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FAVENI FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE LUDOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL LUCIANA GOMES REZENDE RIBEIRO O brincar e as brincadeiras como importantes ferramentas utilizadas na educação infantil UBERABA 2020 O brincar e as brincadeiras como importantes ferramentas utilizadas na educação infantil Ribeiro Luciana Gomes Rezende[footnoteRef:1] [1: Professora de Educação Infantil, graduada em pedagogia, universidade norte do Paraná-UNOPAR, E-mail: luciana_gomes_ribeiro@hotmail.com.] Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho. Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). Resumo: O principal objetivo desse artigo e compreender o quanto as brincadeiras e o brincar contribuem para o desenvolvimento de uma criança, pois brincando ela se interage com o mundo a sua volta , descobre o novo, vivencia emoções, desenvolve seu raciocínio e a sua capacidade de imaginar. Brincando a criança se comunica consigo mesmo, extravasa suas angustias, anseios e desenvolve na pratica a capacidade de solucionar situações problemas. Os jogos, brincadeiras e brinquedos envolvidos nesse processo, garante que esse período tão importante aconteça de forma tão prazerosa e significativa que com certeza irá influencia essa crianças sobre vários aspectos por toda a sua vida. Ao chegar ao espaço infantil escolar à criança deve ser totalmente abraçada pelo lúdico, que esta diretamente ligada ao brincar, brincadeiras aos jogos e ao brinquedo e consequentemente ao desenvolvimento da criança em todo o seu processo de ensino aprendizagem. Desta forma, este artigo busca compreender é da ênfase na valorização do brincar na Educação infantil como um ato de aprendizagem, explorando a autonomia, a criatividade estimulando momentos de reflexão e imaginação das crianças em todas as etapas de seu desenvolvimento. Não há dúvidas de que as escolas de educação infantil devem fundamentar-se em práticas lúdicas que possam acolher as crianças oferecendo a elas um jeito divertido e prazeroso de aprender. Todas as práticas e ações desenvolvidas na escola devem estar de mãos dadas com a ludicidade já que a educação infantil exige de seus profissionais muita criatividade e afetividade. Iremos durante essa pesquisa compreender como essa ludicidade é possível e como inserir as brincadeiras e jogos na rotina diária da educação infantil. A metodologia utilizada no presente estudo foi através de pesquisas em artigos científicos, Livros, e Sites da Internet. PALAVRAS-CHAVE: Criança; brincar; educação infantil. 1-INTRODUÇÃO Iniciaremos uma leve discussão dando destaque na importância que o brincar ocupa na vida de uma criança, pois não se trata apenas de um momento de diversão, vai muito, além disso, esse é o momento que a criança amplia a sua capacidade de comunica-se, e não apenas com a fala, mas comunica-se com o corpo e com as suas próprias emoções. Outros fatores relevantes que destacaremos aqui estão relacionados às brincadeiras como importantes ferramentas pedagogias, aliadas a práticas pautadas na ludicidade como forma de proporcionar aprendizado efetivo desenvolvimento significativo. A criança deve ser compreendida como um ser especial na sociedade, sendo assim e extremamente necessário que sejam criados mecanismos e estratégias que possam contribuir para o seu desenvolvimento social, cognitivo e emocional. A ludicidade através das brincadeiras e jogos faz com que dentro de um espaço escolar possamos compreender como se dá o olhar da criança frente a diversas situações, bem como a sua capacidade de se interagir e intervir nela, desenvolvendo assim, sua criatividade, alto estima, habilidades e valorizado sua potencialidades. Discutiremos acerca das teorias, baseadas nos pensamentos de Vigotsky considerando a sua contribuição, dentro do processo de formação intelectual da criança. O que o mesmo defende sobre o processo cognitivo da criança e a importância do brincar no desenvolvimento futuro da criança. A rotina escolar, o espaço destinado ao brincar e em qual momento a brincadeiras se unem as praticas pedagógicos será também uma das reflexões proposta deste trabalho. A ludicidade através das brincadeiras e jogos e sem dúvida é um convite à criança para novas descobertas, portanto jamais podem estar desvinculado com o ensino e aprendizagem da mesma, principalmente dentro de um espaço escolar, por isso o presente trabalha realizado através de pesquisas bibliográficas objetiva refletir sobre a importância do professor da Educação infantil criar uma rotina oportunizando momentos de aprendizagem através das brincadeiras para que esse aprendizado realmente faça sentido para seu aluno e seja prazeroso. Diante da pesquisa aqui realizada foi possível constatar ao brincar a criança vivencia momentos em que ela consegue representar a sua realidade, e compartilhar de novas realidades, pois nesse momento da brincadeira acontece uma troca de experiência entre pares , quando a criança brinca com outra criança ela oferece um pouco do seu conhecimento e também recebe conhecimento com, isso a criança vai se interagindo com o mundo e se construindo em quanto sujeito de uma sociedade. Enfim, este estudo tem como objetivo: buscar na literatura bibliográfica, subsídios teóricos que contribuam para o estudo sobre o incentivo ao prazer de brincar e o aprender ludicamente iniciado desde a educação infantil. 2- A importância do brincar A criança tem por lei garantida o seu direito de brincar, pois brincar é uma característica da infância. O brincar para uma criança não se limita no tipo de brinquedo ou na brincadeira em sim, pois ela consegue fazer de um simples objeto algo imaginário, um faz de conta, que é único, que é só dela, com isso a criança amplia seus conhecimentos e se comunicar com um universo criando por ela mesma e paralela a sua realidade. Ao brincar a criança adquire e conhecimento amplia conhecimentos já adquiridos e estabelece formas diferentes de se comunicar com o mundo e com a realidade em que está inserida. A ausência à queima desta etapa tão mágica na vida de uma criança pode trazer consequência negativa em relação a sua personalidade e na sua capacidade de se relacionar-se com o outro. Segundo RCNEI (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil), entendemos a importância do brincar (e que esta questão na vida escolar da criança), tendo em vista, o desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos, ou seja, cognitivo, afetivo, motor e social. Vygotsky (1998) destaca também o papel ao ato de brincar na constituição do pensamento infantil, pois é brincando, jogando, que a criança revela seu estado cognitivo, visual, auditivo, tátil, motor, seu modo de aprender e entrar em uma relação cognitiva com o mundo de eventos, pessoas, coisas e símbolos. Deixar com que a criança brinque nunca será perda de tempo porque quando ela está brincando desenvolve também o aspecto emocional, social, cognitivo e motores, em que a criança mostrará sua criatividade e imaginação. Assim vai melhorando cada dia mais sua autoestima. O brincar é algo tão mágico na vida de uma criança, que ao brincar ela se transporta para um mundo que é criado por ela mesma, com regras que ela própria estabelece com isso esse é momento que sem dúvida ela esta desenvolvendo a capacidade de compreender que nas diversas situações temos regras a serem cumpridas e ela vivencia essa aprendizagem através dos jogos e das brincadeiras.Nicolau (1986), em seus estudos, afirma que quando a criança está brincando ou jogando, libera e canaliza suas energias, podendo transformar, portanto, uma realidade difícil em algo mais leve, dando abertura à fantasia, enfrentando os desafios, imitando e representando as interações presentes na sociedade no qual se vive, atribuindo aos objetos significados diferente, definindo e respeitando as regras, que são estipuladas pelo contexto social. A criança decide desta forma, sobre o que, com quem, onde, com o que, como brincar e o tempo em que brinca, constrói a brincadeira no momento de brincar, brinca sem finalidades ou objetivos explícitos aprendem a lidar com suas angustias, criando e deixando fluir sua capacidade e liberdade da criação. Pode-se afirmar que o Brincar; “é de fundamental importância para a aprendizagem da criança por que é através dela que a criança aprende, gradualmente desenvolve conceitos de relacionamento casuais ou sociais, o poder de descriminar, de fazer julgamentos, de analisar e sintetizar, de imaginar e formular e inventar ou recriar suas próprias brincadeiras” (SANTIN, 2001, p.523), ou ainda simplificada nas seguintes palavras de Ferreiro (1988), Brincar “é divertir-se e entreter-se infinitamente em jogos de criança” Lúdico - “que tem caráter de jogos, de aprender brinquedo e divertimento; é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente, faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana” (FERREIRO, 1988, p.139). Para Huizinga (1999), o jogo, o brincar, deve ter caráter de liberdade para as crianças irem muito além das suas fantasias, deve ser uma atividade voluntária e quando imposta deixa de ser uma brincadeira ou um jogo, ou do faz de conta. As brincadeiras e os objetos mais simples são na maioria das vezes as preferidas pelas crianças , pois não as limita, sentem-se a vontade para criar, imaginar e transformar. Segundo Almeida (2003, p. 37), ainda vale lembrar que, considerando a realidade em que a criança vive não se pode esquecer que o brinquedo tem se tornado objeto de consumo, a brincadeira tem perdido seu objetivo lúdico por conta dos brinquedos contemporâneos, a criança não brinca mais, não explora, não cria, nem representa concretamente seus pensamentos, valores, pois tudo já vem pronto, a criança torna-se espectadora do “objeto brinquedo” e não interage com o mesmo. De acordo com Kishimoto (apud ARTONI, 2003), existem também os brinquedos de alta tecnologia, produzidos em séries nas grandes indústrias, como bonecas mecânicas e animais eletrônicos, os educadores são unânimes em afirmar que o interesse por esse tipo de aparelho, que praticamente brinca sozinho dura pouquíssimo. Estes brinquedos são muito programados. A própria criança os rejeita, porque não pode criar nada com eles, ou então quebra para entender como funcionam. Apesar de esses brinquedos despertarem a atenção das crianças de imediato, logo perdem o interesse por eles serem muito programado, não despertando, assim, a criatividade. É importante aqui ressaltar que a historia da Educação infantil passou por inúmeras mudanças, uma delas, foi à saída das mães dos lares para o trabalho e como consequência dessas mudanças surgiu à necessidade de um espaço que pudessem receber a criança pequena, Hoje é possível perceber avanços em relação à organização e ações desenvolvidos nesses espaços, porem ainda há grandes desafios a serem vencidos. No ano de 1996 a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n 9394/96 foi aprovada, indicando: as propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, nas relações e práticas cotidianas, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, questiona, e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo Cultura. (BRASIL, 2013, p.97) 3- Brincando e aprendendo É preciso uma organização nos espaços escolar destinado ao momento do brincar, infelizmente nem sempre as escolas de educação infantil tem como prioridade a vivencia desses momentos, Muitos professores preocupam-se pouco em aliar os conteúdos às brincadeiras tendo como consequência o aprender com prazer. Como nos afirma Brasil, (2002, p. 27) “ao brincar as crianças cria” e recriam e repensam os acontecimentos do seu imaginário para o aprender que acontece através do brincar, desenvolvendo o aprender de forma lúdica, mais as brincadeiras não podem ser sempre dirigidas da mesma forma, mas de maneiras variadas, livres com o intuído de gerar aprendizagem, ou seja, com uma função educativa para o desenvolvimento da criança. A escola que valoriza o brincar e realmente o tem como aliado no processo de construção do conhecimento e desenvolvimento dos seus alunos encontrará sempre espaços e momentos para oferecer aos seus alunos toda a magia da ludicidade através dos jogos e das brincadeiras. Kishimoto (1993) ressalta que o brinquedo assume a função lúdica e educativa. Como função lúdica o brinquedo propicia diversão, prazer e até desprazer. E como função educativa, ensina tudo àquilo que complete o indivíduo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do mundo. Segundo Vygotsky (1994), A brincadeira tem um papel fundamental no desenvolvimento do próprio pensamento da criança. É por meio dela que a criança aprende a operar com o significado das coisas e dá um passo importante em direção ao pensamento conceitual que se baseia nos significados das coisas e não dos objetos. A criança não realiza a transformação de significados de uma hora para outra (p.54). Por isso, é tão importante que professor instigue a curiosidade, criatividade dos seus alunos valorizados suas potencialidades, e com certeza as brincadeiras e os jogos podem e devem ser aliados nessa tarefa. A sala de aula deve ser um lugar atrativo, convidativo e a mediação entre a ludicidade, brincadeira, brinquedo e aluno devem acontecer por parte do professor. Associar o aprender com o prazer é um desafio, porem em relação à educação infantil trata-se de um desafio ainda maior e necessário, a criança que se sente feliz, ela amplia ainda mais a sua capacidade de observação, imitação e imaginação e criatividade. De acordo com Brougére (1995) a brincadeira pode ser vista como uma forma de interpretação que a criança fez sobre o brinquedo, ele não condiciona as ações da criança, mas oferece um suporte que poderá ganhar inúmeros significados a partir do imaginário e de acordo como o decorrer da brincadeira. No momento que se vive a infância e que se brinca, existe no brinquedo e na brincadeira um pouco do mundo real, dos valores da sociedade, mas existem também elementos do imaginário. 4- O brincar como rotina diária. Em muitas instituições de educação infantil nos dias atuais ainda está muito presente o conceito do assistencialismo, ou seja, muita dessas instituições prioriza-se os cuidados básicos como alimentação, higiene e sono e se perdem na responsabilidade de proporcionar um ambiente que vai muito além do cuidar. O educador precisa considerar, principalmente, as necessidades das crianças, que quando observadas, ouvidas e respeitadas, podem dar pistas importantes sobre a qualidade do que estão recebendo. Os procedimentos de cuidado também precisam seguir os princípios de promoção da saúde. Para se atingir os objetivos dos cuidados com a preservação da vida e com o desenvolvimento das capacidades humanas, é necessário que as atitudes e procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicos sobre desenvolvimento biológico, emocional, e intelectual das crianças, levando em conta diferentes realidades sócio-culturais (BRASIL, 1998, p. 25). Um dos papeis primordiais do professor e conhecer as necessidades dos seus alunos, não só as básicas de sobrevivência, mas também a necessidade do conhecimento, do crescimento cognitivo, a necessidade de envolver-se em situações que promova sua autonomia e a construção de sua identidade. É esperando que a escolaseja um lugar que promova as relações sociais, estimule o conhecimento amplo, respeitando a maturação e o tempo de cada criança, dando-lhe estímulos adequados e prazerosos, e para isso as brincadeiras, os jogos, enfim, são aliados importantíssimos. Ceccon afirma que: As instituições de educação infantil são um terreno privilegiado para ações educativas em seu sentido mais amplo, incluindo as ações preventivas em saúde. É vivenciando essas ações que a criança elabora em suas atividades diárias, um conjunto de noções que ela vai incorporando ao seu saber, e que serão determinantes para o resto de sua vida. É no espaço aberto pela instituição de educação infantil que os adultos responsáveis pela criança podem dialogar, trocando experiências e sentindo-se mais confiantes, no desempenho de seu insubstituível papel, no qual o fundamental é o amor dedicado à criança. (2000, p.7). As brincadeiras ou jogos dentro de um contexto lúdico e intencional proporcionam nesse momento um vínculo afetivo e tão importante quanto esse vínculo e a mediação, a intenção nesse brincar, pois assim a criança envolvida adquire conhecimentos, amplia suas habilidades de forma natural e espontânea, sendo assim as brincadeiras devem fazer parte do dia - a dia da educação infantil. De acordo com Teixeira (1995), vário são o motivo que induz os educadores a apelar às atividades lúdicas e utilizá-las como um recurso pedagógico no processo de ensino-aprendizagem. Segundo Schwartz (2002), a criança é automotiva da para qualquer prática, principalmente a lúdica, sendo que tendem a notar a importância de atividades para o seu desenvolvimento, assim sendo, favorece a procura pelo retorno e pela manutenção de determinadas atividades. Outra questão importante envolvendo o brincar e a ludicidade na educação infantil está ligada ao respeito à maturação e faixa etária da criança, para cada fase da vida exige-se uma atenção especifica ao seu desenvolvimento. Entretanto, Vygotsky (1998) toma como ponto de partida a existência de uma relação entre um determinado nível de desenvolvimento e a capacidade potencial de aprendizagem. Defende a ideia de que, para verificar o nível de desenvolvimento da criança, temos que determinar pelo menos, dois níveis de desenvolvimento. O primeiro deles seria o nível de desenvolvimento efetivo, que se faz através dos testes que estabelecem a idade mental, isto é, aqueles que a criança é capaz de realizar por si mesma, já o segundo deles se constituiria na área de desenvolvimento potencial, que se refere a tudo aquilo que a criança é capaz de fazer com a ajuda dos demais, seja por imitação, demonstração, entre outros. O que a criança pode fazer hoje com a ajuda dos adultos ou dos iguais certamente fará amanhã sozinha. Assim, isso significa que se pode examinar, não somente o que foi produzido por seu desenvolvimento, mas também o que se produzira durante o processo de maturação. Quando ocorre dentro da rotina diária da educação infantil um olhar voltado não apenas para o cuidado, mas também uma preocupação em perceber a criança na sua totalidade e de maneira não fragmentada, o professor deixa de ser apenas o “cuidador” e passa a ser o mediador, incentivador entre a criança e suas novas descobertas. Na educação infantil essas descobertas apresentam-se diariamente, e o papel do professor, é estar atento para esses momentos e mediar da forma mais lúdica é prazerosa possível. Nessa missão de mediar, as brincadeiras, os brinquedos, e o brincar propriamente dito, são ferramentas capazes de possibilitar essa mediação de forma efetiva, prazerosa e significativa. Os desafios de inserir as brincadeiras no planejamento e ações diárias desenvolvidas na educação infantil estão voltados à necessidade que cada professor possui de compreender a importância das brincadeiras no universo da criança, compreendendo isso, com certeza ele estará estabelecendo um vínculo ainda maior entre ele, a criança e seu desenvolvimento. De acordo com Vygotsky (1998), ao discutir o papel do brinquedo, refere-se especificamente à brincadeira de faz-de-conta, como brincar de casinha, brincar de escolinha, brincar com um cabo de vassoura como se fosse um cavalo. Faz referência a outros tipos de brinquedo, mas a brincadeira faz-de-conta é privilegiada em sua discussão sobre o papel do brinquedo no desenvolvimento. No brinquedo, a criança sempre se comporta além do comportamento habitual, o mesmo contém todas as tendências do desenvolvimento sob forma condensada, sendo ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento. Ao estimular as brincadeiras de faz de conta, o professor oferecer criança um momento inteiramente seu, onde ele possa viver uma realidade que não é a sua, mas que lhe traz alegria. Nesse momento a criança extravasar todas as suas emoções e se comunica mesmo sem palavras. Oliveira (1997) enfoca essa questão: Tanto pela criação da situação imaginária, como pela definição de regras específicas, o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal na criança. No brinquedo, a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real e também aprende a separar objeto e significado. Embora num exame superficial possa parecer que o brinquedo tem pouca semelhança com atividades psicológicas mais complexas do ser humano, uma análise mais aprofundada revela que as ações no brinquedo são subordinadas aos significados dos objetos, contribuindo claramente para o desenvolvimento da criança. (OLIVEIRA, 1997, p. 67, grifo do autor). Santos (2002, p. 90) relata “(...) os jogos simbólicos, também chamados brincadeira simbólica ou faz-de-conta, são jogos através dos quais a criança expressa capacidade de representar dramaticamente.” Assim, a criança experimenta diferentes papéis e funções sociais generalizadas a partir da observação do mundo dos adultos. Neste brincar a criança age em um mundo imaginário, regido por regras semelhantes ao mundo adulto real, sendo a submissão às regras de comportamento e normas sociais a razão do prazer que ela experimenta no brincar. Assim, Goés (2008, p 37), afirma ainda que: (...) a atividade lúdica, o jogo, o brinquedo, a brincadeira, precisam ser melhorado, compreendidos e encontrar maior espaço para ser entendido como educação. Na medida em que os professores compreenderem toda sua capacidade potencial de contribuir no desenvolvimento infantil, grandes mudanças irão acontecer na educação e nos sujeitos que estão inseridos nesse processo. Gonzaga (2009, p. 39), aponta: (...) a essência do bom professor está na habilidade de planejar metas para aprendizagem das crianças, mediar suas experiências, auxiliar no uso das diferentes linguagens, realizar intervenções e mudar a rota quando necessário. Talvez, os bons professores sejam os que respeitam as crianças e por isso levam qualidade lúdica para a sua prática pedagógica. 5- Considerações finais O brincar faz parte naturalmente do dia a dia das crianças. É necessário que o mesmo, nas instituições de educação infantil, seja repensado, revisando a importância que a brincadeira desempenha no desenvolvimento da criança de uma forma bem mais ampla do que possamos imaginar. O brincar para criança é algo mágico, surpreendente é como ela é capaz de se mostrar verdadeiramente, fugindo de ações mecânicas, pois as brincadeiras a deixa ser espontaneamente o que ela verdadeiramente é nas brincadeiras a criança vivencia experiências únicas e que farão parte de seu caráter por toda vida. Sendo assim o brincar tão importante e fundamental para o desenvolvimento da criança, cabem então as instituições de educação infantil investir cada vez mais na formação de seus profissionais para que os mesmo possam não só compreender, mas também transformar as instituições de educação infantil em espaços onde as brincadeiras e as praticas pedagógicas caminhem lado a lado dando maior significado e prazer ao desenvolvido de seus alunos. Quando o professor d educação infantil planeja as suas aulas, sua preocupação deve ir além da necessidade da memorização, fixação deconteúdos em ações pautadas pela repetição de exercícios que não leve o aluno refletir, se envolver, se interagir e trocar experiências. Diante dos estudos aqui realizados fica extremamente evidente o quanto a brincadeira pode e deve ajudar a criança em seu processo de descoberto e desenvolvimento de suas habilidades, e isso sim e o mais importante. É importante que a criança sinta prazer sobre a descoberta, que ela se sinta feliz ao descobrir o que antes não sabia, e se sinta cada vez mais desafiada e instigada para novas descobertas. O professor que consegue vê nas brincadeiras uma forma de chegar até o seu aluno de forma afetiva, com certeza ele alcançará seus objetivos de aprendizagem muito mais rápida e de maneira mais eficaz. Não dá pra fugir da relação forte que existem entre a criança e as brincadeiras, sendo assim, é injustificável que o professor haja de forma alheia ou não dê a essa relação à devida importância. Escolher o momento de brincar, as brincadeiras, os brinquedos ou objetos com que se deseja brincar, essas escolhas devem ser construídas junto com as crianças, as mesma devem fazer parte de todo esse processo, pois só assim isso será relevante e importante pra ela, é o melhor, lhe causará prazer dando ainda maior significando a tudo que podemos desenvolver com elas através do brincar. Uma das funções mais importantes do professor de educação infantil é assumir verdadeiramente a sua função de mediador entre o conhecimento e a criança, criar momentos em que todo o aprendizado ocorra da forma mais atraente possível, e que ele aconteça de forma que a criança se aproprie daquele momento, transformando-o em momentos único, momento em que ela não ao mesmo tempo em que constrói seu conhecimento ela também compartilha da sua aprendizagem com as demais crianças, sendo fortalecido em seus conhecimentos já socialmente construídos e consequentemente construído e se fortalecendo em novos conhecimentos. Pelo estudo realizado, podemos concluir que os jogos, o brinquedo e as brincadeiras se colocam também na função de mediadores no processo didático-pedagógico, pois eles auxiliam e estimulam a relação da criança consigo mesmo e com tudo que a rodeia. Referências: ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica. 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