AC ETAPA 2 Apresentação ABA
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AC ETAPA 2 Apresentação ABA


DisciplinaPrincípios Básicos em Análise do Comportamento10 materiais282 seguidores
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Método ABA e sua 
contribuição para o 
tratamento do TEA 
UNIDADE II
\uf075 ABA é a sigla usada para referir-se à Análise do Comportamento Aplicado (em
inglês: Applied Behavior Analysis).
\uf075 Embora a ABA não tenha sido desenvolvida especificamente para a
intervenção no comportamento da pessoa com Transtorno do Espectro Autista,
\u201cna área do TEA, a ABA é a terapia comportamental que funciona porque é
intensiva, sistemática e ensina habilidades. O autismo não é curável, mas é
educável\u201d. Assim sendo, ABA tornou-se a \u201cqueridinha\u201d dos especialistas e
recebe destaque considerável pela Organização Mundial de Saúde, Ministério
da Saúde do Brasil
https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5651:folha-informativa-transtornos-do-espectro-autista&Itemid=1098
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/linha_cuidado_atencao_pessoas_transtorno.pdf
\uf075 Foi a partir de 1989 que os indivíduos com desenvolvimento atípico passaram 
a ser os sujeitos privilegiados nas intervenções relatadas no JABA (Journal of 
Applied Behavior Analysis), chegando muito perto de 50% do total de artigos 
até 1988 e crescendo progressivamente até atingir 75% em 1992.
\uf075 Este modelo de terapia visa integração social e melhoria do desenvolvimento 
cognitivo da criança. 
\uf075 A proposta básica da ABA resume-se em estimular comportamentos
funcionais e fortalecer as habilidades existentes, além de modelar
aquelas que ainda não foram desenvolvidas de forma que o indivíduo
aprenda a interagir com a sociedade, estendendo o atendimento a
todos os ambientes em que a criança vive.
\uf075 Em paralelo com esse trabalho que é desenvolvido com a criança, é
feito o treino dos pais e dada uma assistência, pois entende-se que os
problemas de uma criança autista não estão restritos apenas a
ela, abrangem a família também. Fora isso, sabe-se que as crianças se
comportam de maneira diferente na clínica e em casa, portanto, é
fundamental que os pais saibam como lidar com os problemas e
dificuldades dos filhos no ambiente doméstico.
Como é a terapia ABA é realizada?
\uf075 1ª. Avaliação comportamental. Busca identificar as variáveis que controlam o
comportamento-alvo. É necessário entender os fatores biológicos, sociais,
econômicos e culturais, idade, estágio do desenvolvimentos e o contexto em
que ocorreram e a consequência que os mantém.
\uf075 2ª. Seleção de metas e objetivos. As metas são adquirir mais independência,
desenvolver a comunicação e tornar o comportamento social mais aceitável e
os objetivos são ligados a generalização dos comportamentos aprendidos,
funcionalidade e adequação à idade, a médio prazo. Cada habilidade a ser
aprendida é divida em pequenos passos ensinada com ajudas e reforçadores
que poderão, gradualmente, ser eliminados.
\uf075 3ª. Elaboração de programas de tratamento. Este é o momento em
que são definidos os comportamentos a serem ensinados e as
condições em que devem ocorrer. É preciso que os procedimentos
sejam claros e que haja um reforçamento sistemático e eficaz.
Verificação por dados da linha de base do quanto a criança já
sabe, registrar e quantificar as respostas ao longo do programa para
que seja possível verificar o processo e o progresso na aprendizagem.
\uf075 4ª. Intervenção. Há uma dificuldade das crianças com TEA no aprendizado e 
por isso a intervenção deve ser cuidadosamente planejada.
\uf075 Para atingir o objetivo buscado pelos que optam trabalhar com a ABA, a
intervenção deve ser efetiva (deve ocorrer a melhora das condições
comportamentais do indivíduo) e produzir mudanças generalizadas, ou seja,
que os novos padrões comportamentais sejam mantidos no tempo, apareçam
em diferentes ambientes ou contextos e que novos comportamentos
relacionados sejam desenvolvidos sem uma intervenção direta.
\uf075 Na terapia comportamental, a análise funcional tem sido apontada como um
fundamento para a avaliação clínica e identificada como o caminho mais
efetivo para o planejamento da intervenção.
\uf075 A análise funcional clássica é essencialmente a arte de analisar um caso
individual em termos de contingências funcionais.
\uf075 A análise funcional é um método de explicar fenômenos, que envolve a
geração de hipóteses com respeito a dados observáveis e não observáveis.
Ela busca explicar e prever a(s) função(ões) de um fenômeno através do
exame das relações que contribuem para ele .
\uf075 \u201cEssa é a essência da análise funcional: Identificar o comportamento e as
consequências; alterar as consequências; ver se o comportamento muda.
\uf075 Então, fazer uma análise funcional é estabelecer relações entre a ocasião em
que a resposta ocorre (antecedentes), a resposta e as consequências que
essa resposta produz. E são essas relações de interdependência entre os
antecedentes, a resposta e as consequências.
\uf075 Concluindo, a análise funcional é uma forma de entender porque os
comportamentos ocorrem. E o instrumento com qual se faz a análise funcional
e com qual se intervém nos comportamentos, visando alterá-los, são as
contingências de reforçamento!