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resumão Direito Penal I
Direito Penal
Universidade Estácio de Sá (Estácio)
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3º Período/2018 \u2013 Universidade Estácio de Sá 
Resumão Av2 \u2013 Direito Penal I \u2013 Parte Geral. 
Aula 1: Direito Penal 
\u2013 Definição. 
Finalidades do Direito Penal: 
Primária: Proteger os bens jurídicos mais importantes para a sociedade. Ex : Honra vida, 
patrimônio e etc.
Secundária: Preventiva: Prever os crimes e estabelecer as penas, evitando assim que os delitos 
aconteçam. 
Retributiva: Retribuir por meio da aplicação de pena o mal provocado pelo infrator a 
sociedade. 
Aula 2: Fontes Do Direito Penal
Fontes: 
Direta: É a lei penal, ou seja, como assevera o art. 1° do C.P e o 22° d a C.F, compete 
privativamente à união legislar matéria penal, sendo essa a principal fonte de toda a aplicação 
do Direito Penal. 
Indireta: Os costumes (Hábitos socialmente aceitos reiterados no comportamento coletivo 
social), a jurisprudência, a doutrina e os princípios gerais do Direito (Premissas éticas que 
servem de base para a elaboração da lei penal. 
Regras de Integração e aplicação da lei penal:
 
Analogia: Utilização de determinado instituto penal em que se assemelha com situação fática a 
qual não regula, podendo ser essa aplicação a favor do réu (In Bonam Partem) ou contra (In 
Mala m Partem), sendo certo que a lei penal só admite a analogia a favor do réu (In Bonam 
Parte) haja vista que o contrário feriria o princípio da legalidade. 
Aula 3: A Norma Penal.
Conceito: Pode ela definir crimes, fixar penas e delimitar critérios para aplicação da lei penal. 
Norma incriminadora: Define o crime e fixa a pena (Preceito + Sanção). 
Norma Não Incriminadora: Estabelecem a licitude e a impunidade de determinados 
Comportamentos permitidos pela lei penal, podendo ainda: 
A) Esclarecer determinados conceitos; 
B) Fornecer princípios gerais para a aplicação da lei penal; 
C) Fornecer princípios gerais para aplicação da lei penal. 
D) Tornar lícitas determinadas condutas; Afastar a do agente. Pode ainda a norma penal 
não incriminadora, se configurar sob três espécies: 
a) Norma Permissiva
b) Norma Explicativa 
c) Norma penal complementar.
Aula 4: Princípios Fundamentais Do Direito Penal.
1) Humanidade Das Penas: As penas aplicadas a os agentes criminosos deverão sempre 
respeitar os Direitos Básicos do cidadão, garantindo-se a todos a dignidade da pessoa 
humana (Direitos Humanos). 
2) Personalidade da Pena: A pena não deverá ultrapassar a pessoa do condenado. 
3) Legalidade: Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação 
legal. 
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4) Irretroatividade da lei penal: A lei penal é feita para o futuro, em regra, pois essa 
apenas retroagirá quando for a favor do réu, ou seja, benéfica com relação à lei anterior 
que regulou o fato ocorrido na sua vigência. 
5) Anterioridade: Assim como o princípio da legalidade prediz, a lei deve ser anterior 
ao fato criminoso. 
6) Intervenção Mínima: Não deve o Direito Penal criminalizar toda conduta antiética, 
também não ser esse utilizado como primeiro sumariamente como primeiro recurso a 
depender do ilícito, haja vista que é uma das áreas mais cinzentas do Direito, segundo a 
doutrina, cuja restrição chega incidir no Direito de liberdade dos cidadãos, deve ser esse, 
portanto a ultima ratio do Direito. 
7) Princípio da Fragmentariedade: O Direito penal se preocupa tão somente com as 
lesões mais graves aos bens jurídico s mais importantes, logo, constata-se que esse não 
se reserva a resguardar todo os bens jurídicos tutelados pelo ordenamento jurídico, 
muito menos todas as possíveis lesões a esses bens, portanto está ai o seu caráter 
fragmentário, se limitando a uma parcela restrita de ilicitude. 
8) Princípio da Lesividade: O fato somente se entende como criminoso quando esse 
importa em lesão considerável à bem tutelado pelo Direito Penal. 
9) Princípio da Culpabilidade (Reprovabilidade Penal): Deve a conduta criminosa ser 
reprovável, reprovação essa legal, oposição real ao ordenamento jurídico vigente. 
10) Princípio da Proporcionalidade: A pena deverá obter aplicação proporcional ao mal 
cometido pelo agente contra a vítima e consequentemente à sociedade.
11) Individualização da pena: Trata-se de relevar os aspectos pessoais de cada autor no 
momento da aplicação de sua pena, pois assim preleciona a constituição federal, punindo 
-se conforme as individualidades do agente criminoso. 
12) Insignificância (Bagatela): Tem decidido em se de jurisprudencial, que certas 
condutas, ainda que Típicas, ilícitas, e culpáveis, não serão criminalizadas e punidas pelo 
simples fato de oferecerem ínfima e irrelevante lesão ao bem jurídico tutela pelo Direito 
Penal. 
13) Princípio da Adequação Social: Concebida por Hanz Welzel, preleciona que a 
conduta não será típica, ou seja, criminosa, se aceita e aderida pela massa coletiva que 
é a sociedade, será sim, concebida como um fato normal, social, comum e aceito.
 
Aula 5: Lei Penal No Tempo e Espaço 
Retroatividade: Segundo a ressalva do parágrafo único do Art. 2°, C.P, deverá sim a lei 
penal retroagir nos casos em que favorecer o réu. 
Ultratividade: É a possibilidade de lei penal revogada regular os crimes que ocorreram 
durante a sua vigência, não se plicando a nova lei p elo motivo dessa se r mais severa. 
Obs. A lei temporária, ainda que extinta pelo decurso de seu prazo, valerá sim para 
aplicação legal aos casos ocorridos durante sua vigência. 
Aula 6: Territorialidade e Extraterritorialidade da Lei Penal.
Abolitio Criminis: É a abolição de determinado tipo criminoso pela revogação de lei. 
Lei Penal no Tempo: 
Teoria da atividade: O Direito Penal Brasileiro adotou em seu Art. 4°, C.P, a teoria da 
atividade, por proclamar que o tempo de crime se da rá no momento da ação ou 
omissão do tipo criminoso, e não no do resultado. 
Crime Permanente: A ação criminosa se perpetua no tempo, vindo a produzir efeitos 
sucessivos até que ação criminosa cesse. Obs. Súmula 711: ST F Súmula nº 711 \u201cLei Penal 
Mais Grave - Aplicabilidade - Crime Continuado ou Crime Per manente - Vigência e 
Anterioridade A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime 
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da 
permanência\u201d. 
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Lei Penal No Espaço: 
Princípio da Territorialidade: Aplica-se a lei penal em 
todo o território Brasileiro, sem o prejuízo das convenções 
e tratado internacionais, sendo que assim, são considerados 
para fins legais, território e jurisdição Brasileira, os navios, 
embarcações e aeronaves públicas Brasileiras, no território 
em que elas estiverem da mesma forma ocorre com os 
navios, embarcações e aeronaves estrangeiras públicas, 
serão esses extensão de seu território, mesmo estando em 
alto mar ou no território nacional Brasileiro. Já as aeronaves, navios embarcações privadas 
estrangeiras, estando no território nacional brasileiro, serão consideradas extensão 
territorial, porém, quando em alto mar, a jurisdição que prevalecerá, será a de