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FACULDADE IGUAÇU – FI TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) Educação infantil:jogos, brinquedos e recreação. Juliana nascimento silva CAPANEMA – 2024 RESUMO A Escolha do tema O lúdico: Jogos, Brinquedos e Brincadeiras na Educação Infantil despertaram grande interesse por nos trazer uma ampla visão da importância dos jogos e brincadeiras na Educação infantil, evidenciando o seu papel na aprendizagem, reconhecendo-os como um instrumento pedagógico importante no desenvolvimento, na construção do conhecimento da criança e na resolução de conflitos. Consiste dizer que nem sempre se tem uma visão clara de como utilizar jogos e brincadeiras para a construção do conhecimento da criança, pretende-se pontuar a importância do aspecto lúdico para o desenvolvimento da criança. Desta forma, este artigo científico contribui para a utilização de jogos e brincadeiras que efetivamente possibilitem ao processo de aprendizagem ser o mais próximo possível da realidade da criança. A fim de atender ao objetivo desse trabalho bibliograficoque se propos analisar, verificou-se o que dizem os autores sobre a influencia destes na aprendizagem e os efeitos na vida social da criança, identificado os tipos de jogos e brincadeira que contribuem na construção do conhecimento da criança, na formação humana e na vida social. Esse estudo é de grande importância, pois contribuirá como troca de experiências e para o crescimento de todos, alunos, professores e acadêmicos. Palavras – chave: Lúdico, Jogos, Brincar, Brincadeiras e Brinquedos Educação Infantil. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como tema gerador “A importância do Lúdico: a influência dos jogos, brinquedos e brincadeiras na educação infantil” que tende analisar a importância do brincar no desenvolvimento e aprendizagem da criança, observando assim o verdadeiro significado do brincar, conceituando os principais termos utilizados para designar o ato do lúdico, compreendendo assim o universo da criança através da ludicidade, onde a mesma comunica-se consigo e com o mundo que a cerca, aceita a existência dos outros, estabelece relações sociais, constrói conhecimentos, desenvolvendo-se integralmente, e ainda, os benefícios que o brincar através dos jogos, brinquedos e brincadeiras proporciona no ensino- aprendizagem infantil, influenciando na socialização das crianças. Para tanto houve a necessidade de varias pesquisas em livros, sites e autores que tratam desse tema. Pois ao analisarmos os jogos, brinquedos e brincadeiras infantis pode observar que não é apenas como simples entretenimento para as crianças, mas sim como atividades lúdicas que possibilitam a aprendizagem e o desenvolvimento em varias habilidades do nascimento aos seis anos de idade. No qual o brincar é uma atividade predominante na infância e vem sendo explorado no campo científico, com o intuito de caracterizar as suas peculiaridades, e identificar as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre outros objetivos, intervir nos processos de educação e de aprendizagem das crianças. Segundo as pesquisas apontam que para a criança o brinquedo não é apenas um mero passatempo ou perda de tempo como julgam os adultos, as brincadeiras e os jogos estão relacionados a um aprendizado fundamental, seja por meio dos jogos ou das brincadeiras, cada criança cria uma serie de indagações a respeito da vida. Pois conforme as crianças vão crescendo suas brincadeiras se tornam mais ricas, com diversos elementos, conteúdos e valores que receberam em seus primeiros anos de vida. Para muitos a idéia de infância se caracteriza como o período que antecede a idade adulta. As brincadeiras oferecem uma “situação de aprendizagem delicada”, isto é, o educador precisa ser capaz de respeitar e nutrir o interesse da criança, dando-lhe possibilidades para que envolva em seu processo, ou do contrario perde- se a riqueza que o lúdico representa. (CUNHA 1994 p. 96) Tendo assim em vista a extrema importância do ato de brincar no desenvolvimento afetivo e cognitivo dessas crianças, sem deixar de privilegiar a criança como principal objeto de estudo do trabalho. DESENVOLVIMENTO A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Brincar é mais do que uma atividade sem conseqüência para a criança. Brincando, ela não apenas de diverte, mas recria e interpreta o mundo em que vive, se relacionando com este mundo. Brincando, a criança aprende. A importância do brincar para a criança é uma construção histórica, quando brinca a criança experimenta sensações antes desconhecidas. Pois o brincar é natural na vida das crianças. É algo que faz parte do seu cotidiano e se define como espontâneo prazeroso e sem comprometimento A brincadeira é uma atividade que a criança desenvolve em suas relações sociais, atividade essa que a criança faz para recrear-se ou por diversão na idade escolar com seus familiares, com seus pais, professores, amiguinhos ou com outras crianças da mesma idade sem objetivos educacionais ou de aprendizagem, com o espaço ou cultura na qual está inserida. Neste contexto a brincadeira da criança encontra papel fundamental na educação infantil, pois as crianças se desenvolvem e conhecem o mundo a partir das interações estabelecidas com a história e cultura de outras crianças, de seus pais, de seus professores e das pessoas envolvidas na instituição escolar. Segundo LEBOVICI (1988) o brincar é tão importante para a criança durante sua infância como é o trabalho para o adulto. Os adultos passam a maior parte de sua vida trabalhando, mas não o fazem por simples prazer. Mesmo que o trabalho dê alegria, compensação e um sentido a vida ele também causa estresse e cansaço. A maior razão para o fato dos adultos trabalharem é a necessidade. Segundo FREIDMANN (2006, p. 17) coloca que o brincar já existia na vida das pessoas bem antes das primeiras pesquisas sobre o assunto. Pois acredita que esse interesse pelo lúdico surgiu pela diminuição do espaço físico e temporal destinado a essa atividade, que supostamente tenha sido provocada pelo aparecimento das instituições escolares e pelo incremento das indústrias de brinquedos, além da influencia da mídia televisa e a inclusão da mulher no mercado profissional. BETTELHEIM (1984) afirma que: Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo. Sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas, ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos (BETTELHEIM 1984 p.105). Para BETTELHEIM (1984) Quando brinca, a criança cria situações imaginárias em que se comporta como se estivesse agindo como e no mundo do adulto. Enquanto brinca, seu conhecimento sobre o mundo é ampliado, de modo que ela faz de conta e se coloca no lugar do adulto. Assim, ao brincar a criança recria e repensa nos acontecimentos que viveu, sabendo que está brincando. Sendo que o brincar é uma ação que está presente em todos os períodos do desenvolvimento. Os objetos que despertam o interesse lúdico mudam dependendo da fase em que o ser humano se encontra. Se para um bebê de oito meses o brinquedo ideal são cubos coloridos, de tamanhos diferentes e que se encaixam, para uma criança de dois anos o interessante são os blocos de construção, para os pré-adolescentes jogos de tabuleiro com regras e para os adultos jogos de cartas. As atividades lúdicas integram-se ao cotidiano das pessoas sob várias formas, sejam individuais ou coletivas, sempre obedecendo aos aspectos e à necessidade cultural de cada época. No brincar, causam-se a espontaneidade e a criatividade com a progressiva aceitação das regras sociais e morais, brincando que a criança se humaniza. VYGOTSKY (1991) ressalta que a brincadeira é a atividade principal da infância.Essa afirmativa se dá não apenas pela frequência de uso que as crianças fazem do brincar, mas principalmente pela influência que esta exerce no desenvolvimento infantil. Pois a brincadeira cria as zonas de desenvolvimento proximal e que estas proporcionam saltos qualitativos no desenvolvimento e na aprendizagem infantil. ALMEIDA, (1978, p. 18) acredita que seria conveniente dar à criança a oportunidade de um ensino livre e espontâneo, pois o interesse geraria alegria e descontração. Ele pontua ainda que: “Em todos os jogos que, estão persuadidas de que se trata apenas de jogo, as crianças sofrem sem se queixar, rindo mesmo, o que nunca sofreriam de outro modo sem derramar torrentes de lágrimas”. Na brincadeira a criança assume diferentes papéis e nessa representação age, frente à realidade, transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumindo, ou seja, muitas vezes o papel do adulto, utilizando-se de objetos substitutos (ALMEIDA 1978, p. 18). ELKONIN (1998) e LEONTIEV (1994) ampliam esta teoria afirmando que durante a brincadeira ocorrem as mais importantes mudanças no desenvolvimento psíquico infantil. Para estes autores a brincadeira é o caminho de transição para níveis mais elevados de desenvolvimento. A brincadeira, seja simbólica ou de regras, não tem apenas um caráter de diversão ou de passatempo. Pela brincadeira a criança, sem a intencionalidade, estimula uma série de aspectos que contribuem tanto para o desenvolvimento individual do ser quanto para o social. Primeiramente a brincadeira desenvolve os aspectos físicos e sensoriais. Os jogos sensoriais, de exercício e as atividades físicas que são promovidas pelas brincadeiras auxiliam a criança a desenvolver os aspectos referentes à percepção, habilidades motoras, força e resistência e até as questões referentes à termo regulação e controle de peso (SMITH, 1982). Para BJORKLUND e PELLEGRINI (2000) a criança não testa diferentes estratégias apenas para o momento da brincadeira, mas sim para a vida adulta. Ao lidar com diferentes situações durante a brincadeira a criança agiria sem a intencionalidade, criando condições e formas de interação que irão auxiliar mais tarde, na vida adulta. A criança quando brinca de faz de conta, utiliza o meio em que vive, seja em casa, na rua ou na escola. Nesse momento, com o material que estiver nas mãos à criança desenvolverá suas habilidades de escrita, seja em suas brincadeiras, por exemplo, de lanchonete ao anotar o pedido do cliente, ou ao fazer de conta que está dirigindo um ônibus ou cobrando a passagem de alguém. Dessa forma, os primeiros passos rumo ao letramento são dados pela criança no momento das atividades lúdica, é por meio do brincar de ler e escrever, que o letramento vai ganhando sentindo para a criança, pois é nesse momento de brincar de ler com ela e ela própria brincar de desenhar e escrever que passa a ser um momento fundamental para o sucesso com a escrita (MOYLES 2006). De acordo com KISHIMOTO (2001, p.21) “desta forma, brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com a criança e não se confundem com o jogo”. É inegável a influência do brinquedo no desenvolvimento infantil. No brinquedo as idéias estão separadas do objeto e a ação surge das idéias e não das coisas. Ex.: um canudo de papelão pode se tornar um “foguete”. Entretanto, é importante ressaltar a materialidade do imaginário, isto é, o imaginário se reporta sempre a algo realmente acontecido. Além disso, a criança pode utilizar como brinquedo o próprio corpo no decorrer dos primeiros meses de vida, passando em seguida a explorar objetos que despertam sua atenção auditiva e visual. A partir desse momento, o brinquedo estará presente em seu cotidiano até a fase adulta, possibilitando que a criança pesquise, investigue sobre a realidade e possa constituir-se socialmente. Ela tem consciência de que é um momento de faz - de- conta. Diverte-se com as próprias simulações e com a cumplicidade do adulto. Na verdade, o objeto é apenas um suporte para as suas brincadeiras. Brinca tanto com os objetos estruturados, inventados pelos fabricantes que servem como brinquedo, como utilizando o imaginário. REILY (2004) acrescenta que o brinquedo é um dos recursos mais eficazes para promover a ação da criança sobre o objeto, podendo por meio do brincar, fazer jus ao seu direito de ser criança. O brinquedo que valoriza as ações do aluno promove a acessibilidade e é um mediador de grande eficácia, por trazer o mundo para perto da criança, ao mesmo tempo em que coloca a criança dentro do mundo. Pode-se avaliar, por meio da brincadeira, o nível de estágio cognitivo no qual a criança se encontra. Ela brinca por vontade própria, expressando-se de forma espontânea. É importante salientar também que a atividade lúdica desperta o interesse do aluno, faz com que ele fique mobilizado e torne suas ações intencionais, fato essencial para a construção de esquemas racionais gradativamente aperfeiçoados. Onde a criança deve ter a oportunidade de construir seus esquemas lógicos, a partir de sua experiência anterior e da troca de experiências com o grupo, de maneira lúdica e prazerosa. Segundo MACEDO (1995), é preciso defender o valor psicopedagógico do jogo. Pois a criança constrói respostas por meio de um trabalho lúdico, simbólico e operatório integrado. O ato de conhecer, para a criança, remete a um jogo de investigação, a partir do qual se pode ganhar, perder ou tentar mais uma vez. Como fazer para recuperar o sentido do jogo na escola e na vida? Proponho que para isso, a escola adote uma postura menos rígida, que esqueça um pouco sua função instrumental. Por que não transformar a escola em um espaço de jogo, no qual crianças, professores, qual filósofos, pudessem recuperar a possibilidade de um pensar seguindo boas regras? Ou seja, seria importante que se permitisse na escola que os meios, ao menos por algum tempo, fossem os próprios fins das tarefas; que se permitisse às crianças e aos professores serem criativos, que tivessem prazer estético e conhecessem o gozo da construção do conhecimento (MACEDO, 1995, p.10). Os jogos da criança pequena são fundamentais para o seu desenvolvimento e para a aprendizagem, pois envolvem diversão e ao mesmo tempo uma postura de seriedade. As brincadeiras é para a criança um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo. Brincar é uma forma de a criança exercitar sua imaginação. A imaginação é uma forma que permite às crianças relacionarem seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco conhecem. A brincadeira expressa à forma como uma criança reflete, organiza, desorganiza, constrói, destrói e reconstrói o seu mundo. BETTELHEIM, (1984), coloca que a brincadeira é uma ponte para a realidade e que nós, adultos, através de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo, demostrando quais são as suas preocupações, que problemas ela sente, como ela gostaria que fosse a sua vida. Ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras. Ou seja, brincar é a sua linguagem secreta que devemos respeitar mesmo que não a entendamos. ARMANELLI (2003, p. 50-51) afirma que: No conceito de pessoas leigas, o brinquedo é um instrumento de recreação destinado a ocupar a criança, alegrando-a enquanto o tempo passa. Dentro do campo de ação da ciência educacional, entretanto, o brinquedo não tem essa característica de atividade acessória e secundária, porque assume papel de relevo no esquema das atividades infantis, como agente eficaz de propulsão evolutiva, acompanhando e favorecendo o crescimento sócio- psico-biológico da criança (ARMANELLI 2003, p. 50-51). O brincar é importante para o desenvolvimento afetivo da criança, para a formação da autoimagem, dos sentimentos e atitudes positiva sobre si mesma e os outros, para ela sentir-se forte e enriquecer a personalidade, viverintensamente as emoções, sentimentos, frustrações, imaginações e fantasias, resolvendo conflitos, desenvolvendo alianças e comportamentos sociais; ajuda-a a construir e respeitar regras, atitudes essenciais para que aprenda a viver em sociedade e a conviver com as diferenças. Segundo VYGOTSKY (1998), é errado definir o brinquedo como uma atividade que dá prazer para a criança. Ele diz que não só existem atividades que mesmo não remetendo ao brinquedo proporcionam um imenso prazer a ela (como chupar chupeta, por exemplo), como também existem jogos que se tornam desagradáveis para a criança, caso ela não seja o vencedor, tornando-se, assim, uma fonte de desprazer. Crianças muito pequenas tendem a satisfazer os seus desejos de forma imediata – elas ainda não planejam atividades futuras. Já crianças maiores, em idade pré- escolar, passam a ter desejos não realizáveis imediatamente, e é por meio da utilização do brinquedo que elas buscam realizar os seus desejos, num mundo ilusório e imaginário. A concepção atual do brincar, nos leva a refletir que nesta atividade a criança: cria e atua; elabora conhecimentos anteriores de forma própria, imitando, imaginando, representando, comunicando, ativando a memória e atualizando conhecimentos (compreende e amplia); imagina e interpreta a realidade; pensa e soluciona problemas; transforma a função social dos objetos (exercita a criatividade). Dar à criança inúmeras oportunidades de brincar e conviver com otimismo e descontração é o melhor caminho para que ela desenvolva seu potencial, seja feliz e se prepare para a vida adulta. É necessário então que as crianças encontrem nesses ambientes pessoas sensíveis, que as compreendam que entendam suas necessidades, seus interesses, respeitem sua individualidade e seus sentimentos e interajam com elas de forma agradável e otimista, ajudando-a a ser feliz. VYGOTSKY (1991), ao empregar o termo “brinquedo”, num sentido amplo, refere- se principalmente à atividade, ao ato de brincar. No entanto, é necessário ressaltar também que, embora ele analise o desenvolvimento do brinquedo e mencione outras modalidades (como os jogos esportivos), procura evidenciar o jogo de papéis ou a brincadeira do “faz-de- conta” (por exemplo, brincar de polícia e ladrão, de médico, de vendinha, etc). Tal fato se explica pela importância dessas brincadeiras nas crianças que aprendem a falar e que, portanto, já são capazes de representar simbolicamente, envolvendo-se numa situação imaginária. A criança passa a criar uma situação ilusória imaginária como forma de satisfazer seus desejos não realizáveis. Esta é, aliás, a característica que define o brinquedo de modo geral. A criança brinca pela necessidade de agir em relação ao mundo mais amplo dos adultos, e não apenas no universo dos objetos a que ela tem acesso. (VYGOTSKY 1991, p.82). O LÚDICO: JOGOS, BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. OLIVIER, (2003, p.21). Coloca que o lúdico é estudado por vários autores e para a maioria deles é uma atividade que está associada ao prazer e a vida. E que o lúdico tem como objetivo a vivência prazerosa, é realizado sem motivo, é espontâneo; privilegia a criatividade devido à sua ligação com o prazer, não tem regras pré-estabelecidas e seu local de manifestação é o lazer, e o lazer “tem no prazer uma das suas características fundamentais”. O brinquedo não requer o uso de regras, mas sim uma suposta intimidade daquele que brinca com o objeto de forma indeterminada. É por meio do brinquedo que a criança se tornará capaz de reproduzir tudo aquilo que ela vê e ouve, enfim, tudo que a rodeia; isso dentro das limitações de cada um. De acordo com RONCA (1989, p. 27) “O movimento lúdico, simultaneamente, torna-se fonte prazerosa de conhecimento, pois nele a criança constrói classificações, elabora seqüências lógicas, desenvolve o psicomotor e a afetividade e amplia conceitos das várias áreas da ciência”. RONCA (1989, p.27) coloca ainda que o lúdico permite que a criança explore a relação do corpo com o espaço, provoca possibilidades de deslocamento e velocidades, ou cria condições mentais para sair de enrascadas, e ela vai então, assimilando e gastando tanto, que tal movimento a faz buscar e viver diferentes atividades fundamentais, não só no processo de desenvolvimento de sua personalidade e de seu caráter como também ao longo da construção de seu organismo cognitivo. O jogo é visto como recreação desde a antiguidade greco-romana e assim permanece por um longo tempo. Na Idade Média, ele é considerado como “não-sério”, sendo associado aos jogos de azar. Jogar é uma prática que ultrapassa os tempos, tem entre outras funções ampliar os conhecimentos, além de melhorar a capacidade de trabalhar em grupo, e auxiliando na integração social podendo facilitar o aprendizado individual e coletivo. Segundo KISHIMOTO (2001), antes do romantismo havia três concepções que relacionavam o jogo infantil e a educação: O jogo infantil como forma de recreação; O jogo como forma de favorecimento do ensino dos conteúdosescolares; O jogo como meio de diagnosticar a personalidade infantil, ajustando o ensino às necessidades infantis. Para SILVA (2007 p. 07) o jogo é definido como “qualquer atividade em que existe uma concentração espontânea de energias com finalidade de obter prazer da qual os indivíduos participam com envolvimento profundo e não por obrigação”. HUIZINGA (2004 p. 16) relaciona o lúdico com o jogo; essa relação ocorre porque o jogo é uma atividade livre, “não-séria”, é exterior a vida habitual, tem a capacidade de absorver o jogador, e não está ligada a interesses materiais, é praticado em tempo e local determinado, segue regras e possui uma ordem. HUIZINGA, (2004, p.21) coloca ainda que o lúdico possui as seguintes características: “ordem, tensão, movimento, mudança, solenidade, ritmo e entusiasmo, que também podem ser vistos no jogo”. Para MACEDO (1995, p.8), os jogos de regras constituem-se em “formas democráticas de intercâmbio social entre crianças ou adultos”. É necessária uma consideração recíproca, sendo a transgressão das regras uma falta grave. Os jogadores dependem, assim, um do outro, sendo a coletividade um caráter próprio dessa estrutura, além da importância do desenvolvimento da criança ao formular estratégias no decorrer da atividade. O jogador precisa ser melhor do que o seu oponente para ganhar, pois, apesar de ambos começarem “do zero”, com o decorrer do jogo um deles precisa errar menos e ser mais rápido, enfim, ser mais habilidoso a cada jogada. De acordo PIAGET (1990, p.216), “O jogo de regras apresenta precisamente um equilíbrio sutil entre a assimilação ao eu – princípio de todo o jogo e a vida social”. A criança, além de entender melhor o seu próprio eu, passa a interagir socialmente, criando uma cumplicidade relativa aos seus companheiros e ao respeito mútuo às regras do jogo. Segundo KISHIMOTO (2001) há, nos jogos, regras explícitas – no jogo de xadrez, por exemplo – e regras implícitas – quando a criança entra no seu mundo de faz-de-conta. Nesta última a criança pode imitar o pai, por exemplo, procurando agir como ele agiria, estando localizada nessa “necessidade” de fazer igual ao pai, durante a imitação, a regra implícita do jogo. Para VYGOTSKY (1991), é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. Pois, com menos de três anos de idade, é essencialmente impossível envolver-se em uma situação imaginária, uma vez que isso implica uma forma nova de comportamento que liberta a criança das restrições impostas pelo ambiente imediato. Mas a ação numa situação imaginária ensina à criança dirigir seu comportamento não somente pela percepção imediata dos objetos, ou pela situação que a afeta de imediato, mas também pelo significado dessa situação. VYGOTSKY (1991) também afirma que a brincadeira, mesmo sendo livre e não estruturada, possui regras. Para o autortodo tipo de brincadeira está embutido de regras, até mesmo o faz-de-conta possui regras que conduzem o comportamento das crianças. Uma criança que brinca de ser a mamãe com suas bonecas assume comportamentos e posturas pré-estabelecidas pelo seu conhecimento de figura materna. Para VYGOTSKY (1991) o brincar é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança, pois os processos de simbolização e de representação a levam ao pensamento abstrato. ELKONIN (1998) avançando nos estudos de Vygotsky elaborou a lei do desenvolvimento do brinquedo. Para este autor o brincar passa por momentos evolutivos. A brincadeira vai de uma situação inicial, onde o papel e a cena imaginária são explícitas e as regras latentes, para uma situação em que as regras são explícitas e o papel e a cena imaginária latentes. Na situação imaginária, a criança tem a oportunidade de se fazer autônoma, ante as situações e restrições impostas pelo mundo que a cerca. O brinquedo auxilia nesse processo em que a criança, de forma espontânea e até mesmo inconsciente, aprende a seguir as regras. Por conta da satisfação e do prazer que encontra no brincar, tem a possibilidade de, cada vez mais descobrir-se, ampliando seus limites: A criação de uma situação imaginária não é algo fortuito na vida da criança; pelo contrário, é a primeira manifestação da emancipação da criança em relação às restrições situacionais. O primeiro paradoxo contido no brinquedo é que a criança opera com um significado alienado em uma situação real. O segundo é que, no brinquedo, a criança segue o caminho do menor esforço – ela faz o que mais gosta de fazer, porque o brinquedo está unido ao prazer – e, ao mesmo tempo, ela aprende a seguir os caminhos mais difíceis, subordinando-se às regras e, por conseguinte, renunciando ao que ela quer, uma vez que a sujeição a regras e a renúncia à ação impulsiva constitui o caminho para o prazer no brinquedo. (VYGOTSKY, 1991, p.113). O jogo, as brincadeiras, as invenções infantis buscam transformar o mundo, dominar seus efeitos de sentido. Abrem a possibilidade do princípio do prazer e da realização do criar, logo do aprender e de viver o não real, dentro do mundo real. A realidade recriada corresponde ao sono com sonhos, em que não se corta o fio constituído de imagens que se transpõem, de um lado para outro. Assim, é possível ao pensamento atravessar os limites do mundo imaginário, para acolher qualquer cena. O brincar é o espaço com poder de transformação. Podemos afirmar que o lúdico é à base de toda a atividade da Educação de Infância, pois é meio de motivação para a criança, que pode dar origem a processos de aprendizagem importantes, fonte de descoberta e prazer. Ludicidade é a espontaneidade em trabalhar, fazendo a comunicação entre a fantasia, o brincar e o real. A realidade jogando com falas e palavras, gestos e expressões enseja verdadeiro prazer em aprender. O brincar elemento importante, mediante o qual se aprende, sendo sujeito ativo desta aprendizagem que tem, nesse lúdico, efeitos de sentido prazerosos. No mundo lúdico, a criança encontra equilíbrio entre o real e o imaginário, alimenta sua vida interior, descobre o sentido de Ser no mundo. “O sentido de ser se aloja nas tramas cotidianas de viver o mundo. De habitá-lo e experimentá-lo.” (ROJAS,2004, p.44). A imaginação dramática está no centro da criatividade humana, sendo parte fundamental do processo de desenvolvimento da inteligência e, por isso, deve estar no centro da educação. Mesmo considerando que a imitação e o jogo estão relacionados ao processo de pensamento e ao desenvolvimento da cognição, é a imaginação dramática que interioriza os objetos e lhes confere significados (KOUDELA, 1984). RCNEI (1998) vem mais uma vez reforçar o conceito em relação ao brincar e as brincadeiras. É através do brincar e das brincadeiras, que a criança fará o uso de sua coordenação de habilidades motoras, gestos e movimentos dentro do seu contexto. Assim, a brincadeira deve ser valorizada, pois busca trabalhar as várias formas de expressão da criança, sejam elas, físicas ou emocionais. Todas essas características estão interligadas com o brincar, com a brincadeira da criança. É desta forma que o brincar e a brincadeira desperta nas crianças, a forma de cada uma recriar e repensar nos acontecimentos que estão a sua volta, favorecendo a sua auto-imagem. Através das modalidades lúdicas (jogos, brinquedos e brincadeiras), inúmeras competências e habilidades são estimuladas. O ensino deixa de ser exausto fazendo com que a criança construa seu conhecimento enquanto brinca. (RCNEI, 1998): Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com outras pessoas. O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação. (RCNEI, BRASIL, 1998 p.21-22) Para NUNES (2000), o brincar e o brinquedo fazem parte da vida infantil e de seu cotidiano, pois é através deste momento que a criança tem a oportunidade de demonstrar suas vivências e experiências, sendo elas nos momentos de alegria ou de frustrações. O brincar se torna o momento de criar de reinventar e o brinquedo vem para dar ênfase a fantasia e a criatividade da criança. Nunes afirma ainda que: O brinquedo caracteriza-se ainda, pela presença do outro. Brincar é estar junto com o outro. É sentir o gesto, o olhar, o calor do companheiro. O brinquedo aproxima as pessoas, torna-as amigas, porque brincar significa sentir- se feliz, é descobrir o mundo que as cerca, socializar-se. (p.5) Desta forma, tanto o brinquedo quanto o brincar passam a ser o mundo da criança, se torna o momento em que ela, passa a conhecer as pessoas a sua volta, ou seja, o momento interação e socialização com as outras. O brinquedo permite o extravasamento das emoções, pois são meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia ao qual reagimos de forma adaptativa. Os objetos, as pessoas, o mundo, podem nos causar emoções e respostas emocionais fortes ou fracas, boas ou más, conscientemente ou não. A memória também pode provocar emoções à luz da consciência. A interação entre o brincar e o mundo real produzindo, na memória infantil, o desencadear e o executar de tais emoções. (DAMÁSIO 2003). A utilização do jogo e das brincadeiras potencializa a exploração e a construção do conhecimento, por contar com a motivação interna, típica do lúdico, mas o trabalho pedagógico requer a oferta de estímulos externos e a influência de parceiros, bem como a sistematização de conceitos em outras situações que jogos ou brincadeiras. (KISHIMOTO, 1999, p.38) ANTUNES (2003, p. 18), afirma que: A criança que brinca está desenvolvendo sua linguagem oral, seu pensamento associativo, suas habilidades auditivas e sociais, construindo conceitos de relação, classificação, seriação, aptidões visuo-espaciais e muitas outras. A brincadeira infantil ajuda a ampliar o vocabulário e a expressar ideias e pensamentos. É uma forma importante de interação, participação e convivência, de aprendizado alegre e espontâneo, levando a criança a enfrentar desafios e fazer descobertas. As crianças aprendem a brincar umas com as outras, observando-se mutuamente, movimentando-se juntas, imitando, participando de jogos. KISHIMOTO (2001) apresenta o jogo e suas determinadas classificações, brincadeira e seus diferentes significados. A dificuldade aumenta quando se percebe que um mesmo comportamento pode ser visto como jogo ou não-jogo. Se para um observador externo a ação da criança indígena que se diverte atirando com arco e flecha em pequenos animais é uma brincadeira, para a comunidade indígena nada mais é que uma forma de preparo para a arte da caça necessária à subsistência da tribo (KISHIMOTO, 2001, p. 15). O PROFESSOR COMO MEDIADOR DAS BRINCADEIRAS Sabendo que o papel da escola de educação infantil seja ela em período integral ou não é antesde tudo promover a socialização das crianças e que o brinquedo e a brincadeira são as formas mais precisas para essa socialização. Pois o ato de brincar é inerente às crianças desde seu nascimento. Para que um professor introduza jogos no dia-a-dia de sua classe ou planeje atividades lúdicas, é preciso, que ele acredite que brincar é essencial na aquisição de conhecimentos, no desenvolvimento da sociabilidade e na construção da identidade. De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI (1998), o professor tem que se preocupar com a organização do espaço, do ambiente em que ele irá trabalhar com seus alunos, pois é naquele determinado local que o conhecimento se fará presente, e será ali que ele vai buscar novas formas de aprendizagem, buscar novos recursos para aprender, ou seja, é neste momento que o professor se utiliza de jogos, brinquedos ou brincadeiras que buscam reforçar o conhecimento que foi trabalhado com o aluno. O RCNEI (BRASIL, 1988), coloca ainda que o brincar, na perspectiva dos professores, refere-se ao papel de estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças, disponibilizando objetos, fantasias, brinquedos ou jogos e possibilitando espaço e tempo para brincar. Diante disso, OLIVEIRA (2007) demonstrará que o professor deve buscar novos métodos de trabalho, respeitar tanto o seu ponto de vista quanto os das crianças, tendo em sala de aula um projeto coletivo, e através deste buscar a criatividade, e o desenvolvimento da criança, seja eles diante da brincadeira ou dos jogos, criar dentro da sala de aula momentos de descontração e aprendizado ao mesmo tempo. De acordo com a autora (2007, p.70) A constante orientação do trabalho educativo deve respeitar a infância, capta-la na complexidade de sua cultura com sua pluralidade de características. A perspectiva que defendemos é a de que o projeto pedagógico daquelas instituições busque fazer o olho infantil saltar o muro, quebrar barreiras, e que o olhar dos educadores procure reconhecer aquilo que as famílias das crianças sabem, vê e esperam. Ainda do ponto de vista do RCNEI (1998 p.21), a aprendizagem da criança se dá por meio da interação dela com o meio em que vive, é na troca de saberes que a criança passa a aprender e a compreender o mundo a sua volta. É nessa relação que a criança busca utilizar os recursos que estão ao seu alcance. “Dentre os recursos que as crianças utilizam, destaca-se a imitação, o faz-de- conta, a oposição, a linguagem e a apropriação de imagem corporal”. De acordo com esse documento, o professor na hora de utilizar o faz-de-conta, deve organizar o espaço para que a criança possa fazer um bom uso do mesmo. Devem-se inserir novos objetos dentro da sala de aula na hora da brincadeira, como caixas contendo giz de cera, lápis de cor, papéis coloridos, para que através da brincadeira a criança possa buscar novos meios de explorar a sua criatividade. É através destes novos objetos e materiais que a criança poderá criar e realizar à escrita do seu modo, pois: Ainda com relação ao faz-de- conta, o professor poderá organizar situações nas quais as crianças conversem sobre suas brincadeiras, lembre-se dos papeis assumidos por si e pelos colegas, dos materiais e brinquedos usados, assim como do enredo e da sequência de ações. Nesses momentos, lembrar-se sobre o que, com quem e com o que brincaram poderá ajudar as crianças a organizarem seu pensamento e emoções, criando condições para o enriquecimento do brincar. (RCNEI 1998 p.50). A forma como o professor fará a intervenção durante a brincadeira irá definir o curso desta, onde a intervenção do professor deve revitalizar, clarificar, explicar o brincar e não dirigir as atividades, pois quando a brincadeira é dirigida por um adulto com um determinado objetivo ela perde o seu significado, lembrando que a brincadeira deve possuir um fim em si mesma.( BOMTEMPO 1997). SPODEK e SARACHO (1998) distinguem dois modos de intervenção por parte do professor durante a brincadeira, o participativo e o dirigido. No modo participativo a interação do professor visa à aprendizagem incidental durante a brincadeira. As crianças acham um problema e o professor, como que um membro a mais no jogo, tenta junto com o grupo encontrar a solução, estimulando estas a utilizarem a imaginação e a criatividade. No modo dirigido o professor aproveita a brincadeira para inserir a aprendizagem de conteúdos escolares e dirigir as atividades para situações não lúdicas, causando uma desvalorização do brincar, que deixa de ser espontâneo, impedindo o desenvolvimento da criatividade. O professor deve proporcionar situações que envolvam o aluno emocionalmente na busca da solução de problemas, apoiando-o e auxiliando-o a alcançar uma solução sempre. Afirma MOYLES (2006 p.137). Em ambientes lúdicos realistas, o letramento não é fragmentado por processos didáticos artificiais. O letramento é utilizado para tudo o que for apropriado no brincar: fazer compras, almoçar ou jantar em um restaurante, viajar de trem, visitar um hospital e assim por diante. O letramento ocorre por ser necessário no contexto do brincar, não porque o ensino exige. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil. Para auxiliar no trabalho do professor. Uma tendência que vem ganhando espaço é a da ludo e ducação que resume em educar através da brincadeira e da descontração. É uma técnica por meio da qual podem ser postos em prática conceitos como os do construtivismo, uma vez que a aprendizagem se dá por meio da participação do aluno, e de uma forma que, para este, é divertida, por meio de brincadeiras e jogos que estimulam o desenvolvimento emocional e o relacionamento entre as crianças e também entre as crianças e professores (DOHME, 2002). BOMTEMPO (1997) coloca que respeitando as brincadeiras, o educador poderá desenvolver novas habilidades no repertório de seus alunos, sugerindo assim que as intervenções não específicas por parte dos professores podem oferecer várias possibilidades e também estimular a criatividade das crianças. A mesma autora também Afirma que a intervenção do professor não deve, de forma alguma, podar a imaginação criativa da criança, mas sim orientar para que a brincadeira espontânea apareça na situação de aprendizagem. Alves (2001 p. 21) resume isto apontando para a simplicidade do tema afirmando que, “Professor bom não é aquele que dá uma aula perfeita, explicando a matéria. CONCLUSÃO O brincar é muito importante na infância, pois a criança necessita brincar, jogar, criar e inventar para manter seu equilíbrio com o mundo. Dentro da escola podemos nos deparar com alguns preconceitos, entre eles o de que brincar é atividade reservada somente para o horário do recreio, que em sala de aula é necessário ter seriedade, fazer silêncio para aprender matérias importantes como: Matemática, Geografia, Português... Há muitos professores ainda que possuem uma visão em que o brincar é “enrolação de tempo”. Porém, não tem conhecimento que todos os jogos e brincadeiras, por sua essência, são educativos e contribuem para o desenvolvimento infantil. Brincar é uma função indispensável à criança. Seja brincando com o professor ou com seus parceiros e em grupos é um compromisso que todo educador deveria ter, uma vez que favorece o seu desenvolvimento cognitivo e sócio - afetivo. Durante a brincadeira, a criança estabelece decisões, resolve seus conflitos, vence desafios, descobre novas alternativas e cria novas possibilidades de invenções. Quando o professor proporciona um trabalho coletivo de cooperação e socialização dá oportunidade às crianças de construírem os jogos, de decidirem regras, de mostrarem como se joga, de perceberem seus limites através dos direitos e deveres e de aprenderem a conviver e a participar, mantendo sua individualidade e respeitando o outro. Ao trabalharcom atividades lúdicas o aluno pode conviver com os diferentes sentimentos que fazem parte de sua realidade interior. Na brincadeira, a criança aprende a se conhecer melhor e a aceitar a existência do outro, organizando, assim, suas relações emocionais e estabelecendo relaçõessociais. Acredito que este trabalho sobre a importância do lúdico: A influência dos jogos, brinquedos e brincadeiras na educação infantil nos abre um caminho dentro do dia-a-dia escolar para a integração dos vários aspectos do ser humano como: corporal, emocional e mental, possibilitando para professores e alunos se conhecer melhor, se relacionar melhor consigo mesmo e com o outro, e a lidar melhor com as próprias dificuldades e com as do outro. Na educação infantil o professor deve criar um ambiente especialmente para despertar as potencialidades da criança, e por esse motivo, devem ser oferecidos à criança oportunidades de ser estimulada e motivada. O professor que reconhece a importância do lúdico no seu dia-a-dia escolar e o coloca em prática em sala de aula por si só e proporciona aos seus alunos a sua vivência. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica - técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Edições Loyola, 1987. ALVES, R. É brincando que se aprende. 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