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Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde
Farmacodinâmica e Farmacocinética I
Farmacocinética
Prof: Thiago Abreu
Introdução à Farmacologia
Ciência que estuda as propriedades físicas, químicas,
os efeitos biológicos e fisiológicos produzidos pelas 
drogas quando interagem com o organismo
Forma farmacêutica é o estado final que as substâncias ativas apresentam
depois de serem submetidas às operações farmacêuticas necessárias, 
a fim de facilitar a sua administração e obter o maior efeito terapêutico desejado.
Formas Farmacêuticas
Tópico - Efeito local, exposição sobre a pele
Via Parenteral - Administração por injeção ID, IM, IV ou SC Sangue
Via Enteral - Vias que utilizam o trato gastrointestinal - Oral, subingual e retal
Vias de Administração
Estrutura da Membrana Plasmática
Membrana - poros de 10A - passagem de moléculas hidrofílicas (água, urea)
Grandes Moléculas Hidrofílicas - Proteínas de transporte especializado
Membrana é permeável à moléculas lipofílicas
Transporte Transepitelial
A Transporte Paracelular 
B Transporte Transcelular 
C Transporte por carreador 
D Endocitose mediada 
 por Receptor
Transporte através da Membrana
Transporte Ativo envolve gasto energético – Hidrólise de ATP
Difusão Facilitada - depende de gradiente e ocorre através de transportador
 Mecanismo substrato-específico saturável
Difusão Simples - Capacidade de se dissolver na membrana lipídica 
A concentração plasmática	 varia com o tempo e depende da dose administrada
e da via de administração.
Biodisponibilidade – Fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica
Farmacocinética
Importância das características Ácido-Base da Droga
Drogas se comportam como Ácidos ou Bases fracas
Podem existir sob a forma IONIZADA ou NÃO-IONIZADA
Depende do pH do Meio
 
A Carga elestrostática de uma MOLÉCULA IONIZADA resulta num complexo 
polar com a água, relativamente HIDROSSOLÚVEL e insolúvel em lipídeos
Fenômeno da partição pelo pH
Influência do pH do meio na dissociação de fármacos
(partição de um ácido e uma base fracos)
pHmetro
Azul de bromotimol
Valor de pH em diferentes locais no organismo
 Fluido Corporal
Plasma 7.4
Plasma de feto 7.3
Urina 4.0 - 8.0
Fluido cerebroespinhal 7.3
Leite humano 7.0 - 7.3
Suco gástrico 1.0 - 1.3
Conteúdo duodenal 5.0 - 6.0
Íleo e colon 8.0 
Absorção
Drogas Ácidas (pH Ácido)
 Drogas Básicas (pH Alcalino)
Características da Distribuição da Droga
Coração Cérebro Rins Fígado
Músculo Tecido Adiposo Tecido Ósseo
Fatores Fisiológicos: 
Débito cardíaco, fluxo sanguíneo regional e permeabilidade vascular
Taxa de Distribuição - Perfusão sanguínea no tecido
Extensão da Distribuição - Solubilidade lipídica, ligação a proteínas plasmáticas
 Interação fármaco - receptor
Músculo, vísceras, pele e tecido adiposo – liberação mais lenta
Características Ácido-Base de Drogas
Interação com
Albumina
Interação com
Lipoproteínas
Ligação dos Fármacos às proteínas plasmáticas
A ligação (reversível) de um fármaco à proteínas depende de alguns fatores:
- Natureza e concentração de fármaco livre
- Afinidade pelos sítios de ligação
- Concentração de proteínas
Droga Livre + Proteína Droga - Proteína
Fração Livre = Concentração da Droga Livre
 Concentração Total ( Livre + Ligada) 
Ligação dos Fármacos às proteínas plasmáticas
(Importância para Farmacocinética e Farmacodinâmica)
Somente a concentração de Droga Livre
está em equilíbrio entre o plasma e o tecido
A Fração Livre da droga se distribui
melhor para os tecidos
Ligação dos Fármacos às proteínas plasmáticas
(Importância para Farmacocinética e Farmacodinâmica)
Metabolismo de Fármacos
Exposição intencional ou acidental
Contato com substâncias químicas estranhas
Remédios ou xenobióticos
Mecanismos para metabolização e eliminação
Fatores que influenciam a metabolização de fármacos
Variação individual na metabolização de fármacos
Interação medicamentosa
Diferença entre as espécies na expressão de enzimas
Fatores que afetam o Metabolismo
Etnia
Afro-americanos - Maior eficácia no tratamento com hidralazina
Chineses - Metabolização do etanol - rubor e palpitações
 - mais sensíveis aos efeitos do propanolol
Idade 
Eliminação menos eficiente em bebês e idosos
Fatores fisiológicos- alteração do reflexo cardiovascular e hipotermia
Maior composição de gordura na massa corporal
Ritmo de filtração 
glomerular (RFG) – ml/min
20% do valor do adulto
Função tubular reduzida
Eliminação plasmática mais lenta
Recém
nascido
Idoso
Queda de 50% do RFG
Administração crônica
 
 Toxicidade
Processo de Metabolização e Eliminação
Rim Pulmão Sistema Hepatobiliar
 
Metabolismo - Conversão enzimática do Fármaco
Eliminação - Exclusão irreversível do Organismo
Vias de Eliminação
Depuração (Clearance) de um Fármaco
CL = Taxa de Eliminação
 Concentração
CL renal = Taxa de Eliminação do rim
 Concentração
CL hepática = Taxa de Eliminação hepático
 Concentração
CL outros = Taxa de Eliminação de outros
 Concentração
CL sistêmica = CL renal + CL hepática + CL outros
Tempo de meia vida (t1/2)
Refere-se ao tempo necessário para reduzir a quantidade da droga no corpo 
à metade durante o processo de eliminação.
Utilidade – planejamento de esquemas posológicos
Acúmulo detectável – Se o intervalo entre as doses for mais curto 
do que quatro meias-vidas.
Efeito de primeira passagem
A droga pode ser metabolizada na parede do intestino, todavia com mais
 frequência o fígado é o responsável por seu metabolismo antes 
de alcançar a circulação sistêmica
Redução da Biodisponibilidade
RE = CL hepático
 Q
RE = Relação de Extração
Q = Fluxo sanguíneo hepático 90L/h 
Organização anatômica dos lóbulos Hepáticos
O ifgado inativa e excreta varios hormonios como cortisona, glicocorticoide
*
 Entre os sinusóides há apenas uma (ou duas) camadas de hepatócitos – grande área de contato entre células e plasma.
 Fígado é organizado em lóbulos
Em cada lóbulo, o sangue circula pelas células hepáticas por meio de sinusóides que comunicam ramos da veia porta a uma veia central.
Organização Anatômica da Tríade portal
Ducto biliar
Veia Porta
Tríade
Portal
Artéria Hepática
Hepatócito
Células endoteliais
Espaço de Disse
Células de Kupffer
Sinusóide
Células estelares
Veia 
Central
Transportadores de membrana nas vias farmacocinéticas
Transporte Transepitelial
Transportador SLC – Carreador de Solutos
Transportador ABC – Conjunto de ligação ao ATP
SGLT
GLUT
Transporte Vetorial
Transferência eficiente de solutos através das barreiras epiteliais e endoteliais
 Absorção de nutrientes e fármacos no intestino
 Excreção hepatobiliar e urinária de fármacos do sangue para o lúmen
Transportadores hepáticos de fármacos
Transportadores Hepáticos
As duas fases do Metabolismo de Fármacos
Fase I – Funcionalização – torna a molécula mais hidrofílica
Fase II – Conjugação – produtos inativos
A superfamília do citocromo P-450: os CYPs
As enzimas da CYP estão expressas em todo trato gastrointestinal,
em menores quantidades nos pulmões, rins e no SNC
Reações de Fase I – Sistema Monooxigenase P450
(Natureza,classificação emecanismos das enzimas)
Função das enzimas CYP
- Metabolismo de substâncias químicas xenobióticos
- Síntese de compostos endógenos (esteróides)
- Produção de ácidos biliares a partir do colesterol
- CYP3A4 – metabolismo de 50% dos fármacos
Álcool Acetaldeído
CYP2E1
Reações de Fase I – Sistema Monooxigenase P450
(Substratos,Inibidores e Indutores das enzimas)
Reações de Fase II – Sistema Monooxigenase P450
(Natureza,classificação e mecanismos das enzimas)
Organização anatômica renal
Néfron - A unidade morfofuncional do Rim
Segmentos do Néfron
Funções do Néfron – mecanismos renais
O Rim determina o volume e a composição da urina
Transportadores secretores de cátions orgânicos do Túbulo proximal 
Transportadores secretores de ânions orgânicos do Túbulo proximal 
Ácidos fracos – urina alcalina
Bases fracas – urina ácida
Influência do pH da urina na eliminação de fármacos

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