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FUNDAMENTOS DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO PORTUGUÊS E A 
EXPANSÃO ULTRAMARINA 
 
Portugal foi um país pioneiro em várias 
medidas entre a Idade Média e a Idade Moderna. 
Ainda no século XIII, tornou-se o primeiro Estado 
formalizado na Europa, após a expulsão dos 
mouros da Península Ibérica, movimento 
denominado “Reconquista”, o que lhe favoreceu 
em vários aspectos. Com uma unificação política 
garantida, a condição de primeiro país incentivou 
novos investimentos dentro do panorama que se 
tinha no Velho Mundo. Naquela época, o comércio era muito fundamentado nas negociações de 
produtos feitas no Mar Mediterrâneo. Entretanto, com a conquista dos turcos nessa rota de navegação, 
houve a necessidade de se buscar novos caminhos para se obter as especiarias oriundas do Oriente, 
que tanto agradava ao mercado europeu. Portugal reunia condições favoráveis para os negócios que 
marcavam o momento, era um país já unificado, dispunha de uma condição geográfica favorável 
para se lançar ao mar e contava com um grupo de investidores interessados nos negócios 
marítimos. 
História Naval 
A Expansão Marítima Europeia e o 
Descobrimento do Brasil 
Quais são os meus objetivos? 
❖ Descrever o emprego do poder marítimo no desenvolvimento de Portugal 
❖ Descrever o reconhecimento da costa brasileira 
❖ Descrever os principais motivos e resultados das primeiras expedições 
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DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE PORTUGAL 
 
Portugal estava em vantagem para liderar as navegações oceânicas a partir do início do 
século XV, principalmente, devido a sua estabilidade política e a união de interesses entre a 
realeza e a burguesia mercantil. 
 
A expansão marítima 
portuguesa caracterizou-se por 
duas vertentes. A primeira, de 
aspecto imediatista, realizada 
ao norte do continente 
africano, visava à obtenção de 
riquezas acumuladas naquelas 
regiões através de prática de 
pilhagens. Na segunda 
vertente, o objetivo colocava-se 
mais a longo prazo, já que se buscava conquistar pontos estratégicos das rotas comerciais com o 
Oriente, criando ali entrepostos (feitorias) controlados pelos comerciantes lusos. Foi o caso da 
tomada das cidades asiáticas. 
Em 1492, Colombo sob as ordens dos Reis 
Católicos de Espanha, alcançou o continente americano. 
Então, visando defender seus interesses, enquanto 
aumentava seu conhecimento náutico, Portugal negociou 
um tratado com a Espanha, em 1494, conhecido como 
Tratado de Tordesilhas, para dividir as terras 
"descobertas e por descobrir" entre ambas as Coroas fora 
da Europa. 
O longo processo de desenvolvimento da navegação oceânica português e reconhecimento do 
litoral africano culminou com a chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498, após circunavegar a 
África. 
 
 
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A DESCOBERTA DO BRASIL 
 
A segunda expedição portuguesa para as 
Índias, após a bem-sucedida viagem feita por 
Vasco da Gama em 1498, tinha o objetivo 
principal de chegar às Índias para negociar 
tratados comerciais. A esquadra era composta 
por experientes navegadores e bastante 
numerosa, comandados por Pedro Álvares 
Cabral. 
Não se confirma ainda se de maneira intencional ou não, mas Cabral ao afastar-se demais da 
África para fugir das correntes e ventos contrários, acabou chegando ao Brasil em 1500. 
 
O RECONHECIMENTO DA COSTA BRASILEIRA 
 
A expedição de 1501/1502 
 
Preocupado em realizar o reconhecimento da 
nova terra, D. Manuel enviou, antes mesmo do retorno 
de Cabral, uma expedição composta por três caravelas 
comandadas por Gonçalo Coelho, tendo a companhia 
do florentino Américo Vespúcio. Nessa expedição 
seriam nomeados os acidentes geográficos e elaborado 
um mapa do litoral brasileiro. 
 
A expedição de 1502/1503 
 
Essa segunda expedição foi resultado do arrendamento da Terra de Santa Cruz (nome inicial 
das nossas terras) a um consórcio formado por cristãos-novos (judeus que se converteram ao 
cristianismo), encabeçado por Fernando de Noronha, e que tinha a obrigação, conforme contrato, de 
mandar todos os anos seis navios às novas terras com a missão de descobrir, a cada ano, 300 léguas 
avante e construir uma fortaleza 
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A expedição de 1503/1504 
 
Comandada novamente por Gonçalo 
Coelho, decidiram percorrer o litoral em direção 
ao sul, onde se detiveram durante cinco meses em 
um ponto cujas coordenadas indicam ter sido no 
litoral do Rio de Janeiro, onde ergueram uma 
fortificação e deixaram 24 homens. 
 
As expedições Guarda-Costas 
 
Os franceses começaram a frequentar nosso litoral comercializando o pau-brasil 
clandestinamente com os índios. Portugal procurou, a princípio, usar de mecanismos diplomáticos. 
Notando que ainda era grande a presença de contrabandistas franceses no Brasil, D. Manuel resolveu 
enviar o fidalgo português Cristóvão Jaques, com a missão de realizar o patrulhamento da costa 
brasileira. 
 
A expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza 
 
Em 1530, com o propósito de realizar uma 
política de colonização efetiva, Dom João III, Rei de 
Portugal e Algarves, organizou uma expedição ao 
Brasil. A esquadra de cinco embarcações, bem armada 
e aparelhada, reunia quatrocentos colonos e tripulantes. 
Comandada por Martim Afonso de Sousa, tinha uma 
tríplice missão: combater os traficantes franceses, 
penetrar nas terras na direção do Rio da Prata para 
procurar metais preciosos e, ainda, estabelecer 
núcleos de povoamento no litoral. Portanto, iniciar o povoamento das terras brasileiras. Para isto 
traziam ferramentas, sementes, mudas de plantas e animais domésticos. 
 
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