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ATIVIDADE DE HEMATOLOGIA CLINICA LISTA 1 E 2

Lista de exercícios de Hematologia Clínica (Farmácia) com questões e respostas sobre elementos figurados e funções, hematopoese, interpretação de hemogramas clínicos (anemias por ferro e parasitose), avaliação plaquetária, coloração de reticulócitos e fases/erros do hemograma.

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FACICA
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DE CAMPOS GERAIS
Credenciada pela Portaria n° 1.746, de 22/12/2009, publicada no DOU nº 246, seção 1,
p. 100 e 101 do dia 24/12/2009, de unificação das mantidas INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS GERAIS – ISEC credenciada pela Portaria nº 2506, de
19/08/2004 e publicada no DOU seção 1, folha 14, do dia 20/08/2004 e FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DE CAMPOS GERAIS – FACICA credenciada pela Portaria nº 697, de 18/03/2004, publicada no DOU seção 1, folha 7, no dia 19/03/2004.
Recredenciamento pela Portaria MEC 714, publicada no DOU dia 14/07/2015.
FARMÁCIA
Autorizado pela Portaria nº 132, de 29/01/2009, publicada no DOU nº 21, seção 1, folha 43, do dia 30/01/2009. Reconhecido pela Portaria DIREG/MEC nº 429, de 29/07/2014, publicada no DOU de 31/07/2014.
ESTUDO DIRIGIDO HEMATOLOGIA CLÍNICA
Profa Mª Lismari Pereira da Silva
Lista número 1
1) Quais são os elementos figurados e suas respectivas funções?
Os elementos figurados do sangue são:
Glóbulos vermelhos ( hemácias) Atuam no transporte, principalmente, de oxigênio.
Glóbulos brancos: (leucócitos) sua função principal defender nosso organismo.
Plaquetas: sua função é garantir a coagulação do sangue e também ajudar na reparação de danos nos vasos sanguíneos.
2) O que é hematopoese?
A hematopoese, também conhecida como hemocitopoese ou hematopoiese é o processo de renovação celular do sangue por meio de processos mitóticos, pois estas células possuem vida muito curta.
3) M.G.S,68 anos,aposentada. Ao realizar exame de rotina apresentou os seguintes valores no eritrograma:
	Eritrócitos
	3,50 milhões/mm3
	3,80 a 5,80M/ mm3
	Hemoglobina
	10,4g/dL
	12,0 a 16,0 g/dL
	Hematócrito
	41,2%
	36 a 46 %
	V. C. M
	70,0fl
	80 a 100 fL
	H. C. M
	21,6pg
	26 a 32 pg
	C. H. C. M
	32,1g/dl
	31-37 g/Dl
	RDW
	13,4%
	11,0 a 14,6%
De acordo com os resultados, nomeie e as alterações e a possível patologia da paciente.
Resposta:
De acordo com os resultados e alterações, a paciente apresenta quadro de anemia ferropriva, microcítica e hipocrômica, visto que há redução nas hemoglobinas e hemacias, heamtocrito noraml mas podendo ser eventual desidratação também que deverá ser melhor analisado.
4) J.A.L,22 anos. Diagnosticado com parasitose e anemia hipocrômica e microcítica. De acordo com o modelo da questão anterior, monte o hemograma do paciente
	HEMOGRAMA
	DADOS OBTIDOS
	VALOR DE REFERÊNCIA Adultos
	ERITRÓCITOS
	3,25
	4,5 a 5,9 milhões /mm
	HEMOGLOBINA
	10,8 g/dL
	13,5 a 17,5 g/dl
	HEMATÓCRITO
	30%
	37 a 55 %
	V.C.M
	70 fl
	60 a 77 fl
	H.C.M.
	23
	77 a 95
	C.H.C.M.
	33
	31 a 36 g/dl
	RDW
	13
	11,5 a 15%
	EOSINÓFILOS
	596
	0 a 500/ µL
As alterações neste hemograma pode – se notar que a anemia pode estar sendo causada pelo parasita visto que o mesmo diminui a quantidade de ferro no organismo. Acarretando na sua redução. O aumento de eosinófilos é indicativo de parasitose.
5) Os pacientes podem apresentar defeitos de hemostasia quando as plaquetas encontram-se em número reduzido ou com função deficitária. Sobre os exames laboratoriais utilizados para avaliação da função plaquetária, é correto afirmar:
a) A maneira mais rápida, simples e precisa de avaliar o número de plaquetas consiste no exame do esfregaço sanguíneo.
b) Os contadores automatizados de células não são capazes de quantificar diretamente o número das plaquetas.
c) Para realizar o método manual de contagem plaquetária, utiliza-se uma amostra diluída 1:1000 em fosfato de cálcio.
d) O tempo de sangramento e a retenção das plaquetas são métodos que quantificam as plaquetas.
e) O sangue deve ser obtido rapidamente, por meio de venopunção estéril e não traumática, e deve ser homogeneizado rápida e adequadamente com o anticoagulante.
6) Os reticulócitos ocupam uma posição intermediária entre os eritroblastos da medula óssea e os eritrócitos maduros. A contagem de reticulócitos pode ser feita através da coloração:
a) Wright.
b) Giemsa.
c) Gram.
d) Azul de Cresil.
e) Solução salina.
Descreva detalhadamente as fases do hemograma e os possíveis erros/interferentes, ao final descreva o procedimento p/ se evitar os interferentes.
Fases do hemograma:
As fases do hemograma são divididas em três, sendo elas:
Pré-analítica: 
Nela é realizado o cadastro do paciente e sua identificação.
A coleta do material e sua identificação, transporte e armazenamento. 
Analítica:
A fase analítica é onde se dá início ao preparo e a análise do material , sendo, confecção, coloração e análise.
Pós-analítica:
Nesta fase é estabelecido o cálculo dos resultados, emissão dos laudos, sua transmissão e arquivamento dos resultados.
Possiveis erros interferentes:
ERROS DA FASE PRÉ – ANALITICA
A maior parte dos erros ocorre na fase pré –analítica.
Os principais erros/ interferentes nesta fase acontecem:
 1) no momento da avaliação do paciente,
2) na entrada do pedido de teste,
3) na identificação do paciente,
4) na coleta da amostra,
5) no transporte da amostra ou
6) no recebimento da amostra no laboratório.
Um estudo (Bonini et al.) descobriu que erros pré-analíticos predominaram no laboratório, variando de 31,6% a 75% do total de erros. Boa parte destes erros estão relacionados à hemólise da amostra e volume insuficiente para a realização precisa dos testes.
ERROS DA FASE ANALÍTICA:
Nesta fase podemos citar como erros/ interferentes os erros ocorridos por equipamentos por se tratar de uma fase com grande número de equipamento, perda da amostra, troca de amostra entre pacientes, contaminação, falhas não detectadas no controle de qualidade
ERROS NA FASE PÓS ANALITICA:
 Identificação errada do paciente;
Transcrição de dados incorreta;
Resultado ilegível;
Unidades erradas;
Não identificação de substâncias interferentes;
Especificidade, sensibilidade e precisão do teste não adequada;
Erros na interpretação dos resultados.
Procedimento para evitar os interferentes:
As principais medidas para se prevenir erros pré-analíticos são as seguintes: 
1. Desenvolver procedimentos escritos claros para as etapas críticas que devem ser seguidas: identificar um paciente, coletar e rotular a amostra, transportar o espécime e prepará-lo para análise. 
2. Desdobrar as Políticas organizacionais junto ao Laboratório, especialmente as Políticas de Identificação do Paciente e Gestão da Qualidade.
3. Melhorar a formação dos profissionais de saúde, treinando todos os envolvidos no processo de solicitação, coleta e recebimento das amostras. As competências devem ser avaliadas anualmente, no mínimo.
4. Disponibilizar o Manual de Orientações de Coleta de Amostras Laboratoriais em todas as áreas e unidades (cirúrgicas, ambulatoriais ou de internação) que realizam coletas. Assegure o preparo adequado do paciente e a identificação de informações importantes que podem impactar no diagnóstico correto: medicamento em uso, data da última menstruação, problemas metabólicos, etc.
5. Automatizar etapas do processo, sempre que possível. Solicitações computarizadas simplificam a ordenação de teste e eliminam a etapa crítica de se transcrever os pedidos. Os códigos de barras ajudam no rastreamento da amostra. 
6. Monitorar indicadores de qualidade. O principal indicador, neste caso, é o de % de recoletas, que seve ser analisado continuamente de forma a se identificar: quais áreas ou tipos de exames estão tendo maior incidência deste problema e identificar as causas para prover melhorias. Se uma nova amostra não puder ser obtida, é responsabilidade do especialista do laboratório comunicar o problema ao médico responsável pelo paciente. 
7. Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde e promover a cooperação entre as áreas assistenciais e de diagnóstico.
8. Notificar, identificar causas e definir planos de melhoria para os eventos adversos relacionados a erros laboratoriais.
9. Prestar especial atenção para os casos de contaminação de amostras, especialmente culturas. Envolver o Serviço de Controle de Infecção da organização nas ações de melhoria.
CONTROLE NOS ERROS PÓS ANALITICOS:
1. Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde e promover a cooperação entre as áreas assistenciais e de diagnóstico.
2. Contar com equipe de profissionais altamente treinados para evitar erro na transmissão de dados dos resultados obtidos.
3. Seguir um padrão para que erros sejam evitados
CONTROLE NOS ERROS PÓS ANALITICOS :
Variáveis que influenciam a fase analítica
Todos esses itens relacionados necessitam estar funcionando corretamente para que não haja erros na fase analítica, são eles:
Equipamentos, reagentes, interferentes, calibração e manutenção de equipamentos e qualidade da água (grau de pureza), temperatura ambiente, materiais de controle e calibradores, estabilidade da amostra.
Alguns aspectos são relevantes para um desempenho adequado
Condições de coleta, material biológico a ser analisado, intervalo analítico, limite de detecção, linearidade, exatidão, precisão, especificidade, objetivos analíticos, análise de interferentes, nível de desempenho desejado, mecanismos de controle interno e externo, valores críticos, mecanismos de contingência e carga de trabalho. 
Atividades Hematologia Clínica Prof. Mª Lismari Pereira da Silva
Lista 2
ATENÇÃO: Vocês serão avisados da data para postagem. Receberão um e- mail avisando da data de abertura e do prazo limite para postagem no portal. Cada atividade vale meio ponto(0,5 ponto), podendo esse valor ser alterado(pode adquirir maior valor).Façam antes, pois após aberto no portal será um tempo curto. Bons estudos!
Estudem, me enviem as dúvidas via e-mail, e já deixem as atividades prontas.
1) Escolha três fatores que podem ocasionar erro na fase pré-analítica do leucograma e explique cada um.
· Tempo de jejum: o paciente deve seguir a risca o tempo de jejum solicitado para a realização do exame, afim de garantir resultado correto do mesmo.
· Coleta errônea: a coleta feita de maneira errada pode gerar erros no resultado do exame a ser analisado. O garroteamento prolongado é um clássico exemplo de erro nessa fase.
· Uso de tubos divergente: o uso de tubo errado causa erro nos resultados do exames, podendo haver coleta em tubo sem reagente o que acarretaria em erros futuros ou ate mesmo solicitação de nova coleta. 
2) Quais são as alterações quantitativas que podem ocorrer no leucograma?
As alterações quantitativas que podem ocorrer no leucograma, podendo ter aumento ou diminuição deles, são : Neutrofilia e Neutropenia; Eosinofilia e Eosinopenia; Monocitose; Basofilia; Linfocitose; Linfopenia.
3) A partir do estudo do leucograma e das alterações quantitativas, escolha uma patologia e monte um caso clínico. A partir da escolha da patologia, por exemplo: mononucleose infecciosa, monte um caso clínico simples com os sintomas e as alterações no leucograma do paciente. Consulte o material disponibilizado, pesquise artigos confiáveis e escreva um caso simples de uma doença de sua preferência.
4) Paciente P.C.J. 33 anos, queixando – se de stress, dores intensas, stress constante com surtos emocionais, dores no peito.
Ao solicitar LEUCOGRAMA apresentou: 
	Leucograma total V. absoluto V. relativo
	Basófilos raro raro
	Eosinófilos 0 0
	Neutrófilos 1 3%
	Bastonetes 0 0%
	Segmentados 2000 28%
	Linfócitos 500mm 30%
	Monócitos 0 0
 De acordo com os resultados obtidos no Leucograma, houve um aumento pequeno de neutrófilos e baixa na porcentagem de células de defesa (eosinopenia) O quadro é indicativo de estress excessivo, fazendo-se necessário a solicitação de exames específicos para diagnóstico de alguma doença auto imune por apresentar também um quadro de stress bem elevado, acompanhado de dores o que provavelmente deixou paciente com alterações em seu emocional.

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