Prévia do material em texto
A participação da família para o êxito do processo educativo na Educação Especial Como se processa a relação entre a família e a Educação Especial AUTOR(A): PROF. TANIA MEDEIROS ACIEM Notamos na nossa sociedade amplas reflexões sobre a inclusão, em que se faz necessário a criação de parcerias entre todos os membros que fazem parte da vida das pessoas que perpassam pela modalidade da Educação Especial. A relação da família com essas pessoas poderá contribuir de forma fundamental e ser um apoio para a inclusão escolar e social dessas pessoas. A criança que foge aos padrões da normalidade impostos socialmente e sua família deverão contar com uma reestruturação, onde a escola deverá colaborar neste processo como parceira. Pois, o filho idealizado, poderá existir antes mesmo da concepção, onde com a gestação esses valores afloram e percorrem caminhos imagináveis e almejados que não concebem a rejeição da sociedade. Segundo Almeida (2005), a gravidez é um símbolo de renovação e a chegada de uma criança não esperada causa inconformismo e negação. A família poderá passar por "perplexidade, dor, autopiedade, revolta, sentimento de culpa, sensação de impotência" (s/p). A idealização do filho com os estereótipos sociais são almejados pelas famílias. O luto do filho idealizado deverá ser respeitado, pois o tempo desse luto para as diferentes famílias poderá prevalecer por um longo período. As angústias das famílias das pessoas da Educação Especial deverão ser conhecidas pelos professores, bem como, as expectativas em relação ao filho. Os professores no processo educativo deverão auxiliar as famílias a não estigmatizarem as diferenças, e sim a perceberem as capacidades para aquisição de conceitos e a possível participação no mundo competitivo, que envolvem a superação e o encontro de um caminho a seguir. A família é uma estrutura essencial para a constituição do ser humano, onde percebemos que: a família muda, evolui, se desenvolve e cresce por meio das interações na comunidade e na sociedade em geral. Pertence a uma determinada cultura e é influenciada pelas condições socioeconômicas da comunidade em que se situa. Por tudo isso os profissionais necessitam conhecer a família, sua realidade, sua história para poderem respeitar os padrões de comportamento adquiridos pela criança na família e na comunidade SIAULYS (2007 P.179) No período escolar, as famílias devem manter a comunicação e o diálogo em parceria ao processo educativo. As famílias contemporâneas apresentam várias composições e cada membro possui um papel a ser desempenhado. Esses papéis deverão ser flexíveis e ressignificados nas famílias, a fim de propiciarem renovação de padrões benéficos a relacionamentos dialéticos e transformadores. As famílias necessitam de orientações para enfrentarem de maneira eficaz situações que diferem das convencionais, conhecendo os direitos e os deveres pertinentes ao estabelecimento de uma relação participativa com a escola e a comunidade, de maneira geral. A família é base para o desenvolvimento e a aprendizagem da criança e, certamente, muito poderá contribuir no processo educativo para a incidência de aprendizagens significativas numa educação colaborativa em parceria com a escola. CONVIVêNCIA COM A EDUCAçãO ESPECIAL No processo educativo, os professores que convivem com a Educação Especial deverão auxiliar as famílias a não estigmatizarem as diferenças, e sim a perceberem as capacidades para aquisição de conceitos e a possível participação no mundo competitivo de seus filhos. Deverá ser oferecido as diferentes fámílias possibilidades de envolvimento e de superação para o encontro de um caminho a ser seguido com pertinência social. Ocultar Legenda: FAMíLIA X ESCOLA Ocultar Legenda: FAMíLIA ATIVIDADE FINAL Os pais das crianças que frequentam a Educação Especial deverão: A. receber orientação e aprender a lidar com o filho B. receber as mesmas orientações dos pais das outras crianças C. não necessitam de orientações, pois o desenvolvimento de seus filhos não diferem das demais crianças D. serem respeitados e protegidos A família: A. não poderá contribuir para o processo educativo B. é a base para o desenvolvimento da criança C. deverá, apenas, colaborar com a comunidade D. poderá colaborar com a escola, mas não com o desenvolvimento de seu filho Os professores no processo educativo deverão auxiliar a família: A. que a aquisição de conceitos e participação no mundo competitivo para seus filhos é precária B. que a convivência será difícil e a encontrar um caminho a seguir sem seus filhos. C. a perceber as capacidades para aquisição de conceitos, porém excluir a participação no mundo competitivo D. a não estigmatizar as diferenças, e sim a perceber as capacidades de seus filhos REFERÊNCIA ALMEIDA, M.G. "A família frente à criança cega: como entender esta relação?" Revista Benjamin Constant. Rio de Janeiro, dezembro, 2005. Disponível em: <http://www.ibc.gov.br.>. Acesso em: 10 abr. 2012. SIAULYS, M.O.C. O papel da família na educação e inclusão das crianças com deficiência visual - Laramara: a mudança na prática, na atitude e nas relações com a família. In: MASINI, E.F.S.(org). A pessoa com deficiência visual: um livro para educadores. São Paulo: Vetor, 2007. http://www.ibc.gov.br/