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sistema nervoso

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Neuroanatomia-	Sistema	Nervoso	–	Ana	Luiza	Azevedo		
1	Ana	Luiza	Azevedo	de	Paula		
			
 NEUANATOMIA 
	
										SISTEMA	NERVOSO		
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	DEFINIÇÃO	
	O	sistema	nervoso	representa	uma	rede	de	comunicações	do	
organismo.	 É	 formado	 por	 um	 conjunto	 de	 órgãos	 do	 corpo	
humano	 que	 possuem	 a	 função	 de	 captar	 as	 mensagens,	
estímulos	do	ambiente,	"interpretá-los"	e	"arquivá-los".	
Consequentemente,	ele	elabora	respostas,	as	quais	podem	ser	
dadas	na	forma	de	movimentos,	sensações	ou	constatações.	
				 	 	 	EMBRIOLOGIA	DO	SISTEMA	NERVOSO		
O	sistema	nervoso	começa	a	sua	 formação	a	partir	da	quarta	
semana	 de	 vida,	 formando	 o	 tubo	 neural.	 Esse	 processo	 é	
denominado	de	neurulação.	
Neurulação	refere-se	ao	processo	de	dobramento	em	embriões	
de	vertebrados,	que	inclui	a	transformação	da	placa	neural	no	
tubo	neural.	O	embrião	nesta	fase	é	denominado	neurula.	
O	processo	começa	quando	o	notocórdio	induz	a	formação	do	
sistema	nervoso	central	(SNC),	sinalizando	a	camada	de	germe	
ectodérmico	acima	dela	para	formar	a	placa	neural	espessa	e	
plana.		
A	 placa	 neural	 se	 dobra	 sobre	 si	mesma	 para	 formar	 o	 tubo	
neural,	que	posteriormente	se	diferenciará	na	medula	espinhal	
e	 no	 cérebro,	 formando	 eventualmente	 o	 sistema	 nervoso	
central.	
Diferentes	 porções	 do	 tubo	 neural	 formam-se	 por	 dois	
processos	 diferentes,	 chamados	 de	 neurulação	 primária	 e	
secundária,	em	diferentes	espécies.	
Posteriormente,	a	placa	neural	sofre	uma	invaginação,	o	sulco	
neural.	Com	o	desenvolvimento	o	sulco	neural	se	transforma	na	
goteira	neural,	com	duas	cristas	neurais	presas.		
Ao	 final	 da	 terceira	 semana	 de	 vida	 a	 goteira	 neural	 se	
desprende	 do	 ectoderma,	 formando	 o	 tubo	 neural	 e,	 nas	
regiões	laterais	do	tubo	neural	são	formadas	as	cristas	neurais.	
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	TUBO	NEURAL	
O	 tubo	neural	 é	 a	estrutura	embrionária	que	dará	origem	ao	
cérebro	e	à	medula	espinhal.		
A	sua	formação		é	o	resultado	da	invaginação	da	ectoderme	que	
se	segue	à	gastrulação.	Este	processo	é	induzido	por	moléculas	
sinalizadoras	produzidas	na	notocorda	e	na	placa	basal.	
Durante	 a	 neurulação	 primária	 as	 células	 da	 ectoderme	
poderão	seguir	três	destinos	diferentes,	gerando	o	tubo	neural,	
a	epiderme	ou	a	crista	neural.	
Primeiramente,	ocorre	um	espessamento	da	placa	neural,	que	
se	dobra	para	cima,	ficando	em	formato	de	U	e	gerando	o	sulco	
neural.	 Eventualmente	 ocorre	 a	 fusão	 das	 dobras	 da	 placa,	
formando	o	tubo	neural.	Simplificando,	esse	processo	pode	ser	
dividido	em	4	partes:	
v Formação	da	placa	neural.	
v Espessamento	da	placa	neural.	
v Dobra	da	placa	neural	para	formar	o	sulco	neural.	
v Fechamento	 	 do	 sulco	 neural	 para	 formar	 o	 tubo	
neural.	
	
Neuroanatomia-	Sistema	Nervoso	–	Ana	Luiza	Azevedo		
2	Ana	Luiza	Azevedo	de	Paula		
A	placa	neural	se	estende	ao	longo	do	eixo	antero-posterior	e	o	
aparecimento	da	placa	ocorre	pois	a	notocorda	secreta	fatores	
que	estimulam	sua	formação.	As	células	da	região	se	elongam,	
ficando	em	 formato	 colunar,	 o	que	as	distingue	do	 resto	das	
células	ao	redor.	
Para	que	 a	 placa	neural	 se	 dobre	ocorre	 a	 formação	de	uma	
região	onde	as	células	epidermais	na	 lateral	da	placa	acabam	
por	move-la	em	direção	a	linha	do	meio	do	embrião,	formando	
um	sulco.	O	movimento	dessas	células	epidermais	em	direção	
ao	meio	é	o	que	acaba	gerando	a	dobra	neural.	
O	tubo	se	fecha	quando	as	duas	extremidades	da	dobra	neural	
se	encontram	na	 linha	do	meio	do	embrião.	Entretanto,	esse	
processo	 não	 ocorre	 simultaneamente	 ao	 longo	 de	 toda	 a	
extensão	 do	 embrião,	 normalmente	 começando	 na	 região	
cefálica	e	terminando	na	região	caudal.		
O	 tubo	 neural	 sofre	 três	 dilatações,	 produzindo	 as	 vesículas	
primordiais,	sendo	prosencéfalo,	mesencéfalo	e	rombencéfalo.	
No	 arquencéfalo	 (	 cérebro	 primitivo)	 distinguem-se	
inicialmente	 três	 dilatações,	 que	 são	 as	 vesículas	 encefálicas	
primordiais	 denominadas:	 prosencéfalo,	 mesencéfalo	 e	
rombencéfalo.	 Com	 o	 subsequente	 desenvolvimento	 do	
embrião,	o	prosencéfalo	dá	origem	a	duas	vesículas,	telencéfalo	
e	 diencéfalo.	 O	 mesencéfalo	 não	 se	 modifica,	 e	 o	
romboencéfalo	origina	o	metencéfalo	e	o	mieloncéfalo.	
O	 telencéfalo	 compreende	 uma	 parte	 mediana,	 da	 qual	 se	
envagina	 duas	 porções	 laterais,	 as	 vesículas	 telencefálicas	
laterais.	 A	 parte	 mediana	 é	 fechada	 anteriormente	 por	 uma	
lamina	que	constitui	a	porção	mais	cranial	do	sistema	nervoso	
e	 se	 denomina	 lamina	 terminal.	 As	 vesículas	 telencéfalicas	
laterais	crescem	muito	para	formar	os	hemisférios	cerebrais	e	
escondem	 quase	 completamente	 a	 parte	 mediana	 e	 o	
diencéfalo.	
O	 diencéfalo	 apresenta	 quatro	 pequenos	 divertículos:	 dois	
laterais,	as	vesículas	ópticas,	que	formam	a	retina;	um	dorsal,	
que	forma	a	glândula	pineal;	e	um	ventral,	o	infundíbulo,	que	
forma	a	neuro-hipófise.	
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	FLEXURAS		
Durante	 o	 desenvolvimento	 das	 diversas	 partes	 do	
arquencéfalo	aparecem	flexuras	ou	curvaturas	no	seu	teto	ou	
assoalho,	 devidas	 principalmente	 a	 ritmos	 de	 crescimento	
diferentes.		
A	primeira	flexura	a	aparecer	é	a	flexura	cefálica,	que	surge	na	
região	entre	o	mesencéfalo	e	o	prosencéfalo.	Logo	surge,	entre	
a	 medula	 primitiva	 e	 o	 arquencéfalo,	 uma	 segunda	 flexura,	
denomina	 flexura	 cervical.	 Ela	 é	determinada	por	uma	 flexão	
ventral	 de	 toda	 a	 cabeça	 do	 embrião	 na	 região	 do	 futuro	
pescoço.	Finalmente	aparece	uma	terceira	flexura,	de	direção	
contraria	as	duas	primeiras,	no	ponto	de	união	entre	o	meta	e	
o	mielencéfalo:	a	flexura	pontina.	Com	o	desenvolvimento,	as	
duas	 flexuras	 caudais	 se	 desfazem	 e	 praticamente	
desaparecem.	 Entretanto,	 a	 flexura	 cefálica	 permanece,	
determinado,	no	encéfalo	do	homem	adulto,	um	ângulo	entre	
o	cérebro,	derivando	do	prosencéfalo,	e	o	resto	do	neuro-eixo.	
	
A	 formação	 do	 tubo	 neural	 nas	 regiões	 sacral	 e	 caudal	
normalmente	se	dá	pelo	processo	de	neurulação	secundária.	
Em	 humanos,	 esse	 processo	 se	 completa	 na	 7ª	 semana	 de	
gestação.	 É	 importante	 salientar	 que	 a	 forma	 como	 se	 dá	 a	
formação	do	tubo	neural	durante	a	neurulação	secundária	varia	
de	espécie	para	espécie.	
	
Neuroanatomia-	Sistema	Nervoso	–	Ana	Luiza	Azevedo		
3	Ana	Luiza	Azevedo	de	Paula		
			 	 	 	 	 	 	 	 	DIVISÕES	DO	SISTEMA	NERVOSO	
O	Sistema	Nervoso	está	dividido	em	duas	partes	fundamentais:	
sistema	nervoso	central	e	sistema	nervoso	periférico.	
	
		 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	SISTEMA	NERVOSO	CENTRAL	–	SNC	
O	 sistema	 central	 é	 formado	 pelo	 encéfalo	 e	 pela	 medula	
espinhal.	 Todas	 as	 partes	 do	 encéfalo	 e	 da	 medula	 estão	
envolvidas	 por	 três	 membranas	 de	 tecido	 conjuntivo	 -	 as	
meninges.	 O	 encéfalo,	 principal	 centro	 de	 controle,	 é	
constituído	por	cérebro,	cerebelo,	tálamo,	hipotálamo	e	bulbo.	
O	 Sistema	 Nervoso	 Central	 também	 é	 protegido	 por	 partes	
ósseas.	 O	 encéfalo	 é	 resguardado	 pelo	 crânio	 e	 a	 medula	
espinhal	pela	coluna	vertebral.	
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	ENCÉFALO	
O	 encéfalo	 constitui	 a	 parte	 central	 do	 sistema	 nervoso	
(antigamente	denominado	sistema	nervoso	central	–	SNC),	que	
tem	como	principal	função	o	processamento	e	a	integração	das	
informações.	
É	formado	pelo	cérebro,	cerebelo	e	tronco	encefálico.	Encontra-
se	na	caixa	craniana,	ocupando	todo	seu	espaço	e	junto	com	a	
medula	e	os	nervos	compõe	o	sistema	nervoso.	É	envolvido	por	
membranas	 chamadas	 meninges,	 cuja	 função	 é	 proteger	 o	
encéfalo	e	a	medula	contra	choques	mecânicos.	
		
	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	 	CÉREBRO		
O		cérebro	é	dividido	em	dois	hemisférios,	esquerdo	e	direito,	
ligados	entre	si,	sendo	a	parte	mais	desenvolvida	do	encéfalo,	
totalizando	quase	90%	da	massa