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Nome: Jhonatan Leonardo Dias Pinto Lopes Matrícula: 19116080045 Polo: Niterói AD2 – 2019/02 DISCIPLINA: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Coordenação: Profª Dr.ª Amália Dias Caro (a) aluno (a): Essa é a sua Segunda Avaliação a Distância – AD2. Leia atentamente as instruções de cada questão abaixo, que definem as etapas de realização das atividades propostas. Questão 1 (5,0 pontos) A partir do vídeo sobre o educador Anísio Teixeira (que está disponível no módulo da Aula 09) escreva um texto de 10 a 15 linhas sobre o conteúdo do vídeo. Apresente em seu texto uma relação entre a trajetória intelectual e profissional deste educador e a história da defesa da escola pública gratuita no Brasil. R: Anísio Teixeira é um educador que não era de formação, sabia que o único modo de mudar um país é através da educação. Ele defendia as escolas públicas, laicas e para todos. Nasceu no sertão da Bahia, sua educação foi basicamente em colégios católicos Jesuíta, que o despertou para a religiosidade, mas a mando de seus pais o mesmo estudou Direito. Foi a partir daí que o mesmo começou a se distanciar do ensino católico ensinado quando era menor. Com as guerras desses períodos ele foi acusado como comunista por duas vezes, por causa de seus pensamentos divergentes sem uma relação à educação. Anísio foi secretário de Educação da Bahia e implantou em uma escola modelo para todo o mundo, a Escola Parque, um ensino integral, sem nenhum tipo de interferência da igreja e mais voltada para a população mais carente. Anísio sempre defendeu uma educação pública, desde a formação dos professores, com a criação do Instituto de Educação no Rio de Janeiro, até a construção da Universidade de Brasília, o que ele foi responsável pela criação pedagógica da instituição. Mesmo após a sua morte seus pensamentos continuam muito atuais para a Educação Brasileira, servindo ainda como exemplo em escolas públicas no Brasil. Questão 2 (5,0 pontos) A partir do vídeo sobre o educador Florestan Fernandes (que está disponível no módulo da Aula 11), escreva um texto de 10 a 15 linhas sobre o conteúdo do vídeo. Apresente em seu texto uma relação entre a trajetória intelectual e profissional deste educador e a história da defesa da escola pública gratuita no Brasil. R: Florestan Fernandes foi um dos sociólogos mais importantes do nosso país. Nascido em São Paulo, filho e uma lavadeira analfabeta, começa sua vida com bastante dificuldades, tendo que logo criança largar os estudos para poder trabalhar. Apesar da vida dura que levava Florestan virou um UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO leitor, mas não um simples leitor, um maravilhoso leitor. Em um de seus empregos, ele foi descoberto por intelectuais. Depois que os servia, se escondia atrás do balcão para ler, um dele acabou vendo ele e começou a incentiva-lo a estudar e entrar em uma faculdade, na mesma época surge o que é hoje a Universidade de São Paulo (USP), que traz consigo professores Americanos e Europeus e obriga Florestan aprender muitos idiomas. Em 1945 se tornou professor da USP, aonde fez sua licenciatura e mestrado. Em 1949 começou seu envolvimento com a política, mas devido a situação política da época resolve continuar somente como professor. Assumiu a cadeira de mestre da USP e transformou a sociologia em uma profissão. Escreveu diversas obras, sempre com a visão dos excluídos, os negros eram seus principais personagens de estudo. Com a ditadura, a sua vida de professor mudou completamente, e por não cooperar com a polícia foi levado preso. Em 1968 com a promulgação do ato institucional 5, os professores da USP têm a aposentadoria forçada pelo Estado e Florestan sai do país e recebe convites para lecionar nos EUA e Canadá. Passou 3 anos longe e quando voltou foi acolhido pela PUC-SP. Na década de 70, recebeu uma transfusão de sangue contaminada com hepatite. Mesmo doente ele resolve se candidatar a deputado federal e se envolveu com o PT, se elegendo por mais de 2 mandatos consecutivos, lutando sempre pela população mais pobre e necessitada, negros e as escolas públicas. Apesar de todo respeito que seus colegas tinham por ser quem ele é, já os congressistas não o respeitavam como uma imagem política. Florestan deixou a câmara em 1995 com sua saúde bastante debilitada, tendo um transplante de fígado como única salvação de vida, que infelizmente não deu certo e o mesmo veio a falecer no mesmo ano.