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Título: MASTITE 
 
 Palavras-chave: LEITE. MASTITE. DOENÇA. PREVENÇÃO. 
 
 SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO 
A MASTITE 
PERDAS ECONÔMICAS COM A MASTITE 
A MASTITE CONTAGIOSA E A AMBIENTAL 
O CALIFÓRNIA MASTITE TESTE (CMT) 
PREVENÇÃO E CONTROLE DA MASTITE 
CONSIDERAÇÕES 
REFERÊNCIAS 
 
 INTRODUÇÃO 
 
 A mastite, também conhecida como mamite, é uma doença que ataca a 
glândula mamária causando prejuízos ao empresário do leite, salientando que o 
leite mamítico possui baixa qualidade. 
A doença possui baixa probabilidade de ser erradicada, mas com prevenção 
e métodos eficazes de controle a convivência pode ocorrer com a mamite e resultar 
em menos perdas. 
 Analisando biologicamente as vacas, originalmente elas só produziriam leite 
para o bezerro, cerca de 5 litros por dia, graças ao melhoramento genético as vacas 
chegam a produzir mais de 50 litros por dia. Além de evoluir em produção, também 
é necessário melhorar a sustentação do úbere, a capacidade de consumo de 
alimento e o sistema de proteção, principalmente da mastite. 
 Para cada litro de leite produzido, cerca de 500 litros de sangue circulam 
pelo úbere, que é composto de quatro quartos mamários independentes, manter a 
saúde desse importantíssimo órgão é fundamental para ter altas produções. 
 Em Santa Catarina a mamite é o principal problema sanitário, que traz 
grandes prejuízos aos criadores, pois diminui a produção e aumenta os gastos com 
medicamentos (EPAGRI, 2006). 
 Há mais de 140 espécies de microrganismos envolvidos nas mastites, com 
incidência de 10 a 12% do rebanho total de bovinos leiteiros. 
 Veremos nesse relatório os problemas causados pela mastite, os tipos e 
principalmente como prevenir essa doença. 
 
 A MASTITE 
 
 A mamite bovina ou mastite, também chamada de inflamação no úbere, 
inflamação no mojo, peito inchado, peito inflamado e peito duro, estes são os 
nomes de um processo inflamatório de evolução local, de curso agudo ou crônico, 
que causa alterações no leite e é causada por diversos microrganismos, sendo 
considerado o mais importante problema sanitário dos rebanhos leiteiros (TORRES, 
1999, p. 9). 
 Por ser a doença mais importante do rebanho leiteiro, é fundamental que o 
empresário do leite a conheça profundamente e busque conhecimento e auxílio 
para prevenir e combater os prejuízos causados pelas bactérias da mastite. 
 Essa doença pode ser classificada de acordo com a forma de manifestação 
como clínica ou subclínica, e conforme o agente causador como ambiental e 
contagiosa. 
 A mastite clínica é possível de ser identificada a olho nu, apresenta inchaço 
do úbere, aumento da temperatura, endurecimento e dor na glândula mamária. O 
leite pode estar aquoso, com grumos, sangue e pus. 
 A mastite subclínica faz com que haja o aumento na contagem de células 
somáticas (CCS), mas não apresenta sinais visíveis sem aparelhos, só podendo ser 
analisada em laboratório ou pelo teste Califórnia Mastitis Test (CMT) que pode ser 
feito na propriedade. Em média a mastite subclínica é responsável por 90 a 95% 
dos casos dessa doença (SILVA, 2010). 
 A mastite subclínica muitas vezes passa despercebida pelos produtores de 
leite por não apresentar sintomas visíveis, apenas redução na produção leiteira. 
Como há maior prevalência da subclínica, que é a principal responsável pelo menor 
rendimento nos derivados de leite e diminuição do tempo de prateleira, pois o leite 
mamítico possui alterações nos teores de caseína, cálcio, gordura e lactose, 
diminuindo o rendimento industrial. 
 Os microrganismos que causam a mastite se instalam na glândula mamária, 
se nutrem dos componentes do leite e se multiplicam, atingindo números muito 
elevados. Nesse processo, são produzidas toxinas ou outras substâncias que 
causam danos ao tecido mamário. Essas substâncias atraem leucócitos (células 
somáticas) do sangue para o leite, a fim de destruir os microrganismos invasores. 
Por isso, que vacas com alta contagem de células somáticas, em sua maioria estão 
contaminadas por mastite. 
 Como resultado dessa inflamação, outras substâncias do sangue também 
passam para o leite. Essas substâncias o deixam com sabor salgado, além de 
causarem alterações na proteína e na gordura do leite. Devido às lesões do tecido 
mamário, as células secretoras ficam com menor capacidade de produzir e secretar 
leite. Tudo isso prejudica a qualidade do leite e causa redução na produção. 
 Segundo Torres (1999), 99% dos 20 agentes causadores de mastite, podem 
ser colocados em 4 categorias: 
- 1 – Streptococcus agalactiae – ataca a glândula mamária, há grande redução na 
produção e é facilmente controlado; 
- 2 – Staphylococcus aureus – são encontrados no meio ambiente, causa infecção 
crônica, diminui pouco a produção, de difícil controle, pois é resistente a penicilina; 
- 3 – Candida albicans – levedura encontrada em rebanhos onde se usou 
abusivamente antibióticos; 
- 4 – Coliformes – geralmente ocorrem por contaminação com fezes. 
 A complexa etiologia da mamite faz com que a solução dependa de um 
diagnóstico criterioso do agente, da correção de falhas no manejo e do tratamento 
com antibiótico (TORRES, 1999). Hoje em dia pode-se enviar o leite com mamite 
para laboratórios de análises e que identificam o princípio ativo mais eficiente para 
cada agente causador. 
 
Incidência de mastite clínica e subclínica 
Fonte: Milk Point, 2010. 
 
 PERDAS ECONÔMICAS COM A MASTITE 
 
 A mastite é responsável por grandes prejuízos na atividade leiteira. A 
intensidade dessa doença depende de fatores ambientais e ligados ao animal e ao 
ordenhador. 
 A redução na produção de leite é considerada o fator individual mais 
importante das perdas econômicas da mastite. Estudos realizados no Brasil 
mostraram que quartos mamários com mastite subclínica produziram em média 25 
a 42% menos leite do que quartos mamários normais. 
 Já Silva (2010), afirma que as perdas na produção de leite podem variar de 
10 a 26%, de acordo com a intensidade da inflamação. No caso de mamite clínica 
ocorre a redução de mais de 20% na produção leiteira (TORRES, 1999). 
 Os prejuízos que a mastite causa estão relacionados a diminuição da 
produção e da qualidade do leite, além da elevação dos custos com mão de obra, 
medicamentos e serviços veterinários, sem contar com o descarte precoce das 
vacas. 
 
 A MASTITE CONTAGIOSA E A AMBIENTAL 
 
 Os microrganismos causadores de mastite podem ser classificados em dois 
grupos: os contagiosos e ambientais. Essa diferença é de importância prática, 
porque devem ser adotadas medidas de controle diferentes para cada grupo 
(BRITO, 2012). 
 A mastite contagiosa é aquela cuja principal fonte de infecção para o 
rebanho é o úbere ou canal da teta infectado, ou lesões nas tetas infectadas. A 
disseminação desses agentes se dá de um quarto infectado a outro ou de uma vaca 
para outra durante o processo de ordenha. A contaminação pela mastite contagiosa 
ocorre principalmente na retirada do leite, pelas mãos do ordenhador, das teteiras 
da ordenha mecanizada, do bezerro e de panos ou esponjas contaminadas. 
 A mastite ambiental está disseminada no solo, e em utensílios, dejetos, na 
água ou em outros locais e podem atingir a extremidade da teta. A transmissão da 
mastite ambiental pode ocorrer principalmente quando as vacas se deitam em 
ambientes contaminados, onde exista o contato direto entre a bactéria e a glândula 
mamária. Geralmente a mastite ambiental apresenta sinais clínicos, com maior 
concentração no pós-parto e nos períodos chuvosos. 
 
 O CALIFÓRNIA MASTITE TESTE (CMT) 
 
 O CMT (Califórnia Mastite Teste) é um teste muito empregado para 
identificar vacas com mastite subclínica nos rebanhos leiteiros. É um teste prático e 
barato, sendo muito utilizado nas empresas leiteiras. Necessita de uma raquete 
contendo quatro cavidades e o reagente do CMT. 
 Mistura-se o leite com o reagente, homogeneíza-see faz-se a leitura após 
10 segundos. De acordo com a quantidade de células somáticas do leite, forma-se 
um gel, de espessura variada. Se a quantidade de células somáticas é baixa, não 
forma gel, o resultado é negativo. De acordo com a espessura do gel, o resultado é 
dado em escores, que variam de traços (leve formação de gel) a + (fracamente 
positivo), ++ (reação positiva) e +++ (reação fortemente positiva). 
 
Raquete para teste CMT. 
Fonte: o autor. 
 Segundo Torres (1999), o teste Califórnia Mastitis Test (CMT), permite o 
diagnóstico de mamites subclínicas, onde são colhidos 2 a 3 ml de leite sem formar 
espuma e em seguida adiciona-se a mesma quantidade de reagente. A leitura é 
imediata, onde com movimentos giratórios observa-se a presença de precipitado ou 
massa gelatinosa. A placa deve estar limpa e seca antes de usar e esse teste deve 
ser usado uma ou duas vezes por mês. Pode ser assim interpretado: 
- negativo – fluido e sem precipitado (0 a 200.000 células/ml); 
- suspeito – ligeira precipitação (150.000 a 500.000 células/ml); 
- positivo + - distinta precipitação sem a formação de gel (400.000 a 1.500.000 
células/ml) 
- positivo ++ - a mistura se espessa e tem tendência a formação gelatinosa 
(800.000 a 5.000.000 células/ml); 
- positivo +++ - formação de gel e tendência a umbelicação central (acima de 
5.000.000 células/ml). 
 O leite com até 200.000 células somáticas é considerado normal e acima 
disso é anormal. 
 Um rebanho que apresenta de 200.000 a 500.000 de CCS, perde cerca de 
8% do seu potencial de produção, ou seja, uma empresa que vende 100 mil litros 
por ano deixa de comercializar 8 mil litros, cerca de R$ 6.400,00 por ano. 
 As células somáticas são células estranhas à composição normal do leite e a 
função dessas células é combater as bactérias e recuperar o tecido inflamado. A 
ocorrência de células somáticas é o melhor indicativo de que existe mastite sub-
clínica (EPAGRI, 2006). 
 A CCS do tanque demonstra a saúde da glândula mamária do rebanho como 
um todo, mas o ideal é que fosse analisada a saúde da glândula mamária de cada 
vaca, analisando a CCS de cada animal identificam-se aqueles que são mais 
suscetíveis e os mais resistentes aos agentes causadores de mastite, para 
promover uma seleção genética por esse critério. 
 
 PREVENÇÃO E CONTROLE DA MASTITE 
 
 O controle da mastite é baseado na adoção de um conjunto de ações 
voltadas para a prevenção de novas infecções e redução da duração das infecções 
já existentes no rebanho. O sucesso no controle da mastite requer a utilização de 
práticas que reduzem a exposição do orifício dos tetos (esfíncter) aos 
microrganismos infecciosos. 
 
Esfíncter do teto. 
Fonte: o autor. 
 Segundo Torres (1999), os fatores que predispõe a mamite são: 
- falta de higiene dos pastos, currais, das passagens para a sala de ordenha, do 
ordenhador, do local de ordenha, da ordenha, do vasilhame e da ordenhadeira; 
- o diâmetro e o tamanho do canal da teta, a conformação dessa e do úbere e a 
fragilidade do esfíncter; 
- vacas idosas, a partir dos 7 anos são mais propensas, já que tiveram mais 
oportunidade de se infeccionarem e por persistência de algumas infecções; 
- ferimentos no úbere e tetas, inclusive micro lesões causada por ordenha 
intempestiva manual, uso inadequado da ordenhadeira, flutuações de vácuo, sendo 
responsáveis por 85% das mamites; 
- a alimentação deficiente em vitamina A, reduz a capacidade defensiva dos 
epitélios que revestem o sistema vascular do úbere; 
- doenças infecto contagiosas de localização no úbere e tetas, como aftosa, 
papilomatose, tuberculose e brucelose; 
- afecções como retenção de placenta e metrite purulenta; 
- instalações inadequadas, como degraus na entrada da ordenha, baias curtas e 
apertadas, localizadas em terrenos úmidos e baixos, além de esterqueiras junto ao 
local de ordenha propiciam a multiplicação de moscas que são transmissoras de 
germes causadores de mamites ambientais; 
- maus hábitos como jogar os primeiros jatos no solo ou leite de vaca com mamite 
no chão, usar leite de vaca com mamite na alimentação de bezerros e locais 
lamacentos próximos a ordenha; 
- ordenha inadequada e leite residual, a ordenha deve começar e terminar de 5 a 7 
minutos, em ambiente calmo, sem estresse que predispõe a leite residual; 
- aquisição de animais com mamite crônica, animais adquiridos devem ser 
examinados; 
- o uso inadequado de antibióticos; 
- o contato com camas sujas, úmidas e frias; 
- má secagem das vacas, a vaca necessita de pelo menos 2 meses de descanso, 
vacas que obedecem a esse critério produzem de 62 a 78% a mais que as que não 
obedecem. 
 Um ponto chave é o manejo da ordenha, focalizando nos cuidados com os 
animais, limpeza, higiene e na desinfecção dos tetos após a ordenha. Outras 
medidas muito importantes são: manter as vacas em um ambiente limpo e seco, 
tratar todos os casos clínicos, tratar todos os quartos mamários no início do período 
de secagem da vaca, manter as vacas em pé após a ordenha, descartar as vacas 
com infecção crônica e fazer a manutenção e regulagem adequada dos 
equipamentos de ordenha. 
 A mastite é diferente de outras doenças dos bovinos como brucelose e 
tuberculose, que devem ser erradicadas dos rebanhos. Como a mastite é muito 
disseminada e pode ser causada por muitos tipos de microrganismos que provocam 
doenças (patógenos), o objetivo principal é o controle. Um único rebanho é a 
unidade de controle, e o nível de mastite em um rebanho independe do nível dos 
rebanhos vizinhos. Por isso, é importante a adoção de um programa de controle por 
todos os rebanhos, para redução dos níveis da doença. 
 Conforme cita Dürr (2007), para ser feito o controle adequado da mastite 
deve-se: 
 - manter a máxima higiene possível durante a ordenha, não se esquecendo das 
mãos do ordenhador e dos equipamentos que devem estar limpos e desinfetados; 
- retirar os primeiros jatos de cada teto em uma caneca de fundo escuro para 
visualizar a mastite clínica e colocar para o final da ordenha as vacas cujo leite 
apresente grumos, filamentos, pús ou sangue; 
- imergir as tetas em solução bactericida antes da ordenha e deixar agir pelo tempo 
necessário que é em média de 20 segundos (pré-dipping); 
- acoplar as teteiras em tetos limpos e secos o mais rápido possível e sem a 
entrada de ar; 
- ordenhar primeiro as vacas saudáveis, sem mastite, e separadamente, as vacas 
com mastite clínica e as tratadas com antibióticos; 
- imergir imediatamente as tetas em solução bactericida após a ordenha (pós-
dipping); 
- anotar informações como identificação das vacas e tetos que tiveram mastite e o 
nome dos antibióticos usados para que haja bom controle no descarte do leite; 
- descartar vacas com mastite crônica; 
- fazer o tratamento em todas as tetas de todas as vacas secas; 
- assegurar-se de que os animais comprados não estejam com mastite; 
- o produtor poderá encaminhar análise de CCS de cada vaca. 
 
Retirada dos três primeiros jatos na caneca preta. 
Fonte: o autor. 
 De acordo com Torres (1999), o método da caneca de fundo preto permite 
identificar pequenos grumos no leite, além de eliminar os primeiros jatos de leite 
altamente contaminados, já que o número de bactérias nos primeiros jatos de leite 
chega a mais de 5.500/ml de leite enquanto que nos últimos é de 144/ml de leite. 
O controle deverá basear-se em seleção de animais mais resistentes, higiene 
do ordenhador e aos cuidados em relação ao ambiente, principalmente evitando o 
acúmulo de esterco, água parada ou lama nos locais de permanência das vacas. 
 Uma boa estratégia é o fornecimento de alimento no cocho, seja 
concentrado ou silagem, imediatamente após a ordenha, para fazer com que as 
vacas permaneçam em pé, já que o esfíncter do teto não está completamente 
fechado. 
 Outra ideia que pode contribuir é fazer a tosquia ou flambagem dos pêlos do 
úbere,pois impede maior adesão de sujeiras na região dos tetos e facilita a 
limpeza. 
 O tratamento da vaca seca é uma das formas mais importantes e eficientes 
para controlar a mastite. Consiste no tratamento de todos os quartos mamários e 
de todas as vacas no início do período seco, onde é aplicado antibiótico de longa 
ação via intramamária após a última ordenha, no final da lactação. Esse tratamento 
é muito importante para a redução da mastite subclínica do rebanho e para reduzir 
novas infecções que venham a ocorrer nas primeiras semanas e no restante do 
período seco. As vantagens são que há uma alta taxa de cura da mastite subclínica, 
maior do que durante a lactação e podem ser empregadas maiores concentrações 
de antibióticos, sem correr o risco de contaminar o leite com resíduos ou de longos 
períodos de descarte do leite devido o residual do antibiótico (BRITO, 2012). 
 A aplicação de antibiótico de longa ação deve ser feita em todos os quartos 
mamários no momento da secagem. Posteriormente a aplicação, estes animais 
devem permanecer em ambiente limpo e sem umidade, especialmente na semana 
pós-secagem e na semana pré-parto. 
 
 CONSIDERAÇÕES 
 
 O principal responsável pelo leite de qualidade é o ordenhador, portanto, 
este deve ser treinado e motivado periodicamente a cumprir os passos da ordenha 
higiênica. 
 Adotar um conjunto de ações que visem à prevenção e controle de mastite 
são necessários para conviver com essa doença, sem que existam demasiados 
prejuízos com essa enfermidade que acomete todos os rebanhos leiteiros do 
mundo. 
 O correto manejo de ordenha e a seleção de animais resistentes podem 
diminuir o número de animais acometidos pela mastite. 
 Tendo consciência dos inúmeros prejuízos causados pela mastite, 
principalmente pela diminuição da produção, a adoção de medidas preventivas faz 
com que não afete economicamente a produção de cada empresa rural, além do 
benefício aos consumidores que tem acesso a um produto de qualidade. 
 A principal forma de monitorar o baixo índice de mastite é o resultado de 
CCS no tanque resfriador, o ideal é que a CCS não ultrapasse a 200.000 de células 
por mililitro de leite, o que indica que a mastite está bem controlada. 
 O correto manejo nutricional, com o devido balanceamento da dieta 
individual, conforme a produção de cada vaca exerce o aumento da resistência 
imunológica dos animais contra infecções. Sem contar que vitaminas como A e E, 
selênio, cobre e zinco pode ajudar na prevenção e no controle da mastite. 
 Um dos principais momentos para tratar e curar mastites é no período seco, 
a vaca nesse período irá recuperar a glândula mamária para a próxima lactação e o 
objetivo é eliminar a mastite subclínica, já que nessa fase é possível alcançar cerca 
de 80% de cura dos casos de mastite. 
 
 REFERÊNCIAS 
 
BRITO, Maria Aparecida; BRITO, José Renaldi; ARCURI, Edna; LANGE, Carla; 
SILVA, Márcio; SOUZA, Guilherme. Agência de Informação EMBRAPA. Mastite. 
Disponível em: 
<http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia8/AG01/arvore/AG01_202_21720
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SILVA, Marcos Vinícius Mendes; NOGUEIRA, José Luiz; PASSOS, Cristiane Carlin; 
FERREIRA, Amanda Olivotti; AMBRÓSIO, Carlos Eduardo. REVISTA CIENTÍFICA 
ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA. A MASTITE INTERFERINDO NO PADRÃO 
DE QUALIDADE DO LEITE: UMA PREOCUPAÇÃO NECESSÁRIA. Disponível em: 
<http://www.revista.inf.br/veterinaria14/revisao/RCEMV-AnoVIII-Edic14-
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS. MASTITE BOVINA: CONTROLE E 
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<http://www.editora.ufla.br/_adm/upload/boletim/Bol_93.pdf>. Acesso em: 13 
out. 2012. 
NETO, Octaviano Alves Pereira. Milk Point. Fundamentos da mastite bovina e seus 
impactos na produção. 2010. Disponível em: 
<http://www.milkpoint.com.br/anuncie/novidades-dos-parceiros/fundamentos-da-
mastite-bovina-e-seus-impactos-na-producao-65933n.aspx>. Acesso em: 14 out. 
2012. 
Torres, C.L.A. Mamite bovina. Florianópolis – SC. Epagri, 1999. 47p. 
EPAGRI. Manual Técnico de Bovinocultura de Leite. Florianópolis, SC, 2006. 158p. 
DÜRR, João Walter. Como Produzir Leite de Qualidade. Brasília – DF. Senar, 2007. 
36p. 
 
 
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia8/AG01/arvore/AG01_202_21720039247.html
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