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INSTRUMENTOS UTILIZADOS EM UMA PESQUISA DE CAMPO

Artigo sobre instrumentos de pesquisa de campo que analisa observação, entrevista e questionário: descreve características, vantagens e limitações, apresenta exemplos de uso na prática educativa e discute conceito de pesquisa e sua importância na universidade.

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INSTRUMENTOS UTILIZADOS EM UMA PESQUISA DE CAMPO
Andreia Souza de Souza, Fabiane Grando, Maria Helena Silva, Natália Quintana, Yury Mitiane
Professora Fernanda Ribeiro
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
PED 1914- Prática Interdisciplinar
09/12/2017
RESUMO
Este artigo tem como objetivo geral estudar os principais instrumentos utilizados em uma pesquisa de campo. Sendo assim, foram descritas as principais características da técnica de observação, da entrevista e do questionário. O estudo mostra as vantagens e limitações destes instrumentos e apresenta alguns exemplos de sua utilização na atuação do profissional de educação.
Palavras-Chave: Instrumentos de pesquisa. Observação. Entrevista. Questionário.
1. INTRODUÇÃO
Em uma pesquisa científica são utilizadas técnicas para coletar dados. Estes instrumentos são aplicados em uma dada amostragem que deverá ser representativa da população a ser estudada. No presente artigo serão apresentados como objeto de estudo três instrumentos utilizados em pesquisa científica: observação, entrevista e questionário, pois são os mais utilizados na educação. 
	Como objetivo geral da pesquisa será estudada a técnica de observação, juntamente com a entrevista e o questionário. A observação é o ponto principal para se conseguir informações, coletando dados e utilizando os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. O objetivo não consiste somente em ver e ouvir, mas também em examinar os fatos ou fenômenos que se deseja estudar. Como objetivos específicos: identificar as vantagens e limitações de cada instrumento e suas aplicações. Segundo Moraes (2017), “Para a formulação dos objetivos específicos consideramos apropriado apresentar como orientação três métodos para a construção dos objetivos, são eles: exploratório, descritivo e explicativo”.
	O artigo encontra-se estruturado em quatro partes, como primeira introdutória, o conceito de pesquisa e sua importância na universidade. Na segunda parte apresenta conceitos importantes, algumas técnicas de pesquisa. Na terceira parte, instrumentos utilizados na pesquisa e na quarta, considerações finais.	
2. CONCEITO DE PESQUISA 
Gil Apud Júnior (2011, p. 238) conceitua pesquisa como:
[...] procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos(...) A pesquisa é desenvolvida mediante o concurso dos conhecimentos disponíveis e a utilização cuidadosa de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos(...) ao longo de um processo que envolve inúmeras fases, desde a adequada formulação do problema até a satisfatória apresentação dos resultados. 
	A pesquisa permite descobrir novos fatos ou dados, é um caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir novas verdades sobre um determinado tema. É preciso ter uma questão de pesquisa, um problema, uma indagação que se quer responder para iniciar o planejamento da mesma.
	A pesquisa é a investigação acerca de uma questão que se quer conhecer, é a soma de todos os recursos em si para se construir algum conhecimento.
O planejamento de uma pesquisa envolve algumas etapas a serem seguidas como: escolha do tema, levantamento de dados, formulação do problema, definição dos termos, construção de hipóteses, indicação de variáveis, delimitação da pesquisa, amostragem, seleção de métodos e técnicas, organização instrumental de pesquisa e teste de instrumentos e procedimentos. A execução de uma pesquisa envolve: a coleta de dados, elaboração dos dados, análise e interpretação dos dados, representação dos dados (gráficos, tabelas por exemplo) e conclusões. (MARCONI; LAKATOS, 2010).
	A seguir, abordaremos, de forma mais específica, alguns instrumentos de coleta de dados utilizados em uma pesquisa de campo.
2.1 PESQUISA E SUA IMPORTÂNCIA NA UNIVERSIDADE 
O ensino superior tem por objetivo além da formação técnica- profissional, desenvolver o espírito científico e a consciência político-social do estudante. O senso de pertencer a uma sociedade e nela ser agente transformador. Através do ensino, pesquisa e extensão, a universidade produz conhecimento e forma cidadãos participantes em uma sociedade, contribuindo para aprimorá-la e prestando um serviço à mesma.
Produzir conhecimento significa pesquisar, construir objetos a se conhecer.
Segundo Severino (2007, p.25), [..] “ o conhecimento deve ser construído pela experiência ativa do estudante e não mais ser assimilado passivamente, como ocorre o mais das vezes nos ambientes didático-pedagógicos do ensino básico.”
No ambiente acadêmico, torna-se imprescindível o pensar crítico, ativo e contestador. É dentro deste contexto que os estudantes conseguirão elaborar suas questões de pesquisa, seus objetos. O papel do professor universitário é fundamental como mediador deste processo. O professor precisa da prática como pesquisador para poder ensinar de forma eficaz. Atividades de iniciação científica contribuem para a formação do acadêmico e propicia o contato com a pesquisa. Ainda descreve Severino (2007, p.27),
 “O conhecimento é, pois elemento específico fundamental na construção do destino da humanidade. Daí sua relevância e a importância da educação, uma vez que sua legitimidade nasce exatamente de seu vínculo íntimo com o conhecimento.”
A realidade do contexto educacional brasileiro tem muito o que ser aprimorada quando se fala em pesquisa e extensão. Há muito o que evoluir ainda. As políticas educacionais precisam se voltar mais para o fomento à pesquisa e isso deve ser feito dentro da universidade não apenas em institutos de pesquisa fora de forma isolada.
2.2. TÉCNICAS DE PESQUISA
 Conforme Severino (2007, p. 157) “Técnica é um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência ou arte; é a habilidade para usar esses preceitos ou normas, a parte prática. Toda ciência utiliza inúmeras técnicas na obtenção de seus propósitos.” 
	O primeiro passo a ser dado em uma pesquisa é fazer um levantamento de dados de fontes diversas: fontes primárias (pesquisa documental) e fontes secundárias ( pesquisa bibliográfica). As fontes primárias podem ser: documentos de arquivos públicos, estatísticas (censos), cartas, contratos. Fazem parte das fontes secundárias: filmes comerciais, rádio, cinema, televisão, material cartográfico (mapas), livros, revistas, jornais, publicações avulsas e teses. Estas fontes são consideradas indiretas.
	A documentação direta envolve o levantamento de dados no próprio local onde os fenômenos ocorrem. Estes dados podem ser obtidos de duas maneiras: através da pesquisa de campo ou da pesquisa de laboratório. ( MARCONI ; LAKATOS,2010).
	
3. INSTRUMENTOS UTILIZADOS NA PESQUISA DE CAMPO 
	A pesquisa de campo se divide em três grandes grupos: quantitativo-descritivos, exploratórios e experimentais. Neste trabalho serão descritos os instrumentos utilizados na pesquisa de campo quantitativo-descritivo (entrevistas, questionários) e exploratórios( observação).
	
3.1 OBSERVAÇÃO 
 A técnica de observação é uma importante ferramenta para as pesquisas científicas. De acordo com Marconi e Lakatos (2009, p.193),
A observação ajuda o pesquisador a identificar e a obter provas a respeito de objetivos sobre os quais os indivíduos, não tem consciência, mas que orientam seu comportamento. Desempenha um papel importante nos processos observacionais, no contexto da descoberta, e obriga o investigador a um contato mais direto com a realidade. É o ponto de partida da investigação social.
 Avaliando o que ocorre, e como ocorre com objetividade a técnica de observação proporciona ao pesquisador conhecer um pouco mais sobre uma determinada realidade, coletando os dados observados, e trazendo o questionamento gera-se uma resposta ao que se observa, ou ao que se procura através da técnica aplicada.
 Segundo Moço e Martins (2010), uma importante ferramenta didática para todas as disciplinas, a pesquisa precisa ser mais bem usada em aula. Ao planejá-la e executá-la adequadamente você possibilita que as criançase jovens aprendam os conteúdos do currículo, enquanto se tornam estudantes autônomos. 
 	 Para que os alunos dêem conta desse desafio, cabe ao professor apresentar fontes confiáveis e ensina-los a tomar notas, a fazer resumos, a entrevistar pessoas e a construir sentidos para os textos. Além disso é essencial mostrar modelos e formas de preparar um produto final, em que as descobertas sejam apresentadas. Ao passar por diversas experiências nesse percurso, as crianças adquirem segurança para empregar os conhecimentos em outras situações de coleta de dados, de análise e de estudo ( É o caso de provas, preparações para debates ou apresentações). Assim tornam-se mais autônomas.
São vários os tipos de técnica de observação, neste artigo será citado dois tipos participante e não participante.
De acordo com Marconi e Lakatos (2009, p.196),
“A Observação Participante: Consiste na participação real do pesquisador com a comunidade ou grupo. Ela pode ocorrer de duas formas:
-Natural: O observador pertence a mesma comunidade ou grupo que investiga.
-Artificial: O observador integra-se ao grupo com a finalidade de obter informações.
Nesta pesquisa, foca-se na relação aluno-professor. No caso especificamente, a observação compreendendo esta relação e os métodos utilizados na sala da SIR – sala de Integração e Recursos de uma determinada escola do município de Porto Alegre. Com este objetivo observa-se o grupo para interagir com eles e entender o funcionamento desta relação e quais os benefícios trazem para o aprendizado desses alunos com necessidades especiais.
Abaixo será descrito um exemplo de observação participante com foco na rotina da professora da SIR com um grupo de alunos. Acompanha-se o grupo em suas atividades que acontecem duas vezes por semana. Com dois alunos do quarto ano do ensino fundamental, com dificuldade de aprendizado em função de deficiência mental leve utilizamos o jogo de memória onde conseguimos trabalhar: atenção, concentração, memória, leitura e matemática. Esta é uma forma de trabalhar que não é possível em sala de aula , pois o professor tende a focar no aprendizado da turma como um todo.
Atuando com o grupo percebe-se que estes alunos conseguem assimilar o conteúdo trabalhando de forma lúdica. E a professora consegue promover a socialização fazendo questionamentos que os fazem “pensar” na sua resposta . Acompanhando estes mesmos alunos no dia a dia da sala de aula percebe-se que eles não conseguem ter o mesmo rendimento na forma convencional de ensino e não acompanham o ritmo da turma.
Um dos grandes problemas com a técnica da observação é que a presença do pesquisador pode provocar alterações no comportamento do grupo, destruindo a espontaneidade dos mesmos o que pode produzir resultados não confiáveis. (MARCONI ; LAKATOS, 2009).
Segundo Marconi e Lakatos (2009, p.195) Observação não participante : O pesquisador toma contato com a comunidade, grupo ou realidade estudada mas sem integrar-se a ela: permanece de fora, presencia o fato mas não participa dele, não se deixa envolver pelas situações, faz mais o papel de expectador. Neste caso, trazemos como exemplo a observação empregada nos cursos de magistério quando preparamos um projeto para executar com determinado grupo por ocasião do estágio obrigatório.
A observação é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que deseja estudar. (MARCONI ; LAKATOS, 2009) 
Ainda Marconi e Lakatos (2009, p.193), 
Do ponto de vista científico a observação oferece uma série de vantagens e limitações.
Vantagens: 
a) Possibilita meios diretos e satisfatórios para estudar uma ampla variedade de fenômenos.
b) Exige menos do observador do que as outras técnicas.
c) Permite a coleta de dados sobre um conjunto de atitudes comportamentais típicas.
d) Depende menos da introspecção ou da reflexão.
e) Permite a evidência de dados não constantes do roteiro de entrevistas ou de questionários.
Limitações:
O observado tende a criar impressões favoráveis ou desfavoráveis no observador.
a) A ocorrência espontânea não pode ser prevista, o que impede, muitas vezes, o observador de presenciar o fato.
b) Fatores imprevistos podem interferir na tarefa do pesquisador.
c) A duração dos acontecimentos é variável: pode ser rápida ou demorada e os fatos podem ocorrer simultaneamente; nos dois casos, torna-se difícil a coleta de dados.
d) Vários aspectos da vida cotidiana, particular, podem não ser acessíveis ao pesquisador.
 
Em relação às vantagens o contato direto e real com as pessoas envolvidas, possibilita o observador uma visão mais ampla do fato observado, trazendo assim um olhar mais direto e prático do ambiente, possibilitando um melhor aproveitamento dos dados obtidos através do comportamento e atitudes dos envolvidos. 
Já nas limitações, a falta de acesso a vida cotidiana do observado e os fatores de imprevistos interferem na tarefa do observador, gerando a falta de coleta dos dados e criando impressões desfavoráveis ao ambiente, tanto para o observado, quanto para o observador.
3.2 ENTREVISTA 
	A entrevista é uma das técnicas mais usadas para levantamento de dados em uma pesquisa.
De acordo com Britto Júnior e Feres Júnior (2011) a entrevista é vista como um meio de aprendizado e troca de conhecimento entre diferentes pessoas. Sendo ela uma forma racional de coletar dados e obter conhecimento sobre algo. Entre e vista = ato de ver, ter preocupação com algo. Entre indica a relação de lugar ou estado no espaço que separa duas pessoas ou coisas.
Pode-se apresentar como exemplo a entrevista profissional para vaga de emprego. Há uma troca de conhecimentos entre entrevistador e entrevistado de uma forma natural, onde acontece a troca de informações sobre o cotidiano do entrevistado.
Segundo Brito Júnior e Feres Júnior (2011, p.241), “Psicólogos, sociólogos, pedagogos, assistentes sociais e praticamente todos os outros profissionais que tratam de problemas humanos utilizam desta técnica não só para coletar dados, mas também para diagnósticos e orientação.” 
3.2.1 Tipos de entrevista 
Os tipos de entrevista são utilizados para dar maior qualidade e objetividade na entrevista. Assim faz com que o entrevistador tenha uma entrevista qualitativa mediante a sua coleta de dados, fazendo com que ela seja usada corretamente. Gerando confiança e bom resultado de ambos os lados. 
Existem diferentes tipos de entrevistas, que vão de acordo com o propósito do entrevistador 
Segundo (Junior,2011, p.240) Podem ser classificadas como:
Informal – tem como objetivo, explorar a realidade ou oferecer visão dos problemas
Pesquisados e fazer a menor coleta de dados.
Focalizada – tem um tema específico sendo mais livre que a informal, assim permitindo que o entrevistado fale livremente , podendo voltar o foco para o assunto que foi desviado.
Por Pautas – É estruturada de acordo com o roteiro, onde o entrevistado responde às perguntas livremente. 
Formalizada – tem perguntas fixas, onde o roteiro é invariável para os entrevistados que na maioria das vezes são em grande número. Facilitando a quantidade de dados e é adequado para levantamentos sociais.
Estruturada – é ágil e não exige uma preparação exaustiva.
De acordo com (Junior e Junior Rosa; Arnold 2011 p. 240), “Essas entrevistas de comunicação natural sobre a vida cotidiana , fornecem informações relevantes de acordo com os objetivos da pesquisa , o tempo e os recursos disponíveis para sua realização .” 
Os tipos de entrevistas como foram vistos, são usados para facilitar a comunicação entre entrevistador e o entrevistado.
Segundo Junior e Junior Apud (2011 p. 237) , “Permitem a obtenção de grande riqueza informativa – intensiva , holística e contextualizada – por serem dotadas de um estilo especialmente aberto, já que se utilizam de questionamentos semi-estruturados .”
3.2.2 Vantagens da Entrevista
Possibilita maior coleta de informações,sendo mais fácil não responder um questionário do que não fazer a entrevista. De acordo com Junior; Junior Ribeiro (2011, p.241),
Aponta como vantagem da utilização da técnica da entrevista , a flexibilidade na aplicação, a facilidade de adaptação de protocolo , viabilizar comparação é esclarecimento de respostas. A taxa de resposta elevada e o fato de poder ser aplicada a pessoas não adaptadas à leitura.
A coleta de dados é de extrema importância para que o entrevistador tenha uma entrevista qualitativa ,fazendo com que o entrevistado não deixe de responder a entrevista e o questionário.
3.2.3 Limitações
Algumas limitações da entrevista ocorrem pela falta de motivação do entrevistado, a inadequada compreensão do significado das questões . Respostas falsas ou inconscientes inconscientes, inabilidade ou incapacidade em decorrente insuficiência vocabular ou problemas psicológicos. (JUNIOR E JUNIOR GIL APUD 2011 p.242).
Segundo Junior e Junior Ribeiro (2011, p. 242-243), 
Identifica como pontos fracos da técnica: o custo elevado ,o consumo de muito tempo na aplicação , o sujeito à polarização do entrevistador , a não garantia do anonimato , a sensibilidade dos efeitos no entrevistado , as características do entrevistador e do entrevistado , o treinamento especializado que requer , as questões que direcionam as respostas.
Todas estas limitações intervém na qualidade da entrevista, muitas delas podem ser contornadas pelo entrevistador, visto que o sucesso desta técnica depende fundamentalmente do nível da relação pessoal entre o entrevistador e o entrevistado . 
3.2.4 Preparação da Entrevista
À entrevista tem diferentes formas como já foi visto anteriormente . É preciso muita dedicação e seguir alguns passos para obter uma boa entrevista. O entrevistador e o entrevistado devem saber um pouco sobre os contextos culturais , sociais e históricos para prosseguir ou dar início a coleta de dados. O entrevistador que não estiver preparado está arriscando a ser conduzido ao fracasso, pois seus resultados não terão classificação e não serão acrescentados a ciência . (JUNIOR E JUNIOR ROSA; ARNOLD ,2011, p. 243).
Junior e Junior Rosa; Arnold (2011, p. 243),
Todo pesquisador/entrevistador, antes da iniciação no árduo trabalho de coleta de dados por intermédio da entrevista de questionar-se sobre os seus conhecimentos científicos ,seu pleno saber sobre o tema estudo, suas habilidades emocionais e físicas como entrevistador ,sua capacidade de arguição e intervenção e sua prontidão no preparo de questões imprevisíveis e no momento adequado. 
Estar preparado requer a coleta de dados e o histórico desse entrevistado, para que haja uma boa entrevista.
3.3 QUESTIONÁRIO 
O questionário é para conhecer a opinião dos mesmos sobre qualquer assunto em estudo. Todas as questões devem ser colocadas sobre o assunto tratado e que possam ser bem compreendidas, devem ser questões objetivas para facilitar as respostas, os questionários devem passar por um pré-teste.
De acordo com Marconi e Lakatos (2009, p.203),
Questionário é um instrumento de coletas de dados constituídos por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador. Em geral, o pesquisador envia o questionário ao informante, pelo correio ou por um portador; depois de preenchido, o pesquisado devolve-o de mesmo modo. Junto com o questionário deve-se enviar uma nota ou carta explicando a natureza da pesquisa, sua importância e a necessidade de obter respostas, tentando despertar o interesse do recebedor, no sentido que ele preencha e devolva o questionário dentro de um prazo razoável. Em média, os questionários expandidos pelo pesquisador alcançam, 25% de devolução.
Para elaborar um questionário requer analisar os objetivos e determinação do problema, o pesquisador deve conhecer muito bem o assunto tratado para poder dividir e organizar uma leitura de dez a doze temas e de cada um deles extrair duas de três perguntas, o processo de elaborar é longo e complexo, exige muito cuidado com as questões.
O pré-teste deve ser antes de utilizado definitivamente, aplicado alguns exemplares em uma pequena população. Serve para certificar se o questionário apresenta importantes elementos, como: funcionalidade, validade e operabilidade, também servem para verificar a obtenção de uma estimativa sobre os futuros resultados. 
Segundo Marconi e Lakatos (2009, p. 186).
Depois de redigido, o questionário precisa ser testado antes de sua utilização definitiva, aplicando-se alguns exemplares em uma pequena população escolhida.
	A análise dos dados, após a tabulação, evidenciará possíveis falhas existentes:
Inconsis6tencia ou complexidade das questões; ambiguidade ou linguagem inacessível;
Perguntas supérfluas ou que causam embaraço ao informante; se as questões obedecem a determinada ordem ou se são muito numerosas etc.
Verificadas as falhas, deve-se reformar o questionário, conservando, modificando, ampliando ou eliminando itens; explicitando melhor alguns ou modificando a reação de outros. Perguntas abertas podem ser transformadas em fechadas se não houver variabilidade de respostas.
O pré-teste pode ser aplicado mais de uma vez, tendo em vista o seu aprimoramento e o aumento de sua validez. Deve ser aplicado em populações com características semelhantes, mas nunca naquela que será alvo de estudo.
O pré-teste serve também para verificar se o questionário apresenta três importantes elementos:
a) Fidedignidade. Qualquer pessoa que o aplique obterá sempre os mesmos resultados.
b) Validade. Os dados recolhidos são necessários á pesquisas.
c) Operatividade. Vocabulário acessível e significado claro.
	O pré-teste permite também a obtenção de uma estimativa sobre os futuros resultados.
A classificação das perguntas se divide em muitas, mas as usadas são fechadas, abertas e questões relacionadas, deve também ter ordem das perguntas, onde o pesquisador seja conduzido a responder pelo interesse despertado.
Ainda Marconi e Lakatos (2009, p. 187 e 188 ),
Quanto á forma, as perguntas, em geral, são classificadas em três categorias: abertas fechadas e de múltipla escolha.
a) Perguntas abertas. Também chamadas livres ou não limitadas, são as que permitem ao informante responder livremente, usando linguagem própria, e emitir opiniões.
Possibilita investigações mais profundas e precisas; entretanto, apresenta alguns inconvenientes: dificulta resposta ao próprio informante, que deverá redigi-la, o processo de tabulação, o tratamento estatístico e a interpretação. A análise é difícil, complexa, cansativa e demorada.
Exemplos:
1) Qual é sua opinião sobre a legalização do aborto?
2) Em sua opinião, quais são as principais causas da delinquência no Brasil?
b) Perguntas abertas ou dicotômicas. Também denominadas limitadas ou de alternativas fixas, são aquelas que o informante escolhe sua resposta entre duas opções: sim e não.
Exemplos:
1) Os sindicatos devem ou não formar um partido político ?
1. Sim ( )
2. Não ( )
2) Você é favorável ou contrário ao celibato dos padres?
1. Favorável ( )
2. Contrário ( ) 
c) Perguntas de múltipla escolha. São perguntas fechadas, mas que apresentam uma série de possíveis respostas, abrangendo várias facetas do mesmo assunto.
· Perguntas com mostruário (perguntas leque ou cafeterias). As respostas possíveis estão estruturadas junto á pergunta, devendo o informante assinalar uma ou várias delas. Têm a desvantagem de sugerir respostas. ( Explicitar, quando se deseja uma só respostas.)
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
	Neste trabalho conclui-se que os instrumentos de pesquisa são de grande importância para a realidade do dia-a-dia do profissional da educação.
	Todo educador deve praticar no seu trabalho a prática da observação, a fim de entender seu aluno e identificar seus interesses e incentivá-lo ao aprendizado partindo de sua realidade.
	Profissionais pedagogos atuam com entrevista, observação e questionários para fazer diagnósticos.
	Utilizando a pesquisa com suas técnicas de observação, questionárioe a entrevista, o professor consegue ter uma visão ampla do que acontece dentro da sua sala de aula podendo ensinar de forma melhor e trazer questionamentos. Despertar a curiosidade em seu aluno para aprender e pesquisar, gerando maior autonomia para o mesmo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRITO JÚNIOR, Álvaro Francisco de; FERES JÚNIOR, Nazir. A Utilização da Técnica da Entrevista em Trabalhos Científicos. Revista Evidência, Araxá, vol.7, n° 7, p 237-250, 2011. Disponível em: www.uniaraxa.edu.br. Acesso em 28/10/1017.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social.5.ed.São Paulo: Arlas,1999.202p.ISBN:8522422702.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 6º edição. São Paulo: Atlas,2009.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia Científica. 7º edição. São Paulo: Atlas,2010. 
MOÇO, Anderson; MARTINS, Ana Rita. Como ensinar por meio da pesquisa. Disponível em: http:/ www.revista nova escola.org.br. Acesso em 30/10/2017. 
MORAES, Gilmar Ferreira(org.); MACHADO, Tatiane Prates; STORCK, Thiago Buzatto. Procedimentos Metodológicos da Pesquisa. Porto Alegre: DS Editora e Comunicação Gráfica, 2017.
RIBEIRO, Elisa Antônia. A perspectiva da entrevista na investigação qualitativa. Evidência: olhares e pesquisa em saberes educacionais,Araxá/MG,n 04,p.129-148,maio de 2008.
ROSA, Maria Virgínia de Figueiredo Pereira de Couto; ARNOLDI, Marlene Aparecida Gonzalez Colombo. A entrevista na pesquisa qualitativa: mecanismos para avaliação dos resultados. Belo Horizonte: Autêntica Editora,2006,112p.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico.23° edição. São Paulo: Cortez,2007.

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