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Candidíase-1

Resumo de aula sobre candidíase: definição e agentes (C. albicans, C. glabrata, C. tropicalis, C. kruzei, C. parapsilasis), habitat, fatores predisponentes, mecanismos de virulência (pseudohifas, adesinas), manifestações cutânea, mucosa e ungueal, formas sistêmicas e tratamentos tópicos (nistatina, fluconazol).

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Candidíase 
Leveduras do gênero cândida = candidíase; 
É uma micose oportunista; 
Possui uma gama de manifestações clínicas (pele, mucosa e unha) que podem vir a ser 
chamadas de superficiais. Ex: sapinho, frieira, vulvovaginite, balanopostite, “boqueira”. 
É composta por fungo unicelular, mas curiosamente forma estrutura similar à hifa verdadeira, 
sendo considerada uma. 
 
Conceito 
- Principais agentes (as mais encontradas): Candida albicans, C. glabrata, C. tropicalis, C. kruzei, 
C. parapsilasis. 
- Candida albicans é a principal (maior porcentagem dos casos). Kruzei e glabrata são espécies 
resistentes a fluconazol. 
- Habitat: homens, animais ou dejetos humanos (na natureza). Algumas espécies são 
encontradas em frutos, porém não apresentam interesse médico. 
 
Fatores predisponentes 
- Higiene, promiscuidade (DST), indumentária inadequada, gravidez – tende a ter candidíase 
vulvovaginal recorrente (há alteração do teor glicogênico), antibioticoterapia prolongada, 
alterações imunológicas, uso de corticoides (realiza imunossupressão), AIDS e 
radioterapia/quimioterapia (geralmente agride órgão saudáveis também – ex: radiação em 
pescoço causa um déficit na produção de saliva e resulta em mucosite, propiciando o 
desenvolvimento de cândida; quimioterapia pode resultar em candidemia). 
 
Características 
- oportunista (ela participa da microbiota) e em um desequilíbrio pode causar facilmente um 
quadro infeccioso. 
- mucosa do trato gastrointestinal e vaginal, a região genital masculina não comporta cândida 
permanente, geralmente é transitório. Ou seja, podem apresentar na região, mas não haverá o 
desenvolvimento fúngico. 
- Apresenta quadros diversos. 
- Poder patogênico: 37 C, pseudohifas (as que formam possuem perfil mais virulento), liberam 
metabólitos secundários que podem estar relacionados com a sua capacidade patogênica, 
possuem mananas (proteína) na parede celular, alta capacidade de aderência às células 
epiteliais e as células do hospedeiro (libera adesinas). 
- formas graves: candidemia (no sangue), endocardite, meningite, pulmonar, renal, digestiva, 
septicemia. 
- levedura do gênero cândida possui colônia de 
aspecto cremoso, coloração de branco a creme e 
suas células leveduriforme são arredondadas. 
Formam estruturas, através da brotação, 
chamadas blastoconídios e quando não há 
separação formam-se as pseudohifas. Existem 
algumas espécies de cândida que produzem hifas 
verdadeiras bem definidas em parasitismo ou em 
microcultivo, semelhantes à hifa de fungo 
filamentoso. 
 
- classificação de acordo com o Sidrim: algumas apresentaram mudanças na nomenclatura 
quando descobriu se a fase sexuada. Ex: Candida guillermondii  Pichia guilliermondii 
 
Manifestações clínicas 
- cutânea 
 Submamárias, subaxilares, espaços interdigitais, inguinocrurais (região de grandes 
dobras: virilha e entre nádegas), retroauriculares. 
 
- mucosa 
 Estomatite cremosa, glossite (língua), esofagite/gastroenterite, faringite/amigdalite, 
ceratite (globo ocular). 
 
- cutâneo-mucosa 
 Estomatite angular (boqueira), balanoprepucial, gênitocrurais, vulvovaginite, 
interglútea. 
 
 
 
 
 
 
 
- ungueais 
 Oníqua/onyxis: lâmina ungueal 
 Paraníqua/perionyxis: pele circundante (base da unha) 
Tipos (principal classificação): 
 Cutâneo-mucosa: intertriginosa, oral, balanopostite, vulvovaginite, mucocutânea 
crônica (não foi falado nessa aula – perfil muito oportunista). 
 Onicomicose 
 Sistêmica/visceral (em micose oportunista) 
Intertriginosa 
Apresentação clínica 
- em geral, entre dobras. 
- eritemas úmidos (pontos vermelhos) ou escamosos (ressecado); bordas mal definida, 
formada por vesículas que rompem fácil (ocorrem em regiões palmar e plantar). É todo 
acometimento entre dobras na pele e pode pegar a mucosa algumas vezes. 
- podem apresentar em áreas interdigitais palmares ou plantares, inframamária, axilares, 
inguinocrurais e pregas suprapúbicas. 
- podem formar fissuras (rachaduras) desprendidas e esbranquiçadas com prurido variando de 
discreto a intenso, pode sangrar em alguns casos. 
- placas secas, escamosas e até pústulas (bolhas). 
- tratamento tópico: nistatina, fluconazol (principalmente). 
 
 
 
 
Oral 
Apresentação clínica 
 
- pseudomembrana (sapinho): pode formar 
placas esbranquiçadas no palato mole, palato 
duro, rebordo gengival, língua, bochechas. 
Para tratar realiza-se a remoção das 
placas/higienização e em seguida usa-se 
medicamento tópico (ex: nistatina – tem sabor 
metálico). 
 
- atrófica aguda (secundária a pseudomembrana – é evoluída): 
forte aderência das placas, sendo mais extensas, forma 
eritemas grosso na língua. 
 
- queilite angular (boqueira): para quem machuca a pele cria 
uma porta de abertura para essa invasão. 
 
 
- hiperplásica crônica (remete a leucoplasia): pré-cancerígeno - 
pode conduzir a um carcinoma epidermóide. 
 
- características: placas brancas (língua, bochecha e lábios). 
- manifestações: placas aderidas à mucosa, eritema no dorso da língua, processo inflamatório 
nos lábios evoluindo para fissuras. 
*língua negra pilosa: Impregnação de 
substâncias. Causa boca seca, pinicação, 
hipertrofia nas papilas gustativas, coloração 
escurecida. Ocorre em pacientes com má 
higienização ou que usam remédios crônicos 
(creio que seja remédios fortes), alcoólatras, 
tabagistas. 
 
 
Balanopostite 
Apresentação clínica 
- ocorre infecção do órgão (pênis). Além disso, a cândida no pênis não perdura longo tempo, 
podendo ser removidas no ato da higienização. 
- pode ser vetor e pode não desenvolver sintomas, só após 
relação sexual e pode ser DST. 
- sintomas: eritema pruriginoso (principal) após relação sexual, 
vesículas ou pústulas com conteúdo branco-cremoso (formas mais 
graves em pacientes imunocomprometidos), ruptura com 
secreção seromucóide. 
- quando for realizar o tratamento, é necessário analisar a doença 
de base para poder tratar. 
- o tratamento indicado é tópico se for realizado logo no início. Se for crônico, é importante 
realizar o tratamento oral + tópico. Fluconazol normalmente é o antifúngico escolhido como 
tratamento oral. 
 
Vulvovaginite 
Apresentação clínica 
- predisposição: alto teor de glicogênio 
no epitélio vaginal permite um campo 
propicio para o desenvolvimento 
fúngico, gravidez – alteração hormonal, 
contraceptivos orais, terapia de 
reposição estrogênica - menopausa, 
diabetes, antibioticoterapia, 
imunossupressão e vestimenta 
inadequada. 
* o uso de sabonete íntimo não é 
recomendado diariamente, visto que 
possui componentes antimicrobianos e pode selecionar os mais resistentes. 
* uso de protetores diários dificulta a aeração da região e propicia o desenvolvimento. 
- quando a candidíase aparece mais de 4x ao ano, é chamada de candidíase recorrente. 
- sintomas: ardor, secreções constantes branco-leitosa, prurido, eritemas, ulcerações. Podem 
surgir quando a mulher mantém relação sexual e está com ela na forma assintomática. O atrito 
vai propiciar o desenvolvimento do fungo na região lesada.

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