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Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
1 
Psicologiaclinicatextos.com.br: Coletânea de textos sobre o desenho da pessoa humana. Inserido em 12/2014 
 
TEXTO 9 
 
Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
Numa síntese interpretativa, você vai organizar de forma mais precisa os “dados” do desenho e 
da história. E isso é que realmente vai ajudar você a compreender PSJ. Observe os desenhos abaixo, e 
leia a história que se segue. Esse protocolo é de B.PSJ, solteira, 20 anos, universitária, com 
personalidade normal. Os desenhos estão apresentados no tamanho natural, não reduzido. 
 
Figuras feminina (nº1) e masculina (nº2) do protocolo de B.PSJ 
 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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Psicologiaclinicatextos.com.br: Coletânea de textos sobre o desenho da pessoa humana. Inserido em 12/2014 
 História narrada por B.PSJ (A divisão em parágrafos foi feita por B.PSJ.) 
 
Joana é uma adolescente de 13 anos de idade. Ela mora no interior de São Paulo com 
seu irmão Pedro, que já tem 15 anos. Eles são filhos de um casal de advogados. Moram em uma 
casa muito bonita, num bairro residencial e têm muitos amigos. 
Ela está na 7ª série do 1º grau, tem uma amiga inseparável, que também mora na sua 
rua, paquera um garoto da escola, mas ele não sabe. Adora seus pais e é muito estudiosa. 
Todos gostam dela, pois acham-na uma menina muito meiga e compreensiva. Apesar 
de algumas briguinhas, ela é, também, muito amiga de seu irmão. O sonho de Joana é se tornar 
uma grande dançarina. 
Pedro já está no 1º ano do 2º grau e estuda na mesma escola que sua irmã. Ele também 
tem muitos amigos. Não tem namorada, pois se acha muito tímido e tem medo de "chegar" nas 
garotas. Se dá muito bem com seus pais e tem um cachorro que é o xodó da família. Pretende se 
formar no 2º grau e tentar vestibular para Engenharia Elétrica. 
Observação de comportamento durante aplicação. O primeiro desenho foi da figura do 
sexo feminino. A sucessão do primeiro desenho foi: cabeça (contorno) → pescoço → ombros → 
tronco → saia → braços → perna → pé → cabelo → nariz → boca → olhos → sobrancelhas → 
blusa → cinto → tênis → meia → botões. 
B.PSJ não fez comentários durante ou após o desenho. 
A sucessão do segundo desenho, o da figura masculina, foi: cabeça → pescoço → ombros → 
tronco → calças → braços → cabelo → nariz → boca → olhos → sobrancelhas → orelhas → blusa → 
cinto → pés e tênis, B.PSJ também não tendo feito comentários nem durante e nem após o desenho. 
 
Utilizando modelos para aprender 
Para que você aprenda a elaborar sínteses interpretativas, o melhor método é apresentar 
modelos, que possam ir sendo seguidos por você. Com a prática inteligente, gradativamente você vaii 
ganhar liberdade em relação aos modelos. 
O modelo simplificado é genérico e oferece dados básicos, mas é mais fácil de aprender e é de uso 
mais rápido. Este Texto apresenta exatamente o modelo simplificado de síntese, usando o protocolo de 
uma pessoa sem dificuldades de personalidade. 
Há também um modelo completo, que sintetiza todos os dados de um protocolo. Ele é mais rico, 
porque é individualizado. Contudo, é de aprendizagem mais lenta e difícil, e mais demorado de ser feito. 
O modelo completo está apresentado, com um exemplo de pessoa com dificuldade de personalidade, 
como Anexo a este Texto 9. 
 
Modelo simplificado: identificando e sintetizando 
 
O modelo simplificado é um modelo compacto que desenvolvi. Tendo os desenhos à sua frente, 
o analista olha os desenhos e vai identificando a presença de determinado aspecto, e colocando x nos 
lugares devidos. Nesse modelo, portanto, os temas estão pré-definidos, os traços já estão listados, e, 
muitas vezes, outros traços presentes não estão contemplados no modelo. A limitação do modelo 
simplificado é perder dados, sua vantagem é a rapidez. 
O agrupamento e a organização lógica dos dados já estão prontos e são fixos. Adiante você pode 
ler os aspectos que são contemplados. Você pode observar que se trata de uma visão geral e mais 
superficial. Exige também de você um nível de inferência mais alto, embora aborde aspectos cognitivos, 
evolutivo-emocionais de caráter estrutural, resíduos de desenvolvimento (somente alguns, e sem inter-
relacioná-los) e diferenciação psicossexual. 
O ideal é, pois, que você o use após ganhar competência no modelo completo. Você sabe que 
um bom analista de desenhos consegue perceber muito sobre seu PSJ, mesmo com um modelo simples 
de análise. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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Psicologiaclinicatextos.com.br: Coletânea de textos sobre o desenho da pessoa humana. Inserido em 12/2014 
Itens contemplados no Modelo Simplificado de análise interpretativa 
TEMA 1. COMO A PESSOA SE COLOCA NO AMBIENTE DE FORMA GERAL 
1.1 Reação global às pressões do meio ambiente 
 1.2 Aspectos do mundo interno/mundo externo, privilegiados (ou não) por PSJ 
 1.3 Montante de participação de PSJ no ambiente 
 1.4 Abertura de PSJ para participação no ambiente 
 1.4.1 Abertura para se expor, se solicitado 
 1.4.2 Abertura para perceber a realidade 
 1.4.3 Abertura para as relações interpessoais e de contato 
 1.5 Nível de equilíbrio da participação de PSJ no ambiente 
 1.6 Qualidade afetiva da participação no ambiente 
 
TEMA 2. ANÁLISE DE ASPECTOS INTELECTUAIS 
 2.1 Capacidade de planejamento e simbolização. 
 2.2 Visão concreta da realidade 
 2.3 Tipo de pensamento que PSJ usa espontaneamente. 
 
TEMA 3. ANÁLISE DE ASPECTOS EVOLUTIVO-EMOCIONAIS 
 3.1 Nível de integração pessoal de caráter básico ou estrutural 
 3.2 Análise de resíduos de dependência no desenvolvimento 
 3.3 Análise de resíduos de agressividade não trabalhada no desenvolvimento 
 3.4 Montante de integração dos controles 
 3.5 Análise de resíduos de dificuldades na integração da sexualidade 
 
TEMA 4. ACEITAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO E DIFERENCIAÇÃO PSICOSSEXUAL 
 4.1 Diferenciação psicossexual 
 4.2 Aceitação do desenvolvimento 
 4.3 Relações projetadas em função da valorização relativa de si e do outro. 
 4.4 Relações projetadas em função de características afetivas atribuídas a si e/ou ao 
 outro. 
 
TEMA 5. DADOS ADICIONAIS FORNECIDOS PELA HISTÓRIA 
TEMA 6. SÍNTESE GERAL 
 
Apresento em seguida o modelo em detalhe. Após cada título e cada subtítulo, há uma pequena 
explicação sobre o conjunto que compõe a seção. Observe que este modelo não apresenta as definições 
para os traços, e os significados simbólicos são bastante sucintos. Para identificação e codificação 
corretas, aconselho que você vá aos Textos de definições para você ter certeza de seu acerto. Para você 
acompanhar os raciocínios para análise, indicamos no modelo, em cor telha, os traços observados no 
protocolo de B.PSJ. As sínteses são também relativas aos desenhos de B.PSJ. 
TEMA 1. ANÁLISE DA FORMA COMO A PESSOA SE COLOCA NO AMBIENTE DE MODO GERAL 
 Para esta análise da produção gráfica, observe a figura do mesmo sexo de PSJ. 
1.1 Reação global às pressões do meio ambiente (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e codificação 
podem ser buscados em TE07, contempla a reação de PSJ às pressões do meio, na medida em que a tarefa de 
desenhar é uma forma de pressão. Baseia-se nas formas de reação à tarefa de desenhar. Esta parte do modelo 
perde dados, especialmente quando há reações muito peculiares durante a execução.) 
 
Assinale com um x entre parênteses na coluna da esquerda as reações observadas no PSJ durante a 
tarefa e veja à direita o que simbolizam. 
( ) Recusa em desenhar Símbolo de bloqueio 
( ) Resistência verbal ou não verbal 
explícita ao teste. 
Símbolo de dificuldade em enfrentar os próprios problemas. 
( ) Modificar a posição da folha do 
papel. 
Símbolo de necessidade de afirmação e de reestruturação do 
ambiente a seu modo. 
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( ) Perguntar várias coisas antes de 
fazer os desenhos. 
Símbolo de dificuldade de adaptação a uma situação nova. 
( ) Demonstrar temor ou inabilidade 
para a tarefa. 
Símbolo de falta de confiança em si e em seus próprios recursos 
reparatórios, com autocrítica exagerada. 
( ) Completar o teste em menos de 5 
minutos. 
Símbolo da evitação impulsiva de qualquer contato afetivo mais forte, 
que coloque PSJ em jogo. 
( ) Preocupação em desenhar 
centralizado. 
Símbolo do uso de defesas que apelam para o controle. 
( ) Preocupação em realizar o teste 
com atenção, seguindo instruções, com 
cuidado e concentração na tarefa. 
(Observação: protocolo B.PSJ) 
Símbolo de atitude adaptativa, com uso de capacidades de reparação. 
 
1.2 Aspectos do ambiente (mundo interno/ mundo externo) privilegiados por PSJ. (Este conjunto, cujos 
detalhes de identificação e codificação podem ser buscados em AP06, contempla a preferência de PSJ por 
objetos internos ou externos, e a ligação destes com necessidades cotidianas e primárias ou secundárias. 
Baseia-se na colocação da figura no espaço da folha.) 
 
1.2.1 Aspectos privilegiados por PSJ. Assinale em qual destas posições na folha de papel o desenho se 
situa e veja o que a posição simboliza. 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
 
 
1. Quadrante superior esquerdo. Símbolo de atitude de expectativa e passividade, com ênfase dada à 
vida de fantasia como meio de autorrealização, e retração quanto à realidade concreta. 
2. Metade superior. Símbolo de atitude de retração quanto à realidade concreta, com ênfase dada à vida 
de fantasia como meio de autorrealização. 
3. Mais para cima. Símbolo de tendência à vida imaginativa e à fantasia, buscando situar-se em relação 
às necessidades cotidianas, mas ainda sem tentativas efetivas de realização de projetos. 
4. Esquerda, mas não muito. Símbolo de atitude convencional, que busca satisfação mais nos 
pensamentos do que nas realizações. 
5. Esquerda. Símbolo de volta para si mesmo(a), com predomínio do mundo interno, do afetivo, do 
passado ou do egocêntrico. 
6. Centralizada. Símbolo de busca de relação mais diversificada e pluralista com o meio. (Obs.: protocolo 
B.PSJ: localização número 6) 
7. Metade direita. Símbolo do predomínio da atividade no ambiente, com busca de satisfações mais 
imediatas. 
8. Quadrante inferior esquerdo Símbolo de preocupação com conflitos e inseguranças básicas. 
9. Folha como base. Símbolo de necessidades de apoio e suporte, com medo da ação independente e da 
assertividade. 
10. Metade inferior. Símbolo de predomínio das preocupações com as realidades cotidianas. 
 
1.2.2 Aspectos do ambiente com que PSJ se ocupa menos, no momento. Assinale os quadrantes 
inteiramente vazios e veja o que simbolizam. 
( ) Superior direito: planejamento objetivo. 
( ) Inferior direito: realização concreta. 
( ) Inferior esquerdo: conflitos básicos. 
( ) Superior esquerdo: fantasia. (Obs.: B.PSJ: ocupa todos os quadrantes; deixa-se essa parte em branco) 
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1.3 Montante de participação de PSJ no ambiente. (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e 
codificação podem ser buscados em AP05, contempla o grau em que PSJ expande sua ação no ambiente. 
Baseia-se no tamanho da figura no espaço da folha.) 
Assinale na esquerda o tamanho da figura humana desenhada, da ponta do cabelo à ponta dos pés, e 
veja à direita o que este tamanho simboliza (espaço que PSJ se permite ocupar): 
( ) Figura muito grande 
saindo do papel. 
Indicador da presença de falhas no discernimento e símbolo de constrição por 
parte do ambiente, com fantasias compensatórias excessivas. 
( ) Figura que teve de ser 
"apertada" p/ caber na folha. 
Símbolo de acentuação das fantasias compensatórias ao se colocar no ambiente e 
que acarreta falhas na capacidade de planejamento. 
( ) Figura de 25,5 ou mais 
- figura muito grande 
Símbolo de acentuação excessiva de si com infravalorização do meio, que indica 
autovalorização excessiva, com escassez de autocrítica, e tendências narcisistas. 
Símbolo de reação lábil-impulsiva com o meio, com euforia e fantasia. 
( ) Figura entre 20,6 e 25,4 
cm – grande 
Símbolo de autovalorização aumentada, podendo haver tendência à fantasia e ao 
exagero, e que podem significar compensação por sentimentos de rejeição social 
ou de inadequação. 
( ) Figura entre 10,5 e 20,5 
cm - média (Obs.: protocolo 
B.PSJ) 
Montante relativo de valorização de si e do ambiente comparável ao da maioria 
das pessoas. 
( ) Figura entre 7,5 e 10,5 cm 
- pequena 
Símbolo de supervalorização do meio ambiente, e diminuição relativa da 
importância dada a si mesmo. 
( ) Figura entre 7,4 e 4 cm― 
muito pequena 
Símbolo de forte inferioridade e insegurança, e inibição (social, intelectual) e 
ansiedade na relação com o meio. 
( ) Figura de menos de 4 cm- 
minúscula 
Símbolo de rejeição ao ambiente, tendência ao isolamento, e evitação de 
estímulos externos. 
 
1.4 Abertura de PSJ para participação no ambiente. (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e 
codificação podem ser buscados em AP04, PF03 e PF18. Contempla a abertura de PSJ no ambiente, percebê-lo e 
relacionar-se com ele. Baseia-se na postura corporal da figura, no desenho dos olhos e braços.) 
 
1.4.1 Abertura em geral. Assinale, entre as categorias da esquerda, a que for adequada ao desenho, e 
veja à direita o que simboliza. 
( ) Só rosto espontaneamente 
desenhado, ou corpo em palitos ― 
PSJ fez corpo inteiro por solicitação 
Símbolo de fortes defesas na relação com o meio, com ênfase a aspectos 
sociais ou intelectuais e dificuldade de lidar com aspectos afetivos. 
( ) Figura de costas, de perfil total, 
ou com cabeça em perfil. 
Símbolo de esquiva e/ou dissimulação nos contatos interpessoais e na 
relação com o ambiente. 
( ) Figura desnuda Símbolo do desejo de auto exibição, com recusa (individualista, egocêntrica 
ou narcísica) dos padrões limitativos sociais. 
( ) Figura desenhada de frente, 
com corpo desenhado e não 
esquemático. (Obs.: protocolo 
B.PSJ) 
Símbolo de abertura para participação no ambiente como a da maioria das 
pessoas. 
 
1.4.2 Abertura para perceber a realidade. Assinale a categoria adequada nos quadrinhos da esquerda e 
veja à direita o que simbolizam. 
( ) Olhos omitidos Símbolo de rejeição à realidade. 
( ) Olhos vazios (sem 
elementos centrais.) 
Símbolo de percepção vaga do mundo, como massa indiferenciada, com poucos 
detalhes. 
( ) Olhos pouco detalhados 
(um/dois dos 5 detalhes) 
Símbolo de um modo evasivo ao lidar com os choques da realidade. 
( ) Olhos pequenos Símbolo de retraimento em si mesmo, ou de medo de ver. 
( ) Olhos fechados Símbolo de concentração no próprio interior, com absorção ou preocupação com 
o eu, e tentativa de ocultar de si o mundo, ou fugir a uma avaliação realista da 
situação. Símbolo do uso de defesas de denegação da realidade ou de negação 
dos aspectos dolorosos ou ruins da vida. 
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( ) Olhos desenhados (3 a 5 
detalhes dos olhos) c/ expr. 
adequada (Obs.: protocolo 
B.PSJ) 
Símbolo de capacidade de perceber a realidade comparável à da maioria das 
pessoas. 
 
1.4.3 Abertura para as relações interpessoais e de contato. Avalie o tamanho, largura e posição dos 
braços, à esquerda, e veja, à direita, o que simbolizam: 
( ) Braços muito grossos Símbolo de contato dificultado pela ambição, ou desejos derealização, de 
caráter compensatório. 
( ) Braços omitidos total ou 
parcialmente. (não desenhados, ou 
apagados) 
Símbolo de retraimento, bloqueio, ou incapacidade de contato social e de 
contato com objetos. 
( ) Braços que vão só até à cintura 
e/ou finos. 
Símbolo de contato débil com o ambiente. Obs: braço curto é mais ligado à 
falta de ambição, e a fragilidade à falta de realização dos objetivos. 
( ) Braços longos (até à altura dos 
joelhos) e fracos. 
Símbolo de horizontes amplos, mas sem capacidade de ação ativa no 
ambiente, pela coexistência da necessidade de ser apoiado(a). 
( ) Braços em negrito, ou 
sombreados (resto sem negrito) 
Símbolo de conflito ou dificuldades no contato externo, podendo ser 
símbolo de ambivalência entre se retrair ou se projetar. 
( ) Braços abertos como se fossem 
abraçar. 
Símbolo da urgência do contato com pessoas ou objetos. 
( ) Braço mecânico, na horizontal. Símbolo de um contato superficial e pouco afetivo com o meio ambiente. 
Indicador de primitivismo e/ou regressão. 
( ) Braços ou mãos para trás. 
(Obs.: protocolo B. PSJ) 
Símbolo de insegurança, com evasividade na sua participação no ambiente. 
( ) Um braço ou mão para a frente 
e outro para trás (ver qual braço 
está visível) 
Símbolo de desejo simultâneo de evasão e de contato. 
Braço direito à vista e esquerdo oculto: o contato social é o mais fácil, com 
dificuldade no contato emocional; 
Braço esquerdo à vista e direito oculto: o contato emocional é o mais fácil, 
com dificuldade no contato social 
( ) Braços pregados ao corpo. Símbolo de dificuldade de se aproximar e de estabelecer relações com 
outras pessoas, por defesa passiva. 
( ) Braços cruzados. Símbolo de atitude de suspeita e hostilidade (defesa). 
( ) Braços semicruzados, à frente 
do peito ou da pelve. 
Símbolo de dificuldade de se aproximar e de estabelecer relações com 
outros, por defesa contra afeto (peito) ou sexualidade (pelve). 
( ) Braços duros. Símbolo do modo pouco maleável (falta de tato, ou recalcamento) na 
forma de buscar o contato com pessoas e/ou coisas. 
( ) Braços presentes, com 
tamanho, largura e desenho 
adequado, e posição comum. 
Símbolo de capacidade de relacionamento comparável à da maioria das 
pessoas. 
 
1.5 Nível de equilíbrio da participação de PSJ no ambiente. (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e 
codificação podem ser buscados em AP04, AP07 e TE05, contempla aspectos do equilíbrio de PSJ na relação 
com o ambiente. Baseia-se em dados de postura corporal, ambientação da figura e características do traçado.) 
Assinale, entre as categorias da esquerda, os traços gráficos relativos à posição da figura desenhada 
e/ou linha usada no traçado e verifique à direita o que simbolizam. 
( ) Figura de pé, inclinada (fora 
do eixo vertical) 
Indicador de instabilidade psíquica ou somática. Símbolo da perda projetada 
do equilíbrio, físico, ou proveniente de preocupações quanto à possibilidade 
de colapso pessoal. 
( ) Figura mal parada, que 
parece flutuar 
Símbolo de instabilidade pessoal e emocional. 
( ) Figura mal parada, na ponta 
dos pés 
Símbolo de tomada tênue de contato com a realidade e de necessidade de 
fuga 
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Psicologiaclinicatextos.com.br: Coletânea de textos sobre o desenho da pessoa humana. Inserido em 12/2014 
( ) Figura em posição assentada 
ou deitada, inativa 
Símbolo de fragilidade egoica, inibição, fraca energia de resposta, falta de 
ânimo e vitalidade, lentidão para adaptação, passividade, relacionamento de 
dependência, impotência , falta de confiança. 
( ) Figura de pé, de frente, com 
pés em perfil. 
Símbolo de equilíbrio convencional nas relações com o ambiente, com 
presença de tendência a buscar as soluções mais fáceis. 
( ) Figura de pé, de frente, com 
um pé para cada lado (Obs: 
protocolo B.PSJ) 
Símbolo de presença de atitudes convencionais aprendidas, que são 
geradoras de insegurança e que a pessoa não se esforça por superar e 
abandonar. 
( ) Figura de pé, com pés em 
posição possível e equilibrada. 
Símbolo de equilíbrio, adaptação e energia adequados na relação com o meio 
ambiente imediato. 
( ) Desenho de chão Símbolo de insegurança, com necessidade de sentir-se apoiado/a, 
compensada através de racionalização. 
( ) Desenho de fundo Símbolo de uso de defesas intelectuais para controlar a ansiedade ou os 
conflitos. 
( ) Linha tremida ou com 
tremor 
Indicador de problemas neurológicos afetando expressão no meio. 
( ) Linha dentada ou peluda Símbolo de agressividade interferindo na relação com o ambiente. 
 
 
1.6 Qualidade afetiva da participação no ambiente. (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e 
codificação podem ser buscados em AP01, contempla o sentido de que PSJ quer revestir sua colocação no 
ambiente. Baseia-se no tema e outras qualidades de apresentação da figura desenhada.) 
 Assinale entre as categorias da esquerda a que expressa as qualidades gerais de apresentação 
da figura e veja à direita o que simboliza. (No que se refere à postura da figura, experimente ficar na 
mesma posição em que está a figura desenhada e veja como se sente.) 
 
( ) Figura pouco humanizada 
(pouco caracterizada como 
humana, garatujas) ou que fuja 
inteiramente ao humano (i.e. 
zoomórfica, múmia, estátua). 
Símbolo de fortes problemas emocionais em relação a si e à maneira de se 
ver no plano das relações interpessoais, com perda da noção de realidade 
e desorganização do ego e do objeto, podendo haver vivências de 
despersonalização. 
Símbolo de mecanismos de clivagem e de identificação projetiva 
excessiva. 
( ) Figura esquematizada Símbolo de fortes defesas intelectuais interferindo nas relações afetivas. 
( ) Figura desvitalizada. Símbolo de baixo nível de energia e de sentimentos de inadequação 
interferindo na autocolocação afetiva. 
( ) Fig. mecânica e estereotipada Símbolo de rigidez, controle emocional e falta de espontaneidade. Se 
robotizada, símbolo de vivência de despersonalização. 
( ) Figura bloqueada na posição. Símbolo de bloqueio na ação e na capacidade de contatos sexuais e 
amorosos satisfatórios, com esforço para atingir êxito e poder. 
( ) Figura fantasiosa (desenho de 
estereótipos sócio - heroicos, ou de 
outra natureza). 
Símbolo da necessidade de elaboração de fantasias e/ou da identidade de 
fantasia que PSJ acalenta para fugir à insegurança. 
Símbolo da forma infantil e do esforço inconsciente usados para deformar 
a realidade e para fugir das dificuldades de relacionamento interpessoal. 
( ) Figura a) sedutora, ou 
 b) fazendo pose/ exibição 
a) Símbolo da importância dos mecanismos de sedução. 
b) Símbolo de narcisismo e exibicionismo. 
( ) Figura natural Símbolo de capacidade para uso construtivo e eficiente de seus recursos. 
( ) Figura convencional 
(Obs.: protocolo B.PSJ) 
Símbolo de afetividade expressa de forma convencional, com alguma 
restrição à própria expressão. 
( ) Figura com qualidades de força 
muscular, ameaça ou desafio. 
Símbolos de ideias de grandeza, e de desejos de superação, com uso de 
defesas de idealização interferindo nas relações afetivas e de problemas 
nas relações de autoridade―submissão. (Obs.: a natureza do símbolo 
ajuda a ver a natureza da idealização de PSJ.) 
 
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Psicologiaclinicatextos.com.br: Coletânea de textos sobre o desenho da pessoa humana. Inserido em 12/2014 
Tema 1. Síntese parcial sobre a forma como B.PSJ se coloca no ambiente: 
B.PSJ apresenta atitude adaptativa, sendo capaz de mobilizar capacidades de reparação com 
facilidade. Demonstra percepção precisa da realidade e se valoriza adequadamente, com condições de 
manter relação diversificada e pluralista com o meio que a cerca; contudo, alguma insegurança e a 
presença de atitudes convencionais ainda levam acondutas de evitação e restrição pessoais, 
especialmente diante de situações mais exigentes. 
 
TEMA 2. ANÁLISE DE ASPECTOS INTELECTUAIS 
 Para esta parte, olhar a figura de mesmo sexo de PSJ, quando se tratar da produção gráfica. 
2.1 Capacidade de planejamento e simbolização. (Este conjunto, cujos detalhes iniciais de identificação e 
codificação podem ser buscados em ES01, contempla a ordenação de que PSJ reveste sua colocação no 
ambiente, e o grau em que esta ordenação é lógica, ou sofre interferências de elementos subjetivos. Baseia-se 
na sucessão de partes seguida para resultar na figura desenhada - a sucessão usual e o significado simbólico 
das partes do corpo que chamaram a atenção de PSJ a tal ponto, que PSJ não seguiu a sucessão usual. 
Portanto, neste último aspecto faz-se necessária uma interpretação personalizada, de acordo com as partes do 
corpo que fizeram o PSJ fugir à sucessão usual - para isso, baseie-se Texto 4, Classe, conjuntos relativos às 
partes do corpo, para ver o significado simbólico dessas partes. A análise do protocolo B.PSJ lhe dá exemplo). 
Assinale a ordem em que PSJ desenhou (sucessão de partes) e veja à direita o que simboliza. 
(A sucessão mais frequente (modal) é a seguinte: cabeça ou contorno do rosto → traços faciais → cabelos → 
pescoço → ombros → tronco ou as peças de roupa do tronco → braços → mãos → pernas → pés ou calçados.) 
Ou Também: do tronco → pernas → pés e voltar, desenhando braços e mãos. 
( ) Sucessão desordenada ou 
confusa 
Símbolo de dificuldades na ordenação do pensamento. 
( ) Sucessão com início por outra 
parte que não a cabeça ou contorno 
do rosto, voltando à sucessão modal 
depois disso. 
Símbolo de dificuldades na mobilização adequada de suas capacidades de 
planejamento e simbolização pela presença de ... (interpretação 
personalizada*)... 
( ) Sucessão modal Símbolo de capacidade de pensamento lógico-concreto e planejamento e 
simbolização normais 
( ) Sucessão modal, mas com um 
desvio (PSJ está na sucessão modal, 
abandona-a, desenha outra parte e 
volta à modal) 
Símbolo de capacidade de planejamento e simbolização que sofre 
interferência de preocupações e conflitos com... (interpretação 
personalizada*, ou seja, feita de acordo com a simbologia da parte do 
corpo que gerou a atenção excessiva.). 
( ) Sucessão modal, mas com um 
detalhamento. (B.PSJ segue o modal 
e volta detalhando todo o desenho, 
também na sucessão modal, e por 
último faz o desenho dos botões na 
região inferior do tronco) 
 
Símbolo de capacidade de planejamento e simbolização normais, com 
preocupação com... (ver exemplo dado) 
Exemplo com Protocolo B.PSJ: ... *a correção e adequação de conjunto de 
suas estratégias de ação no ambiente, (porque PSJ teve dupla sucessão 
modal, desenhando o essencial e depois aprimorando) e com 
algumapreocupação maior com as relações de dependência no 
relacionamento interpessoal amoroso (por causa dos botões na região 
inferior do tronco, que foram desenhados por último). 
 
2.2 Visão concreta da realidade (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e codificação podem ser 
buscados em ES03 e ES05, contempla a complexidade de mediação cognitiva de que PSJ reveste sua colocação 
no ambiente. Baseia-se na avaliação grosseira da proporção, detalhes e perspectiva da figura, e falhas 
existentes. Também neste caso faz-se uma interpretação personalizada, de acordo com estas falhas observadas, 
baseando-se nas seções da Classe PF. 
Assinale na esquerda a categoria que melhor expressa as características gerais de reprodução da figura 
humana pelo desenho e veja o que simbolizam, na coluna da direita da tabela seguinte. 
( ) A+. Figura sem omissões, sendo visível ao observador somente 
o que pode ser visto daquele ângulo de visão, sem transparências; 
proporção adequada; olhos bem detalhados, cabelos com 
penteado identificável, roupas com feitio, pés de frente. (Continua) 
Símbolo de presença de visão estruturada da 
realidade concreta e capacidade de reflexão 
e reparação. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
9 
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Se as mãos estiverem visíveis na figura de frente, devem estar com 
os dedos em perfil. 
 
( ) A. Figura sem omissões, mostrando ao observador somente o 
que pode ser visto daquele ângulo de visão, sem transparências; 
proporção adequada, aceitando-se mãos abertas na figura de 
frente e pés em sentidos contrários. 
(Obs.:Protocolo B.PSJ apresenta essas características) 
Símbolo de presença de visão estruturada da 
realidade concreta. 
( ) B. Presença de uma ou duas falhas1 nos aspectos 
mencionados na categoria anterior(categoria A). 
Falha(s):B1) ..................................................................................... 
B2) ................................................................................................... 
Símbolo de presença de visão da realidade, 
mas que pode sofrer interferências quando 
se trata de ... (*interpretação personalizada de 
B1) ... e de ... (*interpretação personalizada de 
B2). 
( ) C. Presença de 3 a 4 falhas nos aspectos mencionados na 
categoria A. Falhas: ____________________________________ 
_____________________________________________________ 
_____________________________________________________ 
Símbolo de presença de visão concreta da 
realidade que pode sofrer interferências de 
processos emocionais com facilidade. 
( ) D. Figura apresentando à visão aspectos que não seriam vistos 
daquele ângulo de visão, proporção falha, torções no perfil, 
transparências nas roupas. 
Símbolo de fragilidade ou pouca noção da 
realidade concreta. 
( ) E. Idem C, mais transparências anatômicas. Símbolo de distúrbio profundo na 
capacidade de julgamento. 
1 São exemplos de falhas: aparecer a linha da calça ou saia debaixo do braço desenhado, cabeça redonda, muito grande, pés 
em perfil na figura de frente, desproporção, omissão de dedo, calçados em continuidade com a perna, nariz, olhos ou boca 
com formas primitivas (nariz em U, ou V invertido, olhos redondos, boca em meia lua), pés para o mesmo lado, dedos 
redondos, braços mal inseridos. 
 
2.3 Tipo de pensamento que PSJ usa espontaneamente. (Este conjunto contempla a capacidade de PSJ 
organizar seus pensamentos de forma lógica, de acordo com a solicitação de narrativa feita pelo examinador, ou 
de privilegiar aspectos simbólicos e/ou metafóricos. Baseia-se na avaliação da produção escrita, do ponto de 
vista cognitivo, com base na teoria piagetiana.) 
 Leia a história construída, analise pelas categorias da esquerda suas características de 
construção intelectual, e verifique, à direita, qual o tipo de pensamento que PSJ usa espontaneamente 
(a tabela continua na página seguinte): 
( ) Sequência de fatos-episódios, sem um começo, 
meio e fim claramente identificáveis na história, ou 
descrição sem lógica. 
 
Tendência espontânea ao uso do pensamento intuitivo-
simbólico no trato com a realidade cotidiana. (Obs.: 
sentido piagetiano de pensamento aditivo.) 
( ) Descrição lógica, em que é possível imaginar o 
contexto e alguma coisa da vida dos personagens, 
mas sem construção de narrativa que tem começo, 
meio e fim. (Obs.:Protocolo B.PSJ apresenta esse tipo 
de descrição.) 
Tendência espontânea à elaboração operatório--
concreta no trato com a realidade cotidiana, limitando 
seu desempenho para assegurar autoproteção. 
( ) Narração de história, com começo, meio e fim, 
sobre realidades cotidianas, mas havendo, em 
determinado momento, algo "mal encaixado" no 
conjunto (repetição, contradição, inserção de 
observação que foge ao contexto, etc.). 
Tendência espontânea à elaboração operatório-concreta 
no trato com a realidade cotidiana, mas com 
interferências no desempenho, por motivos emocionais. 
( ) Narração de história, com começo, meio e fim, 
sobre realidadescotidianas, com coerência lógica do 
início ao fim. 
 
Tendência espontânea à elaboração operatório-concreta 
no trato com a realidade cotidiana. 
( ) Narração de história, com começo, meio e fim, 
sobre realidades cotidianas, com coerência lógica do 
início ao fim e havendo ideias abstratas como parte 
da narração. 
 
Tendência espontânea à elaboração operatório-concreta 
no trato com a realidade cotidiana, mas também 
havendo indicadores de elaboração abstrata. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
10 
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( ) Narração de história, com começo, meio e fim, 
com coerência lógica do início ao fim, e em que as 
realidades cotidianas são somente exemplos ou parte 
de um conteúdo abstrato, que é o âmago da 
comunicação. 
Tendência espontânea à elaboração operatório-abstrata 
no trato com a realidade cotidiana. 
( ) Narração de história em que um conteúdo 
abstrato é comunicado através de sugestões, 
metáforas, e as realidades cotidianas são símbolos de 
outras realidades a que se alude, mas havendo 
começo, meio e fim na narrativa. 
Tendência espontânea à elaboração metafórico-
simbólica no trato com a realidade cotidiana, de caráter 
intencional e abstrato. (Obs.: a construção não é aditiva, 
pois a comunicação é poético-metafórica.) 
 
 
Tema 2. Síntese parcial sobre aspectos intelectuais de B.PSJ: 
 
B.PSJ apresenta visão estruturada da realidade concreta, com capacidade de planejamento e 
simbolização normais, preocupando-se com a correção e adequação de conjunto de suas estratégias de 
ação no ambiente, e tendência espontânea à elaboração operatório - concreta no trato com a realidade 
cotidiana. Entretanto, alguma preocupação com as relações de dependência no relacionamento 
interpessoal amoroso, e com garantir sua autoproteção, pode estar impedindo B.PSJ de atingir seu 
padrão de excelência. 
 
TEMA 3. ANÁLISE DE ASPECTOS EVOLUTIVO - EMOCIONAIS. 
 
3.1 Integração pessoal de caráter básico ou estrutural: (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e 
codificação podem ser buscados em AP01, ES02, ES03, ES05, TE05 e TE07, contempla a presença de base ou 
estrutura firme subjacente à colocação de PSJ no ambiente. Baseia-se nos símbolos que se acham sumarizados 
no Quadro de indicadores de psicopatologia grave do Texto 9.) 
Cada linha apresenta um par de características nas Colunas 1 e 2. Compare o desenho de PSJ em 
relação a cada par de características. Assinale um x no quadrinho mais adequado ao desenho. A Coluna 
1 apresenta características próprias das amostras normais; os traços da Coluna 2 costumam aparecer 
nas dificuldades psicológicas. Leia, na Coluna 3, quais dificuldades os traços da Coluna 2 simbolizam. As 
características do desenho de B.PSJ estão assinaladas pelas letras B.PSJ. 
Coluna 1) Traços próprios de 
amostras normais 
Coluna 2) Traços associados a 
dificuldades psicológicas 
Coluna 3) Análise simbólica da 
coluna 2 
( ) Figura humana desenhada. 
B.PSJ 
( )1. Figura não humana. Símbolo de não identificação com 
humanidade. 
( ) Figura humanizada. B.PSJ) ( ) 2. Figura pouco humanizada, 
muito pobre ou inexpressiva. 
Símbolo de clivagem e identificação 
projetiva excessivas. 
( ) Simetria com algumas e 
pequenas divergências naturais. 
B.PSJ) 
( ) 3. Simetria confusa (não engloba 
assimetrias intencionais). 
Símbolo de labilidade emocional, com 
pouca crítica e controle cognitivo 
(impulsividade). 
( ) Proporção mediana ou 
adequada. B.PSJ 
( ) 4. Desproporções grosseiras 
(exs): braços excessivos, tronco 
mínimo, afunilamentos. 
Símbolo de integração pobre de 
controles e perspectivas. 
( ) Perspectiva mediana ou 
adequada (pés em perfil , mãos 
com dedos abertos são aceitos). 
B.PSJ 
( ) 5. Perspectiva confusa (mistura 
de frente e perfil; frente e costas; ou 
transparências generalizadas ou 
anatômicas). 
Símbolo de clivagem e debilidade de 
adaptação e de ajustamento ao real. 
( ) Linhas de bom tônus 
psicomotor (parecendo lápis nº 2, 
sem excessos). B.PSJ 
( ) 6. Linha com tremor, ou com 
pressão forte. 
Símbolo de comprometimento do 
SNC ou símbolo de ansiedade 
excessiva 
( ) Presença de correções e 
retoques em 2 a 4 locais, e/ou 
produção muito boa. B.PSJ 
( ) 7. Ausência de correções e 
retoques, em produção medíocre ou 
menos. 
Símbolo de critério pobre de 
realidade e impulsividade (pouca 
mediação cognitiva e pouco 
adiamento de respostas) 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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( ) Reagiu naturalmente à tarefa 
de desenhar. B.PSJ 
( ) 8. Presença de reação incomum 
à tarefa de desenhar durante a 
execução. 
Símbolo de idiossincrasias. 
( ) Figura completa, de corpo 
inteiro, organizada B.PSJ 
( ) 9. Figura incompleta (faltam 
partes), parcial (só rosto) ou 
desorganizada. 
Símbolo de não integração pessoal e 
não aceitação de si. 
( ) Presença de cabelos, com 
implantação normal, nas duas 
figuras. B.PSJ 
( ) 10. Cabelos omitidos, ralos ou 
destacados da cabeça em qualquer 
das duas figuras. 
Símbolo de sentimento de 
inadequação ou de perda de 
vitalidade. 
( ) Presença de poucos detalhes 
essenciais ou de mais detalhes, 
mas adequados. B.PSJ 
( ) 14. (a) Presença de muito 
poucos detalhes (ES05.05) ou de (b) 
muitos detalhes,/ repetitivos ou 
bizarros. 
(a) Símbolo de mecanismos de 
controle parcos, ou 
(b) (b) excessivos/ ou estranhos. 
( ) Presença de olhos com 
pupilas, boca, nariz e olhos sem 
lesões, presença de braços, mãos 
e dedos, e de pernas na figura. 
(Mãos para trás são aceitáveis.) 
B.PSJ 
( ) 11. Figura com traços que 
indicam pouca capacidade de 
contato humano (ausência de 
qualquer dos itens mencionados à 
esquerda). 
Símbolo de narcisismo e de contato 
interpessoal pobre. 
( ) As linhas de contorno estão 
interrompidas em não mais do 
que 3 ou 4 pontos somente, ou 
são ininterruptas, mas sem 
repasse forte no limite. B.PSJ 
( ) 12.Presença de linha 
fragmentada (a), ou muito 
repassada(b) no limite externo da 
figura. 
Símbolo de diferenciação pessoal: 
(a)frágil ou (b)rígida, por receio de 
indiferenciação. 
( ) Diferenciação sexual entre as 
figuras (dá para ver qual figura é 
de qual sexo). B.PSJ* 
( ) 13. Indiferenciação sexual entre 
as duas figuras. 
Símbolo de indiferenciação pessoal. 
( ) Figura desenhada sem apoio 
ou somente com linha de chão 
desenhada. B.PSJ 
( ) 16. Desenho de linhas ambíguas 
ou vagas na folha de papel, de 
grafismos junto à figura, ou 
desenhos espalhados por toda a 
folha. 
Símbolo de ansiedade livre e 
mecanismos de dissociação e 
identificação projetiva 
( ) Figura inteira, não dividida, 
num eixo vertical único, sem 
quebras de continuidade. B.PSJ) 
( ) 15. Figura com cortes que 
separam partes, com espaço entre 
partes, ou não alinhada na vertical. 
Símbolo de não integração pessoal e 
falta de autoaceitação 
*(Vê-se com clareza qual é a figura feminina — e pode-se deduzir que a outra é a masculina, por ter cabelos curtos e estar de 
calças compridas, enquanto a primeira está de saias. A figura masculina parece feminina — isso será analisado adiante. 
 
Tema 3.1. Síntese parcial sobre aspectos de integração básica ou estrutural. 
Para sintetizar a parte estrutural, expresse primeiramente sua impressão sobre a integração 
básica de PSJ, que se baseia no número (menor ou maior) de dificuldades apresentadas na coluna 2. 
Em seguida, se for o caso, você pode 
mencionar os aspectos que tornam a 
estrutura mais frágil (pelos símbolos da 
coluna 3). Assim: “PSJ apresenta integração 
estrutural ... (ver a, b, c, d ao lado e colocar 
sua impressão)...”, tendo seus desenhos 
apresentado ...(conte número de traços na 
coluna 2)... dificuldades psicológicas.Por essas dificuldades, PSJ tende a reagir às situações com 
reações que podem englobar...(acrescente as tendências encontradas na coluna 3 do quadro de 
integração estrutural)... 
Impressão sobre integração básica (Base: coluna 1 e 2) 
a- "firme", ou "muito boa", ou "excelente"; 
b- "razoável", ou "medíocre", ou "com alguns problemas"; 
c- "pobre", ou "frágil", ou "com dificuldades"; 
d- "muito pobre", ou "muito frágil", ou "com graves 
dificuldades" 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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 Ex 1: No caso dos desenhos de B.PSJ, teríamos: "B.PSJ apresenta nível de integração estrutural 
excelente, sem ter demonstrado quaisquer dificuldades psicológicas graves (0 indicadores), tendendo a 
reagir às situações de forma tranquila e saudável". 
 [Ex.2: No caso do protocolo A.PSJ (veja os desenhos do Anexo), teríamos, pelo modelo 
simplificado, a seguinte descrição da integração estrutural de A.PSJ: "A.PSJ apresenta nível de integração 
estrutural extremamente frágil, tendo apresentado no desenho 10 indicadores de dificuldades 
psicológicas diferentes”. Por essas suas dificuldades, A.PSJ tende a reagir às situações com reações que 
podem englobar excessivas clivagem e identificação projetiva, labilidade emocional, impulsividade e 
sentimento de inadequação ou de perda de vitalidade. Além disso, o contato interpessoal é pobre e 
indiferenciado, com pouca aceitação de si.] 
 
 
3.2 Análise de resíduos de dependência no desenvolvimento (Este conjunto, cujos detalhes de identificação 
e codificação podem ser buscados na Classe PF, contempla os desejos e dificuldades de dependência de PSJ. 
Baseia-se na avaliação da infantilidade do desenho e nos símbolos de dependência presentes na figura.) 
 Assinale à esquerda os traços de dependência presentes no desenho e veja à direita o que 
simbolizam especificamente. 
( )1. Rosto com expressão passiva ou receptiva Símbolo de falta de assertividade, ou de capacidade de luta. 
( ) 2. Nariz em bolinha Símbolo de ingenuidade intelectual e psicossexual. 
( ) 3. Boca aberta, ou muito grande, ou 
oralmente receptiva. 
Símbolo de necessidades captativas aumentadas ou difíceis. 
( ) 4. Reforço do umbigo em figura nua Símbolo de relações fortes de dependência materna 
( ) 5. Corpo geométrico Símbolo de primitivismo, por imaturidade cognitiva. 
( ) 6. Dedos em pétala de flor Símbolo de infantilidade ao satisfazer necessidades. 
( ) 7. Botões em carreira, sem ser para 
abotoar, como nos desenhos de criança. 
(Protocolo B.PSJ, mas como feitio da saia) 
Símbolo de dependência infantil e insegurança, com tentativas 
inadequadas de controlar desajustes emocionais. 
( ) 8. Ênfase na linha média Símbolo de dependência maternal, com imaturidade afetiva e 
narcisismo. Símbolo de preocupação somática, com sensação 
de inferioridade corporal ou geral. 
( ) 9. Botões enfatizados por repasse, feitio 
sofisticado, colorido. 
Símbolo de dependência emocional e ligação à figura materna, 
com infantilidade e inadaptação. 
( ) 10. Botão no cinto ou no lugar do umbigo Símbolo de dependência materna que a pessoa tenta ocultar. 
( ) 11. Boca de palhaço ou em meia lua Símbolo de necessidades de dependência fortes, que PSJ tenta 
suprir adotando atitudes de falsa bondade, infantis. 
 
3.3. Análise de resíduos de agressividade não trabalhada no desenvolvimento (Este conjunto, cujos 
detalhes de identificação e codificação podem ser buscados em traços PF, contempla as fantasias e dificuldades 
de PSJ com a agressividade em relação ao seu meio. Baseia-se na avaliação do montante de símbolos de 
agressividade presentes na figura.) 
 Assinale à esquerda os traços gráficos de agressividade que o desenho apresenta e veja à direita 
o que significam especificamente (montante e natureza da agressividade de PSJ) 
( )1. Rosto com expressão agressiva Símbolo de agressividade mal canalizada. 
( ) 2. Dentes à mostra Símbolo de agressividade oral e sadismo. 
( ) 3. Língua de fora Símbolo de necessidades captativas e de troca intensificadas 
num nível mais primitivo e agressivo. 
( ) 4. Queixo com ênfase Símbolo de impulsos agressivos e de autoafirmação, em 
geral por compensação. 
( ) 5. Dedos desenhados em pontas, ou como 
garras, ou zoomórficos. 
Símbolo de agressividade, e/ou sadismo. 
( ) 7. Dedos sombreados, ou retocados, ou 
reforçados mais que o resto do desenho. 
Símbolo de culpabilidade pelo uso dos dedos, 
principalmente por agressividade mal canalizada. 
( ) 5. Cabelo em pontas como se fosse vassoura 
de piaçava (B.PSJ: leve tendência, mas com 
linha de contorno) 
Símbolo de reação agressiva a algo ou alguém. (B.PSJ: 
Símbolo de reação agressiva a algo ou alguém, com 
contenção) 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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( ) 8. Cabeça geométrica Símbolo de agressividade que tende a ser depositada nos 
próximos. 
 
3.4 Montante de integração dos controles (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e codificação 
podem ser buscados em códigos diversos, contempla o montante de mediação cognitiva e controle (capacidade 
de adiar ou evitar respostas) de que PSJ reveste sua colocação no ambiente. Baseia-se na avaliação de 
comportamentos e de símbolos de controle.) 
 No próximo Quadro, não há correspondência entre cada linha da esquerda e cada linha da 
direita, mas a coluna da esquerda forma um conjunto que pode ser contraposto ao conjunto dos traços 
listados na coluna da direita. Verifique os traços gráficos que o desenho apresenta e assinale-os, tanto 
na coluna da esquerda como na da direita. Verifique, depois disso, se o desenho como um todo se 
encaixa melhor na primeira coluna ou na segunda coluna. 
 Se o protocolo apresentar muitos traços da primeira coluna, é indício de falta de capacidade de 
controle; se apresentar muitos traços na segunda coluna, é indício de excesso de controle. Se não 
apresentar traços descritos na primeira coluna, e nem traços descritos na segunda coluna, é indício de 
presença de controle adequado (nem falho, nem excessivo). 
 
Controles diminuídos Controles excessivos 
( ) 1. Cabeça de tamanho pequeno (at) ( ) A.PSJ Cabeça muito grande (int) 
( ) 2. Cintura reforçada, sombreada, ou em traços 
interrompidos (at) 
( ) B.PSJ Testa muito grande (int) 
( ) 3. Pescoço curto e grosso, ou figura sem pescoço (uma 
só figura é suficiente) (at) 
( ) C. Simetria muito rígida (detcui) 
( ) 4. Musculatura muito desenvolvida, sugerindo força 
física que pode irromper (at) 
( ) D. Pescoço longo e fino (dist) 
( ) 5. Olhos c/ expressão ameaçadora (at) ( ) E. Pescoço separado da cabeça (dist) 
( ) 6.Tempo de completação da tarefa em menos de 5 
minutos (imp) 
( ) F. Pescoço fechado em cima e em baixo (rec) 
( ) 7. Linhas que se superpõem em pelos menos duas das 
partes seguintes: cabeça, pescoço, tronco, braço, perna, pé 
(imp) 
( ) G. Pernas muito unidas (rec) 
(O desenho de B.PSJ apresenta este traço). 
( ) 8. Assimetrias não intencionais (imp) ( ) H. Braços muito juntos ao corpo (dist/rec) 
( ) 9. Desenho com inclusão de zero a dois dos seguintes: 
óculos, sobrancelhas, pestanas, detalhes internos dos 
olhos, sombreamento nos olhos, fivela no cinto, 
maquiagem, joias, roupa, estilo específico de cabelo (imp) 
( ) I. Excesso de detalhes, como babados nas 
roupas, desenho do estampado detalhado, feitio 
excessivamente elaborado (detcui) 
( ) 10. Omissão de uma pupila, de um dedo em uma das 
mãos, ou do nariz (imp) 
( ) J.Olhos escurecidos ou repassados : excluir 
realce sedutor aos olhos feitos por moças (cauvig) 
( ) 11. Cabelos desordenados (imp. sex) ( ) K. Braços cruzados sobre o peito (cauvig) 
( ) 12. Desenhodando impressão de sujo (exp) ( ) L. Orelhas muito aumentadas ou enfatizadas 
(cauvig) 
( ) 13. Cabelos muito sombreados, dando a impressão de 
sujeira, excesso ou pouco cuidado (exp) 
( ) M. Olhar fixo, ou expressão de fixidez (cauvig) 
 
Após avaliar o montante de controle, estude a natureza dos (des)controles, dada pelos símbolos ligados 
a estes traços. Os símbolos estão listados em seguida ao Quadro de Controles, e sua natureza pode ser 
verificada pelos códigos ― imp, at, dist, exp, cauvig, int, detcui, rec ― que se encontram entre 
parênteses, ao lado dos traços gráficos. A simbólica que tem sido associada às categorias acima é: 
 
1. (imp)- Símbolo de impulsividade (pouca mediação cognitiva e pouco adiamento de respostas) 
2. (at)- Símbolo de tendência à atuação na realidade das fantasias inconscientes internas 
3. (dist)- Símbolo de controle por distanciamento e isolamento dos impulsos e afetos 
4. (exp)- Símbolo de tendências ao descontrole expulsivo; 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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5. (cauvig)- Símbolo de controle por cautela e vigilância hostis em relação ao meio 
6. (detcui)- Símbolo de controle por detalhismo e excesso de cuidados; 
7. (int)- Símbolo de controle por intelectualização; 
8. (rec)- Símbolo de controle por negação e recalcamento 
 
3.5 Análise de resíduos de dificuldades na integração da sexualidade (Este conjunto, cujos detalhes de 
identificação e codificação podem ser buscados em traços PF, na maioria relativos à porção inferior da figura, 
contempla o montante de dificuldades psicossexuais de que PSJ reveste sua colocação no ambiente. Baseia-se 
na avaliação de símbolos de dificuldades psicossexuais.) 
Assinale à esquerda os traços gráficos que o desenho apresenta e veja à direita o que simbolizam. Olhe a 
figura do mesmo sexo de PSJ. O Quadro continua na página seguinte. 
( ) 1. Sombreamento na parte inferior do tronco Símbolo de conflitos, ou dificuldades, ou temores ligados à 
sexualidade, que a pessoa tenta enfrentar. 
( ) 2. Mão(s) no(s) bolso(s) ou na região genital Símbolo de conflitos ligados à expressão dos impulsos sexuais 
de natureza autoerótica. 
( ) 3. Transparência na parte inferior do tronco Símbolo de conflitos, ou dificuldades, ou temores ligados à 
sexualidade que interferem no trato com realidade. 
( ) 4. Coxas enfatizadas ou com reforço, ou 
aparecendo por transparência sob a roupa. 
Símbolo de receios em relação à própria sexualidade em 
homens. Símbolo de conflito de natureza sexual em mulheres 
( ) 5. Genitais representados com ênfase em 
figuras desnudas. 
Símbolo de extrema preocupação com a função sexual, 
indicando conflito sexual, com ansiedade aguda e controle 
pobre dos impulsos. 
( ) 6. Pernas que saem da cintura Símbolo de negação e/ou dificuldades com a função sexual. 
( ) 7. Braguilha enfatizada na figura masculina Símbolo de receio ou conflito em relação à sexualidade. 
( ) 8. Unhas pintadas em desenhos feitos por 
homens 
Símbolo de ambivalência/conflitos quanto a papéis de gênero 
( ) 9. Salto alto em desenhos feitos por homens Símbolo de ambivalência/conflitos quanto a papéis de gênero 
( ) 10. Boca sombreada em desenhos feitos por 
homens. 
Símbolo de ambivalência/conflitos quanto a papéis de gênero 
( ) 11. Gogó acentuado em desenhos feitos por 
homens. 
Símbolo de afã ou desejo de virilidade, com dúvidas a respeito 
do próprio papel; ou pouca diferenciação psicossexual. 
( ) 12. Quadris acentuados em desenhos feitos 
por homens 
Símbolo de conflito de identificação de gênero, com ansiedade 
e conflitos em relação a isso. 
( ) 13. Nariz excessivamente grande, pontudo, 
em desenhos de homens. 
Símbolo de preocupação sexual e de desejo de virilidade, em 
geral como compensação por sexualidade inadequada. 
( ) 14. Pés excessivamente grandes, 
enfatizados, ou em forma de pênis. 
Se feitos por homens, símbolo de preocupação com 
desempenho sexual, por receio de impotência, ou por 
exibicionismo. 
Se feitos por mulheres, preocupação de dominação e poder 
interferindo na sexualidade. 
( ) 15. Calcanhares acentuados Símbolo de dificuldades com sexualidade. 
( ) 16. Nariz pequeno demais, cortado, 
sombreado ou retocado. 
Símbolo de infantilidade no plano sexual, ou debilidade sexual, 
ou temor à castração. 
( ) 17. Nariz arrebitado na figura feminina 
(Desenho de B.PSJ) 
Símbolo de mecanismos de compensação. 
( ) 18. Ombros grandes e largos em excesso. Símbolo de preocupação compensatória com a força física, 
como compensação de sentimentos de inferioridade nos 
homens e compensação fálica nas mulheres. 
( ) 19. Polegar ou indicador com traçado 
especial 
Símbolo de sentimento de castração e insuficiência 
( ) 20. Chapéu muito grande (com aba enorme, 
excessivamente grande, muito pontudo) 
Símbolo fálico de apresentação social, e de status conseguido 
por força e dominação, indicando preocupações com virilidade 
e sexualidade (simbolismo, pois, de atitudes inconscientes de 
compensação). 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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( ) 21. Expressão sedutora Símbolo da atitude de usar as características sexuais de forma 
agressiva. 
( ) 22. Olhos enfatizados por atributos de 
beleza, cílios longos, ou sombreamento (B.PSJ) 
Símbolo de apelo sexual e feminilidade 
( ) 23. Boca em arco de cupido Símbolo de necessidades captativas satisfeitas pela atitude 
sedutora, por dependência oral imatura. 
( ) 24. Boca com lábios grossos e sensuais Símbolo de concentração erótico-sexual na boca. Em homens, 
por afetação e narcisismo e, em mulheres, por imaturidade, ou 
sensualidade. 
( ) 25. Cabelos em cascata, ou enfatizados pelo 
tamanho 
Símbolo do desejo de parecer sexualmente atraente e dinâmica 
e de chamar a atenção, podendo indicar desde mobilidade no 
ambiente até desinibição e imaturidade psicossexual, com 
sensualidade excessiva. 
( ) 26. Detalhamento nas roupas acima do 
comum 
Símbolo de narcisismo pela aparência. 
( ) 27. Presença de decote profundo Símbolo de tendências voyeurísticas e/ou exibicionistas. 
( ) 28. Presença de roupas sensuais Uso da sensualidade como meio de sedução 
( ) 29. Figura masculina com calças sem 
braguilha desenhada por mulher. (B.PSJ) 
Símbolo de dificuldades na aceitação da sexualidade masculina, 
o que mostra dificuldades na relação com a diferença 
( ) 30. Figura masculina com calças sem 
braguilha desenhada por homem. 
Símbolo de dificuldades com sexualidade. 
( ) 31. Botões enfatizados na região genital (na 
braguilha, parte inferior da saia) (B.PSJ) 
Símbolo de dependência que busca solução na relação afetivo-
sexual com o sexo oposto.* 
* No caso de B.PSJ, de forma socializada, pelo fato de os botões terem sido deslocados para a parte inferior do tronco e serem 
usados como feitio da roupa. 
 
Tema 3. Síntese parcial sobre o desenvolvimento afetivo-emocional de B.PSJ: 
 B.PSJ apresenta integração básica excelente, sem dificuldades psicológicas significativas. Ainda 
surgem, como resíduos do processo de desenvolvimento, leve dependência e insegurança, que B.PSJ 
procura solucionar através do relacionamento afetivo-sexual, de forma socializada. B.PSJ apresenta 
controles adequados, com agressividade expressa com contenção, e certa repressão da sexualidade. 
Embora B.PSJ tenha desenvolvido atitudes de apelo sexual e feminilidade, apresenta alguma dificuldade 
na aceitação da sexualidade masculina, o que leva ao uso de formas de compensação. 
 
4. ACEITAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO E DIFERENCIAÇÃO PSICOSSEXUAL 
 
4.1 Diferenciação psicossexual. (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e codificação podem ser 
buscados emTD01, contempla a discriminação entre masculino e feminino a que PSJ privilegia (presta mais 
atenção), ao lidar com o ambiente. Baseia-se na avaliação das diferenças corporais e de apresentação social que 
distinguem os sexos em nossa cultura e indica a diferenciação em relação ao outro, como um diferente.) 
 Compare a primeira figura desenhada com a segunda e verifique em qual das categorias que se 
seguem o conjunto se encaixa. Veja, em seguida, o que a categoria assinalada simboliza. 
 
( ) 1. Figuras semelhantes demais por pobreza de 
desenho ( é difícil até distinguir a qual sexo pertence 
cada figura) 
Símbolo de indiferenciação pessoal, com dificuldade forte 
de reconhecer características do outro que são diferentes 
de si mesmo, de modo a permanecer noção egocêntrica 
de identidade psíquica entre as pessoas. 
( ) 2. Figuras em que se consegue distinguir o sexo 
pelas roupas, pelo modelo de cabelo. Obs.: muito 
frequentemente são infantis. 
Símbolo de diferenciação psicossexual restrita aos papéis 
de gênero convencionais à cultura. 
( ) 3. Figuras em que se consegue distinguir o sexo 
como no item 2, mas a figura feminina parece 
masculina (é forte, musculosa), em desenho feito 
por homem. 
Símbolo de indiferenciação psicossexual, com dificuldade 
em reconhecer qualidades no sexo oposto que são 
diferentes das do seu; medo de aceitar o corpo maduro, e 
dependência de figura feminina potente. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
16 
Psicologiaclinicatextos.com.br: Coletânea de textos sobre o desenho da pessoa humana. Inserido em 12/2014 
( ) 4. Figuras em que se consegue distinguir o sexo 
como no item 2, mas a figura masculina parece 
feminina (é delicada, de feições gentis, formas 
arredondadas), em desenho feito por mulher 
(Desenho de B.PSJ) 
Símbolo de indiferenciação psicossexual, com dificuldade 
em reconhecer qualidades no sexo oposto que são 
diferentes das do seu; medo de aceitar o corpo maduro, 
ou rivalidade com o sexo oposto. 
( ) 5. Figuras em que é possível distinguir o sexo 
pela forma do corpo (corpos adultos claramente 
masculino e feminino) mas que apresentam traços 
faciais iguais ou semelhantes demais. 
Símbolo de desejo de identidade psicológica, ou ligação 
fusional entre as pessoas, apesar do reconhecimento das 
diferenças sexuais. 
( ) 6. Figuras em que é possível distinguir o sexo 
pela forma do corpo (corpos adultos claramente 
masculino e feminino) mas que se apresentam com 
roupagem igual (macacão igual) ou análoga (calção 
- biquíni) 
Símbolo de desejo de identidade psicológica, ou ligação 
fusional entre as pessoas através de um modo particular 
de vida, com anseio de igualdade de papéis e funções 
sociais para os dois gêneros. 
( ) 7. Figuras em que é possível distinguir o sexo 
pela forma do corpo (corpos adultos, um claramente 
masculino, e o outro, feminino), que se vestem de 
forma diferenciada e adulta e que têm traços faciais 
personalizados (duas pessoas diferentes e 
claramente sexuadas). 
Símbolo de aceitação e elaboração das diferenças 
psicossexuais, culturais e pessoais. 
( ) 8. Figuras que se situam num fundo similar ou 
que compartilham símbolos (paisagem semelhante, 
ou ambos em escrivaninhas, ou ambos ostentando 
símbolos análogos, como crucifixo, mandalas, etc.) 
Símbolo de desejo de identidade psicológica, ou ligação 
fusional entre as pessoas através de um modo particular 
de vida, e do compartilhar de uma visão de mundo. 
 
 
4.2 Aceitação do desenvolvimento. (Este conjunto, cujos detalhes de identificação e codificação podem ser 
buscados em TD03, contempla a projeção de características psicológicas ligadas ao ciclo vital humano. Baseia-se 
na avaliação da idade relativa das duas figuras.) 
 
De posse desta avaliação, você vai comparar a faixa de idade das figuras desenhadas com a faixa de 
idade do PSJ. Para isso, assinale a categoria (coluna 1) que mais se adapta ao par desenhado. 
( ) 01- Figura do próprio sexo e do sexo 
oposto com idade infantil. 
Símbolo de que PSJ acha difícil aceitar o desenvolvimento, 
desejando permanecer ou retornar a idades anteriores e 
esperando encontrar no outro um semelhante, tão infantil ou mais 
infantil do que si mesmo. 
( ) 02- Figura do próprio sexo e do sexo 
oposto com aspecto adolescente. 
(Desenho de B.PSJ) 
Símbolo de que PSJ acha difícil aceitar o desenvolvimento pleno, 
desejando permanecer na ou retornar à idade das descobertas 
sexuais, do amor idealizado ou romântico, e do adiamento das 
pressões das responsabilidades. E espera encontrar no outro um 
semelhante, tão jovem quanto, ou mais jovem do que se percebe. 
( ) 03- Figura do próprio sexo com idade 
infantil ou adolescente e figura do sexo 
oposto com idade acima da idade de PSJ. 
Símbolo de que PSJ acha difícil aceitar o desenvolvimento, 
desejando permanecer ou retornar a idades anteriores e espera 
encontrar no Outro um complemento mais adulto. 
Avalie cada uma das duas figuras e assinale em qual categoria de idade se encaixa. 
Figura do próprio sexo Figura do sexo oposto 
( ) Bebê ( ) Bebê 
( ) Criança (2 - 6 anos) ( ) Criança (2 - 6 anos) 
( ) Menino, menina (7 -10 anos) ( ) Menino, menina (7 -10 anos) 
( ) Pré-adolescente (11 - 13 a) ( ) Pré-adolescente (11 - 13 a) 
( ) Adolescente (14 - 17 a) ( ) Adolescente (14 – 17 a) 
( ) Jovem (18 - 24 anos) ( ) Jovem (18 - 24 anos) 
( ) Adulto/a jovem (25 - 39 anos) ( ) Adulta/o jovem (25 - 39 anos) 
( ) Adulta/o madura (40 - 69 anos) ( ) Adulta/o madura (40 - 69 anos) 
( ) Velho/a ( ) Velho/a 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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( ) 04- Figura do próprio sexo com idade 
aproximada da idade de PSJ e figura do 
sexo oposto com idade infantil ou 
adolescente. 
Símbolo de que PSJ parece aceitar o seu desenvolvimento, mas 
espera encontrar no outro um complemento infantil ou mais 
infantil, facilmente controlável ou direcionável, expressando 
desejo de controle e superação de caráter compensatório. 
( ) 05- Figura do próprio sexo e figura do 
sexo oposto com idades equivalentes à de 
PSJ. 
Símbolo de que PSJ aceita o seu desenvolvimento e espera 
encontrar no outro um semelhante ou complemento adulto. 
( ) 06- Figura do próprio sexo com idade 
aproximada da idade de PSJ e figura do 
sexo oposto aparentando idade acima da 
de PSJ. 
Símbolo de que PSJ aceita o seu desenvolvimento, mas ainda 
espera encontrar no outro um complemento adulto mais maduro, 
que o/a guie, como protetor ou como orientador. 
( ) 07- Figura do próprio sexo com idade 
acima da de PSJ e figura do sexo oposto 
com idade abaixo da de PSJ. 
Símbolo de que PSJ parece aceitar o seu desenvolvimento, mas 
deseja ser ou parecer ser mais adulto/a do que é (identificação 
materna ou paterna), esperando encontrar no outro partes infantis 
perdidas, ou um complemento a ser guiado, orientado, ou 
dominado. 
( ) 08- Figura do próprio sexo com idade 
acima da de PSJ e do sexo oposto de idade 
adulta, mas mais jovem que a do próprio 
sexo. 
Símbolo de que PSJ parece aceitar seu próprio desenvolvimento, 
mas desejando parecer ou ser mais adulto do que é, e esperando 
encontrar no outro um complemento adulto, mas em quem tenha 
influência. 
( ) 09- Figura do próprio sexo e figura do 
sexo oposto com idade acima da de PSJ. 
Símbolo de que PSJ parece aceitar o seu desenvolvimento, mas 
desejando ser ou parecer ser mais adulto/a do que é e espera 
encontrar no outro um complemento adulto. 
No caso de sinais de decadência, símbolo de baixa de humor. 
 
 
4.3 Relações projetadas em função da valorização relativa de si e do outro. (Este conjunto, cujos detalhes 
de identificação e codificação podem ser buscados em TD04, contempla a valorização que PSJ mostra em 
relação a si e ao outro. Baseia-se nomontante e tipo dos símbolos de valorização que as figuras mostram.) 
Compare a figura do próprio sexo com a do sexo oposto e assinale cada aspecto dos descritos à 
esquerda que observar no desenho. Verifique à direita o que simbolizam. 
( ) Desenho da figura do sexo oposto em primeiro 
lugar. 
Símbolo de valorização do outro, de caráter latente (não 
reconhecida, mas espontânea). 
( ) Desenho da figura do sexo oposto com 
tamanho muito maior do que a do próprio sexo. 
Símbolo de valorização do outro, de caráter idealizado. 
(Protocolo BPSJ - tendência) 
( ) Figura do próprio sexo com tamanho muito 
maior do que a do sexo oposto. 
Símbolo de valorização de si de caráter compensatório, por 
inveja, ressentimento e/ou competitividade latentes. 
( ) Figura do sexo oposto muito mais bem 
desenhada (a), ou + potente, ou com + movimento 
ou com braços maiores (b), ou com + equilíbrio (c) 
do que a do próprio sexo. 
Grife de acordo com a letra assinalada na coluna 1: 
Símbolo de valorização e idealização do outro, ligada a 
maior atribuição de maturidade intelectual (a), ou poder de 
ação (b), ou equilíbrio emocional (c). 
( ) Figura do próprio sexo muito + bem desenhada 
(a), ou + potente (b), ou com + movimento ou 
braços maiores (b), ou + equilibrada (c) que a do 
sexo oposto. 
Símbolo de valorização e idealização compensatória de si, 
por inveja, ressentimento ou competitividade latentes, 
ligados a maior atribuição de maturidade intelectual (a), 
poder de ação (b), ou equilíbrio emocional (c). 
( ) Figura do sexo oposto com aspectos 
robotizados, ou com corpo vazio. 
Símbolo de características de indiferenciação que são 
projetadas no outro. 
( ) Figura do sexo oposto com aspecto ridículo, 
primitivo (caipira, palhaço, etc.). 
Símbolo de valorização de si de caráter compensatório, por 
inveja, ressentimento e/ou competitividade latentes. 
( ) Figura do próprio sexo com aspecto primitivo 
ou ridículo, (caipira, palhaço, etc.). 
Símbolo de valorização do outro, de caráter idealizado, 
coexistente à autoexposição depreciativa de si. 
( ) Figuras com tamanhos possíveis de ocorrer na 
realidade; tamanhos não muito diferentes entre si, 
e não discrepantes na potência, movimento, 
tamanho dos braços e equilíbrio da postura. 
Símbolo de valorização adequada de si e do outro 
(potencial para relações de respeito mútuo) 
(Desenho de B.PSJ) 
 
 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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4.4 Relações projetadas em função de qualidades afetivas atribuídas a si e/ou ao outro. (Este conjunto, 
cujos detalhes de identificação e codificação podem ser buscados em TD05, contempla as semelhanças e 
diferenças de características afetivas atribuídas a si e ao outro. Baseia-se na identificação das expressões das 
duas figuras, principalmente.) 
 No Quadro que se segue, compare a figura do próprio sexo com a do sexo oposto e assinale 
cada aspecto dos descritos à esquerda que observar no desenho. Verifique à direita o que simbolizam. 
( ) Uma pessoa é desprotegida ou ingênua e a 
outra é claramente persecutória. 
Símbolo do uso de defesas de idealização e dissociação, com 
projeção e desconfiança excessivas nas relações 
(inter)pessoais. 
( ) Uma pessoa é desprotegida e a outra é 
claramente protetora. 
Símbolo do uso de defesas de idealização dissociada nas 
relações (inter)pessoais. 
( ) Uma pessoa se mostra depreciada e 
destruída e a outra se mostra completa, rica, 
possuidora de bens, bonita. 
Símbolo do uso de defesas de idealização dissociada nas 
relações (inter)pessoais, como proteção contra tendências 
depressivas. 
( ) Uma pessoa se mostra muito sedutora ou 
pouco vestida e outra muito vestida, formal. 
Símbolos de repressão e conflito em relação a tendências 
sexuais opostas (exibicionismo/ recato, promiscuidade/ 
puritanismo, etc.). 
( ) Uma das figuras com cabelos acertados e 
outra com cabelos desordenados. 
Símbolos de repressão e conflito em relação a tendências 
sexuais opostas (exibicionismo/ recato, promiscuidade/ 
puritanismo, etc.). 
( ) Uma pessoa se mostra submissa e 
dependente e a outra é forte, ou firme, bem 
plantada no chão (opostos do passivo e ativo) 
Símbolo de relação internalizada de dominação ― submissão, 
em que se alternam (dissociam) a passividade apaziguadora 
com a dominação. 
( ) Uma pessoa está limpa e outra suja ou um 
desenho tem traços cuidados, limpos, e certos e 
outro está borrado, rabiscado, sujo. 
Símbolo de funções pessoais de controle e contenção 
dissociadas da agressividade evacuativa (excessiva e passível 
de irromper). 
( ) Uma pessoa está representada através de 
linhas cuidadas e certas e outra através de 
linhas confusas, pontudas, repassadas. 
Símbolo de funções pessoais de controle e contenção 
dissociadas da agressividade evacuativa (excessiva e passível 
de irromper). 
( ) Desenho de qualquer outro par antitético 
em que as pessoas desenhadas representem 
opostos no conteúdo (padre-prostituta, Jesus-
demônio) ou na forma de representação. 
Símbolo de funções pessoais que o sujeito traz dentro de si e 
que dissocia. (Identificar o par de funções que foi colocado em 
oposição - por exemplo, espiritual x carnal, bem x mal.) 
( ) Desenho de pessoas excessivamente bonitas, 
ricas, completas, perfeitas, "boas". 
Símbolo do uso de defesa de idealização, para proteger de 
conteúdos ligados à percepção de frustrações ou perda. 
( ) Desenho de dois bolsinhos no peito, um de 
cada lado, na figura do sexo oposto. 
Símbolo de conflitos ou dificuldades (negadas) nas relações de 
dependência e apego à imago materna e que tendem a se 
mostrar na relação com o outro. 
( ) Numa mesma figura, características opostas 
(ex.: figura muito pequena, mas muito forte). 
Símbolo de ambivalência presente nas relações intrapessoais 
ou interpessoais. 
( ) Seios enfatizados na figura feminina, 
desenhados por mulheres. 
Símbolo de uso agressivo da feminilidade na relação com o 
objeto sexual, e/ou de identificação e ligação com a imago 
materna, vista como forte e potente. 
( ) Seios enfatizados na figura feminina, 
desenhados por homens. 
Símbolo de conflitos ou dificuldades nas relações de 
dependência com objeto sexual, por forte apego à imago 
materna, em geral com culpabilidade e/ou ansiedade. 
( ) Qualquer uma das duas figuras representa 
o(a) parceiro(a) sexual de PSJ 
Símbolo de identificação com o(a) parceiro(a) de PSJ. 
( ) Figuras diferenciadas, mas com qualidade de 
integração afetiva semelhante. 
(Desenho de B.PSJ) 
Símbolo de integração afetiva, com potencial para relações de 
respeito mútuo. 
 
Tema 4. Síntese parcial sobre a aceitação do desenvolvimento e diferenciação pessoal de B.PSJ: 
 B.PSJ ainda apresenta resíduos de indiferenciação psicossexual, com alguma dificuldade em 
reconhecer as qualidades do sexo oposto que são diferentes das do seu sexo. B.PSJ receia aceitar 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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plenamente o desenvolvimento, desejando permanecer na idade das descobertas sexuais, do amor 
idealizado ou romântico e do adiamento das pressões das responsabilidades. E espera encontrar no 
outro um semelhante, compreensivo, mostrando certa valorização do outro, de caráter idealizado. 
Contudo, dentro desta dinâmica ainda idealizada, B.PSJ demonstra valorizar adequadamente a si e ao 
outro, com integração afetiva que demonstra capacidade para relações de respeito mútuo. 
 
5. DADOS ADICIONAIS FORNECIDOS PELA HISTÓRIA 
 
 Neste modelo simplificado, prevê-se apenas uma análise superficial da história, tentando 
responder à questão: a história construída confirma, nega, modifica ou amplia o que foi obtido pelo 
teste gráfico?No caso dos desenhos de B.PSJ, a história confirma a visão idealizada do ser humano1. Confirma-
se também a conduta de evasividade ao contato mais íntimo e que possa oferecer mais riscos2. 
Confirma-se também a ênfase aos aspectos não agressivos dos vínculos3. Confirma-se também a 
repressão da sexualidade4. Finalmente, confirma-se o desejo de uma união fusional, contra a solidão.5 
(1) representada por personagens de aspecto inofensivo: adolescentes, de classe média, casa bonita, muitas amizades, 
meiguice, compreensão, etc. (2) O garoto da escola não sabe do amor da mocinha por ele, o rapaz é tímido e tem medo de 
"chegar" nas garotas. (3). Ela é meiga, compreensiva, só tem "briguinhas" com o irmão. (4). A história refere-se a dois irmãos, 
nenhum namora, todos muito inocentes, e ela sonha tornar-se dançarina (sendo que a dança é tida como sublimação da 
sexualidade, na simbologia geral). (5). Ela tem uma amiga inseparável, e ele, um cachorro, xodó da família. 
6. SÍNTESE GERAL (soma das sínteses parciais, menos repetições) 
B.PSJ apresenta atitude adaptativa, sendo capaz de mobilizar capacidades de reparação com 
facilidade. Demonstra percepção precisa da realidade e se valoriza adequadamente, com condições de 
manter relação diversificada e pluralista com o meio que a cerca. Contudo, alguma insegurança, e a 
presença de atitudes convencionais, ainda levam a condutas de evitação e restrição pessoais, 
especialmente diante de situações mais exigentes. 
Do ponto de vista cognitivo, B.PSJ apresenta visão estruturada da realidade concreta, com 
capacidade de planejamento e simbolização normais, preocupando-se com a correção e adequação de 
conjunto de suas estratégias de ação no ambiente, tendendo espontaneamente a lidar com a realidade 
cotidiana de forma racional e prática (Outro modo de falar da elaboração operatório – concreta). 
Entretanto, alguma preocupação com as relações de dependência no relacionamento interpessoal 
amoroso, e com garantir sua autoproteção, podem estar impedindo B.PSJ de atingir um padrão mais 
elevado de desempenho. (Substituiu-se padrão de excelência, por causa do excelente na linha seguinte.) 
Do ponto de vista afetivo-emocional, B.PSJ apresenta integração básica excelente, sem 
dificuldades psicológicas significativas. Ainda surgem, como resíduos do processo de desenvolvimento, 
leve dependência e insegurança, que B.PSJ procura solucionar através do relacionamento afetivo-
amoroso, de forma socializada. B.PSJ apresenta controles adequados, com agressividade expressa com 
contenção, buscando dar ênfase aos aspectos não agressivos dos vínculos, e demonstrando também 
certa repressão da sexualidade, com tentativas de sublimação. Embora B.PSJ tenha desenvolvido 
atitudes de feminilidade, apresenta alguma dificuldade na aceitação da sexualidade masculina. 
Esta dificuldade provém de B.PSJ ainda apresentar resíduos de indiferenciação psicossexual, 
com dificuldade em reconhecer qualidades no sexo oposto que são diferentes das do seu próprio sexo. 
B.PSJ receia aceitar o desenvolvimento plenamente, desejando permanecer na idade das descobertas 
sexuais, do amor idealizado ou romântico, e do adiamento das pressões das responsabilidades. 
E espera encontrar no outro um semelhante, compreensivo, demonstrando certa valorização do 
outro, de caráter idealizado, e o desejo de uma união de iguais, contra a solidão. 
Contudo, dentro dessa dinâmica ainda idealizada, B.PSJ demonstra valorizar adequadamente a 
si e ao outro, com (ver primeiro parágrafo e este último) apresenta qualidades de integração afetiva que 
demonstram capacidade para relações de respeito mútuo. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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Observações finais sobre B.PSJ. O desenho da figura humana mostrou, portanto, uma 
personalidade muito equilibrada. A título de pesquisa, aplicaram-se outros testes de personalidade em 
B.PSJ: o 16PF e o MMPI-1, testes de personalidade que na época eram aprovados pelo CFP [E que 
considero muito bons, especialmente o 16PF]. O 16PF mostrou todos os resultados, dos 16 traços de 
personalidade, no intervalo de 1 desvio padrão da média, com exceção de inteligência, que é superior. 
O MMPI mostrou um perfil válido, com nenhum resultado nas escalas clínicas acima de 53 e as 
seguintes características que confirmam o desenho da figura humana: senso comum; defesas 
moderadas, cuidados no contato interpessoal; atitude prática, com aceitação da autoridade social e 
controle de si; controle de tipo conservador; forte interiorização do papel feminino, com atitudes de 
sensibilidade, idealismo e altruísmo. 
 
 
Uma vez que você esteja com o seu protocolo analisado, é só praticar. Afinal, você já deve ter 
percebido: quanto mais se repete, mais fácil fica!1 
Se você desejar aprimorar seus conhecimentos: 
 Vá ao Texto 10, sobre o desenho da figura humana e as dificuldades psicológicas, as defesas 
e as reações de ajustamento. 
 Leia o Texto 11, que mostra uma das pesquisas realizadas sobre o assunto. 
 Depois, é por sua conta: é estudar a bibliografia utilizada, pesquisar novos trabalhos, 
trabalhar com afinco, para melhor compreender e servir ao PSJ ― e poder ampliar os 
estudos acadêmicos sobre a análise de desenhos!... 
 
Com isso, meu recado está dado. Boa sorte! 
 
 
Bibliografia 
 
 A bibliografia utilizada se encontra no Texto 12 dessa Coletânea de Textos sobre o desenho da 
pessoa humana. 
 
Palavras de cautela: esta Coletânea não é adequada 
para se tornar teste de personalidade e nem para fazer 
psicodiagnóstico de uma pessoa. Mas pretende: (a) 
despertar ou ampliar o interesse pela compreensão de si ou 
de outros através de desenhos; (b) despertar interesse pela 
Simbologia e para o trabalho com símbolos; (c) incentivar a 
busca de novas fontes de estudo e diferentes áreas de 
conhecimento; (d) gerar pesquisas na área de desenhos. 
 
 
1 Temos interesse em disponibilizar uma tutoria para perguntas pontuais sobre análise de desenhos. Verifique, 
usando o cadastre e comente, se esse serviço já está disponível. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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Anexo 
Modelo completo: identificando os traços gráficos no protocolo. 
 A primeira síntese se baseia nos desenhos de uma mulher ― A.PSJ ― solteira, de 56 anos, 
hospitalizada para tratamento de episódio de depressão maior, com tentativa de suicídio por ingestão 
de comprimidos. Ela desenhou primeiramente a figura do sexo masculino. 
 
Figura 1. Figuras masculina (nº1, esquerda) e feminina (nº2, direita) desenhadas por A.PSJ 
Tamanho natural, não reduzido. 
A síntese foi feita pelos traços presentes na figura feminina (mesmo sexo de A.PSJ), que foi a segunda 
desenhada. Ao mesmo tempo, fui observando a figura masculina, para detectar diferenças significativas. 
A sucessão do primeiro desenho (figura masculina) foi: cabeça → sobrancelhas → olhos → nariz 
→ boca → pescoço → tronco → pernas → braços → mãos → pés → cabelo, e os comentários após o 
desenho foram: ―"Não sei se você percebeu que eu fiquei sem saber definir se era homem ou mulher. ― 
Me deu uma revolta! ―Tenho repulsa à mulher!... ― Às vezes, acho que represento..." 
 A sucessão do segundo desenho (figura feminina), foi: cabeça → traços faciais como acima → 
cabelo → pescoço → braços → vestido → pernas e pés → retoque no cabelo. Os comentários: ― 
"Sempre lembro da minha mãe. Uma coisa triste. Mas acabei desenhando a nós, daqui, todas iguais, 
com a mesma cabeça." 
Como trabalhar com os Quadros. O Quadro 1 apresenta os traços dos desenhos de A.PSJ, 
identificados e codificados pelo sistema descrito no Texto 5, Como identificar traços específicosda 
Figura e no Texto 6, Como identificar características gerais dos desenhos. Tendo à sua frente esses dois 
Textos, leia o código atribuído ao desenho de A.PSJ, olhe o desenho e raciocine sobre os critérios usados 
para atribuir um determinado código ao desenho. No Quadro 1, as informações de número e nome do 
código ajudam você (e.g., PF01.02-Cabeça de tamanho normal ). Após cada código, você pode ler também o 
raciocínio, medidas, ou informações que foram as razões para a atribuição do código (e.g., A proporção 
normal é de ... e duas medidas, feitas por aproximação, indicaram 0,63 e 0,65.). Isso permite compreender 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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como os critérios são aplicados e complementa o entendimento das definições operacionais dos traços 
dos Textos anteriores. Em casos óbvios, pede-se somente que se olhe o desenho. 
Quadro 1 Identificação e codificação do protocolo de A.PSJ: traços gráficos presentes no 
desenho 
PF01.02-Cabeça de tamanho normal. A proporção normal é de 0,50 a 0,74 entre a área da cabeça e a área do tórax 
e duas medidas, feitas por aproximação, indicaram 0,63 e 0,65, respectivamente. (Obs: Este desenho foi aplicado 
no início das pesquisas, antes que descobríssemos que era preciso que PSJ indicasse a linha de cintura da figura, conforme 
instruo na Aplicação; no caso A.PSJ, o desenho não se encaixa nas outras definições (nem cabeça grande e nem pequena). 
PF02.08.06- Rosto com expressão vaga. O desenho mostra figura inexpressiva, com pouco ânimo facial. Juízes 
independentes concordaram neste ponto. 
PF03.05-Olhos pouco detalhados. O desenho apresenta sobrancelha e órbita (somente duas das partes possíveis de 
compor o desenho dos olhos). 
PF03.07- Olho(s) vazio(s), sem os elementos centrais. Somente órbita, sem íris/pupila. 
PF03.16- Olhos oblíquos para baixo. O traço ocorre em um dos olhos. 
PF04.11- Nariz com deformações. O nariz, em dois traços, está torto e sem fechamento. 
PF05.11- Boca aberta e interrompida. A boca em dois traços fica aberta e não chega a ser completada nas laterais. 
PF06.00- Queixo: representação modal. Há presença de um espaço entre a boca e o contorno inferior do rosto, e 
linha que demarca o queixo do pescoço. 
PF06.00.02- Testa representada. Há espaço entre sobrancelhas e inserção dos cabelos. 
PF07.01- Orelhas omitidas. Ausência de representação das orelhas. 
PF08.10- Cabelo ralo. O cabelo é escasso, com indicação rápida de pelo na cabeça. 
PF08.12- Cabelos superpostos à cabeça. Cabelos não enraizados, superpostos artificialmente à cabeça, que 
aparece sob os mesmos ― é possível observar-se o contorno da cabeça. 
PF11.09- Tronco geométrico. O tronco tem forma de retângulo (na região dos ombros), e triângulo (na "camisola"); 
há presença de ângulos, e dá impressão de mais linhas retas e de infantilidade de desenho. 
PF13.04- Cintura não representada. Não há sugestão gráfica de cintura. 
Ombros. A identificação e codificação adequada seria “interseção entre ombros ausentes e ombros geométricos” 
(estes, presentes na fig. masculina), pois a linha que representa o braço sai direto da "linha dos ombros", em 
continuidade com ela (lado direito da figura), mas há também um arremedo de retângulo na linha dos ombros. 
PF18.01- Braços omitidos total ou parcialmente. Falta parte dos braços. 
PF18.02- Braços pequenos e/ou muito finos. Os braços (por aproximação) terminam acima/ na altura da cintura; só 
têm estrutura indicada e dão visível impressão de fragilidade. 
PF19.01- Mãos omitidas. Mãos não representadas. 
PF21.02- Pernas muito mal desenhadas, ou com problemas de desenho. As pernas são representadas difusas, 
incompletas, e cortadas na zona dos pés. 
PF21.05- Pernas de tamanho diferente entre si. Uma perna está maior que outra, mas não chega a conferir forte 
desproporção ao conjunto. 
PF21.09- Pernas e braços pequenos, finos e frágeis. Os membros parecem insuficientes em relação ao tronco 
desenhado. 
PF21.10- Pernas e braços vazados e rígidos. Pernas e braços com aberturas nas extremidades e ausência de 
movimento. 
PF22.07- Pés muito distorcidos. Os pés apresentam forte distorção na forma e posição. 
PF24.01- Poucas indicações de roupa: menos que o essencial. A presença de roupa é sugerida apenas pela 
indicação rápida de saia triangular (no caso, camisola triangular). 
PF25.04- Saia ampla e geométrica. A camisola tem formato de triângulo simples, é geométrica e mais larga que a 
própria dimensão do corpo da figura desenhada. 
AP01.25- Figura despersonalizada. A figura mostra perda das características de humanização, vazia, inexpressiva, 
despersonalizada. (Cf. com ilustração desse código no Texto 6!) 
AP01.00.01- Desenho de si mesmo. A.PSJ fez o comentário: nós daqui... (é um eu, embora despersonalizado pela 
hospitalização e doença). 
AP02.03- Figura que mostra pouca capacidade de contato. Os traços faciais são tênues, os braços frágeis, e há 
lesões em partes com função de intercâmbio pessoal, como boca, mãos. 
AP02.20- Figura triste. Juízes concordaram que a figura mostra-se infeliz, desalentada, etc. 
AP02.21-Figuras fracas. A figura é pequena (AP05.06) e juízes concordaram que parece frágil. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
23 
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AP03.01- Ausência de movimento. Juízes concordaram que a figura está parada, desvitalizada, e dá impressão de 
falta de vida. 
AP04.03- Figura de frente, sem condição de apoio nos pés. A figura está de frente, no eixo vertical, mas não pode 
ser considerada de pé porque os pés estão mutilados, vazados e um deles em linha, de modo que ocorre um 
arremedo da postura de frente, de pé. Obs.: a figura masculina de pé, de frente, na vertical; embora com linhas 
interrompidas, parece mais capaz de equilíbrio (levando-se em conta a escolaridade de A.PSJ, seria normal). 
AP05.06- Figura pequena. A figura mediu 8,8 cm (entre 7,5 e 10,5 cm.). Obs.: a figura masculina é cotada AP05.00, 
estando no limite inferior (10,6 cm) do modal. 
AP06.10- Figura no quadrante inferior esquerdo. Figura estava no canto inferior esquerdo. (Obs.: a figura masculina 
estava mais central, embora na metade inferior.) 
AP07.00- Figura sem fundo ou chão. O sujeito só desenhou o que foi pedido. 
ES01.10- Sucessão com início ou término pelo cabelo. A.PSJ começou pela cabeça, fez o desenho e depois fez o 
cabelo; na 2ª figura, retocou o cabelo ao final. (Cf. sucessão descrita.) 
ES02.02- Simetria confusa. O desenho de A.PSJ apresenta ombros assimétricos, pernas desiguais, braços 
assimétricos (um em ponta, outro em dois traços abertos), um pé em duas dimensões e outro em uma 
dimensão. 
ES03.03- Perspectiva confusa. O desenho de A.PSJ é um esquema de ser humano, apresentando inclusive partes 
unidimensionais, partes abertas. 
ES05.05- Desenho com pobreza de detalhes. O desenho de A.PSJ é pobre, a maior parte do corpo fica em branco e 
um único dos itens de Peter OAS foi incluído: sobrancelha. 
ES05.11- Desenho com desproporções grosseiras. Desproporções no nariz-boca, no pescoço fino, braços curtos 
demais, finos demais, pernas finas em excesso. 
ES05.14- Presença de amputações gerais. Os braços estão parcialmente amputados; e a figura está sem mãos e 
dedos. 
TD01.03- Figuras pobres e semelhantes, mas com sexo identificável pelas roupas ou cabelo. As figuras dos dois 
sexos são distinguidas pelos cabelos maiores em uma e quase ausentes na outra; as figuras são muito iguais, e 
uma tem dois tubos e outra um triângulo como saia. 
TD01.12- Figura do sexo oposto com problemas de desenho na área genital. Na figura do sexo oposto, a linha da 
entrepernas se acha claramente fragmentada. 
Idade. A análise dos códigos relativos à idadeficou prejudicada, porque um juiz atribuiu 40 e outro, 80 anos à 
figura. 
TD04.01- Figura do sexo oposto desenhada em primeiro lugar por mulheres. (Cf. descrição do aplicador.) 
TD04.09- Figura do sexo oposto mais potente, ou com mais movimento, ou com braços maiores. A figura do sexo 
oposto é maior. Além disso, os ombros são ausentes, os braços omitidos parcialmente e as mãos, omitidas da 
figura feminina, em contraste com ombros geométricos (PF17.07), braços presentes e mãos imprecisas 
(PF19.05) da figura masculina. 
TD04.12- Figura do sexo oposto com posição de mais equilíbrio que o sexo próprio. A figura do sexo oposto tem 
mais chance de equilíbrio, e a do próprio sexo não tem um dos pés, está mal apoiada. 
TE01.02- Traçado débil com zonas abertas.TE01.01 + espaços entre os traços individuais que permitem passagem 
do lápis de fora para dentro da figura. 
TE02.00/ 02.02- Pressão média e variável, e pressão fraca. Cf. a espessura; e não foi detectada pressão ao tato 
colocando o dedo no avesso do papel. 
TE04.01- Predomínio de linhas retas e angulosas. O desenho de A.PSJ tem marcada presença de linhas retas e de 
ângulos agudos. 
TE05.05- Linha fragmentada ou interrompida. A linha descontínua, com pequenos hiatos, de aparência leve e 
difusa é vista ainda mais claramente na figura do sexo oposto. 
TE05.07- Linha com algum pequeno tremor. Veja o ombro esquerdo da figura. 
TE05.11- Linhas que se superpõem em pelo menos duas partes do corpo. As linhas se superpõem, uma passando 
descuidadamente sobre a outra, nas seguintes partes: cabeça (v. topo), tronco (v. ombro), pescoço (com rosto), 
braço, perna, pé. 
TE06.01- Poucas correções e retoques em produção medíocre ou menos. Pouquíssima ou nenhuma utilização do 
uso da borracha (0 a 1 vez), sendo a produção, comparando-se com outras, de média a fraca. (Foi feita 
observação do comportamento.) 
TE07.18- Demonstrar dificuldade em fazer pessoa sexuada. A pessoa faz a primeira pessoa indefinida sexualmente 
e mostra surpresa ao receber a segunda instrução (Cf. comentário feito por A.PSJ) 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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TE07.25- Exibir contradição entre as realizações gráfica e verbal. Demonstrar atenção gráfica insignificante, 
contrastando com grande fantasia verbal; ou anulação verbal intensa da agressividade registrada graficamente; 
ou ... (ver história contada por A.PSJ, adiante). 
Na figura masculina, observou-se o traço PF01.07-Cabeça com traçado mais evidente do que o resto do corpo, além 
do que foi incorporado no Quadro 1. 
 
Veja: há, para o desenho relativamente pobre de A.PSJ, um total de 57 traços. 
 
Isso certamente ajuda a controlar características de personalidade do analista! 
 
Modelo completo: identificando e agrupando símbolos logicamente 
Os símbolos serão agrupados em unidades maiores de compreensão significativa. Essa 
organização impede a fragmentação das informações e também permite ver o peso relativo das 
características apresentadas pelo PSJ. Ao agrupar símbolos semelhantes, começam a aparecer 
configurações: alguns “tipos” de símbolo são mais frequentes que outros. Podemos supor que isso 
revele diferenças de intensidade de características pessoais associadas a estes “tipos”. 
Na prática. A primeira tarefa é registrar os símbolos ligados a cada traço. No Anexo ao Texto 
5, você tem o tipo de Quadro que é melhor para isso. No Passo 4 do mesmo Anexo, você lê como fazer o 
registro dos símbolos. [Como treinamento, você pode fazer isso com os 57 traços gráficos presentes nos 
desenhos de A.PSJ, apresentados no Quadro 1; ou pode imaginar como isso foi feito e seguir em frente.] 
A segunda tarefa é agrupar os símbolos, i. e., colocar próximas, umas das outras, todas as 
interpretações simbólicas semelhantes existentes, e que estão no Quadro de Símbolos específicos de 
qualquer PSJ. Quem estiver trabalhando com computador, basta olhar a semelhança e usar o comando 
"mover". Quem estiver trabalhando manualmente, basta fazer pilhas das tiras com as interpretações 
simbólicas semelhantes. 
Relembrando, no momento do agrupamento inicial, feito por semelhança de significados 
simbólicos, geralmente o analista começa a ter uma ideia genérica do que o desenho revela. Algum PSJ 
apresentará um conjunto de oito traços indicadores de dificuldades com sexualidade; outro, um 
conjunto de quatro traços que indicam insegurança, etc. No caso de A.PSJ, verificamos que ela usou 
traços que simbolizam impulsividade, valorização excessiva das outras pessoas, pouca valorização de si, 
baixo nível de energia, pouca capacidade de contato, etc.. Nesse ponto, pode-se passar à segunda fase 
do agrupamento, que demanda a organização lógica desses conjuntos simbólicos. 
O exemplo abaixo mostra o agrupamento por semelhança de alguns dos traços retirados do 
protocolo de A.PSJ. Eles têm por denominador comum simbolizarem impulsividade na concepção de 
Petar Oas: pouca capacidade de mediação cognitiva e pouco adiamento de respostas. 
Quadro 2. Primeira configuração emergente do protocolo de A.PSJ 
Traços gráficos (A.PSJ) Significados simbólicos dos traços gráficos do protocolo de A.PSJ 
ES05.05- Desenho com 
detalhes pobres. 
Símbolo de pouca capacidade de mediação cognitiva e pouco adiamento de 
respostas: um dos indicadores de impulsividade 
TE05.11- Linhas que se 
superpõem em pelo menos 
duas partes do corpo. 
Símbolo de pouca capacidade de mediação cognitiva e dificuldade de adiar e 
controlar respostas. Indicador de impulsividade (P. Oas). 
TE06.01- Poucas correções e 
retoques em produção 
medíocre ou menos. 
Símbolo de limitação das faculdades de avaliação e correção, com possível critério 
pobre de realidade e reação impulsiva ou lábil aos estímulos. Símbolo de pouca 
capacidade de mediação cognitiva e dificuldade de adiar e controlar respostas. 
ES02.02- Simetria confusa. Indicador de impulsividade. Símbolo de labilidade, falta de equilíbrio emocional. 
Símbolo de debilidade de defesas, com pouca crítica e discriminação. 
 
 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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Agrupando de forma lógica: possíveis eixos organizadores 
Um agrupamento lógico pode ser feito de acordo com o eixo de organização que se desejar. Ele 
é feito após o agrupamento por semelhança, em que as configurações começam a se estruturar. Vou 
descrever alguns dos possíveis eixos de organização. No protocolo de A.PSJ, optei por usar o eixo 
organizador adaptado ao protocolo. 
A) Eixo aspectos de adaptação, estrutura de base, e defesas. Esse eixo é inferido de 
Ocampo (passim), e a descrição começa pelos aspectos adaptativos da personalidade de PSJ. Em 
seguida, é descrita a forma como PSJ forma seus vínculos (que revela a estrutura de base: mais 
indiferenciada, ou mais diferenciada). A estrutura indiferenciada é calcada em processos de 
identificação projetiva e introjetiva; já a estrutura mais diferenciada apresenta os controles obsessivos e 
do recalcamento, os quais permitem diferenciação entre o externo e interno, e entre inconsciente e 
consciente. Finalmente, são descritas as defesas de que PSJ dispõe, mas como complexo de fantasias 
sobre o estado do eu e do objeto: fantasias sobre a bondade ou maldade do eu e do objeto, sobre a 
natureza do vínculo entre esse eu e esse objeto, sobre o modo de neutralizar aspectos temidos do 
vínculo, e as consequências do uso dessas defesas. [Como se pode ver, a base é psicanalítica, da teoria de 
relações objetais de Melanie Klein e Elza Grassano.] 
B) Eixo impulsos e motivações, controle, e organização das motivações. Por esse 
eixo, baseado na visão de personalidade de Brasil (passim), são descritos os aspectos de personalidadeligados às motivações de PSJ. Em seguida são analisadas as formas pelas quais PSJ as controla. 
Finalmente, é descrito o nível de organização no lidar com tudo isso. Isso inclui suposições sobre o 
futuro de PSJ, derivadas, naturalmente, do montante de organização de que PSJ se mostra capaz. 
[Mesmo havendo uma semelhança superficial com a visão estrutural de id, superego e ego, há um tratamento 
existencial e evolutivo que torna a visão irredutível à psicanálise.] 
C) Eixo situação, o tempo, o espaço, o outro, a fala, a obra. Esse eixo, baseado em 
Augras, busca “identificar e explicitar o modo de existência do sujeito, no seu relacionamento com o 
ambiente, em determinado momento". A descrição da situação explicita os conflitos e contradições da 
existência de PSJ, na sua experiência de angústia e liberdade. A descrição do seu tempo explicita os 
limites que o tempo-idade coloca para PSJ, sua visão do passado, sua vivência e sentido do presente, 
perspectivas de futuro. A descrição de seu espaço explicita sua movimentação, percepção de limites 
corporais, sua experiência de ser corpo e integração. Ao descrever o outro do PSJ, são explicitados os 
limites relativos da coexistência e da coestranheza, a saber: noção de si e consciência do outro como 
separado de si, e sua consciência do “outro”-em-si (seu eu desconhecido, sua alteridade para si próprio). 
A fala dirá dos aspectos simbólicos e de comunicação e uso da abstração e a obra, seu fazer e criar. 
D) Eixo adaptado ao protocolo. Neste, a síntese depende das características de cada 
conjunto de desenhos, das quais surge uma forma de organização. Pode-se começar do que é mais 
presente na personalidade (mais intenso) para aquilo que é menos presente ― no caso de um desenho 
da figura humana, indicadores mais visíveis e símbolos mais repetidos para os menos frequentes. Ou do 
mais adaptativo ao mais patológico, i. e., dos símbolos que costumam estar associados a condutas mais 
produtivas para o sujeito, e descrevendo depois as reações que são mais associadas a dificuldades 
psicológicas. Do mais conhecido para PSJ (menos ameaçador) para o mais desconhecido (mais 
ameaçador). Do mais geral para o mais particular, i. e, características de estruturais e mais gerais, para 
as de expressão simbólica mais restrita. 
Modelo completo: aplicando o agrupamento aos desenhos de A.PSJ 
Os Quadros seguintes apresentam os símbolos relativos a cada um dos traços codificados no 
protocolo de A.PSJ, após terem sofrido o agrupamento total ― por semelhança e lógico — de um modo 
adaptado ao protocolo. Você certamente identificará que os eixos mencionados atrás foram referências 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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para organizar logicamente as informações, embora não seguidas rigidamente. Analisados os conjuntos 
de informação semelhantes, a caixa de texto mostra a organização lógica que surgiu no protocolo. 
O raciocínio referente a cada agrupamento 
realizado está explicitado nos quadros que foram feitos, e 
que você encontrará mais adiante. 
Do mesmo modo que se pode escolher um eixo 
qualquer, pode-se iniciar uma síntese da forma como se 
desejar. Uma linha de trabalho possível é principiar pela 
reação do sujeito à tarefa de desenhar, pois isso mostra a 
reação imediata a elementos geradores de alguma tensão 
que a pessoa encontra na sua vida. Como, em geral, 
analisamos uma tarefa psicológica para termos uma 
compreensão maior sobre PSJ, parar para pensar sobre 
como PSJ se apresentou me parece um bom princípio. Na 
tarefa de desenhar uma pessoa humana, isso ocorre pela 
observação da reação da pessoa às instruções (Categoria TE ― estilo de comportamento) e pela forma 
como faz o desenho. A forma de fazer o desenho é, por sua vez, contemplada na Categoria TE —traçado 
—, e na Categoria ES ― características estruturais da figura e da composição. 
No caso de A.PSJ, selecionei para essa primeira abordagem: a forma como A.PSJ obedeceu às 
instruções, as características de traçado e estilo, e as características estruturais Entretanto, como, no 
caso, um dos elementos estruturais que mais chamavam a atenção era a possibilidade de impulsividade 
(ver símbolos repetidos nessa direção), já adicionei nesse momento alguns outros traços PF referentes 
ao controle de impulsos. Isto quer dizer que A.PSJ apresenta a impulsividade no traçado (TE), na 
produção como um todo (ES) e no conteúdo simbolizado (PF). Para o "início" do início, escolhi um 
aspecto positivo, o que, quando se vai discutir o resultado com PSJ, a pessoa que desenhou, auxilia na 
aceitação, por ela, dos outros aspectos que são mais desagradáveis. 
O agrupamento bem feito permite naturalmente uma síntese em que os elementos estão inter-
relacionados e organizados. Inclusive, a facilidade de fazer a síntese é uma boa pista para o/a 
principiante avaliar se fez um bom agrupamento de símbolos. 
No caso de A.PSJ, vou fazer pequenas orientações e sínteses provisórias, mesmo interrompendo 
o conjunto, para que você possa acompanhar a forma de elaboração da síntese propriamente dita. Essas 
orientações estão grafadas em tipo diferente. 
Preste atenção, agora, à coluna 2, dos símbolos. Por ele é que você vai compreender o 
agrupamento feito. 
 
Símbolos do desenho de A.PSJ já agrupados, e raciocínio subjacente ao agrupamento 
 
Tema 1: como A.PSJ lida com a realidade imediata [Quadro 3] 
Primeiro conjunto Tema: aspectos de reação imediata à tarefa de desenhar 
(Amostra de comportamento de como A.PSJ lida com a realidade imediata) 
AP07.00- Figura sem 
fundo ou chão. 
Indicador de compreensão adequada e estrita dos limites à autoexpressão, dados pela 
situação. — Um aspecto positivo inicial da produção, mais o aspecto positivo 
observado "aquiescência de A.PSJ em colaborar". 
TE02.00- Pressão média 
e variável. 
Símbolo de bom tônus psicomotor, com adequação e moderação no montante de 
energia e confiança presentes na ação, com momentos de baixo nível de energia na 
ação, com ansiedade. — Um aspecto positivo, mas que introduz o tema da ansiedade e 
da baixa energia. 
TE05.07- Linha com... 
tremor. 
Símbolo de tendência a expressar a ansiedade fisicamente. — Um traço raro, referente 
à ansiedade. (Obs.: poderia ser efeito de medicação, também) 
Organização do protocolo de A.PSJ 
(1) Como PSJ lida com a realidade 
imediata. 
(2) Como PSJ percebe e vive o ser 
humano em geral. 
(3) Como PSJ percebe e vive o relacionar-
se com o mundo externo em geral; o 
receber; o trocar; o se afirmar e o se 
separar (psicologicamente) dos outros 
na convivência diária. 
(4) Como PSJ se sente. 
(5) Como PSJ sente o outro. 
(6) Possibilidades de transformação. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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TE01.02- Traçado débil 
com zonas abertas.(1a) 
Símbolo de falta de delimitação entre externo e interno, com interrupções causadas 
por conflitos psíquicos. - São dois os traços (1a e 2a) referentes à má delimitação 
interno-externo. 
TE05.05- Linha 
fragmentada ou 
interrompida. 
Símbolo de não discriminação, por predomínio de identificação projetiva, com falta de 
delimitação entre o mundo interno e externo. Traço (2a), mais menção à identificação 
projetiva. 
ES05.05- Desenho com 
detalhes pobres. 
Símbolo de pouca capacidade de mediação cognitiva e pouco adiamento de respostas: 
indicador de impulsividade de Oas. Indicador de diminuição da eficiência intelectual e 
do conhecimento realista do eu. Símbolo de retraimento, anulação, ou isolamento, 
com inquietude sobre o conceito de eu e sua ação. Impulsividade é qualidade muito 
marcante no protocolo; são 5 os indicadores (b) de impulsividade; este é 1b. 
TE05.11- Linhas que sesuperpõem em... duas 
partes... 
Símbolo de pouca capacidade de mediação cognitiva e dificuldade de adiar e controlar 
respostas. Indicador de impulsividade (P. Oas). Idem, (2b). 
TE06.01- Poucas 
correções... em 
produção medíocre ou 
menos. 
Símbolo de limitação das faculdades de avaliação e correção, com critério pobre de 
realidade e reação impulsiva ou lábil aos estímulos. Símbolo de pouca capacidade de 
mediação cognitiva e dificuldade de adiar e controlar respostas. Idem, (3b). 
ES02.02- Simetria 
confusa. 
Indicador de impulsividade. Símbolo de labilidade, falta de equilíbrio emocional. 
Símbolo de debilidade de defesas, com pouca crítica e discriminação. Idem, (4b). 
ES03.03- Perspectiva 
confusa. 
Idem, (5b) - a partir daqui os traços simbolizam o critério de realidade frágil, e a 
integração de si também frágil. Indicador de distúrbio na capacidade de discriminação 
e julgamento, com debilidade de funções adaptativas e de ajuste à realidade. Símbolo 
de mecanismos de clivagem unidos a mecanismos de identificação projetiva excessivos, 
com desorganização do ego e do objeto e com possibilidades de vivências de 
esvaziamento e despersonalização. 
ES05.11- Desenho com 
desproporções 
grosseiras. 
Símbolo de integração pobre e desarmonia na personalidade e no comportamento, 
com dificuldade de manter o equilíbrio entre os impulsos e o domínio deles. 
ES05.14- Presença de 
amputações gerais. 
Indicador de falta de crítica e critério de realidade debilitado. 
Símbolo de processos inconscientes de supressão e encobrimento, com frustração, ou 
sentimentos de culpa. 
Ombros: entre ausentes 
e geométricos 
Indicadores de falha e infantilidade no manejo intelectual da realidade concreta. 
PF11.09- Tronco 
geométrico. 
Indicador de primitivismo. 
TE04.01- ... linhas retas 
e angulosas. 
Símbolo de agressividade, tensão, crítica, decisão, assertividade e rigidez, com 
tendência à introversão. 
PF13.04- Cintura não 
representada. 
Símbolo de dificuldades com o controle dos impulsos. 
PF25.04- Saia ... 
geométrica. 
Símbolo do uso de padrões aprendidos de comportamento, de forma convencional e 
automática. 
 
 Síntese parcial 1 (primeiro conjunto: como A.PSJ lida com realidade imediata).2 Embora A.PSJ 
tenha apresentado compreensão adequada dos limites à autoexpressão dados pela tarefa estruturada 
de desenhar, e bom tônus psicomotor em boa parte do tempo, A.PSJ demonstrou momentos de baixo 
nível de energia na ação, com ansiedade, que tendia ocasionalmente a se expressar fisicamente. 
A.PSJ demonstrou intuito cooperativo durante a tarefa, mas tornou-se bastante visível sua 
impulsividade, dada sua pouca capacidade de mediação cognitiva e pouca capacidade para adiar e 
conter, de forma reflexiva, suas respostas.3 
 
2 Para facilidade didática, fiz esforço para manter a linguagem da segunda coluna. 
3 Se você desejar, e a síntese se destinar a outro profissional, você pode tornar a informação mais precisa, colocando 
entre parênteses o número de indicadores. Por exemplo: demonstra desejo de firmação ( 6 indicadores). 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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A.PSJ dispõe de padrões aprendidos de comportamento, que usa de forma indiferenciada, 
rápida, convencional e automática, sem maior preocupação com a avaliação efetiva de suas ações. 
Sem essa avaliação efetiva que a leve a retomar seus atos, mostra-se uma integração pobre e 
desarmônica na sua personalidade e no comportamento4. 
Observe que esta última sentença já prepara o parágrafo seguinte, sobre o segundo conjunto de traços. 
Além disso, optei por citar apenas a palavra "indiferenciada", deixando para explicitar a identificação projetiva e a 
falta de delimitação de si no segundo conjunto. 
 
Tema 2: como A.PSJ percebe e vive o ser humano em geral [Quadro 4] 
Segundo conjunto Tema: como PSJ percebe e vive o ser humano em geral 
AP01.25- Figura 
despersonalizada. 
Símbolo de mecanismos de clivagem unidos a mecanismos de identificação projetiva 
excessiva. Símbolo de desorganização do ego e do objeto e vivências de esvaziamento 
e despersonalização. 
AP01.00.01- Desenho de 
si mesmo. 
No caso de A.PSJ, conforme vimos no Quadro 6.1, símbolo de identificação projetiva 
(fusão com o nós despersonalizado das internas). 
PF21.10- Pernas e 
braços vazados e ... . 
Símbolo de ataques ao aparelho psicomotor. Outro símbolo de empobrecimento e de 
indiferenciação. 
TD01.03- Figuras pobres 
e semelhantes... com 
sexo identificável... p/ 
roupas ou cabelo. 
Símbolo de incipiente diferenciação psicossexual restrita a aspectos dos papéis de 
gênero convencionais à cultura, com forte dificuldade em reconhecer as características 
pessoais que diferenciam as pessoas entre si e com dificuldades em reconhecer 
características do sexo oposto que são diferentes das próprias. Idem. 
TE07.18- ... dificuldade 
em fazer pessoa 
sexuada. 
Símbolo de indiferenciação psicossexual, com recusa onipotente das diferenças 
sexuais. Idem. 
PF24.01- Poucas 
indicações de roupa: — 
que o essencial. 
Símbolo de menor adequação à realidade concreta e de pouco uso de defesas sociais. 
Símbolo de visão genérica em relação a pessoas e coisas, que pode impedir o 
planejamento objetivo no cotidiano. 
 
 
Síntese parcial 2 (segundo conjunto: como A.PSJ percebe e vive o ser humano em geral). A.PSJ, 
no momento, vive-se como personalidade empobrecida e despersonalizada. Mostra-se indiferenciada, 
com forte dificuldade em reconhecer as características pessoais que tornam as pessoas diferentes entre 
si e com dificuldades em reconhecer características dos outros que são diferentes das próprias. 
Como percebe o ser humano de forma pouco singularizada, atenta às características genéricas, 
bem como aos papéis de gênero convencionais à cultura, torna-se difícil para A.PSJ separar o que é 
próprio de si mesma do que é próprio do outro. Tende assim a confundir-se com o outro, o que impede 
o planejamento de estratégias de convivência, no cotidiano. 
Mencionei o aspecto genérico da vivência de A.PSJ, descrevi em linguagem accessível os processos da 
identificação projetiva, e repeti, intencionalmente, a informação sobre a "con-fusão" com os outros. Já está 
preparado o terceiro parágrafo, sobre as facetas do relacionamento de A.PSJ. 
 
Tema 3: como A.PSJ vive o relacionar-se com o mundo externo [Quadro 5] 
Terceiro conjunto Tema: como A.PSJ vive o relacionar-se com o mundo externo 
Obs.: Após agrupar os símbolos sob a ideia de relacionamento com o mundo externo, vi que eram pertinentes o 
receber, o trocar e o afirmar-se. 
PF02.08.06- Rosto com 
expressão vaga. 
Símbolo de falta de espontaneidade e do contato débil com o mundo exterior. 
Aspecto geral. 
AP02.03- Fig. com pouca 
capacidade de contato. 
Símbolo de pouca capacidade para as relações interpessoais, e retraimento 
(narcisismo). Aspecto geral. 
O receber 
PF05.11- Boca aberta 
interrompida. 
Símbolo de dificuldade em realizar introjeções adequadas, por vivência de que tais 
introjeções seriam daninhas e perigosas. 
 
4Usei a expressão avaliação efetiva, porque PSJ avaliou sua produção, como se vê pela história, mas não a retoma. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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PF03.05-Olhos pouco 
detalhados. 
Símbolo de recusa do meio ou de modo evasivo ao lidar com os choques da 
realidade. 
PF03.07- Olho(s) vazio(s). Símbolo do desejo de não poder ver. 
O trocar 
PF18.01- Braços omitidos 
total ou parcialmente. 
Indicador de falha no sentido concreto da realidade e na capacidade de adaptação. 
Símbolo de retraimento, bloqueio, conflito ou incapacidade de contatosocial e de 
contato com objetos. Símbolo de automutilação e de castração, por culpa. 
PF19.01- Mãos omitidas. Símbolo de ausência de confiança nos contatos sociais, na produtividade, ou em 
ambos, com limitação da capacidade de dar e receber, e repressão da 
agressividade.//Símbolo de dano egoico (vivência de castração) e culpabilidade 
por uso , real ou fantasiado, das mãos, como na agressão...ou ... automutilação. 
PF18.02- Braços pequenos 
e... finos. 
Símbolo de contato débil com o ambiente (falta de ambição, falta de realização 
dos objetivos), com sensação de contato inadequado. 
O afirmar-se (se separar psicologicamente do outro) 
AP04.03- Figura de frente, 
sem condição de apoio. 
Símbolo de possibilidade de autoexposição, mas com incapacidade de 
autocolocação no ambiente. 
PF21.02- Pernas mal 
desenhadas, ou com 
problemas ... 
Símbolo de dificuldade séria (dano, ou deterioração ou bloqueio) com as funções 
de crescimento, separação, e busca de satisfação de necessidades. 
PF21.05- Pernas de 
tamanho diferente... 
Símbolo de ambivalência referente ao impulso para a autonomia. 
PF22.07- Pés muito 
distorcidos. 
Símbolo de insegurança no caminhar, ou no estar no mundo ou no relacionar-se 
sexualmente, com tendência à agressividade infantil. 
 
Síntese parcial 3 (terceiro conjunto: o relacionar-se com o mundo externo). O contato de A.PSJ 
com o mundo exterior mostra-se, pois, frágil, havendo pouca capacidade para as relações interpessoais. 
A conduta privilegiada é o retraimento. A.PSJ foge ao contato com o meio indiferenciado, talvez 
porque, no fundo, tenha receio do que pode advir dele, ou mesmo tenha medo de vê-lo como é, na 
realidade. 
Se A.PSJ tem receio do que possa receber do mundo que recusa, teme também o que pode 
oferecer a ele. Mostra-se um forte bloqueio, com incapacidade de contato social e do contato com 
objetos, que possam se transformar em trabalho criativo. Ao contrário, predominam formas de 
automutilação, provavelmente ligadas a intensos sentimentos de culpa. 
Há uma forte dificuldade em relação às funções de crescimento, separação psicológica e busca 
de satisfação de necessidades, com ambivalência frente à autonomia, o que torna mais difícil A.PSJ 
sentir-se como pessoa. 
Portanto, A.PSJ não quer receber coisas do ambiente, não quer se colocar nele, para que, 
paradoxalmente, não se perceba e se sinta como uma pessoa singular e separada desse mesmo mundo. 
 
Obs.: Quando se fala em separação psicológica, esta não tem sentido de separar-se de alguém, mas de 
sentir que é diferente de todas as outras pessoas, que sua visão de mundo é singular, própria – e que, portanto, 
embora possa estar sempre acompanhada, em certo sentido é “só”. 
 
Tema 4: como A.PSJ se sente [Quadro 6] 
Quarto conjunto Tema: como PSJ se sente 
PF08.10- Cabelo ralo. Símbolo de sentimento de perda de vitalidade ou capacidade erótica. 
PF04.11- Nariz com 
deformações. 
Símbolo de sentimento de menos-valia. 
PF21.09- Pernas e braços 
pequenos, finos e frágeis. 
Sentimento de deficiência ou declínio. 
Indicador de transtorno no desenvolvimento. 
AP03.01- Ausência de 
movimento. 
Símbolo de baixo nível de energia. 
PF03.16- Olhos para baixo. Símbolo de controle frágil diante do meio, e baixa de humor. 
AP02.20- Figura triste. Símbolo de baixa de tônus vital e humor. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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AP02.21-Figuras fracas. Símbolo de vivências de impotência e inadequação, com inibição ou restrição do 
ego. 
AP06.10- Figura no 
quadrante inf. esquerdo 
Símbolo de conflitos, inadequação pessoal e fixação em conflitos e inseguranças 
básicos. Idem 
PF08.12- Cabelos 
superpostos à cabeça. 
Símbolo de falta de integração entre os impulsos vitais-sexuais e as instâncias de 
controle. Idem 
Idade: indefinida 
 
 Síntese parcial 4 (quarto conjunto: como A.PSJ se sente). Essa situação está ligada a um humor 
em que predominam os sentimentos de menos-valia e de perda de vitalidade ou capacidade erótica. Há 
fixação em conflitos e inseguranças básicos, e assim, os impulsos vitais-sexuais não se integram 
harmonicamente à noção de si mesma. 
 
Tema 5: como A.PSJ sente o outro [Quadro 7] 
Quinto conjunto Tema: como PSJ sente o outro 
AP05.06- Figura pequena. Símbolo de supervalorização do meio ambiente, e diminuição relativa da 
importância dada a si mesmo. 
TD04.09- Fig. do sexo oposto 
+ potente, com + movimento 
Símbolo de valorização e idealização do outro, ligada a atribuição de maior 
poder de ação. 
TD04.01- Figura do sexo 
oposto desenhada em 
primeiro lugar por mulheres. 
 Símbolo de valorização do outro, de caráter latente, i. e, não reconhecida, 
espontânea, inconsciente. Símbolo de visão androcêntrica da sociedade, com 
reconhecimento da maior valorização social dada ao homem. Símbolo de 
autoconceito empobrecido, com dependência e insegurança em relação à 
própria imagem. 
TD04.12- Figura do sexo 
oposto com posição de + 
equilíbrio que o próprio 
Símbolo de maior estabilidade e capacidade de enfrentar as realidades do dia a 
dia e de fazer frente às exigências da vida atribuídas ao outro, ou ao outro sexo. 
PF01.07-Cabeça com traçado 
+ evidente do que o resto do 
corpo (figura masculina) 
Símbolo da idealização das funções sociais-mentais (idealização neurótica), em 
contraste com sentimento de inferioridade ou vergonha em relação ao resto do 
corpo. 
ES01.10- Sucessão com 
término pelo cabelo. 
Símbolo de importância dada ou dificuldade presente em relação à sexualidade. 
TD01.12- Figura do sexo 
oposto com problemas de 
desenho na área genital. 
Símbolo de dificuldades na aceitação da sexualidade masculina, o que mostra 
problemas na relação com a diferença psicossexual (ansiedade a respeito da 
sexualidade ou da sexualidade masculina ― pênis, ou da penetração). 
 
Síntese parcial 5 (quinto conjunto: como A.PSJ sente o outro). A relação mais íntima com 
outros é marcada pelo fato de existir marcada valorização e idealização do outro. O outro, e, em 
especial, o outro do sexo masculino é idealizado como mais valorizado socialmente, mais capaz de ação, 
dono de maior equilíbrio psicológico, mais estabilidade e mais capacidade de enfrentar as realidades do 
dia a dia e fazer frente às exigências da vida. Paradoxalmente, a possibilidade de relacionamento sexual 
satisfatório com o outro sexo é diminuída, na medida em que coexiste o desejo de que inexista essa 
diferença sexual, vivida por A.PSJ como dor. 
 
Tema 6: possibilidades de transformação [Quadro 8] 
Sexto conjunto de traços Tema: possibilidades de transformação 
Traços de normalidade 
PF01.02-Cabeça de tamº normal. Um dos indicadores de normalidade. 
PF06.00- Queixo: repres. modal. Um dos indicadores de normalidade. 
PF06.00.02- Testa representada. Um dos indicadores de normalidade. 
PF07.01- Orelhas omitidas. Traço normal, mas que não indica boa observação. 
Outras possibilidades 
TE07.25- Exibir contradição entre as 
realizações gráfica e verbal. 
Símbolo de dissociação das características de si e do objeto, com uso 
de mecanismos de anulação e dificuldade de integração. 
 
 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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Síntese parcial 6 (sexto conjunto: possibilidades de transformação). A.PSJ mostra, pois, 
personalidade fortemente comprometida, apresentando pouca possibilidade, no momento, de usar 
seus recursos mais produtivamente, para sua própria satisfação. 
Entretanto, A.PSJ apresenta outros recursos de reflexão, de ordem verbal, que fazem supor 
possibilidades de mudança por trabalho psicoterapêutico. (Isso não elimina o tratamento 
medicamentoso, que é avaliado por médicos) [Essa última sentença remete à dissociação existenteentre o 
protocolo gráfico e o verbal, que será analisado na seção seguinte. A menção a este contraste é feita aqui, 
preparando o restante da análise da tarefa de desenhar as duas figuras.] 
 
 No último parágrafo, faz-se uma síntese do mais importante, colocam-se os aspectos 
positivos, as possibilidades para PSJ, e a orientação pedida pelo outro profissional5, se for o caso. Os 
aspectos positivos são dados pelos comportamentos adequados à tarefa do desenho, pelos traços de 
normalidade e complexidade do desenho e criatividade expressa na redação. As possibilidades são 
inferidas de uma avaliação global dos dados obtidos com o desenho. E a orientação é uma dedução do 
analista da tarefa, com base em seu conhecimento, seus pressupostos de trabalho e estilo de conduta. 
Você deve ter percebido que pertence aos meus pressupostos de trabalho a tentativa 
sistemática de buscar os pontos que podem alavancar uma mudança em qualquer PSJ, num sentido 
mais positivo, sem negar as dificuldades, ou a necessidade do atendimento médico concomitante. O 
parágrafo referente ao sexto conjunto expressou essa orientação e estilo de conduta. 
No caso de A.PSJ, optei por colocar os aspectos positivos e as possibilidades imagináveis para 
ela. Lamentavelmente, os pontos positivos obtidos do protocolo gráfico de A.PSJ são parcos, e apontam 
para um futuro tempestuoso (dos 57 traços, somente 5 são indicadores de normalidade). 
Entretanto, o desenho remete ao pré-verbal e mais arcaico, sendo os primeiros que se 
desorganizam e os últimos que se modificam, enquanto a história narrada remete ao mais secundário e 
elaborado. Por isso, especialmente quando o protocolo gráfico é muito pobre, a atenção ao aspecto 
verbal se torna mais necessária. Para isso, analisaremos a história que A.PSJ construiu. 
Modelo completo: analisando a história construída por A.PSJ 
Neste momento do trabalho, as perguntas são, basicamente, estas: 
 
(a) — A produção verbal confirma, nega ou modifica o que a produção gráfica comunicou? e 
(b) — Em que essa produção amplia o conhecimento que tenho da interioridade de PSJ? 
 
Apresento primeiro a história construída por A.PSJ. Em seguida, faço uma análise geral da 
mesma quanto ao aspecto cognitivo. Logo depois, analiso os pontos observados em cada parágrafo, 
comparando com os dados do protocolo gráfico. Finalmente, faço uma síntese do que foi 
compreendido, do ponto de vista da dinâmica afetivo-emocional de PSJ. Ao longo das pequenas 
análises, fui assinalando os itens que poderão entrar depois na síntese final sobre a produção verbal. 
 
História narrada por A.PSJ. 
(Obs.: a divisão em parágrafos foi feita por mim, para facilitar o trabalho de análise.) 
 
(1) "Desenhos feitos por uma pessoa que não tem nenhum dom artístico. Gostaria de ter 
pelo menos um. É encantada com todos os artistas, admira muito a arte e nada tem de artista. 
(2) Se surpreende muitas vezes terminando uma representação, assusta com a 
capacidade que teve, e não sabe onde encontrou (...) para tal papel. Nestas representações 
nunca encontrou falsidade. Vê necessidade do momento ou da pessoa que é espectadora. 
Porque conseguiu tantas vezes representar, nunca entendeu. 
(3) Mas, chega disso, quero ser eu mesma! Mas, como? Não sei. Estou perdida. Ainda 
encontro tantas coisas sem explicação. Tem muito tempo e investi tudo que tinha para 
 
5 Essa orientação pode recomendar encaminhamento, psicoterapia, ou mencionar aspectos importantes que poderão 
surgir durante o trabalho psicoterapêutico. 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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conseguir ver e sentir tudo claro. Na indecisão em traçar definidamente se era homem ou 
mulher, vejo que fracasso de artista que sou. 
(4) E estou piorando. Atribuir a que? Medicamentos? Cansaço, idade, confusão mental? 
Não sei qual e quais os motivos, mas, tenho certeza, tudo está esgotando. Nunca 
conscientemente enfrentarei na arte de representar. 
(5) Sou eu mesmo, fracasso total. Devia ter sido aborto, sempre achei isto, e cheguei a 
escandalizar pessoas que me ouviram dizer isto. Não entenderam nada. É tudo tão claro, nunca 
quis existir. Sou frágil demais. 
(6) Chega! 
 
Análise do aspecto cognitivo. Observa-se que A.PSJ apresenta mais recursos intelectuais do que 
se poderia prever pelo desenho. Embora a história não configure uma narrativa, com começo, meio e 
fim, que indicaria uma construção lógica, depreende-se capacidade de simbolização. Veja-se que A.PSJ 
havia feito o comentário "às vezes penso que represento" na hora de desenhar, e, na história, começa 
pelos dons artísticos que não possui (provavelmente, referentes ao grafismo) para, em seguida, dizer de 
suas outras "representações". Logo, A.PSJ percebe que a representação pode-se dar de muitos modos. 
Além disso, A.PSJ consegue escrever dois parágrafos na terceira pessoa, o que também indica 
capacidade incipiente de manter o distanciamento projetivo, que faz parte da conduta narrativa e que 
indica capacidades de contenção necessárias à reflexão. Finalmente, A.PSJ dispõe de um vocabulário 
que indica certo domínio de abstrações ― a sentença sobre a "necessidade da pessoa espectadora", o 
uso da palavra "conscientemente" indicam essa capacidade. 
 
Análise afetivo-emocional. No primeiro parágrafo, A.PSJ somente demonstra o sentimento de 
menos-valia, lamentando sua falta de habilidade. O segundo parágrafo confirma e amplia o que 
apareceu no desenho: confirma o segundo conjunto e o quinto conjuntos de dados ― a indiferenciação 
de base e a valorização do outro. 
E amplia, porque mostra o mecanismo da "sedução teatral", e a consciência parcial que A.PSJ 
tem desse modo de ser. A.PSJ fala da capacidade de "representar" da (sua) pessoa, a palavra 
representar como símbolo bastante condensado. É relevante que A.PSJ coloque toda a ambiguidade do 
"representar", como desempenho de um papel, supostamente falso, e, em seguida, declare que "nunca 
encontrou falsidade", para em seguida falar que "vê a necessidade do momento ou da pessoa 
espectadora". É uma descrição muito boa das chamadas "defesas histéricas", teatralização imediatista 
("que vê a necessidade do momento") que visa a atenção do outro ("ou a necessidade da pessoa 
espectadora"). 
A propósito, esse é um dado relevante para a avaliação (não somente compreensão) das 
potencialidades de A.PSJ, pois, pela produção gráfica, A.PSJ apresentou defesas muito primitivas: uma 
carga pesada de identificação projetiva (5 símbolos indicadores), de isolamento (4 símbolos 
indicadores), de negação da realidade e fuga (3 símbolos indicadores cada), sendo o recalcamento forte 
e excessivo (3 símbolos indicadores, mas todos indicadores psicopatológicos). 
Já no protocolo verbal, A.PSJ demonstra conhecer de dentro o mecanismo das defesas 
histéricas, o que melhora o prognóstico. A.PSJ tem certa noção de que a teatralização sedutora é um 
modo de relacionamento vindo de tempos que ela não reconhece ("porque conseguiu representar, 
nunca entendeu"), e qual é o sentimento decorrente, de vida falsa, que ela nega. 
No parágrafo 3, A.PSJ inicia pela expressão aberta da sensação de vazio de quem permanece na 
vida inautêntica, e perde, simultaneamente, a distância projetiva, passando a contar a "história" na 
primeira pessoa. Mencionando seu esforço em "ver claro", nega verbalmente o que desenhou ― ou 
seja, o que arcaicamente fez (Cf. PF03.07, olhos vazios, que, por condição, não "veem claro"). Na última 
sentença desse parágrafo, que remeteria conscientemente, de novo, ao desenho feito por ela ― "na 
indecisão em traçar definidamente se era homem ou mulher" ― A.PSJ confirma explicitamente o traço 
Ribeiro, Laura C. Texto 9 Como fazer a síntese interpretativa dos desenhos 
 
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gráfico TE07.18, do conjunto 2, e todo esse conjunto, que fala da "negação onipotente da diferença 
sexual". Uma negação onipotente que se transforma, na experiência vivida, no sentimento profundo de 
não ser um ser definido ― ou seja, a tristeza pela incapacidade de se tornar ela mesma. 
No quarto parágrafo, A.PSJ faz uma avaliação pessimista de sua trajetória (idade, remédios) e 
afirma que "nunca enfrentará na arte de representar", concluindo, no quinto parágrafo que, já que 
nunca "vai existir de verdade", já deveria não ter existido - "deveria ter sido um aborto". 
No conjunto da história, vê-se a confirmação da contradição existencial de A.PSJ - valoriza 
excessivamente o outro, mas, presa em si mesma, nega-o, pois nem mesmo reserva uma pequena parte 
da história para ele (o que confirma o 5º conjunto de traços dos desenhos). 
 
Síntese sobre a produção verbal de A.PSJ. (Este parágrafo é a continuação da síntese dos desenhos). 
A.PSJ demonstra, pela produção verbal, capacidade de considerar a realidade do momento e 
capacidade de simbolizar [porque manteve o distanciamento projetivo]. Demonstrou também alguma 
capacidade de contenção, que poderia permitir reflexão, além de vocabulário que indica certo domínio 
de abstrações. 
Sua produção verbal indica que A.PSJ, fora do episódio depressivo, é capaz de apresentar 
defesas por desempenho de papéis, as quais, entretanto, por serem excessivas e baseadas na forte 
indiferenciação de que se falou, não têm sido capazes de conduzi-la a soluções mais satisfatórias. 
No dilema existencial de ver-se separada dos outros, ou (se) negar para não sentir a dor dessa 
separação, A.PSJ tem optado pela denegação da realidade e de si. No momento, sua opção vital é pela 
desistência. 
Contudo, se seus recursos intelectuais e incipiente compreensão dos processos psicológicos que 
levam ao sentimento de perda de sentido puderem ser mobilizados, ainda parece possível que ela 
desenvolva atitudes de controlar sua predisposição e estrutura depressiva e de buscar conceitos mais 
amplos e formas de se colocar que lhe devolvam o respeito por si mesma.

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