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MANDÍBULA PARCIALMENTE EDÊNTULA: 
OPÇÕES DE TRATAMENTO PARA PRÓTESES FIXAS. 				 PARTE 1 
· Osso disponível e plano de tratamento para implantes dentais 
Quando recebemos um paciente edêntulo parcial, antes de pensar em realizar tratamento com implante, devemos avaliar a quantidade de osso presente. Vale lembrar que, pacientes com o osso muito reabsorvido não é possível realizar a instalação do implante. A partir de uma TC mensuramos a altura e largura de osso disponível em cada região. 
Quando pensamos em disponibilidade óssea, precisamos entender que dependendo do tamanho do volume ósseo, vamos lançar mão de implantes/plataformas com diferentes diâmetros. 
Todos os implantes na imagem acima são de conexões protéticas do tipo hexágono externo. Os diâmetros dos implantes são escolhidos de acordo com o diâmetro cervical da raiz de cada dente. 
Implantes 3.3 mm = geralmente usados em ILS/ICI/ILI.
Implantes 4.0/4.1/4.3 mm = geralmente usados em CANINOS/PRÉ-MOLARES/ICS
Implantes 5.0/5.5 mm = MOLARES 
IPC: Não é errado instalar um implante de 4.1 mm na região de um molar quando o espaço é reduzido ou quando não tem disponibilidade óssea. 
Existem os grupamentos padrões para cada dente, mas em casos que a disponibilidade óssea não ta favorável, muita das vezes é melhor evitar que o paciente seja submetido a um enxerto ósseo, onde então podemos trabalhar com implantes menores evitando os enxertos adicionais. 
· Classificação óssea
Para cada tipo de classificação óssea, vamos propor um plano de tratamento.
É uma classificada a partir da disponibilidade óssea, através de cortes axiais de uma TC. 
Possui 4 divisões: A-B-C-D.
Possui subdivisões: Bw- Cw- Ch.
Bw = largura inadequada 
Cw = largura inadequada 
Ch = altura inadequada 
A = excelente 
D= péssimo
Além disso, Misch classificava as angulações do osso e a altura da coroa protética.
 
Nessa imagem podemos observar a altura do osso. Na região (F) na linha media (medimos da crista óssea do rebordo até a região basilar). Quando falamos de disponibilidade óssea, na região anterior não tem nenhum acidente anatômico em tese, mas em algumas TC é possível observar um forame na inserção muscular na região cortical lingual, o que pode ser preocupante em relação à instalação de um implante, ou seja, devido a isso devemos evitar a instalação de implantes na região anterior da linha media. 
Ao medir a disponibilidade óssea, vamos sempre analisar da cortical da maxila e da mandíbula (ponto mais alto do osso) até o ponto de referencia (acidente anatômico). 
IPC: A largura do osso só pode ser vista através de uma TC.
Pontos de referencias: 
Região (F) = medir toda a extensão do osso.
Região (E) = medir da cortical até o feixe vasculo nervoso alveolar inferior. 
Região (A) e (B) = medir da cortical até o assoalho da cavidade nasal 
Região (C) e (D) = medir da cortical até o soalho do seio maxilar 
Quanto maior é o tempo que o paciente perdeu os dentes, mais chances tem dele ter a largura do osso do tipo Cw, Ch e D. Necessitando do procedimento de enxerto ósseo associado. 
· Divisões:
DIVISÃO A 
1234
5
*(3) Comprimento mesio distal = é o espaço protetico que sera reabilitado com a futura protese, ou seja, é o espaço protetico presente da mesial de um dente com as distal de outro dente.
 (4)
(5) 
(1 e 2)
DIVISÃO B
1
2345
 (4) 
(1) 
(1) 
(2) 
(5) 
DIVISÃO C
 
Nessa classificação, Misch também faz uma distinção do Cw e Ch. 
O Ch apesar de ter espessura adequada, não tem altura adequada, pois esse osso já remodelou muito. 
 *Osso 0 de espessura é quando tem a cortical vestibular e lingual colabadas, não tem osso medular interposto (casos mais desafiadores, pois não tem suprimento sanguíneo para suprir o enxerto ósseo). 
IPC: Quando temos um osso sendo perdido em altura, precisamos fazer uma prótese maior. 
DIVISÃO D
 
O osso da divisão D seria uma perda de osso basal (osso abaixo do ápice de todos os dentes inferiores). Não é o osso do processo alveolar que ta inserindo as raízes. Em algumas condições de atrofia de muitos anos, ate o osso basal (que é muito escutado falar que ele não reabsorve) esta perdido. O osso de mandíbula D é uma região que precisa de um trabalho junto com CBMF, sedar o paciente e etc. 
IPC: Todas as classificações (A ao D) conseguimos tratar. Apesar das diferenças de dificuldade. 
Uma vez entendido a classificação de disponibilidade óssea, precisamos entender as classificações dos arcos (Kennedy).
· Classificação de Kennedy 
*extremo livre é uma região que não tem dente. 
Vale lembrar que a mandíbula pode ser classe III e a maxila ser classe I.
Classe I = Extremo livre bilaterais 
Classe II = Extremo livre unilateral 
Classe III = Parcialmente desdentado unilateral entre dentes remanescentes; não tem extremidade livre;
Classe IV = edentado anterior; cruza a linha media; único espaço 
· Modificações da classificação de kennedy:
É qualquer espaço além daquele pela qual é regida a classificação. Representada por numero arábico (1,2,3...). 
O que determina a classificação é a região mais posterior. 
Classe IV é a única que não tem modificação. 
· Classificação dos arcos (união da disponibilidade óssea + Kennedy) 
A classificação de Kennedy é representada por classe. 
A classificação da disponibilidade óssea é representada por divisão. 
CLASSE I =
ARCO PARCIALMENTE DESDENTADO COM ÁREAS DESDENTADAS BILATERAIS POSTERIORES A DENTES NATURAIS REMANESCENTES 
 
 
CLASSE II = 
ARCO PARCIALMENTE DESDENTADO COM ÁREAS DESDENTADA UNILATERAL POSTERIOR A DENTES REMANESCENTES 
*Divisões A a D (semelhante a classe I)
 
CLASSE III = 
ARCO PARCIALMENTE DESDENTADO COM ÁREA DESDENTADA UNILATERAL ENTRE DENTES REMANESCENTES ANTERIOR E POSTERIORMENTE
*Divisões A a D (semelhante a classe I) 
 
CLASSE IV = 
ARCO PARCIALMENTE DESDENTADO COM ÁREA DESDENTADA ANTERIOR A DENTES REMANESCENTES CRUZANDO A LINHA MÉDIA 
*Divisões A a D (semelhante a classe I)
 
· Plano de tratamento
· Tratamento para disponibilidade óssea divisão A: 
= Paciente com ausência do dente 46, foi realizado periapical, TC, moldagem, guia multifuncional, enceramento diagnóstico e etc. Foi analisado medidas de 13 mm de altura e de 7 mm de largura no corte da TC. O tratamento pode ser feito com um implante de maior diâmetro maior possível, para que tenha um osso vestibular e um osso lingual, de pelo menos 1 mm, com isso as espiras do implante não ficarão expostas. Uma opção seria um implante com diâmetro de 4.3 mm e com uma altura de 11 ou 10 mm para que os 3 mm restantes sejam a distancia de segurança em relação ao feixe vasculo nervoso. 
IPC: Distancia de segurança do feixe vasculo nervoso, é de no mínimo 2 mm . 
· Tratamento para disponibilidade óssea divisão B: 
= Disponibilidade óssea de B+. Apresenta 19 mm de altura porque se encontra longe do feixe vasculo nervoso. Nesses casos, faz a instalação de implantes com diâmetros mais estreitos possíveis. Em relação à altura, não é necessário instalar um implante de 18 mm só porque o osso possui uma altura de 19 mm, na maioria das vezes é melhor instalar um implante com uma proporção coroa/implante de pelo menos 1/1. O importante é que o implante seja na proporção do tamanho da coroa, para ter uma relação biomecânica favorável.
(exemplo: se uma coroa apresenta 12 mm, opta-se por um implante de 12 mm). 
Nesse caso por exemplo, poderíamos instalar um implante com 13 mm, já que a coroa tem <15 mm;
· Tratamento para disponibilidade óssea divisão Bw: 
Nesses casos não podemos instalar um implante com 3 mm, porque a metade dele vai ficar para fora..
Existem dois caminhos para o tratamento:
1) Osteotomia (reduzir o tamanho do osso, para que possa chegar mais baixo e com uma espessura mais favorável, conseguindo instalar o implante que fique todo coberto dentro do osso). Essa opção impacta na prótese, porquevai ser uma prótese que precisara ter uma compensação (compensação de gengiva na maioria das vezes = PF-3). 
2) Enxerto ósseo (aumentar a espessura de osso para que futuramente seja realizada a instalação do implante. A grande vantagem nessa opção é que conseguimos manter a relação da prótese em um condição de altura adequada, não sendo uma PF-2 ou uma PF-3).