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2 A ASSISTÊNCIA SOCIAL E A LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - LOAS Laurita Santos Cardoso¹ Cristina Reus² RESUMO Este estudo destaca o trabalho da Assistência Social e A Lei Orgânica da Assistência Social que dispõe sobre a organização da assistência social. É o instrumento legal que regulamenta os pressupostos constitucionais, ou seja, aquilo que está escrito na Constituição Federal, nos Arts. 203 e 204, que definem e garantem os direitos à assistência social. Esta lei institui benefícios, serviços, programas e projetos destinados ao enfrentamento da exclusão social dos segmentos mais vulneraveis. A partir da explanação este trabalho levanta o seguinte problema: como se compõe a Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS? Para isso estabeleceu-se os seguintes objetivos: Pesquisar sobre a LOAS, verificar sua relevância social; apresentar comentários acerca da assistência social e da profissão do assistente social. A metodologia utilizada foi qualitativa, por meio de pesquisa de cunho bibliográfico. Palavras-chave: Assistência social. LOAS. Assistente social. 1. INTRODUÇÃO A partir da Constituição Federal de 1988, regulamentada pela Lei nº 8.742, de 07 de dezembro de 1993, intitulada Lei Orgânica da Assistência Social, novos conceitos e modelos de assistência social passaram a vigorar no Brasil, sendo esta colocada como direito de cidadania, com vistas a garantir o atendimento às necessidades básicas dos segmentos populacionais vulneráveis pela pobreza e pela exclusão social. A Lei Orgânica da Assistência Social dispõe sobre a organização da assistência social. É o instrumento legal que regulamenta os pressupostos constitucionais, ou seja, aquilo que está escrito na Constituição Federal, nos Arts. 203 e 204, que definem e garantem os direitos à assistência social. Esta lei institui benefícios, serviços, programas e projetos destinados ao enfrentamento da exclusão social dos segmentos mais vulneráveis. O núcleo, ou foco principal dos serviços assistenciais, é constituído pelas famílias vulneráveis pela pobreza e exclusão social. Focaliza-se o grupo familiar e a comunidade por serem espaços sociais naturais de proteção e inclusão social. Valoriza-se a implementação de ações e serviços Inter setoriais. A partir da explanação este trabalho levanta o seguinte problema: como se compõe a Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS? Para isso estabeleceu-se os seguintes objetivos: Pesquisar sobre a LOAS, verificar sua relevância social; apresentar comentários acerca da assistência social e da profissão do assistente social. A metodologia utilizada foi qualitativa, por meio de pesquisa de cunho bibliográfico. 2. A ASSISTÊNCIA SOCIAL E A LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL – LOAS 2.1 SERVIÇO SOCIAL O serviço social está relacionando ao contexto social e aos movimentos originários das relações do dia a dia. Tem sua área voltada ao atendimento das necessidades sociais da população com vistas a valorizar a dignidade humana. [...] o surgimento do serviço social como profissão na sociedade brasileira, [...], bem como a estruturação de seu mercado de trabalho são resultantes de relações históricas, sociais, políticas e econômicas que moldam sua necessidade social e definem os seus usuários. (REISDÖRFER, 2008, p. 65). O assistente social defronta-se com diversas realidades, sendo que, este profissional tem a tarefa de intervir na desigualdade social articulando o equilíbrio e os direitos sociais e de cidadania. Complementando Pieritz (2009, p.47), define que: Os Assistentes Sociais trabalham com a questão social nas suas mais variadas expressões quotidianas, tais como os indivíduos as experimentam no trabalho, na família, na área habitacional, na saúde, na assistência social pública, etc.[...]. O Assistente Social deve estar sempre preparado para se deparar com qualquer situação, tem que estar bem psicologicamente para enfrentar as dificuldades encontradas em seu caminho para que possa resolver aplicando as várias técnicas que existe para essa profissão, assim como ter um comprometimento com a ação que estiver desenvolvendo. Deve, pois, ter “compromisso com a qualidade dos serviços prestados a população e com aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional”. (PIERITZ, 2009, p.99). A profissão de assistente social requer ter em mente que na atuação há vários desafios e limites a serem vencidos. Pois, “os assistentes sociais, em seus locais de atuação profissional, devem zelar pelos direitos dos cidadãos, respeitando as formas de organização das instituições em que estão inseridos”. (REISDÖRFER, 2008, p.87). Infelizmente todas as dificuldades enfrentadas, são geradas devido a falta de recursos e até mesmo pela burocratização imposta pelas normas e leis. O papel do assistente social é desvendar, conhecer a situação em que vivem as famílias a serem abordadas. Na visita domiciliar a finalidade mais importante é verificar a realidade da comunidade em questão, para que se faça um acompanhamento a ser realizado junto às famílias. A visita domiciliar segundo Amaro (2003) é uma prática profissional investigativa ou de atendimento, realizada por um ou mais profissionais, junto aos indivíduos em seu próprio meio social e familiar. Os dados coletados nas entrevistas e pela visita domiciliar servem para uma boa qualidade dos serviços prestados. Para Ruaro (2009, p.72): [...] concebe instrumentos e técnicas como parte construtiva do instrumental de intervenção, entendendo por instrumental um conjunto articulado entre instrumentos e técnicas [...] e que articulados a outros elementos efetivam a ação profissional. A técnica é vista como criação, correspondendo a um conjunto próprio de determinada cultura e formação sociopolítico-econômico. [...] Os instrumentos e as técnicas servem para mediar a pratica profissional do Assistente Social. A técnica, enquanto técnica caracteriza-se por um conjunto de atos articulados dentro de alguma sistemática dada. A técnica é uma teoria em atos. Quando se fala em instrumentos e técnicas, portanto, não se está referindo a uma simples engrenagem material ou mecânica para condição de ações determinadas. O Assistente Social tem que estar atento e consciente quanto a melhor técnica a ser empregada, pois, a mesma é que dará o real significado social, ao seu projeto ou serviço prestado. Pode-se observar que o Assistente Social deve ter uma postura e capacidade critica reflexiva, compreendendo assim todos os problemas enfrentados pelas famílias. Um grande desafio para o profissional de Serviço Social é identificar os principais pontos a ser relevantes nessas situações. É preciso levantar dados, ter conhecimento de causa para concluir seus critérios. Assistente Social, um profissional que trabalha com técnicas baseados em fundamentos de suas pesquisas. Os Assistentes Sociais em seus locais de atuação se confrontam com diversas situações. Ao escolher a profissão, deve ter mente das possibilidades que possa enfrentar. Ser Assistente Social é estar preparado para uma nova vida. Muitas vezes para entender a realidade da situação é preciso viver um pouco a história. Assim fica possível entender que o serviço social está relacionando ao contexto social e aos movimentos originários das relações do dia a dia. O Assistente deve ter uma postura e capacidade de critica reflexiva, compreendendo assim a problemática das pessoas envolvidas porque a formação do Assistente Social é de cunho humanista, portanto, comprometido com valores que dignificam e respeitem as pessoas em suas diferenças e potencialidades, sem discriminação de qualquer natureza. 2.2 LEI ORGÂNICA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL - LOAS A assistência Social, como política de proteção, vem atuando junto aos cidadãos para garantir os seus direitos junto às políticas públicas existentes (saúde, cultura, habitação, saneamento, etc.) Cabe ao Serviço Social acolher estes cidadãos não atendidos pelas redes e inclusão social, buscar formas de materializar as responsabilidades dos gestores do município. Encontra-sena LOAS (BRASIL, 2018, s/p): Art. 1º A assistência social, direito do cidadão e dever do Estado, é Política de Seguridade Social não contributiva, que provê os mínimos sociais, realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas. Sendo que segundo Brasil (2018, s/p) a Assistência Social, segundo a LOAS, tem por objetivo: I - a proteção social, que visa à garantia da vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos, especialmente: a) a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; b) o amparo às crianças e aos adolescentes carentes; c) a promoção da integração ao mercado de trabalho; d) a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; e e) a garantia de 1 (um) salário-mínimo de benefício mensal à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família; II - a vigilância sócio assistencial, que visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famílias e nela a ocorrência de vulnerabilidades, de ameaças, de vitimizações e danos; III - a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provisões sócio assistenciais. Parágrafo único. Para o enfrentamento da pobreza, a assistência social realiza-se de forma integrada às políticas setoriais, garantindo mínimos sociais e provimento de condições para atender contingências sociais e promovendo a universalização dos direitos sociais. Para melhor conhecimento da Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, apresenta-se seus princípios e suas diretrizes, Brasil (2018, s/p): Art. 4º A assistência social rege-se pelos seguintes princípios: I - supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica; II - universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas públicas; III - respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade; IV - igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais; V - divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão. Quanto às diretrizes, coloca Brasil (2018, s/p): Art. 5º A organização da assistência social tem como base as seguintes diretrizes: I - descentralização político-administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, e comando único das ações em cada esfera de governo; II - participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis; III - primazia da responsabilidade do Estado na condução da política de assistência social em cada esfera de governo. Quanto à Organização e da Gestão, a LOAS em seu Art. 6o traz, que “a gestão das ações na área de assistência social fica organizada sob a forma de sistema descentralizado e participativo, denominado Sistema Único de Assistência Social (Suas)”. Em seu capítulo IV a mesma trata dos Benefícios, dos Serviços, dos Programas e dos Projetos de Assistência Social, como se destaca no quadro abaixo: Quadro 1: Benefícios, dos Serviços, dos Programas e dos Projetos de Assistência Social Do Benefício de Prestação Continuada Art. 20. O benefício de prestação continuada é a garantia de um salário-mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família. Dos Benefícios Eventuais Art. 22. Entendem-se por benefícios eventuais as provisões suplementares e provisórias que integram organicamente as garantias do Suas e são prestadas aos cidadãos e às famílias em virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública. Dos Programas de Assistência Social Art. 24. Os programas de assistência social compreendem ações integradas e complementares com objetivos, tempo e área de abrangência definidos para qualificar, incentivar e melhorar os benefícios e os serviços assistenciais. Dos Projetos de Enfrentamento da Pobreza Art. 25. Os projetos de enfrentamento da pobreza compreendem a instituição de investimento econômico-social nos grupos populares, buscando subsidiar, financeira e tecnicamente, iniciativas que lhes garantam meios, capacidade produtiva e de gestão para melhoria das condições gerais de subsistência, elevação do padrão da qualidade de vida, a preservação do meio-ambiente e sua organização social. Art. 26. O incentivo a projetos de enfrentamento da pobreza assentar-se-á em mecanismos de articulação e de participação de diferentes áreas governamentais e em sistema de cooperação entre organismos governamentais, não governamentais e da sociedade civil. Fonte: Brasil (2018 SP). No campo da assistência social, o artigo 6º, da LOAS, dispõe que as ações na área são organizadas em sistema descentralizado e participativo, constituído pelas entidades e organizações de assistência social, articulando meios, esforços e recursos, e por um conjunto de instâncias deliberativas, compostas pelos diversos setores envolvidos na área. O artigo 8º estabelece que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, observados os princípios e diretrizes estabelecidas nesta Lei, fixarão suas respectivas Políticas de Assistência Social. (REISDÖRFER, 2008). O artigo 11º da LOAS coloca ainda que as ações das três esferas de governo na área da assistência social realizam-se de forma articulada, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e execução dos programas, em suas respectivas esferas, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. (REISDÖRFER, 2008). Ao longo dos 10 anos de promulgação da LOAS, algumas bandeiras têm sido levantadas em prol do financiamento da assistência social, construído sobre bases mais sólidas e em maior consonância com a realidade brasileira. 3. MATERIAIS E MÉTODOS No decorrer da escrita deste trabalho foram coletadas informações sobre a assistência social e a LOAS por meio de uma pesquisa bibliográfica no meio eletrônico e livros acerca do tema em questão. Abaixo imagem do livro Vade Mecum do Serviço Social, utilizado como fonte de pesquisa e objeto de análise: As etapas do trabalho foram; 1) delimitação do objeto a ser estudado e definição do objetivo; 2) pesquisa bibliográfica; 3) leitura e análise do material selecionado; 4) redação final; 5) entrevista. Foram realizadas as seguintes perguntas: 1) O que são políticas públicas? 2) O que significa a sigla LOAS? 3) O que você entende por LOAS? 4) Quais as pessoas beneficiadas pela lei? 5) Qual a importância da LOAS na sua área de atuação? 6) Qual o benefício mais concedido pela LOAS? Imagem 1: Livro Vade Mecum do Serviço Social. Fonte: Pesquisadores (2018). O livro traz um panorama completo de Políticas Sociais da Assistência Social, incluindo a política pública usa com o tema deste trabalho, contribuindo significativamente para a pesquisa. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A pesquisa científica em assistência social e dentro das suas Políticas é uma atividade teórica da práxis do futuro assistente social. Este é o momento crucial na vida do universitário, visto que este espaço proporciona: o diálogo, a superação das dificuldades, a descoberta e construção da prática. O conhecimento da realidade das legislações favorece reflexões sobre uma práticacrítica e transformadora possibilitando a reconstrução ou a redefinição de teorias que sustentam o trabalho social. Esta prática deve estar voltada para uma formação que tenha significado, que seja útil com o intuito de se ter uma inserção crítica e comprometida no meio social. Para cumprir com êxito a sua tarefa os assistentes sociais precisam dominar métodos e técnicas adequadas, que possibilitem a compreensão dos conhecimentos científicos e o desenvolvimento de atitudes e habilidades necessárias para a participação nesta sociedade em mudanças; ter conhecimento da realidade mundial e do campo de atuação; aceitar a diversidade sócio-econômica-cultural e estar comprometidos com a equidade social. Em entrevista com a Assistente Social foi aplicado o questionário, e obtivemos as seguintes respostas: Que as políticas públicas são ações governamentais desenvolvidas em conjunto, por meio de programas que proporcionam a garantia de direitos e condições dignas de vida ao cidadão de forma mais igualitária. LOAS significa Lei Orgânica da Assistência Social. LOAS então é uma lei de número 8.742 implantada em dezembro de 1993, e as pessoas mais beneficiadas com essa lei são as que vivem em situação de vulnerabilidade social. O benefício mais concedido e talvez o mais conhecido dentro dessa lei é o BPC (Benefício de Prestação Continuada), benefício este concedido à pessoas com algum tipo de deficiência ou com mais de 65 anos de idade, que não podem prover seus próprios meios de sustentabilidade. 5. CONCLUSÃO A assistência social é dever do Estado e direito do cidadão. É política pública e, como tal, faz parte da seguridade social. Neste modelo, prevalece a ideia de que se protege para promover, para fazer a pessoa crescer; que deve ser ofertado o mínimo básico para que o indivíduo inicie um processo de promoção humana, de crescimento e de valorização da pessoa. Ser Assistente Social é fazer serviço social, quando o profissional identifica-se com o serviço é capaz de estabelecer um compromisso com valores, são princípios que só na ética do agir, pensar, diagnosticar as situações vivenciadas no cotidiano, é que podem eliminar qualquer forma de preconceito e discriminação. Além disso, também é necessário muito conhecimento sobre as Políticas de Assistência Social para atuar com segurança. Desse modo, foi de fundamental importância a realização da pesquisa para os acadêmicos em formação em Assistência Social. Conhecendo com mais profundidade a LOAS, foi possível compreender melhor os benefícios, serviços, programas e projetos destinados ao enfrentamento da exclusão social dos segmentos mais vulneraveis. REFERÊNCIAS BRASIL. LEI Nº 8.742, de 7 DE Dezembro DE 1993. Lei Orgânica da Assistência Social. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8742compilado.htm, acesso em 03 de novembro de 2018. BRASIL. Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social. Trabalho e Projeto Profissional nas Políticas Sociais. Brasília (Df) – 2011. PIERITZ, Vera Lúcia Hoffmann. Ética profissional do Assistente Social. Indaial: Uniasselvi, 2009. p.151.il. REISDÖRFER, Lara Aparecida Lissarassa. Fundamentos e história do serviço social. Indaial: Uniasselvi, 2008. 94p. il RUARO, Gisele de Cássia Galvão; LAZZARINI, Juliana Maria. Estratégias, técnicas e instrumentos da ação profissional I. Indaial: Uniasselvi, 2009. 132p. 1 Laurita Santos Cardoso 2 Nome do Professor tutor externo: Cristina Réus Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI – Licenciatura em Serviço Social (SES 82) – Seminário interdisciplinar I (17/03/2019)