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Ergonomia, Saude e Seguranca do Trabalhado

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processos e produtos, buscando identificar os agentes agressivos (mecâni-
cos, gravitacionais, elásticos e cinéticos, elétricos, térmicos, biológicos, ergo-
nômicos, sonoros e radiantes) e classificando-os segundo o nível de perigo.
•	 Deve contemplar também critérios mais subjetivos relacionados à cultura or-
ganizacional analisando os modelos de gestão, perfis de lideranças, formas 
de comunicação e de integração das pessoas no setor ou na empresa, maior 
ou menor autonomia na realização das tarefas, rigidez na sua execução. 
Assim, a crença por parte dos empregados, da chefia ou da empresa em 
geral de que “os acidentes fazem parte do trabalho” é altamente nociva. 
•	 É fundamental ainda identificar a sequência da produção, os sistemas 
de transportes, a armazenagem e manuseio dos produtos, bem como o 
espaço físico existente a movimentação de mercadorias avaliando o pro-
cesso de entrada e saída, ou seja, observar os sistemas logísticos e como 
as pessoas interagem com eles. 
O segundo passo é elaborar e aplicar um Plano de ação com características 
holísticas. A situação avaliada é comparada com a desejada, e o desvio é 
utilizado como insumo para o controlador estabelecer as ações do plano de 
intervenção. Quando o desvio só pode ser corrigido com o tempo e as ações 
não podem ser todas estabelecidas antecipadamente, criam-se programas 
de longo prazo, que nada mais são do que planos de ação permanentes e 
mais flexíveis que os de curto prazo. Devem ser instaurados programas para 
focalizar empresas contratadas, atividades fora da empresa, atividades da 
organização, emergências, trânsito, sinalização, ordem, limpeza e desenvol-
vimento cultural. Além desses programas, o plano maior inclui a implantação 
de instrumentos permanentes de controle de risco, tais como Análise de 
Riscos para todo o ciclo de vida das instalações e dos produtos, Gestão de 
Riscos nas Intervenções e Monitoramento de Segurança.
Pode-se também criar Comitês Funcionais e Interfuncionais para tratar de 
temas relativos à segurança, por meio do envolvimento de diferentes progra-
mas profissionais e ações locais. Promovendo a prevenção contra acidentes, 
estabelecendo-se uma nova cultura organizacional que busque, acima de 
tudo, a preservação do patrimônio físico e pessoal da empresa.
Assim, uma organização que promove saúde é aquela que se preocupa com 
segurança, higiene, conforto e bem-estar dos seus funcionários. Mas, para 
que isso não fique apenas à mercê da boa vontade das pessoas, é preciso de-
finir responsabilidades por meio da adoção de uma Política de Segurança no 
trabalho ou de diretrizes básicas que objetivem estabelecer responsabilida-
des e atribuições, individuais e institucionais, no cumprimento das normas.
Como executar um Programa de Política Interna de Segurança do 
Trabalho? 
Vamos conhecer os fatores que são importantes serem contemplados na 
análise para estabelecer este programa. Zocchio (2002, p. 44-46) propõe 
alguns procedimentos para a implementação e a administração de um Pro-
grama de Política Interna de Segurança do Trabalho:
Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalhoe-Tec Brasil 14
e-Tec Brasil15
Quanto as responsabilidade e atribuições:
•	 Cabe ao escalão administrativo superior, diretoria ou outro título, 
definir e adotar uma política de segurança do trabalho e cobrar seu 
cumprimento. Representa a pessoa jurídica, assumindo as responsa-
bilidades institucionais perante a Lei.
•	 Cabe ao escalão intermediário, gerência ou outro título, efetivar a 
política em sua área de administração, dar o apoio necessário ao de-
senvolvimento das atividades prevencionistas e efetivar normas, ins-
truções e programas prevencionistas que vierem a ser estabelecidos. 
A segurança é uma das responsabilidades da gerência de cada setor.
•	 Cabe à supervisão, escalão de linha, executar os programas de segurança 
nas áreas de trabalho, fazendo com que se cumpram normas, regulamen-
tos, instruções etc., atuando, para isso, junto aos respectivos subordinados.
•	 Cabe aos empregados, em geral, cumprir devidamente as normas e ins-
truções gerais de segurança, bem como as específicas referentes aos tra-
balhos que executam, e, por isso mesmo, são os mais expostos aos riscos.
•	 Cabe ao SESMT desenvolver, administrar e inspecionar as ativida-
des prevencionistas, dando cumprimento aos dispositivos legais vi-
gentes, orientando e assistindo às pessoas e aos setores técnicos e 
administrativos, de modo que garanta o bom desempenho de cada 
um dos programas estabelecidos.
•	 Cabe aos setores técnicos e administrativos participar dos programas de 
segurança nos respectivos campos de atuação e de acordo com atribui-
ções que lhes forem designadas pela política de segurança do trabalhador.
•	 Cabe à CIPA atuar segundo suas atribuições legais em harmonia 
com a política de segurança da companhia.
Quanto à comunicação, registro e investigação de acidentes: 
•	 Todos os acidentados, independentemente da gravidade dos feri-
mentos, devem comparecer ao Serviço Médico, ou Enfermaria, para 
os devidos atendimentos, registro da ocorrência e de informações 
preliminares para as posteriores investigações.
Aula 1 - Segurança do trabalho
•	 O SESMT é responsável pelas investigações dos acidentes; deve ela-
borar e pôr em prática procedimentos específicos, incluindo atribui-
ções a todos quanto possam vir a tomar parte das investigações.
•	 Cabe ao SESMT concluir sobre as causas dos acidentes e as medidas 
aplicáveis para prevenir novas ocorrências semelhantes.
•	 É obrigação do SESMT manter os registros dos acidentes e de todos 
os detalhes necessários aos estudos estatísticos e funcionais da pre-
venção dos acidentes.
Quanto ao controle de riscos e perigos:
•	 O SESMT da empresa é o órgão consultivo e assessor dos demais 
órgãos técnicos no que tange à segurança do trabalho, tanto nos 
projetos e novas instalações como em modificações e em todos os 
detalhes operacionais.
•	 Cabe ao SESMT emitir instruções e procedimentos para o desen-
volvimento das modalidades de levantamento de riscos e perigos a 
serem implantadas e para o necessário entrosamento interdeparta-
mental que o assunto requer.
•	 Um programa permanente de inspeções de segurança deverá ser 
parte obrigatória do plano de controle de riscos.
•	 É obrigação do SESMT, selecionar e recomendar medidas corretivas 
ou preventivas de riscos e perigos e emitir o parecer, com a palavra 
final, nas recomendações e sugestões originárias de outros setores.
•	 Cabe ao SESMT manter registro das recomendações originárias do 
levantamento de riscos; acompanhar o processo de execução e dar 
a aprovação final.
Quanto às instruções e treinamento:
•	 A matéria Segurança do Trabalho será parte de todos os cursos, 
tanto operacionais como administrativos, na produção do conteúdo 
que couber a cada um.
Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalhoe-Tec Brasil 16
e-Tec Brasil17
•	 A integração de novos empregados, no que tange à segurança do 
trabalho, é de competência do SESMT, que elaborará um plano es-
pecífico e o executará.
•	 Os cursos ou treinamentos eventualmente ministrados por entida-
des ou de pessoas de fora da empresa devem ter o aval do Serviço 
de Segurança sobre os aspectos da segurança do trabalho que serão 
ou deverão ser abordados.
•	 Cabe ao SESMT, juntamente com o Serviço de Treinamento, estudar 
a necessidade de treinamento e de reciclagem, para fins de desen-
volvimento pessoal no que diz respeito à prevenção de acidentes.
Quanto à promoção e divulgação:
•	 Todos os recursos disponíveis serão usados para promover e conso-
lidar a mentalidade preventiva dos acidentes do trabalho entre os 
empregados, de acordo com o plano traçado pelo SESMT.
•

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