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Tecnologia da Informação 
e Comunicação
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Dr. Carlos Fernando de Araujo Jr.
Revisão Textual:
Profa. Ms. Alessandra Cavalcante
Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
• Introdução: Conceitos e Significados;
• A Informação e o Conhecimento;
• Alfabetização digital e da informação 
(Digital and Information Literacy);
• Tecnologia nas Empresas;
• Tecnologia nas Escolas;
• Tecnologia nos Órgãos Governamentais;
• Aspectos Éticos;
• Uso do e-mail Corporativo
• Uso das Redes Sociais na Vida Pessoal e no Trabalho.
 · Qual a importância da tecnologia nos dias de hoje.
 · Manifestação da Tecnologia no mundo cotidiano.
 · A integração entre Tecnologia a Ciência e a Sociedade.
 · Aspectos éticos relacionados à Tecnologia (uso e desenvolvimento).
OBJETIVO DE APRENDIZADO
Tecnologia da Informação e 
Comunicação: Fundamento
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você 
também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão 
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e 
de aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Contextualização
Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia se apresenta em todos seus 
setores e áreas do conhecimento. Se você parar um instante a leitura e olhar 
para os lados, onde quer que esteja, muito provavelmente, verá algum dispositivo 
tecnológico: celulares, netbooks, tablets e smartphones, pois são alguns dos 
dispositivos tecnológicos pessoais que nos acompanham diariamente. Compreender 
o papel da tecnologia na sociedade da informação e do conhecimento e, 
principalmente, adquirir habilidades, competências e conhecimentos para utilizar os 
recursos tecnológicos existentes com o objetivo de melhor exercer suas atividades 
profissionais, de lazer e entretenimento é a proposta central desta disciplina.
O Jornal da Globo realizou uma série de reportagens em 2010 para tratar do tema 
“Gerações”. Neste vídeo que apresentamos a vocês são claras as implicações das tecnologias 
da informação e da comunicação nas relações pessoais e no ambiente de trabalho. O vídeo 
esclarece os conceitos de geração baby boomers, geração X e geração Y.
Assista ao vídeo e entenda os impactos das tecnologias nos aspectos sociais e no âmbito do 
mundo do trabalho.
Jornal da Globo - Série Especial - Gerações parte1: https://goo.gl/1cYvo
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Introdução: Conceitos e Signifi cados
Nesta unidade trataremos de alguns aspectos fundamentais para aqueles que 
iniciam seus estudos sobre tecnologia da informação e da comunicação. Atualmente 
muito se fala sobre tecnologia, já que estamos envoltos em um mundo altamente 
tecnológico. Uma das razões para se falar tanto em tecnologia é que vivemos em 
uma sociedade caracterizada como Sociedade da Informação e do Conhecimento. 
A nossa civilização tem passado por ciclos de desenvolvimento conhecido por eras: 
a era agrícola, a era industrial e, atualmente, a era da informação e do conhecimento. 
Alvin Toffler, um conhecido teórico da área das Ciências Sociais, conceitua estas 
“eras” chamando-as de “ondas” (TOFFLER, 1980).
A sociedade da informação e do conhecimento é caracterizada pela importância 
essencial da informação e a transformação da informação em conhecimento estra-
tégico em todas as atividades humanas. Enquanto a era industrial foi caracterizada 
pelo modelo Fordista de produção em massa, da divisão do trabalho, da padroniza-
ção e da simplificação. O novo modelo emergente de sociedade (da informação e 
do conhecimento), o valor central é o conhecimento. Nesse novo paradigma social 
e econômico de desenvolvimento a tecnologia tem um importante papel. Muitos 
estudiosos contemporâneos têm discutido a estruturação desta nova sociedade, den-
tre os quais, podemos destacar: Pierre Levy, Don Tapscott, Manuel Castels (LEVY, 
1996; TAPSCOTT, 1999; CASTELS, 2005). Esses autores têm se dedicado a com-
preender este novo modelo de sociedade emergente, quais são suas características, 
quais são efeitos positivos e negativos sobre o homem e sobre a coletividade.
Inicialmente vamos esclarecer o entendimento que temos do termo “tecnologia”.
O que seria “tecnologia” e como podemos conceituá-la?
O termo “tecnologia” deve ser contextualizado, em geral, podemos conceituar a tecnologia como o 
estudo da aplicação de conhecimentos e práticas científi cas em áreas específi cas. A tecnologia tem 
sido, durante muito tempo, caracterizada como uma aplicação das ciências básicas. Contudo, o grande 
avanço da tecnologia nas últimas décadas colocou-a como uma área de estudo independente.
Qual o signifi cado de “Tecnologia da Informação e Comunicação”?
O termo Tecnologia da Informação e Comunicação, também conhecido por “TIC” ou “TICs”, 
caracteriza as tecnologias utilizadas para armazenamento, processamento e distribuição de 
dados e informações (ARAUJO JR e MARQUESI, 2009). Em uma primeira análise poderíamos 
pensar que o termo TIC está relacionado exclusivamente a computadores. Na verdade, dada 
a convergência digital, atualmente muitos dispositivos elétricos e eletrônicos possuem 
processadores embarcados: entre eles podemos citar: TVs, games, celulares, Smartphones, 
automóveis, elevadores, entre outros. Assim, a base das Tecnologias de Informação e de 
Comunicação são as tecnologias baseadas em computador. As TIC são hoje o cerne da 
sociedade da informação e do conhecimento, permitindo a produção e a geração de 
informação e conhecimento sem precedentes.
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UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Nas próximas seções iremos nos aprofundar em alguns temas relevantes: tais 
como os conceitos de informação e conhecimento; o conceito de alfabetização 
digital e da informação (ou informacional). Apresentaremos, ainda, uma breve 
descrição da inserção das tecnologias de informação e de comunicação em alguns 
setores de atividades: empresas, escolas e governo.
Finalizamos nossa unidade com uma seção onde discutiremos um tema muito 
importante: os aspectos éticos envolvidos no uso de aplicações das tecnologias da 
informação e da comunicação. Como exemplodestas questões éticas, discutiremos 
dois assuntos bastante atuais: o uso do e-mail corporativo e suas implicações 
jurídicas e a utilização das redes sociais.
A Informação e o Conhecimento
Como poderíamos conceituar Conhecimento e Informação? Qual a importância destes 
elementos para seu sucesso pessoal e profissional?Ex
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Há alguma controvérsia no significado do termo “informação”. Contudo busca-
remos um conceito abrangente que nos auxilie na reflexão sobre a importância da 
informação e do conhecimento para sua vida pessoal e profissional.
O conceito sobre informação é bastante estudado e há uma série de perspectivas 
sobre seu significado de acordo com a área de referência. Para um aprofundamento 
sobre este tema leia o trabalho de Capurro e Hjorland (2007).
Nesta disciplina, a informação pode ser conceituada como um dado ou conjunto 
de dados que nos traduz algo sobre alguma coisa. Assim quando dizemos que a 
temperatura hoje será de 12º Celsius, estou apresentando vários dados: data (hoje), 
temperatura (número e escala). Estes dados, dentro de um determinado contexto, 
podem se configurar em uma informação, por exemplo, a temperatura na data de 
hoje (inverno) indica que está frio e devo sair de casa agasalhado. Neste contexto 
o conhecimento pode ser entendido como a interpretação da informação por um 
determinado receptor.
Há alguma controvérsia no significado do termo “informação”. Contudo 
buscaremos um conceito abrangente que nos auxilie na reflexão sobre a importância 
da informação e do conhecimento para sua vida pessoal e profissional.
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O conceito sobre informação é bastante estudado e há uma série de perspectivas 
sobre seu significado de acordo com a área de referência. Para um aprofundamento 
sobre este tema leia o trabalho de Capurro e Hjorland (2007).
Nesta disciplina, a informação pode ser conceituada como um dado ou conjunto 
de dados que nos traduz algo sobre alguma coisa. Assim quando dizemos que a 
temperatura hoje será de 12º Celsius, estou apresentando vários dados: data (hoje), 
temperatura (número e escala). Estes dados, dentro de um determinado contexto, 
podem se configurar em uma informação, por exemplo, a temperatura na data de 
hoje (inverno) indica que está frio e devo sair de casa agasalhado. Neste contexto 
o conhecimento pode ser entendido como a interpretação da informação por um 
determinado receptor.
Alfabetização digital e da informação 
(Digital and Information Literacy)
A “information literacy” está voltada para o aprendizado ao longo da vida. 
Pode-se defini-la “como o processo contínuo de internalização de fundamentos 
conceituais, atitudinais e de habilidades necessárias para compreensão e interação 
permanente com o universo informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar 
um aprendizado ao longo da vida” (Dudziak, 2003).
Conhecimento
Informação
Dados
Aprendizado
Alfabetização
internacional
Figura 1
Na Figura 1, apresentamos uma visualização da hierarquia entre dados, infor-
mação e conhecimento. Nesta representação os dados são os elementos básicos 
que formam o que chamamos de informação. A informação, por sua vez, pode ser 
transformada em conhecimento útil. Para que ocorra a transformação da informa-
ção em conhecimento é imprescindível a atuação criativa do homem. Note que a 
sequência dados → informação → conhecimento leva ao aprendizado e é uma de-
monstração da capacidade de “alfabetização da informação” (information literacy).
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UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Tecnologia nas Empresas
As empresas contemporâneas não sobrevivem sem o uso de algum tipo de 
tecnologia. Pequenas empresas, como um escritório de contabilidade, por exemplo, 
se utiliza de recursos como planilhas eletrônicas, processadores de texto, e-mail, 
entre outros.
Em uma visão mais ampla, podemos pensar uma empresa como um sistema, 
composto por partes. A figura representa uma empresa que produz um “Produto” 
ou “Serviço” muito amplo. Normalmente uma empresa é dividida em quatro 
setores, conforme os apresentados na figura abaixo: recursos humanos, manufatura 
e produção, finanças e contabilidade, vendas e marketing. Para que cada uma 
destas áreas possa funcionar de forma adequada há necessidade de tecnologia, 
há necessidade de sistemas baseados em computador. Os sistemas utilizados nas 
empresas são genericamente chamados de sistemas de informação.
Produto
Manufatura
e Produção
Recursos
Humanos
Vendas e
Marketing
Finanças e
Contabilidade
Figura 2
Cada uma das áreas que compõem a organização da empresa, conforme apre-
sentado, pode ainda, ser representada por uma divisão hierárquica que destaca a 
divisão e organização do trabalho. A Figura 2 apresenta a divisão hierárquica típica 
de uma empresa: gerência sênior, gerência média e gerência operacional. A divisão 
hierárquica ou níveis de organização de cada setor está relacionada ao tipo de tecno-
logia e sistema que cada um destes níveis irá utilizar para o desenvolvimento de seu 
trabalho. Considere uma empresa de produção de automóveis, por exemplo. Os 
sistemas utilizados na produção são aqueles necessários para o controle da produ-
ção em série dos automóveis, controle de pintura, controle de acabamento, etc. Os 
funcionários da Gerência Operacional serão aqueles que atuaram utilizando os sis-
temas e as tecnologias necessárias para a produção eficiente e eficaz do automóvel.
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Gerência
Sênior
Gerência Média
Cientista e trabalhadores
do conhecimento
Gerência Operacional
Trabalhadores de serviços e produção,
trabalhadores de dados
Figura 3
A gerência media, no âmbito da produção do automóvel, é aquela que desenvol-
ve o projeto do automóvel ou os engenheiros responsáveis pelos testes de seguran-
ça, por exemplo. Nesse nível os sistemas e as tecnologias utilizadas são de natureza 
bastante distintas da gerência operacional, localizada no nível hierárquico anterior. 
Na gerência sênior os sistemas e tecnologias utilizadas estão relacionados a dados 
e informações gerados nos níveis operacional e da gerência média. Nesse nível 
hierárquico o principal objetivo dos sistemas e tecnologias é permitir a tomada de 
decisões gerenciais.
Na Figura 4 apresentamos os componentes de um sistema de informação. 
Dentro de uma visão sistêmica abrangente os componentes envolvem: tecnologia, 
pessoas e organizações.
Sistema de 
Informação
TecnologiaPessoas
Organizações
Figura 4
De forma semelhante ao que discutimos nas seções anteriores para a implantação 
e utilização dos sistemas de informação e suas tecnologias em uma empresa há 
a necessidade de se entender a estrutura da organização e o papel das pessoas 
envolvidas em seu uso.
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UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Tecnologia nas Escolas
Como acontece em todas as áreas ou setores de atividades, também na edu-
cação, a tecnologia tem possibilitado avanços significativos. Obviamente não se 
trata da introdução da tecnologia pela tecnologia, apenas, mas uma nova forma de 
organizar e fazer educação com o auxilio da tecnologia. Deste modo, a tecnologia 
entra na educação como um recurso potencializador das propostas educacionais 
dos professores.
Atualmente percebemos um grande avanço das tecnologias de informação e 
comunicação nos ambientes escolares, em todos os níveis: Ensino Fundamental 
I, Ensino Fundamental II, Ensino Técnico e/ou Ensino Médio e Ensino Superior. 
Quais seriam os benefícios das tecnologias de informação e comunicação para a 
educação? Os benefícios são vários e dependerá em grande parte do uso que será 
dado pela escola ou pelo professor. Contudo podemos citar alguns benefícios:
• acesso à informação: internet, bases de dados, livros eletrônicos, entre outros;
• comunicação entre alunos e entre alunos e professores: e-mail, redes sociais,fóruns de discussão.
• utilização de simulações, animações e objetos de aprendizagem;
• utilização de softwares educativos;
• educação on-line e educação a distância;
• ambientes virtuais de aprendizagem que ampliam o espaço e tempo de 
aprendizagem tradicional realizada em sala de aula.
Embora existam muitas tecnologias disponíveis, o papel da escolha da tecno-
logia mais apropriada para um determinado objetivo educacional deverá ser re-
alizado pelo professor. Deste modo, a inclusão da tecnologia na escola não tirou 
a importância do papel do professor. Contudo, o papel do professor foi transfor-
mado diante do contexto da sociedade da informação e do conhecimento. Araujo 
Jr. (2009) destaca a emergência de um novo paradigma, ou nova episteme. No 
quadro abaixo apresentamos a velha episteme, ou seja, o conhecimento passado 
sobre educação e aprendizagem e a nova episteme emergente. (ARAUJO JR e 
MARQUESI, 2009).
Velha episteme Novo episteme
Processo centrado no professor Processo centrado no aluno
Processo baseado no conhecimento Processo baseado em problemas
Aprendizagem fechada Aprendizagem flexível
Postura autoritária Postura democrática
Estudo individual Estudo em grupo (cooperação e colaboração)
Interação face a face e utilização de papel Interação pela Internet
Ação centrada na sala de aula Ação centrada na hipertextualidade
Aprendizagem administrada pelo professor Aprendizagem mediada pelo computador em AVA
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Tecnologia nos Órgãos Governamentais
Os órgãos governamentais, em todo o mundo, estão investindo na implantação 
de sistemas de informação que permitam acesso da população a serviços públicos, 
possibilitem a transparência nos investimentos e gastos públicos e permitam uma 
maior interação do cidadão com a administração pública.
No Brasil temos dois serviços ou procedimentos realizados pela população que 
têm se difundido muito nos últimos anos: a declaração de imposto de renda e o 
sistema de votação eleitoral. Estes sistemas são um grande exemplo da implantação 
pública massiva da tecnologia realizada pelo Governo. Esses são apenas dois 
exemplos que podemos destacar.
Atualmente a sigla e-gov tem sido empregada para os projetos governamentais 
de utilização das tecnologias de informação e de comunicação. No Brasil, temos o 
projeto “Governo Eletrônico” do governo federal (site: http://www.governoeletronico.gov.br/) 
em que destacamos seus objetivos:
O desenvolvimento de programas de Governo Eletrônico tem como princípio 
a utilização das modernas tecnologias de informação e comunicação (TICs) 
para democratizar o acesso à informação, ampliar discussões e dinamizar 
a prestação de serviços públicos com foco na eficiência e efetividade das 
funções governamentais.
No Brasil, a política de Governo Eletrônico segue um conjunto de diretrizes 
que atuam em três frentes fundamentais: junto ao cidadão; na melhoria da 
sua própria gestão interna; e na integração com parceiros e fornecedores.
O que se pretende com o Programa de Governo Eletrônico brasileiro é 
a transformação das relações do Governo com os cidadãos, empresas e 
também entre os órgãos do próprio governo de forma a aprimorar a qualidade 
dos serviços prestados; promover a interação com empresas e indústrias; e 
fortalecer a participação cidadã por meio do acesso a informação e a uma 
administração mais eficiente.
Fonte: www.governoeletronico.gov.br
As iniciativas do governo eletrônico (e-gov), no Brasil estão sendo implantadas 
nas diversas esferas da administração pública, a título de exemplo podemos citar:
1. âmbito do Governo Federal ,ver por exemplo, o portal Brasil – 
http://www.brasil.gov.br/;
2. âmbito dos governos estaduais, podemos citar o projeto Acessa SP, do 
Estado de São Paulo – http://www.acessasp.sp.gov.br;
3. administração municipal, apresentamos um exemplo da tecnologia utili-
zada na área de saúde em uma prefeitura do município Feira de Santana. 
Conheça o projeto acessando o vídeo: https://youtu.be/jbih3OshRk8.
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UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Veja também:
• Portal da Transparência do Governo Federal – http://www.portaltransparencia.gov.br/
Nesse site você terá acesso aos gastos dos órgãos do governo federal 
(ministérios, autarquias, institutos, entre outros), informações sobre projetos e 
convênios, além de informações sobre funcionários públicos.
• Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal – 
http://www.transparencia.df.gov.br/
Portal destinado à divulgação dos gastos e investimentos do Governo do 
Distrito Federal (GDF), promovendo a transparência na condução dos re-
cursos públicos.
Os diversos setores públicos e privados estão provendo a divulgação dos seus da-
dos e informações para promover a transparência e a cidadania em uma sociedade 
baseada na informação e no conhecimento.
Na sua atuação profissional muitas vezes você terá que recorrer a dados e infor-
mações nos sites governamentais ou de outras instituições públicas. A habilidade e 
competência para buscar estes dados e informações e transformá-los em conheci-
mento útil para seu negócio ou trabalho é o que chamamos de alfabetização digital 
e em tecnologia da informação.
Aspectos Éticos
“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos 
desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o 
silêncio dos bons.” (Martin Luther King)
Antes de ler este texto sobre aspectos éticos nos usos e aplicações das Tecnologias da 
informação e da Comunicação, assista ao vídeo da série do programa de televisão Fantástico 
da Rede Globo.
Ética e Indiferença - Ser ou não ser? [Viviana Mosé] (Duração: 9min25seg)
Acesse: https://youtu.be/jL_OR0OaGnA
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O termo “ética” tem sido bastante utilizado na contemporaneidade: ética nos 
negócios, ética na política, ética profissional, ética no trabalho, ética nas redes 
sociais e na internet, apenas para citar alguns dos empregos do termo. No âmbito 
da sociedade da informação e do conhecimento baseada no uso intenso das tecno-
16
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logias de informação e comunicação novas questões éticas nos são apresentadas, 
relacionadas, por exemplo, a emergência de uma nova economia, novas relações 
de trabalho, novas formas de produção e compartilhamento de conteúdos.
Em linhas gerais poderemos conceituar ética como sendo o estudo da conduta 
frente aos desafios morais relativos ou absolutos. Dentro deste contexto, a ética 
tem um caráter sócio histórico e cultural, ou seja, está inserida dentro do contexto 
evolutivo de uma sociedade, por exemplo. No âmbito do absoluto, a ética estaria 
voltada para o estudo da conduta frente a desafios absolutos, válidos para todos os 
seres humanos.
As questões éticas apresentadas dentro do contexto das tecnologias de informa-
ção e de comunicação podem ser sintetizadas como:
• privacidade;
• segurança e crime;
• liberdade de expressão e controle de conteúdo;
• igualdade e acesso;
• propriedade intelectual;
• responsabilidade moral.
Embora estes termos possam, à primeira vista, parecer que estão longe de sua re-
alidade, na verdade, eles fazem parte de nosso cotidiano, seja de nossa vida privada 
ou de nossa vida profissional. As tecnologias de informação e de comunicação per-
mitem formas de comunicação e de expressão que atingem um grande número de 
pessoas, rapidamente. Nesse sentido, uma ação às vezes, aparentemente, inofen-
siva pode ganhar proporções e consequências inesperadas. Apresentaremos dois 
casos em que há separação entre o que é privado e o que é corporativo (do mundo 
do trabalho), ou seja, aspectos relacionados a privacidade, liberdade de expressão.
Um aspecto de conduta importante frente aos desenvolvimentos da sociedade 
seria uma conduta reflexiva, não omissa e que considere, não somente os seus 
direitos, mas, também, os direitos do outro.Uma conduta ética desta natureza 
poderá conduzir a uma sociedade mais justa, em que os direitos e deveres possam 
ser respeitados.
Para materializar os aspectos relacionados à ética no contexto das tecnologias 
de informação e de comunicação e da sociedade da informação e conhecimento, 
discutiremos dois assuntos que são de conhecimento de praticamente todos nos 
dias atuais: o e-mail corporativo e as redes sociais. O e-mail corporativo é a forma 
de comunicação eletrônica do empregado ou colaborador com todos os demais 
colaboradores da empresa e seus clientes, por exemplo.
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UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Uso do e-mail Corporativo
Um aspecto prático pode ser colocado, e que abrange as questões éticas 
apresentadas acima, é a situação da comunicação eletrônica em ambiente empresarial 
corporativo. O e-mail corporativo é um recurso de comunicação que a empresa 
disponibiliza para seus colaboradores. Seria ético a empresa monitorar o e-mail de 
seus colaboradores? Seria ético os colaboradores utilizarem, sistematicamente, o 
e-mail corporativo para finalidades pessoais?
A comunicação nas empresas com a utilização dos e-mails tem sido tema de 
diversos estudos e processos judiciais. Embora o e-mail seja uma correspondência 
eletrônica, inicialmente, seria garantida a inviolabilidade de seu sigilo. A respeito 
desse assunto observe o que diz nossa Constituição de 1988, em seu artigo 5o, 
XII (veja quadro). Contudo, alguns juristas têm contraposto os “direitos e deveres 
individuais” ao “direito a propriedade”. No caso dos juristas que sustentam o “direito 
a propriedade”, alega-se que no ambiente de trabalho o computador utilizado, e 
consequentemente o e-mail, é propriedade da empresa. Deste modo, ambos o 
computador e o e-mail estão sob a orientação de uso da empresa, podendo esta 
monitorá-lo. Para contornar os direitos individuais, os juristas indicam às empresas 
que tenham uma política clara de utilização do e-mail corporativo informando em 
que situações os e-mails poderão ser monitorados e como isso será realizado. Desta 
forma, a política de utilização de e-mail é apresentada ou informada ao empregado 
quando de sua contratação.
Constituição de 1988, Capítulo dos Direitos e Deveres Individuais:
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das 
pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral 
decorrente de sua violação;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegrá-
ficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no ultimo caso, por 
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de 
investigação criminal ou instrução processual penal;
XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo 
da fonte, quando necessário ao exercício profissional.
A Justiça tem dado ganho de causa a empresas nos casos de identificação de uso 
indevido de e-mails por funcionários e consequente demissão.
Como vocês viram o uso do e-mail é um tema polêmico que deve ser refletido pelo 
usuário. Para auxiliá-lo apresentamos um conjunto de “19 regras de etiqueta para 
uso do email corporativo” que pode ser acessado no endereço: https://goo.gl/zjxVBq.
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Uso das Redes Sociais na 
Vida Pessoal e no Trabalho
As redes sociais fazem parte de nosso dia-a-dia e das empresas. Empregadores e empresas 
acessam as páginas pessoais de seus colaboradores com o objetivo de conhecer melhor 
como o colaborador se comporta neste ambiente virtual. Neste vídeo você tem algumas 
dicas de como se comportar nas redes.
Redes sociais x Trabalho: Cuide de sua imagem - TV UOL (duração 4min41seg)
https://youtu.be/ACLe3OiQpAg
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As redes sociais têm sido um fenômeno de anos recentes. Trata-se de uma 
mudança no relacionamento com a internet e a tecnologia da informação e da 
comunicação. No início da internet as TIC eram estáticas e não permitiam muita 
interação com o usuário. Atualmente, temos diversos recursos onde o usuário cola-
bora e interage na produção de conteúdos: blogs, redes sociais (Orkut, Facebook, 
Twitter, entre outros). Esta nova onda tecnológica tem sido chamada de web 2.0.
Hoje as empresas e os empregadores estão presentes nas redes sociais. Em ge-
ral, para as empresas, estar presente nas redes sociais é mais uma forma de visibili-
dade e de relacionamento com o cliente. Nesse contexto, a empresa e seus clientes 
têm um relacionamento mais próximo.
Por outro lado, muitas pessoas comuns estão presentes nas redes sociais e as 
utilizam para os mais diversos motivos: contatos entre amigos ou comunidades, 
contatos profissionais, contatos com parentes, entre outros.
Nos anos recentes a manifestação de trabalhadores nas redes sociais tem sido 
motivo para repreensões ou até mesmo demissão. As principais razões para isso 
são manifestações: divulgação pública de informações confidenciais, reclamações 
de funcionários sobre a empresa, declarações pejorativas ou desrespeitosas sobre 
chefes e superiores.
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UNIDADE Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Livros
Atividades em Ambientes Virtuais de Aprendizagem: Parâmetros de Qualidade
ARAÚJO JR, C. F.; MARQUESI, S. C. Atividades em ambientes virtuais de apren-
dizagem: parâmetros de qualidade. In: LITTO, Frederic. M, FORMIGA, Marcos. 
(orgs). Educação a distância o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 
2009. p. 358-368.
Sistemas de Informação Gerenciais
LAUDON, k. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 7.ed., São 
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
20
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Referências
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