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O profissional de saúde atuando na biossegurança 
 O profissional da área da saúde geralmente se envolve em 
áreas administrativas, assistenciais, de ensino e em pesquisas. 
Em qualquer área em que se envolva, deve: 
 realizar identificar e avaliação dos riscos 
existentes em seu ambiente de trabalho; 
 participar de comissões de pesquisa, 
qualidade, biossegurança e ética, como 
membro da equipe multiprofissional; 
 planejar e ministrar treinamentos para sua equipe; 
 exigir e fiscalizar a utilização de 
equipamentos de segurança. 
 
 
O profissional de saúde atuando na biossegurança 
 Adotar medidas preventivas para que não ocorram acidentes. 
 Participar de cursos de reciclagem e atualização para 
aprimorar seu conhecimento em técnicas de biossegurança. 
 Planejar, implementar e monitorar o sistema 
de registro de imunizações de trabalhadores. 
 Executar o descarte de materiais de 
sua área de atuação de forma correta. 
Portaria do Ministério do Trabalho, MT nº 3.214, de 08/06/78: 
 entende-se por agente de risco qualquer componente 
de natureza física, química, biológica que possa 
comprometer a saúde do homem, dos animais, do 
ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. 
Riscos no trabalho 
 São cinco os riscos classificados pelo Ministério do Trabalho: 
de acidente, físico, químico, biológico e ergonômico. 
1. Risco de acidente 
 Qualquer fator que coloque o trabalhador em 
situação vulnerável e que possa afetar sua 
integridade e seu bem-estar físico e psíquico. 
 Exemplos: além dos riscos químico, físico, biológico e 
ergonômico, destacam-se as máquinas e equipamentos 
sem proteção, a probabilidade de incêndio e explosão, 
agressão, queda, eletricidade, arranjo físico inadequado, 
armazenamento inadequado, etc. 
 
 
Riscos no trabalho 
2. O risco físico está associado à radiação. 
 As radiações são ondas eletromagnéticas que 
possuem a característica de transferir energia. 
 A interação com a matéria resulta na 
transferência de energia para os átomos 
e moléculas que estejam em sua trajetória. 
 Radiação ionizante – causa dano tecidual, 
mutações. Ex.: raios X; raios gama. 
 Radiação não ionizante – não provoca 
mutações. Ex.: onda de rádio, micro-ondas, 
telefone celular, infravermelho, UV. 
 
Riscos no trabalho 
3. Risco químico 
 Consideram-se agentes de risco químico as substâncias, 
compostos ou produtos que possam penetrar no organismo 
do trabalhador pela via respiratória, na forma de poeiras, 
fumos, gases, neblinas, névoas ou vapores. 
 Ou que, pela natureza da atividade, exposição, possam 
ter contato com o organismo ou ser absorvidos por ele 
através da pele ou por ingestão. 
4. Risco ergonômico 
 Qualquer fator que possa interferir nas características 
psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto 
ou afetando sua saúde. 
 Exemplos: levantamento de peso, ritmo de trabalho 
excessivo, monotonia, repetitividade, postura incorreta, 
iluminação e ventilação inadequadas etc. 
Riscos no trabalho 
5. Risco biológico 
 Consideram-se agentes de risco biológico bactérias, vírus, 
fungos, parasitos, fluidos biológicos, entre outros. 
 Profissionais que trabalham na área da saúde (hospitais, 
clínicas, laboratórios, postos de saúde etc.) estão mais 
sujeitos a contato com agentes biológicos. 
 Acidentes com perfurocortantes são a principal porta de 
entrada para doenças infecciosas e letais, como hepatite 
e Aids. A maioria dos acidentes deste tipo ocorrem depois 
da utilização do material e antes de descartá-lo. 
 Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros 
superiores só podem iniciar suas atividades após avaliação 
médica obrigatória com emissão de documento de liberação 
para o trabalho. 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
 EPI: dispositivo de uso individual destinado a preservar 
e proteger a integridade física do trabalhador. 
 A legislação que trata de EPI no âmbito da segurança 
e saúde do trabalhador é estabelecida pela Consolidação 
das Leis do Trabalho (CLT). 
 A regulamentação sobre o uso do EPI é estabelecida 
pelas Norma Regulamentadora NR 6 do Ministério do 
Trabalho e Emprego (MTE). 
 O Equipamento de Proteção Individual (EPI) serve para 
a redução ou eliminação de riscos e, como o nome já diz, 
é de uso pessoal, podendo ser descartável ou não. 
 
 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
I. Proteção da cabeça: capacete, chapéu de palha 
(zona rural), protetores de cabeça impermeáveis e 
resistentes nos trabalhos com produtos químicos. 
II. Proteção dos olhos e da face: protetores 
faciais e óculos de segurança. 
III. Proteção auditiva: protetores auriculares. 
IV. Proteção das vias respiratórias: respiradores 
com filtros mecânicos, respiradores e máscaras 
de filtro químico e respiradores e máscaras de 
filtros combinados (químicos e mecânicos). 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
V. Proteção dos membros superiores: luvas e/ou 
mangas de proteção nas atividades em que haja 
perigo de lesões provocadas por: 
a) materiais ou objetos escoriantes, 
abrasivos, cortantes ou perfurantes; 
b) produtos químicos tóxicos, alergênicos, corrosivos, 
cáusticos, solventes orgânicos e derivados de petróleo; 
c) materiais ou objetos aquecidos; 
d) operações com equipamentos elétricos; 
e) tratos com animais, suas vísceras e detritos e na 
possibilidade de transmissão de doenças decorrentes 
de produtos infecciosos ou parasitários; 
f) picadas de animais peçonhentos. 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI) 
VI. Proteção dos membros inferiores: botas impermeáveis e 
com estrias no solado para trabalhos em terrenos úmidos, 
lamacentos, encharcados ou com dejetos de animais. 
VII. Proteção do tronco: aventais, jaquetas, capas e 
outros para proteção nos trabalhos em que haja 
perigo de lesões provocadas por: 
 riscos de origem térmica; riscos de origem mecânica; 
riscos de origem meteorológica; produtos químicos. 
VIII.Proteção contra quedas com diferença 
de nível: cintas e correias de segurança. 
Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) 
 Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) auxiliam 
na segurança do trabalhador dos serviços de saúde, 
em indústrias e laboratórios em geral. 
 Em laboratórios, auxiliam na proteção ambiental e também 
na proteção do produto ou pesquisa desenvolvida. Ex.: fluxo 
laminar, autoclave, chuveiro, luz ultravioleta. 
 A higiene no trabalho é um conjunto de normas e 
procedimentos voltado para a integridade física e mental 
do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes 
às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. 
 Eliminação das causas das doenças profissionais e prevenção 
do agravamento de doenças e lesões, com serviços adicionais 
de palestras de higiene e saúde, informativos quanto ao 
correto uso de máquinas e equipamentos de proteção. 
Como identificar os riscos de acidente 
 Observação: prédios com área insuficiente, arranjo físico 
deficiente, pisos pouco resistentes e irregulares, materiais 
fora de especificação e normas técnicas. 
 Falta de EPI ou este é inadequado. 
 Instalações elétricas impróprias ou com defeito. 
 Localização imprópria das máquinas, 
falta de proteção em partes móveis. 
 Máquinas defeituosas ou inadequadas. 
 Ferramentas defeituosas ou inadequadas. 
 Uso incorreto de ferramentas e máquinas. 
 
 
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) 
 
 Cipa = Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. 
 Historicamente criada em novembro de 
1944 pelo presidente Getúlio Vargas. 
 Imposição legal da CLT – NR 05, Portaria GM nº 3.214, de 8 
de junho de 1978, com última atualização em Julho de 2011. 
Funções: 
 desenvolve metas para melhorar as condições de 
trabalho e saúde do trabalhador dentro da empresa; 
 conta com representantes dos 
empregados e do empregador; 
 aponta condições e atos inseguros; 
 fiscaliza o que já existe. 
Interatividade 
Originada durante o governo do presidente Getúlio

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