Pai, que é fonte e origem de todas as coisas, quer perdoar a humanidade e, para isso , realiza
esta obra através da Vida, Morte e Ressurreição do seu Filho Jesus Cristo, no Espírito Santo, que é
comunicado à Igreja para que continue operando no mundo as ações salvíficas do seu Senhor e Mestre.
“Durante a sua vida pública, Jesus não só perdoou os pecados, mas também manifestou o efeito
desse perdão: reintegrou os pecadores perdoados na comunidade do povo de Deus, da qual o pecado
os havia afastado ou até excluído” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1443). É o caso da parábola do
Pai misericordioso, onde Jesus quer mostrar como é o Pai e qual o seu desejo do amor em ver a
humanidade redimida e de volta à sua casa.
Jesus Cristo quis vincular o perdão dos pecados a um ministério, que é exercido na Igreja
através de ministros ordenados. “Conferindo aos apóstolos seu próprio poder de perdoar os pecados, o
Senhor também lhes dá a autoridade de reconciliar os pecadores com a Igreja” (Catecismo da Igreja
Católica, n. 1444).
A Parábola do Pai misericordioso, que vai ao encontro do filho pródigo, nos ensina que se nos
afastarmos de Deus corremos perigo, provamos a miséria, a fome espiritual, o abandono, a tristeza e
que ninguém consegue se manter feliz. Na bula Misericordiae Vultus sobre o Ano Santo da
Misericórdia (08/12/15 – 20/11/16), o Papa Francisco nos diz que “na misericórdia, temos a prova de
como Deus ama. Ele dá tudo de Si mesmo, para sempre, gratuitamente e sem pedir nada em troca.
Vem em nosso auxílio, quando O invocamos”.
É necessário voltar a Ele com as seguintes disposições:
a) Entrar em si; quer dizer, escutar a voz de Deus que age na nossa consciência, quando erramos
ou estamos para errar. Esta voz ilumina a realidade e ajuda a ver o erro cometido;
b) Descobrir que as dificuldades derivam da ausência e afastamento de Deus, onde se tem a
felicidade,que é a sua graça em nós.
c) Perceber que a busca de felicidade fora do plano de Deus é passageira, leva à ruína e à
infelicidade;
d) Voltar para a casa do Pai arrependido do que fez, disposto a confessar os erros e com o firme
propósito de se colocar à disposição d’Ele, aceitando com amor a sua sentença, que é sempre
para corrigir e animar a retomar o caminho novo.
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Este momento é o da conversão, isto é, mudança de vida, sinal da vontade de voltar à comunhão
com Deus e com os irmãos.
DESENVOLVENDO O TEMA:
Este encontro pode ser feito na Igreja, bem junto ao Santíssimo ou ao Confessionário
Olá, que bom nos encontrarmos mais uma vez!
Vou fazer uma pergunta a vocês: É fácil perdoar? É fácil pedir perdão?
Deixar que os catequizandos respondam, valorizar suas justificativas, fazer uma síntese de suas
respostas.
A seguir, falar do quanto é necessário, para nosso caminho de conversão, saber pedir perdão e saber
perdoar.
Mostrar que Jesus, em muitas passagens do Evangelho, revelou que Deus está sempre pronto a ir ao
encontro do pecador, acolhendo-o e perdoando-o, se houver arrependimento.
Há situações em nossa vida que nos aproximam de Deus e outras que nos afastam dele. Hoje,
Jesus nos contará a história de um filho que se afastou de seu Pai, mas voltou para casa.
Jesus, ao contar esta parábola, quer nos revelar o amor misericordioso que Deus Pai tem
pelos homens.
Após esta introdução, dividir a leitura do Evangelho de Lucas 15,11-32 entre os catequizandos,
distribuindo um personagem para cada catequizando (pai, filho mais novo e filho mais velho).
Terminada a leitura, deixar um tempo para que cada catequizando possa meditar sobre a passagem,
seguindo os passos da leitura orante: O que o texto diz? O que o texto diz para mim?
Após esta contextualização, convidar os catequizandos a rezarem espontaneamente, a partir do texto
bíblico: O que o texto me faz dizer a Deus?
Permitir que aqueles que desejarem, possam fazer suas preces em voz alta.
Após as preces, deixar um tempo de silêncio e meditação pessoal de todos os catequizandos.
Terminar este momento de leitura orante, com uma música que fale sobre o amor de Deus.
Ao final, apresentar as ideias principais, sempre ressaltando o Deus que vem ao encontro do pecador
arrependido. Destacar os passos do caminho de volta para a casa do Pai que o filho pródigo realizou e que
devem servir para cada um de nós hoje, destacando a alegria da festa e os sinais de reconciliação (banquete,
roupa e sandália nova, aliança) quando o pecador se converte do caminho do mal.
Como Deus é bom e misericordioso! O filho mais novo da parábola afastou-se do Pai, mas
quando reconheceu seu pecado:
- Arrependeu-se
- Decidiu voltar
- Confessou sua falta
- Pediu perdão ao Pai
Na parábola, o Pai misericordioso correu e abraçou o filho, dando seu perdão.
Jesus também fala do filho mais velho que ficou aborrecido por ver o pai perdoar o irmão mais
novo. O pai, cheio de misericórdia, mostra a este filho a importância do perdão e da reconciliação.
Nós podemos aprender com este ensinamento, sendo misericordiosos. Deus é o Pai que perdoa
com amor. Ele quer que perdoemos aos nossos irmãos e irmãs.
CELEBRANDO:
Catequista: Estamos na casa do Pai. Unidos em comunidade, nos encontramos no templo em silêncio.
Estamos aqui para pedirmos perdão pelos nossos pecados .Pausa para oração silenciosa
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A misericórdia do Pai é maior que nossa miséria. Deus é esse Pai que em qualquer
circunstância continua amando. Ama o filho mais novo porque ele voltou, ama o mais velho para que
também ele realize a conversão do coração. A tarefa de Deus é amar.
Leitor. 1: Um bom filho deseja se parecer com o Pai a quem ama. Para isso procura assemelhar-se a
Ele de modo especial no amor, porque “Deus é amor”. (1Jo 4,7)
Leitor 2: O Pai acolhe com alegria aquele que reconhece seu pecado. Quando nos afastamos de Deus
e a Ele retornamos pelo sacramento da Confissão, somos como o filho mais moço da parábola.
TODOS: Estamos alegres, ó Pai, pois acreditamos no teu perdão!
Leitor 3: A experiência do amor nos conduz a gestos concretos de misericórdia. Assim como
aprendemos com o Pai, nosso modelo, queremos praticar com nossos irmãos.
Catequista: Rezemos a oração do Pai Nosso, confiantes no perdão que recebemos de Deus e que
também devemos dar a todos.
Canto final, à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO PEDRO, sobre esta Pedra edificarei minha Igreja- No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Complete a cruzadinha com as palavras em destaque do texto:
“Um HOMEM tinha dois filhos. Um dia, o mais moço pediu ao pai a parte que tinha na
HERANÇA. Com ela em MÃOS, saiu pelo MUNDO e gastou tudo. TEMPOS depois, quando
passava FOME, o RAPAZ voltou. ARREPENDIDO, disse ao PAI que não merecia ser
chamado de filho. O pai, o envolveu com seu ABRAÇO e mandou que preparassem uma
FESTA, pois seu FILHO, que julgava perdido, fora encontrado.” (cf. Lc 15,11-32)
2. A bela túnica, o anel e a festa são símbolos da vida nova de quem volta arrependido para o
Pai. Desenhe a festa que aconteceu com a volta do filho pródigo.
ATIVIDADES EXTRAS:
1. Você pode buscar no site da Comunidade Canção Nova o vídeo sobre o Pai Misericordioso. Dê
uma olhada e procure passar para os catequizandos.
2. Dramatizar, com os catequizandos, a parábola do Pai misericordioso.
3. Dinâmica: De volta à Casa do Pai
- Desenhar com giz, no chão, dois círculos: um menor e outro maior.
- O catequista contará, espontaneamente, uma história que contenha situações que nos
aproximem ou nos afastem de Deus.
- Cada vez que mencionar situações que nos aproximam de Deus, os catequizandos vão para
dentro do círculo menor. Quando forem contadas situações que nos afastem de deus, devem ir
para o círculo maior. Devem estar atentos e, ganham aquele que menos errar.
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ENCONTRO 16: SACRAMENTO DA CONFISSÃO
TEXTO BÍBLICO: Jo 20, 19-23
OBJETIVOS:
- Apresentar a alegria, a paz, a reconciliação, o perdão como frutos de Jesus Ressuscitado aos
apóstolos e a cada um de nós;
- Identificar o sacramento da Reconciliação e Penitência como aquele que restaura a graça
enfraquecida ou perdida pelos pecados cometidos após o Batismo;
- Saber o que é necessário para fazer uma boa confissão;
- Desejar receber o Sacramento da Reconciliação com a confiança e a preparação necessária.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Atividade Extra 1
- 5 tiras de papel
Atividade Extra 2
- Copo, colher, sal, 1 ovo, pires
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 20,19-23
Após o evento trágico da cruz, os discípulos, estando com as portas fechadas no local onde se
encontravam, esconderam-se com medo dos judeus. Nesse mesmo instante, o Senhor Ressuscitado
aparece aos apóstolos e no meio deles diz duplamente "a paz esteja convosco". Seus corações se
enchem de alegria e são enviados como apóstolos, tal como Jesus foi enviado pelo Pai. Sobre eles
sopra o dom da sua ressurreição dizendo: "Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os
pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos" (Jo 20,22-23). O
Espírito Santo, o Ruah, é o mesmo Espírito de Vida que na criação pairava sobre as águas e
transformava todo o caos na mais perfeita harmonia. Igualmente, o Pai, pelo Filho, enviou o Espírito
Santo sobre os Apóstolos a fim de transfigurar o "caos" que se encontrava nos seus corações
amedrontados, resgatando para eles a alegria que é fruto do Espírito (cf. Gl 5,11) expulsando todo o
medo que havia. Reintegrados ao Pai através de Cristo, agora, os apóstolos serão instrumentos de
reconciliação para os homens. Hoje, a Igreja exerce esse múnus de perdoar os pecados por meio dos
bispos e sacerdotes ajudando todos os homens "mergulhados" no caos de sua existência a
experimentarema paz do Ressuscitado alegrando-se por voltarem à vida e "à vida em abundância" (cf.
Jo 10,10), afugentando todos os medos, recriando-os à imagem e semelhança de Deus.
Silenciosamente, meditemos: Lc 20,19-23 (5 minutos)
"À tarde desse mesmo dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas onde se encontravam os
discípulos, por medo dos judeus, Jesus pondo-se no meio deles e lhes disse: 'a paz esteja convosco' ".
(Jo 20,12)
O primeiro dia da semana, isto é, o domingo, é o dia de alegria por excelência.
A Palavra de Deus recorda para nós sobre o domingo: "Hoje é um dia consagrado ao Senhor.
Não fiqueis tristes e nem choreis, pois a alegria do Senhor será vossa força" (Ne 8,10).
No Domingo experimentamos, por meio da Palavra proclamada na liturgia, a manifestação do
Ressuscitado que envia sobre nós o Espírito Santo expulsando os nossos medos trazendo a paz
e a alegria.
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"Como o Pai me enviou, também eu vos envio" (Jo 20,21b).
Tenho sido instrumento de paz, de alegria e de reconciliação nos ambientes nos quais estou:
família, trabalho, escola, igreja, vizinhança?
Como discípulo de Cristo, sou enviado por Ele a ser testemunha da sua Igreja no meio dos
homens sendo instrumentos de paz, alegria e reconciliação.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Pedro perguntou: Senhor, quantas vezes devo perdoar ao irmão
que pecar contra mim? Até sete vezes?
Jesus respondeu-lhe: 'Não te digo até sete, mas setenta e sete vezes".
(Mt 18,21-22)
APROFUNDANDO O TEMA:
A Igreja recebeu de Jesus o poder de perdoar os pecados, para restituir aos cristãos a graça de
retornarem ao seu convívio. O Sacramento da Penitência é uma oportunidade renovadora na vida de
quem dele se aproxima. Sendo assim é lugar de encontro com Deus e com o seu perdão.
Já estamos no quarto encontro que gira em torno do sacramento do perdão que vem de Deus.
Mas neste encontro é importante ajudar as crianças a perceberem o que devem fazer para obter o
perdão de seus pecados. O encontro falar sobre o valor de um presente. Esta imagem pode ajudar,
desde que o seu conteúdo apareça na forma do inédito: paz, alegria, amor... sinais autênticos da
reconciliação.
Jesus se preocupou com a condição frágil do homem, possibilitando-lhe a oportunidade de se
reconciliar novamente. "A vida nova recebida na iniciação cristã não suprimiu a fragilidade e a
fraqueza da natureza humana, nem a inclinação ao pecado, que a tradição chama de concupiscência,
que continua nos batizados para prová-los no combate da vida cristã, auxiliados pela graça de Cristo.
É o combate da conversão para chegar à santidade e à vida eterna, para a qual somos
incessantemente chamados pelo Senhor" (Catecismo da Igreja Católica, n. 1426).
A reconciliação é uma iniciativa de Deus que, operada por Jesus Cristo, tornou-se um
ministério na Igreja, o Sacramento oferecido por Jesus para perdoar os pecados cometidos após o
batismo. "Pela revelação do valor deste ministério e do poder de perdoar os pecados, conferidos por
Cristo aos Apóstolos e aos seus sucessores, desenvolveu-se na Igreja a consciência do sinal do perdão,
concedido mediante o sacramento da penitência." (Reconciliatio et Paenitentia, n. 30)
Este encontro deve proporcionar às crianças o desejo de buscar o perdão de Deus, a fim de
experimentarem de forma mais concreta, o amor de Deus por cada um de nós.
Para bem se preparar, é necessário que fazer um bom EXAME DE CONSCIÊNCIA, onde
possa refletir e perceber todos os pecados que cometeu. É importante que façamos o exame de
consciência todos os dias, e não só no momento da confissão.
Quando temos consciência do mal praticado, o nosso coração sente o pesar por ter ofendido a
Deus que é infinitamente bom e só merece o nosso amor, Assim, pensando no amor de Deus, o
ARREPENDIMENTO DOS PECADOS leva o penitente a buscar o perdão numa atitude de humildade
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e sinceridade.
O penitente faz o BOM PROPÓSITO de se reconciliar, disposto a mudar de vida. O bom
propósito dá autenticidade ao arrependimento e para ser autêntico deve manifestar que: é firme, e
eficaz, no sentido de que vai empregar todos os meios necessários para não recair no pecado,
afastando-se das ocasiões de pecar, buscando reparar os danos causados e dando-se mais assiduamente
à oração.
Diante do sacerdote realizamos a CONFISSÃO, isto é, a acusação dos pecados graves e
veniais. “A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da
penitência”. (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1455 - 1456)
Por último devemos ter a boa disposição de receber e cumprir a PENITÊNCIA dada pelo
confessor. Esta é um modo de "expiar" os pecados cometidos e devem ser cumpridas logo. A(s)
penitência(s) nos ajudam a estar mais unidos a Cristo que, na Cruz, pagou o preço do resgate e expiou
uma vez por todas os nossos pecados.
Observação: Caro catequista, ao final deste encontro caso seja possível em sua comunidade, pode-se
combinar com o pároco a primeira confissão das crianças, de modo que antes da Primeira Comunhão eles
possam se confessar mais de uma vez. O objetivo é desatrelar a ideia de que a Confissão será feita apenas
porque os catequizandos receberão pela primeira vez a Eucaristia. A Confissão tem seu valor próprio e pode
ser recebida quantas vezes for necessária.
Nos Anexos você encontrará o RITO PENITENCIAL previsto pelo RICA, para os catecúmenos (as
crianças que serão batizadas). É um rito que ajuda a criança a reconhecer sua condição de pecadora, antes de
ser batizada, mesmo sem a necessidade de confessar-se ao sacerdote. Mas, o RICA autoriza ser utilizado pelas
crianças que receberão pela primeira vez o sacramento da Penitência.
Pode-se entregar, ao final da Confissão, um papel para a criança escrever uma Cartinha para Jesus,
onde poderá registrar sua alegria pelo perdão recebido.
Há também um modelo de lembrança da primeira confissão que pode ser dada aos catequizandos. O
catequista pode convidar os pais e responsáveis para se confessarem também, ajudando os que necessitam de
orientação para este momento de graça.
No próximo encontro catequético, a família pode ser convidada para a Festa do Perdão, onde todos se
confraternizarão pela recepção do Sacramento da Penitência, recebido em família. "Façamos uma festa. Este
meu filho estava morto, e reviveu; tinha se perdido, e foi achado. E começaram a festa." (Lc 15, 24-25).
Boa celebração!
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro da criança)
Quem aqui gosta de receber presente? É sempre bom! O Senhor vai nos dar um grande
presente neste encontro. Para ganhá-lo, você só precisa querer. Você quer esse presente?
“Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as impurezas.” (Ez 36,25)
Na tarde do domingo de Páscoa, Jesus apareceu aos apóstolos e lhes deu o poder de perdoar
os pecados. Este foi um grande presente! Vamos ver como aconteceu, lendo em Jo 20, 19-23.
Para que esse poder não fosse interrompido com a morte dos apóstolos, eles o transmitiram
aos seus sucessores, os Bispos, e também aos padres.
Este é o grande presente de Jesus para nós!
“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes,
ser-lhes-ão retidos.” (Jo 20,23)
Jesus, pelo sacramento da Confissão, nos devolve a graça de Deus unindo-nos novamente a
Ele.
Jesus quer perdoar, mas é importante que nós busquemos este perdão. Deste modo, refazemos
a Aliança com Deus.
Quem gostaria de partilhar, sobre o que família conversou sobre o Sacramento da Confissão?
(Deixar que falem)
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Para receber este Sacramento, é preciso se preparar muito bem. Vejamos as etapas da
Confissão:
1º - EXAME DE CONSCIÊNCIA
Eu preciso me esforçar paralembrar de todas as faltas que cometi em pensamentos, atos,
palavras e omissões.
2º - ARREPENDIMENTO
Devo ir à confissão com o coração humilde e arrependido sinceramente de ter pecado, de ter
me afastado do amor de Deus.
3º - BOM PROPÓSITO
Vou prometer a Jesus, que farei todo o esforço para ser melhor e mudar de vida.
4º - CONFISSÃO DOS PECADOS
Devo contar ao padre tudo aquilo de que me lembrei no exame de consciência.
5º - PENITÊNCIA
Cumprir o conselho do padre, com fé e amor.
Ao terminar a confissão, o sacerdote nos dá a absolvição. Neste momento rezamos nosso ato
de contrição, isto é, o ato de arrependimento.
Ato de contrição 1:
Ó meu Jesus, meu bom Jesus, que por mim morreste na cruz, tem piedade de mim, perdoa os
meus pecados. Por amor a Ti, não quero mais pecar. Amém.
Ato de contrição 2:
Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois tão bom
amável. Prometo, com a vossa graça, esforçar-me para ser bom. Meu Jesus, misericórdia!
CELEBRANDO:
Este momento pode ser feito diante do Santíssimo, em clima de recolhimento e oração. Pode-se
colocar música de fundo ou cantar música que fale sobre o perdão de Deus.
Catequista: Querido Jesus, estamos aqui para fazer uma revisão da nossa vida, assim como o
filho pródigo da parábola ou como Zaqueu.
Exame de consciência
Converso com Deus em minhas orações?
Participei da Missa aos domingos e dias santos?
Falei o nome de Deus em vão?
Respeitei os meus pais? Ajudei lá em casa?
Fui teimoso e só fiz minha vontade?
Respeitei meus professores e os mais velhos?
Fui bagunceiro e atrapalhei as aulas?
Tratei com carinho os meus irmãos e amigos?
Excluí alguém da minha amizade?
Fui impaciente, fiquei irritado ou fui invejoso?
Briguei? Bati em alguém?
Respeitei meu corpo e o dos outros?
Magoei alguém, falando mal dessa pessoa?
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Menti?
Peguei algo que não me pertence?
Dou bom exemplo?
Fui egoísta nos meus pensamentos e ações?
Rezei pelas pessoas e tentei ajudá-las a ficar mais perto de Deus?
Catequista: Vamos pedir a Jesus que nos perdoe, e, arrependidos de nossos pecados, rezemos juntos o
ato de contrição:
TODOS: Ó meu Jesus, meu bom Jesus, que por mim morreste na Cruz, tem piedade de mim, perdoa
os meus pecados. Por amor a Ti, não quero mais pecar. Amém.
Com o coração cheio de alegria, vamos agradecer a Deus pela sua misericórdia e seu perdão, cantando. Canto
à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO JOÃO MARIA VIANNEY: modelo de sacerdote. No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Correlacione as duas colunas:
2. Escreva na cruzadinha, as palavras que completam o texto:
No Domingo de PÁSCOA (a), Jesus apareceu aos APÓSTOLOS (b) , e lhes deu o poder de perdoar os
PECADOS (c). Os bispos, sucessores dos apóstolos, e os PADRES (d)pelo sacramento da
Reconciliação e Penitência, perdoam nossos pecados. Jesus veio para SALVAR (e) todas as pessoas e
nos dar a sua PAZ (f)
A P á s c o a
C p E c a d o s
E S a l v a R
D p a D r e s
F p A z
B a p O s t o l o s
Caro catequista, você encontrará na parte dos Anexos o roteiro do Rito Penitencial.
ATIVIDADES EXTRAS:
1) Rumo à Confissão: Dividir a turma em 5 grupos, dar a cada grupo uma tira de papel onde, em
cada uma está escrito um dos cinco passos para uma boa confissão. Deixar que o grupo se
expresse sobre cada um destes requisitos.
(1) Exame de consciência (2) arrepender-se do mal praticado
(2) Arrependimento (5) realizar o que o padre pediu após a confissão
(3) Bom propósito (4) contar os pecados ao sacerdote
(4) Confissão dos pecados (1) lembrar os pecados praticados
(5) Penitência (3) esforçar-se para mudar de vida
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2) Dinâmica do ovo:
Material: um copo, uma colher, sal, um ovo e pires.
Ao falar sobre o pecado, a vida sem Deus, compare a alma que está em pecado com o ovo.
Enquanto estiver falando do que acontece à alma que está em pecado, coloque o ovo dentro do
copo com água e chame a atenção pelo fato do ovo afundar rapidamente.
Retire com uma colher o ovo de dentro do copo e coloque-o no pires, em um lugar à parte.
Fale sobre a importância do sal nos alimentos, conservando-os e dando-lhes sabor. Compare
com a graça de Deus em nossa vida. Enquanto isto coloque o sal na água do copo. Mexa com a colher
por uns instantes para que se dissolva, enquanto o sal se dissolve , desaparecendo, faça a comparação
com a alma quando vai confessando seus pecados ao Sacerdote e estes vão se consumindo até
desaparecerem ao receberem a absolvição dos pecados.
Diga que assim como os alimentos sem sal ficam ruins, sem gosto. Nossa vida em estado de
pecado é também ruim, sem graça. Agora coloque o ovo dentro da água salgada (ele irá flutuar) e vá
dizendo o que acontece com a alma que se confessou: fica leve, livre de todo o peso que tinha antes de
confessar-se.
Diga qual importância de confessarmos os pecados e de vivermos na graça de Deus.
ENCONTRO 17: JESUS MULTIPLICA OS PÃES
TEXTOS BÍBLICOS: Jo 6,1 –13/ Jo 6, 22-35/ Jo 6,51
OBJETIVOS:
- Levar o catequizando a penetrar no mistério da Eucaristia: pão do céu, verdadeira comida, verdadeira
bebida;
- Aumentar a fé no poder divino de Jesus de transformar o pão e o vinho em seu corpo e sangue;
- Suscitar o desejo de receber Jesus na Eucaristia.
PRECISO PROVIDENCIAR:
- Pedaço de pão
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 6,1-15
O episódio da multiplicação dos pães é apresentado pelo evangelista São João como um dos
sinais da vida de Jesus que o prepara para a realização da Nova Aliança. O texto inicialmente diz que
uma grande multidão seguia Jesus por tê-lo visto realizando os sinais nos doentes (cf. Jo 6,2). Esta
mesma multidão, observada por Jesus, será a destinatária do prodigioso sinal. Interpelando
intencionalmente Felipe como conseguir pão para alimentar a multidão, o mesmo discípulo fala não
ser suficiente duzentos denários para que cada um recebesse um pedaço. Até que, André, apresenta a
Jesus uma criança que tem consigo cinco pães de cevada e dois pequenos peixes, que aos olhos dos
discípulos era visto como irreal aquela quantidade para alimentar toda aquela gente que era de
aproximadamente cinco mil homens. Entretanto, Jesus toma os cinco pães em suas mãos e sobres estes
ele dá graças; o mesmo fez com os dois peixes. Com a oração de ação de graças que Jesus faz sobre os
pães e peixes acontece o grande sinal e todos ficam saciados com o que comeram. Recolhem ainda
doze cestos com os pedaços dos pães que sobraram. Esse texto evangélico é uma prefiguração da
grande ação de graças que o Cristo realizará e deixará como tesouro para sua Igreja que é a Eucaristia.
É importante contemplar que este milagre da multiplicação dos pães acontece em vista de terem dado
tudo o que tinham nas mãos de Jesus. Sendo ele Deus, poderia realizar aquele milagre com apenas três
pães e um peixe, mas ele pediu tudo o que tinham consigo naquele momento. Os mesmos sinais que
Jesus realizou para aquela multidão, na vida do fiel não há de ser diferente. Entretanto, é necessário
fazer a experiência de elevar ao Senhor a ação de graças sobre aquilo que temos e somos, ofertando
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tudo nas mãos de Deus, reconhecendo-o soberano sobre todas as coisas, como nos recorda o autor
sagrado: "em tua mão, Senhor, se encontra a força e o poder, em tua mão, tudo se afirma e tudo cresce”
(1Cr 29,12). Assim sendo, Deus mesmo transfigurará tudo o que temos e somos em Eucaristia e
seremos para ele um louvor de glória.
Silenciosamente, meditemos: Lc 15,11-32 (5 minutos)
"Tomou, então, Jesus os pães e, depois de dar graças, distribuiu-osaos presentes, assim como os
peixinhos, tanto quanto queriam" (Jo 6,11).
Sou capaz de agradecer a Deus tudo o que tenho, ou, com o coração ingrato, reclamo do que
não tenho?
É preciso colocar tudo o que temos nas mãos de Deus e expressar a ele o nosso louvor.
Com a ação de graças, Deus quer me transfigurar em Eucaristia para o meu próximo.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Vivei sempre alegres, orai sem cessar.
Em tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus.
(1Ts 5,16-18)
Pai de bondade, vós que sempre manifestais aos vossos filhos a vossa ação providente, ajudai-nos a
trabalhar pelo pão de cada dia como se tudo dependesse de nós
e a confiar na vossa providência como se tudo dependesse de vós.
Isso vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
APROFUNDANDO O TEMA:
Este encontro, querido(a) catequista, quer ajudar os catequizandos a penetrarem no grande
mistério da Eucaristia, o Pão do Céu, verdadeira comida, e o sangue doado, verdadeira bebida.
O Antigo Testamento possui várias passagens que preanunciavam o grandioso mistério da
nossa fé e que foram tomadas como figuras da Eucaristia. Vejamos algumas:
Em Gênesis 14,18, Abraão encontra-se com uma personagem misteriosa, Melquisedec que,
segundo o texto, era rei e sacerdote de Salém e que oferece ao Deus Altíssimo PÃO e VINHO. A
Tradição da Igreja viu no pão e vinho trazidos para Abraão uma alusão à Eucaristia; o sacrifício
realizado também é figura do sacrifício eucarístico. A carta aos Hebreus traz um longo comentário de
Melquisedec como uma figura de Cristo e do seu sacerdócio (Hb 7;9).
No Livro do Êxodo (12,1-14), encontramos o cordeiro pascal, vítima do sacrifício, cujo sangue
afastou a morte e cuja carne alimentou o povo para a grande peregrinação e entrada no deserto. A
páscoa judaica preparava então a páscoa cristã, onde Cristo é o Cordeiro de Deus (cf. Jo 1, 29-36) que,
imolado na Cruz, deu-se como alimento na Última Ceia (cf. Jo 13), dentro da celebração da Páscoa
Judaica.
No deserto, o povo foi alimentado pelo maná (Êx 16, 4-5.13), isto é, o pão que veio do céu.
Este fato foi celebrado e lembrado em vários Salmos e pelo livro da Sabedoria; mas o maná será, para
a tradição cristã, o alimento que prefigurava a Eucaristia (cf. Jo 6,26-58), alimento espiritual da Igreja,
que mantém a caminhada do povo durante o seu êxodo terreno rumo à Terra Prometida, à Nova
Jerusalém.
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Comparando o seu corpo com a comida e o seu sangue com a bebida, Jesus parece escandalizar os seus
ouvintes e até mesmo os seus discípulos: “Isto é muito duro! Quem o pode admitir?... Desde então,
muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com Ele” (vv.60-66). Estamos diante de uma
situação difícil, que racionalmente não pode ser entendida, a não ser se a razão for iluminada pela fé no
mistério que Jesus anuncia.
O encontro de hoje pretende revelar as pretensões de Jesus, de dar-se como alimento espiritual,
para que os homens vivam da sua Páscoa e encontrem na Eucaristia o chamado à comunhão com Ele.
A Eucaristia é o maior sinal que Jesus nos deixou, que perpetua na história o seu gesto de
doação total, não como um simples fato heroico do passado que é lembrado, mas como um fato que
permanentemente acontece a cada Missa. É nela que ouvimos o padre dizer, logo após as palavras da
consagração: “Eis o mistério da fé”. Sim, é um mistério de fé, que nos leva ao amor de Deus por cada
um de nós.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro da criança)
Levar para o encontro um pedaço de pão, permitir que todos o vejam e digam qual a importância do
alimento para nossa vida material. Anotar as respostas das crianças.
Mostrar que todas estas respostas se referem ao cuidado com o corpo. Mas, como criaturas de Deus,
temos também uma alma espiritual que necessita de alimento e que Jesus, sabendo disso, quis deixar-se a si
mesmo no Sacramento da Eucaristia como alimento de vida eterna.
Olá amigo de Jesus!
Você sabia que Jesus quis nos dar uma promessa, um presente e um alimento? É isso mesmo, o
presente que Ele prometeu nos dar é alimento. Sabe o que é? É a Eucaristia.
Estava próxima a festa da Páscoa dos judeus. Jesus subiu a um monte e ali se sentou com os
discípulos. O povo escutava com alegria os ensinamentos de Cristo, até que Jesus percebeu que
estavam com fome.
Um menino que tinha uma cesta com cinco pães e dois peixinhos, ofereceu tudo a Jesus.
Vamos descobriu o que aconteceu, lendo em Jo 6, 1-13
A Eucaristia, Corpo e Sangue de Jesus é o grande presente que Ele deixou para nós. Mas, para
que isto acontecesse, Jesus fez primeiramente um grande milagre e uma linda promessa.
Ler o texto pausadamente e conversar com a turma:
O que o texto diz sobre os discípulos, a multidão e o menino?
O que o texto nos diz sobre esse milagre de Jesus?
Jesus usava sinais para que o povo, que o seguia, compreendesse melhor aquilo que Ele lhes
ensinava. O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes foi um desses sinais. Jesus foi preparando
o coração das pessoas para a promessa que faria no dia seguinte: daria outro alimento, muito mais
importante e que serviria para a vida eterna.
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que
eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo." (Jo 6, 51)
Jesus prometeu o Pão do Céu, a Eucaristia, para permanecer entre nós e nos ajudar a crescer
no Amor.
CELEBRANDO:
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CATEQUISTA: Querido Jesus, queremos agradecer porque o Senhor quis ficar conosco e ser nosso
alimento. Vamos pedir ao Pai do Céu o pão de cada dia.
Música sobre a Eucaristia
LADO 1: Pai nosso, dá a todos os que passam fome, o pão para alimentar seu corpo.
TODOS: Dá-nos, hoje, o pão de cada dia!
LADO 2: Pai nosso, que os que têm pão, saibam reparti-lo com os que não tem.
TODOS: Dá-nos, hoje, o pão de cada dia!
LADO 1: Pai nosso, prepara nosso coração para receber Jesus na Eucaristia.
TODOS: Dá-nos, hoje, o pão de cada dia!
LADO 2: Pai nosso, queremos receber com fé e amor o Pão da Vida Eterna, Jesus.
TODOS: Dá-nos, hoje, o pão de cada dia!
Continuando a Leitura Orante do texto bíblico, permitir orações espontâneas dos catequizandos. O texto pode
ser relido, e após momento de reflexão pessoal, perguntar:
- O que o texto nos faz dizer a Jesus que nos prometeu o pão do céu, a Eucaristia?
TODOS: Pai nosso...
Canto sobre a Eucaristia, à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA:(Livro do catequizando)
AMIGO DE FÉ: SÃO JOSÉ DE ANCHIETA, apóstolo do Brasil. (Livro do catequista)
ATIVIDADES:
1. Jesus saciou a fome da multidão, multiplicando pães e peixes. O menino ofereceu o pouco que
tinha e um milagre aconteceu. Você também já partilhou algo com quem precisava? Escreva
aqui sua história, e depois vamos conversar em grupos.
2. Se você fosse o menino que colaborou com Jesus para a multiplicação dos pães, como se
sentiria? É hora de imaginar...
ATIVIDADES EXTRAS:
1) Aproveitar o pão utilizado no início do encontro e pedir que os catequizandos façam a
experiência da partilha, isto é, permitir que o pão circule dentro do grupo e que cada catequizando
possa retirar seu pedaço, lembrando que o pão deve ser provado por todos. No final, conversar com a
turma sobre a importância da partilha que ajuda a viver a fraternidade.
2) Vamos dramatizar esta passagem da Bíblia e conversar sobre o que ela nos ensina?
Catequista, Incentive a criança a partilhar também algo que não seja só material. Por exemplo , uma
ajuda, um sorriso, um conselho
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3)Dinâmica: Quem ama, partilha
Objetivo: Aprender, com o exemplo de Jesus, que devemos estar sempre prontos a partilhar oque temos com aqueles que nada têm.
Levar balas, em número maior que o dos catequizandos da turma, e distribuí-las pedindo para
que as dividam entre si. Observar como partilham, mas sem se envolver. Trabalhar com eles: como foi
esta partilha, se souberam dividir entre todos, se todos ficaram com balas, se sobraram etc. Reforçar a
importância de saber partilhar.
ENCONTRO 18 : JESUS INSTITUI A NOVA PÁSCOA
TEXTOS BÍBLICOS: 1Cor 11,24-26; Mt 26,26-28
OBJETIVOS:
- Perceber e descobrir que o Sacramento da Eucaristia tem a sua origem nos gestos e nas palavras que
Jesus realizou na Última Ceia;
- Despertar maior amor pela Santa Missa.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- tiras de papel com as palavras Ceia, Páscoa, Sacrifício, Cordeiro
Atividade Extra
- cartolina
MEDITANDO A PALAVRA: 1Cor 11, 23-26
A primeira epístola paulina escrita à comunidade de Corinto contém o relato mais antigo
sobre a instituição da Eucaristia. O santo apóstolo Paulo faz memória da ceia do Senhor onde Jesus,
"tomando o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: 'Isto é o meu corpo que é para vós; fazei isto
em memória de mim (...) também tomou o cálice, dizendo: 'Este cálice é a Nova Aliança em meu
sangue". (1Cor 11,23-25a). Aqui conseguimos contemplar que esse memorial da Páscoa de Cristo, que
São Paulo, como os demais apóstolos, e a Igreja nos dias de hoje, perpetuam, é o mesmo que o Senhor
e Mestre deixou como sacramento do seu amor, ou seja, o seu Corpo e o seu Sangue que é vida para
todos os que desse banquete participam em estado de graça. Esta ceia do Senhor remonta à páscoa dos
israelitas que, escravos no Egito e libertados por intervenção divina, fogem para o deserto a fim de que
pudessem celebrar naquele lugar a páscoa. No deserto, os israelitas comeram pães ázimos (sem
fermento), ervas amargas e cordeiro assado, celebrando, assim, a passagem da morte para a vida (cf.
Ex 12,1-28). Na Páscoa cristã, o cordeiro pascal é o próprio Cristo que, após a ceia com os seus
discípulos, no dia seguinte, foi sacrificado e morto na cruz. Este evento onde Jesus morre por amor a
todos os homens é a celebração da Nova Páscoa, fazendo com que toda a humanidade, através da sua
entrega gratuita, celebre também a passagem da morte do pecado para a vida eterna que ele nos
alcançou com a sua ressurreição.
Silenciosamente, meditemos: 1Cor 11, 23-26 (5 minutos)
"Tomando o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: 'Isto é o meu corpo que é para vós; fazei
isto em memória de mim (...) também tomou o cálice, dizendo: 'Este cálice é a Nova Aliança em meu
sangue". (1Cor 11,23-25a).
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Celebrando o memorial da Páscoa do Senhor todos os domingos, consigo participar desse
mistério traduzindo na minha vida esse amor gratuito e sem reservas?
A Nova Páscoa é grande ação de graças da Igreja para que todos os batizados possam render a
Deus a sua adoração.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Fazei isto em minha memória".
(Lc 22,19)
"Ó Deus, que constituístes o Cristo sumo e eterno sacerdote
para a vossa glória e salvação da humanidade,
dai ao povo resgatado por seu sangue participar do memorial que nos deixou, obter a força de
sua cruz e a glória da ressurreição.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - Missa Votiva da Santíssima Eucaristia - B)
APROFUNDANDO O TEMA:
Caro catequista, torna-se importante que o catequizando perceba e descubra que o Sacramento
da Eucaristia tem a sua origem nos gestos e nas palavras que Jesus realizou na Última Ceia, onde
celebrou para os seus e antecipou o mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Por este sacramento
todos os batizados participam da Páscoa do Senhor de um modo mais íntimo, pois se unem a Ele como
oferta agradável a Deus. A Eucaristia é o sacramento da comunhão com o Filho de Deus que se doa na
cruz continuamente sob as espécies do Pão e do Vinho consagrados e que se tornam o alimento
espiritual que conduz e mantém cada fiel rumo à vida eterna.
Celebrar a Eucaristia é fazer memória do grande acontecimento da história da Salvação. No
Antigo Testamento encontramos Deus agindo em favor do seu povo, Estas ações prefiguravam um
momento onde Deus interviria de maneira definitiva, comunicando ao homem o seu amor infinito.
Assim, o gesto-doação de Jesus durante a Última Ceia antecipou o acontecimento único da história, de
um Deus que ama sem limites e que doa o próprio Filho, para que, por sua morte e ressurreição, os
homens sejam salvos. Este acontecimento é perpetuado na Igreja por via sacramental, onde ela
cumpre o que Jesus determinou na Última Ceia: “Fazei isto em memória de mim.” Mas não é um
simples recordar, o gesto é eficaz, pois nele se atualiza, pela força e ação do Espírito Santo, a total
entrega de Jesus Cristo ao Pai pela salvação dos homens.
“A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos
os seus membros a seu sacrifício de louvor e ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu
Pai; pelo seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja”.
(Catecismo da Igreja Católica, n. 1407).
“Do mistério pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo a Eucaristia, que é o sacramento por
excelência do mistério pascal, está colocada no centro da vida eclesial” (Ecclesia de Eucharistia, n. 3).
A Igreja, celebrando a Eucaristia, anuncia a morte e ressurreição de Jesus, seu Senhor e
Salvador, enquanto espera, com amor e confiança, a sua vinda gloriosa. Desta forma, pela Eucaristia,
temos a presença real de Jesus Cristo que, de certa forma, antecipa a sua segunda vinda.
Quando os filhos de Deus se reúnem para celebrar a Santa Missa, estão reafirmando o gesto de
Jesus, ao mesmo tempo que buscam imitá-lo, pois Jesus se fez Eucaristia para a Igreja, para que a
Igreja se fizesse Eucaristia para o mundo, a fim de transformá-lo pelo amor que redime. Por isso, a
Eucaristia torna os cristãos semelhantes a Cristo, a fim de que repitam o seu gesto de doação para a
salvação da humanidade.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequizando)
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Estimado catequista, este encontro pretende desenvolver nos catequizandos o desejo de participar
sempre da Missa e de receber Jesus na Eucaristia. Ressaltar a importância de nos prepararmos bem para
receber com fé, dignidade e amor o Sacramento da Eucaristia sempre que possível, pois Jesus assim o quer.
Comece distribuindo entre os catequizandos, reunidos em grupo, tiras de papel com as palavras: CEIA
– PÁSCOA – SACRIFÍCIO – CORDEIRO. Deixe-os conversando um pouco e, depois perguntar aos catequizandos
o que estas palavras significam no Antigo Testamento.
Após a resposta das crianças, dizer que elas passaram a ter um novo significado no Novo Testamento,
por causa de Jesus, nosso Redentor.
Olá, amigo!
Você lembra que no encontro passado Jesus disse à multidão que ele daria o pão do céu? E quem
comesse a carne e o sangue dele teria a vida eterna. Pois bem, veremos hoje.
Acompanhe a gente nesta história.
No tempo de Jesus, as famílias dos judeus se reuniam para celebrar a Páscoa, isto é, a
libertação do povo de Deus da escravidão do Egito. Eles preparavam a ceia da maneira que Deus
ensinou a Moisés: pão ázimo, ervas amargas e cordeiro assado.
Antes da festa da Páscoa, Jesus convidou seus amigos para esta ceia, porque Ele queria
despedir-se deles, pois sabia que estava chegando o grande momento de se entregar pela nossa
salvação. Era a quinta-feira que antecedia a festa da PÁSCOA, a cerimônia religiosa mais importante
dos judeus.
Vamos ver como tudo aconteceu lendo Mt 26, 26-28
Apresentar o grande gesto de amor de Jesus, deixando a si mesmo como alimento no Sangue e Vinho
transformadosem seu Corpo, Sangue, Divindade e Humanidade.
Desse modo, Jesus realizou a Nova Aliança, a ceia Pascal.
Esta ceia nos faz passar da escravidão do pecado para a vida nova, pois Jesus se oferece ao
Pai, dando-nos o Seu Corpo e o Seu Sangue como alimento de salvação: a Eucaristia.
Na Páscoa cristã, o Cordeiro pascal é Jesus que, no dia seguinte foi sacrificado e morreu na
cruz para nos salvar. A Ceia de Jesus com os seus discípulos antecipou o Seu sacrifício na Cruz.
CELEBRANDO:
Este momento de oração pode ser realizado na Capela do Santíssimo, num momento de recolhimento e
intimidade com Jesus Eucarístico
CATEQUISTA: Vamos manifestar nosso desejo de receber Jesus na comunhão.
TODOS: Estamos felizes pois iremos receber a Santa Eucaristia!
(Canto à escolha do grupo)
LEITOR 1: Senhor Jesus, Tu és o Pão vivo descido do céu,
TODOS: Dá-nos sempre deste Pão!
LEITOR 2: Ó Jesus que disseste: “Quem comer deste Pão viverá
eternamente”,
TODOS: Dá-nos sempre deste Pão!
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LEITOR 3: Ó Jesus que disseste: “Quem come a minha carne e bebe o meu
sangue permanece em Mim e Eu nele”.
TODOS: Dá-nos sempre deste Pão!
Momentos para orações espontâneas
Canto final à escolha do grupo
CATEQUISTA: Vamos entregar ao Coração Eucarístico de Jesus as nossas intenções.
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: BEATO ADÍLIO DARONCH, Jovem Mártir Brasileiro. No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Ligue as colunas corretamente:
a) Nome da refeição em que Jesus
se deu como alimento
(b) Festa da Páscoa que comemorava
a libertação do povo de Israel
b) Cerimônia religiosa do povo judeu (d) “Isto é o meu corpo que é entregue
por vós... Este é o cálice do meu
sangue, da nova e eterna aliança...”
c) Quem se dá como alimento na Missa?
(a ) Última Ceia
d) Disse Jesus na última ceia (c) Jesus Cristo, no sacramento da
Eucaristia.
ATIVIDADE EXTRA:
1) Criar um cartaz com os catequizandos utilizando as mesmas palavras escritas em tiras de papel
do início do encontro. Pedir que eles façam um paralelo entre o Antigo e o Novo Testamento
com estas palavras.
2) O amigo de fé deste encontro é o coroinha brasileiro Adílio Baronch. Será muito interessante
convidar alguns coroinhas da paróquia para serem entrevistados pelos catequizandos,
incentivando-os no amor à Eucaristia e motivando-os a continuarem a caminhada cristã no
serviço à comunidade.
ENCONTRO 19: JESUS VEM AO NOSSO ENCONTRO NA EUCARISTIA
TEXTOS BÍBLICOS: Jo 6, 54-58.
OBJETIVOS:
- Assim como o alimento fortalece nosso corpo, previne doenças e nos ajuda a crescer e viver melhor,
a Eucaristia alimenta a vida espiritual, as graças de Deus que recebemos no Batismo. Por isso,
precisamos desejar comungar, sabendo que na Eucaristia, Jesus está conosco para sempre.
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PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- rádio com música de ambiente de oração
Atividade Extra
- Cartolinas
MEDITANDO A PALAVRA: Jo 6,54-58
Jesus em seu discurso sobre o Pão da Vida diz: "quem come a minha carne e bebe o meu
sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,54). Esse discurso causou um
escândalo para os judeus que discutiam violentamente por não aceitar o que Jesus falava sobre ele
mesmo. Continuando com seu discurso, diz mais: "Pois minha carne é verdadeiramente comida e o
meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim
e eu nele" (Jo 6,55). Jesus não está fazendo um discurso antropofágico, ou seja, a atitude de comer
carne humana, mas está referindo-se ao dia em que ele realizará com os seus discípulos a santa ceia
onde ordenará aos seus amigos que perpetuem aquele memorial e refere-se também à sua entrega na
cruz para a nossa salvação. Na Eucaristia, para que Jesus possa permanecer em nós e nós
permanecermos nele, precisamos estar em estado de graça, isto é, sem pecado mortal (cf. CIC 1385).
Quando estamos em estado de graça, a Eucaristia produz seus frutos em nós, a saber: aumenta a nossa
união com Cristo; apaga os pecados veniais; preserva dos pecados mortais; compromete-nos com os
mais pobres e realiza a unidade, na Igreja, com todos os filhos de Deus. A Sagrada Comunhão
"conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo (cf. CIC 1392-1398).
Silenciosamente, meditemos: Jo 6,54-58 (5 minutos)
"Pois minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a
minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele" (Jo 6,55).
Eu me preparo para a Eucaristia conforme a Igreja orienta?
Busco o sacramento da reconciliação a fim de que, em estado de graça, possa recolher os frutos
da Sagrada Comunhão?
Assim como a Eucaristia, preciso ser "sacramento" de unidade com os meus irmãos na família,
no trabalho, na escola, na igreja e na vizinhança.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Meu Pai é glorificado quando produzis muito fruto e vos tornais meus discípulos. Assim como
o Pai me amou também eu vos amei.
Permanecei no meu amor".
(Jo 15,8-9)
"Ó Deus, que realizastes a obra da redenção humana
pelo mistério pascal de vosso Filho, concedei que,
proclamando a morte e ressurreição de Cristo,
confiante nos sinais do sacramento
possamos colher cada vez mais os frutos da salvação.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - Missa Votiva da Santíssima Eucaristia - A)
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APROFUNDANDO O TEMA:
Quando realizamos a iniciação cristã de nossos catequizandos, percorremos com eles um
itinerário onde são inseridos aos poucos no mistério de Cristo, de modo a despertar em cada um deles
o desejo de comungar, isto é, receber Jesus Cristo Eucaristia como alimento espiritual.
Nas catequeses semanais devemos cultivar nos catequizandos o desejo de encontrarem-se com
Jesus Cristo presente no sacramento da Eucaristia. Este encontro, contudo, vai sendo preparado por
outros encontros, que acontecem no dia-a-dia e resultam da prática da caridade, mostrando-nos que
para receber Jesus é preciso estar em união com Deus e com o próximo.
Devemos lembrar as palavras do apóstolo Paulo: “Que cada um examine a si mesmo, antes de
comer deste pão e beber deste cálice...” Ele nos alerta quanto às disposições necessárias, pois devemos
estar em estado de graça, isto é, arrependidos dos pecados veniais cometidos e reconciliados com Deus
pela confissão sacramental, se estivermos em pecado mortal (cf. Catecismo da Igreja Católica, n.
1385).
O Catecismo da Igreja Católica, no n. 1387, acrescenta: “A fim de se prepararem
convenientemente para receber este sacramento, os fiéis observarão o jejum prescrito na sua Igreja (é
dito desta forma, porque cada Bispo pode determiná-lo de acordo com as necessidades da sua diocese)
Na maioria das dioceses observa o jejum de uma hora antes de se receber a comunhão, ficando isentos
os doentes e os maiores de 65 anos de idade). A atitude corporal (gestos, roupa) há de traduzir o
respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede”.
Recebendo a Eucaristia na comunhão, em estado de graça, o fiel cristão obtém os frutos desta
comunhão: (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1391-1401)
1º - Aumenta a união íntima com Jesus Cristo;
2º - Purifica os pecados veniais cometidos e preserva dos pecados futuros;
3º - Restaura a perda das forças e fortalece a caridade;
4º - Renova, fortalece e aprofunda a união com a Igreja e nela com os irmãos;
5º - Compromete a vida do cristão com os menos favorecidos;
6º - Promove a unidade dos cristãos num só rebanho sob um só Pastor, que é Jesus Cristo, que dirige
sua Igreja por pastores visíveis: o Papa, os Bispos e os sacerdotes e diáconos;
7º - E, por fim, antecipaçãoda glória celeste, pois é fonte de santificação.
Portanto, “a santa comunhão do Corpo e Sangue de Cristo aumenta a união do comungante
com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os
laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da
Igreja, Corpo Místico de Cristo” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1416).
“Muitos são os problemas que obscurecem o horizonte do nosso tempo. Basta pensar quanto
seja urgente trabalhar pela paz, colocar sólidas premissas de justiça e solidariedade nas relações entre
os povos, defender a vida humana desde a concepção até o seu termo natural. E também que dizer das
mil contradições dum mundo ‘globalizado’, onde parece que os mais débeis, os mais pequenos e os
mais pobres pouco podem esperar? É neste mundo que tem que brilhar a esperança cristã! Foi também
para isto que o Senhor quis ficar conosco na Eucaristia, inserindo nesta sua presença sacrificial e
comensal a promessa duma humanidade renovada pelo seu amor” (Ecclesia de Eucharistia, n. 20).
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro da criança)
Perguntar à turma: que fazemos quando vamos receber uma pessoas muito querida? Será que
limpamos a casa, colocamos flores, nos arrumamos bem ou a recebemos de qualquer jeito? (Deixar que
falem) Aproveitando as respostas do grupo, mostrar que Jesus deseja vir ao nosso encontro na Eucaristia e,
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para isto, precisamos nos preparar muito bem. Olá, amigo! Hoje encerramos os encontros que falam sobre a
Eucaristia. Em breve vocês poderão participar da Missa de maneira completa
Como é bom ser convidado para uma festa! Escolhemos nossas melhores roupas e nos
preparamos para aproveitar ao máximo. A Missa é a grande celebração da nossa salvação. Ali
revivemos o sacrifício que nos salvou, por isso somos convidados a nos preparar bem para esse
momento tão feliz da nossa semana.
Assim como nos preparamos para um evento importante, devemos preparar nossa alma para o
grande banquete Eucarístico.
Vejamos o que devemos fazer para receber Jesus:
- Estar em paz consigo e com o próximo;
- Crer na presença real de Jesus na Eucaristia;
- Estar em estado de graça;
- Não ter comido nem bebido coisa alguma uma hora antes da comunhão. Água e remédios
não quebram o jejum.
A Sagrada Comunhão produz muitos frutos na nossa vida:
- Aumenta a nossa união com Cristo;
- Apaga os pecados veniais;
- Preserva dos pecados graves;
- Realiza a união na Igreja;
- Compromete a nossa vida com os irmãos mais necessitados.
Vamos ler no Evangelho, o que Jesus nos promete? Está em Jo 6, 54-58.
“Felizes os convidados para a ceia do Senhor!”
CELEBRANDO:
Sugerimos que este momento seja realizado diante do Santíssimo Sacramento. Pode-se colocar música
ambiente bem baixinho e fazer com que os catequizandos se coloquem em clima de oração. Pode-se cantar
uma música sobre Eucaristia antes de se realizar a oração abaixo.
Catequista: Estamos em oração para adorarmos Jesus na Eucaristia.
TODOS: Querido Jesus, nós Te adoramos. (Canto à escolha)
Leitor 1: Senhor Jesus, nós Te adoramos e Te amamos de todo o nosso coração. Oferecemos a Ti toda
a nossa vida: nossos estudos, trabalhos e alegrias.
TODOS: Recebe, Senhor Jesus, o nosso amor.
Leitor 2: Na Eucaristia Jesus entra em nossa casa, em nosso coração. Senhor, que o teu Corpo e
Sangue, que receberemos em breve, encha nosso coração de alegria. Que Tu sejas a força do nosso
caminho e da nossa vida.
TODOS: Jesus querido, nos Te adoramos na Hóstia Consagrada. Amém.
Preces espontâneas, Pai Nosso e canto final à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE, no
Coração da Igreja serei o amor.(No livro do catequizando)
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ATIVIDADES:
1) Em breve você receberá Jesus Eucarístico. O que você gostaria de dizer a Ele neste momento? Já dá
para imaginar como será sua ação de graças, seu agradecimento? Escreva uma linda oração a Jesus que
tanto te ama.
ATIVIDADE EXTRA:
1) Dividir a turma em grupos, onde cada grupo fará um cartaz sobre a Eucaristia, escolhendo
alguns dos objetos litúrgicos apresentados no Livro do Catequizando. Após a confecção dos
cartazes, pedir que cada grupo apresente o seu, explicando-o.
ENCONTRO 20: DOMINGO: DIA DA PALAVRA E DA EUCARISTIA
TEXTO BÍBLICO: Lc 24, 13-35.
OBJETIVOS:
- Desenvolver a certeza de que Jesus caminha ao nosso lado em cada momento de nossa vida;
- Perceber que Jesus quis deixar na sua Igreja um Sacramento especial da sua presença: a Eucaristia.
- Valorizar o domingo, como Dia do Senhor, dia da Palavra e da Eucaristia
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Bíblias para o catequista e catequizandos
- Folheto da missa
Atividade Extra
- Papel
- Lápis
MEDITANDO A PALAVRA: Lc 24,13-35
"Não podemos viver sem o Domingo!" Essa era a exclamação dos primeiros cristãos que se
reuniam para celebrar o dia do Senhor. A celebração do mistério pascal, conforme nos mostra muito
bem a Constituição Litúrgica Sacrossanctum Concilium,tem o seu núcleo no memorial de Cristo em
todo decorrer do ano litúrgico. Contudo, encontra o seu fulcro no “domingo”, também chamado e
assim conhecido pela tradição apostólica como “o dia do Senhor”, o “dia do Kýrios”, o “dia da
ressurreição”. Nesta páscoa semanal todo cristão celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, e
encontra, neste mesmo dia, o cumprimento da primeira criação e o início da “nova criação” (cf. DD 1).
O Documento Conciliar, acerca do domingo, diz: “Por tradição apostólica que tem sua origem do dia
mesmo da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra cada oitavo dia o mistério pascal, naquele que se
chama justamente dia do Senhor ou domingo. Neste dia, pois, devem os fieis reunir-se em assembleia
para ouvirem a Palavra de Deus e participarem da Eucaristia, e assim recordarem a paixão,
ressurreição e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os “gerou de novo pela ressurreição”
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de Jesus Cristo dentre os mortos para uma esperança viva (1Pd 1,3)” (SC 106). O sentido original do
domingo e seu significado profundo é apresentado na experiência de fé das primeiras comunidades
cristãs como dies domini, ou seja, “dia do Senhor”. Encontramos, à luz da revelação bíblica
neotestamentária, o domingo como dia privilegiado de culto, onde os cristãos estão reunidos para ouvir
a Palavra e dar a Deus o testemunho dessa Palavra ouvida, isto pode ser verificado na seguinte
passagem: “no primeiro dia da semana, estando nós para a fração do pão, Paulo entretinha-se com eles
(...) prolongou suas palavras até a meia-noite” (At 20,7).Aqui, Lucas apresenta o primeiro dia da
semana judaica, que se tornou o dia de reunião dos cristãos para a celebração litúrgica. O mesmo
evangelista no episódio que narra a caminhada frustrante dos dois discípulos voltando para o seu
povoado em Emaús, apresenta estes dois discípulos que, encontrando-se com o Cristo Ressuscitado,
não o reconheceram durante a caminhada. Eles, como sinal da sua frustração, disseram: "Nós
esperávamos que fosse ele quem redimiria Israel; mas, com tudo isso, faz três dias que essas coisas
aconteceram!" (Lc 24,21). Com essa afirmação observamos que eles estavam voltando de Jerusalém
no domingo de Páscoa e, enquanto caminhavam, o Ressuscitado começou a lhes interpretar as
Escrituras mostrando que era preciso que tudo aquilo acontecesse. Por um momento, Cristo simulou
andar mais adiante e eles exclamaram: "Fica conosco, pois a tarde cai e o dia já declina. E entrou para
ficar com eles. E uma vez à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o a eles. Então
os seus olhos se abriram e o reconheceram" (Lc 24,29-31). O mistério do domingo possui, portanto, a
capacidade de atualizar aPáscoa de Cristo na vida daqueles que se reúnem em assembleia para ouvir a
Palavra de Deus. Assim, participando da Eucaristia, os cristãos são transfigurados na imagem do
próprio Ressuscitado transformando todos os dias da semana num reflexo do domingo, dia em que
celebramos a vitória de Cristo sobre a morte.
Silenciosamente, meditemos: Lc 24,13-35 (5 minutos)
"Nós esperávamos que fosse ele quem redimiria Israel; mas, com tudo isso, faz três dias que essas
coisas aconteceram!" (Lc 24,21).
As vezes nossa caminhada parece frustrante e achamos que caminhamos sozinhos quando
surgem as tribulações.
As provações da nossa vida devem nos ajudar a olhar para além das aparências.
"Fica conosco, pois a tarde cai e o dia já declina" (Lc 24,29)
O Domingo é muito mais do que um dia no calendário civil, dentro do mistério da Páscoa, o
Domingo é uma "pessoa", é o Cristo Ressuscitado que ilumina nossas trevas.
Nas "noites escuras" da nossa vida, o Ressuscitado caminha conosco afugentando todas as
trevas que queiram nos fazer desanimar.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"O Senhor é o meu pastor, nada me falta.
Ainda que eu caminhe por vale tenebroso nenhum mal temerei,
pois está junto a mim."
(Sl 23(22),1.4)
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"Deus de poder e misericórdia, a cada Domingo reunis neste dia festivo
os vossos filhos e filhas em torno da mesa da vossa Palavra
e da mesa do vosso Santíssimo Corpo,
transfigurai-nos, pela escuta atenta das Santas Escrituras,
numa eucaristia para os nossos irmãos e irmãs.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
APROFUNDANDO O TEMA:
Neste encontro, querido(a) catequista, vamos juntos perceber que Jesus quis deixar na sua
Igreja um Sacramento especial da sua presença: a Eucaristia, que conhecemos como a Santa Missa.
Aqui é preciso não esquecer das palavras de Jesus por ocasião da sua despedida, quando disse aos seus
discípulos: “... Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo.” (Mt 28,20). Sim, Jesus é o
Emanuel, o Deus conosco, que caminha com os seus discípulos, como vimos no relato sobre “os
discípulos de Emaús”. A presença de Jesus se dá na Igreja de modo sacramental.
“A Igreja vive Jesus eucarístico, por Ele é nutrida, por Ele é iluminada. A Eucaristia é mistério
de fé e, ao mesmo tempo, ‘mistério de luz’. Sempre que a Igreja celebra, os fiéis podem de certo modo
reviver a experiência dos sois discípulos de Emaús: ‘Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no’ (Lc
24,31)” (Ecclesia de Eucharistia, n. 6).
O texto de São Lucas já apontava para a estrutura básica da Santa Missa, pois “a Liturgia da
Eucaristia desenrola-se segundo uma estrutura fundamental que se conservou ao longo dos séculos até
aos nossos dias. Desdobra-se em dois grandes momentos que formam uma unidade básica:
- a convocação, a liturgia da Palavra, com as leituras, a homilia e a oração universal;
- a liturgia eucarística , com a apresentação do pão e do vinho, a ação de graças consecratória e
a comunhão.
Liturgia da Palavra e liturgia eucarística constituem juntas ‘um só e mesmo ato do culto’; com
efeito, a mesa preparada para nós na Eucaristia é, ao mesmo tempo a da Palavra de Deus e a do Corpo
do Senhor.” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1346).
Sabedores de que Cristo se nos deu como alimento, quer na sua Palavra, quer no Pão
repartido, devemos, quando nos reunimos na Eucaristia dominical, participar da Missa inteira, como
nos manda a Santa Mãe Igreja. Isto se deve ao fato de que os dois momentos são partes de um único e
eterno sacrifício Eucarístico do Corpo e Sangue de Senhor oferecido na Cruz e feito sacramento para a
salvação da humanidade.
“A Eucaristia é a renovação da Aliança do Senhor conosco, seu Povo; perpetua o sacrifício da
Cruz, realizando de modo contínuo a obra da Redenção; é Sacramento de piedade, sinal de unidade,
banquete pascal, em que Cristo nos é dado, força para nossa caminhada, antecipação dos bens futuros.
Ela contém todo o bem espiritual da Igreja e a ela se ordenam todos os demais sacramentos e todos os
ministérios eclesiais. Por ela deve iniciar-se toda a educação ao espírito comunitário, pois significa e
realiza a unidade da Igreja. Por ela a Igreja continuamente vive e cresce, fazendo acontecer sempre
mais a aliança em Cristo com Deus e provocando-nos para o amor-justiça, tanto para a partilha dos
bens e dos dons, como para a entrega de nós mesmos, até o martírio, se preciso for, a exemplo do
Mártir Maior, Jesus Cristo. Por isso, a Eucaristia é o centro e o ponto culminante de toda a vida
sacramental, fonte e ápice de toda a vida cristã e de toda a evangelização, raiz e centro da comunidade
cristã” (Catequese Renovada, n. 226-227).
Também neste encontro deve-se valorizar o domingo, como Dia do Senhor, por excelência. S.
João Paulo II, escreveu em 1998, a carta encíclica Dies Domini, na qual afirma em seu número 33: “De
fato, é precisamente na Missa dominical que os cristãos revivem, com particular intensidade, a
experiência feita pelos Apóstolos na tarde de Páscoa, quando, estando eles reunidos, o Ressuscitado
lhes apareceu (cf. Jo 20,19). Naquele pequeno núcleo de discípulos, primícia da Igreja, estava, de
algum modo, presente o Povo de Deus de todos os tempos. Pelo seu testemunho, estende-se a cada
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geração de crentes a saudação de Cristo, transbordante do dom messiânico da paz, conquistada pelo
seu sangue e oferecida juntamente com o seu Espírito: « A paz esteja convosco! ». No fato de Cristo
voltar ao meio deles « oito dias depois » (Jo 20,26), pode-se ver representado, na sua raiz, o costume
da comunidade cristã de se reunir todos os oito dias, no « dia do Senhor » o domingo, para professar a
fé na sua ressurreição e recolher os frutos da bem-aventurança prometida por Ele: « Bem-aventurados
os que, sem terem visto, acreditam! » (Jo 20,29). Esta íntima conexão entre a manifestação do
Ressuscitado e a Eucaristia é sugerida pelo Evangelho de S. Lucas na narração dos dois discípulos de
Emaús, aos quais Cristo mesmo fez companhia, servindo-lhes de guia na compreensão da Palavra e
depois sentando-Se com eles à mesa. Reconheceram-n'O, quando Ele « tomou o pão, pronunciou a
bênção e, depois de o partir, entregou-lho » (24,30). Os gestos de Jesus, nesta narração, são os mesmos
que Ele realizou na última Ceia, com clara alusão à « fração do pão », como é denominada a Eucaristia
na primeira geração cristã.”
DESENVOLVENDO O TEMA:(itálico = livro do catequizando)
Olá, como estão?
Alguém já se sentiu decepcionado algum dia? Por que? O que fez para superar a frustração? (Deixar
que falem)
Vocês sabiam que entre os discípulos de Jesus também houve aqueles que não confiaram plenamente
na promessa de ressurreição de Cristo? E aí ficaram muito tristes... Mas, Jesus apareceu a eles e...
No encontro de hoje, vamos descobrir o que aconteceu com dois discípulos que voltavam de
Jerusalém para a sua casa em Emaús, no Domingo da Páscoa. Eles estavam muito tristes, pois tinham
acabado de ver Jesus morrer na cruz. Pensavam que tudo estava perdido...
Mas, no meio do caminho, alguém se aproximou e algo incrível aconteceu!
Vamos ler essa história em Lc 24, 13-35.
A leitura pode ser dividida entre o catequista e os catequizandos. Escolher narrador, discípulos e Jesus.
1. O que o texto diz? (recontar com os catequizandos)
2. O que o texto diz para nossa vida?
A tristeza dos dois discípulos era tão grande, que eles não reconheceram que o viajante que
estava com eles era Jesus. Mesmo assim, o Cristo Ressuscitado não os abandonou, mas caminhou com
eles explicando-lhes a Palavra de Deus.
Após a longa viagem, Jesus parecia seguir o seu caminho, mas os discípulos pediram: “Fica
conosco, já é tarde e já declinao dia.”
Eles foram cear. Jesus tomou o pão, abençoou-o e partiu-o. Nessa hora, os discípulos o
reconheceram! Era Jesus Ressuscitado! Agora o próprio Cristo estava em seus corações, por isso Jesus
desapareceu da vista deles. Voltaram para Jerusalém com muita alegria, para dar a grande notícia de
que Jesus está vivo!
Jesus celebrou com eles a Eucaristia no domingo da Páscoa, repetindo o mesmo gesto da
Quinta-feira Santa. O Ressuscitado também caminha conosco todos os dias. Desde o início, as
comunidades cristãs diziam: "Não podemos viver sem o domingo". Para nós, este é o "Dia do
Senhor", onde escutamos a Palavra e recebemos a Eucaristia.
De um modo especial, Jesus está presente em cada Missa que é celebrada. Jesus está
presente...
- ... no sacerdote que preside a celebração.
- ... na Palavra proclamada.
- ... na Eucaristia.
- ...na assembleia reunida.
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Cada vez que participamos da Missa, temos um encontro com o Cristo vivo, como os discípulos
de Emaús. Em breve, você vai receber o Senhor na Eucaristia!
Catequista, você pode aproveitar este tema e conversar com eles sobre as partes principais da missa,
se possível, utilizando o folheto dominical. Nos Anexos você encontra um breve roteiro que pode lhe ajudar.
CELEBRANDO:
CATEQUISTA: Vamos continuar a meditação do evangelho de hoje. Querido Jesus, como estes
discípulos queremos te dizer:
TODOS: Fica conosco, Senhor!
Leitor 1: Queremos ouvir e seguir a Palavra de Deus.
TODOS: Queremos ouvir com amor a Tua Palavra. Fica conosco, Senhor!
Leitor 2:Queremos nos alimentar de seu Corpo e Sangue.
TODOS: Querido Jesus, esperamos com alegria pelo grande encontro que teremos contigo na
Eucaristia. Fica conosco, Senhor!
CATEQUISTA: O que este texto bíblico nos faz dizer a Deus? Aqueles que desejarem, poderão
partilhar as preces que brotarem dos seus corações.
Momento para preces espontâneas
Leitor 3:Quem caminha com Jesus, tem sua vida transformada, vive em união com Deus e os irmãos.
TODOS: Querido Jesus, queremos ser sinal da Tua presença! Fica conosco, Senhor!
CATEQUISTA: Vamos agradecer ao Senhor, que nos alimenta com o seu amor. Pai nosso...
Canto final à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ:SÃO TARCÍSIO, mártir da Eucaristia - No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Complete as palavras e desenhos nos espaços abaixo, os momentos em que Jesus está presente na
celebração da missa:
SACERDOTE, ASSEMBLEIA, PALAVRA, EUCARISTIA.
ATIVIDADES EXTRAS:
1) Dramatizar a passagem dos discípulos de Emaús.
2) Distribuir a cada catequizando papel e lápis. Convidá-los a visitar a a igreja, onde podem
anotar os lugares que conhecem e os que gostariam de conhecer e tirar a dúvida (ex.:
presbitério, ambão, sacristia, etc.). Depois, anotar as dúvidas de todos e convidar um MESC ou
Acólito para uma conversa, se possível no templo ou na sacristia.
REUNIÃO DE PAIS
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Unidade III: VIDA CRISTÃ
Acolhida: Palavras ou canto de boas vindas de modo que todos se sintam acolhidos e possam se
cumprimentar uns aos outros.
Canto: “Te amarei, Senhor”
Oração Inicial: Pedimos que cada um possa se sentir acolhido pelo próprio Jesus, pois é Ele quem nos
chama para caminhar junto, em comunidade. E se o Senhor nos chama é porque nos ama e sabe que só
encontraremos paz e alegria junto a Ele. Por isto deseja que sejamos seus companheiros, seus
seguidores. Peçamos ao Espírito Santo que nos ajude a perceber a presença viva de Jesus. (Canto ou
oração ao Espírito Santo).
Motivação: Apresentar a imagem de uma grande árvore com vários ramos. Perguntar se alguém tem
um palpite sobre que árvore seria (cajueiro, macieira, mangueira...).
Destacar que fica fácil descobrir quando vemos os frutos e levar o grupo à reflexão:
Também Deus compara a nossa vida à vida de uma árvore. Ouçamos o Evangelho: João 15,5-
17.
Reflexão da Palavra:
Nesta passagem Jesus nos mostra claramente que deseja nos ver dando frutos. E, quais seriam
os frutos que Jesus gostaria de ver em nós? Na nossa casa? (...) No trabalho? (...) Na comunidade? (...)
Aguardar respostas
Para darmos frutos, precisamos de Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer. Mas, Jesus também
criou uma forma de realizar esta comunhão.
Primeiro, nos dando o Espírito Santo no Batismo: a seiva que corre do seu sagrado Coração e
que Ele deseja que corra em nós, em todo o nosso ser. Pelo Batismo nos une a Si como os ramos à
videira; nos tornamos membros do seu Corpo.
E assim, Ele “não nos deixa caminhar solitários”, mas nos quer unidos a si e também uns aos
outros.
Jesus nos convida a nos alimentarmos dele pela Sagrada Eucaristia, pois Ele “conhece a nossa
fraqueza, o nosso coração” e quer que seu Corpo sustente nossa fé como uma verdadeira comida e seu
sangue nos purifique como um verdadeiro remédio a nos livrar das doenças do egoísmo, da falta de
perdão, da impaciência... e, para nos fortalecer no desejo de ouvir e compreender sua Palavra e colocar
em prática seus ensinamentos. Convida-nos a sermos crismados, para “vivermos a vida na sua
presença”, ungidos para agir neste mundo como cristãos e anunciadores do Cristo.
Assim, a vida cristã se inicia pela vivência destes três Sacramentos (Batismo, Crisma e
Eucaristia) mas ela só se realiza plenamente quando começamos a dar frutos; quando aprendemos, por
atitudes e palavras, a nos amar uns aos outros; a “amar como Jesus amou; pensar como Jesus pensou;
sonhar como Jesus sonhou; viver como Jesus viveu; sentir o que Jesus sentia; sorrir como Jesus sorria
e, ao chegar ao fim do dia, eu sei que dormiria muito mais feliz.”
Dinâmica:
Existe uma oração muito conhecida por todos nós que traduz bem os frutos que Deus espera de
nós; os frutos de uma vida verdadeiramente cristã. Frutos de alguém que ouviu a Palavra de Deus e
resolveu colocá-la em prática. É a oração de São Francisco. Nela encontramos:
Onde houver ódio, que eu leve...(o amor); onde houver ofensa, que eu leve...(o perdão);
Onde houver discórdia, que eu leve a ... (união); onde houver dúvidas, que eu leve ... (a fé);
Onde houver erro, que eu leve... (a verdade); onde houver desespero, que eu leve a...
(esperança);
Onde houver tristeza, que eu leve a... (alegria); onde houver trevas, que eu leve a ...(luz).
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Distribuir, aleatoriamente, silhuetas de maçãs, laranjas, peras... e dividir os participantes em quatro
grupos. Cada grupo refletirá sobre dois versos da oração de São Francisco e, depois, cada pessoa escreverá no
seu fruto uma atitude concreta a ser tomada na família, no trabalho, na comunidade e na sociedade inspirada
nos versos refletidos.
No retorno dos grupos, convidar os participantes, ao som da música Oração de São Francisco, a
colarem naquela grande árvore apresentada no início os frutos que desejam dar.
Oremos: Para que o Senhor nos ajude a vivermos unidos a Ele; ouvindo sua Palavra; fortalecidos pela
seiva do seu Espírito; alimentados por sua vida e dando frutos de uma vida cristã, rezemos: Pai
Nosso...
A Virgem Maria, sabia guardar a Palavra de Deus e colocá-la em prática colocando-se a serviço
de sua prima; preocupando-se com o que faltava no casamento, acompanhando Jesus até a cruz... Ela
deu o maior de todos os frutos ao mundo, porque o fruto do seu ventre é Jesus; Peçamos que ela
interceda para que nossas famílias também tenham uma vida mais cristã na vida e na sociedade. Ave
Maria...
Peçamos cantando: ”Cubra-me com seu manto de amor, guarda-me na paz deste olhar...”
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ENCONTRO 21: CAMINHANDO COM CRISTO NA IGREJA
TEXTO BÍBLICO: At 2,42-47
OBJETIVOS:
- Identificar a Igreja como família e corpo de Deus, onde cada um é membro vivo e atuante;
- Comparar o crescimento da vida espiritual com a construção de um edifício, cuja pedra angular é
Jesus;- Apresentar o Ano Litúrgico e sua estrutura como celebração da obra da salvação realizada por Cristo,
com Cristo e em Cristo;
- Suscitar no catequizando o desejo de participar plena, cônscia e ativamente da liturgia.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- caminho feito com cartolina ou TNT nas cores: roxo, branco, vermelho e verde
- crucifixo ou imagem de Jesus
- tiras de papel com as palavras CICLO NO NATAL: Advento – Natal – Epifania / TEMPO COMUM
/ CICLO PASCAL: Quaresma – Tríduo Pascal – Páscoa – Pentecostes / TEMPO COMUM
Atividade Extra
- seis peças do painel do Ano Litúrgico escritas e coloridas de acordo com o Ano Litúrgico
MEDITANDO A PALAVRA: At 2,42-47
"A Liturgia é a meta para a qual se dirige a ação da Igreja e, simultaneamente, a fonte de onde
emana toda a sua força" (SC 10). É na sagrada liturgia que todos os fieis, através do mistério pascal,
expressam em oração, a sua ação de graças glorificando a Deus Pai. O texto bíblico dos Atos dos
Apóstolos apresenta concretamente a experiência da liturgia que surgia no seio da comunidade dos
primeiros cristãos: "Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna,à
fração do pão e às orações (...) Louvavam a Deus e gozavam da simpatia de todo o povo. E o Senhor
acrescentava cada dia ao seu número os que seriam salvos" (At 2,42.47). O documento de PUEBLA,
sobre a liturgia, diz: "O Pai, por Cristo e no Espírito, santifica a Igreja e, por ela, o mundo; mundo e
Igreja por sua vez, por Cristo e no Espírito, dão glória ao Pai. A liturgia, como ação de Cristo e da
Igreja, é o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo; é o ápice e a fonte da vida eclesial. É um encontro
com Deus e com os irmãos; banquete e sacrifício realizado na Eucaristia; festa de comunhão eclesial,
na qual o Senhor Jesus, por seu mistério pascal, assume e liberta o Povo de Deus e, por ele, toda a
humanidade, cuja história é convertida em história salvífica, para reconciliar os homens entre si e com
Deus. A liturgia é também força em nosso peregrinar, para que se leve a bom termo, mediante o
compromisso transformador da vida, a realização plena do Reino, segundo o plano de Deus" (P 917 -
918).
Silenciosamente, meditemos: At 2,42-47(5 minutos)
"Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna,à fração do pão e
às orações" (At 2,42)
A Liturgia da Igreja deve proporcionar aos batizados à comunhão com Deus, com o próximo e
comigo mesmo.
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Através da ação litúrgica "mergulho" no mistério pascal de Cristo para ser transfigurado à sua
imagem ressuscitada.
"Louvavam a Deus e gozavam da simpatia de todo o povo. E o Senhor acrescentava cada dia ao seu
número os que seriam salvos." (At 2,47)
Na celebração litúrgica, o fiel batizado se une à Igreja à uma só voz para cantar as maravilhas
de Deus na sua vida.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Tenho plena certeza de que aquele que começou em vós a boa obra
há de levá-la à perfeição até o dia de Cristo Jesus."
(Fl 1,6)
"Deus do universo, fonte de todo o bem,
derramei em nossos corações o vosso amor e
estreitai os laços que nos unem convosco
para alimentar em nós o que é bom e guardar com solicitude o que nos destes.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - 22º Domingo do Tempo Comum)
APROFUNDANDO O TEMA:
Querido(a) catequista, a nossa vida de membros da Igreja é uma vida litúrgica, isto é, uma vida
que existe para viver o mistério pascal de Jesus Cristo. Esta vida nos é comunicada ao longo do Ano
Litúrgico nas diversas celebrações litúrgicas que nele ocorrem, particularmente na celebração da
Páscoa, que evidencia a obra da salvação de Cristo.
O Ano Litúrgico não é mera apresentação linear da vida de Jesus Cristo, mas é a celebração da
obra da salvação realizada por Cristo, com Cristo e em Cristo, na sagrada recordação, na
COMEMORAÇÃO dos momentos fundamentais da sua existência histórica.
Afirma o Catecismo da Igreja Católica, em seu número 1165: “Na Santa Mãe Igreja julga seu
dever celebrar, em certos dias no decurso do ano, com piedosa recordação, a obra salvífica de seu
divino Esposo. Em cada semana, no dia em que ela chamou domingo, comemora a ressurreição do
Senhor, celebrando-a uma vez também, na solenidade máxima da Páscoa, juntamente com a sua
sagrada paixão. No decorrer do ano, revela todo o mistério de Cristo, desde a Encarnação e Natividade
até a Ascensão, o dia de Pentecostes e a expectação da feliz esperança da vinda do Senhor. Quando a
Igreja celebra o mistério de Cristo, há uma palavra que marca a sua oração: “hoje!”. Ela faz eco à
oração que seu Senhor lhe ensinou (cf. Mt 6,11) e ao apelo pela vinda do Espírito Santo. Este `hoje' do
Deus vivo em que o homem é chamado a entrar é ‘a hora’ da Páscoa de Jesus que atravessa e leva toda
a história" (Catecismo da Igreja Católica, n° 1165).
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O Ano Litúrgico levou muito tempo para ser estruturado. Até chegar ao estado atual foram
necessários oito séculos. Praticamente se formou como uma irradiação do mistério central do
cristianismo: a Páscoa da Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.
Basicamente ele se desenvolve em torno de dois grandes ciclos: o ciclo Pascal, que é o mais
importante, e o ciclo do Natal. Mas a base central é o domingo, a festa cristã por excelência, onde se
comemora semanalmente a ressurreição do Senhor. Em torno de cada ciclo formaram-se os períodos
de preparação, de celebração e de prolongamento.
1. Ciclo do Natal: Este ciclo também pode ser chamado de ciclo da encarnação, pois celebra a
vinda do Filho de Deus na carne (Natal) e a sua manifestação como Deus aos homens
(Epifania). O significado que encontramos nos símbolos de Natal, apresentam o Cristo como
Luz que brilha nas trevas (cf. Lc 1,78-79).
Os períodos em torno do ciclo do Natal:
a) Período de preparação: o tempo do Advento, que nos envolve num clima de espera, da chegada
cio Senhor. Neste período nos acompanham o profeta Isaías, João Batista e a Virgem Maria,
como exemplo daqueles que acreditaram nas promessas de Deus.
b) Período da celebração: são as festas cio Natal, que comemoram a encarnação do Filho de Deus
e da Epifania, que comemoram a sua manifestação divina aos homens do mundo inteiro.
c) Período de Prolongamento: é o primeiro período do Tempo Comum, onde os Evangelhos,
anunciados em cada domingo, querem mostrar que Jesus é o Messias. É a sua manifestação por
palavras e ações: cura, expulsão de demônios, multiplicação dos pães etc.
2. O Ciclo Pascal: Celebra o maior de todos os mistérios, o da paixão, morte e ressurreição de
Jesus, isto é, a Páscoa. Neste ciclo aparece a passagem da morte à vida, onde Cristo é aquele
que, morrendo, destruiu a morte e a todos deu a vida. Ele é o libertador da morte, o vencedor
que ressuscitou de entre os mortos.
Os períodos em torno do ciclo Pascal:
a) Período de preparação: o tempo da Quaresma, que nos envolve num clima de penitência, de
arrependimento e de oração, acompanhados da caridade. Este tempo quer nos conduzir a
renovação que brota da vitória pascal. O número quarenta na Bíblia está associado a várias
situações que envolvem provações, lutas, humilhações, mas que manifestam também a
presença operante de Deus que nunca abandona os seus filhos, dando-lhes força e vigor para
alcançar o prêmio.
b) O Tríduo Pascal: "Como Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação
de Deus, principalmente pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e
ressuscitando renovou a vida, o sagrado Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor
resplandece como ápice de todo o Ano Litúrgico.
c) A Celebração da Páscoa: "... a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a 'festa dasfestas', 'solenidade das solenidades', como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o
grande sacramento)... O ministério da ressurreição, no qual Cristo esmagou a morte, penetra o
nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo lhe seja submetido" (Catecismo
da Igreja Católica, n° 1169).
O tempo pascal dura cinquenta dias. Vai do domingo da Ressurreição até o dia de Pentecostes,
e são celebrados como se fossem "um só dia de festa, como um grande domingo". Período de
prolongamento: recomeçando na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes, continuamos o
Tempo Comum, um período chamado tempo da Igreja, onde o Espírito Santo, celebrado em
103
Pentecostes, faz amadurecer nela os frutos da redenção. Alimentada com a Eucaristia, a Igreja
empreende a sua marcha rumo à eternidade.
"Ao celebrar o ciclo anual dos mistérios de Cristo, a Santa Igreja venera com particular amor a
bem-aventurada mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica de
seu Filho; em Maria, a Igreja admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com
alegria, como puríssima imagem do que ela própria anseia e espera ser na sua totalidade"
(Sacrosanctum Concilium, n° 103).
DESENVOLVENDO O TEMA:
Colocar no centro da sala um caminho feito com cartolina ou TNT nas cores do ano litúrgico: Roxo
(Advento e Quaresma), Branco (Ciclos do Natal e da Páscoa), Vermelho (Pentecostes), Verde (Tempo Comum –
duas tiras). Ao final do caminho, deve estar numa mesa um crucifixo ou imagem de Jesus.
Preparar anteriormente, tiras de papel com as seguintes palavras: CICLO DO NATAL: Advento – Natal –
Epifania – TEMPO COMUM – CICLO PASCAL: Quaresma – Tríduo Pascal – Páscoa – Pentecostes – TEMPO
COMUM
Estas tiras serão colocadas sobre as cores respectivas, durante a conversa do catequista com a turma.
Recebê-los com alegria. Olá, mais uma vez nos reunimos para caminharmos na vida cristã.
Perguntar às crianças quais são as comemorações que acontecem durante o ano em casa, na escola,
na comunidade.
Após conversarem, perguntar: Quais são as celebrações que temos na Igreja? Ver a que eles lembram
e porque as celebramos.
Durante toda a nossa caminhada de fé, somos convidados a mergulhar cada vez mais nos mistérios da
vida de Jesus.
Desde o início da Igreja, os primeiros cristãos se reuniam para celebrar a Ressurreição do Senhor.
Vamos ler em Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos 42 a 47.
A partir da Páscoa de Jesus a Igreja foi estruturando sua liturgia, que é a sua forma de celebrar. Com
o passar do tempo, a Igreja foi organizando o Ano Litúrgico. Por isso, ela tem um calendário diferente do ano
civil. Através dele, os mistérios da fé nos são apresentados e vivenciados nas celebrações. As cores, os símbolos
e os textos litúrgicos nos ajudam a entrar no mistério pascal de Cristo.
O Ano Litúrgico começa no ADVENTO, que quer dizer “vinda”. É o tempo em que nos preparamos
para celebrar o nascimento de Jesus e aguardamos a sua Segunda Vinda.
Após o Advento, temos o TEMPO DO NATAL, que se estende até a festa do Batismo de Jesus.
Logo depois, entramos na primeira parte do TEMPO COMUM, onde aprofundamos o mistério de
Cristo. Depois, vem o TEMPO DA QUARESMA, que são os quarenta dias de preparação para a Páscoa. Neste
tempo a Igreja nos convida a viver o jejum, a esmola e a oração.
Chega-se, então, ao cume de todo Ano Litúrgico, a TRÍDUO PASCAL: Quinta-feira Santa, Sexta-feira
Santa e Sábado Santo. No domingo celebra-se a grande festa da Ressurreição de Jesus, a Páscoa. Nestes dias,
celebramos com mais amor o mistério da nossa salvação. A Páscoa é a celebração central de toda a liturgia.
O Tempo Pascal se encerra com a solenidade de PENTECOSTES, cinquenta dias após a Páscoa.
Começa, então, a segunda parte das semanas do TEMPO COMUM até a festa de Cristo, Rei do
Universo, com que se encerra o Ano Litúrgico.
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Uma celebração litúrgica é o encontro dos filhos e filhas de Deus Pai, em Cristo, no Espírito
Santo. Em cada celebração, Deus se dirige a nós e espera a nossa resposta de fé e de amor filial.
CELEBRANDO:
Catequista: Queridas crianças, como membros da Igreja de Cristo, somos convocados a celebrar
durante o Ano Litúrgico, os mistérios de Jesus, nosso Salvador.
Canto sobre Jesus, à escolha do grupo
Enquanto cada tempo litúrgico é apresentado, coloca-se em cada um dele um símbolo próprio.
Advento: coroa
Natal: Presépio
Quaresma: Cruz
Páscoa: Círio Pascal
Tempo comum: Sandália
Leitor 1: Iniciamos o Ano Litúrgico com o tempo do Advento.
TODOS: Celebramos Jesus que veio na sua Encarnação, vem na Graça e virá um dia na Glória.
Leitor 2: No tempo do Natal, vivemos os mistérios do nascimento e da infância de Jesus até a Festa do
seu Batismo.
TODOS: Com Jesus, queremos crescer em estatura, idade e graça.
Leitor 3: Durante os domingos do Tempo Comum, caminhamos com Cristo, através de seus
ensinamentos e milagres.
TODOS: Glória e louvor a Jesus que nos leva ao Pai.
Leitor 4: Da Quarta-feira de Cinzas até a Semana Santa, nos preparamos para celebrar o Mistério
Pascal de Cristo: sua paixão, morte e ressurreição.
TODOS: Que a Quaresma seja para nós um tempo de oração, esmola e jejum.
Leitor 5: No Tempo Pascal, celebramos Jesus que vence a morte e nos envia o Espírito Santo. Aleluia!
Aleluia!
TODOS: Glória a Jesus, nosso Salvador. Aleluia! Aleluia!
Catequista: Em cada celebração litúrgica Jesus nos pede uma resposta de fé e de amor.
Canto final à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
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AMIGO DE FÉ: SANTO ANTONIO GALVÃO, primeiro santo brasileiro No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Encontre abaixo o nome de algumas celebrações litúrgicas:
IMACULADA CONCEIÇÃO - BATISMO DE JESUS - CORPUS CHRISTI - SEMANA SANTA
PENTECOSTES - CRISTO REI - QUARESMA - ASCENSÃO - ADVENTO – PÁSCOA - NATAL
2. Nossa fé, também se expressa por gestos, cores e símbolos. Observando as imagens abaixo,
escreva ao lado de cada uma o nome do tempo litúrgico que representam e o que significam:
Coroa do Advento e Círio Pascal
ATIVIDADES EXTRAS:
1. Quem descobre? Formar grupos de catequizandos e distribuir entre eles os símbolos que foram
utilizados no encontro. Cada grupo fará uma atividade diferente relacionada ou ao símbolo ou
ao tempo litúrgico. Os grupos podem apresentar: música, expressão corporal, oração,
sociodrama, adivinhação, entre outras atividades. Ao apresentarem, os demais grupos devem
descobrir qual o qual símbolo e tempo litúrgico apresentados.
ENCONTRO 22 - VIVER COM AMOR NA IGREJA
TEXTO BÍBLICO: Rm 12, 4-5
OBJETIVOS:
- Apresentar a Igreja de Cristo como um Corpo, cujos membros estão intimamente unidos entre
si;
- Mostrar que os mandamentos da Igreja orientam, regulam e preservam os seus membros da
grande tentação de se afastarem do mandamento do amor.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- quadro ou folha grande de papel
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- mandamentos em tiras de papel
- desenho de uma igreja em uma cartolina
Celebrando
- desenho de uma igreja em uma cartolina cortada em pedaços
Atividade Extra
- folha de papel ofício para cada catequizando
MEDITANDO A PALAVRA: Rm 12,4-5
A Igreja nos recorda, à luz do pensamento paulino, que ela é comparada a um corpo que
dispõe de muitos membros e que estes não têm uma mesma função e, mesmo sendo muitos, eles
formam um só corpo em Cristo (cf. Rm 12,4-5). A Igreja é um corpo espiritual, chamada de corpo
místico de Cristo e nesse corpo, Jesus é a cabeça que orienta todos membros que a ele estão ligados.
"Se um membro do corpo sofre, todos os membros compartilham o seu sofrimento; se um membro é
honrado, todos os membros compartilham a sua alegria" (1Cor 12,26). O Documento de Aparecida ao
falar da comunhãodos discípulos missionários na Igreja, afirma: "A Igreja é comunhão no amor. Esta
é sua essência e o sinal através do qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e
servidora da humanidade. O novo mandamento é o que une os discípulos entre si, reconhecendo-se
como irmãos e irmãs, obedientes ao mesmo Mestre, membros unidos à mesma Cabeça e, por isso,
chamados a cuidarem uns dos outros (1Cor 13; Cl 3,12-14)" (DAp 161). Quem ama de verdade o
Cristo, cumpre com alegria e amor os mandamentos da Igreja e com o seu cumprimento torna-se
testemunha da Igreja no mundo.
Silenciosamente, meditemos: Rm 12,4-5(5 minutos)
"Nós somos muitos, mas formamos um só corpo" (Rm 12,4)
Batizado, fui incorporado ao Corpo Mítico de Cristo que é a sua Igreja.
Reconheço-me como membro desse corpo?
Promovo a unidade desse corpo com o meu testemunho batismal?
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo;
diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo;
diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos."
(1Cor 12,4-6)
Ó Deus, quisestes que a vossa Igreja fosse sacramento de salvação para todas as nações,
a fim de que a obra do salvador continuasse até o fim dos tempos.
Despertai nos corações dos vossos fieis a consciência de que são chamados
a trabalhar pela salvação da humanidade até que de
todos os povos surja e cresça para vós uma só família e um só povo.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
(Oração de Coleta - Missa por várias necessidades - pela evangelização dos povos - B)
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APROFUNDANDO O TEMA:
Querido(a) catequista, percebemos que o nosso corpo precisa obedecer a certas regras, a fim de
que funcione bem. Sabemos que o corpo todo sofre quando um membro está enfermo. Assim também
acontece com o Corpo de Cristo, que participa das alegrias, das dores e sofrimentos de cada um de
seus membros. A imagem do corpo humano e das suas leis naturais podem nos ajudar a perceber a
importância dos mandamentos da Igreja, como normas que orientam, regulam e preservam os seus
membros da grande tentação de se afastarem do mandamento do amor. (cf. Catecismo da Igreja
Católica, n. 2041).Vejamos cada um dos mandamentos da Igreja. (Catecismo da Igreja Católica, n.
2042 e 2043)
1) Participar da missa inteira nos domingos e festas de guarda: Este mandamento alerta o cristão
quanto à sua vida perante Deus e do tempo que deve se tornar oferta, respeitando o sagrado dia do
descanso semanal, para que o culto a Deus seja o mais perfeito possível. Por isso, “no domingo e nos
outros dias de festa de preceito, os fiéis tem a obrigação de participar da missa; além disso, devem
abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia
do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo” (Código de Direito Canônico, n. 1247).
Os dias solenes, chamados de “preceitos”, são: Natal (25 de dezembro); Solenidade de Santa
Maria Mãe de Deus (1º de janeiro); Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (quinta-feira
depois do domingo da SS. Trindade); Solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). Além
destas temos a Epifania, a Ascensão do Senhor, a Assunção de Nossa Senhora e Todos os Santos, que,
no Brasil, são celebrados no dia de domingo.
“Os fiéis que, por causa de doença, impedimento ou por qualquer outra razão grave, estão
impedidos de participar da missa dominical, terão o cuidado de se unirem de longe à celebração da
mesma”. É o caso das missas transmitidas por rádio e televisão ou o repasse das leituras e orações
previstas no missal para aquele dia, além do desejo da Eucaristia. (cfDies Domini, n. 48 e 51)
2) Confessar-se ao menos uma vez por ano: A obrigação de confissão anual é para os pecados graves
ainda não confessados. Em relação à preparação para a primeira eucaristia, o(a) catequista deve ajudar
os catequizandos a perceberem que a confissão sacramental é um meio para se obter o perdão,
oferecido por Jesus aos filhos da Igreja que caírem em pecado grave. É importante lembrar que para
receber a comunhão é necessário que o fiel esteja em estado de graça (cf. Diretório Catequético Geral,
Apêndice n. 3).
3) Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição: “Todo fiel cristão, depois que recebeu a SS.
Eucaristia pela primeira vez, tem a obrigação de receber a sagrada comunhão ao menos uma vez por
ano. Esse preceito deve ser cumprido no tempo pascal, a não ser que, por justa causa, se cumpra em
outro tempo dentro do ano” (Código de Direito Canônico, n. 920).
Se o homem precisa alimentar-se diariamente para sobreviver, como não necessitará da
Eucaristia para viver santamente, já aqui na terra, preparando assim a vida eterna com Deus? Na
realidade, devemos incentivar a confissão e a comunhão frequentes. Não podemos nos contentar com o
mínimo...
4) Jejuar e abster-se de carne, quando manda a Santa Mãe Igreja: A Igreja prescreve que se
dediquem ao jejum e à abstinência de carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da paixão e
Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e que pratiquem as obras de caridade e exercícios de piedade nas
sextas-feiras ao longo do ano.
“Estão obrigados à lei da abstinência aqueles que tiverem completado 14 anos de idade; estão
obrigados à lei do jejum todos os maiores de 21 anos até os 60 anos começados” (Código de Direito
Canônico, n. 1252); os que não estão obrigados ‘à lei do jejum e da abstinência’ podem e devem ser
108
educados ao verdadeiro sentido da penitência, para que se conscientizem quanto ao valor deste
mandamento. Isto pode se aplicar também às crianças que estão no catecumenato. Podem existir várias
formas de jejum, mas sempre o jejum deve ser feito com espírito de penitência e de fé. Cada um deve
buscar algo que lhe custe mais e oferecê-lo ao bom Deus num sincero desejo de conversão.
5) Socorrer a Igreja nas suas necessidades: enuncia que os fiéis devem ir ao encontro das
necessidades materiais da Igreja, cada um segundo sua própria possibilidade (Catecismo da Igreja
Católica, n. 2043). Devemos ajudar a Igreja com os bens materiais a fim de que ela possa dispor do
que é necessário para o culto divino, para socorrer os seus filhos nas suas necessidades materiais e
espirituais, isto é, para as obras de apostolado e caridade e para sustentar a vida dos ministros sagrados
(cf. Código de Direito Canônico, n. 222). A pastoral do dízimo educa os cristãos para esta prática que
remonta ao Antigo Testamento. O dízimo deve ser considerado como elemento de verdadeira
evangelização.
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico= livro da criança)
Olá, mais uma vez Jesus nos reúne!
Catequista, você pode recontar a história da conversão de S. Paulo em At ou reler no Amigo de Fé do
encontro.... Ressaltar que Jesus se identifica com os cristãos, logo a Igreja é corpo de Cristo.
Você sabe que nosso corpo precisa de cuidados, não é?
Pedir aos catequizandos que citem alguns cuidados que devemos ter em relação ao nosso corpo e o
dos outros para que tenhamos uma vida saudável. (Anotar no quadro ou numa folha grande de papel.) Se não
seguirmos estas regras poderemos ter nossa saúde prejudicada? (Deixar que falem.) Quer dizer, então, que
precisamos cuidar bem de nosso corpo para vivermos bem, certo?
Você se recorda da conversão de São Paulo? Ele estava indo a Damasco para prender os
cristãos, quando ouviu a voz de Jesus: “Saulo, Saulo porque me persegues?” Ora, Paulo achava que
estava perseguindo somente os cristãos, mas, nesse momento, ele descobriu que Jesus e os cristãos
formam um só corpo.
Essa descoberta foi tão importante que ele escreveu sobre isso numa carta aos Romanos.
Vamos ler Rm 12, 4-5.
Deixar que falem que otexto diz para nós.
A Igreja é um corpo espiritual, é o corpo místico de Cristo. Jesus é a cabeça e nós somos os
seus membros. Assim como cuidamos do nosso corpo, precisamos também zelar pela Igreja:
- rezando por ela;
- participando da Liturgia e dos Sacramentos;
- colaborando com suas necessidades.
A Igreja é Mãe e Mestra e nos dá cinco mandamentos:
Apresentar os mandamentos em tiras de papel e explicar cada um deles aos catequizandos.
1º - Participar da Missa aos domingos e dias santos de guarda.
Domingo é o dia do Senhor. Esse é o dia em que os filhos de Deus se reúnem para celebrar o
mistério de Cristo Ressuscitado. Dias de preceito:
- Todos os domingos;
- Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo: 25 de dezembro;
- Santa Mãe de Deus: 1º de janeiro;
- Corpus Christi: a quinta-feira após a Solenidade da Santíssima Trindade
109
- Imaculada Conceição da Virgem Maria: 8 de dezembro.
2º - Confessar-se, ao menos, uma vez cada ano.
O católico reconhece que precisa do perdão e por isso procura confessar-se, sempre que
necessário. No caso de esquecimento, a Igreja nos lembra do dever de confessar-nos pelo menos uma
vez por ano.
3º - Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
A melhor maneira de celebrar a Páscoa é recebendo a Eucaristia. Desde que esteja bem
preparado, o cristão comunga sempre que participa em cada Missa.
4º - Jejuar e não comer carne quando a Igreja orienta.
Na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira Santa, meditamos mais sobre a Paixão de Jesus. A
Igreja pede que o fiel faça jejum e abstenha-se de comer carne nestes dias.
5º - Ajudar nas necessidades da Igreja.
O cristão deve ajudar a Igreja de acordo com suas possibilidades. Essa ajuda pode ser feita
colaborando com o dízimo ou servindo à comunidade.
Quando cumprimos os mandamentos da Igreja, vivemos nosso compromisso do Batismo e a fé
se fortalece.
Fazer o desenho de uma Igreja numa cartolina. Em outra, fazer o mesmo desenho, mas cortá-lo em
vários pedaços a fim de formar um quebra-cabeça. Distribuir cada pedaço a um catequizando pedindo que ele
complete a frase: A Igreja é...
Estas peças do quebra-cabeça serão utilizadas na celebração do encontro.
CELEBRANDO:
CATEQUISTA: A família de Deus é a Igreja. Cada um de nós começa a fazer parte dela no dia do
Batismo.
TODOS: Pelo Batismo nos tornamos filhos de Deus, membros da Igreja.
Cada catequizando lerá o que escreveu na peça do quebra-cabeça, colará a peça no lugar e assim irão
montando, enquanto cantam um canto à escolha do grupo.
LEITOR 1: A Igreja é Mãe e Mestra e, por isto, nos dá seus mandamentos a fim de que cresçamos
unidos como membros de um mesmo corpo. Peçamos a Jesus que sejamos fiéis a estes mandamentos.
LEITOR 2:Para que nos esforcemos por viver como cristãos conscientes dos compromissos
assumidos com a Igreja de Cristo, rezemos...
TODOS: Senhor, escuta a nossa prece e protege a Tua Igreja.
LEITOR 3: Por aqueles que nos ajudam a conhecer e amar a Deus.
TODOS: Senhor, escuta a nossa prece e protege a Tua Igreja.
CATEQUISTA: Senhor, que a Tua Igreja possa crescer cada vez mais na união e na santidade.
TODOS: Assim seja.
110
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO JOÃO PAULO II, o Papa do século XX - No livro do catequizando
ATIVIDADE:
1. Será que você consegue marcar os 10 pontos na tabela abaixo?
- Marque a coluna um (1) se somente a primeira resposta estiver correta;
- Marque a coluna dois (2) se somente a segunda resposta estiver correta;
- Marque a coluna do meio (x) se as duas estiverem corretas.
1 1 X 2 2
1
Devemos participar da
Missa...
aos domingos
X nos dias santos de
preceito
2 É dia santo de guarda... 12 de outubro X 8 de dezembro
3
Quantos são os
mandamentos da Igreja?
5
X
10
4 A festa de Corpus Christi...
cai sempre na
quinta-feira
X
Cai sempre no sábado
5
Temos que fazer jejum e
abstinência de carne..
Quarta- feira
de Cinzas
X
Sexta-feira da Paixão
6 O dia do Natal...
é sempre no
sábado
X é dia santo de guarda
7
Os mandamentos da
Igreja...
ajudam a viver
o Batismo
X
fortalecem a nossa fé
8
Ajudamos nas
necessidades da Igreja...
com dízimo e
nosso serviço
X
não colaborando em nada
9 O dia 1º de janeiro...
é dia santo de
guarda
X é a solenidade da Santa
Mãe de Deus
10
O católico deve
confessar...
de 10 em 10
anos
X ao menos uma vez a cada
ano
2. Crie com sua turma um Hashtag de amor à Igreja:
#________________________________________________
ATIVIDADE EXTRA:
Material: Uma folha em branco para cada um.
Descrição: Entregar uma folha de papel ofício para os participantes.
Pedir para todos ao mesmo tempo, movimentar as folhas e observar; todos unidos formarão uma
sintonia alegre, onde essa sintonia significa nossa caminhada na catequese, e quando iniciam alguma
atividade estaremos alegres e com isso teremos coragem de enfrentar tudo, quando catequizar é nossa
salvação.
Mas no decorrer do tempo, as dificuldades aumentaram, ficamos desmotivados por causa das fofocas,
reclamações, atritos etc. Com isso surgem as dificuldades, os descontentamentos.
Juntos vamos amassar a nossa folha para que não rasque, e voltaremos a movimentar a folha
111
movimente todos juntos, verificando que não existe a sintonia alegre, agora só resta silêncio.
Pegaremos essa folha, colocando-a no centro da mão e fechando a mão, torcendo o centro da folha,
formará uma flor. Essa flor será nossa motivação, nossa alegria daqui pra frente dentro da catequese.
Queremos colaborar com a Igreja, realizando obras boas.
ENCONTRO 23: AO ENCONTRO DA CASA DO PAI
TEXTO BÍBLICO: Hb 9, 27-28 / Mt 25,31-46
OBJETIVOS:
- Apresentar os novíssimos, as últimas coisas que acontecerão ao final de nossa vida terrena:
morte, juízo, inferno e paraíso;
- Apresentar a Igreja em suas três fases: Triunfante, Padecente e Militante;
- Suscitar no catequizando o desejo de viver sempre unido a Jesus desde a nossa vida atual,
para merecer viver eternamente com Ele no céu.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- Bíblia
Celebrando
- Bíblia
- desenhos de galhos de videira e folhas para cada catequizando, que serão coladas na videira
MEDITANDO A PALAVRA: Mt 25,31-46
Todos os homens são chamados por Deus a participarem da sua glória na eternidade
transfigurados à imagem e semelhança do seu Filho Jesus Cristo. Todos nós um dia morreremos e a
Igreja nos ensina que a morte é consequência do pecado. Ainda que o homem tivesse uma natureza
mortal, a vontade divina não o destinava à morte (cf. CIC 1008). Entretanto, Jesus, o Filho de Deus,
sofreu ele também a morte, própria da condição humana. Experimentou o pavor diante dela e,
submisso ao projeto salvífico do Pai, "obediente até a morte de cruz" (cf. Fl 2,8), com a sua obediência
transformou a morte em uma bênção. (cf. CIC 1009). O Catecismo da Igreja Católica a respeito da
morte afirma: "Na morte, Deus chama o homem a si. É por isso que o cristão pode experimentar, em
relação à morte, um desejo semelhante ao de São Paulo: 'Desejaria partir e estar com Cristo' (Fl 1,23)
(CIC 1011). A Igreja não deixa de contemplar o mistério da morte na sua liturgia no prefácio da missa
dos fieis defuntos: "Para os que crêem em Vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma: e,
desfeita a morada deste exílio terrestre, adquirimos no céu uma habitação eterna" (MR). Jesus, no
evangelho de São Mateus, nos apresenta as condições para que possamos participar da sua vida divina
na eternidade. Na pessoa dos mais pequeninos e desprovidos de proteção nesse mundo, Cristo
relaciona à si a imagem destes que, com fome, demos de comer; com sede, demos de beber; forasteiro,
o acolhemos; nu, o vestimos; doente e preso,o visitamos (cf. Mt 25, 35-36). Aqueles que realizarem
essas obras de misericórdia ouviram de Jesus a sua bem-aventurança: "Vinde, benditos de meu Pai,
recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo" (Mt 25,34). Porém,
aqueles que forem indiferentes aos mais pequeninos, ouvirão do Senhor uma sentença de juízo:
"Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25,41).
Silenciosamente, meditemos: Mt 25,31-46(5 minutos)
"Vinde, benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do
mundo" (Mt 25,34)
112
Sou chamado a participar da bem-aventurança de Cristo na eternidade.
Tenho socorrido os mais necessitados observando em cada um deles o próprio Cristo que nos
chama a servi-lo?
"Tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. Estive forasteiro e não me
recolhestes. Estive nu e não me vestistes, doente e preso e não me visitastes." (Mt 25,42-43).
Tenho sido indiferente às obras de misericórdia que, praticada de modo desinteressado, visam
não apenas o socorro aos mais necessitados, mas também à minha própria salvação?
Socorrer o irmão é socorrer o Cristo em seu coração.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Cristo será engrandecido no meu corpo, pela vida ou pela morte.
Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro"
(Fl 1,20b-21)
Ó Deus, por vosso Filho Unigênito, vencedor da morte,
abristes hoje para nós as portas da eternidade.
Concedei que, celebrando a ressurreição do Senhor,
renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos na luz da vida nova.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
(Oração de Coleta - Domingo da Ressurreição do Senhor)
APROFUNDANDO O TEMA:
Este encontro trata dos novíssimos, isto é, sobre as últimas realidades pelas quais os homens
devem passar após terminarem sua vida terrena: morte, juízo, inferno e paraíso.
Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (cf. 1Tm 2,
4), porém Ele não abre mão da participação voluntária de cada homem. O chamado ao amor está
sujeito à nossa liberdade e por isso percebemos que Deus coloca em nossas mãos o poder de
decidirmos se nos fechamos por completo ao amor ou se nos abrimos totalmente a ele.
Cada instante da nossa vida está submetido ao Juízo de Deus, que é um juízo sobre cada atitude
de amor ou de egoísmo que praticamos diariamente nas nossas relações com o próximo, conosco
mesmo e com Ele. Veja em Mt 25, 40. 45-46:” Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizeste
isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes... Em verdade eu vos declaro:
todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.
E estes irão para o castigo eterno, e os justos para a vida eterna.”
Assim percebemos que o Reino de Deus vai sendo construído, passo a passo, com a graça de
Deus e a cooperação do homem. Não existe destino traçado. Existe um plano de amor de Deus ao qual
podemos aderir ou não.
Com a morte terminamos a nossa vida terrestre. Ela separa a alma do corpo. Este volta ao pó,
mas a alma, que é imortal, volta para Deus. Só se vive e só se morre uma vez. A morte é consequência
do pecado original. Contudo, em Cristo a morte foi transformada. A obediência de Cristo transformou
a maldição da morte em bênção (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1006-1009).
113
“Cremos firmemente e assim esperamos que, da mesma forma que Cristo ressuscitou
verdadeiramente dos mortos, e vive para sempre, assim também, depois da morte, os justos viverão
para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os ressuscitará no último dia. O termo ‘carne’ designa
o homem em sua condição de fraqueza e de mortalidade. A ‘ressurreição da carne’ significa que após a
morte não haverá somente a vida da alma imortal, mas que mesmo os nossos ‘corpos mortais’
readquirão vida” (Catecismo da Igreja Católica, n. 989 e 990).
O céu, o purgatório e o inferno são lugares, mas estados em que a alma se encontra. Quando
dizemos que a alma já está no céu, queremos dizer, na realidade, que ela já está na alegria da presença
de Deus. Dizemos que a alma está no purgatório quando, embora tenha morrido na amizade de Deus,
em estado de graça, carrega ainda imperfeições. Este estado constitui uma via de purificação para que
se possa gozar plenamente da presença de Deus. Esta purificação acontece no amor que leva a desejar
Deus acima de tudo, a querer entrar na sua amizade definitiva. Já no Antigo Testamento, vemos Judas
Macabeu oferecer sacrifícios pelos mortos.
O inferno indica aquele estado de uma alma que se encontra na total inimizade de Deus,
afastada do seu amor e da sua presença. Não morreu em estado de graça, não fez opção de amar a
Deus. A pena do inferno é a separação eterna de Deus, privação da visão beatífica (cf. Catecismo da
Igreja Católica, n. 1023-1037).
Sabemos também que a única Igreja de Cristo se encontra em três situações, de acordo com o
estado de seus membros. Chamamos de Igreja Triunfante àquela realidade em que alguns membros do
Corpo de Cristo já se encontram na posse do céu. Chamamos de Igreja Padecente àquela realidade em
que outros membros do Corpo de Cristo se encontram num processo de purificação. Chamamos de
Igreja Militante àquela realidade em que nos encontramos como peregrinos rumo à casa do Pai, ainda
lutando contra as investidas de satanás, procurando viver na e da graça de Deus.
Convém lembrar que não são três igrejas, mas uma única Igreja que vive três estados
diferentes, enquanto não se dá o Juízo Final com a segunda vinda de Cristo. É a comunhão dos santos.
“Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos defuntos que
estão terminando a sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando todos juntos uma só Igreja,
e cremos que nesta comunhão o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre à escuta
das nossas orações” (Catecismo da Igreja Católica, n. 962).
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequizando)
Que bom nos encontrarmos novamente!
Conversar com os catequizandos sobre as experiências de morte que já tiveram. Pedir que descrevam como se
sentiram, como vivenciaram este momento.
Jesus está conosco em todos os momentos de nossa vida. Desde que nascemos até o dia em que
morrermos.
Será que Deus quis o sofrimento e a morte?
A morte é consequência do pecado. Para muitos a morte pode significar o fim de tudo. Para
nós, cristãos, ela é a passagem para a vida que nunca terminará: a vida eterna. Jesus se encarnou,
viveu, morreu e ressuscitou para nos mostrar que a morte não tem a última palavra. Um dia
ressuscitaremos também.
Só se morre uma vez. A Palavra de Deus nos ensina: “Como está determinado que os homens
morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar
sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas
para trazer a salvação àqueles que o esperam.” (Hb 9, 27-28).
Mostrar que para bem morrermos precisamos viver bem esta vida. Viver na amizade com Deus, apresentar
gestos concretos de bondade, justiça, solidariedade. Porque Deus nos criou para sermos felizes não só nesta
vida, mas também na vida eterna com Ele.
114
Quando uma pessoa morre, no mesmo instante ela se encontra diante de Deus. Ali ela é
iluminada pela luz divina e vê claramente tudo o que fez de bom e mal na sua vida. A Igreja chama
esse momento de Juízo Particular. O cristão, desde o seu Batismo torna-se cidadão do céu. Estamos
aqui de passagem para a vida eterna. Santa Teresinha disse: “Eu não morro, entro na Vida”.
A Igreja aguarda a segundavinda de Jesus. Neste dia Ele virá para “julgar os vivos e os
mortos e o seu reino não terá fim”. Isto será o Juízo Final.
O que fazemos aqui na terra vai preparando nosso encontro definitivo com Deus na vida
eterna. Precisamos viver de acordo com Mt 25, 31-46.
Catequista, você pode realizar a leitura orante desta passagem bíblica com os catequizandos no início
ou deixar para o momento de oração do encontro. Será interessante , seguir os quatro passos:
- O que o texto diz?
- O que o texto diz para mim? (Pode haver partilha dos versículos que mais chamaram a atenção de
cada um)
- O que o texto me faz dizer a Deus? (As orações que brotarem espontaneamente dos catequizandos
podem ser partilhadas em voz alta)
- O que o texto me leva a fazer? (Momento de silêncio e propósito pessoal)
Como vimos no evangelho de Mateus, se não amamos a Deus e ao próximo, nos afastamos do
Senhor. Quando morremos em pecado mortal, passamos a eternidade longe de Deus. Esta realidade
chamamos de inferno.
Os que morrem na amizade de Deus estão seguros da sua salvação. Porém, se não estiverem
completamente purificados passarão pelo purgatório. Depois dessa fase, entram na alegria do céu.
Estamos caminhando para sermos mais parecidos com Jesus. Se continuarmos nesse caminho,
poderemos participar da felicidade eterna. Isto é o céu! É a vida perfeita com a Santíssima Trindade,
a Virgem Maria, os anjos e os santos. Viver no céu é viver com Cristo.
Devemos sempre rezar pela Igreja que caminha nessa vida e se purifica no purgatório. Mas
não estamos sozinhos nesta missão. Contamos com a intercessão dos que já estão no céu. Isto é a
Comunhão dos Santos.
CELEBRANDO:
Pedir que os catequizandos escrevam em pedaços de papel nomes de pessoas que precisem de
oração, podendo ser vivas ou falecidas. Após as falas dos leitores 1 e2 , os catequizandos que tiverem escrito
nome de pessoas que precisam de ajuda, são convidados a dizer os nomes em voz alta.
Após a fala do leitor 3, são falados os nomes das pessoas falecidas.
CATEQUISTA: Jesus nos ensina que devemos viver no amor a Deus e aos irmãos de maneira bem prática,
para que, na eternidade possamos ter a alegria de partilhar da Sua presença com todos os anjos, os santos e
santas.
TODOS: Ó Jesus, Senhor de nossas vidas, escuta a nossa prece.
LEITOR 1: Senhor Jesus, tantas vezes não Te reconhecemos nosso irmão que precisa de ajuda.
TODOS: Ó Jesus, Senhor de nossas vidas, escuta a nossa prece.
LEITOR 2:Senhor Jesus, pedimos por aqueles que ainda não Te conhecem e nem Te amam para que sejamos
para eles testemunhas do Teu amor infinito.
TODOS: Ó Jesus, Senhor de nossas vidas, escuta a nossa prece.
LEITOR 3: Senhor Jesus, pedimos pelas almas que estão se purificando no purgatório, para que possam
contemplar-Te eternamente no céu.
115
TODOS: Ó Jesus, Senhor de nossas vidas, escuta a nossa prece.
Rezemos a oração que Jesus nos ensinou e nos ajuda a viver a comunhão dos santos.
Pai Nosso....
Ao final, todos se abraçam em sinal de fraternidade.
Canto final à escolha do grupo
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: MADRE TERESA DE CALCUTÁ, a mãe dos pobres - No livro do catequizando
ATIVIDADES:
1. Nossa vida é um caminho que deve nos levar ao céu. Jesus está conosco e nos dá todas as graças
necessárias para perseverarmos no caminho da salvação. No labirinto, passe pelas lâmpadas e evite
as caveiras. Depois escreva nas lâmpadas abaixo as graças que Jesus nos dá e nas caveiras, os
perigos que devemos evitar.
ATIVIDADES EXTRAS:
1. Vamos brincar de amarelinha? Queremos chegar ao céu!
Desenhar no chão ou em tecido a brincadeira de amarelinha. No topo colocar o céu e nos
quadrados, escrever atitudes positivas ou negativas ( pode ser em folha de papel ofício).
Cada criança recebe uma pedrinha de cor diferente. Ao jogar sua pedrinha, se cair em atitude
positiva sai pulando e sem pisar nas ações negativas. Se a pedrinha cair numa atitude negativa,
fica sem jogar, até cair numa atitude positiva. Ou também pode continuar jogando até a pedrinha
cair numa ação boa. Ao final, conversar com os catequizandos sobre o que compreenderam sobre
este caminho de fé.
2. A vida é um dom de Deus. Por isso, devemos vive-la o melhor possível. Vamos construir um grande
boneco de papel e escrever em cada parte o seu valor. Por exemplo:
- os olhos: de que maneira meu olhar pode ser fonte de luz, amizade e alegria?
- a boca: quais as palavras de vida que posso dizer a mim e aos outros?
- as mãos: como posso construir um mundo melhor?
- os pés: quais os passos que devo dar para nascer no bem?
- o coração: quais os bons sentimentos que devem brotar em meu coração?
Caminho
de fé
Brigar com
amigos
Visitar os
doentes
Dar bom
conselho
Ter inveja
Ser
egoísta
Imitar Jesus Vier os
sacramentos
Perdoar de
coração
116
3. A turma pode combinar mais uma atividade prática de visita a algum doente da comunidade ou
colaborar na campanha do quilo ou de agasalho, visitar algum asilo de anciãos. Combinem com
antecedência e convidem as famílias para participarem.
ENCONTRO 24: MARIA, MÃE DA EVANGELIZAÇÃO
TEXTO BÍBLICO: Lc 1,38 ; Jo 19, 25; At 1,14
OBJETIVOS:
- Reconhecer em Nossa Senhora a Mãe de Jesus e a Mãe de toda a humanidade;
- Despertar no catequizando, filial amor e veneração a Nossa Senhora.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Celebrando
- imagem de Maria, uma coroa, mesa, toalha, flores e folha de cânticos
MEDITANDO A PALAVRA: Lc 1,39-56; Jo 19, 25-27; At 1,14
Todos os filhos da Igreja têm a grande alegria de contemplar no rosto da Virgem Maria a
ternura de Deus sobre a humanidade. Os Sumos Pontífices deram alguns título consideráveis à Mãe de
Deus, a saber: o Beato Paulo VI a chamava de Maria, Mãe da Igreja; São João Paulo II, de Estrela da
Nova Evangelização e o Papa Francisco a chama de Maria, Mãe da Evangelização conforme nós
encontramos na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium. No Evangelho de São Lucas, Maria,
envolvida com a sombra do Altíssimo, vai apressadamente ao encontro de sua prima Isabel que
também traz em seu ventre, antes estéril, a vida manifestada pela misericórdia de Deus. Maria não
hesita em comunicar a Isabel o Shalom e, ambas gestantes, cantam, cheias do Espírito Santo, os
louvores de Deus (cf. Lc 1,39-56) O Papa Francisco a cerca da Virgem Maria como Mãe da
Evangelização diz: "Juntamente com o Espírito Santo, sempre está Maria no meio do povo. Ela reunia
os discípulos para O invocarem (At 1,14), e assim tornou possível a explosão missionária que se deu
no Pentecostes. Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender
cabalmente o espírito da nova evangelização." (EG 284). O Papa Francisco continua dizendo: "Na
cruz, quando Cristo suportava em sua carne o dramático encontro entre o pecado do mundo e a
misericórdia divina, pôde ver a seus pés a presença consoladora da Mãe e do amigo. Naquele momento
crucial, antes de declarar consumada a obra que o Pai lhe havia confiado, Jesus disse a Maria: 'Mulher,
eis o teu filho!' E, logo a seguir, disse ao amigo bem-amado: 'Eis a tua mãe!' (Jo 19, 26-27). Estas
palavras de Jesus, no limiar da morte, não exprimem primariamente uma terna preocupação por sua
Mãe; mas são, antes, uma fórmula de revelação que manifesta o mistério duma missão salvífica
especial. Jesus deixava-nos a sua Mãe como nossa Mãe. E só depois de fazer isto é que Jesus pôde
sentir que 'tudo se consumara' (Jo 19, 28). Ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo nos
conduz a Maria; nos conduz a Ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe; e, nesta imagem
materna, o povo lê todos os mistérios do Evangelho." (EG 285). A Igreja, na oração do Rosário,
contempla em grande parte os principais mistérios da vida de Cristo,onde em alguns deles Maria
encontra-se presente. Recomendada pela Igreja "a oração do Rosário torna-se verdadeiramente um
caminho espiritual, no qual Maria se faz Mãe, Mestra e Guia apoiando o fiel com a sua poderosa
intercessão". (RVM 37)
Silenciosamente, meditemos: Lc 1,39-56; Jo 19, 25-27; At 1,14; (5 minutos)
117
"Maria, pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de
Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel" (Lc 1,39-40)
A exemplo de Maria, a Igreja nos chama a ser missionário e levar a saudação do Cristo àqueles
que necessitam.
"Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe" (Jo 19,25)
Na dolorosa via sacra da vida de Jesus, o Pai dispõe a presença materna de Maria ao seu Filho;
hoje, a nós, seus filhos, dispõe a presença da Igreja que vela sobre a nossa via sacra até
sofrimento da cruz.
"Unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e
com seus irmãos" (At 1,14).
Com o Rosário, continuo a mesma missão de interceder pelos irmãos perseverando na oração.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"A minha alma engrandece o Senhor,
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador"
(Lc 1,46)
"Ó Deus, que fizestes a Mãe do vosso Filho nossa Mãe e Rainha, dai-nos por sua intercessão,
alcançar o reino do céu e a glória prometida aos vossos filhos e filhas.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo"
(Oração de Coleta - Memória de Nossa Senhora Rainha - 22 de agosto)
APROFUNDANDO O TEMA:
Querido(a) catequista, neste encontro vamos tratar do papel de Maria na vida da Igreja e, para
tal, nada melhor do que ouvirmos o que a própria Igreja fala de Maria.
Maria é verdadeiramente Mãe da Igreja. Paulo VI faz sua uma fórmula resumida da Tradição:
"Não se pode falar de Igreja sem que esteja presente Maria" (Marialis Cultus, n. 28). Trata-se de uma
presença feminina, que cria o ambiente de família, o desejo do acolhimento, o amor e o respeito à vida.
É presença sacramental dos traços maternais de Deus.
O Papa Francisco, em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, n. 287-288 afirma que: “
À Mãe do Evangelho vivente, pedimos a sua intercessão a fim de que este convite para uma nova etapa
da evangelização seja acolhido por toda a comunidade eclesial. Ela é a mulher de fé, que vive e
caminha na fé, e «a sua excepcional peregrinação da fé representa um ponto de referência constante
para a Igreja».Ela deixou-Se conduzir pelo Espírito, através dum itinerário de fé, rumo a uma
destinação feita de serviço e fecundidade. Hoje fixamos n’Ela o olhar, para que nos ajude a anunciar a
todos a mensagem de salvação e para que os novos discípulos se tornem operosos evangelizadores.
Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja. Porque sempre que olhamos para
Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. (...) Maria sabe reconhecer
os vestígios do Espírito de Deus tanto nos grandes acontecimentos como naqueles que parecem
118
imperceptíveis. É contemplativa do mistério de Deus no mundo, na história e na vida diária de cada
um e de todos. É a mulher orante e trabalhadora em Nazaré, mas é também nossa Senhora da
prontidão, a que sai «às pressas» (Lc 1, 39) da sua povoação para ir ajudar os outros. Esta dinâmica de
justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros faz d’Ela um modelo eclesial para a
evangelização. Pedimos-Lhe que nos ajude, com a sua oração materna, para que a Igreja se torne uma
casa para muitos, uma mãe para todos os povos, e torne possível o nascimento dum mundo novo. É o
Ressuscitado que nos diz, com uma força que nos enche de imensa confiança e firmíssima esperança:
«Eu renovo todas as coisas» (Ap 21, 5). Com Maria, avançamos confiantes para esta promessa
Uma das grandes devoções a Nossa Senhora é a reza do Rosário. A palavra rosário lembra
rosas. Então, quando rezamos o Rosário, queremos oferecer uma coroa de rosas, feita com nossas
orações. "O Rosário é ao mesmo tempo meditação e súplica." (Rosarium Virginis Mariae, n. 16). Cada
mistério nos convida a meditar sobre um aspecto da vida de Jesus e de Maria.
"Percorrer com ela [Maria] as cenas do Rosário é como frequentar a 'escola de Maria para ler
Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem" (Rosarium Virginis Mariae, n. 14).
Os mistérios gozosos se referem à anunciação, visitação, nascimento, apresentação e perda do
Menino Jesus no Templo. "Caracteriza-se de fato pela alegria que irradia do acontecimento da
Encarnação" (Rosarium Virginis Mariae, n. 20).
Na sua carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, São Papa João Paulo II nos diz: "Passando
da infância e da vida de Nazaré à vida pública de Jesus, a contemplação leva-nos aos mistérios que se
podem chamar, por especial título, 'mistérios da luz'. Na verdade, todo o mistério de Cristo é luz. Ele é
a 'luz do mundo' (Jo8,12). Mas essa dimensão emerge particularmente nos anos da vida pública,
quando Ele anuncia o Evangelho do Reino. Querendo indicar à comunidade cristã cinco momentos
significativos — mistérios luminosos — dessa fase da vida de Cristo, considero que se podem
justamente individuar: 1° no seu batismo no Jordão; 2° na sua auto-revelação nas bodas de Cana; 3° no
seu anúncio do Reino de Deus com o convite à conversão; 4° na sua Transfiguração e, enfim, 5° na
instituição da Eucaristia, expressão sacramental do mistério pascal" (Rosarium Virginis Mariae, n. 21).
Os mistérios dolorosos nos levam a meditar a agonia, flagelação, coroação de espinhos, subida
ao calvário e crucifixão de Jesus. "Os mistérios da dor levam o crente a reviver a morte de Jesus
pondo-se aos pés da Cruz junto de Maria, para com ela penetrar na profundidade do amor de Deus pelo
homem e sentir toda a sua força regeneradora" (Rosarium Virginis Mariae, n. 22).
Os mistérios gloriosos nos apresentam a ressurreição e ascensão de Jesus, vinda do Espirito
Santo, assunção e coroação de Nossa Senhora. "Alimentam nos crentes a esperança da meta
escatológica para onde caminham como membros do povo de Deus peregrino, na história. Isto não
pode deixar de impeli-los a um corajoso testemunho daquela ‘grande alegria’ que da sentido a toda a
sua vida" (Rosarium Virginis Mariae, n. 25).
Enquanto peregrinamos, Maria será a Mãe educadora da fé (Lumen Gentium, n. 63). Ela cuida
que o Evangelho nos penetre intimamente, plasme nossa vida de cada dia e produza em nós frutos de
santidade...
DESENVOLVENDO O TEMA:
Começar com um cântico a Nossa Senhora, conhecido por todos.
Perguntar: Qual o significado da devoção à Nossa Senhora para nós, católicos?
Vocês sabem por que temos um carinho especial à Nossa Senhora? Porque ela é Mãe de Jesus. Vocês sabem
por que Nossa Senhora tem um carinho especial por todos nós? Porque ela é Nossa Mãe.
119
Temos uma Mãe doce e bondosa: é a Virgem Maria! Através de sua vida, Nossa Senhora nos ensina
como sermos bons filhos de Deus e anunciadores de sua Palavra. Cada momento da vida de Maria é um
ensinamento para nós!
- na Anunciação do Anjo, Maria nos ensina a fazer a vontade do Pai.
- na visita à sua prima Isabel, Maria nos ensina a alegria de servir e louvar a Deus.
- nas Bodas de Caná, Maria nos ensina a fazer a vontade de seu Filho Jesus.
- aos pés da Cruz, Maria nos ensina a ser forte na hora do sofrimento.
- em Pentecostes, Maria nos ensina que a Igreja evangeliza com a força do Espírito Santo.
A Virgem Maria nos ensina a orar e a trabalhar pelo Reino de Deus. Uma das formas é o Rosário, que
significa “coroa de rosas”. Essas rosas são as nossas orações. Como rezamos o Rosário? Meditando os
mistérios, os acontecimentos importantes da vida de Jesus e Maria. Ao todo são 20 mistérios, divididos em 4partes.
Mistérios da Alegria ou Gozosos: meditamos desde o anúncio do Anjo Gabriel até a infância de Jesus.
Mistérios da Luz ou Luminosos: meditamos sobre a vida pública de Jesus.
Mistérios da Dor ou Dolorosos: meditamos sobre a Paixão e a Morte de Jesus.
Mistérios da Glória ou Gloriosos: meditamos sobre a glória no céu, de Jesus e Maria.
Vamos aprender a rezar o Rosário? Nele encontramos algumas orações que você já conhece. Escolha
uma cor para cada parte do terço e pinte de acordo com a sua legenda.
CELEBRANDO:
Preparar o ambiente para uma pequena coroação de Nossa Senhora, sem esquecer de providenciar
uma imagem de Maria Santíssima, uma coroa, mesa, toalha, flores e folha de cânticos. Distribuir as leituras
entre as crianças e ensaiar os cânticos anteriormente.
Catequista: Durante toda sua vida, a Virgem Maria fez a vontade do Pai.
Leitor 1: A Virgem Maria trouxe ao mundo Jesus, nosso Salvador.
TODOS: AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR É CONVOSCO!
Leitor 2: O Espírito Santo fortalece e concede muitas graças especiais a Nossa Senhora.
TODOS: BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES!
Leitor 3: Como Mãe da Igreja, reza junto com os apóstolos, em Pentecostes.
TODOS: ROGAI POR NÓS PARA QUE SEJAMOS DIGNOS DAS PROMESSAS DE CRISTO.
Leitor 4: Ao final de sua vida, Maria é levada ao céu em corpo e alma.
TODOS: NO CÉU, COM MINHA MÃE ESTAREI.
Catequista: Vamos saudar e coroar Nossa Senhora como mãe e rainha. Todos: SALVE RAINHA...
AMIGO DE FÉ: SANTOS FRANCISCO E JACINTA, os pastorinhos de Fátima - No livro do
catequizando
EM FAMÍLIA: No livro do catequizando
ATIVIDADE:
1. Maria é a Mãe da Evangelização. Ela nos ensina como testemunhar nossa fé. Abra a Bíblia e copie as
citações que nos ajudam a viver na escola de Maria.
Lc 1, 38; Lc 1, 46; Jo 2, 5; Jo 19, 25; At 1,14.
ATIVIDADE EXTRA:
120
1. Este encontro apresenta uma boa oportunidade de se rezar o terço com os catequizandos.
Vamos colocar em prática?
2. Jogral: Distribuir as letras V I R G E M M A R I A e convidá-los a nomear uma virtude de
Nossa Senhora. Terminar com cântico mariano.
ENCONTRO 25: SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
TEXTO BÍBLICO: Mt 5, 13-16
OBJETIVOS:
- Incentivar o catequizando a viver como sal da terra e luz do mundo em todas as situações de sua vida,
conforme os ensinamentos de Jesus
- Identificar situações que precisam do testemunho dos cristãos, na sociedade.
PRECISO PROVIDENCIAR:
Encontro
- manchetes de jornais (boas e negativas)
Celebrando
- globo terrestre com algumas gotas vermelhas coladas e em cada gota escrever uma palavra: ódio,
ofensa, discórdia, dúvidas, erro, desespero, tristeza e trevas.
Atividade Extra
- 3 copos transparentes com água
- 2 saquinhos com sal
- 1 colher de chá
- 1 colher de sopa de sal
MEDITANDO A PALAVRA: Mt 5,13-16
O sermão que Jesus fez sobre a montanha expõe o novo espírito do Reino de Deus. Após
anunciar as bem-aventuranças e os seus destinatários, Jesus diz aos seus discípulos a dupla dimensão
missionária que eles deverão exercer no mundo no meio dos homens. Primeiro, eles deverão ser sal da
terra. Com essa imagem, Cristo quer mostrar que o seu discípulo deverá conservar íntegros nos
corações os seus ensinamentos, tal como o sal que conserva íntegros os alimentos para a sua utilização.
Simultaneamente, o discípulo terá que ser luz do mundo que brilha nas trevas iluminando com a luz de
Cristo aqueles que se encontram na escuridão do pecado e da morte (cf. Mt 5,13-14). A Igreja recorre
aa essas 2 imagens na liturgia do sacramento do batismo. Isso significa que cada batizado, chamado a
ser discípulo missionário no mundo de hoje, tem a missão de testemunhar com a sua própria vida a luz
de Deus brilhando diante dos homens, a fim de que, vendo as suas boas obras, eles glorifiquem o Pai
que está nos céus (cf. Mt 5,16). A CNBB, no documento sobre a missão dos leigos no mundo afirma:
"Nem o sal, nem a luz, nem a Igreja e n e n h um cristão vivem para si mesmos. No caso dos
cristãos, somente surtirão o efeito da Boa Nova se estiverem ligados a Jesus Cristo (cf. Jo 15,18). O
grande campo de atuação do cristão é o mundo. Por isso o Concílio Vaticano II afirma que a Igreja está
dentro do mundo e não fora dele. (Doc.105, CNBB, n.13).
Silenciosamente, meditemos: Mt 5,13-16 (5 minutos)
121
"Vós sois o sal da terra" (Mt 5,13)
Tenho conservado de modo íntegro a doutrina da Igreja a fim de ser uma testemunha fiel de
Cristo?
Minha fé se encontra "insossa" e nada transmite do que professo e celebro na Igreja?
"Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as suas boas obras, glorifiquem o Pai que está
nos céus" (Mt 5,16)
Sou chamado a ser no mundo uma luz que ilumina as trevas que o caos do pecado presente
instaurou nos corações humanos.
Devo fugir das glórias efêmeras que o mundo deseja que eu conquiste esquecendo da minha
vocação batismal.
Minhas obras devem testemunhar o Cristo em minha vida para que Deus seja glorificado.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
"Eu sou a luz do mundo.
Quem me segue não andará nas trevas,
mas terá a luz da vida"
Ó Deus, quisestes que a vossa Igreja fosse sacramento de salvação para todas as nações,
a fim de que a obra do salvador continuasse até o fim dos tempos.
Despertai nos corações dos vossos fieis a consciência de que são chamados
a trabalhar pela salvação da humanidade até que de
todos os povos surja e cresça para vós uma só família e um só povo.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
(Oração de Coleta - Missa por várias necessidades - pela evangelização dos povos - B)
APROFUNDANDO O TEMA:
Caro catequista, estamos encerrando o tempo do catecumenato e, certamente seus
catequizandos já devem ter recebido Jesus na Eucaristia e sido motivados a continuar sua iniciação à
vida cristã nos grupos juvenis que sua paróquia oferece: catequese de perseverança, coroinhas,
Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), Infância Missionária, entre outras. Podemos chamar este
período de inserção comunitária dos catequizandos como sua mistagogia, no sentido em que, servindo
a Cristo e ao irmão nas várias expressões eclesiais, o catequizando vai mergulhando no mistério de
Cristo.
Sua missão como catequista chega a um ponto alto da iniciação cristã, mas não a um ponto
final. É necessário dar continuidade à caminhada cristã de seus catequizandos e suas famílias.
Certamente, ao final deste itinerário de iniciação à vida cristã, seu catequizando viveu ricas
experiências de conhecimento, celebração e vivência da fé. E estas experiências podem colaborar para
que ele seja cada vez mais sal da terra e luz do mundo, como nos pede o Senhor em Mateus 5, 13-16.
Enquanto transcorre a história, a Igreja vive na terra para fazer o Reino de Deus acontecer no
coração de cada pessoa. Por isso não se cansa de evangelizar, levando Jesus Cristo aos homens. E isso
pode ser realizado por cristãos de todas as idades.
122
Nossa vocação é dar sabor e iluminar este mundo. “As imagens evangélicas do sal e da luz,
embora se refiram indistintamente a todos os discípulos de Jesus, são particularmente significativas se
aplicadas aos cristãos leigos e leigas. Expressam sua inserção profunda e participação plena nas
atividades e situações da comunidade humana e, sobretudo, falam da novidade e originalidade de uma
inserção e de uma participação destinadas à difusão do Evangelho que salva. (...) Nem o sal, nem a luz,
nem a Igreja e nenhum cristão vive para si mesmo. Ser cristão é sair de si, iluminar, se doar, dar sabor
e se dissolver. Os cristãos leigos e leigas, na Igreja e na sociedade, devem ter olhares luminosos e
corações sábios, para gerar luz, sabedoria e sabor, como Jesus Cristo e seu Evangelho.”(Documento
105 da CNBB, n. 13)
A catequese de inspiração catecumenal procura educar e iniciar à vida comunitária e à missão.
Existem multidões que creem e seguem Jesus, mas ainda há muitos outros que não conhecem a alegria
da salvação. Por isso, os cristãos devem ser discípulos missionários de Cristo em qualquer ambiente,
em qualquer cultura.
Somos sal da terra e luz do mundo pelo testemunho que revele em palavras e ações nosso
compromisso cristão, nossas convicções de católicos; pelo ser serviço ao próximo, construindo uma
sociedade mais justa e mais feliz; pelo diálogo que acolhe o irmão e a irmã com respeito e amizade;
pelo anúncio da Boa Nova de Jesus.
“A sociedade humana em construção e a Igreja em missão contam com cristãos convictos da
própria responsabilidade, dispostos a acolher desafios, alegres em abrir caminhos novos na construção
do Reino do Senhor Jesus, reino da verdade e da vida, reino de justiça, do amor e de paz.” (Documento
105, n. 277).
DESENVOLVENDO O TEMA:(Itálico = livro do catequizando)
Olá, amigos!
Sejam bem vindos a mais um encontro com Jesus!
Vamos conectar o nosso coração ao Dele para que Ele nos ilumine e nos faça cheios da sua graça.
Vamos descobrir como é importante aos discípulos de Jesus tornar o nosso mundo mais cheios
de justiça, amor e paz.
Vivemos no tempo em que muitas coisas boas acontecem, no entanto várias pessoas ainda não
encontraram o sentido da vida. Para muitos, a vida parece sombria e sem sabor. Jesus nos convida a
ser Sal e Luz. Vamos meditar Evangelho em Mt 5, 13-16.
Cabe a nós, anunciar o que Cristo ensinou. Não só com palavras! É viver na prática tudo o
que aprendemos com Jesus.
Ser cristão é isto! É tomar atitudes, em qualquer lugar, com desejo de ser bom e justo, como o
Senhor. Essas escolhas ajudam o próximo a conhecer e amar Jesus.
O tempo do catecumenato chegou ao fim. Mas a nossa caminhada cristã continua por toda a
vida! Jesus conta com você e sua família... para ser sal da terra e luz do mundo.
“Assim, brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossa boas obras e
glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5, 16)
Catequista, procure levar manchetes de principais acontecimentos do momento (algumas boas e
outras negativas.) e proponha a partilha: Você já percebeu quantas notícias saem todos os dias no jornal?
Vamos separar estas manchetes: pelas boas notícias, agradecemos a Deus. Quanto àquelas que são ruins,
vamos pensar: Será que no meio desta situação, estas pessoas que aparecem fazendo o que é errado, nunca
ouviram falar de Jesus? Será que foram batizadas? Será que já foram até à Missa, mas esqueceram o que
aprenderam? Permitir que falem.
Vamos voltar a olhar aquelas notícias que separamos como negativas e pensar como um cristão deveria agir
para que as coisas ficassem melhores? Permitir que falem livremente, conduzindo a reflexão para atitudes
possíveis de serem tomadas no momento, evitando idealismos e generalizações.
123
CELEBRANDO:
Catequista: Em nossa oração de hoje, vamos fazer a leitura orante do texto de Mt 5, 13-16.
Invoquemos o Espírito Santo, cantando.
Sigamos os passos, com muito amor no coração.
1. Leitura: O que o texto diz?
2. Meditação: O que o texto diz para mim? Vamos reler, em silêncio, e meditar sobre
algum versículo que mais nos tocou.
3. Oração: O que o texto me faz dizer a Deus? Cada um pode fazer uma oração
espontânea, em voz alta, se quiser.
4. Contemplação: O que o texto me leva a fazer? Fazer um propósito em seu coração.
Catequista: Encerremos com uma bela canção, assumindo nosso compromisso com Jesus.
ESPAÇO FAMÍLIA: No livro do catequizando
AMIGO DE FÉ: SÃO FRANCISCO DE ASSIS, o irmão da Paz - No livro do Catequizando
ATIVIDADES:
1. Pense nas situações ou lugares que mais precisam do sabor do sal e da claridade da luz.
Agora desenhe ou escreva como esses ambientes se transformariam.
ATIVIDADE EXTRA:
1) Dinâmica do sal da terra
Objetivo: Promover reflexão sobre o comportamento do cristão como “sal da terra”.
Material: 03 copos transparentes com água, 02 saquinhos com sal, 01 colher de chá, 01 colher de sopa
de sal.
Metodologia:- Explique que o sal representa o cristão e o copo com água está representando o mundo.
- Solicite atenção dos catequizandos para o que você vai realizar.
- Arrume os 03 copos com água sobre uma mesa.
- Coloque:
01 saquinho de sal dentro de 01 copo – não retire a embalagem (situação 01);
01 saquinho de sal ao lado de outro copo (situação 02);
01 colher de sal no último copo e misture (situação 03).
- Pergunte: Qual situação melhor representa a conduta do cristão no mundo?
- Aguarde as respostas. É comum haver votação para as três situações, com maioria para a situação 01.
Mas, como você já deve ter percebido, a situação correta é a representada na situação 03.
- Questione:
Se possível, providenciar um globo terrestre com algumas gotas vermelhas coladas, representando as feridas
do mundo. Em cada gota escrever uma palavra da oração de São Francisco: ódio, ofensa, discórdia, dúvidas,
erro, desespero, tristeza, trevas. Durante o canto, pedir que cada catequizando descole uma das palavras.
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Para as situações 01 e 02: Como o cristão pode estar influenciado o meio, como sal da terra, se estar
isolado do mundo?
Para a situação 03: Está correto o cristão entrar em contato com o mundo? Mas, para quê?
- Após a conversa, leia: Mt 5,13
ANEXOS
ENCONTRO CELEBRATIVO SOBRE A SANTÍSSIMA TRINDADE
Canto Inicial: Reunidos aqui, só pra louvar ao Senhor ...
Acolhida: Louvado seja Deus por cada um que pode, hoje, estar reunido aqui! Vamos nos cumprimentar e
desejar uns aos outros que este seja um momento bom, porque Deus sempre tem algo de bom para nós.
(Cumprimentam-se ao som do mesmo canto.)
Introdução: A certeza que temos de que algo bom vai acontecer vem do fato de que sempre que nos
reunimos em Seu Nome, “Ele está no meio de nós”. Por isto, vamos saudá-Lo. Saudar a este Deus
que é Pai e nos criou; saudar a Jesus Cristo, que nos liberta e ao Espírito Santo, que nos faz
experimentar a vida de Deus em nós: “Em Nome do Pai e do Filho / e do Espírito Santo estamos aqui
(2x) ...
Reflexão da Palavra:
Dizemos apenas uma vez a palavra “Nome”, porque foi assim que Jesus nos ensinou: “Ide,
pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as
a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”(
Mt28, 19s).
Este é o Mistério central da nossa fé. A fé de todos os cristãos consiste em crer na Trindade
(CIC 232); na verdade revelada por Jesus de que existem três Pessoas, mas um só Deus: o Pai, o Filho
e o Espírito Santo. Toda a História da nossa Salvação consiste em perceber que Deus é Único, mas vai
se revelando como um Pai de puro Amor; como um Irmão que caminha conosco e quer nos salvar e
como Aquele que deseja nos unir a Si pelo Espírito. É através da missão de cada Pessoa divina que
Deus realiza seu desejo de criar, redimir e comunicar a sua própria vida.
Oremos:
Três crianças são convidadas a entrar, uma de cada vez, erguendo uma vela e se colocando a frente de todos
Catequista: Recebamos esta primeira vela cantando e pedindo que, pela graça de Deus, possamos
renovar a certeza de que existe um Deus que nos ama, nos vê, nos compreende, porque foi Ele mesmo
quem nos criou; porque é o nosso Pai. Canto: “Olho em tudo e sempre encontro a Ti ...
Catequista: Recebamos a segunda vela pedindo a Deus que aumente nossa fé no Seu Filho, que se fez
de carne como a gente para nos libertar de todo o mal e nos dar Sua Vida. Canto: “Todo joelho se
dobrará/...
Catequista: Recebamos a terceira vela pedindo ao Divino Espírito Santo que nos uma cadavez mais
ao Pai e ao Filho e nos dê sabedoria e força para vivermos como Jesus ensinou. Canto: “Vem, vem,
vem, Espírito Santo...
Catequista: Olhemos agora para estas três velas unindo-se numa só chama (juntam-se as velas), para
que elas nos ajudem a compreender um pouquinho deste infinito Mistério: Três Pessoas, mas um só
Deus!
Este é o projeto do Pai: vivermos como pessoas diferentes, com qualidades e defeitos
diferentes, mas que, unidas pelo Amor, se tornem uma só família: a família de Deus. Ungidas pela
125
graça, perdoem assim como Jesus nos perdoa; fortalecidas pelo Espírito, se ajudem e se dediquem a
amar uns aos outros.
Para que assim seja, rezemos de mãos unidas como o próprio Filho de Deus nos ensinou:
Pai Nosso...
Para que o Filho de Deus viesse ao mundo e nos revelasse tudo isto, Ele precisou de uma Mãe.
Que esta mesma Mãe, que é cheia do Espírito Santo, sempre peça ao Pai por nós: Ave Maria...
Canto final à escolha do grupo
A MISSA PARTE POR PARTE
Catequista, segue um esquema da liturgia da missa para você utilizar no momento da turma que
considerar mais conveniente, dentro do percurso catecumenal do seu grupo de catequizandos.
Conforme a caminhada da turma você ou algum Ministro ou Agente da Pastoral Litúrgica poderá
utilizar este material ou o próprio folheto da Missa. Este encontro também pode ser realizado no
interior do templo e terminar com um breve e espontâneo momento de adoração a Jesus
Sacramentado.
Em cada missa e pelo sacrifício da cruz, Jesus se torna presente. A celebração da Santa Missa
começa com os Ritos Iniciais que nos preparam para a Liturgia da Palavra: Procissão de entrada,
Saudação inicial, Ato penitencial, Glória e a Oração da coleta.
Pela Liturgia da Palavra, somos alimentados com a Palavra de Deus, nela Deus nos faz uma
proposta de vida e nos chama a dar uma resposta de fé e amor, acreditando e fazendo o que Ele nos
propõe, na leitura do Antigo Testamento, das Epístolas e do Evangelho.
Na Liturgia Eucarística, apresentamos nossa vida e nossas ofertas a Deus no momento do
Ofertório: o Pão e o Vinho, oferecidos sobre o altar, se tornarão Corpo e Sangue de Jesus. A seguir, na
Comunhão, Jesus se dá a nós como alimento de vida eterna.
A missa é o banquete pascal de Jesus. Devemos participar sempre da missa, principalmente aos
domingos, onde celebramos sua ressurreição.
Vamos caminhar pelo itinerário litúrgico da celebração da Missa.
RITOS INICIAIS:
Canto de Entrada: O canto de entrada nos convoca como povo que peregrina para o encontro
com Deus.
Saudação: Logo que termina o canto, quem preside saúda com carinho a comunidade reunida
com algumas palavras que se referem à celebração do dia.
Ato Penitencial: No começo da celebração precisamos nos reconciliar com Deus e os nossos
irmãos. Ninguém se sente feliz em uma mesa com quem está em desacordo. Por isso o
sacerdote nos convida a pedir perdão. O ato penitencial pode ser rezado ou cantado, utlizando
sempre a forma que a liturgia orienta.
Glória: A alegria do encontro com o Senhor se expressa em um alegre louvor. Pode ser rezado
ou cantado, mas sem mudança na letra deste antigo hino cristão.
Oração da coleta: Além do louvor a Deus, cada um de nós traz alguma intenção em seu
coração. Essas diferentes intenções que trazemos para a celebração da missa, são reunidas em
uma oração comum chamada oração da coleta.
LITURGIA DA PALAVRA
Deus Pai nos fala através das páginas da Bíblia, pela boca dos profetas, dos apóstolos e
especialmente pelo seu amado Filho Jesus Cristo. As leituras se realizam na seguinte sequência: na
126
primeira leitura nos falam os profetas, na segunda os apóstolos, no evangelho Cristo e na homilia a
Igreja.
Primeira Leitura: Nesta leitura lê-se os profetas ou escritores sagrados do Antigo Testamento.
Salmo Responsorial: O salmo que é uma oração em forma de poema, como resposta à primeira
leitura. Dialoga-se respondendo ao salmista com a repetição de um refrão ou antífona.
Segunda Leitura: Lê-se um trecho de uma das cartas dos Atos dos Apóstolos, Apocalipse ou
alguma das Epístolas. É feita nos domingos e dias festivos da Igreja.
Aleluia: Para acolher a leitura do Evangelho por meio da qual nos fala o mesmo Jesus,
cantamos Aleluia, que quer dizer “Louvado seja o Senhor”.
Evangelho: O texto do Evangelho é sempre retirado dos livros canônicos de Mateus, Marcos,
Lucas e João, e jamais pode ser omitido. Antes, todos traçamos uma cruz na nossa testa, na
nossa boca e em nosso peito, porque a Boa Notícia de Jesus é salvação e bênção. Escutamos de
pé. Ao encerrar a leitura do Evangelho, o sacerdote ou diácono profere a expressão: "Palavra
da Salvação!" e toda a comunidade glorifica ao Senhor, dizendo: "Glória a vós, Senhor!".
Neste momento, o sacerdote ou diácono, em sinal de veneração à Palavra de Deus, beija a
Bíblia e todo o povo pode voltar a se sentar.
Homilia: Por mandato do Senhor, também a Igreja tem a missão de nos falar em seu nome. A
homilia é o momento em que o sacerdote, traz para nossas vidas a palavra proclamada nas
leituras. Neste momento, devemos ouvir com atenção aos ensinamentos do sacerdote.
Credo: Encerrada a homilia, todos ficam de pé para recitar o Credo. Este é a síntese da fé
católica. É uma proclamação pública da nossa fé.
Preces dos fiéis: A oração brota como fruto maduro da Palavra de Deus, proclamada, explicada
e confirmada. Ela encerra a liturgia da Palavra e é onde toda a comunidade apresenta súplicas
ao Senhor e intercede por várias intenções.
LITURGIA EUCARÍSTICA
Na liturgia eucarística atingimos o ponto alto da celebração. Durante ela, se tornará presente o
sacrifício que Cristo fez para nossa salvação. Durante esta parte a Igreja eleva ao Pai, por Cristo, sua
oferta e Cristo dá-se como oferta por nós ao Pai, trazendo-nos graças e bênçãos para nossas vidas.
É durante a liturgia eucarística que podemos entender a missa como uma ceia, pois afinal de
contas nela podemos enxergar todos os elementos que compõem uma: temos a mesa - mais
propriamente a mesa da Palavra e a mesa do pão. Temos o pão e o vinho, ou seja, o alimento sólido e
líquido presentes em qualquer ceia. Tudo conforme o espírito da ceia pascal judaica, em que Cristo
instituiu a eucaristia.
Apresentação das ofertas: Apresentação dos dons que serão ofertados para a consagração: o
pão e o vinho representam a vida do homem, o fruto de seu trabalho. Após a consagração, estes
dons tornam-se Corpo e Sangue do Senhor com sua humanidade e divindade. Durante a
apresentação das ofertas, o sacerdote mergulha algumas gotas de água no vinho. Estas gotas
representam a nossa humanidade que se transforma quando diluída em Cristo. Por isso, o
sentido também é o da nossa oferta e o de nossos dons a Cristo, através de gestos concretos a
coleta de dinheiro, de mantimentos para os mais necessitados ou outro dom necessário à
comunidade.
127
Oração Eucarística: É uma bonita oração dirigida pelo sacerdote que preside. Ela é o momento
mais importante da liturgia eucarística. Ela é composta de alguns elementos:
Prefácio: O sacerdote expressa os grandes motivos da ação de graças do povo de Deus, na
relação com o mistério que se celebra.
Santo: É um canto de louvor a Deus poderoso e santo.
Invocação do Espírito Santo: O sacerdote estende suas mãos sobre as oferendas e invoca ao Pai
Celestial que envie o Espírito Santo para fazer que o pão seja Corpo de Cristo e o vinho seja seu
Sangue para nós.
Consagração: O sacerdote repete as palavras que Jesus disse na Última Ceia: “Este é meu corpo,
este é meu sangue”. Assim o pão e o vinho se convertem em Corpo e Sangue de Cristo. Nesse
momento o mistério do amor do Pai é renovado em nós. Cristo dá-se por nós ao Pai trazendo
graças para nossos corações. Deve ser um momento de profundo silêncioe adoração.
Aclamação da assembleia: O sacerdote levanta o pão e o vinho, dizendo: “Eis o mistério da fé”.
Então, a assembleia aclama a morte e ressurreição de Jesus. Estamos diante do Mistério de
Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.
As orações de intercessão: Entre todos os membros da Igreja que está no céu e na terra, existe a
comunhão dos Santos. Somos todos irmãos, membros da grande família de Deus. Então, nesse
momento, rezamos Papa, pelo Bispo e todo o clero pois são os pastores do rebanho. Também
rezamos pelos falecidos e pedimos por nós mesmos, como "povo santo e pecador".
Doxologia Final: Com o Corpo e Sangue de Cristo em suas mãos, o sacerdote louva ao Pai e
toda assembleia responde com um grande “amém”, que confirma tudo aquilo que ela viveu.
Rito da Comunhão: O rito da comunhão compreende diferentes ações de profundo significado:
Rezamos a oração do “Pai Nosso”, como sinal de que somos filhos de Deus.
Damo-nos a paz, como sinal de que somos irmãos em Cristo, nosso irmãos maior.
A fração do pão e o canto do Cordeiro de Deus: sinal do amor que se entrega e partilha.
Na comunhão recebemos a Jesus, presente no pão e vinho consagrados.
Oração depois da comunhão: A liturgia eucarística se encerra com esta oração, feita pelo
presidente. O sentido é pedir que a Eucaristia frutifique em nós, de forma visível em nossas
vidas.
RITOS FINAIS:
Este momento não é simplesmente um rito de despedida: mas um envio para a missão em casa,
na escola, na sociedade. Neste momento pode-se dar os avisos relativos à vida da comunidade. Em
seguida, o sacerdote faz nova saudação, dá a bênção final onde toda a assembleia é enviada, com as
graças derramadas por Deus, na Santa Missa. A missa nos envia em missão.
Catequista, as catequese que tratam do Sacramento da Eucaristia, sugerem que a
apresentação dos objetos litúrgicos seja feita por um Ministro ou Acólito. Será bem interessante,
marcar um encontro onde os catequizandos possam ver de perto as alfaias e demais objetos, para se
familiarizarem não só com os mesmos, porém para valorizarem ainda mais os sinais que os mesmos
contém. Será uma bela experiência mistagógica.
OS RITOS
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Os ritos são expressões orantes de tudo o que foi experienciado nas catequeses semanais. Por isso,
devem ser bem preparados pela comunidade paroquial incluindo o sacerdote diácono (se houver), catequistas,
membros da pastoral litúrgica e da pastoral familiar. É necessário também orientar os catequizandos e suas
famílias para que estes momentos assumam um real significado de crescimento e iniciação à vida cristã.
O Ritual da Iniciação Cristã de Adultos (RICA), em seu capítulo V, apresenta o rito de iniciação de
crianças em idade de catequese, que consta de 3 etapas:
- Rito de instituição dos catecúmenos
- Escrutínios ou Ritos Penitenciais
- Celebração dos Sacramentos de Iniciação
Abaixo, segue a apresentação de propostas para utilização na paróquia, com suas devidas
adaptações.
Primeira etapa: RITO DE ENTRADA NO CATECUMENATO
Chegada: O presidente inicia a celebração com os que estão presentes na igreja. A procissão sai da
sacristia, com os ministros.
Os ritos que o RICA apresenta têm caráter batismal, isto é, especialmente o catecúmeno vai sendo inserido
progressivamente na comunidade eclesial através do belo entrosamento entre catequese e liturgia.
Para a entrada no catecumenato, se houver crianças que serão batizadas, este rito pode ser feito na porta da
Igreja, caso seja possível. Catecúmenos, catequizandos, pais, padrinhos e catequistas estarão do lado de fora.
Caso contrário, o rito pode ser feito após a homilia.
Saudação e Exortação
O presidente da celebração faz saudação e exortação, convidando os participantes a compreender e
celebrar a entrada das crianças no tempo do catecumenato.
Diálogo
Aquele que preside interroga as crianças sobre sua intenção em participar do catecumenato.
Quem preside: O que você quer ser?
A criança: QUERO SER AMIGO DE JESUS.
Quem preside: Por que você quer ser cristão?
A criança: PORQUE CREIO EM JESUS CRISTO.
Quem preside: Que dará a você a fé em Cristo?
A criança: A VIDA ETERNA.
Quem preside: Como vocês já creem em Cristo e querem receber o Batismo (se não houver
catecúmenos, omite-se o que está em negrito) vamos acolhê-los com muita alegria nesta família
dos cristãos, onde cada dia vão reconhecer melhor a Cristo. Conosco, vão procurar viver como filhos
e filhas de Deus, conforme Cristo nos ensinou. Devemos amar a Deus de todo o coração e amar-nos
uns aos outros assim como ele nos amou.
Diálogo com os pais e a assembleia
Quem preside, voltando-se para os familiares, interroga-os com estas palavras ou outras semelhantes.
Quem preside: Vocês, pais, familiares e amigos, que nos apresentam agora estas crianças, estão
dispostos a ajudá-las a encontrar e seguir o Cristo?
129
Os pais: ESTAMOS
Quem preside: Estão dispostos a desempenhar sua parte nessa missão?
Os pais: ESTAMOS
Quem preside, interroga a todos os presentes: Para continuarem o caminho hoje iniciado, estas
crianças precisam do auxílio de nossa fé e caridade. Por isso, pergunto também a vocês, seus amigos
e companheiros: estão vocês dispostos a ajudá-las a se aproximar progressivamente do Batismo e da
Eucaristia?
Caso não haja catecúmenos, falar “ .... aproximar progressivamente da Eucaristia”?
TODOS: ESTAMOS
Assinalação da fronte e dos sentidos
Esta assinalação pode ser feita apenas em catecúmenos, isto é, aqueles que serão batizados. Caso
não haja, deve ser omitida. Os catecúmenos devem sentar-se à frente dos catequizandos.
Quem preside: N. e N. Cristo chamou a vocês para serem seus amigos; lembrem-se sempre dele e
sejam fieis em segui-lo! Para isso, vou marcar a vocês com o sinal da cruz de Cristo, que é o sinal dos
cristãos. Este sinal vai daqui em diante, fazer que vocês se lembrem de Cristo e de seu amor por
vocês.
Quem preside faz o sinal da cruz sobre todos ao mesmo tempo, enquanto os catequistas o fazem
diretamente em cada um. A fórmula é sempre dita por quem preside:
Ao assinalar a fronte: Recebe na fronte o sinal da cruz: O próprio Cristo te protege como sinal de seu
amor. Aprende a conhecê-lo e a segui-lo.
Ao assinalar os ouvidos: Recebam nos ouvidos o sinal da cruz, para que vocês ouçam a voz do
Senhor.
Ao assinalar os olhos: Recebam nos olhos o sinal da cruz, para que vocês vejam a glória de Deus.
Ao assinalar a boca: Recebam na boca o sinal-da-cruz, para que vocês respondam à Palavra de Deus.
Ao assinalar o peito: Recebam no peito o sinal da cruz, para que Cristo habite pela fé em seus
corações.
Ao assinalar os ombros: Recebam nos ombros o sinal da cruz, para que vocês carreguem o jugo suave
de Cristo.
Com ou sem catecúmenos, passa-se para a parte abaixo:
Quem preside faz o sinal da cruz sobre todos ao mesmo tempo, dizendo: Eu marco vocês com o sinal
da cruz: Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo para que vocês tenham a Vida Eterna.
As crianças: AMÉM
Podem-se dar crucifixos para por no pescoço, em recordação da assinalação, acompanhado de canto
apropriado.
Após a assinalação geral, os catequizandos também podem receber o crucifixo.
Quem preside: Oremos.
Deus todo poderoso, que pela cruz e ressurreição de vosso Filho destes a vida ao vosso povo,
concedei que estes vossos servos e servos, marcados com o sinal da cruz, seguindo os passos de
130
Cristo, conservem em sua vida a graça da vitória da cruz e a manifestem por palavras e gestos. Por
Cristo, Nosso Senhor.
R. AMÉM.
No caso de haver catecúmenos - Se o rito de acolhida tiver sido feito à porta da Igreja quem preside convida
as crianças a entrar, dizendo: Agora vocês já têm seu lugar na reunião dos cristãos. Venham para ouvir o
Senhor, que vai nos falar e para rezarconosco.
As crianças se aproximam e tomam seu lugar junto a seus pais ou entre seus colegas.
Liturgia da Palavra
Estando os catequizandos em seus lugares, quem preside dirigi-lhes uma breve alocução, mostrando a
dignidade da Palavra de Deus, que é anunciada e ouvida na assembleia litúrgica.
O livro das Sagradas Escrituras é trazido em procissão, colocado respeitosamente na mesa da Palavra,
podendo também ser incensado. Segue-se a Liturgia da Palavra.
Entrega do Livro da Palavra de Deus
Esta parte pode ser realizada para catecúmenos e catequizandos.
Depois da homilia, quem preside entrega aos catequizandos, com dignidade e reverência, a Bíblia, com as
palavras abaixo. A Bíblia também pode ser entregue pelos pais:
Recebe o livro da Palavra de Deus. Que ela seja luz para a tua vida.
A Criança: AMÉM!
Nas preces da comunidade podem ser acrescidas algumas das sugeridas abaixo.
Preces pelos Catecúmenos e Catequizandos
Quem preside: Oremos por nossas queridas crianças, que agora procuram a Deus:
Leitor: Nós vos pedimos, Senhor, que aumenteis cada dia mais seu desejo de viver com Jesus.
R. Nós vos pedimos, Senhor
Leitor: Nós vos pedimos, Senhor, que elas sejam felizes na Igreja.
R. Nós vos pedimos, Senhor
Leitor: Nós vos pedimos, Senhor, a graça de perseverarem na preparação para os sacramentos.
R. Nós vos pedimos, Senhor
Leitor: Nós vos pedimos, Senhor, que vosso amor afaste de seus corações o medo e o desânimo.
R. Nós vos pedimos, Senhor
Leitor: Nós vos pedimos, Senhor, que estas crianças tenham a alegria de receber o Batismo, a
Confirmação e a Eucaristia.
R. Nós vos pedimos, Senhor.
Segunda etapa: ESCRUTÍNIOS OU RITO PENITENCIAL
A finalidade do escrutínio (esquadrinhar, examinar) é sempre de perscrutar o coração do
catecúmeno ou catequizando e ajudá--lo a conhecer a sua própria debilidade, a vencer o mal e a aderir
a Jesus Cristo (cf. RICA 25). No escrutínio é incluído o exorcismo que se trata de uma bela oração,
pedindo que os catecúmenos sejam livres do mal, nesta iniciação à vida cristã.
Segundo o RICA, “estes ritos penitenciais são das partes mais importantes do catecumenato das
crianças e têm caráter semelhante ao dos escrutínios do Rito de iniciação de adultos (cf. nn.152-180).
131
“Como os escrutínios pertencem habitualmente ao último tempo de preparação para o Batismo,
os ritos penitenciais para as crianças supõem que sua fé e sentimentos estejam no ponto requerido para
o Batismo.
(...) Algumas crianças já batizadas, pertencentes ao grupo catequético, podem, nessa
celebração, ser admitidas pela primeira vez ao sacramento da Penitência. Nesse caso cuide-se de
incluir na celebração, exortações, intenções, orações e atos relativos a essas crianças.
Os ritos penitenciais são celebrados na Quaresma, se os catecúmenos/catequizandos vão ser
iniciados nas solenidades pascais; do contrário, na ocasião mais oportuna. Haja ao menos um rito; se
houver facilidade, acrescente-se um segundo, formulado à semelhança do primeiro.” (cfr. RICA, nn.
330-333)
Início do Rito
Quem preside, depois de acolher a assembleia, explica em poucas palavras o sentido do rito para a
situação de cada um, isto é, crianças catecúmenas (que serão batizadas), catequizandos (que celebrarão pela
primeira vez o Sacramento da Penitência), parentes e amigos, catequistas, entre outros. Todos considerem
como dirigido a si o feliz anúncio da remissão dos pecados e proclamem a misericórdia de Deus Pai. Pode-se
escolher um canto apropriado. (cfr. RICA n. 334)
Oremos: Concedei-nos, Senhor, os dons do perdão e da paz, para que, purificados dos nossos pecados,
vos possamos servir de coração tranquilo. Por Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém.
Leituras e homilia: O RICA apresenta várias sugestões de leituras (Ez 36, 25-28; Is 1, 16-18, Mc 1, 1-
5.14-15; Mc 2, 1-12; Lc 15, 1-7; 1 Jo 1,8-2,2). O grupo de catequistas escolherá a que for mais
adequada ao grupo. Após a leitura, quem preside realiza breve homilia sobre o texto proclamado.
Propor momento de silêncio e recolhimento. Em seguida, as preces .
Preces:
P.: Rezemos por ..... (nome dos catecúmenos) que se preparam para os sacramentos da iniciação; e
pelos demais que vão receber pela primeira vez o perdão de Deus no sacramento da Penitência; e por
nós, que esperamos a misericórdia de Cristo.
1. Para que saibamos manifestar ao Senhor Jesus nossa gratidão e nossa fé, roguemos ao Senhor.
Todos: Senhor, atendei a nossa prece.
2. Para que procuremos sinceramente descobrir nossas fraquezas e pecados, roguemos ao Senhor.
3. Para que, no espírito de filhos de Deus, confessemos lealmente nossa fraqueza e nossas culpas,
roguemos ao Senhor.
4. Para que manifestemos diante do Senhor Jesus a dor que sentimos por causa de nossos pecados,
roguemos ao Senhor.
5. Para que a misericórdia de Deus nos preserve dos males presentes e futuros, roguemos ao
Senhor.
6. Para que aprendamos de nosso Pai do Céu a perdoar por seu amor todos os pecados do próximo
roguemos ao Senhor.
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IMPORTANTE: A oração abaixo deve ser presidida somente pelo sacerdote ou diácono.
Exorcismo (apenas para as crianças catecúmenas)
P.: Pai de infinita bondade, olhai para .......... (nome dos catecúmenos), que em breve serão batizados.
Crianças: Ouvimos o que Jesus disse, gostamos das suas palavras.
P.: ....... (nome dos catecúmenos) se esforçam por viver realmente como filhos vossos, mas acham que
é difícil.
Crianças: Sim, Pai, gostaríamos de fazer sempre a vossa vontade, mas sentimos às vezes vontade de
fazer o contrário.
P.: Pai de infinita bondade, livrai estas crianças do espírito de covardia e do mal e fazei que caminhem
sempre à vossa luz.
Crianças: Queremos caminhar com Jesus, que deu a sua vida por nós. Pai nosso, ajudai-nos.
P.: Se alguma vez caírem no caminho fazendo o que não vos agrada, dai-lhes a vossa força para que
possam levantar-se e caminhar de novo para vós, em Jesus Cristo, nosso Senhor.
Crianças: Dai-nos, ó Pai, a vossa força.
O RICA sugere que os catecúmenos sejam liberados ou permaneçam junto aos demais colegas já
batizados que confessarão pela primeira vez (cfr. 341 e 342). Após a confissão, as crianças voltam ao seus
lugares. Enquanto isso, a comunidade canta a alegria do perdão.
Há comunidades que, no encontro seguinte ao do Rito Penitencial, realizam a Festa do Perdão junto com seus
familiares e os catequistas. Nesta ocasião, além do lanche festivo e das músicas é entregue aos catequizandos
uma lembrança do dia em que receberam pela primeira vez o sacramento da penitência.
Primeira Confissão
de ...................
133
Na semana da Primeira Eucaristia costuma-se realizar novo rito penitencial. Deve-se evitar que a
Confissão aconteça no dia do Retiro. Combine com o pároco a melhor maneira de realizar esta celebração
penitencial.
Terceira etapa: CELEBRAÇÃO DOS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO
O Diretório Arquidiocesano da Iniciação Cristã da Arquidiocese do Rio de Janeiro (DAIC),
com base no RICA, traz a seguinte orientação: “A celebração do Batismo e da Primeira Eucaristia das
crianças deve ser feita, preferencialmente, no tempo pascal. As orientações para a celebração do
Batismo das crianças encontram-se nos números 347 a 360. Em relação à participação na Eucaristia,
nos números366 a 368. (DAIC, n. 195)”.
“Antes, porém, de admitir as crianças aos sacramentos nas festas pascais, verifique-se se já
estão em condições e se o tempo obedece ao planejamento da instituição catequética que frequentam.
Com efeito, deve-se procurar o quanto possível, que os candidatos recebam os sacramentos da
iniciação quando seus companheiros já batizados são admitidos à Eucaristia (...).” (RICA, n. 310).
PROPOSTA DE RETIRO DE PRIMEIRA COMUNHÃO
Caro catequista, apresentamos uma proposta para a paróquia organizar o retiro deprimeira
comunhão dos catequizandos, de forma que este momento possa deixar no coração dos catequizandos
uma lembrança inesquecível pela proximidade deste grande dia.
A organização deve ser feita com antecedência e envolver o pároco, catequistas, pais e
responsáveis, pastoral familiar e outros grupos pastorais. Caso haja dificuldades para a realização do
retiro de um dia inteiro, pode-se organizar ao menos uma manhã ou tarde de oração e meditação,
envolvendo pais e filhos.
Em algumas paróquias há o costume de se realizar, com o consentimento do pároco e
conhecimento dos familiares dos catequizandos, a missa explicada, onde ocorre a comunhão íntima.
Isto é, os catequizandos recebem a Eucaristia pela primeira vez em missa reservada, junto ao P.: e os
catequistas somente, sem necessidade de fotos, familiares ou convidados. É uma forma de ser viver de
maneira mais interior este momento tão sublime e tão esperado.
No dia seguinte ou na semana seguinte, ocorre a Comunhão Solene na Missa da comunidade
eclesial, com solenidade e sobriedade, dispensando-se luxo e gastos desnecessários.
Convém recordar também que o batizado dos catequizandos pode ser realizado na missa da
Primeira Eucaristia ou em semana anterior. Em relação à Confissão, o ideal é que esta seja feita nos
dias da semana, para evitar que a mesma ocorra no retiro.
“Para que sejam mais seguros os primeiros passos dos neófitos na vida cristã, é desejável que
em todas as circunstâncias sejam ajudados, com atenção e amizade pela comunidade dos fieis,
padrinhos e pastores. Tenha-se todo empenho em assegurar-lhes uma completa e feliz integração na
comunidade.” (RICA, n. 369)
HORARIO/ATIVIDADE O QUE DEVE SER FEITO? POR QUEM?
7h: Chegada dos catequistas e da
comissão responsável pela ordem
e limpeza.
Arrumação do local do retiro:
palestras e trabalhos em grupo,
refeição, banheiros, etc.
Comissão de pais/ responsáveis
e catequistas.
Obrigado, Jesus pelo teu perdão, que
alegra minha vida.
Dia:
Paróquia:
134
8h: Chegada dos catequizandos Recepção e entrega dos crachás. Catequistas e equipe de
animação
8h30: Oração inicial (Pais e
Filhos)
De preferência feita na Igreja.
Preparar texto, escolher músicas,
leitores. Pode ser feita de forma
espontânea.
Catequistas ou outro grupo
pastoral da Paróquia, que possa
conduzir a oração.
8h50: Os catequizandos são
conduzidos para o salão de
palestras.
Pais e responsáveis continuam
na Igreja para a oração dos pais
pelos filhos até 9h30
Algum grupo pastoral ou
movimento. Exemplo: Pastoral
Familiar, Renovação
Carismática Católica,
Catequistas de Jovens e Adultos
9h: Palestra sobre Eucaristia
Breve reflexão que pode
percorrer desde a multiplicação
dos pães até à instituição da
Eucaristia
Um catequista ou convidado:
MESC, acólito, seminarista,
entre outros
Atividade Breve leitura orante de
versículos de Jo 6, por exemplo
Catequistas
9h40: Lanche Pais / responsáveis.
10h10: Música Equipe de animação
10h20: História de São Tarcísio São Tarcísio é o padroeiro dos
primeiros comungantes
Catequista ou Coroinha
10h45: Carta para Jesus Colocar fundo musical, se
possível
Catequistas
11h: Divisão em grupos.
Atividades diversificadas sobre a
Eucaristia: música, cartaz,
dramatização, bingo com objetos
litúrgicos.
Um catequista em cada grupo
para orientar as atividades que
serão realizadas coletivamente
(10 a 15 min. em cada grupo)
12h: Almoço Pais e responsáveis e outra
pastoral ou movimento (Pastoral
Familiar, ECC, ...)
13h15: Recreação Catequistas
14h50: 2ª Palestra: “O que é
Perseverar em Cristo?”
Apresentação da necessidade do
grupo continuar a caminhada da
fé, inserido na comunidade
eclesial.
Grupo da Perseverança e outros
existentes na paróquia. Pode ser
feito em forma de painel, onde
cada grupo fala por um breve
espaço de tempo, convidando os
135
catequizandos a conhecerem
estes grupos.
15h20: Descontração Música Equipe de animação
15h30: Momento família Entrega das cartinhas e
mensagens da família
Catequistas
16h: Confraternização Saída dos catequizandos, com
recepção da família e um
gostoso lanche.
Pais, responsáveis, orientados
pelos catequistas ou Pastoral
Familiar.
TEMPO DA MISTAGOGIA
O RICA sugere que, por todo o tempo pascal os neófitos (as crianças que foram batizadas e
receberam a Eucaristia) ocupem, nas missas de domingo, lugar especial entre os fiéis e sejam
lembrados na homilia e, se for oportuno, na oração dos fiéis.
Para encerrar o tempo da mistagogia, realize-se uma celebração ao terminar o tempo Pascal,
nas proximidades do tempo de Pentecostes. Pode-se também concluir com uma confraternização entre
catequistas, catequizandos e seus familiares. Também há a sugestão de se celebrar o aniversário do
Batismo dos neo-batizados. (cfr. RICA, n. 369)
Durante o trabalho deste livro fomos conversando com você, catequista, sobre um dos objetivos
da iniciação cristã que é a educação e iniciação comunitária. “A vida cristã em comunidade não se
improvisa e é preciso educar para ela, com cuidado.” (cfr. Diretório Geral para a Catequese, n.86).
A Primeira Eucaristia é um ponto alto na caminhada de fé das crianças, mas não ponto final. É
necessário continuar este itinerário, amparado pela comunidade. “Por isso, durante o tempo do
Catecumenato, torna-se fundamental que as crianças e adolescentes entrem em contato com grupos
como Perseverança, Coroinhas, Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), Infância Missionária, a fim de
serem incentivados a se inserir nestes ou em outras agregações juvenis, após a recepção dos
Sacramentos, de forma a dar continuidade à sua formação religiosa e à integração comunitária.”
(DAIC, n. 197) Podemos dizer que esta inserção possui um caráter mistagógico, tendo em vista
proporcionar aos catequizandos o mergulho no mistério de Cristo, através da experiência de serviço
nos vários grupos juvenis que a paróquia pode oferecer de modo que os catequizandos possam, desde
cedo, “cooperar ativamente na evangelização e na edificação da Igreja” (cfr. DGC, n. 86)
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2008.
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Edições Loyola, 2001.
136
COMPÊNDIO DO VATICANO II. Constituições, Decretos, Declarações. Constituição Dogmática
Lumen Gentium. 3ª ed.. Petrópolis – RJ: Editora Vozes, 1968.
_______. Constituição Dogmática Dei Verbum. Petrópolis – RJ: Editora Vozes, 1969.
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_______. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual.
Documentos Pontifícios 17. Brasília: Edições CNBB, 2013.
DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO DA INICIAÇÃO CRISTÃ. Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Editora Nossa Senhora da Paz. 2008.
DIRETÓRIO GERAL PARA A CATEQUESE. Paulinas, São Paulo. 3ª ed. 2001.
DOCUMENTO DA CNBB, Catequese Renovada, orientações e conteúdo, nº 26, São Paulo, Paulinas,
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DOCUMENTO DA CNBB, Cristãos leigos e leigas na Igreja a na sociedade, sal da terra e luz do
mundo (Mt 5, 13-14), nº 105.1ª ed. São Paulo, Paulinas, 2016.
DOCUMENTO DA CNBB, Iniciação à vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários, nº
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_______.Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia- sobre a reconciliação e a penitência na
missão da Igreja hoje. 2ª ed. Petrópolis – RJ: Editora Vozes, Col. “Documentos Pontifícios”, nº 204,
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JOÃO PAULO II. Carta encíclica Ecclesia de Eucharistia. São Paulo: Paulinas, 2005.
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RITUAL DA INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS. Paulinas. São Paulo. 2003.