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MATÉRIA: PSICOLOGIA JURÍDICA (F.5)
1. PSICOLOGIA DO DELITO: FASES INTRAPSÍQUICAS DA AÇÃO DELITUOSA
Para o jurista, seu material de estudo é o ato delituoso, enquanto para o psicólogo é o processo psíquico do indivíduo, tanto no momento da prática do delito, como o passado do indivíduo que o levou a cometer o crime.
Segundo a Psicologia, todo delito passa por diversos estágios psíquicos que pode ser ou não conscientes. A transgressão legal percorre por fases que vão desde a simples “gnósia” (vaga sugestão ou intuição) à realização ativa do delito. 
As fases psíquicas do delito são:
a) Gnósia ou intelecção – é o momento em que surge a ideia delituosa. Já começa a pensar na ação delituosa
b) Desejo – o conteúdo gnóstico se “anima” e adquire força e clareza e a ideia se converte em uma tendência.
c) Deliberação ou dúvida – é a fase imediatamente posterior que ter características de conflito interno. Seu pensamento oscila entre o desejo e o temos, entrando na denominada “deliberação de conflito”. Todo seu funcionamento pessoal altera-se: passa a dormir mal, come pior, distrai-se e tem dificuldade de cumprir suas obrigações. Apenas um sentimento de sublimação reativará suas tendências piedosas para fazê-lo declinar da prática do delito.
d) Intenção – quando toma a decisão de praticar o delito e se transforma num criminoso potencial por ter o propósito de praticar o delito (“vou fazer”). Começa a pensar, quando, onde e como vai realizar o ato delituoso. 
e) Propósito ou delito “potencial” – é a fase do limite, a fronteira entre o 	pré-delito e o delito. Fase de grande importância para o psicólogo e para o jurista, por constituir este o momento anterior à prática do delito.
f) Decisão – o indivíduo está decidido, não tem dúvidas quando à vontade de praticar o delito. É o último passo intrapsíquico. 
g) Realização ou execução – quando ele efetivamente pratica o propósito delitivo e pratica o crime. Sai da esfera psicológica (intrapsíquica) e entra na esfera exterior da ação (ou omissão a depender do caso).
 
2. MOTIVOS DO DELITO
A Psicologia do delito é antes de tudo a psicologia da afetividade e do estudo da mente e do comportamento humanos (conação).
De fato, todos os especialistas coincidem em afirmar que a grande maioria dos criminosos sofre de perturbações afetivas, adquiridas ao longo do tempo que o levam a praticar um delito.
A sublimação é um mecanismo que evita o ser humano de ter motivação delituosa que, em vez de dar origem ao delito se dilui em aspectos positivos, decorrente da educação e da previsão de sanções penais pela lei, que criam um freio para dominar as tendências humanas delituosas que, segundo Mira y Lopez, todo o indivíduo contém desde seu nascimento. 
MOTIVAÇÕES EXÓGENAS DE DELITO
Ainda que seja certo que a causa inicial das infrações morais e legais encontra-se na própria natureza humana, a organização social introduz algumas motivações que Mira y Lopez chama de motivações exógenas, isto é, alheias ao ser individual e atuando sobre ele. Essas motivações são responsáveis, segundo as épocas e lugares, pela mudança do tipo e da gravidade dos atos enquadrados como delitos nos Códigos jurídicos, como honra, altruísmo, opinião pública, clamor público, que influenciam a conduta do indivíduo. 
MOTIVAÇÕES ENDÓGENAS DE DELITO
São fatores que nascem com a pessoa (fatores congênitos). As relações emocionais primárias, como medo, ira, atração amorosa de posse, etc, pode tornar ineficaz a tarefa inibidora de repressão social, e levar muitos indivíduos, periodicamente, à delinquência, como delitos contra integridade física ou contra objetos.

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