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TCC BALANÇO SOCIAL - PÓS CONTROLADORIA E FINANÇAS SENAC

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postura de observar o quanto a ação produtiva das empresas podem estar influenciando positiva ou negativamente o convívio social, já que está se tornando mais consciente sobre seus direitos e deveres, o que evidencia uma posição de exigência da responsabilidade das empresas sobre seus atos. Cada vez mais os consumidores vêm dando preferência por produtos que estejam vinculados a qualquer tipo de causa social.
Percebe-se que há uma defesa ferrenha pela liberdade na publicação do Balanço Social ao se consultar 250 empresas, que já tem o hábito de publicar relatórios e Balanços Sociais no Brasil, consideraram que é muito salutar a sua manutenção na forma voluntária (REVISTA EXAME, Edição 754, 2001, p.8). 
O importante é que o número de empresas que se preocupa em assumir sua parcela de responsabilidade social vem crescendo, e o próprio mercado globalizado vem contribuindo de forma enfática para esses números cresçam ainda mais, já que o Balanço Social tornou-se um fator diferencial entre as Empresas, que influi muito no processo da competitividade. 
Inúmeras pesquisas mercadológicas apontam que houve uma mudança significativa no comportamento dos consumidores, que buscam adquirir produtos e serviços de qualidade, preço adequado e aliam a esses fatores uma análise das políticas e das atitudes praticadas pelas entidades em relação aos benefícios apresentados à comunidade e ao meio ambiente. 
Na Região Sul do Brasil já se atinge a taxa de 26% dos consumidores deixam de adquirir produtos, por entenderem que as empresas não tinham nenhum comprometimento com as questões sociais e ambientais.
A responsabilidade social já faz parte da realidade do mundo empresarial, e vem evoluindo devido à alteração no perfil de comportamento do consumidor, provocando variações nas atitudes das empresas.
Isto é evidenciado pelo resultado apresentado de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Estatística Anual (2000), em amostra contendo 444.802 empresas, localizadas na região Sudeste do Brasil, quase 300.000 já realizam alguma ação social, nos últimos anos. Destes cerca de 22% efetuam atendimentos somente à comunidade; 45% fazem simultaneamente à comunidade e aos empregados; 17% dispõem de atendimento somente aos empregados, e apenas 16% não realizam nenhuma ação social. 
Assim valoriza-se mais no poder de persuasão e na conscientização junto ao empresariado do que na imposição de uma legislação que obriga as empresas a uma prática de cidadania, o que fere o princípio fundamental que regula as relações sociais: o espírito liberal, tão importante para o sucesso desse relacionamento.
Agindo de forma impositiva pode-se correr o risco da geração de atitudes mais resistentes à adesão. Pois esta atitude elimina o significado de iniciativas, até hoje demonstrando ser concretas, garantindo uma ampla informação da política social de cada entidade. 
É importante destacar outro aspecto, no qual se considera irrelevante a obrigatoriedade do Balanço Social, que é justamente atingir o empresariado que já convive com uma carga tributária exorbitante em um país que clama por uma Reforma Tributária urgente.
O impacto negativo da elaboração de uma lei que obrigue a prática da “responsabilidade social”, somente serviria para incorporar novos gastos as empresas, e passa a não ser bem aceita por parte do empresariado, que já é obrigado pelo governo a recolher impostos para ações supostamente sociais, que em uma visão geral é obrigação do poder público, já que é sustentado para atuar neste sentido.
A posição do governo deveria, em primeiro lugar, estimular as empresas estatais a publicarem seu Balanço Social, até como forma de incentivo e exemplo para a iniciativa privada, porém isto não vem ocorrendo de forma disseminada, há algumas empresas públicas que o fazem, mas com intuito claramente eleitoral. 
O Governo, antes de impor mais uma obrigação ao empresariado deve cumprir seu papel de forma ilibada e competente, que é justamente o que não vem sendo realizado nos últimos anos, principalmente por um Governo surgido das bases populares deste país e que não consegue implantar nenhum tipo de ação que garanta uma revitalização da economia brasileira.
O Balanço Social é importante e se faz necessário para divulgar o respeito que a empresa tem como a sociedade, que a sustenta, mas a obrigatoriedade não seria um elemento que conduz a uma melhora nas condições atualmente praticadas em nome da responsabilidade social das empresas.
É importante que se concorde com a maioria que se levanta a favor da publicação do Balanço Social de forma voluntária, já que a realidade brasileira, atual, vem demonstrando que a quantidade de empresas que realizam a publicação do Balanço Social juntamente com as demais demonstrações contábeis vem crescendo. Pois se crê que o tema Balanço Social/ Responsabilidade Social, já saiu da esfera da discussão e faz parte do dia a dia de muitas empresas e, portanto, deve ser ainda foco para uma melhoria das ações sociais.
4 RESPOSANBILIDADE SOCIAL E AMBIENTAL 
Ao assumir a responsabilidade social e ambiental, a empresa se posiciona de maneira a apresentar em contas específicas, mesmo se reconhecendo que existe uma expectativa dos clientes, fornecedores, colaboradores, gestores e outras entidades, que representam um grande desafio, já que deve atuar de forma responsável em seus relacionamentos internos e externos. 
A nova consciência dos indivíduos, agindo como cidadãos e conhecedores de seus direitos e deveres perante a sociedade, vêm exigindo das empresas uma atitude ética, visando apresentar uma imagem institucional perante o mercado, demonstrando de qual maneira atua de forma ecologicamente correta.
Como desdobramento destas situações exigidas pela nova composição do mercado e clientes, os gestores devem alterar seu comportamento perante todos os interessados internos, principalmente no que refere se a dar um tratamento igualitário e justo, garantindo que os colaboradores passem a ser ouvidos, garantindo sua participação no processo decisório, quando envolverem o bem estar coletivo, tais como, local e instrumentos de trabalho apropriados ao desempenho de suas funções e a possibilidade de trabalharem em equipe. 
A responsabilidade social e ambiental pode ser resumida no conceito de efetividade, como alcance de objetivos do desenvolvimento econômico-social. Portanto, uma organização é efetiva quando mantém uma postura socialmente responsável. A efetividade está relacionada à satisfação da sociedade, ao atendimento de seus requisitos sociais, econômicos e culturais (Tachizawa, 2002,p.73).
Não há duvidas que atuando de forma inovadora no âmbito organizacional, se consegue atingir vantagens competitivas, se não, pelo menos conseguirá reduzir custos, garantindo um aumento no lucro, a médio e longo prazo. 
Tachizawa (2002) citou o exemplo da empresa 3M, que promoveu o acumulo de 270 mil toneladas de poluentes na atmosfera e 30 mil toneladas de efluentes nos rios que passou a não despejar desde 1975, com isto conseguiu uma economia de cerca US$810 milhões combatendo a poluição nos 60 países onde atua. 
McIntosh et al. (2001, p.12) evidencia um novo modelo de cidadania que age de maneira corporativa e representando uma quebra dos paradigmas, e evidencia uma evolução dentro da empresa, isto significando que é importante que a inclusão das preocupações sociais e ambientais no centro de suas estratégias corporativas.
Este mesmo autor salienta ainda que não importa o ramo no qual a empresa atua, pois toda e qualquer organização tem de assumir sua parcela de responsabilidade social, e assim se postularem como empresa cidadã.
Deve-se destacar ainda que a responsabilidade cresce de forma diretamente proporcional em que os negócios aumentam de volume. Dentre os pontos que foram responsáveis pelo aumento na consciência pública da cidadania corporativa destacam-se: a ganância dos executivos, a corrupção e fraude, a degradação ambiental, os abusos dos direitos humanos, o comércio justo, o empowerment e a segurança

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