instalaçao eletrica
291 pág.

instalaçao eletrica


DisciplinaEngeharia255 materiais569 seguidores
Pré-visualização15 páginas
UNISUAM 
Instalações Elétricas Prediais 
Prof. Jorge D. Ferreira 
2019 
 
Demanda Total de um Edifício de Uso Coletivo 
\uf0a7 Cálculo da Demanda Total de um Edifício de Uso Coletivo, Conforme o Comitê 
de Distribuição de Energia Elétrica (Codi) 
 
 Com o objetivo de definir os procedimentos para o dimensionamento 
das entradas de serviço de energia em edifícios residenciais de uso coletivo, as 
concessionárias adotam Normas Técnicas ou Instruções Técnicas, que 
estabelecem as condições mínimas a serem seguidas pelos projetistas de 
instalações elétricas no cálculo das demandas totais dessas instalações. Tais 
critérios são aplicáveis no âmbito de cada concessionária e, portanto, sendo 
diferenciados conforme a concessionária podem conduzir a resultados 
diversos. 
 Essa diferenciação de métodos produz implicações, sobretudo quando 
do dimensionamento da Entrada de Serviço do consumidor (transformadores, 
alimentadores, medição e equipamentos de proteção geral) e quando da 
previsão de reserva de carga e de expansão da demanda do sistema elétrico da 
concessionária. 
 
Nota Importante 
O cálculo da demanda de um edifício de uso coletivo é um 
processo de aproximação, e como tal, tem as suas limitações, 
posto que é baseado em probabilidades e estatísticas locais, 
regionais ou nacionais. Em consequência, entendemos que a 
terminologia "Provável Demanda Máxima" é a mais adequada. 
Existirão, portanto, várias demandas. O fundamental é que os 
componentes da entrada de serviço estejam corretamente 
dimensionados para suportar a Provável Demanda Máxima. 
Cálculo da Demanda de Edifícios Residenciais de Uso Coletivo 
Demanda Total do Edifício 
A demanda total de um edifício é determinada pela aplicação de um fator de 
segurança (1,20) à soma da demanda correspondente aos apartamentos com a 
demanda correspondente ao condomínio, conforme a equação a seguir: 
Demanda dos Apartamentos 
A demanda correspondente aos apartamentos é feita pelo produto do fator para 
diversificação de carga em função do número de apartamentos, Tabela 4.3, pelo 
valor da demanda do apartamento em função da área, Tabela 4.2, conforme a 
equação a seguir: 
Parte da Tabela 4.2 
Parte da Tabela 4.3 
Fator de Diversidade 
O Fator de Diversidade (F1) representa a razão entre a soma das demandas 
máximas de cada carga (ou consumidor) de um conjunto de cargas semelhantes e 
a demanda máxima do conjunto. Este representa o fato real de que as demandas 
máximas de cada unidade tomada individualmente ocorrem em instantes 
diferentes, o que faz com que a demanda máxima de um conjunto de consumidores 
seja menor que a soma das demandas máximas de cada consumidor. Isso implica 
em que o fator de diversidade seja sempre maior do que a unidade, conforme 
podemos comprovar pela equação a seguir: 
Área Útil do Consumidor 
 Os valores de área constantes da Tabela 4.2 são 
referentes à área útil do apartamento, não devendo ser 
consideradas áreas de garagem e outras áreas comuns dos 
edifícios, algumas vezes incluídas (comercialmente) como 
pertencentes aos apartamentos. 
 Para edifícios que tenham apartamentos com áreas 
diferentes, deve ser adotado um valor de área calculado pela 
média ponderada das áreas dos apartamentos do edifício. 
 
A Tabela 4.2 é aplicável na determinação da demanda de apartamentos 
com área útil de até 400 m2, Para apartamentos com área útil 
superior, a demanda do apartamento deve ser calculada pela fórmula 
seguinte: 
 
Demanda do Condomínio 
A demanda do condomínio corresponde à soma das demandas das 
cargas de iluminação, de tomadas e de motores instalados nas áreas 
do respectivo condomínio. Aplicam-se a elas os seguintes critérios: 
\uf0a7 Cargas de Iluminação: 100% para os primeiros 10 kW e 25% ao 
excedente; 
\uf0a7 Cargas de Tomadas: 20% da carga total; 
\uf0a7 Motores: aplicam-se as Tabelas 4.4 e 4.5 para cada tipo e 
quantidade de motor existente na instalação. 
Devem ser considerados os respectivos fatores de potência de cada 
carga. 
A demanda correspondente ao condomínio pode ser calculada 
conforme a seguinte equação: 
Cálculo da Demanda de um Edifício Residencial do tipo "Flat\u201c. 
Dados: 
Cargas 
Cálculo da demanda correspondente aos apartamentos 
Daptos = F1 . F2 
sendo: 
F1 = 71,79 (Fator de diversidade obtido da Tabela 4.3); 
 
F2 = 1,16 (Valor de demanda obtido da Tabela 4.2). 
 
Daptos = 71,79.1,16 = 83,27 kVA 
 
*(Como mostrado a seguir) 
Determinação de F1 tabela 4.3 
Determinação de F2 tabela 4.2 
Cálculo da demanda correspondente ao condomínio 
Dcondom = I1 + 0,25 . I2 + 0,20 . T + M 
Iluminação: 45800 W (Cos\ud835\udf11 = 0,95), então: 
I1 = 10/0,95 = 10,52 kVA e 
I2 = 35,8/0,95 = 37,68 kVA 
Tomadas: T = 26,6 + 2 . 5,4 + 2 . 3,7 = 44,80 kVA 
Lembrando que: 
Motores 
Conforme as Tabelas 4.4. e 4.5, teremos as seguintes demandas 
individuais: 
Cálculo da demanda do condomínio 
Dcondom= 10,52 + 0,25 . 37,68 + 0,20 . 44,80 + 58,56 
 
 
Dcondom= 87,46 kVA 
Cálculo da Demanda Total do Edifício 
Dedif = 1,20· (Daptos + Dcondom) 
 
Dedif = 1,20 . (83,27 + 87,46) 
 
Dedif = 204,88 kVA 
Previsão da Carga de Iluminação e dos Pontos de 
Tomada 
\uf0d8Generalidades 
 A carga a se considerar para um equipamento de 
utilização é a sua potência nominal absorvida, dada pelo fabricante 
ou calculada a partir da tensão nominal, da corrente nominal e do 
fator de potência. 
 Nos casos em que for dada a potência nominal fornecida 
pelo equipamento (potência da saída), e não a absorvida, devem 
ser considerados o rendimento e o fator de potência. 
 A Tabela a seguir fornece como referência as potências 
médias de alguns aparelhos eletrodomésticos. 
Carga de iluminação 
Na determinação das cargas de iluminação incandescente, adotam-se os 
seguintes critérios, de acordo com a NBR 54lO:2004: 
a) em cada cômodo ou dependência de unidades residenciais e nas 
acomodações de hotéis, motéis e similares, deverá ser previsto pelo 
menos um ponto de luz fixo no teto, com potência mínima de lOO VA; 
b) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2 , 
deverá ser prevista uma carga de pelo menos lOO VA, e, com área 
superior a 6 m2 , deverá ser prevista uma carga mínima de lOO VA para 
os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2 
inteiros. 
Observação 
Os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de 
dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas 
incandescentes a serem utilizadas. 
Para aparelhos fixos de iluminação à descarga (lâmpadas fluorescentes, por exemplo), a 
potência a ser considerada deverá incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de 
potência dos equipamentos auxiliares (reatores). 
Para o dimensionamento da carga de iluminação fluorescente, os valores de potência 
indicados anteriormente deverão ser reduzidos, pois as lâmpadas fluorescentes são mais 
eficientes do que as incandescentes. Como regra prática, podemos dividir os valores de 
potência por 4, que é a relação de eficiência entre as lâmpadas incandescentes e 
fluorescentes. 
Observa-se que, a partir de 2016, as lâmpadas incandescentes ficarão proibidas de serem 
comercializadas no Brasil, de acordo com a Portaria nº 2 1007, editada pelos Ministérios de 
Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia e Inovação, e do Desenvolvimento, Indústria e 
Comércio Exterior, publicada em 6 de janeiro de 2011. 
Pontos de Tomada de Uso Geral (TUG) 
Quantidade de pontos de tomada de uso geral 
Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, o número de pontos de 
tomada de uso geral deve ser fixado de acordo com o seguinte critério: 
\u2022 nos cômodos ou dependências da instalação, se a área for inferior a 6 m2 , pelo menos um ponto 
de tomada; se a área for maior que 6 m2, pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração 
de perímetro, espaçados tão uniformemente quanto