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CADERNO
DE APOIO
AO PROFESSOR
Página Seguinte – 12.o ANO
▪ Planos de Aula
▪ Fichas de Avaliação
▪ Dicionário Terminológico
– principais alterações
FILOMENA MARTINS • GRAÇA MOURA
Português
INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
O PROJETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
PROPOSTA DE PLANIFICAÇÃO ANUAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
PLANOS DE AULA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
FICHAS DE AVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Ficha de Avaliação – Sequência 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Ficha de Avaliação – Sequência 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Ficha de Avaliação – Sequência 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
Ficha de Avaliação – Sequência 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
FICHAS DE LEITURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Ficha de Leitura – Sequência 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
Ficha de Leitura – Sequência 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
CENÁRIOS DE RESPOSTA DAS FICHAS DE AVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
CENÁRIOS DE RESPOSTA DAS FICHAS DE LEITURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
REGISTOS ÁUDIO – ORALIDADE – COMPREENSÃO ORAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
PROPOSTAS DE CORREÇÃO DE ALGUMAS ATIVIDADES 
DO MANUAL – ANÁLISE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
MATERIAIS DE APOIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Leitura de Imagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Grelha de observação da expressão oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
Ficha de visionamento de um documento vídeo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Cine-ficha (apreciação de filmes) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
Guia de observação/audição de uma reportagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
Guião de atividade de debate . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
Modelo de relatório de visita de estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
Contrato de Leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
Modelo de Ficha de Leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
A OFICINA DE ESCRITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
A ORGANIZAÇÃO DO PORTEFÓLIO SEGUNDO O PROGRAMA . . . . . . . . . . . . . . . . 89
O DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO E O PROGRAMA DE SECUNDÁRIO . . . . . . . . 91
ÍNDICE
Nota: Este Caderno de Apoio ao Professor encontra-se redigido conforme o novo Acordo Ortográfico.
2
Estimados colegas
Concebemos o projeto Página Seguinte 12.o Ano de modo cuidado, reconhecendo a árdua tarefa diária de um
docente de Português, para concretizar o Programa da disciplina que exige o desenvolvimento das várias compe-
tências (Oralidade, Leitura, Funcionamento da Língua, Escrita), num fechar de ciclo que pressupõe uma prepara-
ção pré-universitária.
Assim, cruzamos no projeto recursos variados de índole script-áudio-visuais de modo a lecionar os conteúdos
com profundidade e com uma abrangência cultural enriquecedora.
Ao realizar o projeto Página Seguinte 12.o Ano, observámos com atenção os comentários e contributos valio-
sos que, gentilmente, os Colegas nos dirigiram relativamente aos projetos anteriores.
Desejamos também expressar a nossa gratidão pelos olhares críticos, que este projeto venha a merecer, deri-
vados da vossa lecionação de saber de experiências feitas, aguardando, pois, as vossas preciosas opiniões.
Privilegiando o aluno como o mais importante elemento no processo ensino-aprendizagem para o(a) docente,
a finalidade última na idealização e concretização deste nosso projeto é a de aperfeiçoar a harmonização entre o
saber teórico e o saber prático.
Na verdade, considerando a disciplina de Português como um alicerce fundamental na vida dos jovens estu-
dantes, parece-nos que o 12.o ano contribui decisivamente para a formação linguística-cultural do cidadão portu-
guês que, na nossa perspetiva, deve ser, progressivamente, mais esclarecido e ativo, no século XXI. 
Com sentida admiração por todos os Colegas, esperamos que o projeto Página Seguinte 12.o Ano contribua
para um trabalho agradável e eficaz nas aulas de Português.
Filomena Martins e Graça Moura
INTRODUÇÃO
Elementos constituintes do projeto Página Seguinte 12.o ano
Para o(a) Professor(a) Para o(a) Aluno(a)
Manual do Professor Manual
Caderno de Apoio ao Professor inclui Fichas de Avaliação 
e Planos de Aula
Caderno de Atividades
(CD-Rom e On-line) (CD-Rom e On-line)
Apoio Internet www.paginaseguinte12.te.pt Apoio Internet www.paginaseguinte12.te.pt
Caderno de Atividades
CD Áudio
3
SEQUÊNCIAS CONTEÚDOS
Sequência de Aprendizagem 1 Fernando Pessoa Ortónimo e Heterónimos 
Sequência de Aprendizagem 2 Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa 
Sequência de Aprendizagem 3 Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro
Sequência de Aprendizagem 4 Memorial do Convento, de José Saramago
Informação Funcionamento da Língua 
Oralidade e Escrita 
Glossário de Símbolos
O MANUAL 
O Manual está estruturado em cinco partes – quatro Sequências de Aprendizagem de acordo com o programa
e Informação.
O PROJETO
Nota: O Contrato de Leitura antecede a Sequência 1, abrangendo as temáticas das quatro Sequências de Aprendizagem.
As sinopses das obras apresentadas correspondem a sugestões das autoras.
4
PREVIAMENTE… 
Apresentação de textos icónicos e linguísticos sugestivos: introdução aos conteúdos 
programáticos.
ORALIDADE Exercícios de Compreensão e Expressão oral.
ANTES DE LER… Preparação da Leitura: textos teóricos de crítica literária.
LEITURA Leitura e análise de obras dos autores propostos pelo Programa.
FUNCIONAMENTO 
DA LÍNGUA
Exercícios variados de consolidação, de acordo com o Dicionário Terminológico.
ESCRITA Elaboração de textos de diferentes tipologias (ex.: texto de reflexão/texto argumentativo).
APRENDER Sistematização esquematizada dos conteúdos.
FICHA DE CONTROLO 
DE LEITURA
Aferição de conhecimentos.
SABER MAIS… Aprofundamento de conhecimentos.
FICHA FORMATIVA Avaliação de conhecimentos.
ORAL FORMAL Propostas de trabalho para avaliação da Oralidade.
OFICINA DE ESCRITA Trabalho de reflexão e aperfeiçoamento da escrita.
CIDADANIA ATIVA Textos informativos para envolver ativamente o aluno-cidadão.
A PROPÓSITO… Textos complementares e esclarecedores dos temas explorados.
CARTAZ Filmes e documentários aconselhados.
VISITA DE ESTUDO Propostas de visita de estudo(com e sem guião).
REMISSÕES
Para Informação e outros itens do Manual; Caderno de Atividades; Caderno de Apoio ao
Professor e outros.
BANDAS LATERAIS
(Só para o/a Professor(a)
Propostas de soluções para a Oralidade, para a Orientação de leitura e para o Funcionamento
da Língua. Remissões para a Aula Digital – Áudio, Vídeo, PowerPoint, Link Internet. 
Estrutura de cada Sequência de Aprendizagem
Cada Sequência de Aprendizagem explora as competências nucleares da língua enunciadas no Programa e
está estruturada do seguinte modo:
5
AULA DIGITAL
Este recurso multimédia permite ao professor uma fácil exploração do projeto Página Seguinte utilizando as
novas tecnologias em sala de aula, com total integração entre os recursos digitais de apoio e o Manual. Inclui:
• Manual multimédia
• Vídeos
• Apresentações em PowerPoint
• Links internet
• Testes interativos
• Banco de imagens 
• Fichas em formato editável
• Planos de Aula e planificações em formato editável
A Aula Digital permite-lhe preparar as suas aulas em pouco tempo, podendo:
• aceder aos Planos de Aula disponíveis em formato editável e planificar as suas aulas de acordo com as
características de cada turma;
• utilizar as sequências de recursos digitais feitas de acordo com os Planos de Aula criados para si, que o
apoiarão nas suas aulas, com recurso a projetor ou quadro interativo;
• personalizar os Planos de Aula com recursos do projeto ou com os seus próprios materiais.
A Aula Digital permite-lhe avaliar os seus alunos de uma forma fácil, podendo:
• utilizar os testes pré-definidos ou criá-los à medida da sua turma, a partir de uma base de mais de 200 ques-
tões;
• imprimir os testes para distribuir, projetá-los em sala de aula ou enviá-los aos seus alunos com correção
automática;
• acompanhar o progresso dos alunos através de relatórios de avaliação detalhados.
6
CADERNO DE ATIVIDADES
1. Preparação para o exame – Textos Teóricos (sobre os autores e as obras do programa)
2. Sistematização de conhecimentos / Compreensão e Interpretação de textos / Expressão Escrita
a) Fernando Pessoa Ortónimo e Heterónimos
b) Alberto Caeiro 
c) Ricardo Reis 
d) Álvaro de Campos 
e) Os Lusíadas, de Luís de Camões 
f) Mensagem, de Fernando Pessoa
g) Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro 
h) Memorial do Convento, de José Saramago
3. Fichas de Funcionamento da Língua
4. Produção escrita
a) Resumo e síntese
b) Texto de reflexão 
5. Provas-Modelo de Exame
6. Provas de Exame de Português (GAVE)
SOLUÇÕES
CADERNO DE APOIO AO PROFESSOR
Planificação anual a longo e a médio prazo, Planos de Aula, testes de avaliação e propostas de correção; qua-
dros e esquemas (propostas de solução de exercícios do Manual); textos gravados em CD para oralidade; sugestões
metodológicas para organização de portefólio e cumprimento de Contrato de Leitura; grelhas, fichas e guiões.
PLANOS DE AULA
Apresentação de propostas para planificação do trabalho aula a aula.
7
Competências
nucleares
Conteúdos Estratégias / Atividades
Blocos
letivos
Recursos
Oralidade
Leitura
Escrita
Funcionamento
da Língua
• O Modernismo
• Fernando Pessoa
Ortónimo
• A génese dos 
heterónimos
• Alberto Caeiro 
• Ricardo Reis 
• Álvaro de Campos 
Interação professor/alunos
Reforço positivo
Escuta ativa
Observação de imagens
Visionamento e construção de vídeos
Exposições orais
Declamação de poemas
Leitura expressiva e/ou em silêncio
Resposta oral e/ou escrita a 
questionários orientadores de leitura
Exploração e completamento de
esquemas
Exercícios de Funcionamento 
da Língua (exercícios de 
correspondência, de escolha 
múltipla, de transformação 
e completamento) 
Trabalho individual / em pares / de
grupo
Produção de textos de diversas 
tipologias 
Oficina de Escrita
Pesquisa em diversos suportes
20
• CD-áudio
•
• Vídeo
• PowerPoint
• Banco de imagens
• Manual
• Caderno de Atividades
• Internet
www.paginaseguinte12.te.pt
• Quadro interativo
PROPOSTA DE PLANIFICAÇÃO ANUAL
Sequência de aprendizagem 1 – Fernando Pessoa, Ortónimo 
e Heterónimos 
8
Sequência de aprendizagem 2 – Os Lusíadas, de Luís de Camões
e Mensagem, de Fernando Pessoa
Competências
nucleares
Conteúdos Estratégias / Atividades
Blocos
letivos
Recursos
Oralidade
Leitura
Escrita
Funcionamento
da Língua
• Luís de Camões e
Os Lusíadas 
• Mensagem de
Fernando Pessoa
Interação professor/alunos
Escuta ativa
Leitura de imagens
Visionamento de vídeos
Exposições orais
Declamação de poemas
Leitura expressiva e/ou em silêncio
Resposta oral e/ou escrita 
a questionários orientadores 
Exploração e completamento de
esquemas
Exercícios de Funcionamento da
Língua (exercícios de correspondência,
de escolha múltipla, de 
transformação e completamento)
Trabalho individual / em pares / de
grupo
Produção de textos expositivo -
 -argumentativos e de reflexão
Resumo e síntese
Oficina de Escrita
Pesquisa em diversos suportes
14
• CD-áudio
•
• Vídeo
• PowerPoint
• Banco de imagens
• Manual
• Caderno de Atividades
• Internet
www.paginaseguinte12.te.pt
• Quadro interativo
9
Sequência de aprendizagem 3 – Felizmente Há Luar!, de Luís
de Sttau Monteiro
Competências
nucleares
Conteúdos Estratégias / Atividades
Blocos
letivos
Recursos
Oralidade
Leitura
Escrita
Funcionamento
da Língua
• Luís de Sttau
Monteiro e
Felizmente Há
Luar!
Interação professor/alunos
Escuta ativa
Exposições orais
Dramatização de cenas
Debate
Leitura expressiva e/ou em silêncio
Resposta oral e/ou escrita a 
questionários orientadores de leitura
Exploração de esquemas
Exercícios de Funcionamento da
Língua (exercícios de 
correspondência, de escolha 
múltipla, de transformação 
e completamento) 
Trabalho individual e em pares
Produção de textos expositivo -
-argumentativos e de reflexão
Oficina de Escrita
Pesquisa em diversos suportes para
construção de ficheiros temáticos
8
• CD-áudio
•
• Vídeo
• PowerPoint
• Banco de imagens
• Manual
• Caderno de Atividades
• Internet
www.paginaseguinte12.te.pt
• Quadro interativo
10
Sequência de aprendizagem 4 – Memorial do Convento, 
de José Saramago
Competências
nucleares
Conteúdos Estratégias / Atividades
Blocos
letivos
Recursos
Oralidade
Leitura
Escrita
Funcionamento
da Língua
• José Saramago e
Memorial do
Convento 
Interação professor/alunos
Escuta ativa
Observação de imagens
Exposições orais
Debate
Leitura expressiva e/ou em silêncio
Resposta oral e/ou escrita a 
questionários orientadores de leitura
Exploração de esquemas
Exercícios de Funcionamento da
Língua (exercícios de 
correspondência, de escolha 
múltipla, de transformação e
completamento)
Trabalho individual
Produção de textos expositivo -
-argumentativos e de reflexão
Oficina de Escrita
Pesquisa em diversos suportes
10
• CD-áudio
•
• Vídeo
• PowerPoint
• Banco de imagens
• Manual
• Caderno de Atividades
• Internet
www.paginaseguinte12.te.pt
• Quadro interativo
11
SEQUÊNCIA DE APRENDIZAGEM 1: 
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Competências transversais • Comunicativas 
• Estratégicas
• Formação para a cidadania
Competências nucleares • Compreensão oral
• Expressão oral
• Leitura
• Expressão escrita
• Funcionamento da Língua
Objetivos de aprendizagem • Mobilizar conhecimentos prévios
• Desenvolver a escuta ativa
• Refletir criticamente sobre os temas abordados 
• Adequar o discurso à situação comunicativa
• Determinar a intencionalidade comunicativa
• Apreender o sentido dos textos
• Reconhecer a dimensão estética da língua
• Contactar com autores do património cultural nacional e universal
• Desenvolver a produção da escrita e da oralidade, observando as fases de planificação,
execução e avaliação
• Produzir textos de matriz reflexiva e argumentativa
• Aplicar as regras do resumo e da síntese
• Refletir sobre o funcionamento explícito e implícito da língua
PLANOS DE AULA
12
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Modernismo nas
Artes
1 – 90 min. • Manual (pp. 12 a 15)
•
• Áudio – Faixa 1
Modernismo nas Artes
• Áudio – Faixa 2
Adoração da Terra, de
Igor Stravinsky
• Vídeo
Excerto do filme 
Coco Chanel e Igor
Stravinsky
• Link
Trailer do filme 
Meia-noite em Paris 
• Contextualização estética da obra pessoana: observação
de imagens referentes ao Modernismo nas artes; visiona-
mento de vídeos
• Compreensão oral: audição do texto proposto e realiza-
ção das etapas do exercício da pág. 15
• Expressão oral: 
1. Nova observação das imagens e visionamento de um
excerto do filme Coco Chanel
2. Apresentação de opiniões sobre as diversas manifes-
tações artísticas
3. Problematização em pequenos grupos sobre o concei-
to de Arte, com apresentação à turma
• Sumário
Modernismo em
Portugal
1 – 90 min. • Manual (pp. 16 a 18) • Trabalho em pares para leitura do texto O Moder nis mo
na literatura portuguesa e realização da proposta de
Orientação de leitura (pp. 16 e 17)
• TPC: Investigar e incluir num ficheiro ou dossiê (p. 18)
• Sumário
Modernismo em
Portugal
Fernando Pessoa –
Cronologia da vida e
da obra
1 – 90 min. • Manual (pp. 19 a 25)
•
• Áudio – Faixa 3
Manifesto Anti -Dantas
• Áudio
Casa Fernando Pessoa
• Leitura do texto Orpheu (p. 19)
• Orientação de leitura: identificação das linhas de
convergência entre os poetas órficos (p. 19)
• Oralidade: escuta de um excerto do poema Manifesto
Anti-Dantas
• Trabalho em pequenos grupos para dar resposta às
questões sugeridas na pág. 19 
• Projeção das referências geográficas da Lisboa pessoana e
do mapa de transportes públicos
• Preparação de Visita de Estudo à Casa Fernando Pessoa
• Oralidade: audição do texto informativo; resposta às
questões apresentadas (p. 23)
• TPC: leitura do texto das pp. 24 e 25 para levantamento
dos principais momentos da vida do poeta
• Sumário
13
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Fernando Pessoa
Ortónimo – O fingi-
mento poético – 
processo de criação
poética – uma nova 
conceção de arte
Funcionamento 
da Língua:
Classes de palavras, 
marcadores 
discursivos, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 26 a 28)
•
• Áudio – Faixa 4
Declamação
Autopsicografia
• Leitura do texto para compreensão do fingimento poético
(p. 26)
• Escuta / leitura do poema Autopsicografia (p. 27)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 27)
• Funcionamento da Língua: realização dos exercícios 
apresentados (p. 27)
• Leitura expressiva do poema Isto (p. 28)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 28)
• Sumário
Fernando Pessoa
Ortónimo – Dor de
pensar
Funcionamento da
Língua: Valor do
adjetivo, classes 
de palavras,
expressividade da
pontuação, valor do
verbo
1 – 90 min. • Manual (pp. 29 e 30)
•
• Áudio – Faixa 5 
Declamação
Ela canta, pobre 
ceifeira
• Remissão para os textos críticos da pág. 29
• Escuta / leitura do poema Ela canta, pobre ceifeira (p. 29)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 30)
• Funcionamento da Língua: realização das questões
apresentadas (p. 30)
• Oralidade: reflexão individual sobre o conceito de felici-
dade (p. 30)
• Sumário
Fernando Pessoa
Ortónimo – Dor de
pensar
Funcionamento 
da Língua: Tipos e
polaridade das 
frases, relações
semânticas entre as
palavras, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 31 e 32)
•
• Áudio – Faixa 6 
Declamação
Liberdade
• Escuta / leitura do poema Liberdade (p. 31)
• Trabalho de pares para resolução da proposta de
Orientação de leitura e de Funcionamento da Língua
(pp. 31 e 32) 
• Escrita: elaboração de um texto sobre «Ler é maçada /
Estudar é nada» (p. 32)
• Sumário
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
14
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Fernando Pessoa
Ortónimo – O Ser
fragmentado
1 – 90 min. • Manual (pp. 33 e 34)
•
• Áudio – Faixa 7
Declamação
Não sei quantas almas
tenho
• Leitura silenciosa do texto de M.a Vitalina Leal de Matos e
identificação dos tópicos fundamentais do mesmo (p. 33)
• Escuta / leitura do poema Não sei quantas almas tenho
(p. 33)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 34)
• Sumário
Fernando Pessoa
Ortónimo – O sonho,
a evasão, a angústia,
o tédio, a frustração
Funcionamento da
Língua: Classes de 
palavras, relações
semânticas entre
palavras, deíticos,
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 35 a 36) • Reflexão sobre os textos associados ao sonho, à evasão, à
angústia, ao tédio e à frustração (p. 35)
• Trabalho de pares para dar cumprimento às questões
propostas em Orientação de leitura e em Funcionamento
da Língua (p. 36)
• Sumário
Fernando Pessoa
Ortónimo – O sonho,
a evasão, a angústia,
o tédio, a frustração
Funcionamento 
da Língua: Classes
de palavras, 
modalidade, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (p. 37) • Leitura expressiva do poema Tudo o que faço ou medito
(p. 37)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 37)
• Funcionamento da Língua: realização das questões 
sugeridas (p. 37)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
15
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Fernando Pessoa
Ortónimo –
Nostalgia da 
infância perdida
1 – 90 min. • Manual (pp. 40 a 42)
•
• Áudio – Faixa 8
Declamação 
Pobre velha música!
• Remissão para a leitura do texto de Alfredo Antunes 
(p. 40)
• Escuta / leitura do poema Pobre velha música! (p. 42)
• Orientação de leitura: resposta ao questionário (p. 42)
• Escrita: construção de um texto sobre a relação entre a
música e as vivências pessoais dos alunos (p. 42)
• Sumário
Fernando Pessoa
Ortónimo –
Nostalgia da 
infância perdida
1 – 90 min. • Manual (pp. 43 e 44)
•
• Áudio – Faixa 9 
Declamação
Ó sino da minha aldeia
• Áudio
Declamação
O menino de sua Mãe
• Link
Guernica 3D
• Escuta / leitura do poema Ó sino da minha aldeia (p. 43)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 43)
• Escuta / leitura expressiva do poema O Menino de sua
Mãe (p. 44)
• Escrita: elaboração de cinco tópicos sobre a composição
poética em análise (p. 44)
• Visionamento do Link sobre a obra Guernica
• Sumário
Fernando Pessoa
Ortónimo
APRENDER:
Temáticas 
pessoanas; 
linguagem e estilo
Contexto 
histórico-político 
da época vivida pelo
poeta
1 – 90 min. • Manual (pp. 45 a 47) • APRENDER – Exploração do esquema apresentado – sín-
tese das temáticas pessoanas e reflexão sobre o estilo e
linguagem (p. 45)
• Seleção das ideias fundamentais de SABER MAIS (p. 46)
• Realização e correção da Ficha de Controlo (p. 47)
• Sumário
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
16
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Fernando Pessoa –
Génese dos 
heterónimos
1 – 90 min. • Manual (pp. 48 a 51)
•
• Áudio
Carta a Adolfo Casais
Monteiro – Génese dos
heterónimos
• Trabalho de grupo: leitura da Carta de Fernando Pessoa a
Adolfo Casais Monteiro; resposta às questões apresenta-
das em Orientação de leitura(pp. 48 a 51); apresentação
oral à turma
• Sumário
Alberto Caeiro – 
A fruição do real 
através das
sensações
1 – 90 min. • Manual (pp. 52 a 54)
•
• Áudio – Faixa 10
Declamação
O Guardador de
Rebanhos
• Remissão para o texto de Jacinto do Prado Coelho (p. 52)
• Escuta / leitura do poema I de O Guardador de Rebanhos
(pp. 52 e 53)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 54)
• Sumário
Alberto Caeiro – 
A fruição do real 
através das
sensações
Funcionamento 
da Língua:
Classes de palavras,
morfologia flexional,
marcadores 
discursivos, coesão,
coerência, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 55 e 56)
•
• Áudio
Declamação
O meu olhar é nítido
como um girassol
• Seleção das ideias fundamentais do texto de M.a Teresa
Schiappa de Azevedo (p. 55)
• Escuta / leitura do poema II de O Guardador de Rebanhos
(p. 55)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 56)
• Funcionamento da Língua: resolução dos exercícios
apresentados (p. 56)
• TPC: produção de um texto sobre o amor à Natureza,
partindo de dois versos do poema analisado (p. 56)
• Sumário
Alberto Caeiro –
Misticismo, filosofia,
paganismo
1 – 90 min. • Manual (pp. 57 e 58) • Remissão para o texto da pág. 57
• Leitura do poema V de O Guardador de Rebanhos (p. 57)
• Orientação de leitura: preenchimento de um esquema
conceptual (p. 58)
• Escrita: elaboração de um texto sobre o misticismo em
Alberto Caeiro (p. 58)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
17
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Alberto Caeiro –
Campo/cidade
Funcionamento da
Língua:
Relações semânticas
entre palavras, 
deíticos, valor do
adjetivo, coesão, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 59 a 60)
•
• Áudio – Faixa 11
Declamação 
Da minha aldeia vejo
quanto da terra se pode
ver do Universo
• Escuta / leitura do poema VII de O Guardador de Rebanhos
(p. 59)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 59)
• Funcionamento da Língua: resolução do exercício de
correspondência (p. 59)
• Escrita: elaboração de um texto sobre o primitivismo
voluntário e o caráter antissocial de Alberto Caeiro (p. 60)
• Sumário
Alberto Caeiro – 
A aprendizagem de
desaprender
Funcionamento da
Língua: Sintaxe,
classes de palavras,
atos ilocutórios,
relações semânticas
entre palavras,
conectores 
discursivos, deíticos
1 – 90 min. • Manual (pp. 61 e 62) • Seleção das ideias fundamentais do texto de Manuel de
Gusmão (p. 61)
• Leitura expressiva do poema XXIV de O Guardador de
Rebanhos (p. 61)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 62)
• Funcionamento da Língua: resposta às questões apre-
sentadas (p. 62)
• TPC – Escrita: construção de um texto sobre a pedagogia
do mestre Caeiro e as contradições daí decorrentes (p. 62)
• Sumário
A arte poética de
Alberto Caeiro
Funcionamento da
Língua: Vocabulário,
adjetivação, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 63 e 64) • Leitura expressiva do poema XXXVI de O Guardador de
Rebanhos (p. 63)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 63)
• Funcionamento da Língua: resolução do exercício pro-
posto (p. 64)
• Escrita: produção de um texto expositivo-argumentativo
subordinado ao tema «Caeiro, o Mestre, é fácil de defi-
nir» (p. 64) 
• Sumário
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
18
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Alberto Caeiro – 
O mestre
APRENDER:
Temáticas de
Alberto Caeiro; 
linguagem e estilo 
2 – 90 min. • Manual (pp. 64 a 67)
•
• Áudio – Faixa 12
Declamação
Se, depois de eu
morrer, quiserem
escrever a minha
biografia
• Oralidade: 
Compreensão oral: 
1. Escuta do poema de Alberto Caeiro Se, depois de eu
morrer, quiserem escrever a minha biografia 
2. Tomada de notas
3. Preenchimento de quadro
4. Nova escuta para revisão
• Expressão oral: a conceção de vida e de morte de Alberto
Caeiro (p. 64) 
• Realização da Ficha de Controlo (p. 67)
• APRENDER e SABER MAIS – Síntese das principais carac-
terísticas da poética de Alberto Caeiro (pp. 65 e 66) 
• Sumário
Ricardo Reis – 
Epicurismo 
e estoicismo
1 – 90 min. • Manual (pp. 68 a 70)
•
• Áudio – Faixa 13
Declamação
Vem sentar-te comigo,
Lídia, à beira do rio
• Leitura de textos informativos sobre os pressupostos
filosóficos da arte poética de Ricardo Reis (p. 68)
• Escuta da ode Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio
(p. 69)
• Trabalho de pares para dar resposta às questões propos-
tas em Orientação de leitura e para o preenchimento de
texto lacunar (p. 70) 
• Sumário
Ricardo Reis –
Epicurismo 
e estoicismo
Funcionamento da
Língua: Vocabulário,
classes de palavras,
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 71 e 72)
•
• Áudio – Faixa 14
Declamação
Não tenhas nada nas
mãos
• Remissão para o texto de Robert Bréchon (p. 71)
• Leitura do poema Não tenhas nada nas mãos (p. 71)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 72)
• Funcionamento da Língua: resolução do exercício
proposto (p. 72)
• Escrita: elaboração de um texto expositivo-argumenta-
tivo sobre o confronto entre as temáticas e o estilo de
Alberto Caeiro e de Ricardo Reis (p. 72)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
19
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Ricardo Reis – A 
passagem do tempo
e Carpe diem
Funcionamento 
da Língua: Coesão,
marcadores 
discursivos, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 75 e 76)
•
• Áudio – Faixa 16
Declamação 
Prefiro rosas, meu
amor, à pátria
• Escuta / leitura do poema Prefiro rosas, meu amor, à
Pátria (p. 75)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 75)
• Resposta às questões de Funcionamento da Língua (p. 75)
• Leitura da entrada da expressão Carpe diem em Grande
Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (p. 76)
• Leitura expressiva da ode Uns com os olhos postos no
passado (p. 76)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 76) 
• TPC – Escrita: texto – a luta pela concretização dos obje-
tivos da vida (p. 75)
• Sumário
Ricardo Reis –
O Fado, o destino
1 – 90 min. • Manual (p. 77)
•
• Áudio – Faixa 17
Declamação 
Cada um cumpre o 
destino que lhe cumpre
• Oralidade:
1. Audição do poema Cada um cumpre o destino que lhe
cumpre
2. Tomada de notas
3. Questionário de afirmações verdadeiras e falsas 
4. Nova audição 
• Escrita: texto sobre o livre-arbítrio (p. 77)
• Sumário
A arte poética de
Ricardo Reis
Funcionamento da
Língua: Variedades
da língua, morfologia
flexional, classes de
palavras, valor do
adjetivo
APRENDER:
Temáticas de
Ricardo Reis; 
linguagem e estilo
1 – 90 min. • Manual (pp. 78 a 81) • Leitura expressiva do poema Ponho na altiva mente o
fixo esforço (p. 78)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 78)
• Resposta às questões de Funcionamento da Língua (p. 78)
• APRENDER e SABER MAIS – Síntese das principais
características da poética de Reis (pp. 79 e 80)
• Realização da Ficha de Controlo (p. 81)
• Sumário
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ /_____________
20
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Álvaro de Campos –
A fase decadente
1 – 90 min. • Manual (pp. 82 a 89)
•
• Áudio
Declamação
Opiário
• Leitura do texto informativo de Jacinto do Prado Coelho
e síntese das principais ideias (p. 82)
• Leitura expressiva de excertos da composição poética
Opiário (p. 83)
• Proposta de análise (CAP p. 72)
• Leitura e comentário do texto da pág. 84
• TPC: leitura da Ode Triunfal (pp. 85 a 89)
• Sumário
Álvaro de Campos –
A fase futurista e
sensacionista
2 – 90 min. • Manual (pp. 84 a 91)
•
• Áudio – Faixa 18
Declamação
Ode Triunfal
• Audição de excertos da Ode Triunfal
• Resposta à 1.a questão da Orientação de leitura (p. 90)
• Trabalho de grupo para realização das propostas de
Orientação de leitura (p. 91)
• TPC: proposta de construção de um vídeo para recriação
de um dos ambientes sugeridos pela Ode Triunfal (p. 91)
• Sumário
Álvaro de Campos –
A fase futurista e
sensacionista
Funcionamento 
da Língua: Valor 
do adjetivo, aspeto 
verbal, coesão, 
deíticos, semântica
entre palavras, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 92 a 94) • Leitura da Ode Marítima (pp. 92 e 93)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 93)
• Resposta às questões de Funcionamento da Língua (p. 93)
• Escrita: elaboração de um texto criativo de característi-
cas futuristas, inspirado no mar (p. 94) 
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
21
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Álvaro de Campos – A
fase intimista – O
reencontro com o
criador
Funcionamento da
Língua: Empréstimos, 
modalização frásica,
tipos de frase, deixis,
funções sintáticas,
atos ilocutórios, 
correferência
1 – 90 min. • Manual (pp. 95 e 96) • Leitura em voz alta do texto informativo de Jacinto do
Prado Coelho e síntese das principais ideias (p. 95)
• Leitura do poema Lisbon Revisited (1923) (p. 95)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 96)
• Questionário de Funcionamento da Língua (p. 96)
• Sumário
Álvaro de Campos – A
fase intimista – O
reencontro com o
criador
1 – 90 min. • Manual (pp. 98 e 99) • Leitura silenciosa do poema Aniversário (pp. 98 e 99)
• Trabalho de pares para execução das questões apresen-
tadas em Orientação de leitura (p. 99)
• Proposta de Declamação do poema à turma (p. 99)
• Escrita: produção de um texto visando a comparação
das temáticas e do estilo de Campos e de Fernando
Pessoa Ortónimo (p. 99)
• Sumário
Álvaro de Campos – A
fase intimista – O
reencontro com o
criador
APRENDER
Temáticas de Álvaro
de Campos; 
linguagem e estilo
1 – 90 min. • Manual (pp. 101 a 105)
•
• Áudio – Faixa 19
Declamação
O que há em mim 
é sobretudo cansaço
• Escuta / leitura do poema O que há em mim é sobretudo
cansaço (p. 101)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 101)
• Remissão para APRENDER e SABER MAIS (pp. 102 a 105)
• Escrita: elaboração de um texto sobre as temáticas de
Ricardo Reis e Álvaro de Campos (p. 101) 
• Sumário
Álvaro de Campos –
Fernando Pessoa,
Ortónimo e
Heterónimos
1 – 90 min. •
• Áudio
Declamação
Tabacaria
• PowerPoint
Fernando Pessoa
Não sei quantas almas
tenho
• Realização da Ficha de Controlo (p. 104)
• Sumário
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
22
Conteúdos: Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos
Fernando Pessoa, Ortónimo e Heterónimos (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Fernando Pessoa,
Ortónimo e
Heterónimos
1 – 90 min. • Manual (pp. 106 a 109)
•
• Testes interativos 
Sequência 1 – testes 1 a 6
• Realização da Ficha Formativa (pp. 106 a 109)
• Sumário
Fernando Pessoa,
Ortónimo e
Heterónimos
3 – 90 min. • Manual (p. 110)
•
• Áudio
Declamação
Ouvi contar que outrora,
quando a Pérsia
• Áudio
E eis como mais tarde
Fernando Pessoa 
aludirá aos três 
heterónimos
• Execução das sugestões de Oral Formal1
• Sumário
Fernando Pessoa,
Ortónimo e
Heterónimos
1 – 90 min. • Manual (p. 111) • Oficina de Escrita: trabalho de pares para realização das
propostas apresentadas
• Correção do trabalho Oficina de Escrita
• Inclusão dos textos no Portefólio
• Sumário
Fernando Pessoa,
Ortónimo e
Heterónimos
4 – 90 min. • Testes de avaliação sumativa
• Correção do teste de avaliação sumativa
• Inclusão do teste de avaliação sumativa e respetiva 
correção no Portefólio
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
1 Nota: As sugestões de concretização da atividade Oral Formal serão desenvolvidas de acordo com um calendário prévio.
23
SEQUÊNCIA DE APRENDIZAGEM 2: Os Lusíadas, 
de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Competências transversais • Comunicativas 
• Estratégicas
• Formação para a cidadania
Competências nucleares • Compreensão oral
• Expressão oral
• Leitura
• Expressão escrita
• Funcionamento da Língua
Objetivos de aprendizagem • Mobilizar conhecimentos prévios
• Desenvolver a escuta ativa
• Refletir criticamente sobre os temas abordados 
• Adequar o discurso à situação comunicativa
• Determinar a intencionalidade comunicativa
• Apreender o sentido dos textos
• Descrever e interpretar imagens
• Reconhecer a dimensão estética da língua
• Contactar com autores do património cultural nacional e universal
• Cotejar textos canónicos de épocas diferentes
• Desenvolver a produção da escrita e da oralidade, observando as fases de planificação,
execução e avaliação
• Produzir textos de matriz reflexiva e argumentativa
• Aplicar as regras do resumo e da síntese
• Refletir sobre o funcionamento explícito e implícito da língua
24
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Os Lusíadas –
Contextualização
histórico-política
1 – 90 min. • Manual (pp. 114 a 117)
•
• Áudio
Hino Nacional
• Áudio – Faixa 20
Lusofonia: Os Quatro
Novos Mundos do
Mundo, de Luis Aguilar
• Oralidade: observação de imagens na perspetiva históri-
co-política e cultural da construção da identidade por-
tuguesa
• Audição do discurso de Luís Aguilar: Lusofonia: Os
Quatro Novos Mundos do Mundo
• Resposta ao questionário proposto (p. 115)
• Leitura de um texto com os dados biográficos de Luís de
Camões (p. 117)
• Escrita: elaboração de um artigo ou verbete sobre
Camões a incluir numa enciclopédia (p. 117)
• Sumário
Os Lusíadas - Canto I
(Proposição e
Invocação)
Funcionamento da
Língua: Classes de
palavras, sintaxe,
semântica das 
palavras,
intencionalidade
comunicativa, valor
do adjetivo
2 – 90 min. • Manual (pp. 118 a 126)
•
• Vídeo
A Grande Viagem
• Remissão para APRENDER (pp. 118 a 121)
• Exploração do Quadro sinóptico do Canto I (p. 122)
• Leitura interpretativa do mapa (p. 123)
• Seleção das ideias principais do texto A Viagem de Os
Lusíadas: Símbolo e Mito (p. 123)
• Leitura em voz alta da Proposição e da Invocação
(p. 124 e 126)
• Trabalho de pares para realização da proposta de
Orientação de leitura e do questionário de Funcionamento
da Língua (pp. 125 e 126)
• Visionamento do filme A Grande Viagem
• Preenchimento da ficha de visionamento de um docu-
mentovídeo (p. 79 do Caderno de Apoio ao Professor)
• Sumário
Os Lusíadas – Canto I
(Dedicatória e início
da Narração)
1 – 90 min. • Manual (pp. 127 e 128) • Leitura da Dedicatória (p. 127)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 127)
• Leitura da estância 19, para enquadramento da Narração
e resposta à proposta de Orientação de leitura (p. 128)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
25
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Os Lusíadas -
Canto I (O Consílio
dos Deuses e
Considerações 
do poeta)
Funcionamento da
Língua: Classes de
palavras, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 129 a 130) • Trabalho de pares para realização da proposta de
Orientação de leitura e de Funcionamento da Língua 
(p. 129 )
• Leitura das estâncias 105 e 106 (p. 130)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 130)
• Resposta às questões do Funcionamento da Língua 
(p. 130)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto II (Chegada a
Melinde; pedido de
informações do Rei
de Melinde ao Gama)
Funcionamento da
Língua: Coesão, 
relações semânticas
entre palavras, 
deíticos, adjetivação,
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 131 e 132) • Remissão para o Quadro sinóptico do Canto II (p. 131)
• Leitura em voz alta das estâncias 73 e 74 e das estân-
cias 108 e 109 (p. 132)
• Resposta às questões apresentadas em Orientação de
leitura (p. 132)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua
(p. 132)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto III (Invocação
a Calíope; início da
narração de Vasco
da Gama)
Funcionamento da
Língua: Deíticos,
marcadores 
discursivos, atos 
ilocutórios, verbos
modalizadores,
campo lexical, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 133 a 135) • Exploração do Quadro sinóptico do Canto III (p. 133)
• Leitura das estâncias 1 a 6 (p. 134)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 135)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua
(p. 135)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
26
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Os Lusíadas -
Canto IV
(Despedidas em
Belém)
Funcionamento da
Língua: Valor do
adjetivo, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 136 e 137)
•
• Áudio – Faixa 21
E já no porto da ínclita
Ulisseia
• Exploração do Quadro sinóptico do Canto IV (p. 136)
• Escuta / leitura das estâncias 84 a 88 ( p. 137)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 137)
• Resposta às questões de Funcionamento da Língua 
(p. 137)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto IV (Velho do
Restelo) 
Funcionamento da
Língua: Atos 
ilocutórios, relações
semânticas entre
palavras, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 138 a 139)
•
• Áudio – Faixa 22
Velho do Restelo
• Escuta / leitura da estância 94 e das estâncias 97 a 102
(p. 138)
• Resposta às questões apresentadas em Orientação de
leitura (p. 139)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua
(p. 139)
• TPC – Escrita: elaboração de um texto sobre as causas e
consequências de «As novas guerras do século XXI» 
(p. 139)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto V 
(Fenómenos da
Natureza – Fogo de
Santelmo e Tromba
marítima)
1 – 90 min. • Manual (pp. 140 a 142)
•
• Áudio
Contar-te longamente
as perigosas
• Exploração do Quadro sinóptico do Canto V (p. 140)
• Escuta / leitura das estâncias 16 a 19 e 23 (p. 141)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 142)
• Resumo do texto de Manuel Margarido (p. 142)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto V 
(Considerações do
poeta)
1 – 90 min. • Manual (p. 143) • Leitura das estâncias 96 a 98 (p. 143)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 143)
• Escrita: produção de um texto sobre o género poético
como forma superior de preservação da memória cultu-
ral de uma nação (p. 143)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
27
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Os Lusíadas –
Canto VI
(Considerações 
do poeta)
Funcionamento da
Língua: Deíticos,
valor aspetual,
vocabulário, 
morfologia
flexional, orações
não finitas, 
reprodução do 
discurso no discurso
1 – 90 min. • Manual (pp. 144 a 146) • Exploração do Quadro sinóptico do Canto VI (p. 144)
• Leitura das estâncias 92 e 93 e das estâncias 95 a 97 
(p. 145)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 146)
• Resposta ao questionário de Funcionamento da Língua
(p. 146)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto VII (Intervenção
do poeta; entrada
em Calecute; visita
do Monçaide à frota
lusitana; receção do
Catual; contactos
entre portugueses 
e indianos)
1 – 90 min. • Manual (pp. 147 a 149) • Exploração do Quadro sinóptico do Canto VII (p. 147)
• Leitura das estâncias 3, 16, 31, 37, 38, 40, 44, 59 e 62 
(pp. 148 e 149)
• Realização das atividades propostas em Orientação de
leitura (p. 149)
• TPC – Escrita: produção de um texto de reflexão (p. 149)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Canto VII
(Considerações do
poeta)
1 – 90 min. • Manual (p. 150) • Leitura das estâncias 79 a 84 (p. 150)
• Realização de um trabalho de grupo, segundo tópicos
apresentados (p. 150)
• Sumário
Os Lusíadas – 
Cantos VIII e IX (Ilha
dos Amores) 
Funcionamento 
da Língua: Valor
aspetual, valor do
adjetivo, sintaxe,
tipo e polaridade
das frases, 
subclasses dos 
verbos
1 – 90 min. • Manual (pp. 151 a 154) • Remissão para os Quadros sinópticos dos Cantos VIII e
IX (pp. 151 e 152)
• Leitura em voz alta da estância 88 e das estâncias 91 a
95 (pp. 153 e 154)
• Resposta às questões apresentadas em Orientação de
leitura (p. 154)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua
(p. 154)
• TPC: elaboração de um texto de reflexão sobre a dimen-
são humanista e universal d’Os Lusíadas (p. 154)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
28
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Os Lusíadas -
Canto X (Profecias
de Tétis e a revelação
da máquina do
mundo; despedida
da deusa; partida
dos nautas rumo à
Pátria; chegada a
Portugal; 
considerações do
poeta)
O real e o imaginário
na epopeia; valor
simbólico e estético
n’Os Lusíadas
1 – 90 min. • Manual (pp. 155 e 162) • Exploração do Quadro sinóptico do Canto X (p. 155)
• Reflexão sobre o texto crítico de M.a Vitalina Leal de
Matos (p. 156)
• Leitura das estâncias apresentadas nas págs. 156 e 157
• Completamento do quadro da pág. 158
• Remissão para SABER MAIS (pp. 159 a 161)
• TPC: Realização da Ficha de Controlo (p. 162)
• Sumário
Mensagem – texto
épico-lírico (a génese
e a contextualização
político-social da
obra)
APRENDER:
Estrutura; simbolo-
gia; numerologia; o
mito; linguagem e
estilo; o significado
do usode
expressões latinas
1 – 90 min. • Manual (pp. 164 a 170)
•
• PowerPoint
O amor à pátria
também é poesia
• Leitura do texto de Jacinto do Prado Coelho – a génese
da obra (p. 164)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 165)
• Exploração dos esquemas e textos de APRENDER (cada
um dos tópicos poderá ser distribuído por grupos, a
apresentar oralmente à turma) (pp. 166 a 170) 
• TPC: investigar as condições político-sociais da publica-
ção de Mensagem (p. 165)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico 
Funcionamento da
Língua: Relações
semânticas entre
palavras, coesão,
aspeto verbal,
classes de palavras,
valor do adjetivo,
deíticos, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 171 e 172) • Remissão para os textos de Antes de Ler (p. 171) 
• Leitura do poema O dos Castelos e das estâncias 20 e 21
do Canto III d’Os Lusíadas (p. 171)
• Trabalho de pares, visando dar resposta à proposta de
Orientação de leitura e ao questionário de Funciona -
mento da Língua (p. 172)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
29
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Mensagem – 
Primeira parte
«Brasão»
Funcionamento da
Língua: Classes de
palavras, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 173 e 174) • Leitura do poema Ulisses (p. 173)
• Realização oral da proposta de Orientação de leitura 
(p. 173)
• Trabalho de pares para resolução das propostas de
Orientação de leitura e de Funcionamento da Língua
referentes ao poema Viriato (p. 174)
• TPC: investigar a vida e obra de Viriato (p. 174)
• Sumário
Mensagem - 
Primeira parte
«Brasão»
1 – 90 min. • Manual (p. 176)
•
• Áudio – Faixa 23
Declamação
D. Sebastião, Rei de
Portugal
• Remissão para o texto da pág. 176
• Escuta / leitura poema D. Sebastião, Rei de Portugal (p.
176)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 176)
• Oralidade: recitação expressiva do poema à turma 
(p. 176)
• Escrita: elaboração de um texto de reflexão sobre a
«loucura» de D. Sebastião (p. 176)
• TPC: investigação das condições histórico-políticas e
sociais da incursão de D. Sebastião em terras africanas
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
Funcionamento da
Língua: Relações
semânticas entre
palavras, coesão,
valor do adjetivo,
aspeto verbal, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (p. 177) • Leitura do poema Nun’Álvares Pereira e das estâncias
14 e 15 do Canto IV d’Os Lusíadas (p. 177)
• Trabalho de pares para resolução das atividades de
Orientação de leitura e de Funcionamento da Língua
(pp. 177 e 178)
• TPC: elaboração de um texto de reflexão sobre o concei-
to de herói no século XXI (p. 178)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
30
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Mensagem – 
Primeira parte
«Brasão»
1 – 90 min. • Manual (p. 179) • Leitura do poema D. João, o Segundo (p. 179)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 179)
• Escrita: síntese de um texto de Manuel Margarido (p. 179)
• Sumário
Mensagem – 
Segunda parte «Mar
Português»
Funcionamento da
Língua: Coesão, 
aspeto verbal,
relações semânticas
entre palavras, 
formas das frases 
1 – 90 min. • Manual (pp. 180 e 181)
•
• Áudio
Declamação
O Infante
• Leitura expressiva do poema O Infante (p. 180)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 181)
• Resposta às questões de Funcionamento da Língua 
(p. 181)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
1 – 90 min. • Manual (pp. 182 e 183) • Leitura do poema Horizonte e das estâncias 89 e 90 do
Canto IX d’Os Lusíadas (p. 182)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 183)
• Escrita: texto de reflexão sobre o conceito de sonho 
(p. 183)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
Funcionamento da
Língua: Relações
semânticas entre
palavras, classes 
de palavras, valor
aspetual, valor dos
tempos verbais, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 184 a 186)
•
• Áudio – Faixa 24
Declamação
O Mostrengo
• Escuta / leitura do poema O Mostrengo e das estâncias
39 a 43 do Canto V d’Os Lusíadas (pp. 184 e 185)
• Trabalho de pares para responder às questões presen-
tes em Orientação de leitura e de Funcionamento da
Língua (pp. 185 e 186)
• TPC: produção de um texto expositivo-argumentativo;
investigar sobre a arte de marear no Renascimento e
sobre a História Trágico-Marítima (p. 186)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
31
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
1 – 90 min. • Manual (pp. 187 a 189)
•
• Áudio – Faixa 25
Declamação
Mar Português
• Leitura crítica de imagem: quadro de Vieira da Silva 
(p. 187)
• Escuta / leitura do poema Mar Português e das estân-
cias 89 a 93 do Canto IV d’Os Lusíadas (p. 188)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 189)
• TPC – Escrita: produção de um texto de reflexão sobre
os descobrimentos, na perspetiva de um dado excerto 
(p. 189)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
Funcionamento 
da Língua: Coesão,
valor do adjetivo,
classes de palavras,
marcadores 
discursivos, campo
lexical, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 190 a 193)
•
• Áudio – Faixa 26
Declamação
O Quinto Império
• Remissão para os textos de Antes de Ler (p. 190)
• Escuta / leitura do poema O Quinto Império e das estân-
cias 95 a 97, 103 e 104 do Canto IV d’Os Lusíadas (pp. 191
e 192)
• Trabalho de pares para realização da proposta de
Orientação de leitura e do questionário de Funcionamento
da Língua (pp. 192 e 193)
• Escrita: texto de reflexão sobre os descobrimentos, par-
tindo da perspetiva de um trecho (p. 193)
• Sumário
Mensagem –
Terceira Parte 
«O Encoberto»
1 – 90 min. • Manual (pp. 194 e 195) • Leitura do poema As Ilhas Afortunadas (p. 194)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 194)
• Leitura do poema António Vieira (p. 195)
• Realização do questionário de Orientação de leitura 
(p. 195)
• Escrita: texto de reflexão sobre a visão simbólica e míti-
ca presente em Mensagem (p. 195)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
32
Conteúdos: Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, de Fernando Pessoa
Os Lusíadas, de Luís de Camões e Mensagem, 
de Fernando Pessoa (cont.)
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Mensagem –
Terceira parte 
«O Encoberto»
Funcionamento da
Língua: Valor do
adjetivo, coesão,
marcadores discur-
sivos, morfologia fle-
xional, aspeto
verbal, relações
entre estruturas
lexicais, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 196 e 197)
•
• Áudio – Faixa 27
Declamação
Terceiro
• Reflexão sobre o texto de Alfredo Antunes (p. 196)
• Escuta / leiturado poema Terceiro (p. 196)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 197)
• Resposta ao questionário de Funcionamento da Língua
(p. 197)
• Escrita: elaboração de um texto de reflexão sobre o mito
sebastianista (p. 197)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
Mensagem – o 
conceito de herói; 
o épico sui-generis; 
o Quinto Império;
saudade e 
profetismo
1 – 90 min. • Manual (pp. 198 a 202)
•
• Áudio – Faixa 28
Declamação
Nevoeiro
• Escuta / leitura do poema Nevoeiro (p. 198)
• Realização da proposta de Orientação de leitura (p. 198)
• APRENDER: Exploração dos quadros com as semelhan-
ças e diferenças entre Os Lusíadas e Mensagem (pp. 199
e 200)
• Síntese das principais linhas de leitura das duas obras
estudadas (pp. 199 a 202)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
1 – 90 min. • Manual (pp. 203 a 209) • Realização da Ficha de Controlo (p. 203)
• Oficina de Escrita: trabalho sobre a linguagem épica e
lírica (p. 209)
• Correção do trabalho Oficina de Escrita 
• Inclusão dos textos no Portefólio 
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
1 – 90 min. • Manual (pp. 204 a 207)
•
• Testes interativos
Sequência 2 – Testes 1 a 6
• Realização da Ficha Formativa (pp. 204 a 207)
• Sumário
Mensagem / Os
Lusíadas – textos
épico-lírico e épico
2 – 90 min. • Manual (p. 208) • Apresentação das atividades propostas em Oral Formal1
(p. 208)
• Testes de avaliação sumativa 
• Correção do teste de avaliação sumativa 
• Inclusão do teste e respetiva correção no Portefólio 
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
1 Nota: As sugestões de concretização da atividade Oral Formal serão desenvolvidas de acordo com um calendário prévio.
33
SEQUÊNCIA DE APRENDIZAGEM 3: 
Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro
Competências transversais • Comunicativas 
• Estratégicas
• Formação para a cidadania
Competências nucleares • Compreensão oral
• Expressão oral
• Leitura
• Expressão escrita
• Funcionamento da Língua
Objetivos de aprendizagem • Mobilizar conhecimentos prévios
• Desenvolver a escuta ativa
• Refletir criticamente sobre os temas abordados 
• Distinguir a matriz discursiva de vários tipos de texto
• Adequar o discurso à situação comunicativa
• Determinar a intencionalidade comunicativa
• Apreender o sentido dos textos
• Reconhecer a dimensão estética da língua
• Interagir com o universo temporal recriado pelo texto
• Confrontar as coordenadas sociais, históricas e ideológicas de épocas distintas
• Interagir de forma crítica e criativa com o universo do texto dramático
• Desenvolver a produção da escrita e da oralidade, observando as fases de planificação,
execução e avaliação
• Produzir textos de matriz reflexiva e argumentativa
• Refletir sobre o funcionamento explícito e implícito da língua
34
Conteúdos: Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro
Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Felizmente Há Luar!
– teatro épico
1 – 90 min. • Manual (pp. 232 e 236)
•
• Áudio – Faixa 29
Trechos da peça
A casa mais louca
• Abordagem do texto / imagem de A casa mais louca (p. 212)
• Oralidade: completamento de um quadro, com base na
observação de imagem e na escuta de trechos comple-
mentares; opinião sobre a peça teatral Dias a Fio (p. 213)
• Remeter para APRENDER (p. 214)
• Leitura do texto Bertolt Brecht, pai do teatro épico (p. 215)
• Exploração dos itens inseridos em APRENDER, relacio-
nando-os com o texto lido (p. 217)
• Sumário
Felizmente Há Luar!
– teatro épico
Vida e obra de Luís
de Sttau Monteiro
1 – 90 min. • Manual (pp. 216 a 219)
•
• Áudio
Entrevista a Sttau
Monteiro
• Leitura do texto Repercussões do conceito de distancia-
ção no trabalho do ator (p. 216)
• Orientação de leitura: levantamento de vocabulário
associado à rede semântica do teatro brechtiano (p. 216)
• Escuta / leitura do texto Vida e obra de Luís de Sttau
Monteiro (pp. 218 e 219)
• TPC: elaboração do Curriculum Vitae do autor (p. 219)
• Sumário
Felizmente Há Luar!
– (estrutura da obra)
1 – 90 min. • Manual (pp. 220 a 223) • Reflexão sobre o texto de Antes de Ler (p. 220)
• Leitura em voz alta do texto Folheto da peça (p. 220)
• Trabalho de pares para dar resposta às questões de
Orientação de leitura (p. 221)
• Exploração do quadro sobre a estrutura da obra (pp. 222
e 223)
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
35
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Felizmente Há Luar! 
– Ato I
Funcionamento da
Língua: Campo 
lexical, classes e
subclasses de 
palavras, atos 
ilocutórios, 
variedades do 
português, sintaxe,
coesão, valor do
adjetivo
2 – 90 min. • Manual (pp. 224 a 231)
•
• Áudio – Faixa 30
Ato I
Felizmente Há Luar!
• Escuta / leitura de trechos do Ato I
• Organização de grupos de trabalho para resolução das
questões de Orientação de leitura e de Funcionamento
da Língua (pp. 224 a 231)
• Sumário
Felizmente Há Luar!
– Ato I
1 – 90 min. • Manual (pp. 231 e 232) • Exercício de escrita coletiva sobre a importância e con-
tributo do teatro e da música como formas de catarse
(p. 231)
• Realização da Ficha de Controlo (p. 232)
• TPC: preparação da dramatização de duas cenas do Ato I
• Sumário
Felizmente Há Luar! 
– Ato II
Funcionamento da
Língua: Modalidade,
aspeto verbal, atos
ilocutórios, 
intencionalidade
comunicativa, 
coesão, princípios da
interação discursiva,
máximas 
conversacionais, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 233 a 237)
•
• Áudio – Faixa 31
Ato II
Felizmente Há Luar!
• Apresentação das dramatizações
• Escuta / leitura de trechos do Ato II (pp. 233 a 235)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 236)
• TPC: resolução dos exercícios sugeridos nas págs. 236 e
237
• Sumário
Felizmente Há Luar!
– Ato II
1 – 90 min. • Manual (pp. 237 a 239) • Correção do TPC
• Oralidade: dramatização da última cena da peça (p. 237)
• Realização da Ficha de Controlo (pp. 238 e 239)
• Sumário
Conteúdos: Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro
Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
36
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Felizmente Há Luar! 
APRENDER:
O tempo da 
diegese e o tempo
da escrita; 
paralelismos 
político-sociais
1 – 90 min. • Manual (pp. 239 a 242) • Escrita: elaboração de um texto de reflexão sobre a per-
tinência do estudo de Felizmente Há Luar! (p. 239)
• Sugestão de pesquisa sobre o Estado Novo e o General
Humberto Delgado (p. 239)
• Remissão para APRENDER (pp. 240 a 242)
• Sumário
A Resistência
APRENDER
Felizmente Há Luar! :
intriga;
personagens;
tempo; espaço; 
linguagem; 
didascálias e notas 
à margem; papéis e
gestos; teatro épico
1 – 90 min. • Manual (pp. 243 a 259)
•
• Áudio – Faixa 32
Trova do Vento que Passa
• Áudio – Faixa 33
Menina dos Olhos Tristes
• Áudio
Comunicado das Forças
Armadas
• Escuta / leitura de canções de resistência ao regime
salazarista (pp. 243 e 244)
• Investigar: pesquisa sobre formas de resistência ao
regime salazarista; construção de ficheiro temático
sobre a revolução de 25 de Abril de 1974 (p. 244)
• Remissão para informações contidas em APRENDER
(pp. 245 a 253)
• Reenvio para SABER MAIS (pp. 254 a 259)
• Sumário
Felizmente Há Luar! 1 – 90 min. •Manual (pp. 260 a 264)
•
• Testes interativos
Sequência 3 – Testes 1 a 6
• Realização da Ficha Formativa (pp. 260 a 264)
• Sumário
Felizmente Há Luar! 4 – 90 min. • Manual (pp. 264 e 265) • Oral Formal:1
1. Propostas de Exposições Orais 
2. Debate sobre o teatro e o seu papel na formação do
cidadão (p. 264)
• Oficina de Escrita: construção de sketch de caráter
épico (p. 265)
• Correção do trabalho Oficina de Escrita
• Inclusão dos textos no Portefólio
• Sumário
Felizmente Há Luar! 2 – 90 min. • Teste sumativo e correção
• Inclusão do teste e respetiva correção no Portefólio 
• Sumário
Conteúdos: Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro
Felizmente Há Luar!, de Luís de Sttau Monteiro (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
1 Nota: As sugestões de concretização da atividade Oral Formal serão desenvolvidas de acordo com um calendário prévio.
37
SEQUÊNCIA DE APRENDIZAGEM 4: Memorial do Convento,
de José Saramago
Competências transversais • Comunicativas 
• Estratégicas
• Formação para a cidadania
Competências nucleares • Compreensão oral
• Expressão oral
• Leitura
• Expressão escrita
• Funcionamento da Língua
Objetivos de aprendizagem • Mobilizar conhecimentos prévios
• Desenvolver a escuta ativa
• Distinguir a matriz discursiva da vários tipos de texto
• Adequar o discurso à situação comunicativa
• Refletir criticamente sobre os temas abordados 
• Determinar a intencionalidade comunicativa
• Apreender o sentido dos textos
• Reconhecer a dimensão estética da língua
• Interagir com o universo temporal recriado pelo texto
• Confrontar as coordenadas sociais, históricas e ideológicas de épocas distintas
• Refletir sobre as relações intertextuais, através do confronto dos universos de referên-
cia de obras analisadas 
• Desenvolver a produção da escrita e da oralidade, observando as fases de planificação,
execução e avaliação
• Produzir textos de matriz reflexiva e argumentativa
• Refletir sobre o funcionamento explícito e implícito da língua
38
Conteúdos: Memorial do Convento, de José Saramago
Memorial do Convento, de José Saramago
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (pp. 268 e 269)
•
• Áudio – Faixa 34
O Romance e a História
• Observação de escritores portugueses do século XX em
Previamente (p. 268)
• Investigar: execução da proposta (p. 268)
• Compreensão oral:
1. Escuta de um texto
2. Tomada de notas
3. Resposta a questionários 
• Expressão oral:
1. Diálogo sobre o interesse das temáticas saramaguianas
2. Apresentação oral das experiências pessoais de leitura
• Sumário
Memorial do
Convento
Vida e obra de José
Saramago
Funcionamento da
Língua: Classes de
palavras, valor do
adjetivo, variedades
linguísticas, marca-
dores discursivos,
deíticos, relações
semânticas entre
palavras, formas de
tratamento, relações
entre estruturas lexi-
cais, aspeto verbal,
coesão, reprodução
do discurso no 
discurso
1 – 90 min. • Manual (pp. 270 a 275)
•
• Áudio
Vida e obra de José
Saramago
• Vídeo
Documentário sobre a
vida de José Saramago
• Áudio
Excerto radiofónico –
José Saramago
• Leitura do texto sobre vida e obra de José Saramago
(pp. 270 e 271)
• Escuta do discurso de José Saramago na entrega do
Prémio Nobel (texto na pág. 74 no Caderno de Apoio ao
Professor)
• Visionamento do vídeo sobre a vida de José Saramago
• Remeter para os textos da pág. 272 e para as
informações do texto da pág. 273
• Leitura expressiva do excerto de Memorial do Convento
(A Promessa) (p. 274)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 275)
• Resolução dos exercícios apresentados em
Funcionamento da Língua (p. 275)
• Sumário
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (pp. 276 e 277)
•
• Áudio
Auto-de-fé
• Reflexão sobre o texto de Ana Paula Arnaut (p. 276)
• Escuta / leitura do excerto de Memorial do Convento
(pp. 276 e 277)
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 277)
• TPC: caracterização da relação de Baltasar e Blimunda
• Sumário
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
39
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Memorial do
Convento
Funcionamento 
da Língua: Valor
aspetual, marcado-
res discursivos, atos 
ilocutórios, coesão,
deíticos, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 278 e 279) • Leitura do excerto de Memorial do Convento (p. 278)
• Trabalho de pares para resolução da proposta de
Orientação de leitura e de Funcionamento da Língua 
(p. 279)
• TPC: elaboração de um texto expositivo sobre o contri-
buto de algumas personagens na concretização do
sonho de voar (p. 279)
• Sumário
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (pp. 280 e 281)
•
• Áudio
Obra abençoada
• Áudio – Faixa 35
Excerto de um concerto
de carrilhões
• Reenvio para o texto de Miguel Real (p. 280)
• Escuta / leitura do excerto de Memorial do Convento
(pp. 280 e 281)
• Resposta ao questionário de Orientação de leitura (p. 281)
• Sumário
Memorial do
Convento
Funcionamento da
Língua: Classes de
palavras, morfologia
flexional, marcadores
discursivos, deíticos,
aspeto verbal, 
sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 282 e 283) • Leitura da passagem «Remédios» em tempo de peste
(p. 282)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 283)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua
(p. 283)
• TPC: texto sobre o simbolismo da recolha das vontades
humanas (p. 283)
• Sumário
Memorial do
Convento
Funcionamento da
Língua: Modalidade,
marcadores 
discursivos, coesão,
deíticos, sintaxe
1 – 90 min. • Manual (pp. 285 e 286)
•
• PowerPoint
Transgressões
• Leitura do excerto de Memorial do Convento (p. 284)
• Trabalho de pares para resolução das sugestões de lei-
tura e do questionário de Funcionamento da Língua 
(pp. 285 e 286)
• TPC: elaboração de um texto de reflexão sobre o concei-
to de sonho da Humanidade (p. 286)
• Sumário
Conteúdos: Memorial do Convento, de José Saramago
Memorial do Convento, de José Saramago (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
40
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Memorial do
Convento
Funcionamento da
Língua: Formas de
tratamento, 
interação discursiva,
atos ilocutórios,
marcadores 
discursivos
1 – 90 min. • Manual (pp. 287 e 288) • Leitura do excerto Que é ser santo? (p. 287)
• Resposta ao questionário de Orientação de leitura (p. 288)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua 
(p. 288)
• TPC: texto de reflexão a partir de um texto de Miguel
Real (p. 288)
• Sumário
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (pp. 289 e 290) • Leitura do excerto de Com a vida paga-se a obra (pp. 289
e 290)
• Proposta de Orientação de leitura (p. 290)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua 
(p. 290)
• Escrita: elaboração de um comentário sobre a constru-
ção do convento de Mafra (p. 290)
• Sumário
Memorial do
Convento
Funcionamento da
Língua: Reprodução
do discurso no
discurso, deíticos,
coesão
1 – 90 min. • Manual (pp. 291 a 293) • Leitura do texto Faça-se a vontade de sua Majestade
(pp. 291 e 292)
• Proposta de Orientação de leitura (pp. 292 e 293)
• Resolução dos exercícios de Funcionamento da Língua
(p. 293)
• Leitura individual do texto a propósito de Mafra
• Sumário
APRENDER:
Memorial do
Convento:
Título; ação; 
personagens, tempo
e espaço; narrador;
linguagem e estilo;
discurso; figuras de
estilo; intertextuali-
dade;crítica; simbo-
lismo dos números; o
maravilhoso, o Amor;
romance histórico
1 – 90 min. • Manual (pp. 294 a 313)
•
• PowerPoint
O Amor Verdadeiro
• Leitura do excerto de Para sempre unidos da pág. 294
• Resposta às questões de Orientação de leitura (p. 294)
• Escrita: elaboração de um texto sobre a circularidade da
história de amor de Baltazar e Blimunda (p. 295)
• Realização da Ficha de Controlo (pp. 296 e 297)
• Remeter para APRENDER e SABER MAIS (pp. 298 a 313)
• Sumário
Conteúdos: Memorial do Convento, de José Saramago
Memorial do Convento, de José Saramago (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
41
Unidade / Tema Aulas Recursos Estratégias / Atividades
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (pp. 314 a 317)
•
• Testes interativos
Sequência 4 – Testes 1 a 6
• Realização da Ficha Formativa (pp. 314 a 317)
• Sumário
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (p. 318) • Oral Formal:1
1. Preparação e execução dos temas:
a) sociedade de contrastes no reinado de D. João V
b) construção do convento de Mafra (causas e conse-
quências)
c) a construção da passarola
d) relações: amor/desamor
2. Debate subordinado a «Inventores, inventos e paten-
tes em Portugal» (p. 318)
• Sumário
Memorial do
Convento
1 – 90 min. • Manual (pp. 319) • Oficina de Escrita: elaboração de uma dissertação
subordinada a tópicos
• Correção do trabalho Oficina de Escrita
• Inclusão dos textos no Portefólio
Memorial do
Convento
2 – 90 min. • Realização e correção do teste sumativo 
• Inclusão do teste e respetiva correção no Portefólio 
• Sumário
Conteúdos: Memorial do Convento, de José Saramago
Memorial do Convento, de José Saramago (cont.)
Escola: ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Turma: _________________________ Data: _____________ / _____________ / _____________
1 Nota: As sugestões de concretização da atividade Oral Formal serão desenvolvidas de acordo com um calendário prévio.
42
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 1
GRUPO I
A
Lê atentamente o poema.
Olá, guardador de rebanhos,
Aí à beira da estrada,
Que te diz o vento que passa?
Que é vento, e que passa,
E que já passou antes,
E que passará depois.
E a ti o que te diz?
Muita coisa mais do que isso.
Fala-me de muitas outras coisas
De memórias e de saudades
E de coisas que nunca foram.
Nunca ouviste passar o vento.
O vento só fala do vento.
O que lhe ouviste foi mentira,
E a mentira está em ti.
Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos,
Fernando Pessoa, Ficções do Interlúdio, 1914-1935, 
edição de Fernando Cabral Martins, 
Assírio & Alvim, 1998
5
10
15
Apresenta, de forma clara e bem estruturada, as tuas respostas aos itens seguintes.
1. Localiza no espaço o «guardador de rebanhos», considerando a sua profissão.
2. Interpreta a resposta do pastor apresentada na segunda estrofe.
3. Caracteriza o interlocutor do «guardador de rebanhos».
4. Identifica a figura de estilo no verso 9 «Fala-me de muitas outras coisas».
5. Atenta no que Caeiro afirma sobre o vento e refere três temáticas da sua poesia, ilustrando-as com
exemplos textuais pertinentes.
43
B
«Pessoa não pode tirar a «máscara» de Campos sem que a carne lhe venha agarrada…»
Robert Bréchon, Estranho Estrangeiro, Quetzal Editores, Lisboa, 1996
Fazendo apelo à tua experiência de leitura, explicita de que modo Álvaro de Campos se reencontra com o seu
criador, Fernando Pessoa.
Escreve um texto de oitenta a cento e trinta palavras.
GRUPO II
Lê o texto seguinte.
Era um homem que sabia idiomas e fazia versos. Ganhou o pão e o vinho pondo palavras no lugar de palavras,
fez versos como os versos se fazem, isto é, arrumando palavras de uma certa maneira. Começou por se chamar
Fernando, pessoa como toda a gente. Um dia lembrou-se de anunciar o aparecimento de um supra-Camões, um
Camões muito maior do que o antigo, mas, sendo uma criatura conhecidamente discreta, que soía1 andar pelos
Douradores de gabardina clara, gravata de lacinho e chapéu sem plumas, não disse que o super-Camões era ele
próprio. Ainda bem. Afinal, um super-Camões não vai além de ser um Camões maior, e ele estava de reserva para
ser Fernando Pessoas, fenómeno nunca antes visto em Portugal.
Naturalmente, a vida era feita de dias, e dos dias sabemos nós que são iguais mas não se repetem, por isso
não surpreende que em um desses, ao passar Fernando diante de um espelho, nele tivesse percebido, de relance,
outra pessoa. Pensou que havia sido mais uma ilusão de ótica, das que sempre estão a acontecer sem que lhes
prestemos atenção, ou que o último copo de aguardente lhe assentara mal no fígado e na cabeça, mas, à cautela,
deu um passo atrás para confirmar se, como é voz corrente, os espelhos não se enganam quando mostram. Pelo
menos este tinha-se enganado: havia um homem a olhar dentro do espelho, e esse homem não era Fernando
Pessoa. Era até um pouco mais baixo, tinha a cara a puxar para o moreno, toda ela rapada. Num movimento
inconsciente, Fernando levou a mão ao lábio superior, depois respirou com infantil alívio, o bigode estava lá.
Muita coisa se pode esperar de figuras que apareçam nos espelhos, menos que falem. E como estes, Fernando
e a imagem que não era sua, não iriam ficar ali eternamente a olhar-se, Fernando Pessoa disse: «Chamo-me
Ricardo Reis.» O outro sorriu, assentiu com a cabeça e desapareceu. Durante um momento, o espelho ficou vazio,
nu, mas logo outra imagem surgiu, a de um homem magro, pálido, com aspeto de quem não vai ter muita vida
para gozar. A Fernando pareceu-lhe que este deveria ter sido o primeiro, porém não fez qualquer comentário, só
disse. «Chamo-me Alberto Caeiro.» O outro não sorriu, acenou apenas, frouxamente, e foi-se embora.
Fernando Pessoa deixou-se ficar à espera, sempre tinha ouvido dizer que não dois sem três. A terceira figura
tardou uns segundos, era um homem do tipo daqueles que exibem saúde para dar e vender, com o ar inconfundí-
vel de engenheiro diplomado em Inglaterra. Fernando disse: «Chamo-me Álvaro de Campos», mas desta vez não
esperou que a imagem desaparecesse do espelho, afastou-se ele, provavelmente cansou-se de ter sido tantos em
tão pouco tempo.
José Saramago (texto com supressões), Público, 10 de dezembro de 1995
Glossário:
Soía – Costumava.
5
10
15
20
25
44
1. Seleciona, em cada um dos itens de 1.1 a 1.7, a única opção que permite obter uma afirmação adequada ao
sentido do texto.
1.1 Fernando «pessoa» era
(A) um poeta culto e excecional.
(B) um trabalhador esforçado e iletrado.
(C) um indivíduo extrovertido e mal trajado.
(D) um poeta frequentador da baixa portuense .
1.2 O emissor representa o processo do nascimento dos heterónimos através de
(A) uma hipérbole.
(B) uma metáfora.
(C) uma aliteração.
(D) uma comparação.
1.3 As «pessoas» refletidas no espelho foram identificadas por
(A) Álvaro de Campos.
(B) por um turista.
(C) Fernando Pessoa. 
(D) uma voz misteriosa.
1.4 Em «lhe assentara mal» (linha 11), «lhe» remete para
(A) «uma ilusão ótica».
(B) «um espelho».
(C) «Fernando».
(D) «último copo».
1.5 O termo «assentiu» (linha 18) é utilizado com o sentido de
(A) atirou.
(B) negou.
(C) concordou.
(D) indicou.
1.6 Em «A Fernando pareceu-lhe que este deveria ter sido o primeiro» (linha 20), o constituinte desta-
cado é uma oração subordinada
(A) adverbial comparativa.
(B) adjetiva relativa restritiva.
(C) adverbial consecutiva.
(D) substantiva completiva .
45
1.7 No segmento textual «Durante um momento, o espelho ficou vazio, nu» (linhas 18 e 19), os adjetivos
desempenham a função sintática de
(A) complemento direto.
(B) complemento de nome.
(C) predicativo do sujeito.
(D) predicativo do complemento direto.
2. Responde de formacorreta aos itens apresentados.
2.1 Classifica o ato ilocutório presente em «Chamo-me Ricardo Reis» (linhas 17 e 18). 
2.2 Divide e classifica as orações em «mas desta vez não esperou que a imagem desaparecesse do espe-
lho.» (linhas 24 e 25).
2.3 Classifica a função sintática do constituinte destacado no segmento textual «desaparecesse do
espelho» (linha 25).
GRUPO III
Lê o trecho seguinte.
«(…) todas as pessoas da Terra opinam sobre o mundo que as rodeia, e, sendo assim, podíamos concluir afirma-
tivamente que existe uma opinião pública mundial. Mas, para que possa existir uma verdadeira opinião pública
mundial é preciso satisfazer um conjunto de pré-condições técnicas, políticas e cognitivas (…)
Os últimos tempos trouxeram novos meios (satélites, Internet) que conseguem ultrapassar fronteiras, permi-
tindo o início da criação de uma verdadeira opinião pública mundial. 
(…) Será que é possível a existência de uma verdadeira opinião pública baseada na troca democrática da infor-
mação através de elevados conhecimentos individuais?»
revistas.ua.pt
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, apresenta
uma reflexão sobre a formação da opinião pública, ao nível nacional e internacional, e suas consequências na evo-
lução das sociedades, partindo da perspetiva exposta no trecho acima transcrito.
Fundamenta o teu ponto de vista, recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustra cada um deles com,
pelo menos, um exemplo significativo. 
Observações válidas para as quatro fichas de avaliação:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre
elementos ligados por hífen (ex.: /dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o
constituam (ex.: /2011/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras –, há que aten-
der ao seguinte:
− um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até 5 pontos) do texto produzido;
− um texto com extensão inferior a oitenta palavras é classificado com zero pontos.
46
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 2
GRUPO I
A
Lê o texto seguinte.
15
Como? Da gente ilustre Portuguesa
Há-de haver quem refuse o pátrio Marte?
Como? Desta província, que princesa
Foi das gentes na guerra em toda parte,
Há-de sair quem negue ter defesa?
Quem negue a Fé, o amor, o esforço e arte
De Português, e por nenhum respeito
O próprio Reino queira ver sujeito?
16
Como? Não sois vós inda os descendentes
Daqueles que, debaixo da bandeira
Do grande Henriques, feros e valentes,
Vencestes esta gente tão guerreira,
Quando tantas bandeiras, tantas gentes
Puseram em fugida, de maneira
Que sete ilustres Condes lhe trouxeram
Presos, afora a presa que tiveram?
17
Com quem foram contino sopeados
Estes, de quem o estais agora vós,
Por Dinis e seu filho sublimados,
Senão cos vossos fortes pais e avôs?
Pois se, com seus descuidos ou pecados,
Fernando em tal fraqueza assim vos pôs,
Torne-vos vossas forças o Rei novo,
Se é certo que co Rei se muda o povo.
18
Rei tendes tal que, se o valor tiverdes
Igual ao Rei que agora alevantastes,
Desbaratareis tudo o que quiserdes,
Quanto mais a quem já desbaratastes.
E se com isto, enfim, vos não moverdes
Do penetrante medo que tomastes,
Atai as mãos a vosso vão receio,
Que eu só resistirei ao jugo alheio.
19
Eu só, com meus vassalos e com esta
(E dizendo isto arranca meia espada),
Defenderei da força dura e infesta
A terra nunca de outrem sojugada.
Em virtude do Rei, da pátria mesta,
Da lealdade já por vós negada,
Vencerei não só estes adversários,
Mas quantos a meu Rei forem contrários!
Luís de Camões, Os Lusíadas, Canto IV
Apresenta, de forma clara e bem estruturada, as tuas respostas aos itens seguintes.
1. Situa o texto na estrutura externa e interna da obra.
2. Refere três sentimentos que dominam Nuno Álvares Pereira.
3. O locutor, para persuadir o seu auditório, usa a argumentação e a demonstração. Refere-as.
4. Sintetiza a conclusão do discurso.
5. O texto é revelador de sentido patriótico e do ideal cavaleiresco. Explicita de que modo.
47
B
«Assim, tudo na ilha (dos Amores) se reunia para fazer dela o símbolo de todas as compensações que os des-
cobrimentos traziam ao Homem.»
Hernâni Cidade, Luís de Camões, O Épico, Editorial Presença, Lisboa, 1985
Fazendo apelo à tua experiência de leitura, explicita a importância do episódio da Ilha dos Amores no contex-
to da obra, Os Lusíadas. 
Escreve um texto de oitenta a cento e trinta palavras.
GRUPO II
Lê o texto seguinte.
Em Os Lusíadas Camões não fala apenas da viagem marítima do Gama, da descoberta da Índia, feito glorioso
seguindo-se a tantos outros, enumerados cuidadosamente, da História de Portugal. Não canta apenas a organiza-
ção, o crescimento, a expansão por terra e por mar de um povo: canta, através dele, uma significação que tem a
ver com a própria significação do universo e de Deus. Mistério que é revelado ao Gama, e do qual se depreende que
os portugueses devem tirar também algum ensinamento: sobre a sua história passada, presente e futura, aponta-
da como símbolo de progressão da humanidade em geral. A história portuguesa identifica-se com um dos planos
da manifestação da divindade. Aos portugueses é dada nova revelação, tal como aos Antigos: aos gregos o pensa-
mento, aos judeus a palavra; e agora, juntando a fé no pensamento e na palavra, aos portugueses os novos limites
do mundo, e a sua inserção no universo.
A viagem marítima do Gama é um percurso complexo, que pode ser seguido a vários níveis: individual e coleti-
vo; histórico e mítico; terreno e divino. É a viagem de um povo crescendo pelo mundo (pelo espaço) e pela história
(pelo tempo) e abolidos o espaço e o tempo, como nas experiências dos místicos, conduzido à contemplação do
universo e de Deus. O crescimento do mundo faz-se primeiro em terra (conquistando e fixando o território do con-
tinente), depois no mar (estruturando um império), e sempre vencendo obstáculos que não deixam de surgir.
A viagem será, como todas as provações heroicas, uma viagem repleta de perigos. Mas bem sucedida no final,
pois ao sucesso a destinou o «Fado eterno, / Cuja alta lei não pode ser quebrada» (I, 28), o plano de criação que em
nada pode ser alterado, e de que também os deuses fazem parte.
Terra e mar definem dois polos de uma ação. Mas são complementares, não opostos. Conquistada a terra e
conquistado o mar – feita a união – descobre-se em seguida o universo. É um universo de que o homem é o centro.
Não tem a ver com as novas propostas da ciência, nem poderia ter, porque a visão é mística, e não científica. Ora
ao místico premiado com uma revelação tudo se ordena no eu, no eu mais interior, e o que se passa não tem a ver
com a realidade objetiva do mundo à sua volta. A Ilha dos Amores é uma «ilha de dentro», fora do espaço e do
tempo, é uma imagem de eternidade, e ao chegar a ela o Gama torna-se eterno.
No Canto X é revelado ao Gama o lugar que a terra ocupa no universo, o lugar que Portugal ocupa na terra, e o
lugar que o herói (a gesta dos heróis) ocupa em Portugal. Reúnem-se aqui num todos os vários elementos que
desde o Canto I nos vão sendo descritos, por serem importantes (…).
Os portugueses, gente do Ocidente, em busca das terras do Oriente (I, 50), representam a humanidade no seu
progresso histórico, não apenas em busca da riqueza, mas recebendo (quer o queira quer não, quer tenha maior
5
10
15
20
25
48
30
35
ou menor consciência disso) a luz, ou seja a sabedoria, como prémio da experiência de uma vida assumida, com
os seus riscos, os seus sacrifícios e perigos, e as suas naturais satisfações.
Os portugueses são uma «gente marítima», e a descoberta da Índia será o complemento normal do seu per-
curso (…).
E são também uma gente «belicosa». Todo o aparato de guerra é por Camões minuciosamente descrito (…) 
(I, 67-68). O aparato bélicorepresenta o poder do fogo aliado à bravura dos homens que o detêm. Nos portugue-
ses reúnem-se Marte e Vénus. São eles o verdadeiro espaço (ainda que simbólico) da sua conciliação, ou seja, da
união do fogo e da água que ambos representam.
Y. K. Centeno, Hélder Godinho, Stephen Reckert, M.C. Almeida Lucas; 
A Viagem de Os Lusíadas: Símbolo e Mito (texto com supressões), Arcádia
Para responder a cada um dos itens de 1. a 7., seleciona a única opção que permite obter uma afirmação
correta.
1. No complexo verbal «os portugueses devem tirar também algum ensinamento» (linha 5), a apreciação do
locutor apresenta o valor modal de
(A) intenção. (C) incerteza.
(B) probabilidade. (D) obrigação.
2. Enquanto mecanismos de coesão lexical, entre «povo» (linha 3) e «portugueses» (linha 5) estabelece-se
uma relação de
(A) homonímia. (C) meronímia.
(B) hiponímia. (D) sinonímia.
3. Na expressão «O crescimento do mundo faz-se primeiro em terra (conquistando e fixando o território
do continente), depois no mar (estruturando um império)» (linhas 13 e 14) a coesão temporo-aspetual é
assegurada por 
(A) referência a datas. (C) correlação de tempos verbais.
(B) estruturadores de informação. (D) conectores discursivos.
4. «Conquistada a terra» é uma oração
(A) finita subordinada adverbial. (C) não finita gerundiva.
(B) finita subordinada adjetiva. (D) não finita participial.
5. A expressão «uma imagem de eternidade» (linha 24) é correferente anafórico de
(A) «A Ilha dos Amores» (linha 22). (C) «ao chegar a ela» (linha 23).
(B) «ilha de dentro» (linha 22). (D) « do espaço e do tempo» (linhas 22 e 23).
49
Coluna A Coluna B
1. «do seu percurso» (linhas 32 e 33) tem a função sin-
tática de
2. Quanto à sua morfologia, a palavra «belicosa»
(linha 34) é
3. «Todo» (linha 34), quanto à classe e à subclasse, é
4. «que o detêm» (linha 35) é uma oração 
5. O marcador discursivo «ou seja» (linha 36) é
a) quantificador universal.
b) subordinada adjetiva relativa restritiva.
c) subordinada adjetiva relativa explicativa.
d) complemento do nome.
e) complemento oblíquo.
f) derivada por sufixação.
g) reformulador.
h) operador discursivo.
6. «aqui» (linha 25) é um deítico de espaço que referencia
(A) «Portugal» (linha 25). (C) «a terra» (linha 24).
(B) «Canto X» (linha 24). (D) «universo» (linha 24).
7. A expressão «os seus riscos, os seus sacrifícios e perigos, e as suas naturais satisfações» (linha 31) apre-
senta
(A) uma perífrase. (C) uma anáfora.
(B) um assíndeto. (D) uma enumeração.
8. Estabelece a correspondência correta entre a coluna A e a coluna B.
GRUPO III
Lê o excerto seguinte.
«Há dias, João Lopes escreveu o seguinte no DN: “provavelmente, na história do cinema moderno, não há
filme como 2001: Odisseia no Espaço (1968), de Stanley Kubrick, para ilustrar esse paradoxo muito humano que se
joga entre o que somos e a imensidão daquilo que desconhecemos”».
http://aeiou.expresso.pt
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, apresenta
uma reflexão sobre a pequenez do homem perante o desconhecido, não obstante a sua luta constante pelo aces-
so ao conhecimento, partindo do excerto acima transcrito.
Fundamenta o teu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustra cada um deles com,
pelo menos, um exemplo significativo.
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 3
GRUPO I
A
Lê o texto seguinte. Em caso de necessidade, consulta o glossário apresentado a seguir ao texto.
Matilde
Ninguém me ouve? Estarão cegos e surdos para não compreenderem o que se
passa à vossa volta?
1.o Popular
(Dando uma notícia importante de que se esquecera)
Só agora me lembro duma notícia que os vai espantar.
(Ri-se)
E em que não vão acreditar!
(Ri-se)
O Vicente, lembram-se do Vicente? Foi feito chefe de polícia. Vi-o, hoje, fardado,
seguido por dois esbirros! É verdade! Juro-lhes que é verdade! Olhou para mim
como se nunca me tivesse visto. Estendi-lhe a mão e deu-me uma cacetada na
cabeça!
2.o Popular
Era mesmo ele?
1.o Popular
Era ele, digo-lhes eu. Nunca me esqueço duma cara.
(Matilde, profundamente desanimada, começa a afastar-se do grupo e aproxima-se
da esquerda do palco.)
Manuel
Não é de espantar. Deus escreve torto por linhas direitas. Não é assim que se devia
dizer?
(Matilde, chorando, vai a sair pela esquerda do palco quando Manuel a chama, sem
voltar a cabeça e sem fazer um gesto)
O desespero de Matilde
perante a atitude dos
populares tem de ser evi-
dente.
Mais uma vez se revela a
intenção que tem de igno-
rar a presença de Matilde.
50
51
Senhora!
(Matilde estaca e volta-se para o grupo sem saber, ao certo, se a chamaram)
É consigo, senhora.
(Sempre sem voltar a cabeça e limpando a faca enquanto fala)
Não se vá, assim, embora, sem levar resposta.
(Matilde volta a aproximar-se do grupo, que finge não dar por ela. Os seus passos
são curtos e tímidos. Não sabe porque a chamaram. Manuel prossegue, agora para
Rita)
Arranja aí um caixote para ela, Rita.
(Rita levanta-se dum salto, vai buscar um caixote que coloca junto de Matilde e
ajuda-a a sentar-se, falando ao mesmo tempo.)
Rita
Desde aquela noite que só penso em si. Estava lá na rua quando prenderam o gene-
ral. Vi-o sair de casa…
Depois passei lá à porta e ouvi-a chorar… Até contei ao meu homem…
(Matilde, sentada, esconde o rosto nas mãos. Rita volta a sentar-se.)
Manuel
(Levanta-se e fala com ternura)
Todos aqui sabemos quem a senhora é, e nenhum de nós é cego ou surdo…
Luís de Sttau Monteiro, Felizmente Há luar!, Areal Editores, Maia, 2009
Glossário
Esbirros (1.o polular, 1.a fala) – Oficiais inferiores de polícia.
Manuel, agora, mostra que
tinha consciência da pre-
sença de Matilde e que o
seu silêncio foi premedita-
do, como premeditada foi a
sua quebra neste momen-
to. É portanto, essencial
que não esboce, sequer, o
gesto de se virar para ela.
52
Apresenta, de forma clara e bem estruturada, as tuas respostas aos itens seguintes.
1. Interpreta, no contexto da obra, a primeira intervenção de Matilde.
2. Explicita o assunto da conversa entre os populares.
3. Esclarece o sentido crítico das seguintes palavras de Manuel «Deus escreve torto por linhas direitas. Não
é assim que se devia dizer?»
4. Identifica o sentimento dominante em cada uma das personagens femininas.
5. Refere a função das didascálias e as notas à margem, ao nível da informação fornecida.
B
Fazendo apelo à tua experiência de leitura, explicita o modo como a caracterização dos populares serve a
intencionalidade crítica do autor, considerando a época da escrita de Felizmente Há Luar!.
Escreve um texto de oitenta a cento e trinta palavras.
GRUPO II
Lê o texto seguinte.
Tudo aquilo o fatigava. A maioria dos seus amigos, antigos colegas da Faculdade, lá se iam arranjando, ade-
riam aos partidos, tinham ambições e empregos, faziam casamentos ricos, e muitos deles, ferozmente jacobinos,
intransigentes, «quem não é por nós é contra nós», e coisas assim, trabalhavam, escreviam, organizavam, prega-
vam teorias que enchiam de entusiasmo a Mamã, para deitar abaixo a república burguesa, incensando um vago
rei desconhecido, ausente. O Papá abanava a cabeça, e chamava-lhes garotos, meninos-bonitos, extremistas da
direita, e assim por diante. Aurélio fugia-lhes, porque eles lhe impingiam jornais, folhetos, cartilhas, distintivos,
apelos, reformas, coisas que ele abominava, por serem rasteiras, seculares, sem poesia. Ele era um artista.
Sonhava fazer a sua obra. Até tinha vergonha de se dizer licenciado.
Entretanto, um sol de batalhas de flores, alto e claro, deslizava sobre a cidade, varria o casario amontoado. 
E ele ali encafuado, como um monge na sua cela. Isolado do mundo. Estranho aos conflitos dos homens, como se
tivesse caído ontem à noite dum planeta qualquer, sem salvo-conduto, por engano. Mas, não, o que era tremendo
era pertencer àquela mesma humanidade, falar a língua daqueles homens, e não poder entendê-los. Era estar
metido num quarto, à espera que eles se batessem e massacrassem,até que um dos grupos ficasse senhor do
campo. Vergonha e danação! Esse mundo que ele ignorava e temia, com as suas virtudes e vícios, coragens e vio-
lências, alegrias e lutas. Não estaria ele fazendo um jogo perigoso, ao lavar dali as mãos, ao tentar escapulir-se
entre os dois fogos, ou lá quantos eram? Vegetando, agarrado a projetos inconsequentes, a papéis inúteis, a con-
venções? Porque é que o não tinham educado de outro modo? Porque não tinham feito dele um homem, já que o
não deixavam (se pudesse) ser ao menos poeta?
Mas isso era uma horrível cobardia, uma indecente desumanidade! Ao menos informar-se! (…)
Na solidão e no silêncio, que odiava, mas a que se agarrava obstinadamente, a vida exercia sobre ele um verti-
ginoso apelo. Por isso desejaria agora que a insurreição durasse, que a guerra civil se desencadeasse com o seu
cortejo de horrores, que a família não tornasse tão cedo a importuná-lo. Tudo, menos isto! Calamidades, um cata-
clismo, tudo que não fosse esta existência informe, sem vontade, e o impelisse para a ação, para a aventura – um
imprevisto, quem sabe, uma desgraça que lhe revolucionasse a vida…
José Rodrigues Miguéis, Onde a Noite se Acaba, Círculo de Leitores, 1999
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1. Para responderes a cada um dos itens de 1.1. a 1.7., seleciona a única opção que permite obter uma afirma-
ção correta.
1.1 Na frase, «Tudo aquilo o fatigava.» (linha 1), «aquilo» é um deítico de referência
(A) pessoal.
(B) espacial.
(C) situacional.
(D) temporal.
1.2 A expressão «lá se iam arranjando» (linha 1) tem valor aspetual
(A) perfetivo.
(B) imperfetivo.
(C) habitual.
(D) durativo.
1.3 A afirmação «quem não é por nós é contra nós» (linha 3), pressupõe
(A) uma atitude radical.
(B) uma atitude conciliadora.
(C) uma atitude ostensiva.
(D) uma atitude persuasiva.
1.4 A oração «por serem rasteiras, seculares, sem poesia.» (linha 7) é
(A) finita adverbial causal.
(B) finita adverbial final.
(C) não finita gerundiva.
(D) não finita infinitiva.
1.5 O antecedente de «suas» em «com as suas virtudes e vícios» (linha 14) é
(A) «num quarto».
(B) «um dos grupos».
(C) «Esse mundo».
(D) «do campo».
1.6 «lavar dali as mãos» (linha 15) significa
(A) fazer jogo limpo.
(B) não se envolver.
(C) não concordar.
(D) exprimir desagrado.
54
1.7 «a», na expressão «mas a que se agarrava obstinadamente» (linha 20) é um correferente pronominal de
(A) «horrível cobardia» (linha 19).
(B) «indecente desumanidade» (linha 19).
(C) «solidão e (…) silêncio» (linha 20).
(D) «vertiginoso apelo» (linhas 20 e 21).
2. Responde, de forma correta, aos itens apresentados.
2.1. Classifica a oração «que a insurreição durasse» (linha 21).
2.2. Refere a função sintática de «o» em «e o impelisse para a ação» (linha 23).
2.3. Identifica a função da oração «que lhe revolucionasse a vida…» (linha 24) relativamente ao seu ante-
cedente.
GRUPO III
Lê o excerto seguinte.
«Cerca de 75 milhões de crianças em todo o mundo continuam sem acesso ao ensino. Em Portugal, nove em
cada cem portugueses continuam sem saber ler nem escrever, na maioria idosos e a viverem no Interior. Ainda
assim, previsões da UNESCO apontam para uma descida progressiva até 2015.»
www.publico.pt
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, apresenta
uma reflexão sobre a importância da literacia para o ser humano, partindo da questão básica exposta no excerto
acima transcrito, o «acesso ao ensino».
Fundamenta o teu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustra cada um deles com,
pelo menos, um exemplo significativo.
55
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 4
GRUPO I
A
Lê atentamente o texto.
(…) De madrugada, muito antes de nascer o sol, e ainda bem, porque estas horas são sempre as mais frias,
levantam-se os trabalhadores de sua majestade, enregelados e famintos, felizmente os libertaram das cordas os
quadrilheiros, porque hoje entraremos em Mafra e causaria péssimo efeito o cortejo de maltrapilhos, atados
como escravos do Brasil ou récua de cavalgaduras. Quando de longe avistam os muros brancos da basílica, não
gritam, Jerusalém, Jerusalém, por isso é mentira o que disse aquele frade que pregou quando foi levada de Pêro
Pinheiro a pedra a Mafra, que todos estes homens são cruzados duma nova cruzada, que cruzados são estes que
tão pouco sabem da sua cruzadia. Fazem alto os quadrilheiros, para que desta eminência possam os trazidos
apreciar o amplo panorama no meio do qual vão viver, à direita o mar onde navegam as nossas naus, senhoras do
líquido elemento, em frente, para o Sul, está a famosíssima serra de Sintra, orgulho de nacionais, inveja de estran-
geiros, que daria um bom paraíso no caso de Deus fazer outra tentativa, e a vila, lá em baixo na cova, é Mafra, que
dizem os eruditos ser isso mesmo o que quer dizer, mas um dia se hão de retificar os sentidos e naquele nome será
lido, letra por letra, mortos, assados, fundidos, roubados, arrastados, e não sou eu, simples quadrilheiro às ordens,
quem a tal leitura se vai atrever, mas sim um abade beneditino a seu tempo, e essa será a razão que tem para não
vir assistir à sagração da bisarma, porém, não antecipemos, ainda há muito trabalho para acabar, por causa dele
é que vocês vieram das longes terras onde vivíeis, não façam caso da falta de concordância, que a nós ninguém
nos ensinou a falar, aprendemos com os erros dos nossos pais, e, além disso, estamos em, tempo de transição, e
agora que já viram o que vos espera, sigam lá para adiante, que nós, ficando vocês entregues, vamos buscar mais. 
Para chegarem à obra, vindos donde vêm, têm de atravessar a vila, passam à sombra do palácio do visconde,
rasam a soleira dos Sete-Sóis, e tanto sabem de uns como sabem dos outros, apesar de genealogias e memoriais,
Tomás da Silva Teles, bisconde de Vila Nova da Cerveira, Baltasar Mateus, fabricante de aviões, com o rodar dos
tempos veremos quem vai ganhar esta Guerra. As janelas do palácio não se abrem para ver passar o cortejo dos
miseráveis, só o cheiro que deitam, senhora biscondessa. Abriu-se, sim, o postigo da casa dos Sete-Sóis e veio
Blimunda olhar, não é nenhuma novidade, quantas levas já por aqui passaram, mas, estando em casa, sempre
vem ver, é uma maneira de receber quem chegou, e quando à noite Baltasar regressa, ela diz, Por aqui passaram
hoje mais de cem, perdoe-se a imprecisão de quem não aprendeu a contar rigoroso foram muitos, foram poucos, é
como quando se fala de anos, já passei dos trinta, e Baltasar diz, Ao todo ouvi dizer que chegaram quinhentos,
Tantos, espanta-se Blimunda, e nem um nem outro sabem exatamente quantos são quinhentos, sem falar que o
número é de todas as coisas que há no mundo a menos exata, diz-se quinhentos tijolos, diz-se quinhentos homens,
e a diferença que há entre tijolo e homem é a diferença que se julga não haver entre quinhentos e quinhentos,
quem isto não entender à primeira vez não merece que lho expliquem segunda. 
Juntam-se os homens que entraram hoje, dormem onde calhar, amanhã serão escolhidos. Como os tijolos.
José Saramago, Memorial do Convento (texto com supressões), Editorial Caminho, Lisboa, 1982
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Apresenta, de forma clara e bem estruturada, as tuas respostas aos itens seguintes.
1. Identifica três traços caracterizadores dos trabalhadores levados para Mafra, apresentando exemplos
sugestivos.
2. Transcreve três expressões que permitam descrever o enquadramento geográfico da vila. 
3. Interpreta as diferentes atitudes dos habitantes de Mafra quando os trabalhadores passam rumo à Vela. 
4. Regista três funções discursivas do narrador, esclarecendo a intencionalidade da sua utilização. 
5. Refere três recursos de estilo presentes no texto e explicita a expressividade de um deles.
B
Fazendo apelo à tua experiência de leitura, caracteriza, em Memorial do Convento, de José Saramago, a
relação de D. João V e D. Ana de Áustria, referindo dois traços de caráter de cada um deles. 
Escreve um texto de oitenta a cento evinte palavras.
GRUPO II
Lê o texto seguinte.
A descoberta da arte rupestre do Vale do Côa teve um enorme impacto na comunidade científica mundial.
Este vale revelou-se um autêntico santuário de arte rupestre paleolítico ao ar livre, único no mundo pela sua
extensão, profusão e qualidade. Conhecem-se apenas cinco destes «santuários» pré-históricos ao ar livre (todos
solos xistosos do noroeste peninsular, com exceção de um painel em França e outro na Andaluzia, únicos sobrevi-
ventes de uma arte que hoje se pensa se deve ter espalhado por todo velho mundo), mas não tão antigos como o
Paleolítico Superior aqui presente. Foi começado há mais de 20.000 anos e usado durante 10 a 15 milénios, tor-
nando este local um verdadeiro museu de História da Arte ao ar livre, através de cujas «coleções» se pode acom-
panhar as evoluções estilísticas dos vários períodos do Paleolítico Superior, onde se enquadram a maior parte das
gravuras encontradas. A dimensão e o número de painéis são sem precedente. O «santuário» paleolítico ao ar livre
que existe em solo francês é na sua totalidade menor que uma só das rochas do Vale do Côa.
Nestas pedras está, por isso, um verdadeiro compêndio de arte rupestre, a aventura da arte humana até ao nosso
século. Especialistas estrangeiros disseram já que estamos perante um conjunto de valor incalculável por conter
informações preciosas sobre a origem da arte na Europa e sobre a História (e consequentemente da História da Arte)
da Humanidade, revelando hábitos dos grupos de caçadores que habitavam a Eurásia nos finais da última era glaciar.
É notável também a sua preservação, uma vez que por toda a Europa este tipo de manifestações desapareceu,
destruído pela ação do Homem ou pela erosão. As gravuras do Côa provam que, em condições geológicas e climáticas
propícias, se conservam ao ar livre as gravuras rupestres executadas não pelas populações sedentárias, mas pelos
caçadores do Paleolítico, provando à exaustão que a sua arte não se confinava apenas ao mundo das grutas e abrigos,
como até então se pensava. Por isso a arte do Côa levou a um verdadeiro volte-face na análise da arte pré-histórica.
Durante quase um século, a arte paleolítica foi vista unicamente como uma «arte das cavernas», e puramente com
significado mágico-religioso. O Côa veio por si só questionar quer a sua localização quer a sua funcionalidade. O reli-
gioso, afinal, é apenas um dos muitos significados possíveis da arte, entendida como forma de comunicação.
Património da Humanidade em Portugal, Monumentos, I Volume, Editorial Verbo, Lisboa, 1999
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1. Seleciona, em cada um dos itens de 1.1 a 1.7, a única opção que permite obter uma afirmação adequada ao
sentido do texto.
1.1 O Vale do Côa é considerado
(A) um espaço vulgar.
(B) um local de culto religioso.
(C) um espaço singular.
(D) um local de solo argiloso.
1.2 Segundo especialistas estrangeiros, nas rochas do Vale do Côa estão registados(as)
(A) desenhos interessantes de várias tribos.
(B) testemunhos da evolução da arte humana.
(C) histórias da vida dos caçadores da Eurásia.
(D) pinturas dos diferentes períodos do Paleolítico.
1.3 As gravuras do Vale do Côa comprovam que
(A) estas manifestações artísticas se localizam sempre em espaços fechados.
(B) a preservação dessas gravuras artísticas depende de fatores económicos ideais. 
(C) estas manifestações artísticas podem localizar-se em locais ao ar livre. 
(D) estas manifestações artísticas são apenas representações de caráter mágico-religioso.
1.4 As expressões «autêntico santuário» (linha 2) e «único no mundo» (linha 2) são correferentes de 
(A) «arte rupestre» .
(B) «enorme impacto».
(C) «comunidade científica».
(D) «vale».
1.5 Em «verdadeiro museu de História da Arte» (linha 7) o adjetivo é
(A) qualificativo com valor restritivo.
(B) relacional.
(C) qualificativo com valor não restritivo.
(D) numeral.
1.6 Entre «Vale de Côa» e «Europa» a relação é de 
(A) hierarquia.
(B) sinonímia.
(C) antonímia.
(D) polissemia.
58
1.7 A forma verbal «foi vista» (linha 20) encontra-se no 
(A) pretérito perfeito composto do indicativo.
(B) pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
(C) pretérito perfeito do indicativo.
(D) pretérito perfeito do conjuntivo.
2. Faz corresponder a cada segmento textual da coluna A um único segmento textual da coluna B, de modo
a obter uma afirmação adequada ao sentido do texto.
GRUPO III
Elabora uma reflexão sobre a escassez de água no planeta, partindo da perspetiva exposta no excerto a seguir
transcrito.
Fundamenta o teu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustra cada um deles com,
pelo menos, um exemplo significativo.
Escreve um texto, devidamente estruturado, de duzentas a trezentas palavras.
«Um dos maiores desafios do século XXI é combater a escassez da água, que afeta um terço da humanidade. 
A água é considerada o “ouro” do século XXI.»
jpn.icicom.up.pt
Coluna A Coluna B
1. Ao usar parênteses (linhas 3 a 5)
2. Com o conector «mas» (linha 5),
3. Com a expressão «a aventura da arte humana
até ao nosso século» (linhas 11 e 12), 
4. Com o advérbio «unicamente» (linha 20),
5. Com a locução conjuncional em «quer a 
sua localização quer a sua funcionalidade» 
(linha 21)
a) o enunciador apresenta uma ideia alternativa. 
b) o enunciador explicita o significado da afirmação 
anterior.
c) o enunciador acrescenta um elevado número 
de informações.
d) o enunciador clarifica a referência de uma expressão
nominal.
e) o enunciador identifica a única função do Vale do Côa.
f) o enunciador introduz uma conexão de contraste.
g) o enunciador introduz um modificador do predicado. 
h) o enunciador apresenta uma relação de consequência. 
59
FICHA DE LEITURA – SEQUÊNCIA 3
Felizmente Há Luar!
Ao abrir o pano a cena está às escuras», havendo apenas uma personagem muito iluminada,
que está vestida por pertencer ao . Pronuncia palavras de em
relação à evolução histórico- do país, visto ser um popular esclarecido. Manuel pergunta a que
horas chegou Rita e o 1.o Popular finge ter um de ouro para lhe . O Antigo Soldado
evoca, com saudade, o que se passava no regimento de , afirmando que ele era um
amigo do . Vicente pronuncia -se contra todos os generais.
Entretanto chega a que dispersa o grupo, ficando apenas . Este confessa que
odeia as suas . É levado à presença de que quer saber se ele é homem de
.
Principal Sousa entra em cena e manifesta-se a favor do obscurantismo do . D. Miguel revela-se
preocupado porque tem conhecimento de que se fala abertamente em , relacionando este facto
com a revolta de .
D. Miguel incumbe de vigiar a casa de a troco de um cargo de
na . Beresford garante que conhece o nome de alguns , mas que não sabe
quem é o e anuncia a chegada do capitão que pretende ser promovido,
já que não o consegue por mérito próprio. e ,
embuçados, encaminham-se para o palácio e falam do lucro que poderá advir da sua denúncia. justifica,
perante os governadores, o motivo pelo qual se fez acompanhar de . D. Miguel e
Beresford incentivam os capitães a obterem a . Como forma de chantagem, D. Miguel revela que sabe
que eles pertencem à . A Junta de Regência mostra-se temerosa quanto à sua segurança. Beresford,
sarcástico, afirma que, apesar de detestar , está interessado em permanecer no país, porque não quer
perder os seus anuais que lhe irão garantir um futuro de em . O Principal
Sousa confessa a que não gosta dele, mas que naquele momento é necessário estarem unidos. 
Para D. Miguel, o nome do chefe da será escolhido, de acordo com as da Junta
de Regência. 
Vicente chega com informações e afirma que entraram mais de pessoas em casa de
das quais conhece nomes. Os governadores continuam o seu
diálogo sobre o nome ideal para da . Beresford reflete sobre a eventualidade de
aparecer um oficial com para o destituir da do exército. Principal Sousa pergunta,
cinicamente, como é possível culpar alguém sem .
D. Miguel responde que o julgamento será e que a virá logo a seguir à sentença. 
O Juizprestar-se-á a tal serviço porque receberá os bens do . ,
hipocritamente, alvitra, ainda, a hipótese de exílio para os conspiradores, mas exclui-a, de imediato. 
Vicente, Andrade Corvo e Morais Sarmento exacerbam o clima de conspiração e, criando algum suspense,
acabam por denunciar o nome que andava na boca do povo, de . 
D. Miguel afirma que essa pessoa reúne todas as qualidades para ser o chefe da e acrescenta que
sente grande por seu primo. 
No final do Ato I, e manipulam a opinião pública e prenunciam a
de Gomes Freire de Andrade.
O Ato II inicia-se do mesmo modo que o . informa que nessa
tinham prendido e que o tinham levado para da . Os
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outros populares contam que toda a noite gente, que os quartéis ainda permaneciam de
e que para os lados do havia muitos . Os polícias, mais uma vez,
os populares por serem proibidos os . Rita conta as circunstâncias da prisão do
General e o estado em que ficara . Pede ao marido para não se envolver em questões
. Matilde surge no palco desgrenhada e vestida de . Questiona-se sobre os
verdadeiros valores num Mundo de . Reflete sobre o caráter de Gomes Freire dizendo que, se este
fosse «menos homem», ainda poderiam viver como em . 
Entra em palco , amigo de e de .
Esta decide lutar pelo General e enfrentar os . Primeiro apresenta-se a e pede-lhe
que Gomes Freire, estando disposta a vender a sua para o . 
Matilde tenta conseguir o apoio dos . Contudo, estes fingem ignorá-la. O 1.o Popular dá a notícia
de que fora recompensado com o cargo de da .
Manuel chama , mostra-lhe a miséria do , afirmando que, tal como o
está preso em S. Julião da Barra, também eles (povo) estão presos à sua , ao seu e à sua
ignorância, não podendo, de modo algum, ajudá-la. Rita oferece-lhe, simbolicamente, uma . Sousa
Falcão traz novas sobre : em S. Julião da Barra tinham-no encarcerado numa
, às escuras. Só ao fim de dias lhe tinham abonado dinheiro para comer. 
Não lhe fora permitida a escolha de . Matilde evoca as dificuldades que passaram juntos e, num
momento de ingenuidade, quase infantil, diz que vestirá a no dia em que o libertarem.
Depois, volta à realidade e agradece a a sua fidelidade de amigo. Os dois vão pedir
audiência a que não os recebe. Matilde revolta-se, pega na que lhe entregara
, uma das moedas «com que se vende a alma» e dirige-se ao Principal Sousa,
perguntando-lhe quantas moedas daquelas tem nos cofres da sua . Acusa-o de vender
para continuar no e cita as palavras de para o pôr em causa. Entretanto, chega
que vem de confessar e traz um recado deste para
: tem pensado constantemente nela. faz sair Frei Diogo. Matilde
pragueja contra e começa a ouvir-se, ao longe, «o murmúrio da ».
Sousa Falcão diz a Matilde que os presos vão a caminho do Campo de Sant’Ana e que do alto da
podem ver a fogueira em da . Matilde, pela última vez, pede a
que salve . 
D. Miguel afirma que o castigo exemplar se vai consumar pela noite fora, mas «felizmente
…». Matilde, em monólogo, revoltada, questiona a justiça divina pelo destino do seu companheiro e
atira a aos pés de . 
Ouvem-se os padres que oram no Campo de Sant’Ana e veem-se populares. Manuel informa que Gomes Freire
pediu que o , todavia esse desejo fora-lhe negado. Matilde veste a e
Sousa Falcão, de fato , autoculpabiliza-se por não ter coragem de estar ao lado de
já que partilham os mesmos .
Matilde, alienada, um ser imaginário (Gomes Freire) e diz-lhe que vestiu a
. Ao fundo vê-se o «clarão duma fogueira» para a qual aponta, dizendo que é a
do seu companheiro. 
A peça termina com uma mensagem de esperança. Matilde afirma: «Julguei que isto era o e afinal é o
. Aquela fogueira, António, há de incendiar esta !»; «Felizmente – há luar!
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FICHA DE LEITURA – SEQUÊNCIA 4
Memorial do Convento
Com base no conhecimento global da obra Memorial do Convento, de José Saramago, responde às seguintes
questões:
1. Na ação da obra distinguem-se três histórias. Identifica-as.
2. A construção do Convento de Mafra teve origem numa promessa. Refere-a.
3. Indica dois traços caracterizadores de D. João V, D. Ana de Áustria e D. Francisco.
4. Baltasar estabelece a ligação entre as narrativas da construção do Convento e da passarola. De que
modo?
5. Considera as personagens Baltasar Sete-Sóis e Bartolomeu Lourenço.
5.1 Quando se conhecem?
5.2 Que tipo de relação se estabelece entre os dois?
6. Caracteriza Blimunda.
6.1 Em que se distingue das outras pessoas?
6.2 Como se torna útil a Bartolomeu Lourenço?
7. Interpreta o fim trágico das personagens ligadas à passarola.
8. O sonho é uma linha de força da obra. Fundamenta a afirmação.
9. Distingue personagens referenciais de personagens ficcionais.
10. A construção do convento assenta no sacrifício de heróis anónimos. Caracteriza-os.
10.1 Regista um acontecimento marcante na vida desses trabalhadores.
11. Apresenta o ponto de vista do narrador sobre a construção do Convento de Mafra.
12. Os espaços Mafra e Lisboa são privilegiados na obra. Que imagem física e social nos é dada da capital?
13. O clero é observado de forma crítica e irónica. Justifica, recorrendo a exemplos concretos.
14. Delimita cronologicamente a ação principal.
62
CENÁRIOS DE RESPOSTA DAS FICHAS DE
AVALIAÇÃO
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 1
GRUPO I
A
1. O «guardador de rebanho» está à beira da estrada, no campo.
2. Para o «guardador de rebanhos» o vento é o ar em movimento.
3. É um ser imaginativo, sensível e sonhador. Sofre com as recorda-
ções nostálgicas do passado e idealiza o tempo futuro.
4. Personificação, o vento é simbolicamente representado como
ligação ao tempo passado – traz as recordações – e projeta iluso-
riamente o tempo futuro.
5. Objetividade, captação da realidade da natureza, através dos
sentidos; rejeição do pensamento.
Exs.: «é vento, e que passa, / E que já passou antes / E que passará
depois», 
«O que lhe ouviste foi mentira, / E a mentira está em ti». 
B
Tópicos a considerar:
� Álvaro de Campos – breve caracterização da 1.a e 2.a fases 
� Reencontro de Álvaro de Campos com Fernando Pessoa:
características comuns a Fernando Pessoa e Álvaro de Campos
da 3.a fase, nomeadamente: a nostalgia da infância perdida, a
fragmentação do eu, a solidão, a evasão e a angústia 
GRUPO II
1.1 (A) 1.2 (B) 1.3 (C) 1.4 (C) 1.5 (C) 1.6 (D) 1.7 (C)
2.1 Ato ilocutório assertivo. 
2.2 «mas desta vez não esperou»: oração coordenada adversati-
va; «que a imagem desaparecesse do espelho»: oração subor-
dinada substantiva completiva.
2.3 Complemento oblíquo.
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 2
GRUPO I
A
1. O excerto transcrito, quanto à estrutura interna, situa-se no
plano encaixado, da História de Portugal. Vasco da Gama conta a
história de Portugal ao rei de Melinde. (Discurso de Nuno Álvares
Pereira, antes da Batalha de Aljubarrota).
2. Indignação, revolta e patriotismo.
3. Argumentação: Nuno Álvares Pereira (usando a interrogação
retórica) lembra a tradição histórica dos portugueses, como os
combatentes mais aguerridos a favor da fé e da pátria, não
devendo esta ser quebrada (1.a estância). Para demonstrar a ação
audaz dos portugueses faz referência a D. Afonso Henriques, a 
D. Dinis, a D. Afonso IV, a todos os antepassados do interlocutor e
ao «Rei novo», D. João I.
4. Nuno Álvares Pereira afirma que, se o seu discurso não os con-
vencer a enfrentar o medo, partirá para a batalha sem eles.
5. O locutor lembra os confrontos guerreiros do passado, de acordo
com o ideal cavaleiresco e com o objetivo de obter e preservara
independência da nação. Assume-se também como um portu-
guês norteado pelo patriotismo e pelo mesmo ideal (estar sem-
pre ao serviço da fé cristã, demonstrando os mais nobres ideais,
de acordo com a sua missão divina). 
B
Tópicos a considerar:
� A viagem de Vasco da Gama
� Os problemas enfrentados e vencidos
� A descoberta do caminha marítimo para a Índia
� As mais-valias culturais e económicas dessa empresa
� A recompensa merecida
� A partilha das divindades com os portugueses
� O valor simbólico desta estadia 
GRUPO II
1. (D) 2. (B) 3. (B) 4. (D) 5. (A) 6. (B) 7. (D)
8.
1. d); 2. f); 3. a); 4. b); 5. g).
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 3
GRUPO I
A
1. Matilde sabe que o seu companheiro é admirado e amado pelo
povo e espera deste atitudes reveladoras de indignação perante a
prisão de Gomes Freire.
2. Os populares conversam sobre o facto de Vicente ter ascendido a
chefe de polícia como forma de compensação por ter sido um delator.
3. Manuel pretende dizer que o mundo é injusto: os maus são com-
pensados e os bons punidos. Portanto, a justiça divina implícita na
expressão «Deus escreve direito por linhas tortas» não se verifica. 
4. Matilde está mortificada e Rita revela-se solidária com o seu
sofrimento.
5. As didascálias informam sobre as intervenções, movimentações,
gestos e atitudes das personagens. As notas à margem fornecem
63
informações úteis à leitura e à encenação, nomeadamente a
intencionalidade subjacente às atitudes e às posturas das perso-
nagens em cena.
B
Tópicos a considerar:
� Paralelismos entre a época histórica de 1817 e a época da escri-
ta 1961: a miséria e a impotência do povo
� Os desníveis sociais nas duas épocas
� O teatro épico ao serviço da crítica
GRUPO II
1.1 (C) 1.2 (B) 1.3 (A) 1.4 (D) 1.5 (C) 1.6 (B) 1.7 (C)
2.1 Subordinada substantiva completiva.
2.2 Complemento direto.
2.3 Modificador restritivo.
FICHA DE AVALIAÇÃO – SEQUÊNCIA 4
GRUPO I
A
1. Miseráveis, esfomeados, rotos, «famintos», «maltrapilhos»,
«explorados», «atados como escravos».
2. «à direita o mar», «em frente, para o Sul, está a famosíssima
serra de Sintra», «lá em baixo na cova, é Mafra».
3. Os ricos, os privilegiados, mantêm as janelas fechadas, superio-
res na sua condição social, sentem nojo pelos trabalhadores;
Blimunda observa-os com compaixão e solidariedade, conside-
rando-os dignos de pena. 
4. O narrador comenta, ironiza e manipula. Revela a sua visão acu-
tilantemente crítica contra os poderosos que, a seu bel-prazer
usavam pessoas como tijolos. Os trabalhadores, verdadeiros
construtores do Convento de Mafra, eram sacrificados, escravi-
zados, explorados em nome da megalomania do seu rei. D. João
V, que, ao invés de desenvolver o país e de desejar para o seu
povo razoáveis condições de vida, era de extrema e egoísta insen-
sibilidade social não tendo a mínima noção dos sacrifícios e
dores a que sujeitava os seus súbditos. 
5. Comparação: «atados como escravos do Brasil» (linhas 3 e 4) –
os trabalhadores eram recrutados contra a sua vontade, por isso
atados com cordas como se fossem escravos negros levados de
África para o Brasil. Metáfora: «todos estes homens são cruza-
dos duma nova cruzada» (linha 6) – os trabalhadores são chama-
dos de cruzados pela missão árdua que tinham de cumprir, neste
caso construir o Convento de Mafra. Gradação descendente e
adjetivação expressiva: «mortos, assados, fundidos, roubados,
arrastados» – a construção do Convento de Mafra, sinónimo de
dor, sofrimento e morte marcará para sempre esta localidade
que, segundo o narrador («quadrilheiro») ficará para sempre tris-
temente associada à exploração, sacrifício e martirização dos
que erigiram tão colossal monumento. 
B
Tópicos a considerar:
� A relação de D. João V e D. Ana de Áustria – formal, institucio-
nal, de interesse político e social; relação sem amor
� D. João V, rei poderoso, vaidoso, adúltero
� D. Ana de Áustria – rainha passiva, obediente, fanática
GRUPO II
1.1 (C) 1.2 (B) 1.3 (B) 1.4 (D) 1.5 (C) 1.6 (A) 1.7 (C)
2.
1. b); 2. f); 3. b); 4. g); 5. a).
64
CENÁRIOS DE RESPOSTA DAS FICHAS DE LEITURA
FELIZMENTE HÁ LUAR!
1- Manuel
2- andrajosamente 
3- povo
4- desânimo
5- política
6- relógio 
7- responder
8- Gomes Freire de Andrade
9- povo
10- polícia 
11- Vicente
12- origens
13- D. Miguel 
14- confiança
15- povo
16- revolução
17- Pernambuco
18- Vicente 
19- Gomes Freire 
20- chefe 
21- polícia
22- conspiradores
23- chefe 
24- Andrade Corvo 
25- Andrade Corvo 
26- Morais Sarmento
27- Corvo 
28- Morais Sarmento 
29- proclamação
30- Maçonaria
31- Portugal
32- 16 000$00 
33- gentleman
34- Inglaterra
35- Beresford
36- conjura 
37- conveniências 
38- dez 
39- Gomes Freire 
40- Sete
41- chefe 
42- conspiração
43- qualidades 
44- organização
45- provas
46- secreto 
47- execução 
48- condenado
49- Principal Sousa
50- D. Miguel 
51- Gomes Freire 
52- Andrade
53- conspiração 
54- ódio 
55- Principal Sousa 
56- D. Miguel 
57- morte 
58- primeiro
59- Manuel 
60- madrugada 
61- Gomes Freire 
62- S. Julião da Barra
63- prenderam
64- prevenção
65- Rato 
66- soldados
67- dispersam 
68- ajuntamentos
69- Matilde
70- políticas
71- negro
72- injustiça
73- felizes 
74- Paris
75- Sousa Falcão
76- Gomes Freire 
77- Matilde
78- Governadores
79- Beresford 
80- liberte 
81- honra 
82- salvar
83- populares
84- Vicente 
85- chefe 
86- polícia
87- Matilde
88- povo
89- General 
90- miséria
91- medo
92- moeda
93- Gomes Freire
94- masmorra
95- seis
96- advogado
97- saia verde 
98- Sousa Falcão 
99- D. Miguel 
100- moeda 
101- Rita
102- trinta
103- igreja 
104- almas 
105- poder 
106- Cristo 
107- Frei Diogo 
108- Gomes Freire 
109- Matilde
110- Principal Sousa 
111- Principal Sousa 
112- multidão
113- serra
114- S. Julião 
115- Barra
116- Principal Sousa 
117- Gomes Freire
118- há luar
119- moeda
120- Principal Sousa
121- fuzilassem
122- saia verde 
123- negro
124- Gomes Freire 
125- ideais
126- abraça 
127- saia verde
128- Matilde 
129- vitória
130- fim
131- princípio
132- terra
133- felizmente
FICHA DE LEITURA – SEQUÊNCIA 3
65
1. Na ação da obra distinguem-se as histórias da construção do
Convento, da construção da passarola e do relacionamento amo-
roso entre Baltasar e Blimunda.
2. D. João V prometera aos frades franciscanos mandar construir o
Convento de Mafra, se se operasse o milagre da rainha lhe dar
um filho no prazo de um ano.
3. D. João V era um homem arrogante e dissoluto. D. Ana era muito
religiosa e submissa. D. Francisco era cruel e invejoso.
4. Baltasar Sete-Sóis é uma personagem muito importante nas
duas narrativas. Trabalha arduamente na construção da passa-
rola, voa nela com o Padre Bartolomeu Lourenço e com
Blimunda. Após a queda, vai ver a passarola e repará-la enquan-
to a mantém escondida. Por fim, volta a voar nela, vindo a ser,
posteriormente, condenado pelo Tribunal do Santo Ofício. Esta
personagem era natural de Mafra, tendo trabalhado nas obras
do Convento e no transporte da pedra do altar (Benedictione) de
Pêro Pinheiro para Mafra.
5.1 Bartolomeu Lourenço e Baltasar Sete-Sóis conhecem-se no
dia da cerimónia do auto-de-fé em que a mãe de Blimunda é
condenada por feitiçaria. O Padre está com Blimunda, pois
era conhecido da mãe desta.
5.2 Por causa da passarola, Baltasar e Bartolomeu tornam-se
amigos e cúmplices.
6. Blimunda é uma mulher de olhos de cor indefinida, com poderes
extraordinários, prudente, detentora de uma sabedoria muito
peculiar e apaixonada por Baltasar Sete-Sóis.
6.1 Blimunda distingue-se das outras criaturas porque tem o
poder de, em jejum, conseguir ver as «entranhas», o interior
das pessoas e das coisas.
6.2 Devido ao facto de possuir poderes paranormais, o Padre
Bartolomeu pede a Blimunda que recolha «vontades», por
Lisboa, para juntar ao âmbar e fazer subir a passarola.
Blimunda acede, recolhendo vontades das pessoas na procis-
são de Corpo de Deus e, posteriormente, durante a epidemia(peste) que ocorre na capital.
7. Bartolomeu e Baltasar veem-se desiludidos e destruídos por
sonharem mais alto do que o comum dos mortais. O padre foge
com medo da Inquisição, e morre em Toledo. Baltasar é queima-
do num auto-de-fé por se atrever a voltar a voar. Blimunda, per-
corre Portugal durante nove anos à procura de Baltasar, vindo a
encontrá-lo no momento da morte (quando é queimado num
auto-de-fé), recolhendo a «vontade» dele que, deste modo, fica
na terra. Assim, simbolicamente, perpetua-se o sonho.
8. A construção da passarola constitui-se como uma ação encaixa-
da na ação principal, valorizando-se pela componente simbólica
que adquire ao longo da obra. O sonho triunfa devido à persistên-
cia de Bartolomeu Lourenço, ao sacrifício, trabalho e habilidade
de Baltasar, ao dom extraordinário de Blimunda de ver através
da matéria e de conseguir recolher as «vontades» humanas, fun-
damentais para o voo da passarola e também a Scarlatti que,
com o seu espírito aberto e a sua música, incentiva o Padre
Bartolomeu a concretizar a sua obra.
9. As personagens referenciais tiveram existência real, fazem parte
da História. São D. João V, a rainha, os irmãos do rei, os príncipes,
Domenico Scarlatti e o Padre Bartolomeu de Gusmão. Baltasar
Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas fazem parte do imaginário do
autor, são ficcionais.
10. Os heróis anónimos são os trabalhadores da construção do
Convento de Mafra: miseráveis, explorados, sacrificados, ingé-
nuos e ignorantes.
10.1 Um acontecimento marcante foi a morte de Francisco
Marques, esmagado pela roda do carro de bois, na descida
de Cheleiros, quando transportavam a grande pedra.
11. Na narração da construção do Convento de Mafra, o narrador
denuncia uma realidade diferente da das narrativas históricas
oficiais. Os trabalhadores levavam uma vida de escravidão, de
trabalho sobre-humano e mal pago. Afastados da família, mui-
tos acabavam por morrer.
12. Lisboa era uma cidade suja, onde havia peste, grandes desníveis
sociais e ignorância. O povo divertia-se com autos-de-fé, procis-
sões e touradas. O rei e a família viviam em grande opulência.
13. O clero é extremamente criticado, revelando-se na obra: a ação
do Tribunal do Santo Ofício, os interesses económicos, a promis-
cuidade dentro dos conventos, os maus tratos dados aos novi-
ços, etc.
14. A ação principal começa em 1717, com o início da construção do
Convento e termina em 1730 com a sagração da Basílica.
Existem, no entanto, analepses que referenciam acontecimen-
tos anteriores a 1711.
FICHA DE LEITURA – SEQUÊNCIA 4
MEMORIAL DO CONVENTO
REGISTOS ÁUDIO – ORALIDADE – COMPREENSÃO
ORAL
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66
O Modernismo nas Artes (página 15 do Manual)
A) O Modernismo e o Cubismo 
O Modernismo ou Movimento Modernista integra um
conjunto dos movimentos culturais, escolas e estilos que
concretizaram as artes e o design da primeira metade do
século XX. Integram-se no Modernismo múltiplas expressões
artísticas: a literatura, a arquitetura, a pintura, a escultura,
o teatro e a música. O movimento moderno alicerçou-se na
ideia de que as formas «tradicionais» estavam desajustadas
do novo conceito de progresso das sociedades. Era, pois, fun-
damental criar uma nova cultura.
O Cubismo é um movimento artístico (século XX), ini-
ciado nas artes plásticas por Pablo Picasso e Georges
Braque, tendo influenciado a literatura e a poesia. Os obje-
tos são representados em três dimensões numa superfície
plana, sob formas geométricas com predomínio de linhas
retas. Mais do que representar, o pintor cubista sugere a
estrutura dos corpos ou objetos
Pablo Picasso, pintor, escultor e desenhista espanhol,
nasceu na cidade de Málaga (Espanha) em 1881 e morreu
em Mougins (França), em 1973. É considerado o fundador
do Cubismo com o seu quadro Les demoiselles d'Avignon
de 1907, uma obra-prima do cubismo mundial. Nesta tela a
óleo, o artista rompe com todas as tradições e convenções
visuais naturalistas ocidentais, observando-se ainda a
clara influência do primitivismo concretizado nos rostos
das mulheres semelhantes a máscaras africanas.
Santa-Rita Pintor, introdutor do Futurismo em
Portugal, pintor e escritor português, nasceu em 1889, em
Lisboa, e morreu nesta cidade em 1918, tendo estudado
Belas-Artes em Paris. Cabeça, quadro inacabado, concreti-
za a pintura cubo-futurista que rejeita a tradição estética
e exalta o mundo moderno, ideias transmitidas com algu-
ma agressividade, através de traços fortes, quase todos
curvilíneos.
Amadeu de Souza-Cardoso, caricaturista, pintor por-
tuguês, nasceu em Manhufe, Amarante, no ano de 1887 e
morreu em Espinho, em 1918. Estudou Arquitetura na
Academia de Belas Artes de Lisboa, mas foi em Paris que
desenvolveu a sua arte como pintor impressionista,
expressionista, cubista, futurista. Na tela de Souza-
Cardoso, Procissão de Amarante, a ideia da multidão com-
pacta é transmitida pelo elevado cromatismo sobre
corpos triangulares, (influência cubista). O quadro apre-
senta uma procissão, realizada em Amarante, distinguin-
do-se as figuras hierárquicas religiosas pela cor do manto
que trajam. As formas geométricas e as cores unificam o
espaço da representação em vez de o decompor. O fruidor
ora é atraído pelos pormenores ora pelo todo difuso, toda-
via organizado. 
Eduardo Viana nasceu em 1881 em Lisboa, onde mor-
reu no ano de 1967. Frequentou Belas Artes em Paris e em
outras cidades. A tela K4 Quadrado Azul apresenta, num
primeiro plano, uma natureza-morta convencional e no
plano de fundo uma clara referência à capa da novela com
o mesmo título da autoria de Almada Negreiros. O quadro
é um exercício do cubismo sintético cujos símbolos figu-
ram simplificados ao máximo: uma letra, um número, uma
forma, uma palavra, uma cor, reunidos numa colagem de
elementos gráficos e plásticos. A obra concretiza o inter-
câmbio entre diferentes artes e consequente apagamento
de fronteiras entre elas.
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B) O Modernismo na pintura 
67
Manifesto Anti-Dantas, de Almada Negreiros (página 19 do Manual)
A Casa Fernando Pessoa (página 23 do Manual)
A Casa Fernando Pessoa é um espaço cultural da
Câmara Municipal de Lisboa / Cultura criado em homena-
gem ao poeta e concebido como Casa da Poesia. Situa-se
na Rua Coelho da Rocha 16, em Campo de Ourique, no pré-
dio onde Fernando Pessoa ocupou, entre 1920 e 1935, o 1.o
andar direito.
(...) O único espaço preservado na sua originalidade é o
quarto que foi ocupado pelo poeta. Estando vazio, permite
que periodicamente seja recriado por artistas convidados.
Por este espaço já passaram muitos nomes das Artes
Plásticas portuguesas e estrangeiras.
Inaugurada a 30 de novembro de 1993, a Casa
Fernando Pessoa tem desenvolvido uma atividade pioneira
na divulgação da obra de Fernando Pessoa e da sua íntima
relação com a cidade de Lisboa, bem como na divulgação
da poesia portuguesa e estrangeira. A Casa Fernando
Pessoa é um espaço cultural polivalente, assumindo
várias vertentes, tais como casa da poesia, biblioteca,
espaço para exposições temporárias e para conferências.
A Casa oferece um vasto leque de atividades culturais,
como sessões de leitura de poesia, encontros de poetas,
conferências temáticas, workshops, exposições de artes
plásticas, performance musicais, etc.
É também reservado a este espaço um papel de pre-
servação dos objetos e móveis que pertenceram ao poeta e
que são atualmente património municipal. Pode ver-se,
em exposição permanente, a cómoda de Pessoa e a estan-
te onde conservava os livros e alguns dos objetos pessoais.
Também tem sido uma das orientações da Casa reunir
peças de iconografia pessoana, estando muitas delas em
exposição permanente, como é o caso do Retrato de
Fernando Pessoa no Café Irmãos Unidos de Almada
Negreiros, datado de 1954.
A Casa Fernando Pessoa conta também com uma
Biblioteca inteiramente vocacionada para a poesia nacio-
nal e estrangeira, na qual assume um papel de relevo o
espólio literário pessoal do poeta.
Para além disso, a atividade da Casa estende-se ainda
à Edição. Nestecampo, destaca-se a publicação da Revista
Tabacaria – revista de Poesia e Artes Plásticas, em parce-
ria com a Contexto Editora, que, para além de refletir as
atividades da Casa, é um veículo de divulgação da poesia e
de todas as artes que com ela dialogam. São ainda promo-
vidas visitas guiadas que permitem conhecer este espaço e
as suas atividades, bem como os primeiros passos na vida
e obra de Pessoa.
A Casa Fernando Pessoa é um espaço aberto a todos
quantos aí queiram visitar, ouvir, ler, criar e, mais que
tudo, sentir. Dispõe ainda de um Restaurante / Cafetaria,
no qual se poderá fazer uma pausa e almoçar ou jantar.
Basta pum basta!!! 
Uma geração que consente deixar-se representar por
um Dantas é uma geração que nunca o foi. É um coio d’in-
digentes, d’indignos e de cegos! É uma resma de charla-
tães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero! 
Abaixo a geração! 
Morra o Dantas, morra! Pim! 
Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro
impotente! 
Uma geração com um Dantas à proa é uma canoa em seco! 
O Dantas é um cigano! 
O Dantas é meio cigano! 
O Dantas saberá gramática, saberá sintaxe, saberá
medicina, saberá fazer ceias pra cardeais, saberá tudo
menos escrever que é a única coisa que ele faz!
O Dantas pesca tanto de poesia que até faz sonetos
com ligas de duquesas! 
O Dantas é um habilidoso! 
O Dantas veste-se mal! 
O Dantas usa ceroulas de malha! 
O Dantas especula e inocula os concubinos! 
O Dantas é Dantas! 
O Dantas é Júlio! 
Morra o Dantas, morra! Pim! 
O Dantas fez uma soror Mariana que tanto o podia ser
como a soror Inês ou a Inês de Castro, ou a Leonor Teles,
ou o Mestre d’Avis, ou a Dona Constança, ou a Nau
Catrineta, ou a Maria Rapaz! 
E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o
Dantas agradeceu! 
O Dantas é um ciganão!
(…)
Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro,
basta ser-se pantomineiro! 
Não é preciso disfarçar-se pra se ser salteador, basta
escrever como o Dantas!
Basta não ter escrúpulos nem morais, nem artísticos,
nem humanos! Basta andar com as modas, com as políti-
cas e com as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser
muito delicado, e usar coco e olhos meigos! Basta ser
Judas! Basta ser Dantas!
Morra o Dantas, morra! Pim!
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Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia
(Poemas Inconjuntos) (página 64 do Manual)
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra coisa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre (página 77 do Manual)
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.
Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.
Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.
Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia (página 110 do Manual)
Ouvi contar que outrora, quando a Pérsia
Tinha não sei qual guerra, 
Quando a invasão ardia na Cidade 
E as mulheres gritavam, 
Dois jogadores de xadrez jogavam 
O seu jogo contínuo. 
À sombra de ampla árvore fitavam 
O tabuleiro antigo, 
E, ao lado de cada um, esperando os seus 
Momentos mais folgados, 
Quando havia movido a pedra, e agora 
Esperava o adversário. 
Um púcaro com vinho refrescava 
Sobriamente a sua sede. 
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Ardiam casas, saqueadas eram 
As arcas e as paredes, 
Violadas, as mulheres eram postas 
Contra os muros caídos, 
Traspassadas de lanças, as crianças 
Eram sangue nas ruas... 
Mas onde estavam, perto da cidade, 
E longe do seu ruído, 
Os jogadores de xadrez jogavam 
O jogo de xadrez. 
Inda que nas mensagens do ermo vento 
Lhes viessem os gritos, 
E, ao refletir, soubessem desde a alma 
Que por certo as mulheres 
E as tenras filhas violadas eram 
Nessa distância próxima, 
Inda que, no momento que o pensavam, 
Uma sombra ligeira 
Lhes passasse na fronte alheada e vaga, 
Breve seus olhos calmos 
Volviam sua atenta confiança 
Ao tabuleiro velho. 
Quando o rei de marfim está em perigo, 
Que importa a carne e o osso 
Das irmãs e das mães e das crianças? 
Quando a torre não cobre 
A retirada da rainha branca, 
O saque pouco importa. 
E quando a mão confiada leva o xeque 
Ao rei do adversário, 
Pouco pesa na alma que lá longe 
Estejam morrendo filhos.
Mesmo que, de repente, sobre o muro 
Surja a sanhuda face 
Dum guerreiro invasor, e breve deva 
Em sangue ali cair 
O jogador solene de xadrez, 
O momento antes desse 
(É ainda dado ao cálculo dum lance 
Pra a efeito horas depois) 
É ainda entregue ao jogo predileto 
Dos grandes indif'rentes. 
Caiam cidades, sofram povos, cesse 
A liberdade e a vida. 
Os haveres tranqüilos e avitos 
Ardem e que se arranquem, 
Mas quando a guerra os jogos interrompa, 
Esteja o rei sem xeque, 
E o de marfim peão mais avançado 
Pronto a comprar a torre. 
Meus irmãos em amarmos Epicuro 
E o entendermos mais 
De acordo com nós-próprios que com ele, 
Aprendamos na história 
Dos calmos jogadores de xadrez 
Como passar a vida. 
Tudo o que é sério pouco nos importe, 
O grave pouco pese, 
O natural impulso dos instintos 
Que ceda ao inútil gozo 
(Sob a sombra tranqüila do arvoredo) 
De jogar um bom jogo.
O que levamos desta vida inútil 
Tanto vale se é 
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida, 
Como se fosse apenas 
A memória de um jogo bem jogado 
E uma partida ganha 
A um jogador melhor. 
A glória pesa como um fardo rico, 
A fama como a febre, 
O amor cansa, porque é a sério e busca, 
A ciência nunca encontra, 
E a vida passa e dói porque o conhece... 
O jogo do xadrez 
Prende a alma toda, mas, perdido, pouco 
Pesa, pois não é nada. 
Ah! sob as sombras que sem qu'rer nos amam, 
Com um púcaro de vinho 
Ao lado, e atentos só à inútil faina 
Do jogo do xadrez 
Mesmo que o jogo seja apenas sonho 
E não haja parceiro, 
Imitemos os persas desta história, 
E, enquanto lá fora, 
Ou perto ou longe, a guerra e a pátria e a vida 
Chamam por nós, deixemos 
Que em vão nos chamem, cada um de nós 
Sob as sombras amigas 
Sonhando, ele os parceiros, e o xadrez 
A sua indiferença
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Lusofonia: Os Quatro Novos Mundos do Mundo (página 115 do Manual)
Discurso proferido no quadro das celebrações do dia
de Portugal, de Camões e das Comunidades Portu gue sas,
por Luís Aguilar, Professor Convidado da Universidade
de Montreal e Docente do Instituto Camões.
O dia 10 de junho de cada ano serve para lembrar-nos,
caros compatriotas, que pertencemos a uma grande
Nação, pioneira na expansão marítima europeia, iniciada
em 1415 com a conquista de Ceuta, prosseguida com as
sucessivas descobertas da Madeira, Açores, e, depois de
dobrado o Cabo Bojador, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe,
Angola e a restante costa ocidental africana, continuando,
depois de dobrado o Cabo da Boa Esperança pela costa
oriental Africana, permitindo, enfim, a Vasco da Gama
seguir a sua rota até à Índia e a Pedro Álvares Cabral, na
mesma rota, ter feito um pequeno desvio para achar o
grande Brasil. Estes são os feitos dos portugueses que nos
permitem hoje falar de Lusofonia.
O dia 10 de junho de cada ano serve para homenagear,
igualmente, o maior poeta português, Luís Vaz de
Camões, (…) como o grande poeta universal,humanista,
autor da única epopeia da era moderna, Os Lusíadas, onde
o poeta canta, homenageia, exalta, com o seu engenho e
arte, os feitos dos portugueses, definindo-os como ante-
passados dos Lusitanos, recuando, assim, cerca de 1500
anos, o berço de Portugal, antes – e ainda hoje – tido como
Guimarães ou se se preferir, também, a Terra Portu -
calensis ou Portuscale. Não é por acaso que Camões defi-
ne o berço de Portugal, muito antes e muito mais ao Sul: a
Lusitânia do tempo dos romanos, no século V A.C., onde
habitava o povo lusitano, povo aguerrido, heroico, impre-
visível, espontaneísta e místico, traços de caráter que, a
seu ver, caracterizavam os portugueses do seu tempo e,
certamente, ainda hoje, continuam esses traços a carac-
terizar os habitantes da Ocidental Praia Lusitana.
Devemos a Camões o gentílico português de lusos ou lusi-
tanos, de onde ele quis que nós tivéssemos, de facto, sido
herdeiros de Viriato e, por esse facto, justo será atribuir -
-lhe uma segunda origem do termo Lusofonia, cujo espíri-
to ele já profetizara nos Lusíadas. 
O dia 10 de junho de cada ano serve, enfim, para lem-
brar-nos as inúmeras comunidades portuguesas espalha-
das pelo planeta, que, por todos os cantos do mundo, vão
falando a sua língua, difundindo a sua cultura, lembrando
a sua História e, hoje como antes, nos vários pontos do
mundo, ajudam a construir outras nações.
(…)
Produto do Império Português, a Lusofonia é hoje um
movimento pequeno, se comparado com a imensidão dos
sonhos que lhe deram origem. Mas hoje há que entender a
Lusofonia não como uma herança, como teimam os portu-
gueses em considerá-la, nem como uma oportunidade de
negócio futuro, como a veem os brasileiros, nem como um
trauma neocolonialista que dispensa os colonos, como a
entendem os africanos, mas como um desafio que se dese-
ja partilhado, uma construção e invenção (e não invasão)
de vários mundos do universo lusófono que falam do inte-
rior deles próprios, recebendo, simultaneamente, influên-
cias das áreas geográficas e culturais onde a língua
portuguesa é falada. Ou como sugere Celso Cunha: uma
república do português sem capital demarcada. Não está
em Lisboa, nem em Coimbra, não está em Brasília, nem no
Rio de Janeiro. A capital da língua portuguesa está onde
estiver o meridiano da cultura.
www.teiaportuguesa.com
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71
O romance e a história (página 269 do Manual)
O romance é uma narrativa de longa extensão que
apresenta um enredo em que os acontecimentos progri-
dem até ao desfecho final, caracterizando-se por uma
grande complexidade e variedade de utilização de técnicas
narrativas.
O romance, enquanto ficção de caráter histórico, con-
sidera o Homem comprometido num futuro e numa histó-
ria coletiva. (...). Do confronto com a história resulta uma
grande variedade de tipos humanos, heróis de romances e
representantes da sua época (...). Esta relação com a histó-
ria e com um futuro aberto traduz-se no plano narrativo. O
romance recria as condições de experiência do presente
histórico: aumento das perceções do mundo, incerteza e
obscuridade do mundo. (...)
Apesar de o romance ser representado como uma fic-
ção, contém um poder crítico de denúncia das ilusões. 
O sabor do real faz parte do prazer da leitura de roman-
ces, (...). 
Com o impulso das ciências humanas e da história das
mentalidades, por um lado, da multiplicação dos meios de
informação, por outro, os romancistas do século XX (...)
reinvestiram nas funções de imaginação estética e crítica
(...). Mas a leitura de romances é também a entrega ao
«romanesco», terreno de jogo intelectual com as mil e
uma convenções através das quais se instala a ilusão do
real. Com isto, o romance surge sempre como o paraíso da
leitura e o lugar de emergência de todas as possibilidades.
Enciclopédia Larousse (texto com supressões e adaptado)
A casa mais louca (página 213 do Manual)
(Entre e veja o retrato do dia a dia no século XXI)
Sala dos delírios
Para Ana Tamen, «a peça é como um tríptico de Bosch,
com uma visão do mundo em que cada cena representa
um lado sombrio do ser humano, da gula à luxúria, à inve-
ja».
Quarto da quimera
E em Dias a Fio, fica claro que o sonho virou pesadelo: «As
pessoas ficaram subjugadas ao desejo de ter a casa que
agora não conseguem pagar.»
Quarto da maldade
Não é por acaso que a agente imobiliária Palmira se orgu-
lha de atirar a patroa escada abaixo. «Caiu, como previs-
to», diz. Nem pestaneja.
Quarto da solidão
A peça pretende mostrar «o que é monstruoso na socieda-
de contemporânea e nas relações entre as pessoas, cada
vez mais afastadas uma das outras e submersas em soli-
dão», diz a autora.
Família à mesa
Uma mãe que tem medo de raiar o filho, um filho que igno-
ra um presente da mãe, um pai alienado pela televisão.
Sinal dos tempos, pois.
Quarto do anjo
– Personificada por Márcia, um autêntico anjo, mas tam-
bém por Homero, um sem abrigo erudito que tem uma
solução para a fome no mundo.
Até ao sótão
Sótãos exíguos «onde só cabem sonhos pequenos». Para os
alcançar, é preciso subir, subir, subir. Mas já se sabe: a
queda é inevitável.
72
PROPOSTAS DE CORREÇÃO DE ALGUMAS 
ATIVIDADES DO MANUAL – ANÁLISE
Página 44 do Manual – Análise do Poema Figurativo
– O Menino de sua Mãe
O poema O Menino de sua Mãe foi inspirado, segundo
Fernando Pessoa, numa litografia que observou numa
pensão, onde, uma vez, jantou com um amigo. É considera-
do uma obra-prima de visualidade poética e de impressio-
nante intensidade dramática.
O poeta presentificou o objeto, criando no leitor a ilu-
são de que descreve a litografia como se a tivesse diante
dos olhos.
O eu poético detém-se em pormenores impressionis-
tas: a farda raiada de sangue, do jovem soldado morto, o
seu olhar sem vida, a cigarreira, o lenço branco. O leitor
tem a impressão de estar perante o «original» que todavia
é a representação de uma cena real ou imaginada.
O poeta descreve a cena, como se o seu olhar fosse
uma câmara de filmar. São vários os enquadramentos: pri-
meiro o lugar da «ação» – local de abandono e desolação,
longínquo da mãe e da pátria do jovem soldado morto que,
a pouco e pouco, arrefece e que, em breve, entrará em
decomposição; depois numa aproximação e em grande
plano, veem-se os buracos que as balas fizeram no corpo
do jovem combatente, provocando-lhe a morte.
Seguidamente, num processo de linguagem fílmica, a
«câmara» foca o sangue que mancha a farda e os braços
estendidos, vazios de vida, presentificando no leitor-espe-
tador a ideia da morte. A cor branca da pele, o cabelo
louro, o olhar parado a fitar «os céus perdidos» remetem
para as relações iniciais de afastamento da terra natal,
dos entes queridos, do abandono a que foi votado em ter-
ras distantes, onde foi defender o Império e ainda a sua
perdição total e irremediável – a morte. A «câmara» desce
e focaliza os objetos pessoais – a «cigarreira breve», o
«lenço branco»; objetos de forte carga afetiva, símbolos de
um corte dramático num ciclo de vida (a adolescência deu
lugar à vida adulta), tão abruptamente interrompido.
Ora, a magistral arte criadora do poeta reside na his-
tória (tempo passado) do «menino de sua mãe», no que se
passava lá longe no seu lar, pois que a litografia contava
tão-somente a desgraça que aniquilara o jovem herói que
morrera num campo de batalha.
O poema revela um equilíbrio perfeito entre o descriti-
vo e o narrativo, observando-se o presente (que se justifica
pela descrição de uma litografia cuja centralidade é ocu-
pada por um herói já morto, mergulhado na intemporali-
dade) e o pretérito, tempo exigido pela narração.
Uma leitura simbólica poderia reenviar o leitor para a
experiência dramática do poeta ao passar da sua infância-
adolescência para a vida adulta. Estaria Fernando Pessoa
(que perdera a mãe há tão pouco tempo) a projetar-se no
jovem soldado morto, chorando sobre si mesmo, sobre o
«menino de sua Mãe» que irremediavelmente «jazia»
morto?
Tópicos para uma análise interpretativa do poema:
• Caracterização e autoavaliação de Eu lírico,relativa-
mente ao presente e ao passado:
– ilustração das afirmações com exemplos textuais;
– sentimentos dominantes.
• Descrição do espaço-ambiente onde o Eu se situa,
sua relação com os estados de espírito
• Explicitação do sentido dos versos 3 e 4 – «E eu vou
buscar, ao ópio que consola / Um Oriente ao oriente
do Oriente»; versos 39 e 40 – «Moro no rés-do-chão
do pensamento/ E ver passar a Vida faz-me tédio»;
80 e 83 – «Nunca fiz mais do que fumar a vida».
• Apreciação do estilo confessional (diferentes regis-
tos de língua; plurissignificação vocabular; figuras
de estilo, sua expressividade).
Página 85 do Manual – Tópicos para uma análise interpretativa do poema
73
No cubículo
Ao lado
Outrora – Passado Presente 
O tic-tac estalado das máquinas 
de escrever – acompanhamento
banalmente sinistro
Traço o plano
Firmo o projeto
Sozinho Isolado Remoto
«Neste momento, pela náusea,»
EU — engenheiro
INFÂNCIA
Castelos, cavaleiros, ilustrações,
paisagens do Norte (neve),
palmares do Sul (verdes)
Eu/Outro verdadeiro
Sonhada em criança e em adulto
Há só ilustrações de infância,
livros coloridos, páginas de cores 
«vivemos»
Vida Verdadeira — «Na outra» Vida
VIDA ADULTA
Náusea, abjeção, sono
Eu -engenheiro
Vivenciada com os outros, prática e útil;
«acabam por nos meter num caixão»
«morremos»
INFELICIDADE
Vida Falsa — «Nesta» Vida
Página 100 do Manual – Proposta de Orientação de leitura e Funcionamento da Língua
1. Observa atentamente o seguinte esquema:
1.1 Interpreta os elementos constituintes do esquema.
1.2 Escreve uma frase, sintetizando as ideias fundamentais do poema.
Funcionamento da Língua
1. Classifica as frases iniciadas por «Que» (vv. 6 a 8). Justifica a sua utilização.
2. Faz o levantamento das formas verbais privilegiadas no poema.
2.1 Retira conclusões, relacionando-as com o conteúdo.
3. Classifica as orações:
a) «quando fui outro» (v. 9) 
b) «Que é a prática, a útil, / Aquela» (vv. 21 e 22) 
c) «Nesta morremos» (v. 27) 
d) «Mas ao lado, acompanhamento banalmente sinistro, / Ergue a voz o tic-tac estalado das máquinas de
escrever» (vv. 30 e 31).
3.1 Analisa sintaticamente os elementos constituintes da última oração - d).
74
O homem mais sábio que conheci em toda a minha
vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada,
quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras
de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo,
levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade
se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os
meus avós maternos, da pequena criação de porcos que,
depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia.
Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo.
Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses
avós, e eram analfabetos um e outro. No inverno, quando o
frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros
gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros
mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das
mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animai-
zinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte
certa. Ainda que fossem gente de bom caráter, não era por
primores de alma compassiva que os dois velhos assim
procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos
nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a natu-
ralidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pen-
sar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este
meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei
muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha
para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande
roda de ferro que acionava a bomba, fiz subir a água do
poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes,
às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha
avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal
e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois
haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes,
em noites quentes de verão, depois da ceia, meu avô me
disse: «José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figuei-
ra». Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente
por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre,
era, para todas as pessoas da casa, a figueira. Mais ou
menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos
anos depois viria a conhecer e a saber o que significava...
No meio da paz noturna, entre os ramos altos da árvore,
uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia -
-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direção, tal
como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, sur-
gia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de
Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia.
Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as
histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas,
aparições, assombros, episódios singulares, mortes anti-
gas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados,
um incansável rumor de memórias que me mantinha des-
perto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava.
Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de
que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para
não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavel-
mente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calcu-
ladamente metia no relato: «E depois?». Talvez repetisse
as histórias para si próprio, quer fosse para não as esque-
cer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas.
Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem
será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô
Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando,
à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me desper-
tava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os
seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me,
dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre des-
calço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao
cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra
onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha
avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma
grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava -
-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau
sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tran-
quilizava: «Não faças caso, em sonhos não há firmeza».
Pensava então que a minha avó, embora fosse também
uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu
avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o
neto José, era capaz de pôr o universo em movimento ape-
Página 271 do Manual – Discurso de José Saramago na entrega do Prémio Nobel
Página 176 do Manual – Proposta de correção de Orientação de leitura
4. O sujeito poético apresenta, pessoalmente, o testemunho do herói mítico, o rei D. Sebastião.
5. Utilização de frases curtas, vocabulário sugestivo, aparência espetral.
O discurso perante a Real Academia Sueca
De como a Personagem Foi Mestre e o Autor Seu Aprendiz
75
nas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando
o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem
feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também
acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar
que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre
casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores
e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas pala-
vras: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de mor-
rer». Não disse medo de morrer, disse pena de morrer,
como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha
sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a rece-
ber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a
consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de
uma casa como não creio que tenha havido alguma outra
no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com
porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que
tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito,
gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de
histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi
despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma,
abraçando-se a elas e chorando porquesabia que não as
tornaria a ver.
Muitos anos depois, escrevendo pela primeira vez
sobre este meu avô Jerónimo e esta minha avó Josefa (fal-
tou-me dizer que ela tinha sido, no dizer de quantos a
conheceram quando rapariga, de uma formosura invul-
gar), tive consciência de que estava a transformar as pes-
soas comuns que eles haviam sido em personagens
literárias e que essa era, provavelmente, a maneira de não
os esquecer, desenhando e tornando a desenhar os seus
rostos com o lápis sempre cambiante da recordação, colo-
rindo e iluminando a monotonia de um quotidiano baço e
sem horizontes, como quem vai recriando, por cima do ins-
tável mapa da memória, a irrealidade sobrenatural do país
em que decidiu passar a viver. A mesma atitude de espírito
que, depois de haver evocado a fascinante e enigmática
figura de um certo bisavô berbere, me levaria a descrever
mais ou menos nestes termos um velho retrato (hoje já
com quase oitenta anos) onde os meus pais aparecem:
«Estão os dois de pé, belos e jovens, de frente para o fotó-
grafo, mostrando no rosto uma expressão de solene gravi-
dade que é talvez temor diante da câmara, no instante em
que a objetiva vai fixar, de um e de outro, a imagem que
nunca mais tornarão a ter, porque o dia seguinte será
implacavelmente outro dia... Minha mãe apoia o cotovelo
direito numa alta coluna e segura na mão esquerda, caída
ao longo do corpo, uma flor. Meu pai passa o braço por trás
das costas de minha mãe e a sua mão calosa aparece
sobre o ombro dela como uma asa. Ambos pisam acanha-
dos um tapete de ramagens. A tela que serve de fundo
postiço ao retrato mostra umas difusas e incongruentes
arquiteturas neoclássicas». E terminava: «Um dia tinha de
chegar em que contaria estas coisas. Nada disto tem
importância, a não ser para mim. Um avô berbere, vindo do
Norte de África, um outro avô pastor de porcos, uma avó
maravilhosamente bela, uns pais graves e formosos, uma
flor num retrato – que outra genealogia pode importar -
-me? a que melhor árvore me encontraria?»
Escrevi estas palavras há quase trinta anos, sem outra
intenção que não fosse reconstituir e registar instantes da
vida das pessoas que me geraram e que mais perto de mim
estiveram, pensando que nada mais precisaria de explicar
para que se soubesse de onde venho e de que materiais se
fez a pessoa que comecei por ser e esta em que pouco a
pouco me vim tornando. Afinal, estava enganado, a biolo-
gia não determina tudo, e, quanto à genética, muito miste-
riosos deverão ter sido os seus caminhos para terem dado
uma volta tão larga... À minha árvore genealógica (perdoe -
-se-me a presunção de a designar assim, sendo tão min-
guada a substância da sua seiva) não faltavam apenas
alguns daqueles ramos que o tempo e os sucessivos
encontros da vida vão fazendo romper do tronco central,
também lhe faltava quem ajudasse as suas raízes a pene-
trar até às camadas subterrâneas mais fundas, quem apu-
rasse a consistência e o sabor dos seus frutos, quem
ampliasse e robustecesse a sua copa para fazer dela abri-
go de aves migrantes e amparo de ninhos. Ao pintar os
meus pais e os meus avós com tintas de literatura, trans-
formando-os, de simples pessoas de carne e osso que
haviam sido, em personagens novamente e de outro modo
construtoras da minha vida, estava, sem o perceber, a tra-
çar o caminho por onde as personagens que viesse a inven-
tar, as outras, as efetivamente literárias, iriam fabricar e
trazer-me os materiais e as ferramentas que, finalmente,
no bom e no menos bom, no bastante e no insuficiente, no
ganho e no perdido, naquilo que é defeito mas também
naquilo que é excesso, acabariam por fazer de mim a pes-
soa em que hoje me reconheço: criador dessas persona-
gens, mas, ao mesmo tempo, criatura delas. Em certo
sentido poder-se-á mesmo dizer que, letra a letra, palavra
a palavra, página a página, livro a livro, tenho vindo, suces-
sivamente, a implantar no homem que fui as personagens
que criei. Creio que, sem elas, não seria a pessoa que hoje
sou, sem elas talvez a minha vida não tivesse logrado ser
mais do que um esboço impreciso, uma promessa como
tantas outras que de promessa não conseguiram passar, a
existência de alguém que talvez pudesse ter sido e afinal
não tinha chegado a ser.
[…] Aproximam-se agora um homem que deixou a mão
esquerda na guerra e uma mulher que veio ao mundo com
o misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pes-
soas. Ele chama-se Baltasar Mateus e tem a alcunha de
76
Sete-Sóis, a ela conhecem-na pelo nome Blimunda, e tam-
bém pelo apodo de Sete-Luas que lhe foi acrescentado
depois, porque está escrito que onde haja um sol terá de
haver uma lua, e que só a presença conjunta e harmoniosa
de um e do outro tornará habitável, pelo amor, a terra.
Aproxima-se também um padre jesuíta chamado
Bartolomeu que inventou uma máquina capaz de subir ao
céu e voar sem outro combustível que não seja a vontade
humana, essa que, segundo se vem dizendo, tudo pode,
mas que não pôde, ou não soube, ou não quis, até hoje, ser
o sol e a lua da simples bondade ou do ainda mais simples
respeito. São três loucos portugueses do século XVIII, num
tempo e num país onde floresceram as superstições e as
fogueiras da Inquisição, onde a vaidade e a megalomania
de um rei fizeram erguer um convento, um palácio e uma
basílica que haveriam de assombrar o mundo exterior, no
caso pouco provável de esse mundo ter olhos bastantes
para ver Portugal, tal como sabemos que os tinha
Blimunda para ver o que escondido estava... E também se
aproxima uma multidão de milhares e milhares de
homens com as mãos sujas e calosas, com o corpo exausto
de haver levantado, durante anos a fio, pedra a pedra, os
muros implacáveis do convento, as salas enormes do palá-
cio, as colunas e as pilastras, as aéreas torres sineiras, a
cúpula da basílica suspensa sobre o vazio. Os sons que
estamos a ouvir são do cravo de Domenico Scarlatti, que
não sabe se deve rir ou chorar... Esta é a história de
Memorial do Convento, um livro em que o aprendiz de
autor, graças ao que lhe vinha sendo ensinado desde o
antigo tempo dos seus avós Jerónimo e Josefa, já conse-
guiu escrever palavras como estas, donde não está ausen-
te alguma poesia: «Além da conversa das mulheres, são os
sonhos que seguram o mundo na sua órbita. Mas são tam-
bém os sonhos que lhe fazem uma coroa de luas, por isso o
céu é o resplendor que há dentro da cabeça dos homens,
se não é a cabeça dos homens o próprio e único céu». Que
assim seja. […]
Termino. A voz que leu estas páginas quis ser o eco das
vozes conjuntas das minhas personagens. Não tenho, a
bem dizer, mais voz que a voz que elas tiverem. Perdoai -
-me se vos pareceu pouco isto que para mim é tudo.
José Saramago, Estocolmo, 7 de Outubro de 1998,
in http://www.citi.pt/cultura/literatura/romance/saramago
77
LEITURA DE IMAGEM
Percurso para a leitura de imagem
1. Perceção da imagem através dos sentidos.
Identificação do tema ou motivo e do suporte da imagem.
2. Captação de enquadramento, planos, setores, cromatismos, contrastes (luz/sombra), texturas e outros
constituintes. 
3. Descrição simples dos elementos constituintes.
Apreciação interpretativa – subjetiva, múltipla, sujeita a variados olhares e sensibilidades.
Algumas funções das imagens Exemplos
Informativa Fotografias que ilustram notícias ou reportagens
Explicativa Imagens que ilustram textos científicos
Argumentativa Imagens de anúncios publicitários
Crítica Cartoon, desenho humorístico
Estética Pintura, escultura
Simbólica Bandeiras, brasões, logótipos 
78
* Nota: A observação deste aspeto tem de ter em conta a especificação e a adequação da temática a apresentar e/ou a desenvolver.
Muito fraco Fraco Razoável Bom Muito bom
Domínio da temática
Conteúdo
Sequencialização
lógica das ideias 
Clareza 
Rigor
Capacidade
argumentativa*
Processos discursivos
adequados 
Criatividade
Expressão
linguística
Riqueza vocabular
Propriedade vocabular
Estrutura sintática
Encadeamento frásico
Expressividade
linguística
Fluência
Interação
discursivaPertinência das
intervenções
Entoação apropriada
Autodomínio
Disciplina
Expressão corporal
adequada
GRELHA DE OBSERVAÇÃO DA EXPRESSÃO ORAL
79
FICHA DE VISIONAMENTO DE UM DOCUMENTO VÍDEO
Título: ____________________________________________________________________________________
Tema: _____________________________________________ Subtemas: _____________________________
I – Conteúdo: identificação, descrição e caracterização
1. Os agentes (intervenientes / participantes)
Sexo Masculino Feminino 
Idade Crianças Adolescentes Adultos 
2. As ações dos agentes (discriminadas, através de verbos no infinitivo) ________________________________________
_________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Os espaços
Litoral Interior Urbano Rural Aberto Fechado Outro(s)
II – Elementos constituintes do vídeo
1. Imagem
• Observação da(s) imagem(ns)
Fixa(s) Em movimento Fixa(s) e em movimento 
• Função do cromatismo (cores presentes)
Representar a realidade Transfigurar a realidade Representar e transfigurar a realidade 
• Elemento dominante
Natural (paisagem) Humano * Outro 
• Planos apresentados
Geral De pormenor Geral e de pormenor *Outro(s) 
• Objetivo(s) da(s) imagem(ns)
Captar o real Ensinar Divertir Sensibilizar Exprimir e/ou despertar sentimentos 
2. Som
• Caracterização do(s) som(ns)
Natural Exterior Natural e exterior Música de fundo (banda sonora) 
• Banda(s) sonora(s)
Adequada Inadequada 
• Presença de voz off
Texto informativo Texto declamado *Outro(s) 
III – Apreciação crítica
Considero / Não considero pertinente o visionamento do vídeo, no âmbito da aprendizagem do conteúdo
____________________ , pelas seguintes razões (enunciar três): _______________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
* Nota: Esta opção deve ser sempre especificada.
80
CINE-FICHA (APRECIAÇÃO DE FILMES)
Nome do aluno: _________________________________________________________________________________________________________________
N.°: ____________ Ano: ____________ Turma: ____________
Título: ____________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Realizador: ______________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Argumentista: __________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Atores principais: _____________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Atores secundários: __________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Contextualização histórica, política e social: ______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Espaço(s) da ação: ____________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Breve resumo: __________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Aspetos que mais apreciei: __________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Aspetos que menos apreciei: _______________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Balanço crítico: _________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
GUIÃO DE OBSERVAÇÃO/AUDIÇÃO DE UMA REPORTAGEM
Título da reportagem: _________________________________________________________________________________________________________
Nome do(s) jornalista(s): ______________________________________________________________________________________________________
Nome do(s) técnico(s) de imagem e/ou som: _____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Local e hora da cobertura do acontecimento: ____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Acontecimento-objeto da reportagem: ___________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Resumo dos factos ocorridos: ________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Intervenção de testemunhos: ________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Apreciações subjetivas do jornalista: ___________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
Linguagem utilizada: _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
A tua opinião sobre o que viste e ouviste: ______________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________
(Data) , de de 201
Assinatura
81
82
GUIÃO DE ATIVIDADE DE DEBATE
Objetivos: 
• problematizar temáticas;
• formular juízos críticos / argumentar;
• enriquecer os conhecimentos;
• refletir sobre opiniões diversas;
• sintetizar ideias.
Ação preliminar:
1.° Escolher o tema:
• refletir sobre o interesse e a pertinência do tema em discussão;
• preparar, investigando, o conteúdo teórico subjacente ao tema-fonte;
• apetrechar-se de opiniões sobre o assunto para poder intervir;
• estruturar a argumentação, validando a sua intervenção.
2.° Selecionar um moderador, dois secretários e dois observadores.
3.° Refletir sobre a forma de constituir grupos que defendam posições diferentes face ao tema:
• na sala de aula: dividir os alunos em dois grupos de posições distintas;
• ao nível da escola: convidar outras turmas para fazerem intervenções pertinentes, geradoras de dina-
mismo no debate.
Dinâmica do debate:
Nota: O moderador deve atuar de modo imparcial e rigoroso.
Funções do moderador Funções dos secretários
• esclarecer de forma sucinta a temática a ser discutida;
• iniciar o debate;
• dar a palavra aos intervenientes, seguindo a ordem 
dos registos apontados pelos observadores;
• fazer o ponto da situação, através de pequenas 
sínteses parcelares;
• clarificar ideias;
• evitar o ataque pessoal e a agressividade;
• apresentar as conclusões.
• registar o nome dos que desejam intervir, segundo 
a ordem do pedido da palavra;
• fazer o relato do debate.
MODELO DE RELATÓRIO DE VISITA DE ESTUDO
Visita de estudo realizada no âmbito da(s) disciplinas(s) de: __________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
Local: _________________________________________________________________________________________________ Data: _______ / _______ / ______ 
Objetivo(s): _____________________________________________________________________________________________________________________________
Material de apoio: _____________________________________________________________________________________________________________________
Organizador(es): _______________________________________________________________________________________________________________________
Data do relatório: ______________________________________________________________________________________________________________________
SUMÁRIO (sob a forma de índice): 
• Diferentes momentos da visita: _________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
• Locais visitados: ______________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
INTRODUÇÃO: 
• Temática da visita: __________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
• Conteúdos programáticos abrangidos: _________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________
Escola: ________________________________________ ___ ___ _ ___ _____ ___________________________ ___ _______________ _ ___ ______ ___ ___ ______ ______
Aluno(s) autor(es) do relatório:
Nome: ____________________________________________________________ ____ ___ ___ ___ _________ ________ N.º: ___________ Turma: ___________
Nome: ____________________________________________________________ ____ ___ ___ ___ _________ ________ N.º: ___________ Turma: ___________
Nome: ____________________________________________________________ ____ ___ ___ ___ _________ ________ N.º: ___________ Turma: ___________
83
84
PARTE CENTRAL:
• Apresentação dos factos ocorridos e seu enquadramento geográfico, histórico e sóciocultural: 
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
• Circunstâncias em que decorreu a visita: ______________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
• O que mais apreciaram e porquê: ________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
• O que menos apreciaram e porquê: _____________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
• Cumprimento / Incumprimento dos objetivos da visita e suas causas: ________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
• Formulação de propostas para valorizar futuras visitas: ___________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
CONCLUSÃO:
• Balanço sintético dos conhecimentos adquiridos: ___________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
• Importância da visita em termos de relações humanas (atitudes e comportamentos dos elementos do
grupo; enriquecimento resultante da interação dos participantes na visita): ________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________________
85
CONTRATO DE LEITURA
«No contrato de leitura cabe a ambas as partes – professor e aluno – estabelecer as regras fundamentais para
a gestão da leitura individual, procurando fatores de motivação para que esta aconteça. Para além da leitura indi-
vidual, o contrato pode estipular a agregação por pequenos grupos de alunos que manifestem interesse por um
mesmo texto. O professor deve constituir-se como entidade facilitadora de práticas de leitura, oferecendo aos
alunos a possibilidade de encontro com textos interessantes e motivadores, procurando, contudo, suscitar res-
postas por parte dos leitores durante e após a leitura desses textos. Estas respostas poderão traduzir-se, por
exemplo, nas seguintes atividades: apresentação oral dos textos lidos à turma, elaboração de fichas de leitura e
fichas biobibliográficas de autores, bases de dados de personagens, propostas de temas para debates em aula,
elaboração de ficheiros temáticos.»
Programa de Português, Departamento de Ensino Secundário, Ministério da Educação, 2001
Modelo de Contrato de Leitura
Entre o primeiro contraente _______________________________________ (nome), Professor(a) de Português, e o segundo
contraente ________________________________________________________________ (nome), aluno(a) n.o_______________, da turma
___________________ do 12.o ano de escolaridade, estabelece-se o presente Contrato de Leitura, acordando-se as
seguintes cláusulas:
1.o O primeiro contraente coordena as atividades desenvolvidas no âmbito deste contrato.
2.o O segundo contraente compromete-se a ler um livro, por mês / por período letivo.
3.o O segundo contraente compromete-se a preencher a Ficha de Leitura, criada para o efeito.
4.o O primeiro contraente observa criticamente o trabalho do segundo contraente com o objetivo de
apoiar a prática de leitura.
5.o O segundo contraente apresenta a sua autoavaliação, no final de cada trimestre, respeitante às suas
atividades no âmbito deste contrato.
6.o O primeiro contraente avalia qualitativamente a atividade realizada pelo segundo contraente.
7.o Se, por motivos imputáveis ao segundo contraente, não forem cumpridas as cláusulas 2.a, 3.a e 5.a,
poderão ser redigidas cláusulas de salvaguarda, apresentadas pelo primeiro contraente.
8.o Este contrato foi feito em duplicado e vai ser assinado pelos contraentes, destinando-se um exemplar
ao(à) professor(a) de Português e outro ao(à) aluno(a).
(Local e data) _______________________ , _____ de ___________________ de 201___
O(A) professor(a) de Português
____________________________________
O(A) aluno(a)
____________________________________
86
Escola Secundária ___________________________________________________________________________________________________________________
Nome: _______________________________________________________________________________________________ N.o: __________ Turma: __________
Título da obra: ________________________________________________________________________________________________________________________
Tempo de leitura: ___________________________________________ Local de leitura: ___________________________________________________
I • O autor
Nome: ______________________________________________________________________________________________________________________________
Referência bibliográfica: _______________________________________________________________________________________________________
Dados biográficos
Nascimento: ______________________________________________ (data) _______________________________________________________ (local)
Morte: ______________________________________________________ (data) _______________________________________________________ (local)
Ocupações: _______________________________________________________________________________________________________________________
Outras obras: _____________________________________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________________________________________________
II • A obra
1. Elementos presentes:
a) na capa: ____________________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________
b) na contracapa: ____________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________
c) na lombada: _______________________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________________________________________
2. Título: ___________________________________________________________________________________________________________________________
Apreciação: ___________________________________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________________________________________________
3. a) Índice: Presente 
 Ausente 
b) Prefácio: Presente – escrito pelo autor 
– escrito por alguém conhecedor da obra 
 Ausentec) Posfácio: Presente 
 Ausente 
d) Nota(s) 
de rodapé: Presente(s) 
 Ausente(s) 
e) Glossário: Presente 
 Ausente 
MODELO DE FICHA DE LEITURA
4. Estrutura:
Caracterização da estrutura externa: _______________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
Síntese de:: _____________________________________________________________________________________________________________________
Introdução: _____________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
Desenvolvimento: ___________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
Conclusão: __________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
5. Opinião justificada do(a) leitor(a):
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________________________________________
87
88
«Quanto à expressão escrita, pretende-se que seja instituída uma oficina de escrita, em que sejam trabalhadas
as tipologias textuais previstas, a partir das quais se desenvolverão as competências naturalmente envolvidas
neste tipo de atividade. Propõe-se que esta oficina seja entendida como um trabalho laboratorial, constituindo
um espaço curricular em que a aprendizagem e a sistematização de conhecimentos sobre a língua e os seus usos
se inscrevem como componentes privilegiadas.
Ao caráter complexo que esta competência envolve, causa possível de muitas dificuldades, acrescenta-se o
facto de a escrita, como atividade transversal ao curriculum, desempenhar também uma função relevante na ati-
vação de processos cognitivos, facilitando toda a aprendizagem. É, pois, necessário promover, nas aulas de
Português, uma oficina de escrita que integre a reflexão sobre a língua e que, em interação com as outras compe-
tências nucleares, favoreça, numa progressão diferenciada, a produção, o alargamento, a redução e a transfor-
mação do texto, bem como uma gestão pedagógica do erro.
A prática da oficina de escrita visa possibilitar a interação e a interajuda, permitindo ao professor um acompa-
nhamento individualizado dos alunos, agindo sobre as suas dificuldades, assessorando o seu trabalho de um
modo planificado e sistemático. A oficina de escrita implica um papel ativo por parte de professores e alunos que,
através do diálogo e da reflexão sobre o funcionamento da língua, se empenham num processo de reescrita contí-
nua, tendente ao aperfeiçoamento textual e ao reforço da consciência crítica.»
Programa de Português, Departamento de Ensino Secundário, Ministério da Educação, 2001
A OFICINA DE ESCRITA
89
«(...) o aluno, sob orientação do professor, organiza um portefólio de avaliação, que deverá incluir um conjunto
variado de trabalhos datados e comentados. Entre esses elementos deverão constar relatórios, textos escritos,
registos áudio, vídeo e outro software, trabalhos de pesquisa, comentários de texto, fichas de leitura, trabalhos rea-
lizados fora da sala de aula, listas de verificação, escalas de classificação, grelhas de observação, grelhas de auto e
coavaliação, testes e outros. Estes deverão constituir uma amostra significativa do seu trabalho, fornecendo uma
visão dos seus esforços, dos seus progressos e do seu desempenho ao longo de um determinado período de tempo.»
Programa de Português, Departamento de Ensino Secundário, Ministério da Educação, 2001
Proposta de organização de portefólio
O portefólio é um conjunto de trabalhos, realizados pelo aluno, representativos do seu esforço e da sua evolução
em determinado período de tempo estipulado pelo professor ou acordado entre o docente e os discentes. O porte-
fólio de aprendizagens é um instrumento dinâmico que permite ao aluno refletir sobre os seus desempenhos,
melhorando-os, reformulando-os, segundo a orientação metodológica do professor, detetadas as dificuldades e
propostas as estratégias de recuperação.
O portefólio é um procedimento de avaliação que permite aos alunos envolverem-se na formulação dos objeti-
vos e estratégias da sua aprendizagem e avaliar o seu progresso. Eles são, portanto, participantes ativos da ava-
liação, podendo selecionar todas ou apenas as melhores amostras de seu trabalho para incluir no Portefólio.
Estrutura
1. Identificação (capa): Escola, nome do aluno, número, turma, ano de escolaridade,período (letivo ou de
tempo estipulado), ano letivo, título.
2. Índice
3. Tipologia textual em estudo
3.1 Textos trabalhados na aula (escritos/icónicos)
3.2 Pesquisas do aluno
3.3 Trabalhos relativos à compreensão e expressão oral
3.4 Exercícios de escrita
3.5 Exercícios de Funcionamento da Língua
3.6 Correção/reescrita dos trabalhos
3.7 Reflexão sobre as aprendizagens
3.8 Recuperação de saberes: fichas do Caderno de Atividades/Atividades da Aula Digital/Fichas
Formativas
A ORGANIZAÇÃO DO PORTEFÓLIO SEGUNDO 
O PROGRAMA
90
4. Fichas de avaliação 
4.1 Enunciado
4.2 Prova de avaliação
4.3 Correção da prova
4.4 Reflexão sobre a prova
5. Intervenções orais formais
5.1 Registos
5.2 Reformulações
6. Memória descritiva
7. Avaliação
7.1 Ficha de autoavaliação
7.2 Ficha de heteroavaliação
Nota: Os trabalhos devem ser datados, de modo a que os alunos possam verificar a evolução da sua aprendizagem.
91
O DICIONÁRIO TERMINOLÓGICO E O PROGRAMA 
DE SECUNDÁRIO
O Programa de Português para o Ensino Secundário,
homologado em 2001 para o 10.o ano e em 2002 para o 11.o e
12.o anos, surge numa altura em que a Terminologia
Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS)
ainda não ocupava páginas de jornais ou a blogosfera. A sua
experiência pedagógica, oficializada em 2004 para todos os
níveis de ensino, foi suspensa em 2007, apenas no Ensino
Básico, mantendo-se em vigor no Ensino Secundário.
Esta manutenção, porém, tem levantado dúvidas e criado
problemas. Se, por um lado, os professores assumem a novi-
dade quando utilizam termos, por exemplo, dos domínios da
Pragmática e da Linguística Textual, o mesmo não tem vindo
a acontecer nas áreas tradicionalmente abordadas no ensino
da gramática, como a Morfologia, as Classes de Palavras ou a
Sintaxe, em que frequentemente a opção recai sobre a
«velha» terminologia. Para além da rutura clara entre o
Ensino Básico e Secundário, que será resolvida com a entra-
da em vigor do novo Programa de Português para o Ensino
Básico, os professores do Ensino Secundário encontram-se,
agora, perante outro problema: o Dicionário Terminológico
(DT), resultante da revisão da TLEBS, é, atualmente, o refe-
rencial a ter em conta no ensino da gramática. É, por isso,
fundamental, reler o programa do Ensino Secundário à luz
deste novo referencial e «atualizar» a TLEBS. 
Nas próximas páginas propõe-se uma articulação entre
os termos utilizados nos conteúdos declarativos de Funcio -
namento da Língua – previsíveis e potenciais – do Programa
de Português do 10.o ano e as entradas do Dicionário
Terminológico, disponível em http://dt.dgidc.min-edu.pt/.
A partir dos resultados da experiência pedagógica da
TLEBS e de relatórios e pareceres elaborados por especialis-
tas, a lista de termos que esteve na base da elaboração do
programa do Ensino Secundário sofreu uma redução signifi-
cativa. O DT, resultante da revisão da TLEBS levada a cabo
pelos professores doutores João Costa e Vítor Aguiar e Silva,
por um lado, eliminou termos redundantes, inadequados ou
pouco relevantes; por outro lado, acrescentou termos nos
domínios da análise do discurso e da retórica. 
Hierarquia dos Termos
A. LÍNGUA, COMUNIDADE LINGUÍSTICA,
VARIAÇÃO E MUDANÇA
A.1. Língua e comunidade linguística
A.2. Variação e normalização linguística
A.3. Contacto de línguas
A.4. Mudança linguística
B. LINGUÍSTICA DESCRITIVA
B.1. Fonética e fonologia
B.2. Morfologia
B.3. Classes de palavras
B.4. Sintaxe
B.5. Lexicologia
B.6. Semântica
C. ANÁLISE DO DISCURSO, RETÓRICA, 
PRAGMÁTICA E LINGUÍSTICA TEXTUAL
C.1. Análise do discurso e áreas disciplinares correla-
tas
D. LEXICOGRAFIA
D.1. Obras lexicográficas
D.2. Informação lexicográfica
E. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA
E.1. Grafia
E.2. Pontuação e sinais auxiliares de escrita
E.3. Configuração gráfica
E.4. Convenções e regras para a representação gráfica
E.5. Relações entre palavras escritas e entre grafia e
fonia
O Dicionário Terminológico e o Programa de Português do Ensino
Secundário
Domínios do Dicionário Terminológico
92
Programa Dicionário Terminológico
Língua, comunidade linguística,
variação e mudança
– Língua e falante
• Competência linguística
• Competência metalinguística
• Competência comunicativa
• Competência textual
– Variação e normalização linguística
• Variedades do português
A. Língua, comunidade linguística, variação e mudança
A.1.1. Comunidade e falante:
• Competência linguística
• Competência metalinguística
• C.1.1. Competência discursiva
A.2. Variação e normalização linguística
• A.2.1. Variação: variedades do português
Programa Dicionário Terminológico
Fonologia
– Nível prosódico:
• Propriedades prosódicas: altura, duração, intensidade
• Constituintes prosódicos
– Frase fonológica
– Entoação: declarativa; interrogativa; imperativa;
exclamativa; persuasiva
– Pausa (silenciosa; preenchida)
– Processos fonológicos:
• Inserção, supressão e alteração de segmentos
B.1. Fonética e fonologia:
B.1.2. Prosódia/Nível prosódico
B.1.2.1 Características acústicas: tom, duração, intensidade
B.1.2.4. Entoação: declarativa; interrogativa; imperativa;
exclamativa; persuasiva
Pausa: preenchida, silenciosa
B.1.3. Processos fonológicos
• Inserção de segmentos
• Supressão de segmentos
• Alteração de segmentos
Programa Dicionário Terminológico
Semântica lexical:
— Neologia
— Significação lexical
• Polissemia
– Estruturas lexicais: campos lexical e semântico
– Relações entre palavras
• Relações semânticas: hiperonímia e hiponímia
B.5. Lexicologia
B.5.1. Léxico e vocabulário
• Neologismo
B.5.2. Semântica lexical: significação e relações 
semânticas entre palavras
Significação lexical
• Polissemia
B.5.2. Relações semânticas entre palavras
Estrutura lexical
• Campo lexical e campo semântico
B.5.2. Relações semânticas entre palavras
• Relações de hierarquia: hiperonímia e hiponímia
93
Programa Dicionário Terminológico
Semântica frásica
– Expressões nominais
• Valor dos adjetivos: restritivo e não restritivo
• Valor das orações relativas: restritivo e explicativo
• Valores referenciais: expressões definidas e indefinidas:
específico, não específico, genérico
– Valor semântico da estrutura frásica
—Tempo, aspeto e modalidade
– Referência deítica
• Deixis (pessoal, temporal e espacial)
• Anáfora e correferência
B.4. Sintaxe
B.4.2. Funções sintáticas
Funções sintáticas internas ao grupo nominal
• Modificador restritivo
• Modificador apositivo
B.4.4. Articulação entre constituintes e entre frases
Frase complexa – Subordinação
• Oração subordinada adjetiva relativa restritiva
• Oração subordinada adjetiva relativa explicativa
B.6. Semântica
B.6.1. Conteúdo proposicional
• Especificidade
• Genericidade
B.6.1. Conteúdo proposicional
• Referência
• Predicação
• Polaridade
B.6.2. Valor temporal
• Tempo
B.6.3. Valor aspetual
• Aspeto
• Aspeto lexical
• Aspeto gramatical
B.6.4. Valor modal
• Modalidade
C.1.1 Comunicação e interação discursivas
• Deixis
C.1.2. Texto
• Anáfora, correferência não anafórica
94
Programa Dicionário Terminológico
Morfologia B.2. Morfologia
B.2.1 Palavra e constituintes da palavra
B.2.2. Morfologia flexional
Classes de palavras
Sintaxe
– Estruturas das combinações livres de palavras
– Ordem de palavras
– Funções sintáticas
B.3. Classes de palavras
B.3.1. Classe aberta de palavras
• Nome: próprio, comum, coletivo, contável, não-contável
• Verbo
Verbo principal: intransitivo, transitivo direto, transitivo
indireto, transitivo direto e indireto, transitivo-predicativo
Verbo auxiliar
Verbo copulativo
• Adjetivo: relacional, qualificativo, numeral
• Advérbio: de predicado, de frase, conetivo, de negação, de
afirmação, de quantidade e grau, de inclusão e exclusão,
interrogativo, relativo
• Interjeição
B.3.2. Classe fechada de palavras
• Pronome: pessoal, demonstrativo, possessivo, indefinido,
relativo, interrogativo
• Determinante: artigo definido e indefinido, demonstrativo,
possessivo, indefinido, relativo, interrogativo
• Quantificador: universal, existencial, numeral,interrogativo, relativo
• Preposição
• Conjunção: coordenativa, subordinativa
B.4. Sintaxe
B.4.1. Frase e constituintes da frase
B.4.2. Funções sintáticas
Funções sintáticas ao nível da frase:
• Sujeito: simples, composto, nulo – subentendido, indeter-
minado, expletivo
• Predicado
• Modificador
• Vocativo
Funções sintáticas internas ao grupo verbal:
• Complemento direto
• Complemento indireto
• Complemento oblíquo
• Complemento agente da passiva
• Predicativo do sujeito
• Predicativo do complemento direto
• Modificador
Funções sintáticas internas ao grupo nominal:
• Complemento do nome
• Modificador restritivo
• Modificador apositivo
95
Figuras de sintaxe
Neologia
– Onomatopeias
Significação lexical
– Polissemia
– Significado
Relações entre palavras – relações semânticas
– Hiperonímia
– Hiponímia
– Sinonímia
– Antonímia
Funções sintáticas internas ao grupo adjetival:
• Complemento do adjetivo
C.1.3.1 Figuras de retórica e tropos
• Figura de natureza sintática: anáfora, enumeração, 
hipérbato, anacoluto, etc.
B.5. Lexicologia
B.5.1. Léxico e vocabulário
• Neologismo
B.5.3. Processos irregulares de formação de palavras
• Onomatopeia
B.5.2. Semântica lexical: significação e relações 
semânticas entre palavras
Significação lexical: Polissemia
B.6. Semântica
Significado
B.5.2. Semântica lexical: significação e relações semân-
ticas entre palavras
Relações semânticas entre palavras
Relações de hierarquia
Hiperonímia
Hiponímia
Relações de semelhança/oposição:
Sinonímia
Antonímia
Programa Dicionário Terminológico
Pragmática e linguística textual
– Interação discursiva
• Discurso
• Força ilocutória
• Tipologia dos atos ilocutórios: assertivos; diretivos; 
compromissivos; expressivos; declarações; declarações
assertivas
• Atos ilocutórios diretos e indiretos
• Princípios reguladores da interação discursiva (princípio
de cooperação e princípio de cortesia)
– Adequação discursiva: oral e escrito; registos formal e
informal; formas de tratamento
C. Análise do discurso, retórica, pragmática 
e linguística textual
C.1.1. Comunicação e interacção discursivas
• Discurso
• Ato de fala
• Ato de fala direto
• Ato de fala indireto
• Ato ilocutório: assertivo, diretivo, compromissivo, 
expressivo, declarativo
C.1.1.1. Princípios reguladores da interação discursiva
• Cooperação (princípio de)
• Cortesia (princípio de)
C.1.1. Comunicação e interação discursivas
• Oralidade
• Escrita
• Registo formal / informal
• Formas de tratamento
96
Programa Dicionário Terminológico
Lexicografia (dicionário; glossário;
enciclopédia; terminologia; thesaurus)
D. Lexicografia
D.1. Obras lexicográficas
• Dicionário (monolingue, de aprendizagem, de sinónimos,
etimológico, bilingue)
• Glossário
• Enciclopédia
• Terminologia
• Thesaurus
– Reprodução do discurso no discurso
• Modos de relato do discurso
• Verbos introdutores de relato do discurso
– Texto: continuidade; progressão; coesão; coerência
– Tipologia textual
• Protótipos textuais
– Paratextos: título; índice; prefácio; posfácio; nota de
rodapé; bibliografia
—Processos interpretativos inferenciais
• Pressuposição
• Implicitação conversacional
• Figuras: antítese; hipérbole; ironia; metonímia; sinédoque
C.1.1.2. Reprodução do discurso no discurso
• Citação
• Discurso direto
• Discurso direto livre
• Discurso indireto
• Discurso indireto livre
C.1.2. Texto
• Texto / textualidade
• Cotexto
• Macroestruturas textuais
• Microestruturas textuais
• Coesão textual
• Coerência textual
• Progressão temática
• Tipologia textual:
a) textos conversacionais; b) textos narrativos; c) textos
descritivos; d) textos expositivos; e) textos argumentativos;
f) textos instrucionais ou diretivos; g) textos preditivos; 
h) textos literários.
• Sequência textual
• Paratexto
Título, prefácio, posfácio, bibliografia, índices, etc.
C.1.1.3. Processos interpretativos inferenciais
• Pressuposição
• Implicação
• Implicaturas conversacionais
C.1.3. Instrumentos e operações de retórica
C.1.3.1. Figuras de retórica e tropos
• Antítese
• Hipérbole
• Ironia
• Metonímia
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