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Gestão Ambiental, Ética 
e Responsabilidade 
Empresarial
Uma Questão de Competitividade 
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Esp. Edson Elias
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Selma Aparecida Cesarin
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• É Tudo uma Questão de Competitividade. Fonte: iStock/Getty Im
ages
Objetivos
• Conceituar o termo competitividade;
• Conhecer, e interpretar as Sete Diretrizes da RSE;
• Reconhecer propostas, atitudes e ações práticas que identifiquem relação de Responsa-
bilidade Social e Sustentabilidade.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Uma Questão de Competitividade 
UNIDADE 
Uma Questão de Competitividade 
Contextualização
Acredito que certamente você já tenha ouvido a palavra competitividade, mas eu 
tenho algumas perguntas para você:
• Você sabe realmente o que quer dizer competitividade?;
• Será que é apenas mais uma palavra bizarra entre tantas outras que existem no 
mundo corporativo ou ela pode de fato fazer a diferença?; 
• Uma Empresa ser competitiva é benéfico ou maléfico para o Mercado?;
• Competitividade e vantagem competitiva é a mesma coisa?; 
• Você se considera uma pessoa competitiva em suas atividades rotineiras? E para 
você isso é positivo ou negativo?
Por essas e por outras perguntas que povoam a nossa mente é que eu vejo a impor-
tância e até a necessidade de entendermos melhor esse tema, porque podemos estar 
enxergando a aplicação da palavra competitividade apenas por um ângulo, enquanto ela 
pode se apresentar sob várias formas.
Já pensou, também, na possibilidade de não estarmos sequer levando em consideração 
essa questão nas nossas tomadas de decisões e consequentemente podermos estar perdendo 
ótimas oportunidades de negócios na vida?
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É Tudo uma Questão de Competitividade 
Como sempre gosto de começar a nossa conversa, vamos conceituar esse termo.
Segundo o dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, competitividade é uma qualidade 
inerente de quem é competitivo, que por vez tem características que permitem ter bons 
resultados face à concorrência, ou seja, que apresenta vantagens competitivas, o que o 
diferencia dos demais concorrentes.
Logo, competitividade e vantagem competitiva são praticamente sinônimos, pois tra-
duzem o mesmo conceito e comportamento ou podemos dizer, ainda, que atuam com o 
mesmo objetivo: diferenciar para melhor.
Em decorrência disso, as Empresas perceberam que precisam investir no aperfeiçoamento 
constante, que podemos chamar também de melhoria contínua, para se relacionar com o seu 
público interno e externo, pois disso depende sua sobrevivência no Mercado, diferentemente 
do passado, quando eram identificadas como competitivas, inicialmente, pelos preços de seus 
produtos e, posteriormente, pela qualidade deles e também de seus serviços.
Visando a conquistar novos clientes e consumidores, as Empresas passaram a promo-
ver ações que as diferenciam da concorrência, levando-as a incentivar a inclusão social, 
a participar de programas de desenvolvimento da comunidade local, além da fabricação 
de produtos e prestação de serviços com o menor impacto ambiental negativo possível.
Essa mudança de comportamento vem sendo cada vez mais fiscalizada pelos órgãos 
de imprensa e cobrada pelos consumidores que estão cada dia mais exigentes. 
Além dessas prerrogativas, o movimento da Responsabilidade Social Empresarial traz 
vários outros retornos para a Empresa que adota a filosofia e a prática, tais como reco-
nhecimento da imagem comercial, contribuição para um futuro melhor, facilitação de 
acesso às linhas de créditos financeiros, além de estabelecer uma gestão bem mais cons-
ciente, com maior clareza dos seus objetivos, também proporciona melhor ambiente de 
trabalho, com maior comprometimento por parte dos funcionários, e melhor relação 
com seus clientes e fornecedores.
Mas, isso se aplica apenas para as grandes Empresas?
Não!
Na verdade, as micro e pequenas Empresas já contribuem muito nesse processo, pois 
interagem diretamente com a comunidade em que atuam; porém, ainda se faz necessá-
rio que esse seja um comportamento sistemático para fortalecer alguns valores, como a 
solidariedade, por exemplo.
Enfim, toda Empresa que assumir a RSE como postura estará atuando como agente 
multiplicador e contribuindo para uma provável e profunda mudança cultural na formação 
de uma Sociedade no mínimo mais solidária.
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UNIDADE 
Uma Questão de Competitividade 
Três fatores que contribuíram para que o movimento da RSE marcasse época na his-
tória foram: os avanços tecnológicos, que reduziram a distância, facilitando o acesso e a 
troca das informações; a Revolução Educacional, que provocou um crescente aumento 
do número de pessoas frequentando Escolas e buscando mais informações; e, ainda, os 
milhões de pessoas que se organizam e se reúnem pelo mundo criando as Organizações 
Não Governamentais – ONGs preocupadas em defender seus direitos e interesses, como 
a promoção social, a preservação e a proteção do meio ambiente. Esse fator foi chamado 
de Revolução Cívica. 
Todos esses fatos serviram muito bem para criar um ambiente propício, que modificou 
a relação entre as micro, pequenas e grandes Empresas.
Bom, pelo que vimos até agora, acredito que você não tem mais nenhuma dúvida 
sobre se a RSE é vantajosa ou não, né?
Acesse o link a seguir, e faça a leitura do artigo Responsabilidade social corporativa: 
competitividade e desenvolvimento social. A prática do setor supermercadista, no 
qual o autor Marcelo Correia Arrebola realiza uma pesquisa sobre a competitividade, por 
meio de um Estudo de Caso no Setor Supermercadista. Leia e tire suas conclusões sobre o 
assunto: https://goo.gl/ugAcH4. 
Figura 1
Fonte: iStock/Getty Images
Para auxiliar as Empresas que buscam a implantação de um Programa focado na 
Responsabilidade Social e Sustentabilidade Empresarial, o Instituto Ethos elaborou, em 
parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), 
um Manual Prático, dividindo-o em sete temas denominados didaticamente como as 
Sete Diretrizes da SER, que norteiam o tema por meio de ações concretas que, segundo 
do próprio Manual sugere, se bem aplicadas, poderão contribuir para a melhoria da 
qualidade dos relacionamentos de uma Empresa em diversas áreas.
Ethos: Criado em 1998 por um grupo de empresários e executivos da iniciativa privada, o 
Instituto Ethos é um polo de organização de conhecimento, troca de experiências e desen-
volvimento de ferramentas para auxiliar as Empresas a analisarem suas práticas de gestão e 
aprofundar seu compromisso com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável
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As diretrizes abordam vários pontos de extrema importância e também sugerem 
ações que possam evidenciar cada uma delas.
 Valores