A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
156 pág.
Ergonomia, Saude e Seguranca do Trabalhado

Pré-visualização | Página 4 de 37

Pessoas e setores, técnicos ou administrativos, serão envolvidos de 
acordo com a necessidade ou conveniência e na medida do que pu-
derem fazer ou como puderem participar dos programas elaborados.
•	 Sempre que possíveis os eventos e os recursos promocionais deverão 
se estender aos familiares dos empregados e à própria comunidade.
De início pode parecer que este programa é muito complexo, mas com a 
prática você vai perceber que é simples, requer ações bem metódicas (que 
tem ordem, método) e descritivas e que toda a análise diagnóstica deve ser 
registrada através de laudos, fotos ou mesmo filmagens. 
Você ainda pode se orientar pelas Normas Regulamentadoras as NRs que são 
normas com força de lei que servem de diretrizes para as ações de seguran-
ça. O importante é traçar este mapeamento e acionar medidas preventivas 
para que todos tenham segurança, conforto e bem-estar nos diferentes am-
bientes de trabalho para todos as funções.
Não deixe de acessar o site do 
Ministério do Trabalho (www.mte.
gov.br) para ler a Lei nº 6.514, de 
22 de dezembro de 1977, referente 
às Normas Regulamentadoras 
que servem de base para as ações 
preventivas e corretivas dentro da 
Segurança do Trabalho.
Aula 1 - Segurança do trabalho
Resumo
Nesta primeira aula você conheceu o conceito e a importância da segurança 
do trabalho para as organizações. Vimos também os aspectos que devem ser 
avaliados em um programa que desenvolva as políticas internas de seguran-
ça e como as pessoas podem auxiliar neste processo.
Atividade de aprendizagem 
1. Faça um levantamento (diagnóstico) das deficiências e problemas apre-
sentados do seu setor de trabalho e estabeleça um plano de ação. Não 
se esqueça de verificar os itens apontados nesta aula referentes ao diag-
nóstico. Trace, depois medidas preventivas e de correção. Se não estiver 
trabalhando, faça a atividade com um colega.
Anotações
Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalhoe-Tec Brasil 18
e-Tec Brasil19
Aula 2 - Equipamento de Proteção 
Individual e Coletiva
Nesta aula vamos conhecer a Norma Regulamentadora – NR 6 sobre 
Equipamento de Proteção Individual – EPI, como também, o Equipamento 
de Proteção Coletiva – EPC. É importante saber quais são como utilizá-los e 
estar atento ao que esta normativa prescreve para que o cumprimento dela 
possa oferecer condições reais de segurança e conforto ao trabalhador.
2.1 Equipamento de Proteção Individual – EPI
Figura 2.1: EPI
Fonte: http://www.rocostabrasil.com
O equipamento de proteção individual segundo a Portaria do Ministério do 
Trabalho (MTE) na Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1997, a NR 6, é todo o 
dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado 
à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
O EPI pode ser de fabricação nacional ou importada e sempre deve ter indi-
cado o CA, ou seja, o Certificado de Aprovação, expedido pelo Mistério do 
Trabalho e Emprego onde constam as especificações dos materiais utilizados 
na produção e validade do mesmo. 
A empresa deve fornecer o EPI a todos os seus empregados de forma total-
mente gratuita e em função do risco que o trabalhador está exposto. Deve 
também oferecer treinamento para a perfeita utilização e conservação dos 
equipamentos de forma tal que o trabalhador esteja seguro quanto ao uso e 
evite assim os riscos, acidentes e doenças ocupacionais.
Consta na NR 6 as responsabilidades do empregador, do empregado, do 
fabricante e do Ministério do Trabalho, nos quesitos obrigações, cuidados 
e riscos, informações, capacitações, lavagem e higienização, conservação, 
manutenção, registro de irregularidades, fiscalização e penalidades pelo des-
cumprimento da normativa.
2.1.1 Quais são os EPIs que podemos utilizar?
O Anexo I da NR 6 traz a lista completa de equipamentos de proteção in-
dividual subdivididos em grupos que envolvem proteção contra diferentes 
origens seja térmica, mecânica, química ou radioativa. São eles:
•	 Cabeça: capacete e capuz ou balaclava;
•	 Olhos e face: óculos, protetor facial e máscaras;
•	 Auditivo interno e externo: abafador, concha e plugs;
•	 Respiratório: máscara, respirador e purificador;
•	 Tronco: vestimenta e colete;
•	 Membros superiores: luva, manga, creme protetor, braçadeira e dedeira;
•	 Membros inferiores: calçado, meia, perneira e calça;
•	 Corpo inteiro: avental e macacão;
•	 Contra queda com diferença de nível: trava queda e cinturão.
Mas você ainda pode estar se questionando: quem deve fazer a indicação do 
uso? E quais equipamentos devem ser oferecidos? A resposta são os profis-
sionais do SESMT. E na falta de um responsável pelo SESMT na empresa? Os 
cipeiros e ainda na falta destes, os profissionais dos Recursos Humanos ou 
mesmo a terceirizada de saúde ocupacional.
A importância da utilização de EPI é para que o trabalhador não se exponha 
a riscos de forma negligente ou imprudente. O gestor direto e a empresa 
são os responsáveis por indenizações e penalidades que por ventura possam 
ocorrer mediante doença ocupacional ou até nos acidentes com lesões tem-
porárias, permanentes e óbitos.
Para Vieira de Melo (2011, p. 359) “a educação e o treinamento são à base 
de sustentação para a manutenção da continuidade do processo de melho-
rias”. É preciso que os trabalhadores tenham consciência da finalidade, da 
importância e das maneiras corretas de uso e de conservação. Aqui o autor 
deixa claro o comprometimento de empregadores e empregados, pois es-
tes equipamentos somente têm validade se forem utilizados corretamente 
e para tal é necessário investimentos na aquisição de material de qualidade 
e treinamento para sanar dúvidas na utilização e conservação dos mesmos. 
Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalhoe-Tec Brasil 20
e-Tec Brasil21Aula 2 - Equipamento de Proteção Individual e Coletiva
Antes de fornecer o EPI ao trabalhador, é preciso que a empresa desenvolva 
formas de conscientização e sensibilização sobre a finalidade e vantagens do 
uso correto destes materiais enfatizando aspectos técnicos, educacionais e 
psicológicos. 
2.1.2 Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC
Figura 2.2: EPC
Fonte: http://cidadesaopaulo.olx.com.br
Vimos que o EPI oferece proteção de forma individual, ao contrário do Equi-
pamento de Proteção Coletiva ou EPC que objetiva a segurança de um gru-
po de pessoas durante a execução de uma determinada tarefa. 
Alguns exemplos EPCs:
•	 Chuveiros de segurança;
•	 Exaustores;
•	 Extintores de incêndio;
•	 Redes de proteção;
•	 Sinalizadores (placas, fitas, avisos e cones);
•	 Kit de primeiros socorros;
•	 Manta isolante.
Resumo
Nesta aula você conheceu o conceito e importância dos equipamentos de 
proteção individual e coletiva. Vimos que se pode usá-los em conjunto e 
assim garantir maior segurança ao trabalhador. 
Não se esqueça de acessar o site do 
Ministério do Trabalho e Emprego 
(www.mte.gov.br) e leia na íntegra a 
NR-6 de Equipamentos de Proteção 
Individual. Sua leitura é importante 
para conhecer todos os detalhes que 
envolvem esta normativa para sua 
aplicação correta.
Atividade de aprendizagem 
1. Analise um posto de trabalho em sua empresa e cite quais EPI e EPC po-
dem ser utilizados. Considere por exemplo, um operador de empilhadei-
ra. Quais equipamentos este profissional deve utilizar? Óculos, capacete, 
luvas, botas, máscara, plugs? Considere o ambiente físico e verifique a 
ocorrência ou não de redes de proteção, extintores entre ouros EPC. Se 
não estiver trabalhando, faça a atividade com um colega que esteja.
Anotações
Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalhoe-Tec Brasil 22
e-Tec Brasil23
Aula 3 - Acidentes e incidentes
O tema desta aula requer atenção especial porque

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.