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PARECER EMENTA : Inconstitucionalidade, Competência Constitucional, Vício de inconstitucionalidade, Leis municipais, Jurisprudência. INTRODUÇÃO “Determinada Associação de comerciantes impugnou judicialmente duas leis municipais sob o fundamento de vício de inconstitucionalidade relativo à matéria de competência constitucional, conforme a seguir apresentado: 1) A primeira lei municipal estabeleceu a proibição de cobrança de estacionamento em shoppings da cidade. 2) A segunda lei municipal estabeleceu horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais. A partir das regras constitucionais e jurisprudenciais sobre a matéria, analise o caso e emita parecer sobre a constitucionalidade e/ou inconstitucionalidade das referidas leis municipais” FUNDAMENTO Sobre o primeiro caso, de leis municipais estabelecerem cobrança estacionamento em shoppings da cidade, podemos concluir que é inconstitucional, pois o tema não cabe ao município e sim privativamente a união, já que é referente a um estacionamento privado que é tema do direito civil e como está presente no art. 22, inciso I compete privativamente à união “direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;”. Sobre esse tema o STF, a PET 8220 que teve como relator o Ministro Ricardo Lewandowski, que suspendeu a lei municipal de São Luiz (MA), que proibia todos os estacionamentos privado do município a cobrarem pelos 30 minutos iniciais, porém, como não cabe ao município essa lei municipal foi estabelecida com inconstitucional. Sobre o segundo caso, que leis municipais estabelecem horário para funcionamento do estabelecimento comerciais, podemos concluir que é constitucional, já que segundo a súmula vinculante 38-STF, aprovada pelo plenário do STF no dia 11 de março de 2015 é competente ao município fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial, pois tem relação com o interesse local que é de interesse do município. CONCLUSÃO Portanto, diante da impugnação da Associação dos Comerciantes diante do primeiro caso, fica resolvido que é inconstitucional, já que não é um tema referente ao município, e sim privativamente da união então o municipio nao pode se envolver nesse tema. Diante do segundo caso, pode dizer que a lei será inconstitucional pois existe uma Súmula Vinculante (38) que permite ao município ministrar sobre esse tema já que é referente ao interesse local. Salvador 31 de abril de 2020 Juliana Freitas de Carvalho