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Universidade São Judas Tadeu Bioquímica Clínica - Relatório de aula prática Glicemia de Jejum e Pós-Prandial São Paulo 2018 Universidade São Judas Tadeu Bioquímica Clínica - Relatório de aula prática Glicemia de Jejum e Pós-Prandial Turma: BIO3CN - MCA Ingrid Higina - 816117986 Letícia Oliveira - 816124290 Mariana Dutra - 816125510 Nicoly Roberta - 818141199 São Paulo 2018 Introdução A principal fonte de energia para as células é a glicose. Para abastecer essa energia, é necessário a manutenção da glicemia no sangue. O pâncreas produz a insulina, hormônio responsável pelo estímulo da GLUT, que é a proteína carregadora da glicose, transportando-a para dentro das células e reduzindo sua concentração no plasma. Quando há insuficiência na produção de insulina, ou mal funcionamento da mesma, a GLUT não é estimulada a exercer sua função, o que acarreta no aumento de concentração de glicose no plasma e redução de glicose nas células e, consequentemente, falta de energia para elas. A concentração de glicose plasmática se eleva após uma refeição, os valores de referência normais e o nível diagnóstico são definidos em relação ao momento de consumo de alimentos ou consumo de uma quantidade de glicose específica durante um teste oral de tolerância à glicose. Após uma noite de jejum, os valores de glicose abaixo de 100 mg/dL são considerados normais e acima de 126 mg/dL são considerados diabéticos. Um nível de glicose plasmática duas horas pós-prandial é até 140 mg/dL. (Poleana de Almeida, 2010) Os valores de glicose fora do padrão, principalmente em processos crônicos, trazem consequências negativas como degeneração progressiva e falência de órgãos importantes (Pica et al., 2003). A melhor maneira de reduzir as complicações associadas às alterações na glicemia é tentando manter seu nível em concentrações normais (Bush, 2004), e para isso se faz necessário realizar medições da sua quantidade (Pica et al., 2003). Essas medições são feitas através do exame Glicemia de Jejum, onde se a concentração de glicose no plasma estiver acima de 99mg/dL e abaixo de 140 mg/dL, é necessário realizar o exame de Glicemia pós-prandial. Tais exames auxiliam tanto no controle da glicemia, quanto no diagnóstico da diabetes. Objetivo O objetivo foi determinar a glicemia de jejum e pós-prandial na amostra coletada de um individuo. Material e Métodos Foi utilizado o método Glicose Oxidase, onde a oxidação da Glicose é catalisada de acordo com a reação: Glicose + glicose oxidase (enzima) = ácido glucônico + H2O2. Para realizar o primeiro exame de glicemia em jejum, foram utilizados três tubos de ensaio: Tubo 1 Branco Tubo 2 S. Padrão Tubo 3 Amostra Reativo de cor 2mL 2mL 2mL Soro 20µL Solução Padrão 20µL Após as quantidades informadas na tabela acima serem devidamente pipetadas, os tubos foram deixados em banho maria por 5 minutos, a 37°C. Em seguida, as soluções foram levadas ao espectrofotômetro, para leitura da absorbância. Para o segundo exame de glicemia pós-prandial, os procedimentos técnicos realizados foram os mesmos do exame de glicemia em jejum, porém com os seguintes valores pipetados nos tubos: Tubo 1 Branco Tubo 2 S. Padrão Tubo 3 Amostra Reativo de cor 1mL 1mL 1mL Soro 10µL Solução Padrão 10µL Assim como no exame de glicemia em jejum, os tubos de ensaio foram deixados em banho maria, por 5 minutos a 37°C e as soluções foram levadas ao espectrofotômetro para leitura da absorbância. Cálculos e Resultados O resultado para a primeira coleta, onde o doador da amostra estava em jejum, encontraram-se os seguintes valores: Absorbância da Amostra Padrão: 0,537 Absorbância do Teste: 1,456 CONC T = ABS T = 1,456 X 100 = 271 mg/ dL ABS P = 0,537 Tendo como resultado uma concentração de 271 mg/dL de glicose. Como resultado para a segunda coleta, onde o doador da amostra havia se alimentado antes da realização da coleta sanguínea, encontraram-se os seguintes valores: Absorbância da Amostra Padrão: 0,245 Absorbância do Teste: 0,390 CONC T = ABS T = 0,390 X 100 = 159 mg/ dL ABS P = 0,245 Tendo como resultado uma concentração de 159 mg/dL de glicose. Discussão Com base nos cálculos apresentados acima, é possível notar que o paciente apresentou maior concentração de glicose no sangue quando estava em jejum em comparado ao exame pós-prandial, quando o normal seria o contrário. Isso pode ter ocorrido, devido à alta quantidade de glicose ingerida pelo paciente pouco antes da coleta. Com isso, o pâncreas produziu grande quantidade de insulina, permitindo o bom funcionamento da GLUT, e reduzindo a quantidade de glicose no plasma. Contudo, o resultado do exame pós-prandial, apresenta concentração maior de glicemia do que a considerada normal sob tais circunstâncias (menor ou igual a 140 mg/dL). Com o resultado obtido no exame em jejum, não seria necessário que o paciente fizesse o exame de glicemia pós-prandial, visto que o mesmo já indicou que o paciente é diabético, apresentando concentração de glicemia acima do considerado normal de um indivíduo em jejum. Referências bibliográficas PICA, C. Q; MENEZES, J. R; ALBERTAZZI, J. A; CAMIÑA, R. M. Avaliação comparativa de glicosímetros portáteis através de curva glicêmica induzida. In: Congresso Brasileiro de Metrologia, 3, 2003, Recife: Sociedade Brasileira de Metrologia, 1-7. ALMEIDA, POLEANA. Relatório Glicemia < http://www.ebah.com.br/content/ABAAABVIwAA/relatorio-glicemia > STARBEM. Controle de Glicemia < http://www.starbemmais.com.br/StarBem/GuiaStarBem/ControleGlicemia > http://www.ebah.com.br/content/ABAAABVIwAA/relatorio-glicemia http://www.starbemmais.com.br/StarBem/GuiaStarBem/ControleGlicemia LIMA, W. A; GLANER, M. F. Principais fatores de risco relacionados às doenças cardiovasculares. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, 2006.