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MAD 2 31.03.2020 Aula 15 1 Bactérias – Sistema Tegumentar Streptococcus, Staphylococcus e Clostridum Perfrigens Locais de Infecção: o Pele • Epiderme • Derme o Subcutânea (gordura) o Fáscia Muscular o Músculo Terminologias Importantes o Mácula: lesão plana com eritema, geralmente. Ex.: escarlatina – manchas vermelhas com edema. o Pápula: lesão elevada o Pústula: lesão elevada com presença de pus. o Abscesso: região localizada de pus circundado por tecido inflamado (pústula maior) – esse tecido inflamado é a pústula maior o Vesícula: lesão pequena e cheia de fluido – exsudato não purulento. o Bolha: lesão maior e cheia de fluído o Exantema: erupção cutânea que surge em decorrência de uma doença o Bacteremia: presença de bactéria no sangue o Sepse: resposta inflamatória sistêmica acentuada diante de uma infecção. Associada com pelo menos dois sinais (febre, calafrios, falta de ar etc.) o Sepse grave: comprometimento funcional de um ou mais órgãos o Choque séptico: hipotensão drástica, falência de vários órgãos (causada pela bactéria) o Choque tóxico: hipotensão, falência de vários órgãos, causado por toxina bacteriana o Gangrena: necrose do tecido, associada à obstrução do fluxo sanguíneo – tendo a degradação do tecido e com um proc3esso de fermentação libera gases. Características de Lesão Erupção e lesões de pele não necessariamente indicam infecção cutânea. Podem ser causadas por doenças sistêmicas que afetam órgãos internos. FIGURA: lesões de pele. (a) Vesículas são lesões pequenas e cheias de fluidos com proteínas (exsudato); (b) Bolhas são lesões maiores e cheias de fluído; (c) Máculas são lesões planas e frequentemente avermelhadas; (d) Pápulas são lesões elevadas; quando contêm pus, como mostrado, são chamadas de pústulas. Fatores de Virulência - ADESINAS (início de uma infecção). Ex.: LPS, ácido teicóico, pili, cápsula etc. - INVASIVAS. Ex.: hialuronidase - precisa ter enzimas para destruir o que estiver (matriz intersticial e células de defesa). Esse ácido hialurônico será um destruído pela bactéria pela enzima hialuronidase COMO PERMANECE NO HOSPEDEIRO? - EVASINAS (driblar o sistema imune garante a sobrevivência bacteriana e a ação de outros fatores de virulência, como toxinas, por exemplo) Ex.: cápsula - TOXINAS (Endotoxinas e Exotoxinas). Exotoxinas: o Grupo I: atua na superfície celular Ex.: SUPERANTÍGENO, que se liga diretamente à receptores de superfície de LTCD4, produzindo grande quantidade de citocinas / o Grupo II: faz poro na membrana celular/ou lesão. Ex.: hemolisina / - Capsula auxilia a bactéria escapar dos reconhecimentos das PAMPs (padrão de reconhecimento de patógeno, ex.: ácido teicóico, LPS -gram, neg.). Porém há sistema complemento (C3B, C4B, IgM e IgG) que reconhece a cápsula. - Bactéria gram-negativa possuem endotoxinas (natureza lipídica) e secretam as exotoxicas (natureza proteína - utilizado para fazer vacina); - Gram-neg. possui uma camada a mais, entendo na parede na mem. Externa rica em LPS (lipídio A + proteína), possui endotóxina e exotoxina - Gram-positiva: só secreta exotóxina (citotoxina, enterotoxinas e neurotoxina) MAD 2 31.03.2020 Aula 15 2 o Grupo III – toxina AB: subunidade B se liga à célula e subunidade A entra na célula e provoca o efeito biológico Ex.: toxina botulínica, tetânica – estão presentes as neurotoxinas (agem nas junções musculares), citoxinas e enterotoxinas. - OUTRAS ENZIMAS/PROTEÍNAS OBSERVAÇÃO 1: mesmo sendo da mesma espécie, nem todos os patógenos terão todoa os mesmos fatores de virulência; OBSERVAÇÃO 2: uma cepa s.pyogenes que causa a doença “x”nem sempre é a mesma cepa que causa a doença ÿ”. Gênero Streptococcus Existem várias espécies do gênero Streptococcus. Streptococcus Pyogenes - Espécie Características Gerais o Morfologia: estreptococo ou diplococo (cocos em cadeia ou pares) o Gram positivo o Fatores de crescimento: mesófilos e anaeróbios facultativos o Características bioquímicas (provas bioquímicas para identificação); o Encontrada na microbiota normal humana: orofaringe, etc; encontrada no meio ambiente. o Grupo sorológico de Lancefield • A B C D F G → Área médica • H K L M N O P Q R S T U V Critério de classificação: carboidratos antigênicos da parece celular o Streptococcus do grupo A Fatores de Virulência o Cápsula (composta por ácido hialurônico) – adesão e proteção contra a fagocitose o Proteína M: adesão e evita ativação do sistema complemento, ligando-se à Fc do anticorpo e bloqueando interação com macrófagos - Como o anticorpo tende a se ligar na Fab, o patógeno com a proteína M evita que se ligue macrófago pela fração Fc, pois a própria proteína M se liga nessa Fc. MAD 2 31.03.2020 Aula 15 3 o Pili: adesão o Hialuronidase: enzima que degrada ácido hialurônico do tecido conjuntivo (substância fundamental) o Exotoxina pirogênica - SPE (algumas atuam como SUPERANTÍGENO). Há toxinas específicas para Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico, Fasceíte necrosante, etc. Existe a exotoxina eritrogênica (tipo de toxina pirogênica que não atua como superantígeno, responsável pelo eritema na Escarlatina) - Se liga ao linfocito, liberando muitas citocinas. Tera muitos linfocitos, a pronto de produzir um choque. Bactéria produtora desse superantigeno. o Estreptolisina O (tipo de hemolisina) – exotoxina do grupo II: lise de hemácias, leucócitos e outras células – sensível a oxigênio. o Estreptoquinase: enzima que dissolve coágulos – consegue invadir o tecido destruindo as células; o Dnase: enzima que degrada o DNA Doenças o Fasceíte Necrosante (Fascíte necrotizante) • Bactéria “comedora de carne” • Infecção da CAMADA SUBCUTÂNEA e FÁSCIA MUSCULAR. É uma infecção profunda (sinal de que degradou acido hialuronico e as células de defesa) do tecido conjuntivo subcutâneo, que se caracteriza por destruição dos tecidos muscular e gorduroso e se dissemina ao longo do plano facial. • Rápida progressão de edema (fermentação do tecido) para bolhas e necrose. Ausência de crepitação. Pode levar a um quadro avançado, ocasionando a destruição da pele até a fáscia muscular. • Transmissão: ruptura na pele (corte, trauma, queimadura, cirurgia) • Fator de virulência: EXOTOXINA PIROGÊNICA (GRUPO I – SUPERANTÍGENO) • Falência múltipla de órgãos / alta taxa de mortalidade (> 50%) • Pode ser causado por outras bactérias (menos comum) • Exotoxina Pirogênica – atrai os linfócitos formando um aglomerado, mas não consegue deter a bactéria, pois não está habituado a bactéria estar tão profundo na pele. • Tratamento: antibióticos, desbridamento, câmara hiperbárica (alta concentração de oxigênio acelera a cicatrização do tecido, uma vez que essas bactérias são anaeróbias facultativas; inibe a proliferação das células) e/ou amputação. Tratamento utilizado também para Grandrena gasosa (Clostridium perfringens / anaeróbio obrigatódia). MAD 2 31.03.2020 Aula 15 4 o Celilite e Erisipela • Aspectos clínicos da ERISPELA: área afetada edemaciada, eritematosa, quente, de limites bem definidos, bordos elevados, com aspectos de casca de laranja, por vezes com vesículas, muito dolorosa. Faixa avermelhadas ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. Comum em crianças e idosos (70% em membros inferiores). Causa mais comum de infecção grave de tecidos moles em indivíduos saudáveis. MAD 2 31.03.2020 Aula 15 5 o Impetigo não Bolhoso Gênero: Staphylococus Aureus Produz exotoxina, e nas doenças de pele produz citocinas. Existem várias espécies do gênero Staphylococcus. Staphylococus Aureus o causa doença através da produção de toxinas ou da invasão direta e destruição do tecido o Frequentemente causando doenças de pele; o Produz enzima coagulase; o Possui a hemólise 𝛽-Hemolitica, semelhante ao Streptococcus Pyogenes; o Contém a proteína A na superfície, podendo causarfurúnculos, foliculite (está junto ao folículo piloso, se alimentando da glândula sebácea, ao cortar o pelo, a bactéria adentra na pele desencadeando esse processo infeccioso e inflamatório), síndrome do choque toxico e intoxicação alimentar. o Morfologia: estafilococo (cocos em arranjo irregulares como “cachos de uva”, gram-positva o Hábitat e transmissão – o principal hábitat é a cavidade nasal humana; são também encontrados na pele humana. A transmissão ocorre pelas mãos. o Fatores de crescimento: mesófilos (maioria dos hemolíticos), anaeróbios facultativos MAD 2 31.03.2020 Aula 15 6 o Características bioquímicas (provas bioquímicas para identificação) o Encontrada na microbiota normal humana: mucosa nasal, principalmente (20% população – microbiota residente/ 60% população: microbiota transitória/ 20% restante: não possui). Pode ser encontrado em pele, intestino, faringe, vagina, etc. o Encontrada no meio ambiente (água, poeira, alimentos, etc.) o Principalmente bactéria de feridas cirúrgicas; o Bactérias mais frequente de bacteremia, podendo evoluir para sepse; o MRSA (S.aureus resistentes à meticilina): comum em infeccoes hospitalares. Fatores de Virulência • Cápsula (composição polissacarídica): proteção contra a fagocitose (antigenicamente indistinguível) - adesão como escape do staphylococus • Proteína A (parede celular): se liga à fração constante (Fc) do IgG, impedindo que esses anticorpos interajam com os fagócitos. • Ácidos teicóicos (parede celular): adesão do patógeno às células epiteliais da mucosa nasal • Coagulase: enzimas que converte fibrinogênio em fibrina (coagula plasma) – quadro de foliculite ou furúnculo; • Catalase: enzima que converte peróxido de hidrogênio (tóxico para a bactéria) em água e oxigênio • Hialuronidase: enzima que destrói o ácido hialurônico do tecido conjuntivo e invadir a derme e chegar até vasos sanguíneos, causando quadro de bacteremia podendo causar sepse. Possui uma toxina esfoliativa podendo destruir os desmossomos que mantém as células epiteliais unidas. • Esfoliatina: toxinas esfoliativas A e B • TSST-1 (Toxina da Síndrome do Choque Tóxico 1) que funciona como SUPERANTÍGENO. Estimula de forma exacerbada a liberação de citocina – desencadeado pela exotoxina, sendo uma citocina. Doenças Doenças invasivas – Fatores de virulência: adesina, invasinas, evasinas, outras enzimas, etc. o Foliculite • Infecção piogênica do FOLÍCULO PILOSO – a base do folículo fica elevada e avermelhada, apresentando uma coleção de pus sob a superfície epidérmica • Hordéolo (infecção no cílio), conhecido como “ terçol ” • Lesão: pústula / eritema • Ocorrência: espinha ou pelos encravados • Pentram na pele por aberturas cutâneas. Ex.:folículo cutâneo MAD 2 31.03.2020 Aula 15 7 o Furúnculo • Tipo de abscesso • Pode se desenvolver a partir de uma foliculite (FOLÍCULO PILOSO INFLAMADO) • Lesão: nódulo grande, duro, elevado, eritematoso, dolorido, com pus • Drenagem espontânea ou cirúrgica. Importância da drenagem de pus? antibióticos não penetram bem no abcesso. • Comum em áreas de atrito (axilas, nádegas e virilha) • O abscesso é considerado lesão típica de S.aureus • Caogulase agindo - deve fazer uma incisão com agulha estéril descartável e durante o banho, deixar o pus escorrer na aula quente, o drenando. • Pode causar febre, cefaleia, cansaço, mal-estar, muito dolorido, calafrios, enjoo; • Pode evoluir para bacteremia e sepse; • Não é muito frequente em crianças; relacionado em glândula sebácea a partir da puberdade; • Pode drenar em casa, mas o tratamento médico para o uso de antibiótico visando reduzir a proliferação da bactéria. o Carbúnculo • Caracterizado por ser uma coleção de furúnculos – emaranhado de folículos pilosos que estão obstruídos; • Causa febre, calafrio, mal-estar • Furúculos coalescem e se estendem ao TECIDO SUBCUTÂNEO. Quando o organismo falha em isolar o furúnculo, o tecido adjacente pode ser progressivamente invadido • Lesão: inflamação endurecida, profunda e eritematosa • Calafrio e febre / Pode ocorrer bacteremia • Tratamento: cirúrgico, devido a grande quantidade de furúnculo, podendo endurecer e evoluir para uma bacteremia e sepse. *Rocutan: atrofia a glândula sebácea e outras glândulas, aparecimento de fissuras nos lábios, pele seca, aumento do colesterol, hepatotoxico, podendo causar má formação fetal. o Impetigo não Bolhoso • Infecção altamente contagiosa na EPIDERME MAIS SUPERFICIAL, principalmente face e membros • Evolução da lesão: mácula / pústula sobre a base eritematosa / rompimento da pústula / formação de crosta de coloração castanha • Impetigo não bolhoso é a forma mais comum da doença (ilustração) • Também causada por Streptococcus pyogenes Propionibacterium acnes – causador das espinhas MAD 2 31.03.2020 Aula 15 8 • Comum em crianças (2-5 anos) e jovens (acúmulo de pessoa/falta higiene) • Tratamento: pomada a base de azitromicina • Causada pelo streptococus aureou, também do pyogenes; • Lesões avermelhadas (maculas) com presença de pusulas; lesões crotosas; Doenças Toxigênicas – Fatores de virulência: adesinas, invasinas, evasinas, outras enzimas, toxinas, etc. o Impetigo Bolhoso • Mais comum em crianças • Bolhas localizadas e superficiais na pele EPIDERME MAIS PROFUNDA (INTRAEPIDÉRMICA), causada pela TOXINA ESFOLIATIVA PRODUZIDA NO LOCAL • Forma localizada da síndrome da pele escaldada • Eritema não se estende para o exterior da bolha • Sinais de Nikolsky negativo • Comum em bebês e crianças • Contagiosa • Cepas específicas de S. aureus produtoras de toxina estão associadas à formação de bolhas superficiais na pele; • Causada também pelo Streptococcus Pyogenes o Síndrome da Pele Escaldada - Toxina de ação disseminada; • Parede que o individuo sofreu uma queimadura; destruição dos desmossomos, soltando as células epiteliais desencadeando; • Aspecto de queimadura; • Tratamento é realizado por antibiótico; • Causa pela TOXINA ESFOLIATIVA, que se disseminam via hematogênica; • Disseminação de bolha e descamação da pele; • Toxina atua no desmossomo e provoca a separação das camadas epiteliais (EPIDERME/INTRAEPIDÉRMICA) – (descamação/esfoliação) • Tratamento é realizado por antibiótico; • DESCAMAÇÃO: esfoliatina: ëpidermolítica” cliva as moléculas que participam da juncao células-célula na epiderme (desmogleína/componente do desmossomo), resultado no despregamento do estrato granuloso da epiderme. • Sinal de Nikolsky positivo (leve pressão desloca a pele) – leve pressão consegue deslocar a pele; • Bolhas com ausência de bactérias e leucócitos – bolhas com fluídos; • Aparecimento abrupto de um eritema que espalha pelo corpo • Epitélio intacto de 7-10 dias (anticorpos contra a toxina) • Comum em crianças, neonatos e imunocomprometidos • Causado pela TOXINA ESFOLIATIVA, que se disseminam via hematogênica • Disseminação de bolha e descamação da pele. MAD 2 31.03.2020 Aula 15 9 • Toxina atua no desmossomo e provoca a separação das camadas epiteliais (EPIDERME/INTRAEPIDÉRMICA) (descamação/esfoliação) o Síndrome do Choque Tóxico • Toxina de ação disseminada • Desencadeado pelo superantígeno. • AÇÃO SISTÊMICA provocada por linhagens de S. aureus produtoras de • TOXINAS TSST-1, liberadas na corrente sanguínea - Causado por citocinas de bactérias; superantígeno ativa linfócitos desencadeando muitos processos inflamatórios. • Caracterização da doença: febre, hipotensão, erupção cutânea (difusa, macular e similar à queimadura de sol, que evolui para descamação) e envolvimento de três ou mais órgãos: fígado, rim, trato gastrintestinal, SNC, músculos ou sangue. • Classificação clínica epidemiológica: casos menstruais (menos comum, atualmente) e não menstruais (ex.: cirurgias nasais, com bandagens absorventes) – cortes profundos; • Pode evoluir parauma sepse. • Patógeno presente na vagina / patógeno com gene que codifica a toxina TSST-1 / presença de oxigênio para a produção da toxina / vagina (ambiente anaeróbio) / absorvente possui bolsas de ar no emaranhado de fibras, fornecendo oxigênio /Presença de sangue • No inicio com o crescimento de S.aureus produtor de toxinas no canal vagina ou em uma ferida, seguindo da liberação da toxina para a corrente sanguínea; • As manifestações clínicas se iniciam de forma abrupta e incluem febre, hipotensão e uma erupção eritematosa macular difusa. Multiplos sitemas de órgãos (e.: SNC, gastrointestinal, hematológico, hematológico, renal, muscular e hepático) são também envolvidos, e a pele descama, incluindo a palma das mãos e a sola dos pés MAD 2 31.03.2020 Aula 15 10 o Gangrena Gasosa • Agente etiológico: Clostridium perfringens (bacilo gram + anaeróbio obrigatório e formador de endósporo) • Infecção no MÚSCULO (mionecrose) • Fator de virulência: TOXINA - citotoxina • Evolução da lesão: edema e pele pálida no local/ cor bronzeada / vermelha / bolhas hemorrágicas / crepitação à palpação / corrimento fétido • Sintomas: febre, dor intensa, hipotensão • Transmissão: lesão muscular com material contaminado com endósporos (ferimento traumático, queimadura etc.) • Diagnóstico: clínico, bacterioscópico, ausência de neutrófilos (lisados pela toxina do Clostridium) • -Ao entrar em condições extremas, consegue entrar na sua forma esporulada (formação de endósporo) protegendo seu material genético, formando camadas (dipotrorinato de cálcio) protegendo contra produtos químicos, falta de água - inibe seu metabolismo e fica extremamente resistente; • Secreta toxinas na forma vegetativa, pois está com o metabolismo ativado. • Bolhas gerados pela fermentação de bactérias gerando gases. • Bacilos gram-negativo, anaeróbio obrigatório (falta de O2) e produz esporos; se encontra na forma vegetativo na natureza e em estresse há a formação de esporos; • Bactéria entra, começa a consumir esse tecido, produzindo gases, ocasionando no aparecimento de necrose. Bactéria entra na forma esporulada contra condições favoráveis e ao liberar os esporos, entra na forma vegetativa, o bacilo agora nessas condições libera toxinas; Mecanismo de Defesa Contra Bactérias do Sistema Tegumentar A pele é barreira primaria contra agressões físicas e patógenos microbianos. Ela representa um único ambiente onde as células imunes interagem com células da pele. A pele é composta pela epiderme, derme e uma região subcutânea gordurosa. A epiderme é composta de células epiteliais altamente especializadas, sendo continuamente renovadas, há células dendriticas especificas, as Células de Langerhans realizando a proteção da camada mais externa, coletando antígenos bacterianos, como toxinas. Na derme, há fibroblastos que secretam fibras elásticas e colágeno formando a matriz extracelular, há vasos sanguíneos e linfáticos nessa camada, onde haverá o encontro de células imunes sendo ativadas com a presença de algum patógeno, as células dendriticas nessa camada capturam as células mortas para apresenta-las as células Ts (são efetoras do sistema imune). Células T na epiderme são, em sua maioria, T CD8+. A maioria das células T na derme são T CD4+ auxiliares. Apresentam NK, eosinofilose mastosito na derme podendo ser também envolvidas em processos alérgicos. Quando a invasão de patógenos, eles serão reconhecidos pelas PMAPs, causando ativando de células de defesas e sistema de defesa. (IL-1 ativa células dendriticas, e quimiocina recreutam neutrófilos, macrófagos e células T). Barreiras da Epiderme o Pele íntegra (barreira física) o Epitélio estratificado queratinizado o Umidade limitada o pH ácido (barreira química). Ácidos graxos e ácido propiônico produzidos por bactérias o Lisozima – destrói parede nas ligações peptideoglicanas o Defensina (peptídeo antimicrobiano secretado pelos queratinócitos) o Salinidade (suor) Microbiota residente (barreira biológica) / Antagonismo microbiano. Staphylococcus, Propionibacterium acnes, Acinetobacter, Malassezia furfur, etc.) Maioria Gram+ e fungos o Excreções: sebo, ureia etc. o Células de Langerhans epidérmicas (APC) o LTCD8 MAD 2 31.03.2020 Aula 15 11 o Sebo e suor podem ser nutritivos para muitos micro-organsmos. Imunidade Regional da Pele – Tecido Linfóide Associado à Pele (SALT) o Área total da pele: 1,5 a 2m2 (maior barreira física) o Reação inflamatória muitas vezes é iniciada no próprio local de infecção EPIDERME o Queratinócitos – secretam defendinas e citocinas inflamatórias o Células de Langerhans Epidérmica – capturam o antígeno e migam para a derme e posteriormente para linfonodos, através de vasos linfáticos, ativados a resposta imune adaptativa. o L T CD8 DERME o Mastócitos o Macrófagos o L T CD4/ L T CD8 – efetivos e/ou memória o Células Dendríticas Dérmica o Plasmócitos – res.imune. humora Questões Norteadoras 1. Quais as principais bactérias que causam infecções no sistema tegumentar? 2. Qual a porta de entrada desses patógenos? 3. Que outros tecidos/orgãos podem ser acometidos pós infecção primária? 4. Quais os principais achados clínicos de Erisipela, Impetigo e Fasceíte necrosante? 5. Quais são as barreiras contra patógenos encontradas na pele?