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ESTUDO DE CASO Identificação · Nome: L.M.S. · Sexo: Feminino · Idade: 36 anos · Profissão: Analista de sistemas · IMC: 26,8 kg/m² (sobrepeso) · Estado civil: Casada · Queixa principal: “Sinto queimação no estômago e muita dificuldade para evacuar.” História Clínica e Alimentar A paciente relata azia e sensação de plenitude (ESTUFAMENTO) gástrica principalmente após as refeições, piorando à noite. Há episódios frequentes de refluxo, principalmente após consumo de café e alimentos gordurosos. Refere constipação intestinal crônica, com evacuações a cada 3 a 4 dias, fezes ressecadas e esforço evacuatório. Ingesta hídrica estimada em 1 L/dia. Relata baixo consumo de frutas e hortaliças e rotina alimentar irregular devido à carga de trabalho. Costuma fazer apenas duas refeições principais ao dia. Nega uso de laxantes, porém refere uso frequente de antiácidos de venda livre. Avaliação Antropométrica Peso corporal atual é de 68 kg e a estatura é de 1,60 m. A circunferência abdominal é de 86 cm, indicando risco moderado para o desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. Exames Laboratoriais Os exames laboratoriais apresentam hemoglobina de 13,1 g/dL, dentro da faixa de normalidade (12–15 g/dL). A glicemia de jejum é de 94 mg/dL, também dentro do valor de referência (70–99 mg/dL). O colesterol total está discretamente elevado, com 210 mg/dL (valor desejável inferior a 200 mg/dL). O HDL encontra-se em 46 mg/dL (limítrofe, desejável acima de 50 mg/dL) e o LDL em 132 mg/dL (elevado, ideal abaixo de 100 mg/dL). As enzimas hepáticas TGO e TGP estão dentro dos valores normais. Diagnóstico Nutricional Com base nos achados clínicos e laboratoriais, observa-se ingestão insuficiente de fibras alimentares e de líquidos, o que contribui para a constipação intestinal. O consumo elevado de gorduras e cafeína agrava os sintomas de refluxo e azia. O padrão alimentar irregular, associado ao sobrepeso, reforça a presença de fatores que prejudicam a motilidade intestinal e a digestão adequada. RESPONDA: 1. Quais ajustes alimentares que devem ser priorizados para aliviar os sintomas de azia? Devem ser priorizados a redução de alimentos gordurosos e cafeína, além de evitar refeições volumosas, pois esses fatores retardam o esvaziamento gástrico e favorecem o refluxo gastroesofágico. Recomenda-se também o fracionamento alimentar e a regularização dos horários das refeições. 2. De que forma a adequação da ingestão hídrica influencia o trânsito intestinal e a constipação? A ingestão hídrica adequada é essencial para o trânsito intestinal, pois contribui para a hidratação do bolo fecal e facilita o peristaltismo. A baixa ingestão de líquidos favorece fezes ressecadas e dificuldade evacuatória. 3. Por que o fracionamento alimentar é importante no manejo do refluxo gastroesofágico? O fracionamento alimentar reduz a distensão gástrica e favorece o esvaziamento gástrico, diminuindo episódios de refluxo gastroesofágico. 4. Quais grupos alimentares devem ser enfatizados para aumentar o consumo de fibras solúveis e insolúveis? Dê exemplos. Deve-se aumentar o consumo de fibras alimentares, incluindo: · fibras solúveis (aveia, frutas, leguminosas) · fibras insolúveis (verduras, legumes e cereais integrais) As fibras solúveis formam gel no trato gastrointestinal, contribuindo para melhora da função intestinal. 5. Como a obesidade contribui fisiologicamente para o agravamento do refluxo gástrico? A obesidade aumenta a pressão intra-abdominal, favorecendo o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago e agravando o refluxo gastroesofágico. 6. Qual a importância dos probióticos na regulação do trânsito intestinal e como podem ser inseridos na dieta? Os probióticos auxiliam na modulação da microbiota intestinal e na melhora da função intestinal, podendo ser inseridos por meio de alimentos como iogurtes e leites fermentados. 7. Quais estratégias comportamentais não dietéticas auxiliam no manejo da constipação? Incluem prática de atividade física, estabelecimento de rotina evacuatória e evitar retenção voluntária das fezes, contribuindo para melhora da motilidade intestinal. 8. Como a combinação de fibras e líquidos atua sinergicamente na motilidade intestinal? As fibras aumentam o volume fecal e, associadas à ingestão hídrica adequada, melhoram a consistência das fezes e favorecem o trânsito intestinal. QUESTÃO 2: 1. A via de administração da nutrição enteral que deve ser preferida em pacientes com risco de aspiração pulmonar é: a) Gástrica b) Duodenal c) Oral d) Parenteral Em pacientes com risco de aspiração pulmonar, a via duodenal deve ser preferida, pois a infusão da dieta ocorre após o estômago, reduzindo o refluxo gastroesofágico e o risco de broncoaspiração. Essa estratégia melhora a segurança da terapia nutricional enteral em pacientes com comprometimento da motilidade gástrica ou alto risco de aspiração. 2. O principal critério para o início da terapia de nutrição enteral em pacientes hospitalizados é: a) Perda ponderal de 5% em 3 meses b) Ingestão alimentar insuficiente (e pancreática b) Promover dieta hipercalorica e hiperproteica para prevenir desnutrição e perda de massa magra c) Limitar a ingestão proteica para diminuir sobrecarga pancreática d) Estimular secreção enzimática por meio de alimentos gordurosos O principal objetivo da terapia nutricional na pancreatite crônica é prevenir a desnutrição energético-proteica por meio de dieta hipercalórica e hiperproteica, considerando o caráter crônico da doença e a presença de má absorção de nutrientes. 8. A suplementação de enzimas pancreáticas, na pancreatite crônica, está indicada quando há: a) Excreção fecal normal e bom ganho de peso b) Presença de esteatorreia e má absorção de gordura c) Pancreatite aguda leve e transitória d) Hiperglicemia isolada sem sintomas digestivos A suplementação de enzimas pancreáticas é indicada na presença de esteatorreia e má absorção de gordura, pois a insuficiência pancreática exócrina compromete a digestão lipídica, levando à perda de peso e deficiência nutricional. 9. Entre as orientações dietéticas para o paciente com pancreatite crônica, deve-se: a) Aumentar o consumo de álcool para estimular apetite b) Restringir totalmente os carboidratos simples c) Evitar refeições volumosas e ricas em gordura, fracionando a dieta d) Manter jejum prolongado para reduzir secreção pancreática Recomenda-se evitar refeições volumosas e ricas em gordura, priorizando o fracionamento alimentar, a fim de reduzir a estimulação pancreática e melhorar a tolerância digestiva. 10. A constipação intestinal funcional está mais frequentemente associada a: a) Aumento da motilidade do cólon b) Ingestão insuficiente de fibras e líquidos c) Excesso de consumo de alimentos probióticos d) Baixa ingestão de proteínas animais A constipação intestinal funcional está associada à ingestão insuficiente de fibras e líquidos, fatores que reduzem o volume fecal e dificultam o trânsito intestinal. 11. As fibras solúveis, como pectina e goma guar, auxiliam na função intestinal por: a) Diminuírem o volume fecal b) Aumentarem o tempo de trânsito intestinal c) Retardarem o esvaziamento gástrico e formarem gel, melhorando a consistência das fezes d) Reduzirem a absorção de água no lúmen intestinal As fibras solúveis formam gel no trato gastrointestinal, retardando o esvaziamento gástrico e melhorando a consistência das fezes, contribuindo para a função intestinal. 12. Um dos fatores não dietéticos que mais contribuem para a constipação intestinal é: a) Prática regular de atividade física b) Uso de antibióticos de curto prazo c) Sedentarismo e retenção voluntária das fezes d) Exposição solar excessiva O sedentarismo e a retenção voluntária das fezes reduzem o estímulo ao peristaltismo intestinal, favorecendo a constipação. 13. Em relação ao uso de probióticos e prebióticos no manejo da constipação intestinal, pode-se afirmar que: a) Não apresentam efeito comprovado sobre o trânsito intestinal b) Favorecem o equilíbrio da microbiota e podem aumentar a frequência evacuatória c) São indicados apenas em casos de constipação por uso de opioides d) Devem ser evitados em associação com fibras alimentares Probióticos e prebióticos favorecem o equilíbrio da microbiota intestinal, contribuindo para melhora da motilidade intestinal e aumento da frequência evacuatória.