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Apostila Avaliação Econômica em Projetos Renováveis

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AVALIAÇÃO ECONÔMICA EM PROJETOS RENOVÁVEIS 1 
 
 
Avaliação econômica em projetos 
Renováveis 
 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO ECONÔMICA EM PROJETOS RENOVÁVEIS 2 
Avaliação Econômica em Projetos Renováveis 
 
 
UNIDADE 1. Conceitos Básicos 
 
1.1 Eficiência Energética 
 
A eficiência energética tem o objetivo de reduzir o consumo de energia provendo 
o mesmo nível de serviço energético ou manter o consumo e aumentar o oferecimento 
do serviço energético. É a característica de um equipamento ou processo produtivo de 
entregar a mesma quantidade de produto ou serviço a partir da menor quantidade de 
energia (quantificada como sendo o inverso de sua intensidade energética). 
 
O uso racional de energia representa a utilização da menor quantidade técnica e 
economicamente possível para a obtenção dos diversos produtos e serviços por meio 
da eliminação dos desperdícios, do uso de equipamentos eficientes e do 
aprimoramento de processos produtivos. 
 
 
Energia é a capacidade de algo de realizar trabalho, ou seja, gerar força em 
um determinado corpo, substância ou sistema físico. 
 
• Na Física, a energia está associada à capacidade de qualquer corpo de produzir 
trabalho, ação ou movimento; 
• O conceito de energia é utilizado no sentido figurado para designar o vigor, a 
firmeza e a força. 
 
 
 
 
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Veja que conceito de energia está relacionado à capacidade de produzir trabalho. 
A energia causa modificações na matéria e, em muitos casos, de forma irreversível. 
 
A energia elétrica é a forma de energia mais utilizada no mundo. Ela pode ser obtida 
de várias maneiras, mas a principal fonte provém das usinas hidrelétricas. Como o 
próprio nome (hidrelétrica) já indica, a força da água é responsável pela geração de 
energia, e o processo consiste em grandes volumes de águas represadas que caem 
pelas tubulações fazendo girar turbinas acopladas a um gerador, produzindo assim 
energia elétrica. As redes de transmissão são responsáveis pela distribuição da energia 
elétrica para as diferentes regiões do país. 
 
1.2 Energia Renovável 
 
É toda energia produzida com o uso de recursos naturais que se renovam ou podem 
ser renovados. O conceito existe em oposição ao da energia não renovável, gerada 
por combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão mineral, cujas reservas 
um dia acabarão, visto que a Terra necessita de milhões de anos para reproduzi-los. 
 
A mais antiga energia renovável em uso é a queima de lenha, pois replantar as 
árvores garante seu suprimento. A energia produzida pelo movimento da água (por 
meio de turbinas, nos rios ou nas ondas do mar), a da luz solar, a dos ventos, e a dos 
biocombustíveis são os exemplos mais relevantes hoje. 
 
1.3 Energia Sustentável 
 
É a que mantém um ciclo equilibrado de produção e consumo, por que é gasta em 
quantidade e velocidade nas quais a natureza pode repô-la. 
 
O conceito está diretamente ligado ao de desenvolvimento sustentável: Levam-se em 
conta os fatores ambientais, mas não dignifica necessariamente energia limpa. 
 
 
 
 
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A lenha, por exemplo, é um recurso sustentável quando a madeira é cultivada para 
esse fim; mas a fumaça de sua queima é tóxica e poluente. Portanto, não é limpa. 
 
Várias fontes de energia podem ser ou não sustentáveis. A água é sustentável desde 
que seus mananciais e o fluxo sejam preservados, o que implica em proteger a matas 
e evitar que um rio ou uma represa percam volume. 
 
1.4 Energia Limpa 
 
É aquela que não polui, ou que polui menos do que as tradicionais. Na produção e no 
consumo, os exemplos mais comuns são a energia hidrelétrica, a dos ventos (eólica) 
e a solar. 
 
Contudo, a busca da energia limpa exige pesquisa e aprimoramento constantes. No 
Brasil, grandes represas hidrelétricas foram construídas pois sua energia é renovável, 
mas os projetos deixaram de considerar os danos que sua construção causaria ao meio 
ambiente, e, principalmente, a necessidade de, antes encher os lagos, retirar as matas. 
Resultado: debaixo de água, as árvores se decompõem e liberam gases de efeito 
estufa por dezenas de anos, como ocorre em Itaipu, Balbina e Tucuruí. 
 
O conceito também é aplicado na comparação entre produtos: automóveis movidos a 
gás natural são considerados mais “limpos” do que os movidos a gasolina, pois são 
menos poluentes. 
 
Agora que os conceitos já foram apresentados, vamos tratar dos aspectos econômicos 
deste tema em nossa disciplina. 
 
Nos dias atuais, as empresas estão buscando cada vez mais soluções para melhorar a 
eficiência do sistema de energia, porém, os grandes desafios deste setor estão no 
aumento do custo e da demanda, além da integração de fontes renováveis e do 
envelhecimento da infraestrutura energética. 
 
 
 
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A utilização racional de energia, chamada simplesmente de eficiência energética, 
consiste em usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor 
energético. Por sua vez, eficiência energética é uma atividade que procura aperfeiçoar 
o uso das fontes de energia. 
 
Nossa disciplina visa analisar a eficiência energética com a aplicação de metodologias 
propostas no protocolo de medição e verificação. Este protocolo permite conhecer o 
quanto está sendo efetivamente economizado, de modo a otimizar o consumo e gastos 
de energia, a fim de aumentar a produtividade; visando a uma boa gestão em 
eficiência energética. 
 
Quando as empresas investem em eficiência energética, seus executivos naturalmente 
desejam saber o quanto economizaram e quanto tempo as economias irão durar. 
 
A determinação das economias em energia requer medição precisa e metodologia 
reprodutível, conhecida como protocolo de medição e verificação. Uma solução 
para superar este problema é instituir uma consistente metodologia de medição e 
verificação de eficiência energética junto a um sistema de monitoramento confiável. 
 
1.5 Entendendo a Curva de Carga 
 
Curva de carga é o registro horário, em um período diário, das demandas de 
capacidade, podendo ser, excepcionalmente para período semanal, mensal ou anual. 
 
A curva de carga típica, conforme a figura abaixo, é o “somatório” das curvas de 
cargas típicas: residencial, comercial, industrial e de iluminação pública. 
 
 
 
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A figura acima demonstra claramente as diversas “curvas de carga” de acordo com 
as respectivas fontes. 
 
O Fator de Carga, de um consumidor de energia, e o Fator de Capacidade, de um 
gerador, são definidos da seguinte maneira: 
 
 
 
Onde: 
• E [MWh] é a energia gerada no período de tempo t; 
• P [MW] é a potência instalada, assegurada ou garantida; 
• t [h] é o intervalo de tempo considerado. 
• No caso específico de um ano, o período t equivale a 8760 horas e no caso 
de um mês equivale a 730 horas. 
 
O fator de carga é adimensional, variando entre 0 e 1, e pode ser interpretado como 
sendo: 
• O percentual de tempo, do período considerado, no qual a usina operou a plena 
carga; 
• A potência média gerada, em percentual da potência total, no intervalo de 
tempo considerado. 
 
 
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Podemos então concluir que o fator de capacidade de uma estação de geração de 
energia elétrica é a proporção entre a produção efetiva da usina em um período de 
tempo e a capacidade total máxima neste mesmo período. 
 
 
 
 
1.6 Aspecto importante em relação à “Potência

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