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FACULDADE UNINASSAU CURSO DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA DISCIPLINA Endodontia laboratorial Atividade avaliativa: Casos clínicos ALUNO Flavio Henrique da silva MATRÍCULA 06043892 DISCIPLINA Endodontia laboratorial DATA DA ATIVIDADE PROFESSOR Reinaldo Dias da Silva Neto TIPO DE ATIVIDADE Resolução de Caso clínico TURMA 5NA CÓDIGO DA TURMA NOTA ATENÇÃO: Só será considerada a nota completa para quem responder de forma detalhada. A Atividade deverá ser feita de forma individual, cabendo os alunos preencherem os seus dados pessoais no cabeçalho acima e responder o caso clínico nesta folha e enviar para o e-mail do Prof. Reinaldo até dia 20/04/2020 para obter a sua nota. Valor da atividade 3,0 pontos. Observação: os alunos que entregarem fora do prazo NÃO obterão a nota integral da atividade. 1) Apresentação do caso e resumo: O tratamento endodôntico consiste no tratamento de remoção da polpa, o caso apresentado foi visto que o paciente apresentava uma necropulpectomia que é um quadro irreversível de necrose pulpar, onde o plano de tratamento consistia em remoção da polpa, obturação e restauração, para chegar a esse tipo de tratamento é necessário um diagnóstico prévio que é feito com: exame clinico e radiográfico. Isolamento absoluto: O primeiro passo para iniciar o tratamento endodôntico é realizar o isolamento absoluto que diferente ao que se faz em dentística, só será isolado o dente que se fará o procedimento. O isolamento visa proteção para o paciente: não aspirar materiais, diminui o risco de lesionar o paciente. Os materiais para o isolamento são os mesmo, só tendo diferença no arco utilizado. Cirurgia de acesso: A cirurgia de acesso visa realizar o preparo cavitário para acesso a câmara pulpar. Esse acesso cirúrgico é feito com a caneta de alta rotação e utilização de brocas e pontas diamantadas. Esse acesso ocorre na face palatina do incisivo, sendo perpendicular ao longo eixo do dente. Materiais necessários para preparo cavitário: · Caneta de alta rotação; · Brocas; · Pontas diamantadas; · Colher de dentina; Essa abertura coronária irá dar uma visão para os canais radiculares, além disso essa abertura deve seguir os princípios: · P.E: próximo ao cíngulo. · D.T: perpendicular a face palatina, tendendo a ficar paralela ao longo eixo do dente. · F.C: triangular com a base voltada para incisal. Durante o procedimento do acesso cavitário, para que o profissional consiga identificar que já está canal, ele sentirá a sensação que chegou em um vazio com a caneta de alta rotação. O acesso ocorre primeiramente com a ponta diamantada (1012/1014) para remoção de esmalte deve se ir até atingir a dentina, após isso deve começar com a broca (3082/2082/endo z) para a remoção de dentina. Em dentes unirradiculares, basta remover o teto e o cotovelo na altura do cíngulo para que o canal seja penetrado pelo instrumento. A colher de dentina irá auxiliar para a remoção de dentina amolecida. Nesse passo deve ser removido o tecido cariado que esteja presente, para que já seja definido o tipo de tratamento restaurador mais indicado. Odontometria: A odontometria visa determina o comprimento do dente, para que com assim possamos realizar o tratamento endodôntico da melhor forma, evitando assim retratamento endodôntico. Os valores utilizados foram retirados dos tamanho médio: 1) Iremos determina o comprimento aparente do dente É determinado através da radiografia, o profissional mede na radiografia com a régua milimétrica da borda incisal ao ápice do dente. 22,8. 2) Após determinar o comprimento de trabalho provisório. O comprimento é determinado pelo comprimento aparente do dente – 3: CTP = 22,8 – 3 = CTP = 19,8 3) Transfere a medida para a lima e insere no canal. 4) Realiza novo Rx. 5) Determina a distância D que nada é mais que a distância da lima até o ápice: No caso apresentado foi de 2mm 6) Iremos determina o comprimento real do dente: CRD = CTP + D 19,8 + 2 = 21,8. 7) Por fim iremos determina o comprimento real de trabalho: Paciente apresentando necropulpectomia: CRT = CRD – 1mm 21,8 – 1mm = 20,8. Instrumentação: PQM (Preparo químico e mecânico): O tratamento químico e mecânico consiste basicamente na retirada da polpa e desinfecção dos canais radiculares: Após ter feito todo acesso e todos os cálculos com a odontometria, deve se utilizar o extirpador de nervos para a remoção do fragmento caso não tenha aceso a esse extirpador deve se fazer o procedimento com as limas, o profissional deve utilizar a serie lima que mais se adequa ao dente, No caso apresentado nos iremos utilizar as limas de 1ª série do tipo k que são as do (15,20,25,30,35 e 40). O movimento deve ocorre deve ser contra as paredes do canal radicular e deve ser cerca de ½ volta no sentido horário, realizar também o sentido anti-horário. A exploração do canal deve ser feita com a sonda nº 47. A rotação deve ser de uma de a duas voltas a direita sobre seu eixo e tração em sentido a coroa dentaria. A odontometria é de extrema importância nessa etapa do procedimento pois caso não tenha sido feita corretamente, você poderá invadir o tecido onde desencadeará uma dor intensa e irritação do tecido, ou até mesmo pode ocorre ao contrario o instrumento não ir até o local esperado sobrando um espaço com polpa, com isso o paciente precisar de um retratamento endodôntico. Desinfecção / preparo químico: Fazendo isso e obtendo sucesso, já podemos seguir ao próximo passo que seria a desinfecção dos canais, utilizando soluções como hipoclorito de sódio ou dugluconato de clorexidine. Após isso se faz o movimento de alargamento parcial e alisamento: O alisamento deve ser de forma cinemática sendo para baixo e giro. A desinfeção deve ocorrer antes, durante e depois a instrumentação. Essa desinfecção deve ocorre de forma simultânea a aspiração: Com auxílio de uma seringa e sugador, você deverá injetar o material desinfetante e logo em seguida já aspirar. Cuidado a serem verificados: possíveis alergias ao hipoclorito de sódio; Nesses casos específicos deve-se optar pela clorexidine. Deve- se ter cuidado também com a aspiração pois caso ela não seja efetiva esse hipoclorito pode adentrar os tecidos adjacentes causando irritações graves. Medicamentos utilizados para realizar medicação intracanal: hidróxido de cálcio. Tem como por principal objetivo: estimular o reparo periapical, eliminar a proliferação de microrganismos que tenham resistido a desinfecção, reduz a inflamação periradicular. Também poderia ter sido utilizado outras medicações como: tricresol formalina, paramonoclorofenol canforado, clorexidine. Selamento provisório 1: O primeiro selamento provisório que eu menciono nesta atividade, é feito para tratamento endodôntico que requerem mais de uma sessão para ser feito, onde a cirurgia de acesso, limpeza, e retirada da polpa é feita na primeira sessão e na segunda é feita a obturação e restabelecimento da função. Como é feito: 1. Esse selamento é feito com uma bolinha de algodão no canal; 2. Coloca uma fina camada de guta-percha em bastão; 3. Preencher o restante da cavidade com ionômero de vidro; Obturação: A obturação dos canais após a extirpação da polpa e alisamento do canal é feita com dois materiais: Guta-percha e cimento endodôntico. Caso tenha sido o selamento provisório 1 se faz a remoção de todo o material provisório para iniciar a processo de obturação. A seleção do cone é feita a partir da última série de lima utilizada, com isso podemos selecionar a guta-percha, após isso você faz o teste visual: que é a medição junto a odontometria, após o teste tátil, e ainda se faz uma radiografia para verificar como o cone encontra-se no canal. É de extrema importância que seja feita a desinfecção do canal pois ele terá contato direto com o canal, como esse material não pode ser esterilizável a desinfecção deve ser feita com hipoclorito de sódio. A secagem do canal radicular tem que ser feito com papel absorvível para estar bem seco e ter uma melhor adesão dos cimentos. O algodão não deve ser utilizado poisele pode deixar micro fios. A guta-percha é radiopaca, isso facilita para verificar a sua localização no dente e ainda identificar qual dente está tratado por tratamento endodôntico. Após selecionado caso ainda haja espaços adjacentes, ou que o cone não tenha ficado com encaixe bom, você pode utilizar o que chamamos de cone acessório, esse cone visa preencher espaços que ainda estão vazios. A escolha do cimento endodôntico será de extrema importância também para o sucesso desse tratamento, o mais indicado seria o de o cimento a base de resina composta. Esse cimento visa vedar e todo o canal radicular e preencher espaços que minúsculos que não tinham capacidade de caber um cone acessório. O preparo do cimento irá variar de acordo com seu fabricante mas geralmente é feita uma mistura onde você passará no canal e fará uma condensação ativa, após começa a condensação lateral ao fim teremos todo o canal preenchido. Após isso iremos cortar a guta-percha e condensa-la: · Nesse passo iremos utilizar um condensador de guta-percha que deve ser aquecido em uma lamparina. · O primeiro corte da guta-percha deve ser preciso e não pode sobrar muito material pois atrapalharia no tratamento restaurador. Selamento provisório 2: O selamento provisório 2 aqui mencionado consiste em uma segunda opção de selamento, consiste na realização temporária de uma restauração para que seja feita em seguida a confecção de uma coroa ou uma restauração definitiva com resina composta. Esse tipo de selamento é indicado em dentes anteriores, pois ele restabelece mesmo que de forma temporária a estética para o paciente. Na maioria dos casos esse selamento pode ser feito com ionômero de vidro ou até mesmo com cimento de oxido de zinco e eugenol. Nesse caso em especifico optou-se pela utilização do ionômero de vidro. Após isso se faz um raio-x sem o isolamento para verificar os aspecto do dente obturado. Restabelecimento de estética e função: Esse restabelecimento foi feito através de restauração direta com resina composta, esse processo geralmente é feito em uma segunda sessão de tratamento, pode ser feito com o mesmo ou com outro profissional. Vale a pena ressaltar que esse restabelecimento também pode ser feito com coroa protética. Esse procedimento será feito basicamente por incrementos com a resina segue o passo a passo: 1. Isolamento absoluto (modelo de dentística) 2. Remoção do material provisório. 2.1. Com auxílio da caneta de alta rotação e brocas, se faz a remoção de todo material provisório. 3. Limpeza do local; 3.1. A limpeza do local deve ser feita com água e aspirador para a remoção de partículas que ainda possam ter ficado. 4. Aplicação de ácido; 4.1. Após a aplicação do ácido deve se fazer a limpeza do local, para que não haja resquícios do ácido na cavidade restaurada. 5. Condicionamento com sistema adesivo; 5.1. A depender do seu sistema adesivo: 1 passo ou 2 passos, irá realizar o procedimento. 5.2. A aplicação de ar no local é essencial, ela é estabelecida pelo fabricante e deve ser seguida para que tenha seu efeito como esperado. 6. Resina composta. 6.1. A escolha da resina irá definir a forma que ela será aplicada, como no caso apresentado usaremos resina convencional utilizaremos a técnica de incrementos, conforme a anatomia dentaria. 7. Acabamento e polimento. 7.1. Ao finalizar todo o processo restaurador será feito o acabamento e polimento dessa resina, para que ela fique o mais semelhante ao dente possível, evitando assim que haja problemas de oclusão.