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Índice 1.Introdução 2 1.1.Objectivos 3 1.2.Objectivo geral 3 1.3.Objectivos específicos 3 1.4.Metodologia 3 2.OBRIGAÇÃO E RELAÇÃO JURIDICA FISCAL 4 2.1.Conceito da Relação jurídica fiscal 4 2.1.2.Pressupostos da Relação Juridica Fiscal 6 2.1.3.Elementos da Relação Jurídica Fiscal 6 2.1.4.Sujeitos da Relação jurídico fiscal 7 2.1.5.Sujeito activo da Relação Jurídica Fiscal 7 2.1.6.O Sujeito Passivo da Relação Jurídica Fiscal 7 2.1.7.Objecto 8 2.1.8.Facto Jurídico 8 2.1.9.Garantias de cumprimento da obrigação fiscal 9 2.1.10. Garantias Geral 9 2.1.11.Garantias Especial 9 2.1.12.Juros de mora e compensatórios como garantias tributárias 10 3.Sucessão e substituição fiscais 10 4. Acto tributário 11 5.Fases do processo tributário gracioso 11 6. Extinção da Obrigação Fiscal 12 7.Direito fiscal e actividade financeira do estado 13 8.Conclusão 14 9.Referência Bibliográfica 15 1.Introdução O presente trabalho de Direito Fiscal, ira abordar sobre a Obrigacao e Relacao Juridica Fiscal, no que tange ao seu Objecto, Extincao e Garantia da Relacao Juridica Fiscal. Este trabalho esta dividido em tres partes, A primeira parte esta exposto a introducao e objectivos e a segunda parte o desevolvimento do trabalho e por utimo a terceira parte temos, a conclusao, e as referencias biblograficas que sao a base para a materializacao deste trabalho. Portanto, a relação jurídica - fiscal é pois, uma relação obrigacional, embora de Direito Público. Nem se trata de uma particularidade do Direito Fiscal que possa interpretar-se como correspondendo àquela conhecida orientação que visa aproximar esse ramo jurídico do Direito Civil.As percepções da obrigação fiscal têm sido diversas, podendo se apontar duas opostas. A primeira, aponta para a obrigação fiscal uma realidade diversa das obrigações civis, pela sua natureza e estrutura, tendendo a atribuir ao acto administrativo de liquidação a função de elemento constitutivo daquela obrigação. A segunda, refere que a obrigação fiscal, na sua essência, em nada se diferencia das relações obrigacionais do direito civil, pois os aspectos em que se afasta do normal regime civil não atingem o cerne do próprio conceito de obrigação. Para alem das obrigações fiscais que recaem sobre o sujeito passivo directo, há aquelas que podem recair a terceiros, que de algum modo estão ligados ao contribuinte ou ao facto tributável, que garante a liquidação da divida tributaria, que se designam de obrigações ou deveres acessórios. Estas obrigações acessórias podem destinar-se a determinar e identificar o sujeito passivo e a matéria colectável ou liquidar a divida tributaria, bem como garantir a cobrança de imposto e a fiscalização do cumprimento dos deveres. 1.1.Objectivos 1.2.Objectivo geral · Falar da Relacao Juridica Fiscal bem como a Obrigacao Fiscal. 1.3.Objectivos específicos · Identificar os Pressupostos da Relacao Juridica Fiscal; · Descrever cada Elementos da Relação Jurídica Fiscal; · Mencionar os Sujeitos da Relação jurídico fiscal. 1.4.Metodologia Para o alcance dos objectivos prés estabelecidos a pesquisa contou com a combinação de método bibliográfico que consiste na análise de matérias escritos e documentados, como os manuais e outros artigos científicos , Legislação e consulta de manuais em alguns Web sites. Numa primeira fase fui observando vários manuais que estão ligados com a matéria em questão e fui seleccionando os factos mais importantes que culminou com a produção do presente trabalho. 2.OBRIGAÇÃO E RELAÇÃO JURIDICA FISCAL 2.1.Conceito da Relação jurídica fiscal O conceito da relacao juridica fiscal foi importada do Direito Privado. ANA PRATA, (2009;1271) define a relacao juridica, num sentido restrito, a relacao inter-privada que o direito regula atraves da atribuicao a um sujeito de um direito e a imposicao ao outro de um dever ou sujeito. Por seu lado a obrigacao fiscal respeita tao-somente aquela que e que a principal obrigacao do sujeito passivo na relacao juridica fiscal, ou seja a obrigacao de pagar o imposto. O cerne da relação jurídica fiscal é constituído pela obrigação fiscal ou obrigação de imposto que, apesar de ser uma obrigação ou direito de crédito, tem características especiais que a diferenciam das demais. Segundo Teixeira (1995: 167), constitui obrigação fiscal o vinculo que nasce entre o estado e o particular através do imposto. De um modo coerente, a obrigação fiscal pode ser tida como o vinculo jurídico nascido de verificação da situação ou das condições abstractamente previstas na lei tributaria e cujo objecto é a prestação do imposto. Assim, considera a obrigação fiscal como parte da relação jurídica, pois esta é mais vasta e complexa. Para além, a obrigação fiscal, inclui todas as relações de diferente objecto e conteúdo que resultam daquela obrigação central, na qual os sujeitos passivos são o contribuinte e outras pessoas estranhas a essa obrigação de imposto. A relação jurídica é composta de um núcleo constituído pelo contribuinte e pelos terceiros que, de algum modo, estão ligados aos pressupostos do facto da tributação, que podem ser designados de obrigações ou deveres tributários acessórios. A relação jurídica - fiscal é pois, uma relação obrigacional, embora de Direito Público. Nem se trata de uma particularidade do Direito Fiscal que possa interpretar-se como correspondendo àquela conhecida orientação que visa aproximar esse ramo jurídico do Direito Civil.As percepções da obrigação fiscal têm sido diversas, podendo se apontar duas opostas. A primeira, aponta para a obrigação fiscal uma realidade diversa das obrigações civis, pela sua natureza e estrutura, tendendo a atribuir ao acto administrativo de liquidação a função de elemento constitutivo daquela obrigação. A segunda, refere que a obrigação fiscal, na sua essência, em nada se diferencia das relações obrigacionais do direito civil, pois os aspectos em que se afasta do normal regime civil não atingem o cerne do próprio conceito de obrigação. Para alem das obrigações fiscais que recaem sobre o sujeito passivo directo, há aquelas que podem recair a terceiros, que de algum modo estão ligados ao contribuinte ou ao facto tributável, que garante a liquidação da divida tributaria, que se designam de obrigações ou deveres acessórios. Estas obrigações acessórias podem destinar-se a determinar e identificar o sujeito passivo e a matéria colectável ou liquidar a divida tributaria, bem como garantir a cobrança de imposto e a fiscalização do cumprimento dos deveres. O conceito de relação jurídica é fundamental na Ciência do Direito. Jhering afirmou que a relação Jurídica está para a Ciência do Direito assim como o alfabeto está para a palavra. F.C. Savigny, em sua época, século XIX, foi o responsável por firmar de maneira mais clara o conceito de relação jurídica. Relação jurídica é o vinculo intersubjetivo concretizado pela ocorrência de um fato cujos efeitos são veiculados pela lei, denominado fato jurídico. Trata-se, portanto de relação social específica tipificada por uma norma jurídica. Tal conceito advém da chamada teoria personalista, a qual tem como precursor o jurista alemão Bernhard Windscheid, entendendo ser esta o vínculo entre dois ou mais sujeitos estabelecido diante de um objeto. “Relação jurídica é aquela através da qual juridicamente se vinculam duas pessoas, tendo por objeto um interesse.” Em contraposição, surgem as teorias normata e objetivista. A primeira é fundada na ideia de que a relação jurídica consiste na necessidade de determinado comportamento a partir da existência de um fato que produza efeitos jurídicos, indispensável à concretização de cada relação. Ou seja, é a relação do sujeito com a norma jurídica, a concretização da relação de fato pelo liame jurídico da norma. Desta forma, v.e. os contratos veiculam duas relações jurídicas para cada sujeito envolvido. Já a teoria objetivista pauta-se na indeterminação do sujeito passivo. A relação jurídica não envolve somente sujeitos, mas tem caráter genérico para que possa abarcar o liamejurídico entre pessoas, pessoas e coisas e pessoas e lugares. 2.1.2.Pressupostos da Relação Juridica Fiscal Segundo CARVALHO, Paulo, Para a melhor compreensão da relação jurídica fiscal é necessário ter a noção dos seus pressupostos, que constituem o conjunto de condições de que a lei faz depender o nascimento da relação jurídica fiscal. Quanto a sua natureza os pressupostos podem ser: · Objectivos ou subjectivos; · Quanto ao seu âmbito podem ser: · Genéricos ou específicos. No que se refere aos pressupostos genéricos da relação jurídica fiscal, pode se apontar a personalidade jurídica, a capacidade jurídica (subjectivos) e a matéria colectável (objectivo). 2.1.3.Elementos da Relação Jurídica Fiscal Afirm CARVALHO, Paulo que os elementos da relação jurídica - fiscal são quatro: · Sujeitos; · Objecto; · Facto jurídico; · Garantia. Os sujeitos são os pontos terminais da relação jurídica. O sujeito activo, que é o titular do correspondente direito subjectivo e o sujeito passivo, que é sobre quem recai o correspondente dever. Na obrigação fiscal, existe a particularidade, como se verá, de o sujeito activo ser sempre uma entidade de direito público ou que exerce funções públicas, que tem o direito de exigir o cumprimento da obrigação. Por sua vez, o sujeito passivo é a pessoa singular ou colectiva ou qualquer outra entidade (património ou organização de facto ou de direito, diz a lei), que, nos termos legais, está vinculada ao cumprimento da obrigação. 2.1.4.Sujeitos da Relação jurídico fiscal 2.1.5.Sujeito activo da Relação Jurídica Fiscal Em relação aos sujeitos activos da relação jurídica fiscal importa distinguir: · Poder tributário: poder conferido constitucionalmente para a criação, incidência, instituição, estabelecimento dos impostos e a definição do seu regime; · Competência tributária: administração ou gestão dos impostos e que se traduz no lançamento, liquidação e cobrança, dividindo-se esta competência entre a administração fiscal e os particulares (contribuintes ou terceiros); · Capacidade tributária activa: qualidade do sujeito activo da relação de crédito em que a relação jurídica fiscal se consubstancia. É a titularidade do crédito de imposto e outros direitos tributários e é inerente à personalidade tributária activa ou susceptibilidade de ser sujeito activo da relação jurídica tributária e que é o credor do imposto; · Titularidade da receita dos impostos: verifica-se nos casos em que as receitas provenientes de certos impostos estão consignadas a determinadas entidades que não tenham todas ou alguma das titularidades fiscais activas. 2.1.6.O Sujeito Passivo da Relação Jurídica Fiscal A doutrina costuma distinguir as seguintes figuras: contribuinte, devedor de imposto e sujeito passivo da relação jurídica fiscal. · Contribuinte: é a pessoa em relação à qual se verifica o facto tributário, o pressuposto de facto ou o facto gerador do imposto, isto é, o titular da manifestação da capacidade contributiva que a lei visa atingir e que por esse efeito irá suportar o desfalque patrimonial que o imposto provoca. Pelo lado do devedor do imposto o contribuinte é um devedor qualificado, pois é um devedor a título directo ( e não indirecto como o substituto), originário ( e não derivado como o sucessor legal) e principal ( e não acessório, como o responsável fiscal). Costuma-se distinguir entre contribuinte de direito (contribuinte directo) e contribuinte de facto( contribuinte indirecto), sendo o primeiro a pessoa em relação à qual se verifica o pressuposto de facto do imposto, e o segundo aquele que suporta economicamente o imposto em virtude da repercussão. · Devedor do imposto: é o sujeito passivo (stricto sensu) que deve satisfazer perante o credor fiscal a obrigação de imposto. Em sentido amplo o devedor do imposto abrange não só o devedor principal e originário (aquele a quem o fisco exige em primeiro lugar a satisfação do crédito do imposto), mas também os devedores indirectos(substituto fiscal), derivados(sucessor legal) ou acessórios(responsável fiscal), aos quais o fisco exige em segundo lugar o crédito de imposto. · Sujeito passivo: é toda e qualquer pessoa, singular ou colectiva, a quem a lei imponha o dever de efectuar uma prestação tributária, quer seja a prestação de imposto, quer sejam as obrigações acessórias. Sendo o devedor de imposto um qualificado sujeito passivo, como acima referimos, algumas vezes os dois conceitos não coincidem. Por exemplo nas sociedades transparentes o sujeito passivo (sociedade) não é devedor de impostos, que passam a ser os sócios. 2.1.7.Objecto Segundo WATY; (2007;137) O objecto da relacao juridica fiscal e a prestacao o devedor do imposto esta adstrito para com o sujeito activo. Portanto objecto é aquilo sobre que incide o direito subjectivo, aquilo a que tem direito o sujeito activo da relação jurídica. O objecto imediato é constituído pela própria prestação em si mesmo considerada, pelo comportamento positivo (acção) ou negativo (abstenção) a que está adstrito o devedor. Por sua vez, o objecto mediato é constituído por aquilo sobre que versa a prestação. Sendo a relação jurídico-fiscal uma relação complexa, são múltiplos os respectivos objectos. No caso específico da obrigação fiscal, deriva da própria noção de imposto que este se traduz numa prestação pecuniária, pelo que o objecto daquela obrigação é esta prestação. O objecto, em termos doutrinais, é todo o facto da vida real que tem consequências jurídicas, interessando aqui aquele que desencadeia relações jurídicas novas e que se costuma designar por facto jurídico constitutivo. 2.1.8.Facto Jurídico Afirma IBRAIMO, que em termos de obrigação fiscal, o facto jurídico é o facto gerador do imposto ou pressuposto de facto da obrigação de imposto, isto é a materialidade definida na lei que uma vez verificada faz nascer a obrigação fiscal e que também se designa por facto tributário. 2.1.9.Garantias de cumprimento da obrigação fiscal Garantia das obrigacoes e o conjunto de sistema legais de protecao do sujeito activo co vista ao cumprimento pelo sujeicto passivo. WATY (2007,138-140). Ligado ao direito de crédito que a lei de imposto atribui ao sujeito activo, existe um conjunto de garantias destinadas a assegurar o cumprimento desse direito. E o que se costuma designar como garantia da relação jurídica de imposto, que se reporta aos meios capazes de tornar efectivo aquele direito subjectivo e que se concretiza nos bens que respondem pelo cumprimento da obrigação fiscal. Segundo WATY (2007;142,144) O cumprimento que se da com pagamento pontual do imposto pelo sujeito passivo, e uma forma normal de extinca da obrigacao de imposto. 2.1.10. Garantias Geral O cumprimento de qualquer obrigação acha-se assegurado pela faculdade conferida ao credor de obter coercivamente do devedor a respectiva prestação. A acção creditória sobre o património do devedor constitui, a garantia comum das obrigações (arts. 601º e 817º CC). Também o património do sujeito tributário passivo constitui a garantia geral das obrigações fiscais. Mas estas beneficiam de um regime particularmente favorável quanto à acção creditória sobre o património do devedor, que corresponde á execução fiscal. Em regra, a realização coerciva do interesse do credor é precedida de uma acção declarativa, na qual se reconheça o crédito, embora esse reconhecimento prévio não seja, muitas vezes, necessário, como no caso da acção, da letra, que são ao mesmo tempo declarativas e executivas. 2.1.11.Garantias Especial São pessoais, as garantias resultantes da responsabilidade que as leis fiscais frequentemente atribuem no sentido de melhor assegurar o cumprimento da obrigação tributária pela vinculação de outras pessoas, além do obrigado originário. São garantias reais ou privilégios creditórios, estabelecidos em favor da Fazenda Nacional e das Autarquias Locais, a hipoteca legal, de que uma e outra gozam, e ainda a prestação de caução, nalguns casos admitida. Admite ainda a lei que o cumprimento da obrigação tributária seja assegurado atravésde uma caução pelos contribuintes que queiram beneficiar de certas vantagens, nomeadamente exercer determinados direitos, sem pagamento prévio de imposto que, em princípio, seria exigível. 2.1.12.Juros de mora e compensatórios como garantias tributárias Se o imposto não for pago no prazo legalmente estabelecido, começam a vencer-se juros de mora, a uma taxa mensal de 2%. Os juros de mora só serão devidos quando o cumprimento não tenha sido pontual. Mas poderá não haver mora do contribuinte e, no entanto, o pagamento ser retardado por se ter procedido tardiamente às operações de lançamento e liquidação. Se esse atraso não for imputável ao contribuinte, este só terá que realizar a prestação tributária, não acrescida de quaisquer juros. Mas se tal atraso lhe for atribuível, à prestação acrescerão juros de compensatórios, sem prejuízo das multas e outras penas porventura aplicáveis. Também as multas fiscais e outros meios compensatórios, poderão, em termos paralelos constituir garantias de cumprimento da obrigação tributária. 3.Sucessão e substituição fiscais A posição de sujeito passivo da relação jurídica fiscal é sempre ocupada pela pessoa ou pessoas que a lei atribui eficácia constitutiva dessa relação. Havendo, porem, casos em que a lei permite ou determina que tal posição seja ocupada por uma terceira pessoa alheia a sua constituição –sucessão fiscal, ou a lei atribui, desde o inicio, a qualidade de sujeito passivo a pessoa diversa daquela em relação a qual verificam os pressupostos de facto de tributação substituição fiscal(Teixeira 1995: 225). Na sucessão exige-se que no momento da sucessão a relação ainda exista, passando o lugar de sujeito passivo (sucedido) a ser ocupado por pessoa diversa do originário devedor (sucessor). Quanto a forma, a sucessão pode ocorrer entre os vivos ou por morte; por determinação da lei ou por via de um acto de autonomia privada. No ramo do direito fiscal, esta só é admissível em casos de morte do sujeito passivo. No que respeita ao âmbito, há que separar as dívidas fiscais, por um lado, os devedores são os herdeiros, que respondem unicamente pelas dívidas já existentes ao tempo da morte do anterior sujeito passivo da relação, restringindo-se a sua responsabilidade as forcas da herança. A substituição fiscal corresponde, geralmente, a adopção do processo financeiro designado por retenção na fonte, verifica-se sempre que a lei impõe ao devedor do imposto, não a pessoa em relação a qual se verificam os pressupostos de facto da tributação, mas a um terceiro que vem, assim, a ocupar na relação, desde o inicio ate a extinção, o lugar de sujeito passivo. Isto verifica-se, maioritariamente, quando o substituto, em virtude de relações jurídicas, deve ao substituído quaisquer rendimentos ou prestações, destinando-se, deste modo, a substituição a facilitar a percepção do imposto. 4. Acto tributário A relação jurídica fiscal da origem a determinação dos sujeitos, do valor dos bens sobre os quais incide o imposto, o montante da prestação. Esta actividade é, geralmente, desenvolvida pela administração através de formalidades legais que visam a aplicação a um caso concreto de normas tributárias, consubstanciada na prática de um acto administrativo definitivo e executório. Desta feita, o acto tributário pode ser percebido como sendo o acto administrativo definitivo e executório que fixa o quantitativo do imposto que o contribuinte tem de pagar, como resultado da aplicação da lei fiscal aos factos nela previstos, acto cuja formação se efectiva através de um processo administrativo mais ou menos complexo, de natureza graciosa ou burocrática. Por estas razoes, o acto tributário constitui um processo tributário gracioso. 5.Fases do processo tributário gracioso O desenvolvimento do processo tributário é constituído de diversas fases, em função da actividade ou tipo de actos que nelas se compreendem. Importa referir que não há unanimidade na distinção das fases do processo tributário. No entanto, todos tendem a dividi-lo em três fases ou momentos distintos. A primeira fase da inicio ao processo e que tanto pode ser de iniciativa do contribuinte, através da declaração dos factos tributários, como realizada oficiosamente pela administração; sucede-se uma actividade de natureza instrutória, destinada a comprovar os dados constantes da declaração ou a completar os elementos nela contidos, a qual poderá ainda incluir outras operações de carácter probatório, que culmina com a pratica de um acto administrativo, em que se define formalmente o montante do imposto devido e do qual deve depois ser dado conhecimento ao devedor, para que proceda ao pagamento. Assim, as três fases do processo tributário podem ser denominadas: introdutórias, instrutória e decisórias. 6. Extinção da Obrigação Fiscal A forma normal de extinção da obrigação fiscal é o cumprimento ou o pagamento, que constitui a execução da prestação do imposto. Assim, importa referir que na extinção do imposto pelo pagamento há necessidade de determinar por quem deve e pode ser feitos autor do pagamento; a quem deve ser feito – destinatário; o que deve pagar-se – objecto; como deve pagar-se – forma; onde deve pagar-se – lugar; e quando deve pagar-se – tempo. Desta feita, o cumprimento dá-se com pagamento pontual do imposto pelo sujeito passivo. No pagamento, pode se apontar o voluntario e o coercivo. O voluntario pode ser feito a boca do cofre, que se efectua durante um certo prazo de vencimento, fixado para cada imposto (em regra um mês); ou antes do relaxe ou com juros de mora, realizado após este período e durante os prazos que precedem o relaxe. Por outro lado, o imposto pode ser realizado a pronto pagamento ou em prestações (Waty 2004: 155). Para alem do pagamento que e a forma norma da extinção da obrigação fiscal, há outras formas dignas de menção pela quais esta pode se extinguir. Desta feita, pode se apontar 5 formas de extinção da obrigação tributária. Doação em cumprimento, a lei pode admitir que no lugar da prestação pecuniária seja entregue a outra de valor idêntico Prescrição, conta se do inicio do ano seguinte aquele em que tiver ocorrido o facto tributário ou a partir da actuação do processo executivo. No entanto, a reclamação, a impugnação, o recurso e a execução interrompem a prescrição. Compreensão, ocorre quando o contribuinte compensa com o crédito representado num título que tiver constituído noutra obrigação do mesmo imposto. Confusão, quando o sujeito activo e simultaneamente o sujeito passivo do imposto ou quando o estado e chamado para suceder a um contribuinte. Anulação do imposto, só quando a lei prevê e é feita através de um titulo de anulação (Waty 2004: 158). Se o contribuinte não efectuar o pagamento do imposto dentro do prazo legalmente prescrito, pratica um acto ilícito, colocando se em situação de não cumprimento. Este facto resulta em algumas consequências desfavoráveis ao devedor, cuja gravidade e onerosidade se acentuam a medida que prolonga o tempo. Desta feita pode se apontar o acréscimo dos juros de mora, se o imposto não for pago dentro do prazo legalmente estabelecido, começa se a dever juros de mora. Relaxe e uma operação preliminar da cobrança coerciva através do processo executivo. Cobrança coerciva, quando o pagamento não se efectua dentro do prazo, instaura se um procedimento executivo com base na certidão de relaxe (Teixeira 1995: 307). 7.Direito fiscal e actividade financeira do estado O Direito Fiscal é o conjunto de normas que regulam as relações que se estabelecem entre o Estado e os outros entes públicos, por um lado os cidadãos por outro por via do imposto. Essas normas regulam as fases do imposto: incidência, lançamento, liquidação e cobrança. Actividade financeira do estado é exercida por diversos entes públicos. As actividades aqui exercidas visam a satisfação das necessidades colectivas públicas, portanto, não visam a obtenção do lucro. O estado não se preocupa com o lucro porque tem outros mecanismos (impostos, taxas, doações, empréstimos…) que permitem o alcancede seus objectivos. A actividade financeira do estado caracteriza se pela colecta de receitas que permitem a realização de dispêndios, com vista a satisfação das necessidades colectivas publicas, 8.Conclusão Após um estudo sintetizado em relação a Obrigacao e Relacao Juridica Fiscal, conclui-se que a relacao juridica, num sentido restrito, a relacao inter-privada que o direito regula atraves da atribuicao a um sujeito de um direito e a imposicao ao outro de um dever ou sujeito. Por seu lado a obrigacao fiscal respeita tao-somente aquela que e que a principal obrigacao do sujeito passivo na relacao juridica fiscal, ou seja a obrigacao de pagar o imposto. Portanto constitui obrigação fiscal o vinculo que nasce entre o estado e o particular através do imposto. De um modo coerente, a obrigação fiscal pode ser tida como o vinculo jurídico nascido de verificação da situação ou das condições abstractamente previstas na lei tributaria e cujo objecto é a prestação do imposto. Assim, considera a obrigação fiscal como parte da relação jurídica, pois esta é mais vasta e complexa. Os sujeitos são os pontos terminais da relação jurídica. O sujeito activo, que é o titular do correspondente direito subjectivo e o sujeito passivo, que é sobre quem recai o correspondente dever. Na obrigação fiscal, existe a particularidade, como se verá, de o sujeito activo ser sempre uma entidade de direito público ou que exerce funções públicas, que tem o direito de exigir o cumprimento da obrigação. Por sua vez, o sujeito passivo é a pessoa singular ou colectiva ou qualquer outra entidade (património ou organização de facto ou de direito, diz a lei), que, nos termos legais, está vinculada ao cumprimento da obrigação. 9.Referência Bibliográfica ANA PRATA, Dicionario Juridico, Vol. I, 5ª edicao, Almedina, Coimbra, 2009, pp.1271.Waty, Teodoro Andrade. Introdução ao direito Fiscal. 2ª Ed. Maputo, W₰W- Editora, 2004. Waty, Teodoro Andrade. Introdução ao direito Fiscal. 3ª Ed. Maputo, W₰W- Editora, Maputo,2014,pp.104-107. Texeira Lourenco- Manual de Educação Fiscal e Aduaneira para Disseminadores, Maputo, Outubro, 2010. CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. São Paulo, Saraiva, 1997. IBRAIMO,Ibraimo. O Direito e a Fiscalidade: Um Contributo para o Direito Fiscal Moçmbique.Maputo, ARTC edição,2002,pp.122. Legislação fiscal de Moçambique. Maputo, Plural Editores, s.d. Código Civil de Moçambique 1 1 Índice 1.Introdução ................................ ................................ ................................ ................................ . 2 1.1.Objectivos ................................ ................................ ................................ .............................. 3 1.2.Objectivo geral ................................ ................................ ................................ ...................... 3 1.3.Object ivos específicos ................................ ................................ ................................ ........... 3 1.4.Metodologia ................................ ................................ ................................ .......................... 3 2.OBRIGAÇÃO E RELAÇÃO JURIDICA FISCAL ................................ ................................ . 4 2.1.Conceito da Relação jurídica fiscal ................................ ................................ ....................... 4 2.1.2.Pressupostos da Relação Juridica Fiscal ................................ ................................ ............ 6 2.1.3.Elementos da Relação Jurídica Fiscal ................................ ................................ ................ 6 2.1.4.Sujeitos da Relação jurídico fiscal ................................ ................................ ..................... 7 2.1.5.Sujeito activo da Relação Jurídica Fiscal ................................ ................................ ........... 7 2.1.6.O Sujeito Passivo da Relação Jurídica Fiscal ................................ ................................ ..... 7 2.1.7.Objecto ................................ ................................ ................................ ............................... 8 2.1.8.Facto Jurídico ................................ ................................ ................................ ..................... 8 2.1.9.Ga rantias de cumprimento da obrigação fiscal ................................ ................................ .. 9 2.1.10. Garantias Geral ................................ ................................ ................................ ................ 9 2.1.11.Garantias Especial ................................ ................................ ................................ ........... 9 2. 1.12.Juros de mora e compensatórios como garantias tributárias ................................ .......... 10 3.Sucessão e substituição fiscais ................................ ................................ ............................... 10 4. Acto tributário ................................ ................................ ................................ ....................... 11 5.Fases do processo tributário gracioso ................................ ................................ ..................... 11 6. Extinção da Obrigação Fiscal ................................ ................................ ................................ 12 7.Direito fiscal e actividade financeira do estado ................................ ................................ ..... 13 8.Conclusão ................................ ................................ ................................ ............................... 14 9.Referência Bibliográfica ................................ ................................ ................................ ........ 15 1 Índice 1.Introdução................................................................................................................................. 2 1.1.Objectivos.............................................................................................................................. 3 1.2.Objectivo geral ...................................................................................................................... 3 1.3.Objectivos específicos ........................................................................................................... 3 1.4.Metodologia .......................................................................................................................... 3 2.OBRIGAÇÃO E RELAÇÃO JURIDICA FISCAL................................................................. 4 2.1.Conceito da Relação jurídica fiscal ....................................................................................... 4 2.1.2.Pressupostos da Relação Juridica Fiscal ............................................................................ 6 2.1.3.Elementos da Relação Jurídica Fiscal ................................................................................ 6 2.1.4.Sujeitos da Relação jurídico fiscal ..................................................................................... 7 2.1.5.Sujeito activo da Relação Jurídica Fiscal ........................................................................... 7 2.1.6.O Sujeito Passivo da Relação Jurídica Fiscal..................................................................... 7 2.1.7.Objecto ............................................................................................................................... 8 2.1.8.Facto Jurídico .....................................................................................................................8 2.1.9.Garantias de cumprimento da obrigação fiscal .................................................................. 9 2.1.10. Garantias Geral................................................................................................................ 9 2.1.11.Garantias Especial ........................................................................................................... 9 2.1.12.Juros de mora e compensatórios como garantias tributárias .......................................... 10 3.Sucessão e substituição fiscais ............................................................................................... 10 4. Acto tributário ....................................................................................................................... 11 5.Fases do processo tributário gracioso..................................................................................... 11 6. Extinção da Obrigação Fiscal................................................................................................ 12 7.Direito fiscal e actividade financeira do estado ..................................................................... 13 8.Conclusão ............................................................................................................................... 14 9.Referência Bibliográfica ........................................................................................................ 15