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Josimar Bento Simplício
Professor Responsável
Serra Talhada (PE)
2018.1
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA
DISCIPLINA: MILHO, FEIJÃO E MANDIOCA
E agora, quem poderá nos salvar???
Responsabilidades 
d@ 
Engenheir@ Agrônom@!!
A
Participação dos principais países 
produtores de milho em grão 2014 (%) ·
Fonte: FAO/FAOESTAT
Quais os fatores que contribuem para essa evolução???
Josimar Bento Simplício
Professor Responsável
Serra Talhada (PE)
2018.1
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIDADE ACADÊMICA DE SERRA TALHADA
DISCIPLINA: CULTIVO DE PLANTAS ALIMENTÍCIAS 2
Cultivado desde a Argentina até o Canadá
Outra corrente de 
pesquisadores 
afirmam que a 
origem do milho é 
na Ásia
❑ Seu nome, de origem 
indígena caribenha, significa 
“sustento da vida”. 
Alimentação básica de várias 
civilizações importantes ao 
longo dos séculos, os 
Olmecas, Maias, Astecas e 
Incas reverenciavam o 
cereal na arte e na religião.
❑ Milho tem origem no e é hoje 
o cereal mais produzido no planeta.
➢ O milho já existia a cerca de 4.000 anos com características
morfológicas da atualidade;
➢ Grãos de pólen descobertos no México com mais de 60.000
anos de idade;
➢ Espigas de milho primitivo encontradas no México com 5.000 a
6.000 anos de idade;
➢ América do Sul (Peru): encontrados fósseis com 2.700 anos de
idade antes da nossa época.
➢ Tunicado – milho primitivo (cada grão está
encoberto por uma palha individual);
➢ Teosinte – parente próximo do milho
(seleção direta);
➢ Milho, Teosinte e Tripsacum –
descendentes independentes de um único
ancestral comum e desconhecido;
➢ Teoria tripartite – milho originou-se do
milho Tunicado
❖ Teosinte derivou de um cruzamento
entre o milho e o Tripsacum;
❖ Variedades modernas evoluíram pelo
intercruzamento do milho com o teosinte,
o tripsacum ou ambos.
Tu
n
ic
ad
o T
e
o
si
n
te
Família: Poaceae
Gênero: Zea
Espécie: Zea Mays
Limbo foliar
Colar
Bainha
Raízes adventícias
ou de suporte
No início da germinação, o 
embrião corresponde à 
radícula que transforma-se 
numa raiz, rompendo as 
camadas externas da 
semente, aprofunda-se no 
solo, em sentido vertical. 
a) Raiz
❑ Em seguida surgem as raízes secundárias, que se ramificam
intensamente e a raiz primária se desintegra.
❑ Posteriormente, há o aparecimento das raízes adventícias, que
partindo dos primeiros nós do colmo orientam-se no sentido de
atingir o solo, onde ramificam intensamente, contribuindo para
melhor fixação da planta.
Descrição da planta
Figura ? – Germinação e emergência aos 2, 4, 5, 6, 7 (Ve), 8, 10
(V1) e 12 (V2) dias após semeadura.
Figura ? – Elongação de mesocótilo em diferentes profundidades
de semeadura.
➢ O ponto vegetativo do embrião,
no início da germinação, começa a
crescer, originando o caule da
planta do tipo colmo, constituído
de nós e entrenós.
➢ Esse colmo suporta uma série de
folhas dispostas alternadamente,
para um lado e para outro
diametralmente opostas.
➢As folhas são inseridas nos nós,
dos quais se desenvolvem raízes
adventícias bem como as espigas e
os perfilhos.
c) Folhas:
➢ O embrião tem, geralmente, de 4 a 5 folhas já diferenciadas.
➢As folhas são gradativamente expostas, à medida que o colmo
se alonga, mas o crescimento ocorre em sua maior parte quando
as folhas ainda estão fechadas.
➢ As folhas estão arranjadas alternadamente e são suportadas
pela superposição das suas bainhas que envolvem o colmo.
➢ Os limbos foliares são geralmente longos, largos e planos, e
mantidos em ângulos aproximadamente retos com o colmo, por
uma forte nervura central.
➢ A superfície superior da folha, geralmente, possui pelos
esparsos, brancos, longos ou curtos.
Figura 5 – Visualização de uma planta de milho, em relação a
distribuição alternas das folhas.
➢ A planta do milho é monóica, isto é, possui os dois sexos na
mesma planta, separados em inflorescências diferentes.
➢ As flores masculinas localizam-se em uma panícula terminal,
conhecida pelo nome de flecha ou pendão e as femininas em
espigas axilares.
➢ A inflorescência masculina pode atingir de 50 a 60 cm de
comprimento, possuindo coloração variável, podendo ser
esverdeada, marrom ou vermelho escuro.
➢ A inflorescência feminina, ou espiga, é constituída por um
eixo ou ráquis (sabugo) ao longo do qual dispõem-se as
reentrâncias ou alvéolos.
➢Cada flor feminina é constituída de um ovário unilocular.
Saindo do ovário desenvolve-se o estilo-estigma bífido,
dividindo-se em dois na sua extremidade livre.
➢O conjunto de estilo–estigma é que vem a
constituir o cabelo, barba ou boneca do milho.
➢A espiga externamente é protegida pelas palhas.
Figura 6 – Estrutura do pendão do milho.
Figura 8 – Partes estruturais da espiga do milho vista por meio de
corte longitudinal.
Figura 9 – Corte longitudinal de um sabugo (inflorescência
feminina).
➢ A semente do milho é um tipo especial de fruto,
botanicamente classificado como cariopse.
➢Apresenta basicamente três partes: o pericarpo,
endosperma e o embrião.
➢ A camada externa (pericarpo) é derivada da parede do
ovário e pode ser incolor, vermelha, marrom, laranja ou
variegada.
➢ A ponta do grão é a parte remanescente do tecido que
conecta o grão ao sabugo e permite uma rápida absorção de
umidade.
O endosperma é triplóide, por se originar da fusão de dois 
núcleos femininos e um núcleo masculino. 
Com exceção de suas camadas mais externas, formadas por 
uma ou raramente algumas camadas de células de aleurona, 
é constituído, principalmente por amido. 
A camada de aleurona pode ser incolor, vermelho-púrpura, 
azul, marrom, preta, laranja ou amarela, e o endosperma, 
branco, amarelo ou laranja.
Figura 10 – Esquema do corte longitudinal do grão de milho com
suas partes.
Figura 11 – Coloração do pericarpo e do sabugo de milho.
Figura 12 – Coloração de espiga.
Amarela Branca Bicolor
O milho é um dos alimentos mais nutritivos que existem.
Puro ou como ingredientes de outros produtos, é uma importante
fonte energética para o homem.
Ao contrário do trigo e do arroz, que são refinados
durante seus processos de industrialização, o milho conserva sua
casca, que é rica em fibras, fundamental para a eliminação das
toxinas do organismo humano.
Além das fibras, o grão de milho é constituído de
carboidratos, proteínas, vitaminas (complexo B), sais minerais
(ferro, fósforo, potássio, cálcio) óleo e grandes quantidades de
açúcares, gorduras, celulose e calorias.
A industrialização do milho para a alimentação humana divide-se
basicamente em dois setores, que são: o processamento a seco e
a úmido.

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