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ESTRUTURAS E ROTINAS DE FUNCIONAMENTO Prof. Vera Lúcia Guimarães ESTRUTURA A farmácia de manipulação deve ser dividida em pelo menos 3 departamentos ou diretorias, interligados porém específicos entre si: Departamento Administrativa Departamento Comercial Departamento Técnico 2 DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Engloba decisões de caráter administrativo e financeiro da empresa. Sua responsabilidade é zelar pelo bom funcionamento das partes e do todo da empresa, fornecendo bases para o bom andamento de todos os processos internos e externos característicos da atividade comercial implicada. 3 DEPARTAMENTO ADMINISTRATIVO Possui interface tanto com o Departamento Técnico quanto com o Comercial no que diz respeito à contratação de mão-de-obra, aquisição de insumos e equipamentos 4 DEPARTAMENTO COMERCIAL As funções deste departamento referem-se ao contato direto com os clientes, tanto a classe médica, quanto aos pacientes. Este departamento têm ligação com o departamento Administrativo (contratação de mão de obra, aquisição de insumos, rotinas de funcionamento) e, com o departamento Técnico (atendimento direto ao cliente). 5 DEPARTAMENTO TÉCNICO Neste departamento se dá a efetivação do contrato estabelecido com o cliente, feito pelo departamento Comercial e garantido pelo departamento Administrativo – a manipulação da prescrição médica ao paciente. 6 DEPARTAMENTO TÉCNICO Basicamente neste departamento temos: Diretor ou gerente técnico: requer conhecimentos técnicos, científicos, de rotina inerentes à função. É aconselhável graduação na área farmacêutica. Setor de manipulação de sólidos, semi-sólidos e líquidos 7 ROTINAS DE FUNCIONAMENTO – FLUXOGRAMA OPERACIONAL Receita (cliente) Recepção Orçamento Encomenda (aprovação do orçamento Farmacêutico Laboratório Líquidos e semi Laboratórios sólidos Pesagem Homogeneização Encapsulação Conferência - CQ Recepção / Cliente 8 FLUXOGRAMA OPERACIONAL Recebimento da receita / recepcionista: o cliente/paciente virá até a farmácia trazendo a receita médica para manipulação, será orientado pela recepcionista para aguardar o orçamento; Orçamento / cálculo do preço: será efetuado o orçamento da fórmula e repassado para o cliente para sua aprovação; 9 FLUXOGRAMA OPERACIONAL Encomenda da fórmula: uma vez que o cliente concorde com o orçamento e autorize o aviamento da receita, deverá preencher a requisição com os dados do cliente; Confecção dos rótulos e fichas de manipulação: o rótulo deverá conter nome paciente, fórmula, nome do médico, data fabricação e validade, modo de usar; 10 FLUXOGRAMA OPERACIONAL Conferência prévia e autorização para manipulação: o farmacêutico analisa a prescrição, observando se a mesma encontra-se dentro dos parâmetros normais (dosagem, interação farmacológica), caso haja alguma objeção para o aviamento da receita, o farmacêutico deverá entrar em contato com o médico relatando a situação e sugerindo as mudanças; 11 FLUXOGRAMA OPERACIONAL Manipulação das fórmulas: envio da receita para os laboratórios de sólidos (cápsulas, pós, envelopes ou sachês) e líquidos e semi-sólidos (soluções, suspensões, emulsões). Conferência das formulações – CQ do produto final: conferir os rótulos, peso ou volume final, características organolépticas, pH, viscosidade, estabilidade, quantidade de cápsulas ou sachês, peso médio. 12 FLUXOGRAMA OPERACIONAL Entrega da fórmula ao cliente: modo de usar das fórmulas, fórmula desdobrada. O ato da entrega do medicamento ao cliente é de grande responsabilidade e que a saúde e a satisfação do cliente depende de quem entrega o medicamento. 13 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Balanças Verificar limpeza do prato, nível e só então zerar a balança Escolher a balança mais adequada à massa a ser pesada Verificar o rótulo da substância antes da pesagem e após Usar sempre a espátula Vidrarias Verificar limpeza, rachaduras Escolher sempre o material de menor tamanho que contenha o volume a ser tomado ou medido 14 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Balança analítica Tem 4 ou 5 casas após a vírgula Alta sensibilidade (0,05 a 0,005 mg) Pesagens de pequenas massas de fármacos Abaixo de 100 mg Controle de peso de cápsulas -CQ 15 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Balança digital de precisão (semi-analítica) Pode ter 2 ou 3 casas após a vírgula Tem sensibilidade entre 0,05 a 0,01 g Carga mínima e carga máxima 16 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Almofariz e gral Almofariz é utilizado nos processos de pulverização, trituração e mistura de drogas vegetais, sais e outros pós de grande volume. Podem ser de ferro, bronze, mármore ou porcelana (de massa) Os menores são denominados de gral 17 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Gral de vidro É usado quando temos que trabalhar com substâncias coloridas, corrosivas ou com forte odor o que pode contaminar o gral de porcelana. Não deve ser aquecido ou usado com material quente 18 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Gral de porcelana É usado quando não há substâncias coloridas, corrosivas ou com forte odor Quando é necessário aquecimento, como no preparo de emulsões O aquecimento nunca é sobre a chama mas com pequeno volume de álcool (2 mL) aceso com fósforo. 19 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Béquer Utilizado para dissolução ou preparo de soluções à quente, devendo ser protegido do fogo direto pelo uso de tela de amianto ou aquecimento em banho-maria Não deve ser empregado para medidas de volumes. Deve ser evitado o uso de bastão de vidro, contra as paredes e o fundo do béquer . Dissoluções a frio deverão ser feitas no copo graduado ou cálice 20 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Copo graduado ou cálice Utilizado nas medidas não rigorosas de volumes de líquidos, na preparação de formulações líquidas com dissolução a frio e auxílio de bastão de vidro Tem forma cônica e o fundo arredondado de vidro espesso que é apropriado para receber choques do bastão de vidro. 21 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Cápsula de porcelana Empregada para a fusão de materiais sólidos e ceras Apresenta paredes finas que não resistem ao atrito, não devendo ser utilizada na preparação de fórmulas farmacêuticas Não confundir com gral 22 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Espátulas Lâmina de aço inox e cabo de madeira: usada nas pesagens, cortar papel, abrir frascos. As maiores para espatulação no preparo de cremes ou pomadas. De plástico ou de osso: usada para pesagem de iodo e outro materiais oxidantes ou corrosivos Espátulas de silicone: para envase de cremes ou pomadas 23 Materiais usados no Laboratório de Farmacotécnica Provetas Usadas nas medidas de volumes Capacidade de 10 a 2000 mL ou mais São mais exatas que os copos graduados e menos que as pipetas As de menor capacidade são graduadas em 0,1 mL, espaçando-se a graduação à medida que sua capacidade aumenta 24 Limpeza e higiene São itens de limpeza e higiene: Avental Touca e máscara (também luvas) Limpeza da bancada ANTES de iniciar o trabalho com álcool 70% e DEPOIS para retirar resíduos Lavagem das mãos Lavagem da vidraria (antes e após o uso) Cuidados com as balanças (resíduos) 25